Repositório RCAAP

A relação professor-aluno-conhecimento nos anos iniciais do ensino fundamental : possibilidades de ser homem e professor no mundo contemporâneo

Esta investigação, de abordagem qualitativa, é um estudo de caso e diz respeito aos desafios e aos esforços para, na condição de estagiário do curso de Pedagogia, portanto, como homem e professor, produzir e desenvolver a relação pedagógica junto a uma turma de crianças de Ensino Fundamental, na faixa etária entre nove e dez anos, de uma escola pública de Porto Alegre. Metodologicamente, selecionei para análise quatro aspectos e situações que considerei mais importantes para a elaboração da resposta à minha pergunta de pesquisa, a saber: Como um professor, do sexo e do gênero masculino, se organizou para se aproximar, produzir e desenvolver relações junto a uma turma de alunos e alunas do quarto ano do Ensino Fundamental? A pesquisa tem como objetivo, portanto, analisar-me como professor de um grupo de crianças do Ensino Fundamental, e compreender, dialogando com a bibliografia consultada, de que maneira fui estabelecendo minha relação com elas e com o conhecimento que mediava nossa relação; de que maneira fui me apresentando a elas, sendo conhecido por elas e me conhecendo como homem e professor. Como base teórica, inspirei-me nas obras de Gabriel de Andrade Junqueira Filho, Madalena Freire, Cecília Warschauer, entre outros autores que me ajudaram a refletir sobre as relações professor-aluno-conhecimento e sobre o que é ser professor homem no mundo contemporâneo. Meus estudos me levam a concluir que, como homem e professor, utilizei, incentivei e valorizei as representações das crianças como instrumentos de comunicação para perceber como elas leem o mundo e nele atuam (FREIRE, 1983). Identifiquei as possibilidades de ser um homem e um professor que busca o conhecimento, ou seja, (re)constrói coletivamente com as crianças o conhecimento, ao invés de transmiti-lo aos seus alunos; de me apresentar e funcionar como um adulto atípico (CORSARO, 2005) que interage dialogando com as crianças sem me impor ou querer controlar autoritariamente suas atitudes e interações entre pares e comigo. Dessa forma, a pesquisa infere que é possível produzir e desenvolver a relação professor-aluno-conhecimento sem a verticalidade da figura do professor e que os desafios enfrentados por mim na relação com os alunos, na condição de professor homem, provavelmente seriam os mesmos enfrentados por uma professora mulher.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Farias, Everton Rodrigues

Deficiência visual : a inclusão de uma aluna na sala de aula regular

A presente pesquisa propõe retomar minhas memórias da prática de estágio não curricular realizado no ano de 2015, analisando quais estratégias pedagógicas propostas pela professora-estagiária possibilitaram ou não a inclusão de uma aluna deficiente visual matriculada no 3° ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede privada de Porto Alegre. O objetivo é compreender de que maneira tais estratégias possibilitaram a inclusão de uma aluna deficiente visual no processo de aprendizagem. Como referencial teórico foram utilizados autores como Cunha (1997), Lüdke e André (1996), Lira e Schlindwein (2008); Bueno (2001), Plaisanse (2015), dentre outros. A questão central desta pesquisa é Como incluir uma aluna deficiente visual na sala de aula regular? Para ajudar a pensar a questão levanto as seguintes indagações: Quais estratégias podem ser utilizadas para incluir uma aluna deficiente visual em sala de aula? Que tipo de intervenções facilitam ou dificultam o processo de inclusão? Para a realização das análises foram construídas duas categorias para responder as perguntas: a primeira em nível cognitivo e a segunda em nível comportamental. As considerações sobre as análises inferem sobre a necessidade de investimentos potentes na interpretação de textos em Braille, no refinamento da motricidade fina para ler em Braille e na mobilidade no espaço escolar para contribuir na autonomia da aluna. Também, na continuidade do trabalho de mobilidade no espaço escolar para contribuir com a autonomia da aluna. Assim, percebi a importância das estratégias pedagógicas utilizadas com a aluna deficiente visual, mas que certamente é um processo continuo e ininterrupto, tanto a escola, a aluna deficiente visual, os professores e a observância das leis que regem o tema da Inclusão são importantes nesse processo.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Darós, Luiza Fernandes

Projeto político pedagógico : uma construção participativa

As escolas públicas têm a possibilidade de construir sua identidade, por meio do Projeto Político-Pedagógico (PPP). Sua elaboração e construção deve ser fundamentada no principio da gestão democrática. Portanto, faz-se necessário à participação efetiva de toda a comunidade escolar, que é composta pelos pais, alunos, professores, funcionários e a comunidade. Seguindo esse viés, esta pesquisa tem por objetivo, refletir acerca da gestão e implementação do Projeto Político Pedagógico de uma Escola Estadual, localizada no município de Teutônia – RS e identificar quais desafios e praticas desenvolvidos no processo de busca da gestão democrática na instituição de ensino pública estadual analisada. Considerando o princípio da gestão democrática elencada na legislação vigente, como ponto de partida desta pesquisa, buscamos alicerce nas concepções de diferentes estudiosos da área, mas principalmente nas obras de Paro, que concebem a gestão democrática como algo fundamental para a melhoria no ensino público. Assim, esta pesquisa caracteriza-se por ser um estudo de caso de natureza qualitativa que utiliza analise documental como principal procedimento metodológico. Ao decorrer da pesquisa foi evidenciado que é possível desenvolver uma gestão democrática através de estratégias que possibilitem a descentralização de poder e a participação efetiva de todos os segmentos que fazem parte da escola no processo educativo, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelas escolas da rede estadual de ensino.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Muhlen, Inês Von

Mulheres em situação de rua : reflexões sobre a Educação em Direitos Humanos

Este trabalho de conclusão aborda temas relativos às vivências de mulheres em situação de rua, a partir do diálogo com trabalhadoras e uma mulher usuária de um Centro de Atendimento, na cidade de Porto Alegre, a fim de problematizar este fenômeno social. Partindo desta ideia, a pergunta central desta pesquisa foi: Como vivem as mulheres em situação de rua na cidade de Porto Alegre que frequentam o CENTRO e o que manifestam como necessário para que se efetivem propostas de educação em Direitos Humanos? Para tanto, o objetivo central foi de conhecer e analisar os contextos vivenciados por mulheres em situação de rua, que frequentam o CENTRO, na cidade de Porto Alegre, buscando alternativas para a efetivação de propostas educativas com vistas aos Direitos Humanos. Pretendeu-se discutir uma realidade que se torna invisível para boa parte da população, mas que precisa ser problematizada em diferentes âmbitos da sociedade. Para a realização deste trabalho, foram referências os estudos feministas, a partir das leituras de Saffioti (1987), Lagarde y de Los Ríos (2005), Amoroso (2013) e Almeida (2006). Também foram estudados documentos oficiais, a nível internacional e do Estado Brasileiro, os quais fazem menção aos Direitos Humanos. Para finalizar, por meio da obra de Schuch e Gehlen (2012), e Scherolt (2012) são apresentadas considerações sobre as pessoas em situação de rua. Por meio das entrevistas, foi possível identificar diferenças existentes no que diz respeito ao estar em situação de rua para homens e para mulheres. Conforme depoimentos, o desgaste físico e emocional é mais visível nelas. Há ainda outras diferenças: elas apresentam demandas específicas, por isso, são necessários serviços destinados exclusivamente às mulheres, que incluem o atendimento psicossocial e educacional, o que não tem ocorrido com perenidade.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Blanco, Yolanda Hervés

Acesso e permanência de pessoas de classes populares na educação musical : um olhar desde a perspectiva de seus docentes

Esta pesquisa problematiza a inserção de estudantes com condições socioeconômicas desfavoráveis em uma instituição que oferece um curso técnico em instrumento musical. Dedica-se especificamente ao caso do Curso Técnico em Instrumento Musical do IFRS, com o objetivo de refletir sobre os desafios enfrentados pelos professores e equipe pedagógica para atender a especificidade desses estudantes. Procura identificar os procedimentos, alternativas ou estratégias empregadas com a finalidade de viabilizar os estudos e garantir a permanência. Participam da pesquisa dois professores de instrumento musical (flauta e violão) e um professor representando a equipe diretiva da instituição. Esta, situada em Porto Alegre em local de fácil acesso, pertence à rede pública federal, oferece ensino gratuito com reserva de vagas para alunos de condições econômicas desfavoráveis. A pesquisa inclui análise documental e pesquisa de campo. O corpus é formado pelas narrativas dos professores, obtidas por meio de entrevistas, cujo enfoque (auto)biográfico segue as recomendações de Bolívar (2011) e Abrahão (2008). Os resultados da pesquisa mostram que as narrativas dos professores sobre sua trajetória de vida permitem aproximar o caráter humanístico de sua formação ao modo como encaram a docência e o contexto sociocultural dos estudantes. Os desafios enfrentados dizem respeito principalmente à leitura e compreensão das realidades vividas pelos alunos e à discussão crítica e coletiva sobre o que significa garantir a permanência desses estudantes na instituição. Dentre as estratégias criadas destacam-se a disponibilização e o incentivo do uso dos espaços físicos da instituição para estudos e a disponibilização de instrumentos e materiais necessários ao estudo. Apesar dos limites do presente estudo, os resultados podem ser considerados uma possibilidade para a compreensão mais ampla das políticas de democratização do acesso à educação para todos.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Bischoff, Felipe

"Profe, hoje vai ter jogo?" o jogo como ferramenta nos anos iniciais

O presente trabalho de conclusão de curso descreve o desenvolvimento de uma pesquisa ocorrida no primeiro semestre do ano de 2016. O estudo se propôs analisar obras de diferentes autores ― teóricos e pesquisadores ― realizando um estudo mais aprofundado sobre como o brincar, brincadeiras e jogos lúdicos podem ser grandes aliados do professor no processo de ensino-aprendizagem de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, partindo da própria experiência de alfabetização desenvolvida por esta pesquisadora durante a prática exercida no estágio curricular. A questão inicial que norteou a pesquisa foi a seguinte: como o uso de jogos e brincadeiras pode auxiliar no processo de ensino/aprendizagem em sala de aula? O objetivo geral consistiu em realizar um estudo bibliográfico que referende a importância do uso de jogos e brincadeiras para o processo de ensino/aprendizagem em turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Os objetivos específicos foram os seguintes: conhecer as bases legais e políticas que sustentam a inserção do lúdico no planejamento escolar; aprofundar o conhecimento científico através da pesquisa sobre diversos teóricos que escreveram sobre o tema; verificar estudos anteriores que já investigaram sobre o assunto; contribuir para conscientização da importância do uso do lúdico na escola. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter descritivo cujos procedimentos são concernentes com uma pesquisa bibliográfica. Para tanto, foram analisadas obras do teórico Lev Vygotsky, além de autores como Friedmann, Fortuna, Kishimoto, sem contar o levantamento feito com diversos trabalhos de conclusão de curso que pesquisaram sobre o mesmo tema. A utilização da ludicidade é defendida como uma poderosa ferramenta de aprendizagem, possibilitando que haja a interação entre alunos e professores, facilitando um desenvolvimento mais prazeroso do processo de alfabetização. Ao fim da pesquisa, fica explícito que o brincar e o jogar constituem-se em importantes aliados para as crianças se motivarem para a aprendizagem, e assim, os alunos estarão aprendendo com propriedade. Conclui-se, portanto, que um planejamento contemplado pela ludicidade se torna muito mais significativo, além de auxiliar o professor no sentido de desenvolver suas aulas de forma dinâmica, prendendo a atenção de seus alunos e envolvendo-os numa aprendizagem repleta de significado e, ao mesmo tempo, prazerosa e divertida.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Bloss, Elisabete

Síndrome de Asperger e a interação social : análise de propostas inclusivas

A presente pesquisa se encontra na área da Educação Especial e Inclusão. Focalizada nas práticas pedagógicas realizadas para a inclusão de um aluno com Síndrome de Asperger. Realizadas no segundo semestre do ano de dois mil e quinze, em uma turma de segundo ano do ensino fundamental, do município de Porto Alegre. Destacando a importância do Atendimento Educacional Especializado nas escolas, assim como o trabalho em conjunto com toda a gestão escolar e com a família. Tais propostas surgiram a partir de observações de práticas excludentes em sala de aula durante o período do estágio de docência obrigatório do curso de pedagogia. Propostas estas, que formaram um projeto baseado na visão de mundo do aluno com Síndrome de Asperger, juntamente com as necessidades da turma e que visavam a inclusão do aluno com Asperger no grande grupo, assim como o entrosamento da turma no projeto realizado. A linha de pesquisa se configura como de abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso. Obtidas através da análise documental de um diário de campo reflexivo e produções dos alunos. Documento de muita importância na obtenção de dados para a realização desta pesquisa. Como resultado destaco o entrosamento do grupo com o colega que até então, era exclúido das práticas socializadoras em sala de aula e fora dela. Tais propostas fizeram com que, aos poucos a turma começasse a entender que todos eram importantes no grupo. Surgindo assim, produções muito interessantes sobre o tema proposto, e que só se realizaram com o engajamento total da turma.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Muri, Milca Barreto de Lima

Práticas desafiadoras do pensar : possibilidades de intervenção pedagógica com crianças de 4 a 5 anos

O objetivo deste trabalho é mostrar ao leitor que é possível desafiar o pensamento da criança por um caminho que respeite o seu desenvolvimento, a suas curiosidades e as considerem em suas falas e modo de ser. Também pretende contribuir para o diálogo e reflexão sobre práticas na educação infantil. Nesse contexto, o trabalho está centrado na criança e sua forma de ser e pensar e, portanto, serão revistos conceitos teóricos da psicogênese com Piaget, Vygotsky, Wallon e Bruner; tais como, estágios de desenvolvimento, níveis de desenvolvimento real e potencial, a afetividade e sua expressão através da função motora. Além disso, será feita uma defesa da curiosidade com teóricos da educação, tais como Freire, Morin e Sardi. Em seguida será feito um apanhado teórico sobre a importância da Filosofia na educação infantil com autores como Cunha, Lipman e Kohan, e conceitos como comunidade de investigação e diálogo. Para exemplificar esses conceitos, será abordado como pesquisa um projeto desenvolvido pela autora durante seu estágio obrigatório em uma escola de educação infantil da rede privada de Porto Alegre em uma turma de crianças de 4 a 5 anos. Essa pesquisa teve caráter participativo-qualitativo e para fins de análise a autora utilizou diários de campo, relatórios, fotos e memória. Desse projeto foram selecionados quatro momentos com as crianças que a presente autora considerou pertinentes ao escopo deste trabalho: investigação, contos, pescaria e bolinhas de gude. Foi verificado, à luz da teoria, a importância de momentos de conversa e participação conjunta entre crianças, família e professores. Além disso, a importância da postura do adulto/educador frente às curiosidades, questionamentos e pensamento da criança. Postura que, quando filosófica, questionadora e curiosa abre caminhos para desafiar o pensamento da criança.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Alves, Suzana Barel

Brincadeiras e experimentações : o que acontece quando os bebês são desafiados a participar das atividades propostas por uma professora que planeja?

A presente pesquisa foi realizada em torno dos temas brincadeiras e experiências. Têm como objetivo investigar de que forma os desafios do brincar e de realizar experiências vividas seriam instrumentos ou não para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Por esse motivo o brincar é um tema importante e muito caro, pois acredito que é brincando que a criança aprende e faz suas primeiras experimentações. O referencial teórico baseia-se centralmente no conceito brincar, bem como no conceito de experiência. No decorrer do trabalho, busquei desenvolver diferentes entendimentos sobre o ato de brincar e suas implicações quando da sua potencialidade frente o desenvolvimento infantil. Entendo o brincar sob a perspectiva de diversos autores, assim a escrita realizou-se apoiada em Oliveira (2000) que defende “brincar não significa somente recrear”, conforme o autor brincar é uma das formas mais complexas que a criança tem para comunicar-se com os outros e consigo mesma. Essa concepção é compartilhada por Dornelles (2001) explicita que através das brincadeiras há a oportunidade de explorar “diferentes representações”. Na mesma linha Fortuna (2008), quando defende que brincar associa uma série de fatores entre eles pensamento e ação, comunicação e expressão. No que se refere ao conceito de experiência, faço uso de Larrosa (2002) quando a toma como “[...] experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca”, momento de experimentação, momento de “parar para olhar”, “para escutar”, “para sentir”, “para abrir olhos e ouvidos”, enfim “ter paciência e dar-se tempo e espaço” para que a experiência se realizasse. Configurando-se a pesquisa uma pesquisa de cunho qualitativo, realizada a partir do estágio obrigatório, das atividades ali realizadas incluindo as aprendizagens, tanto das crianças, quanto da estagiária e sua posterior análise. A referida investigação ocorreu em uma creche localizada no município de Porto Alegre, com duração de 15 semanas, sendo desenvolvido no período de 17 de agosto a 26 de novembro de 2015, envolvendo crianças entre um e dois anos. Os documentos gerados a partir do estágio e do seu relatório servem para a captura e coleta de dados que auxiliaram na análise, fundamentação e escrita deste Trabalho de Conclusão de Curso. Através desta investigação é possível entender de como as brincadeiras auxiliam no desenvolvimento e crescimento das crianças, unindo dessa maneira brincadeira, experiências e aprendizagens desafiadoras e significativas.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Lacerda, Soeli Walter

“A incerteza é sempre uma grande companheira nossa” : terceirização e precarização do trabalho na Creche da UFRGS

O presente trabalho se propõe a analisar de que forma se construíram as relações de trabalho na Creche da UFRGS, considerando o histórico da instituição no que se refere à prestação de serviços terceirizados. Partindo da compreensão de que o processo de terceirização dos contratos na UFRGS esteve inserido em um contexto de reestruturação do serviço público em geral, um aspecto que se destaca nessa análise é a precarização do trabalho, consequente da flexibilização dos contratos. Este trabalho se vale de um conjunto de modos de investigação, que passa pelo estudo da legislação referente ao histórico da terceirização no Brasil, no setor público e na UFRGS; e análise de entrevistas com trabalhadoras da Creche da UFRGS, a partir de roteiro semiestruturado, que permitiram identificar e compreender as relações que se estabelecem entre as funcionárias terceirizadas, as servidoras, a instituição e o trabalho. Foi evidenciado que a terceirização apresenta como consequência imediata a precarização do trabalho na instituição, que se revela principalmente através da hierarquização das trabalhadoras e da negligência na garantia dos direitos trabalhistas, por parte da empresa contratante e referendada pela Universidade.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Martins, Camila Dias

Família, escola e dificuldades de aprendizagem : quando não existem culpados, mas “parceiros” a favor do aluno

Esta pesquisa traz um recorte da experiência vivida no período de estágio docente, realizado no último trimestre do ano de 2015, em uma turma de 24 alunos, do terceiro ano do ensino fundamental, de uma escola pública na cidade de Porto Alegre – RS. Na entrega da avaliação trimestral, 13 pais assinaram uma notificação que os tornava cientes que os filhos teriam chances de serem reprovados por evidenciarem dificuldades de aprendizagem escolar. Entretanto, após o trabalho de “parceria” entre escola e família, oito destes alunos conseguiram ser aprovados, levando ao questionamento, que se tornou o objetivo central desta investigação: descobrir quais foram as condutas e intervenções realizadas pela família, no período de estágio docente, que possam ter contribuído para os avanços na aprendizagem escolar do aluno. Configura-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, de cunho etnográfico, do tipo estudo de caso, sendo realizada com a família de um destes alunos, tendo como instrumentos de análise uma entrevista estruturada e os registros do diário de campo da prática docente. O estudo buscou inspiração teórica na pesquisa etnográfica do sociólogo francês Bernard Lahire, realizada com as famílias de meios populares da França no ano de 1997. As análises mostraram que o manejo da família, no horário sistemático de fazer as atividades escolares, a ajuda constante na realização do tema, os momentos de reflexão sobre os significados das palavras, os ditados, as leituras, as reflexões sobre os sons das letras, as reescritas das palavras, e as atividades de resolução mental das contas, contribuíram para o avanço das aprendizagens escolares do aluno. Encerra-se a pesquisa instigando discussões acerca da relação família e escola, justificando-se que, ao solicitar ajuda aos pais, é necessário que o professor compreenda que o que a família entende por “parceria” não é o mesmo que a escola entende.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Silva, Zilda Maria Willers da

A pedagogização da literatura infantil

A presente pesquisa emerge a partir de inquietações pessoais referente ao uso da literatura infantil enquanto recurso pedagógico. Frente a isso, o objetivo deste estudo é problematizar, com professoras atuantes na Educação Infantil, sobre suas concepções de literatura infantil, bem como o uso que dela fazem em sala de aula, junto às crianças. Para dar conta destas questões, utilizo o conceito de literatura incorporando-a como vivência (LAJOLO, 1986). Da mesma forma, tomo o conceito de literatura infantil na perspectiva da fantasia, como espaço capaz de articular, por meio dela e da linguagem que a compõe, o mundo exterior com as vivências do sujeito (ZILBERMAN, 1990). Além disso, penso ser importante discutir a literatura infantil a partir do seu recurso pedagógico, considerando-a como uma leitura portadora de um instrumento utilizado para persuadir o leitor da verdade de alguma coisa (LARROSA, 2000). Metodologicamente, esta investigação valeu-se de entrevistas realizadas com quatro professoras, realizadas a partir de um roteiro semiestruturado. As análises surgiram da relação entre as falas das professoras entrevistadas e os teóricos apresentados. A partir dos dados gerados, foi possível agrupar as respostas em três categorias de análise. A primeira delas é referente à forma como as professoras entrevistadas consideram a literatura infantil. A segunda categoria diz respeito ao modo como essas professoras abordam a literatura infantil na sua sala de aula. A terceira categoria refere-se à escolha dos livros infantis segundo os critérios e finalidades destas professoras. As análises apontam que as professoras escolhem as obras infantis que acham “adequadas” ao perfil da sua turma, discutindo os aspectos que precisam ser melhorados. Percebeu-se nestas escolhas fortemente a presença de finalidades pedagógicas. Entendendo o livro infantil como atuante na vida das crianças. E assim, conclui-se que a literatura infantil merece destaque quanto a sua intenção artística e imaginativa. E, consequentemente, deve ser vista com respeito pelas educadoras da Educação Infantil.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Santos, Gabriela Derlam

A escolarização de crianças autistas no ensino regular : percepções das professoras da sala de integração e recursos na rede municipal de ensino de Porto Alegre.

No presente trabalho objetivou-se levantar reflexões acerca da escolarização de crianças autistas na escola regular a partir da percepção de educadoras especiais – que atualmente atendem autistas – da Sala de Integração e Recursos (SIR) em escolas de ensino fundamental do Município de Porto Alegre. É uma pesquisa de caráter qualitativo e como instrumento de coleta de dados utilizou-se entrevistas semiestruturadas. A perspectiva metodológica utilizada para analisar as entrevistas foi a Análise de Conteúdo. A partir das falas das professoras definiram-se duas categorias de análise, a saber: o papel da SIR e do educador especial na inclusão de crianças autistas no ensino regular; e percepções sobre o aluno autista na escola de ensino regular e a formação docente. Os resultados apontam que atualmente a SIR é parte essencial da escola regular para a permanência dos alunos autistas na escola, que socialização e aprendizagem possuem a mesma importância no processo de escolarização destes alunos, que a família é essencial para um melhor desenvolvimento dessas crianças, e que a formação continuada é indispensável para todo o quadro docente.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Paz, Francielle Bastos

“Mas cadê a mãezinha?” : reflexões e tensionamentos sobre as famílias homoparentais nas escolas de educação infantil

O objetivo desta pesquisa é discutir a inserção de filhos/as de famílias homoparentais nas escolas de educação infantil, de que forma essas famílias veem tal inserção e de que modo a escola lida com tais especificidades. Nessa perspectiva de família, utilizo uma abordagem sobre as novas configurações familiares baseadas muito mais em valores afetivos e culturais e não somente em laços biológicos (FREITAS; DIAS, 2011). Discuto a temática de gênero, compreendendo-o diretamente relacionado a diferentes identidades sociais e culturais em que o sujeito está inserido. Nessa perspectiva abordo a sexualidade e a diversidade cultural, discutindo identidades de gênero e a relação de controle dos corpos de meninos e meninas na educação infantil, na tentativa de normatização dos mesmos, por parte das escolas. Para tanto utilizo como embasamento teórico autoras como Guacira Louro (1999, 2011) e Jane Felipe (2003, 2016). No que se refere à metodologia, trata-se de pesquisa qualitativa, com a utilização de entrevistas semiestruturadas (ANDRADE, 2012). Para tanto foram entrevistadas três famílias homoparentais, sendo duas compostas por casais de mulheres e uma família comporta por um casal de homens. Os três casais tem filhos que estudam em escolas de educação infantil particulares. Os resultados apontam para a necessidade de, frente à diversidade familiar existente em nossa sociedade, investirmos na formação docente para que as escolas, em especial as escolas de educação infantil, saibam inserir e lidar com essas famílias de forma ética e respeitosa, sem qualquer discriminação.

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2022-12-06T16:18:06Z

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Ferreira, Larissa Richter

A pedagogia nos espaços não formais de educação : qual o lugar e a importância da pedagoga?

Este trabalho de conclusão de curso situado no campo da Educação, particularmente, buscou investigar a educação não formal e como ela acontece em espaços socioeducativos, bem como, quais são os saberes necessários às pedagogas que atuam em espaços socioeducativos. Este trabalho tem o objetivo central compreender alguns conceitos que rodeiam o campo educacional não formal, tentando dialogar e entender como essa forma de educação influencia no percurso de vida e no processo de aprendizagens das crianças e dos adolescentes, sujeitos das ações socioeducativas. Procurou também diferenciar alguns conceitos, como as distinções e as aproximações entre educação não formal e educação não escolar, dessa forma, esclarecendo e explicitando as diferenças. As indagações a cerca desta pesquisa surgiram a partir da curiosidade da autora em conhecer esses espaços e também pela vontade de atuar nesse campo educacional como pedagoga social. O exercício de pesquisa envolveu práticas de observação e entrevistas, como técnicas de investigação, que subsidiaram os resultados dos dados obtidos neste estudo. A pesquisa foi realizada em espaços onde acontece a educação não formal, tendo como principal espaço visitado, um dos espaços onde acontece o Serviço de Apoio Socioeducativo (Sase), neste caso o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, na cidade de Porto Alegre, e contou com a participação dos agentes profissionais que atuam nesses espaços. A análise indicou a importância de haver uma pedagoga nesses espaços e também como é o processo de seleção/formação dos educadores sociais que atuam na educação social. Para subsidiar este estudo, recorri a alguns autores que foram fundamentais para o referencial teórico deste Trabalho de Conclusão de Curso. Entre os quais Paulo Freire, Maria da Glória Gohn, Carlos Rodrigues Brandão, Laura Souza Fonseca, Maria Amélia Santoro Franco, Nádia Fuhrmann e Fernanda dos Santos Paulo, que caracterizam a educação popular, as ações e espaços socioeducativos, bem como, o espaço de educação não formal. As conclusões apontaram que a pedagoga tem papel e ocupa um lugar fundamental nesses espaços porque a sua presença, desde que comprometida em (re)construir alguns conhecimentos, oportuniza ao sujeito buscar novos caminhos e relações sociais significativas, aproximando as práticas vivenciadas nesses espaços com os seus contextos sociais, além de oferecer uma prática educativa com uma metodologia voltada para estes espaços.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Flores, Lisiane Aguirre

Deficiência intelectual e alfabetização : possibilidades pedagógicas

A presente pesquisa está situada na área da alfabetização e educação especial, com foco nas estratégias pedagógicas para alfabetização de pessoas com deficiência intelectual. O objetivo consiste em analisar a potencialidade do uso de recursos e estratégias como auxiliares no processo de alfabetização de um aluno com Deficiência Intelectual. A linha de investigação se configura como de abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso. O Estudo de caso aconteceu com um sujeito com deficiência intelectual, foram planejados e praticados quatro encontros. Através de entrevistas, observação e do primeiro encontro constatou-se que o sujeito necessitava comunicar-se melhor. Para isso, os encontros visaram desenvolver a comunicação, colaborar na construção da autonomia do sujeito, enfocando na alfabetização como um meio para que esta autonomia aconteça. As análises aqui apresentadas são escritas à medida que descrevo os encontros realizados. Como resultados, destaco como estratégias e recursos mais potentes para o desenvolvimento dos objetivos propostos, a utilização de fichas de Comunicação Alternativa (CA), uma vez que além de facilitarem a comunicação, constituem-se como um recurso visual para que o sujeito se recorde do que estava fazendo após ter algum espasmo ou convulsão (comuns no sujeito pesquisado, por ter Síndrome de West). Também, verificou-se que atividades lúdicas e com curta duração podem render muito mais em termos de aprendizagens, já que se observou que quando o sujeito se concentrava tinha mais espasmos.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Mette, Camila Miliszewski

A experiência da formação na docência compartilhada em EJA

O presente trabalho trata das reflexões imbricadas na prática compartilhada do curso de Pedagogia, 7ª etapa – o estágio obrigatório. Apresenta os sujeitos e os espaços envolvidos na reflexão do tema. Os referenciais teóricos que se destacam são Paulo Freire, que ressalta a autonomia dos educandos, refletindo sobre a prática docente, Miguel G. Arroyo, que aborda a “humana docência” como forma de realizar um fazer pedagógico mais humano e alegre, Jaqueline Moll, para questionar modelos tradicionais de educação e desafiar novos caminhos e novos espaços educativos na EJA, Clarice Traversini, no uso da expressão docência compartilhada no Brasil para o processo de educação inclusiva; e, Antônio Nóvoa, para enfatizar a fundamental importância da docência compartilhada para a formação docente. A metodologia baseia-se na pesquisa em fontes primárias, nos seguintes materiais: a revisão de produções acadêmicas, análise do Diário de Classe e entrevistas com quatro colegas do curso de Pedagogia desta Universidade, que realizaram estágio obrigatório com docência compartilhada. Constata-se que as diferentes experiências de compartilhar docência apresentam peculiaridades próprias e particularidades comuns que colaboram diretamente no fazer pedagógico do processo de ensino e aprendizagem e para a formação docente. Neste trabalho, destacam-se as seguintes peculiaridades da experiência do estágio: as vivências acadêmicas, as intervenções pedagógicas, a inclusão e a avaliação. Finaliza-se com a retomada das ideias principais e o convite às novas perspectivas para a educação.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Oliveira, Rosângela Cardoso de

A imagem inventando narrativas sobre aprendizagens docentes : reverberações de uma experiência pedagógica na educação infantil

Este trabalho de conclusão de curso apresenta narrativas sobre as aprendizagens docentes da autora pensadas a partir das imagens produzidas no Estágio obrigatório, realizado em uma turma de Educação Infantil, em Porto Alegre. Busca-se compor diferentes narrativas, em que texto e imagem se entrelaçam e, juntos, provocam o pensamento, instigam reflexões sobre as experiências pedagógicas, criam possibilidades e disparam aprendizagens. Ao identificar que existe um pensamento visual (EGAS, 2015) que atravessa as experiências pedagógicas, o estudo traz autores que contribuem para pensar sobre Cultura Visual e o desenvolvimento de pesquisas que utilizam materialidades visuais como metodologia, tais como Hernández (2007, 2010 2013) e Cunha (2013, 2014, 2015). Para pensar sobre Experiência, conceito fundamental no desenvolvimento do estudo, recorreu-se a Larrosa Bondía (2007). A maneira como estas narrativas aparecem no desenvolvimento deste trabalho, evidenciam a busca por responder a pergunta central Que narrativas e aprendizagens docentes acerca da experiência pedagógica do estágio foram possíveis a partir das imagens produzidas por mim em sala de aula? Assim, pretende-se com o estudo, dar a ver outras narrativas sobre experiências em Educação Infantil.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Lima, Carolina Dias de

Formação docente na pedagogia da mandala : contribuições do budismo para a educação

Este trabalho, de caráter autobiográfico, reflete sobre a formação docente a partir da experiência realizada na Escola Caminho do Meio (Viamão, RS). Partindo da visão de que a formação docente só ocorre na prática e na reflexão sobre a prática, busca analisar como as aprendizagens realizadas durante a experiência, uma proposta de educação que inclui a espiritualidade de alunos e professores, contribuíram para o desenvolvimento dos saberes que se refletem na ação docente. A partir desta reflexão procura contribuir com algum esclarecimento sobre a questão da importância do contexto e do local de atuação na formação constante ao longo da trajetória profissional docente.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

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Klein, Tatiana Rubim

“Sora, tu trouxe atividade que eu sei fazer?” : estratégias didáticas utilizadas por professoras em formação para o avanço dos alunos em níveis iniciais de alfabetização

Esta pesquisa tem o objetivo de analisar as potencialidades de estratégias didáticas utilizadas por professoras em formação, nas práticas pedagógicas desenvolvidas durante o estágio obrigatório do Curso de Pedagogia, no segundo semestre de 2015, para o avanço dos alunos em níveis iniciais de alfabetização. Como referencial teórico, são apresentados conceitos do campo da alfabetização tratados por Emilia Ferreiro, Ana Teberosky, Artur Gomes de Morais, Luciana Piccoli e Patrícia Camini, assim como as contribuições de Philippe Perrenoud para discutir diferenciação do ensino. Para realizar a pesquisa, foram utilizadas duas ferramentas metodológicas: a análise documental dos respectivos Diários de Classe e entrevistas com as professoras estagiárias. Através da captura de dados, selecionaram-se as estratégias que mais se evidenciaram nos planejamentos e elaboraram-se quatro eixos de análise, que se organizaram como: propostas com materiais didáticos previamente estruturados, o qual focalizou estratégias em que houve diferenciação nos materiais para atender a heterogeneidade de níveis de escrita e leitura das crianças em processo de alfabetização; prioridade no atendimento de alunos em níveis iniciais de alfabetização, que explanou, através do recorte dos planejamentos das professoras em formação, as intervenções em que priorizavam os alunos mais aquém do ritmo médio da turma; diferenciação dos desafios, que abordou momentos em que foram necessárias adaptações das propostas realizadas pelas turmas dentro do fazer pedagógico coletivo; e, por fim, agrupamentos e interações com colegas, eixo em que se discutiu os reagrupamentos de alunos realizados nas turmas para promover trocas entre seus pares e, assim, produzir avanços em suas aprendizagens. As análises indicam que houve significativos avanços especialmente nos níveis de escrita dos alunos. Destaca-se que tais avanços possivelmente tenham sido alcançados por consequência dos planejamentos das professoras que buscavam considerar todos os alunos em suas aprendizagens e que os colocaram em situações em que eles realmente puderam aprender (PERRENOUD, 2011), demonstrando, assim, a potencialidade da diferenciação do ensino em turmas heterogêneas de alfabetização.

Ano

2022-12-06T16:18:06Z

Creators

Deczuta, Eveline Bayer