Repositório RCAAP
Triticale: tolerância ao alumínio em solução nutritiva
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1991
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado
Tolerância a alumínio e eficiência a fósforo em milho e arroz: características independentes
Oito experimentos foram realizados em solução nutritiva, em casa de vegetação localizada no Centro Experimental do Instituto Agronômico de Campinas, em 1982-86, com o objetivo de avaliar cem linhagens de arroz e quarenta de milho quanto à eficiência e utilização de fósforo na ausência de Al, e quanto à tolerância a Al em baixo P. Verificou-se, através de coeficiente de correlação (r), se a tolerância a Al se relacionava com a eficiência a P, avaliadas por parâmetros confiáveis previamente estabelecidos. As linhagens de arroz e milho foram agrupadas em nove classes cujos limites foram determinados pelo intervalo de confiança da média do índice de eficiência a P e da média do índice de tolerância a Al. As linhagens de arroz de sequeiro mostraram-se superiores quanto à tolerância a Al, e as de arroz irrigado, quanto à eficiência a P. Dez linhagens de arroz de sequeiro e cinco de arroz irrigado foram selecionadas como eficientes a P e tolerantes a Al. As linhagens de milho tenderam a uma inversão nos índices de avaliação das duas características, sendo três selecionadas como altamente tolerantes a Al, mas intermediárias quanto à eficiência a P. Para o material genético de arroz e milho, os coeficientes de correlação (r) entre os respectivos índices indicaram que as referidas características são independentes nas plantas.
1991
Furlani,Pedro Roberto Furlani,Angela Maria Cangiani
Estudo regional da adubaçáo boratada do algodoeiro no Estado de São Paulo
Quinze experimentos de adubação boratada foram realizados em condições de campo com o algodoeiro, em diferentes regiões produtoras paulistas, no período de 1979-86.O micronutriente foi aplicado na adubação do plantio, nas doses de 0,0; 0,2; 0,4; 0,8; 1,6 e 3,2kg/ha de B, como bórax, em esquema estatístico de quadrado latino. Utilizaram-se sementes dos cultivares IAC 17, nos quatro primeiros anos, e IAC 20, nos demais. Na maioria dos experimentos, houve resposta favorável à adubação, em termos de produção, embora se tenham obtido em apenas três deles (20% dos casos) diferenças estatisticamente significativas. Quanto à concentração de boro no limbo (quinta folha), ocorreu aumento significativo em seis dos onze ensaios amostrados (55%). Reunindo os experimentos em função do histórico das glebas estudadas e da ocorrência de sintomas de deficiência ou de toxicidade de boro, discriminou-se muito bem o efeito geral da adubação. As mais altas produtividades foram alcançadas nos solos tradicionalmente cultivados e adubados e com a acidez corrigida. No entanto, a ação do micronutriente foi maior nos solos corrigidos e adubados com NPK, diminuindo para as glebas em fase de correção ou que já haviam recebido adubação boratada, sendo praticamente nula nos solos pouco cultivados, de pastagens. Observou-se uma relação significativa entre a produção e a concentração de B no solo, extraído pela solução de Mehlich ou, em especial, pela água quente, assim como entre a produção e a concentração de boro no limbo foliar. Como primeira aproximação, sugerem-se as faixas de 0,20 a 0,40ppm de B no solo (água quente), e de 25 a 40ppm de B no limbo da quinta folha, como indicadoras da necessidade de uso do boro na adubação do algodoeiro.
1991
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Chiavegato,Ederaldo José Kondo, Bataglia,Ondino Cleante Hiroce,Ruter Bortoletto,Nelson Sabino,José Carlos
Adubação da cana-de-acúcar: XIV. Adubação NPK em latossolo roxo
São apresentados e discutidos os resultados de dezenove ensaios de adubação de cana-de-açúcar, efetuados em latossolo roxo, em diferentes regiões paulistas. Adotou-se um delineamento fatorial 3³ para N, P e K, procurando-se avaliar a reação da cultura a esses nutrientes em áreas exploradas havia alguns anos com cana e em outras em início de exploração. A variedade utilizada foi a CB 41/76, plantando-se de janeiro a março de 1958. Foram aplicados 0,90 e 180kg/ha de N; 0,80 e 160kg/ha de P2O5 e 0,100 e 200kg/ha de K2O. Houve respostas significativas a nitrogênio em dez casos, a fósforo em nove e a potássio em dezesseis. A produção média sem adubo, em todos os ensaios, foi de 82,9t/ha. As doses máximas dos adubos proporcionaram aumentos médios de 15,2t/ha para nitrogênio, de 10,0t/ha para fósforo e de 21,3t/ha para potássio. O ajuste de funções de respostas aos resultados permitiu a verificação de que combinações mais econômicas dos nutrientes estão muito acima das recomendações correntes. As respostas da cultura à adubação estiveram diretamente relacionadas com a produtividade máxima econômica (r = 0,773**). Foi possível identificar relação direta entre respostas a N e produtividade (r = 0,695**), de respostas a N com o teor de matéria orgânica no solo (r = 0,677**) e de fósforo com o teor de P no solo, determinado pelo método da resina trocadora de íons (r = 0,709**).
1991
Alvarez,Raphael Wutke,Antônio Carlos Pimentel Arruda,Hermano Vaz de Van Raij,Bernardo Gomes,Antônio Carlos Zink,Frederico
Determinação do teor de óleo em sementes de girassol pelos métodos de ressonância magnética nuclear e "soxhlet"
Progênies e sementes individuais de algumas populações de girassol foram utilizadas em um estudo da adequação da técnica da ressonância magnética nuclear (RMN) para determinação do teor de óleo das sementes. Foram feitas análises de correlação entre essa técnica e o método de extração por "Soxhlet". Os resultados indicaram que o óleo contido nas sementes de girassol comporta-se como líquido na análise pela RMN; o fator geométrico não influiu nas medições pela RMN; houve alta correlação entre os teores de óleo obtidos por "Soxhlet" e pelo método da RMN; os valores obtidos com o uso da RMN foram estatisticamente superiores aos obtidos por "Soxhlet"; não houve correlação significativa entre massa da semente e teor de óleo; houve uma variação de teor de óleo maior entre as sementes de um mesmo capítulo que entre capítulos de uma população. A amplitude de variação do teor de óleo entre as sementes de um mesmo capítulo indica a importância. de se proceder à análise individual do teor de óleo das sementes, pela técnica da RMN, para o melhoramento visando aumento no conteúdo de óleo.
1992
Ungaro,Maria Regina Gonçalves Toledo,Nilva Maria Prestes de Teixeira,João Paulo Feijão Suassuna Filho,José
Morfologia dos estômatos em folíolos de amendoim, cultivares tatu e SO-909
Procurando conhecer a variabilidade dos estômatos ocorrentes nos folíolos do amendoim (Arachis hypogaea L.), cultivares Tatu e SO-909, estudaram-se os tipos de estômatos, o índice estomático e dimensões, com os germoplasmas SO-53 ('Tatu') e SO-909 (PI-259747), obtidos do Banco Ativo de Germoplasma do Instituto Agronômico (IAC). Nas seções paradérmicas dos folíolos, observaram-se quatro tipos básicos de estômatos: anomocítico, anisocítico, diacítico e laterocíclico, além de estômatos geminados. Os laterocíclicos apresentaram-se com maior freqüência. Os diacíticos não são citados na literatura consultada sobre o gênero Arachis. A largura dos estômatos e o índice estomático mostraram diferenças entre os genótipos.
1992
Veiga,Renato Ferraz de Arruda Corso,Graci Mirian Curl,Paulo Roberto
Palmito de cana-de-açúcar: nova opção alimentar
No presente estudo, realizado no Centro Experimental de Campinas (IAC), em 1991, procedeu-se à extração e à caracterização do palmito de cana como alimento humano, determinando-se algumas de suas propriedades químicas. O material genético utilizado foi o clone IAC 70-32, proveniente da Estação Experimental de Piracicaba (SP), do Instituto Agronômico (IAC). O palmito de cana é um subproduto da cultura da cana, com teor de proteína (2,10%) semelhante ao do palmito (Euterpe edulis) (2,18%), podendo ser utilizado como alimento humano. Considerando seu peso médio (8,29 g) e o número de colmos de cana por hectare (60.000), pode-se obter uma produção de palmito de cana da ordem de 483 kg/ha.
1992
Azzini,Anisio Zimback,Leo Carvalho,Cassia R.L. Costa,Antonio Alberto
Melhoramento do trigo: XXVII. Estimativas de variância, herdabilidade e correlações em populações híbridas para produção de grãos, tolerância a toxicidade de alumínio e altura das plantas
Visando estimar a herdabilidade em sentido restrito para tolerância ao Al3+, altura das plantas e produção de grãos, bem como as correlações entre essas características, foram efetuados cruzamentos entre os cultivares BH-1146, tolerante ao Al3+ e de porte alto; IAC-24, tolerante ao Al3+ e de porte semi-anão, e Anahuac, sensível ao Al3+ e de porte semi-anão. Plântulas representando os pais, as gerações F1 e F2 e os retrocruzamentos para ambos os pais, foram testadas para a reação a 6 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva. As plantas, devidamente identificadas, foram transplantadas para vasos localizados no telado. Os valores da herdabilidade em sentido restrito para altura das plantas foram altos para os cruzamentos BH-1146 x Anahuac (0,732) e IAC-24 x Anahuac (0,799), e moderado para BH-1146 x IAC-24 (0,432). Para o caráter tolerância ao Al3+, o valor da herdabilidade foi alto para o cruzamento BH-1146 x Anahuac (0,922) e moderado para os cruzamentos BH-1146 x IAC-24 (0,425) e IAC-24 x Anahuac (0,494). Os valores da herdabilidade para produção de grãos foram baixos para todos os cruzamentos, variando entre 0,037 e 0,195. As correlações fenotípicas entre a produção de grãos e a altura das plantas foram positivas e altamente significativas para todos os cruzamentos em estudo. As correlações fenotípicas entre produção de grãos e tolerância ao Al3+ foram não significativas para todos os cruzamentos, com exceção do BH-1146 x IAC-24, que foi positiva e altamente significativa. A correlação fenotípica entre a altura das plantas e a tolerância ao Al3+ foi somente significativa e positiva para o cruzamento BH-1146 x IAC-24. Os resultados sugerem somente ser possível selecionar plantas de porte semi-anão, tolerantes ao Al3+ e de alto potencial produtivo, desde que grandes populações segregantes sejam conduzidas para favorecer a identificação dos genótipos desejáveis originários das eventuais recombinações genéticas.
1992
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Rocha Júnior,Laércio Soares
Avaliação de progênies dos cafés Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho na região de Pindorama (SP)
Objetivou-se, com o presente estudo, avaliar o comportamento de quatro progênies do cultivar Catuaí Amarelo e três do Catuaí Vermelho de Coffea arabica em relação aos cultivares Caturra Amarelo e Mundo Novo da mesma espécie, na Estação Experimental do Instituto Agronômico, em Pindorama. Analisaram-se a produção total e as produções acumuladas a cada dois anos e os valores de rendimento (relação café cereja/beneficiado), a peneira média, a porcentagem de frutos desprovidos de sementes (porcentagem de chochos), o tipo das sementes e o peso de cem sementes tipo chato (grãos normais). Os resultados da produção total em um período de dezoito anos consecutivos indicaram que a progênie de Catuaí Amarelo CH 2077-2-5-62 se revelou a mais produtiva, superando inclusive o padrão Mundo Novo. A linhagem de Caturra Amarelo (LC 476) apresentou as mais baixas produções. Analisando-se as produções acumuladas a cada dois anos e a total, verificou-se a possibilidade de uma avaliação precoce nesse material. As características de frutos e sementes analisadas forneceram valores considerados normais para um café de bom padrão, possibilitando a recomendação do plantio dos cultivares Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho na região nordeste do Estado de São Paulo.
1992
Martins,Antonio Lucio Mello Pedroso,Paulo Afonso Claudino Fazuoli,Luiz Carlos Gonçalves,Wallace
Melhoramento genético da cana-de-açúcar: VI. Ensaios de clones provenientes de hibridações realizadas em 1974, 1977, 1978 e 1979, avaliados na Região de Piracicaba (SP)
Testou-se uma série de clones obtidos de cruzamentos realizados em 1974, 1977, 1978 e 1979 no Instituto Agronômico, em dois locais na região de Piracicaba (SP). Os clones foram comparados com as testemunhas 'SP70-1143', 'IAC64-257', 'NA56-79' e 'CB41-76', em ensaios em blocos ao acaso, avaliando-se os caracteres agroindustriais na média de três cortes. Foram escolhidos para cultivo, na região, o IAC78-23, por sua elevada produção de cana e açúcar, indicado para meio e fim de safra, e o IAC79-1011, como material precoce, de produção média e alto teor de açúcar. Para colheita em meio de safra em solos férteis, foram escolhidos os seguintes clones de produção média e alto teor de açúcar. IAC77-186, IAC78-54, IAC78-90 e IAC79-1159.
1992
Camargo,Antonio Pereira de Bovi,Virginio Alvarez,Raphael Godoy Junior,Gentil Pommer,Celso Valdevino Landell,Marcos Guimarães de Andrade Zimback,Léo Igue,Toshio Silva,Maria Teresa B. Ramos da
Melhoramento genético da cana-de-açúcar: VII.ensaios de clones IAC, série 1977, em latossolo vermelho-escuro, na região de Ribeirão Preto (SP)
Com a finalidade de estudar 16 clones de cana-de-açúcar, provenientes de hibridações efetuadas em Camamu (BA) em 1977, efetuou-se um ensaio em latossolo vermelho-escuro, na Usina São Martinho, Pradópolis (SP). No ensaio, plantado em março de 1986, utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições, sendo a análise estatística feita com a média de quatro colheitas. Avaliaram-se as produtividades de cana e açúcar pol (%) cana, fibra (%) cana, população de colmos e intensidade de florescimento. Considerando-se essas características, assim como a reação ao carvão e tomando-se como padrões as variedades SP70-1143, IAC64-257, NA56-79 e IAC58-480, revelaram-se os clones IAC77-186, IAC77-51 e IAC77-192, como novas opções para a composição de estudos de manejo varietal em condições edafoclimáticas similares.
1992
Landell,Marcos Guimarães de Andrade Alvarez,Raphael Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Silvarolla,Maria Bernadeie
Influência da diminuição da área foliar na produtividade e na duração do ciclo da videira 'Niagara Rosada'
Avaliou-se o efeito da diminuição da área foliar, na produção e na duração do ciclo da videira 'Niagara Rosada', pelos seguintes níveis de desfolha dos ramos: 0, 15, 30, 50 e 70%. No caso da desfolha mais drástica, a produção diminuiu 77% e a duração do ciclo aumentou vinte dias. A manutenção de, pelo menos, 85% da área foliar, não afetou a produção, mas aumentou três dias a duração do ciclo. Para representar a influência da desfolha, são apresentadas curvas da função logística para a produção e da quadrática para a duração do ciclo.
1992
Pedro Júnior,Mário José Pommer,Celso Valdevino Martins,Fernando Picarelli Ribeiro,Ivan José Antunes
O pessegueiro no sistema de pomar compacto: VI. Frutificação efetiva e raleio químico em seleções IAC
Verificou-se o potencial de frutificação e o efeito da pulverização de uréia a 12%, no raleio de frutos, em cinco pessegueiros e duas nectarineiras, cultivados em pomar compacto, na Estação Experimental de Monte Alegre do Sul (22°41'S. e 46°43'W.), do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Dos cultivares e seleções pesquisados, 'Talismã', IAC 6782-83, IAC N 2680-91, 'Aurora-2' e IAC 282-24 apresentaram as maiores taxas de frutificação natural, a saber: 60,9; 54,2; 44,6; 41,4 e 40,0% respectivamente. A uréia a 12%, pulverizada na plena floração, mostrou-se efetiva no raleio dos frutos, reduzindo as frutificações para a faixa de 12-17%, considerada adequada para pessegueiros e nectarineiras sob altas densidades de plantio. O número médio de pêssegos e nectarinas remanescentes por ramo foi, respectivamente, de 1,1; 1,6; 1,8; 1,9; 2,0; 2,6 e 3,2 para IAC 280-28; IAC 6782-83; 'Aurora-2'; IAC 282-24; IAC N 1880-76; IAC N 2680-91 e Talismã'. A produtividade não foi prejudicada pela ação raleadora da uréia a 12%. As plantas em que permaneceram até dois frutos em média, por ramo, apresentaram produtos de melhor padrão.
1992
Barbosa,Wilson Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Santos,Rui Ribeiro dos
Trigo duro: tolerância à toxicidade do alumínio em soluções nutritivas e no solo
Estudou-se o comportamento de 23 linhagens e cultivares de trigo duro (Triticum durum L.), introduzidos do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT), México, juntamente com um cultivar de triticale e seis de trigo (Triticum aestivum L), em soluções nutritivas contendo seis concentrações de Al3+ (0, 1, 2, 3, 4 e 6 mg/litro), à temperatura constante de 25 ± 1°C, e pH 4,0. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em solução sem alumínio, após 48 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. Todos os germoplasmas de trigo duro estudados e os cultivares de trigo Siete Cerros e Anahuac foram sensíveis à concentração de 1 mg/litro de Al3+. O cultivar de trigo Alondra-S-46 mostrou-se sensível a 4mg/litro de Al3+; o de triticale Chiva e os de trigo BH-1146, IAC-24 e IAC-60 exibiram tolerância à presença de 6 mg/litro de Al3+ nas soluções. Os mesmos genótipos foram também estudados em experimentos em solo ácido (V% = 14 e H + Al = 8,9 meq/100cm³) e em solo corrigido (V% = 65 e H + AI = 2,9 meq/100cm³). As produções de trigo duro em solo ácido foram baixas, variando de 939 a 2.243 kg/ha, comparadas com as dos cultivares de trigo e triticale tolerantes ao Al3+, as quais variaram de 3.584 a 4.922 kg/ha. No experimento em solo corrigido, a melhor linhagem de trigo duro (Avetoro "S" x Anhinga "S" - Pelicano "S" x D 67.2) produziu 4.128 kg/ha, em comparação com o triticale Chiva, 4547 kg/ha, e o melhor trigo IAC-24, 4.906 kg/ha. Esses resultados confirmaram a necessidade de ser incorporada tolerância ao Al3+ nos genótipos de trigo duro visando a seu cultivo em solos ácidos.
1992
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Santos,Rui Ribeiro dos Pettinelli Júnior,Armando
Teores de zinco, cobre, manganês e ferro em dois latossolos sob plantios direto e convencional
Estudou-se a influência dos sistemas de plantio direto e preparo convencional, após três anos de cultivo, nos teores de zinco, cobre, manganês e ferro, extraídos com DTPA-TEA, em dois latossolos vermelho-amarelos (LV) do Estado de São Paulo: um de textura argilosa, em Itatiba, e outro de textura média, em Casa Branca. Utilizaram-se amostras coletadas em cinco camadas (0-5, 5-10, 10-20, 20-30 e 30-50 cm), com doze pontos de amostragem por tratamento. Observou-se, em profundidade, um decréscimo acentuado nos níveis de zinco e de manganês nos dois latossolos, e de ferro no LV textura argilosa, podendo a diminuição dos teores de matéria orgânica ser um dos fatores responsáveis por esse decréscimo, principalmente para Zn e Mn. Houve diferenças significativas nos níveis de cobre e de manganês nos dois sistemas de preparo do solo no LV textura argilosa, sendo os teores de cobre e de manganês maiores no plantio direto. O sistema de cultivo não influiu nos teores de zinco e de ferro nos dois latossolos.
1992
Castro,Orlando Melo de Camargo,Otávio Antonio de Cantarella,Heitor Vieira,Sidney Rosa Dechen,Sônia Carmela Falci
Desinfestação de substratos com a utilização de coletor solar
Coletores solares planos constituídos de caixas de madeira com canaletas de chapa de alumínio, onde se coloca o substrato e se cobre com plástico transparente, foram testados quanto ao controle de Sclerotium rolfsii, Rhizoctonia solani, Verticillium sp., Meloidogyne arenaria e Cyperus rotundus (tiririca). Dependendo da intensidade de radiação solar, é necessário um dia para desinfestação do substrato com S. rolfsii e dois dias para R. solani, Verticillium sp. e M. arenaria.
1992
Ghini,Raquel Bettiol,Wagner Armond,Geraldo Braga,Carlos Augusto da Silva Inomoto,Mario M.
Análise das deposições da pulverização aérea simulando a aplicação de Metarhizium anisopliae (Metsch) na cultura da cana-de-açúcar
Aplicações de inseticida biológico constituído de esporos do fungo Metarhizium anisopliae (Metsch) têm controlado satisfatoriamente a cigarrinha-da-cana, Mahanarva posticata (Stal), importante praga da cana-de-açúcar, em Alagoas. Este trabalho analisa as deposições da aplicação aérea na cultura da cana-de-açúcar, utilizando traçantes químicos e corantes. Foram determinados os depósitos do magnésio em fitas de papel acetinado colocadas transversalmente à linha de vôo e mediante análises de gotas recolhidas em cartões kromekote dispostos paralelamente às fitas. Nas condições em que as aplicações foram realizadas, verificou-se que nas faixas sobrepostas de 20 m, a recuperação foi de 44,5%,60% da qual se perde no solo de modo que, no final, apenas 18% do que foi aplicado efetivamente se deposita sobre a massa vegetal da cana. Portanto, se for realizada uma aplicação do entomopatógeno nas condições do ensaio, ela deverá apresentar uma deposição efetiva de aproximadamente 1/5 do total dos esporos aplicados por unidade de área.
1992
Corrêa,Hermes Geraldo Messias,Claudio Luís Carvalho,José Bartolomeu Higinode Bataglia,Ondino Cleante
Propagação in vitro do porta-enxerto rosa 'Shafter'
Foram desenvolvidos, na Seção de Floricultura e Plantas Ornamentais, experimentos de micropropagação de variedades de rosa. O porta-enxerto de Rosa 'Shafter' demonstrou ser excelente material, propagando-se fácil e rapidamente. Meristemas retirados de gemas da porção mediana das hastes, inoculados em meio de Pierik, com adição de 2 mg/l de 6-benzilaminopurina (6-BA), 20 g/l de sacarose, 6,4 g/1 de ágar e os compostos orgânicos - meso-inositol (100 mg/l), ácido nicotínico (0,5 mg/l), piridoxina HCI (0,5 mg/l), tiamina HCI (1 mg/l), ácido fólico (0,5 mg/l), riboflavin (0,5 mg/l) e pantotenato de cálcio (1 mg/l) - apresentaram uma taxa de regeneração de 1:33 em doze meses. Em uma segunda fase, em três experimentos, testaram-se diversos métodos de enraizamento, observando-se ser este possível em meio líquido, com ou sem auxina, sobre ponte de papel-filtro, ou em meio sólido, com 6,4g/1 de ágar, com as auxinas ácido indolbutírico (0,05 mg/l) e ácido naftalenoacético (0,1 mg/l).
1992
Tombolato,Antonio Fernando Caetano Quirino,Eidinete Aparecida Takebayashi,Sandra Sumie Gonçalves Castro,Carlos Eduardo Ferreira De Matthes,Luiz Antonio Ferraz Bovi,Virgínio Fagundes,Rosane Correa Costa,Maria Aparecida Lopes Da Ribeiro,Érivan Olinda Vasconcelos,Cláudio
Identificação de espécies de citros mediante polimorfismo enzimático
Estudou-se, mediante polimorfismo enzimático em gel de poliacrilamida, a variabilidade genética das espécies de laranja-doce (Citrus sinensis); laranja-azeda (C. aurantium); tangerinas clementina (C. clementina), sunki (C. sunki), cleópatra (C. reshni) e poncã (C. rsticulata); lima-da-pérsia (C. limettioides); limão-galego (C. aurantifolia); limão-cravo (C. limonia) e trifoliata (Poncirus trifoliata). Extratos de folhas foram analisados para as isoenzimas de malato deidrogenase (MDH), enzima málica (ME), leucino amino peptidase (LAP), glutamato oxaloacetato transaminase (GOT), fosfoglucoisomerase (PGI), fosfoglucomutase (PGM) e isocitrato deidrogenase (IDH). Verificou-se grande variabilidade genética interespecífica, porém nenhuma entre os cultivares de laranja-doce. Foram encontradas algumas aloenzimas, além das referidas pela literatura em gel de amido, como aquelas de uma região próxima ao loco conhecido por Pgm-1, responsável por proteínas monoméricas. Este sistema, denominado PGM, revelou a maior diferenciação entre as espécies, tendo apresentado duas regiões distintas com 9 alelos. No sistema MDH, foram considerados dois locas codificando para proteínas diméricas com 7 alelos; no ME, um loco com 3 alelos; no LAP, possivelmente dois locos responsáveis por proteínas monoméricas com 4 alelos; no GOT, dois focos com 7 alelos; no PGI, um loco com 3 alelos e no IDH, um loco com 4 alelos.
1992
Sawazaki,Haiko Enok Sodek,Ladaslav Pio,Rose Mary Müller,Gerd Walter
Análise histoquímica foliar do amendoim: genótipos 'Tatu' e SO-909
Este trabalho teve por finalidade a análise histoquímica foliar de dois genótipos de amendoim (Arachis hypogaea L.), do tipo botânico Valência: SO-53 ('Tatu') e SO-909 (PI-259747), cuja literatura demonstra apresentarem respostas diferentes de resistência às principais moléstias fúngicas foliares do Brasil. Seções transversais das seguintes estruturas - pulvino, haste peciolar, raque, pulvínulo e folíolo - e seções paradérmicas de folíolos coletados em dois anos agrícolas consecutivos, foram analisadas quanto à presença de alcalóides, amido, calose, celulose pura, celulose com pectina, cera, cristais, cutina, lignina, mucilagem, óleo, resina, tanino e ureídeos (micrograma) por folíolo (grama). As diferenças qualitativas histoquímicas observadas nos diversos tecidos, como a freqüência de tanino, alcalóide, pectina e óleo, supostamente, podem ser responsáveis pela resistência ou suscetibilidade dos genótipos às moléstias fúngicas foliares. Para fins de caracterização, mostrou-se eficiente a avaliação de pureza de celulose.
1992
Veiga,Renato Ferraz de Arruda Corso,Graci Mirian Curi,Paulo Roberto Teixeira,João Paulo Feijão