Repositório RCAAP
Detecção do Grapevine leafroll-associated virus 5 no Estado de São Paulo
O enrolamento da folha da videira ("grapevine leafroll") é uma doença atribuída a pelo menos nove vírus sorologicamente distintos, Grapevine leafroll-associated viruses 1 a 9 e designados GLRaV-1 a GLRaV-9. No Brasil, já é conhecida a existência do GLRaV-1, GLRaV-2, GLRaV-3 e GLRaV-6. Neste trabalho, foi demonstrada a ocorrência do GLRaV-5 em amostras de videiras cultivadas no Estado de São Paulo, mediante teste de Biotina-ELISA. O vírus foi detectado com baixa incidência nas cultivares avaliadas, exceto na 'Cardinal', que apresentou 100% de infecção. Este é o primeiro relato da ocorrência do GLRaV-5 no Brasil.
2008
Kuniyuki,Hugo Rezende,Jorge Albeto Marques Gaspar,José Osmar Yuki,Valdir Atsushi
Efeito da Incorporação de Folhas de Nim ao Solo sobre o Complexo Fusarium x Meloidogyne em Quiabeiro
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da incorporação de folhas frescas de nim (Azadirachta indica) ao solo, sobre o complexo Fusarium x Meloidogyne em quiabeiro (Abelmoschus esculentum) em um experimento realizado em condições de casa de vegetação. Os tratamentos constaram da adição de 25g ou 50g de folhas trituradas/kg de solo previamente autoclavado e inoculado com M. incognita, Fusarium oxysporum f. sp. vasinfectum, juntos e isoladamente, contidos em vasos com capacidade de 2 L. Solo sem folhas de nim serviu como testemunha. O experimento foi realizado seguindo um delineamento inteiramente casualizado com seis repetições, sendo cada repetição representada por um vaso com 5 plantas. As folhas foram incorporadas 30 dias antes do plantio e a avaliação deu-se 90 dias após o plantio, adotando-se a percentagem de plantas mortas como parâmetro para avaliar o efeito dos tratamentos. A incorporação de 50g de folhas frescas de nim foi eficiente para o controle de Meloidogyne e Fusarium isoladamente, bem como na interação desses patógenos. A incorporação de 25g de folhas de nim mostrou-se eficiente apenas para o controle de Meloidogyne isoladamente.
2008
Silva,Gilson Soares da Pereira,Aurenice Lucena
Eficiência e persistência de fungicidas no controle do oídio do trigo via tratamento de sementes
O oídio do trigo, causado por Blumeria graminis f.sp. tritici, ocorre com alta freqüência e intensidade em cultivares suscetíveis, na região Sul do Brasil. Em experimento conduzido em casa-de-vegetação, avaliou-se a eficiência e o período de proteção dos fungicidas difenoconazole (15 SC 100, 200 e 300 mL), flutriafol (12,5 SC 200, 300 e 400 mL) triadimenol (15 SC 200, 300 e 400 mL) e triticonazole (20 SC 135, 270 e 400 mL/ 100 kg de sementes), em três doses da formulação comercial, aplicados via tratamento de semente para o controle do agente causal do oídio. Sementes de trigo, cultivar BR 23, suscetível à doença, foram tratadas com os fungicidas e semeadas em vasos plásticos, contendo como substrato uma mistura de solo, areia e vermiculita. Vasos contendo plantas de trigo, contendo sinais do fungo, foram colocados entre os tratamentos para servir como fonte de inóculo primário. As avaliações foram realizadas diariamente, no afilho principal, desde o surgimento dos primeiros sinais. Utilizou-se como critério de quantificação da doença a incidência de folhas infectadas, até que a planta estivesse com a quarta folha totalmente expandida. Curvas ajustadas segundo o modelo logístico foram obtidas para cada fungicida em suas três doses. O período de proteção conferido pelos fungicidas foi menor para o produto difenoconazole, aumentando o período com o flutriafol e, posteriormente, com o triticonazole. O maior período de proteção foi obtido com o fungicida triadimenol.
2008
Reis,Erlei Melo Moreira,Eder Novaes Casa,Ricardo Trezzi Blum,Marta Maria Casa
Patogenicidade cruzada de Ceratobasidium spp. do caquizeiro (Diospyros kaki) e do chá(Camellia sinensis) e reação de cultivares de caqui ao patógeno
O fungo Ceratobasidium spp. é o agente causal da doença mal-do-fio ou queima-do-fio em várias plantas frutíferas, em cafeeiro e em chá. Esta doença ocorre com maior freqüência em zonas de alta precipitação e temperaturas elevadas, típicas de regiões de florestas tropicais como a Amazônica e a Mata Atlântica. Em São Paulo, o primeiro relato do mal-do-fio em caquizeiro ocorreu na região de Mogi das Cruzes. O objetivo deste estudo foi testar a patogenicidade cruzada de isolados de Ceratobasidium spp. de caquizeiro e chá para ambas as culturas e também para o cafeeiro e citros. Avaliou-se, também, a reação de oito cultivares de caquizeiro, sob condições controladas, a isolados de Ceratobasidium spp. obtidos da mesma cultura. Constatou-se que os isolados de caquizeiro e de chá, embora filogeneticamente distintos, foram patogênicos para ambas as culturas, além de afetarem cafeeiro e citros. Não foram verificados indícios de reação de resistência aos isolados de Ceratobasidium spp. para as oito cultivares de caquizeiro testadas.
2009
Souza,Elaine Costa Basseto,Marco Antonio Boliani,Aparecida Conceição Takada,Hélio Minoru Ceresini,Paulo Cezar
Efeito do armazenamento na energia corporal de juvenis do segundo estádio de Meloidogyne incognita infestados por Pasteuria penetrans
Neste trabalho, objetivou-se estudar o efeito do período de armazenamento no teor de lipídios de juvenis do segundo estádio (J2) de M. incognita com endósporos de P. penetrans na infectividade e reprodução em tomateiro. Suspensões de M. incognita contendo ou não endósporos de P. penetrans aderidos à cutícula foram armazenadas por 0, 3, 6, 9 e 12 dias, a 28ºC. Após cada período de estocagem, determinou-se a concentração de lipídios neutros corporais por meio da análise de imagem dos J2 coloridos com o corante "Oil Red O". Em seguida, 1.000 J2 foram inoculados em mudas de tomateiros. Após 28 dias, avaliou-se o número de fêmeas parasitadas, número de endósporos/fêmea, número de galhas, massas de ovos e de ovos/g de raiz. O teor de lipídio dos J2 reduziu-se com o aumento do período de estocagem. Porém, maiores perdas ocorreram nos J2 sem endósporos de P. penetrans. A proporção entre as perdas dos J2 com e sem P. penetrans foi pequena e decrescente com o período de estocagem. Entretanto, a desproporção foi grande entre 3 e 6 dias de armazenamento dos J2 com e sem P. penetrans com relação aos parâmetros reprodução e número de galhas, indicando consumo de fontes alternativas ao lipí dio neutro de energia p elo J2 parasitado. Mas o período de armazenamento sempre reduziu a reprodução e número de galhas formadas em tomateiros por J2 com e sem P. penetrans. A perda dessas fontes de energia, ao que tudo indica, leva muitos J2 a morrer antes de chegar ao estádio adulto, pois o número de fêmeas parasitadas reduz-se com o armazenamento, além de propiciar menor produção de endósporos por fêmea. O J2 parasitado por P. penetrans necessita encontrar rapidamente a raiz e não permanecer no solo por mais de 6 dias antes de parasitar a planta.
2009
Rocha,Fernando da Silva Campos,Vicente Paulo Canuto,Renata da Silva Souza,Ricardo Magela de
Sobrevivência de fungos fitopatogênicos habitantes do solo, em microcosmo, simulando solarização com prévia incorporação de materiais orgânicos
Os fungos fitopatogênicos habitantes do solo podem sobreviver por vários anos nesse ambiente por meio de estruturas de resistência, causando perdas em muitas culturas, por vezes, inviabilizando o pleno aproveitamento de vastas áreas agrícolas. O uso de materiais orgânicos no solo consorciado com a técnica de solarização propicia a retenção de compostos voláteis fungitóxicos emanados da rápida degradação dos materiais e que são letais a vários fitopatógenos. O objetivo deste experimento foi à prospecção de novos materiais orgânicos que produzissem voláteis fungitóxicos capazes de controlar fungos fitopatogênicos habitantes do solo, em condições de associação com a simulação da técnica de solarização (microcosmo). Portanto, o presente trabalho consistiu de seis tratamentos (Solarizado; Solarizado+Brócolos; Solarizado+Eucalipto; Solarizado+Mamona; Solarizado+Mandioca e Laboratório) e cinco períodos (0, 7, 14, 21 e 28 dias) para avaliar a sobrevivência de quatro fungos de solo (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici Raça 2; Macrophomina phaseolina; Rhizoctonia solani AG-4 HGI e Sclerotium rolfsii). Em cada uma das duas câmaras de vidro (microcosmo) por dia avaliado continha uma bolsa de náilon contendo as estruturas de resistência de cada fitopatógeno. Estruturas dos fitopatógenos foram mantidas também em condições de laboratório como referencial de controle. Todos os materiais quando associados à simulação da solarização propiciaram o controle de todos os fitopatógenos estudados, entretanto, foi observado variação no controle dos fungos. O tratamento que apenas simulou a solarização não controlou nenhum fitopatógeno.
2009
Ambrósio,Márcia Michelle de Queiroz Júnior Bueno,César Padovani,Carlos Roberto Souza,Nilton Luiz de
Efeito do tratamento de sementes com fungicidas e acibenzolar-S-methyl no controle da ferrugem asiática e crescimento de plântulas em cultivares de soja
A influência de acibenzolar-S-methyl (ASM), e fungicidas aplicados via tratamento de sementes sobre a ferrugem asiática bem como o crescimento de plântulas de soja foi avaliada em experimento conduzido em casa de vegetação em delineamento inteiramente casualizado com três repetições, utilizando as cultivares de soja 'Agiara', 'M-soy 8000' e 'M-soy 8080'. Os tratamentos foram três doses de ASM (0,05; 0,1 e 0,2 g de i.a. por kg de sementes), ASM (na dose de 0,1 g de i.a. por kg de sementes) combinado aos fungicidas flutriafol, pyraclostrobin e azoxystrobin, e a aplicação isolada destes, além de uma testemunha tratada com água. Os resultados mostraram redução da Área Abaixo da Curva de Progresso da Ferrugem (AACPF) com o aumento da dose de ASM nas três cultivares de soja. A utilização isolada do ASM em diferentes doses proporcionou uma redução da AACPF além de apresentar, na maioria dos casos, um efeito sinérgico com os fungicidas, aumentando a eficiência de controle quando comparada às aplicações isoladas. Com exceção do ASM na menor dosagem, todos os tratamentos apresentaram controle superior a 77 % comparados à testemunha. Em geral, o tratamento de sementes com ASM e fungicidas resultou numa redução da massa seca (MS) em relação à testemunha. A utilização de ASM associado a fungicidas na tentativa de atrasar a infecção da ferrugem asiática da soja nos períodos iniciais da cultura constitui-se em uma alternativa viável para redução do inóculo inicial, entretanto possíveis efeitos fitotóxicos devem ser considerados.
2009
Debona,Daniel Figueiró,Gláucia Garcia Corte,Gerson Dalla Navarini,Lucas Domingues,Lucas da Silva Balardin,Ricardo Silveiro
Estudo de métodos de inoculação para a avaliação de cultivares de soja a Fusarium tucumaniae
Avaliou-se a reação das cultivares de soja, IAS-5, FT-Cometa, CAC-1, Monarca e MG/BR 46 (Conquista), consideradas resistentes, e de FT-Estrela e FT-Cristalina, suscetíveis a F. tucumaniae, por dois métodos. Foram inoculadas plântulas e folhas destacadas de soja através do método de grãos de sorgo e grãos de aveia, respectivamente. As avaliações de severidade da doença foram efetuadas semanalmente utilizando-se escalas de notas tanto para sintomas observados na parte aérea das plântulas como para o sistema radicular, e também através da porcentagem de plântulas mortas. Avaliou-se também a altura de plantas e os comprimentos das lesões externa e interna da haste. A relação das cultivares em ordem crescente de porcentagem de plantas mortas foi CAC-1 (47%), Monarca (60%), MG/BR 46 (Conquista) (61%), IAS-5 (64%), FT-Cristalina (84%), FT-Cometa (86%) e FT-Estrela (90%). Em folhas destacadas, inicialmente, o patógeno infectou tecidos das regiões próximas ao pecíolo, porém este método não foi adequado na caracterização dos materiais, uma vez que ocorre senescência precoce das folhas.
2009
Franco,Helena Baroni Junqueira Centurion,Maria Aparecida Pessôa da Cruz Barbosa,José Carlos
Avaliação da resistência a tobamovirus em acessos de Capsicum spp.
A resistência em Capsicum spp a tobamovírus é governada pelos genes L¹ a L4. Baseado na capacidade de alguns isolados suplantarem a resistência destes genes, os tobamovírus podem ser classificados nos patótipos P0, P1, P1-2 e P1-2-3. No Brasil, até o momento as três espécies de tobamovírus conhecidas são: Tobacco mosaic virus (TMV), Tomato mosaic virus (ToMV), pertencentes aos patótipos P0 e Pepper mild mottle virus (PMMoV) pertencente ao patótipo P1-2, respectivamente e podem infectar pimentas e pimentões. Oitenta e seis genótipos de pimentão e pimenta foram avaliados quanto à resistência a tobamovírus, sendo 62 de Capsicum annuum, 18 de C. baccatum e seis de C. chinense. Oito acessos de C. annuum, seis de C. baccatum e os acessos ICA #39, Pimenta de cheiro e PI 152225 de C. chinense apresentaram reação de hipersensibilidade ao ToMV, enquanto que o acesso Ancho de C. annuum foi considerado tolerante, permanecendo assintomático, porém permitindo a recuperação do vírus quando inoculado em Nicotiana glutinosa. Para o PMMoV patótipo P1,2 foram avaliados os acessos de pimentão e pimenta considerados resistentes ao ToMV. Somente o PI 152225 de C. chinense desencadeou reação de hipersensibilidade ao PMMoV, sendo fonte potencial de resistência para programas de melhoramento a este vírus no Brasil.
2009
Cezar,Márcia Aparecida Krause-Sakate,Renate Pavan,Marcelo Agenor Costa,Cyro Paulino da
White mold intensity on common bean in response to plant density, irrigation frequency, grass mulching, Trichoderma spp., and fungicide
The purpose of this study was to evaluate the efficiency of integrated managements on white mold control on common bean. Initially, in vitro testing was made to assess the antagonism of 11 Trichoderma isolates against Sclerotinia sclerotiorum and to investigate fungicides (fluazinam and procymidone) inhibitory effects on those fungi. In two field experiments the following combinations were tested: irrigation frequencies (seven or 14 days), plant densities (six or 12 plants per meter), and three disease controls (untreated control, fungicide or Trichoderma spp.). In a third experiment plant densities were replaced by grass mulching treatments (with or without mulching). Fluazinam was applied at 45 and 55 days after emergence (DAE). The antagonists T. harzianum (experiments 1 and 3) and T. stromatica (experiment 2) were applied through sprinkler irrigation at 10 and 25 DAE, respectively. Most of the Trichoderma spp. were effective against the pathogen in vitro. Fluazinam was more toxic than procymidone to both the pathogen and the antagonist. Fungicide applications increased yield between 32 % and 41 %. In field one application of Trichoderma spp. did not reduce disease intensity and did not increase yield. The reduction from 12 to six plants per meter did not decrease yield, and disease severity diminished in one of the two experiments. It is concluded that of the strategies for white mold control just reduction of plant density and applications of fungicide were efficient.
2009
Paula Júnior,Trazilbo José de Vieira,Rogério Faria Rocha,Paulo Roberto Ribeiro Bernardes,Alessandra Costa,Édio Luis Carneiro,José Eustáquio Souza Vale,Francisco Xavier Ribeiro do Zambolim,Laércio
Variabilidade patogênica do fungo Pyricularia grisea no Estado de São Paulo
Amostras de arroz com sintomas de brusone foram coletadas no período 2004-06 em diferentes regiões produtoras do Estado de São Paulo. Foram obtidos 71 isolados monospóricos do fungo P. grisea, e para a caracterização da variabilidade patogênica desses isolados foram utilizadas as séries diferenciadoras internacional e japonesa. Segundo a série internacional, os 71 isolados foram agrupados em 21 patótipos. Predominaram raças dos grupos IB, ID e IG, com 23, 21 e 17 constatações respectivamente. A variedade Raminad Str.3 apresentou os genes de resistência mais efetivos, não suplantados por nenhum dos isolados testados, seguida da NP 125 (5,6% de reações suscetíveis) e Dular (11,3 %). Por outro lado, a resistência da variedade Sha-tiao-tsao foi suplantada pela maioria dos isolados (90,1 % de reações suscetíveis), seguida da Usen (62,0%) e da Caloro (53,5 %). Pela série japonesa, os isolados foram agrupados em 36 patótipos, e a análise do espectro de virulência dos isolados mostra que nenhum dos isolados teve a capacidade de suplantar a resistência conferida pelo gene pi-ta² e somente 1 isolado a do gene pi-z t . Por outro lado, 63,4 % dos isolados conseguiram causar sintomas em plantas com o gene pi-a, 59,1% com o gene pi-ta e 53,5 % com o gene pi-i.
2009
Malavolta,Vanda Maria Angeli Carqueijo,Aline de Paula Mendes,Lívia
A refletância na estimativa do efeito de fungicidas no controle da ferrugem asiática da soja
Medidas de refletância têm apresentado resultados eficientes para avaliar a eficiência de fungicidas, além de ser um método prático e rápido. O objetivo do trabalho foi comparar medidas de refletância com o método de avaliação visual para avaliar a eficiência de fungicidas no controle da ferrugem asiática da soja e quantificar a relação com a produtividade. O ensaio foi instalado na Fazenda Escola da UEL, cv. BRS 133, em delineamento de blocos ao acaso com 07 diferentes fungicidas, em 04 repetições. Foram realizadas duas pulverizações, sendo a 1º no estádio R2 (3% de severidade) e a segunda em R5.1, 20 dias após. Avaliou-se visualmente a severidade de ferrugem asiática e calculou-se a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). Também, avaliou-se a produtividade final e a percentagem de radiação solar em 810 nm (R810) com o uso de radiômetro de multiespectro e calculou-se a área abaixo da curva de progresso da radiação (AACPR). O coeficiente de determinação (R2) para regressão entre as variáveis AACPD x produtividade foi 0,79, entre AACPR x produtividade foi 0,90 e AACPD x AACPR foi 0,89. A utilização de refletância (R810) permitiu a separação dos tratamentos fungicidas em três grupos distintos, sendo epoxiconazol com menor eficiência, metconazol, tebuconazol e piraclostrobina + epoxiconazol foram classificados como intermediários e os mais eficientes foram, azoxistrobina + ciproconazol e picoxistrobina + ciproconazol.
2009
Silva,Alexandre José da Canteri,Marcelo Giovanetti Santiago,Débora Cristina Hikishima,Marceli Silva,André Luiz da
Preservação do inóculo de Plasmodiophora brassicae utilizando o método de congelamento
A preservação das estruturas de resistência de Plasmodiophora brassicae, em condições laboratoriais, é dificultada pelo fato de se tratar de um parasita obrigatório. O método de congelamento, utilizando freezer, comum foi testado com o objetivo de viabilizar a sobrevivência e a preservação de suas características infectivas. Raízes de diferentes brássicas, naturalmente infectadas por P. brassicae, contendo sintomas típicos de hérnia, de uma mesma propriedade localizada no município de Pardinho, Estado de São Paulo, foram coletadas em diferentes épocas e imediatamente congeladas, em freezer, a aproximadamente -20ºC. Os tratamentos foram divididos da seguinte maneira: T1: hérnias congeladas por 389 dias (rúcula); T2: hérnias congeladas por 242 dias (brócolis); T3: hérnias congeladas por 21 dias (couve chinesa) e T4: testemunha (sem inóculo). Os testes de patogenicidade, após diferentes períodos de armazenamento, foram realizados em condições de casa de vegetação (25±2ºC). Cada planta de uma variedade suscetível de couve-chinesa (Pak choi) foi inoculada com 2mL da suspensão de esporos de cada tratamento, na concentração de 10(7) esporos.mL-1. Cada tratamento contou com seis repetições distribuídas em blocos ao acaso. Passadas cinco semanas após a inoculação, as raízes das plantas foram lavadas e avaliadas. Houve diferença significativa entre os tratamentos. Os materiais congelados, entre 21 a 242 dias preservaram suas características infectivas, mostrando que o método de congelamento em freezer, nesse período, pode ser uma boa opção para a preservação das estruturas de resistência deste patógeno.
2009
Cruz,Juliana Cristina Sodário Souza,Nilton Luiz de Padovani,Carlos Roberto Furtado,Edson Luiz
Efeito de indutores de resistência em cafeeiro contra a mancha de Phoma
O efeito dos produtos acibenzolar S-metil ester (ASM, Bion®), fosfito de potássio (Hortifós PK®) e de um fertilizante foliar (Nutex Axcell®) foi avaliado sobre a germinação de esporos e no crescimento micelial de Phoma costarricensis. O efeito desses produtos também foi avaliado na severidade da mancha de Phoma em mudas de cafeeiro. O percentual de germinação dos conídios de P. costarricensis não foi afetado pelas doses de fosfito e ASM, mas reduções no crescimento micelial do fungo foram observadas. A AACPD e a severidade da doença foram menores em todos os tratamentos quando comparados com a testemunha inoculada. Nas plantas tratadas com o fungicida tebuconazole, utilizado como padrão, foi observada redução de 50,9% na severidade da doença. Os menores valores de severidade e de AACPD foram observados nas plantas tratadas com ASM 0,1 g/L; Fosfito 2,5 mL/L; Fosfito 5,0 mL/L e o fertilizante Nutex Axcell® 4,0 mL/L.
2009
Nojosa,Gutemberg Barone Araújo Resende,Mário Lúcio Vilela Barguil,Beatriz Meireles Moraes,Sylvia Raquel Gomes Vilas Boas,Carla Heloísa
Especificidade de Puccinia pampeana a cultivares de Capsicum spp. e outras solanáceas
A ferrugem de espécies de Capsicum spp. (pimenta e pimentão), é causada pelo fungo Puccinia pampeana, pode causar perdas totais em plantios de diversas espécies de Capsicum, onde preodminam temperaturas ao redor de 21ºC. Esta ferrugem, mesmo sendo específica do gênero Capsicum, e mesmo muitas espécies dentro deste gênero sendo suscetíveis, algumas apresentam reação de hipersensibilidade. Foi o caso de Capsicum annuum (pimenta cv. Cayenne) e C. chinense (pimenta cv. Habañero), que após a formação dos espermogônios (11 dias), apresentou manchas necróticas na região periférica aos espermogônios, aos 15 dias após a inoculação, não havendo evolução da infecção. Também foi observada reação de hipersensibilidade, de forma mais moderada em folhas C. annuum (pimenta serrano) e C. baccatum (chapéu-de-frade). Com relação às outras solanáceas inoculadas (jiló e berinjela) não foram observados os sintomas e sinais da infecção.
2009
Passador,Martha Maria Furtado,Edson Luiz Figueiredo,Mário Barreto
Ocorrência de Colletotrichum gloeosporioides em frutos de carnaubeira no Brasil
No summary/description provided
2009
Freire,Francisco das Chagas Oliveira Barguil,Beatriz Meireles
Primeiro registro de Myrothecium roridum em noni no Brasil
No summary/description provided
2009
Poltronieri,Luiz Sebastião Freire,Francisco das Chagas de Oliveira Verzignassi,Jaqueline Rosemeire Ferreira,Tathianne Pastana de Sousa Souza,Ana Carla de Andrade Costa
Relação entre densidade e qualidade de sementes de algodoeiro
Em quatro anos agrícolas, avaliou-se a influência da densidade da semente de algodoeiro sobre a sua qualidade e sanidade e sobre a planta resultante. Foram utilizadas sementes dos cultivares IAC 17 e IAC 18, separadas nas seguintes classes de densidade: menor que 0,90g/cm³; entre 0,90 e 1 ,00g/cm³ ;entre 1,00 e 1,05g/cm³ e maior que 1,05g/cm³. As sementes mais densas (acima de 1,00g/cm³) apresentaram melhor qualidade física e fisiológica que as menos densas (abaixo de 1,00g/cm³), considerando-se o peso de cem sementes, o poder germinativo e o vigor. Em condições de campo, essas sementes resultaram também em maior porcentagem de emergência de plântulas, influindo, conseqüentemente, na população de plantas e na produtividade. A influência não persistiu sobre a qualidade fisiológica das sementes produzidas por essas plantas, avaliada através da germinação. A melhor condição de sanidade também foi apresentada pelas sementes mais densas, enquanto as menos densas mostraram maior incidência de Botryodiplodia theobromae, Fusarium spp. e Rhizoctonia sp. e do total de fungos. Não houve influência da classe de densidade sobre a planta resultante, considerando-se também o aspecto da sanidade da semente produzida.
1991
Pizzinatto,Maria Angélica Menten,José Otávio Machado Soave,Jaciro Cia,Edivaldo Maeda,Jocely Andreucetti
IAC 60 Centenário e IAC 162 Tuiuiú: cultivares de trigo para sequeiro e irrigado no Estado de São Paulo
Os cultivares de trigo IAC 60 (Centenário) e IAC 162 (Tuiuiú), provenientes de cruzamentos artificiais e obtidos por seleção genealógica, foram avaliados quanto à produção de grãos e às reações aos agentes causais da ferrugem-do-colmo (casa de vegetação), da ferrugem-da-folha, da helmintosporiose e da brusone na região do Vale do Paranapanema, em condições de sequeiro, e na região Norte do Estado de São Paulo, com irrigação por aspersão. Foram também avaliadas as qualidades industriais de panificação. As produções de grãos dos novos cultivares (sequeiro) não diferiram dos cultivares controles BH 1146 e IAC 24, em solos com elevada acidez (AA), e do Anahuac, em solos mais férteis (BA). Com irrigação, o IAC 60 e o IAC 162 expressaram todo o seu potencial produtivo, diferindo significativamente das testemunhas IAC 24 e Anahuac. O 'IAC 60' demonstrou moderada suscetibilidade à helmintosporiose, suscetibilidade à ferrugem-da-folha e moderada resistência à brusone, enquanto o 'IAC 162' foi resistente à ferrugem-da-folha e à brusone, porém suscetível à helmintosporiose. O 'IAC 60' apresentou tolerância ao alumínio tóxico e o 'IAC 162', moderada suscetibilidade; ambos foram moderadamente suscetíveis à toxicidade de ferro e exibiram tolerância para o manganês, quando testados em soluções contendo esses elementos. Nos ensaios de panificação, os novos cultivares apresentaram valores superiores aos obtidos com pães feitos com farinha de trigo comercial (padrão). O 'IAC 162' revelou volume específico do pão superior ao 'IAC 60', mas inferior quanto às características internas (miolo) e externas (crosta).
1991
Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Gallo,Paulo Boller Ramos,Valdir Josué Vitti,Policarpo
Ação de fungicidas sobre dois cultivares de feijoeiro em Capão Bonito, SP
Avaliou-se, no controle de doenças do feijoeiro, cvs. Carioca e Carioca 80, a eficiência de onze fungicidas, aplicados na parte aérea, isoladamente, em condições naturais de infecção. Os ensaios foram efetuados em condições de campo nas safras da seca e das águas de 1985 e 1986, na Estação Experimental de Capão Bonito, pertencentes ao IAC. Foram utilizados os seguintes tratamentos fungicidas: benomil, tiofanato metílico, captafol, clorotalonil, acetato de trifenil estanho, carbendazim, tiabendazol, oxicloreto de cobre, sulfato de cobre e hidróxido de trifenil estanho. Na safra da seca/85, pulverizações com captafol, clorotalonil, acetato de trifenil estanho e carbendazim proporcionaram as melhores produções do 'Carioca', e os fungicidas mancozebe, clorotalonil, acetato de trifenil estanho, oxicloreto de cobre e sulfato de cobre, as melhores produções do 'Carioca 80'. Nas safras das águas/85 e da seca/86, os produtos testados não influíram estatisticamente na produção dos dois cultivares. Na safra das águas/86, os melhores tratamentos para o 'Carioca' foram acetato de trifenil estanho e hidróxido de trifenil estanho e, para o 'Carioca 80', apenas o hidróxido de trifenil estanho. A antracnose foi detectada apenas no 'Carioca', nas safras da seca/85 e das águas/86. Na seca/85, todos os fungicidas controlaram a doença nas folhas, sendo o clorotalonil e o acetato de trifenil estanho os melhores para vagens. Nas águas/86, tanto em folhas como em vagens, os melhores tratamentos foram mancozebe, captafol, clorotalonil, acetato de trifenil estanho e hidróxido de trifenil estanho. Para a ferrugem, que não foi uma doença muito importante, ocorrendo apenas em duas safras, seca/86 e águas/86, com baixa incidência, o fungicida que mostrou algum controle foi o clorotalonil. Para o controle da mancha-angular, a doença de maior freqüência e severidade, e da mancha de Alternaria e bacteriose, que, com menor severidade, também ocorreram de forma generalizada em todas as safras, os tratamentos mais eficientes foram mancozebe, clorotalonil, acetato de trifenil estanho e hidróxido de trifenil estanho.
1991
Castro,Jairo Lopes de Ito,Margarida Fumiko Dudienas,Christina Bulisani,Eduardo Antonio Almeida,Luiz D'artagnan de