Repositório RCAAP
Envelhecimento e experienciações tecnológicas
O presente trabalho de conclusão do Curso de Pedagogia apresenta uma análise sobre o envelhecimento e experienciações tecnológicas. O que instigou tal pesquisa foi a experiência como docente nas aulas particulares de informática que ministro para idosos. Ao perceber que as tecnologias se fazem cada vez mais presente no nosso cotidiano e que os idosos ficam á margem, decidi que as suas experienciações com a tecnologia será o tema trabalhado. Para a efetuação da pesquisa foram entrevistados seis idosos, participante das aulas particulares de informática faladas anteriormente. O objetivo da pesquisa é auxiliar a visibilidade do processo de aprendizagem e inclusão do sujeito idoso no mundo virtual, expondo suas experienciações com computadores, smartphones, tablets e demais avanços tecnológicos. Dialogo com os autores Paulo Freiree Simone de Beauvoir para conceituar o envelhecimento, bem como Johannes Doll para refletir sobre a educação de idosos. Também foi utilizado como referências: o Estatuto do Idoso e Organização Mundial da Saúde.
A práxis e as experiências pedagógicas : uma lógica social?
O estudo de caso propõe-se analisar as práticas pedagógicas que derivam do método principal na formação de professores - a sala de aula -, isto é, Identificar nas práticas docente como impactam na formação discente e que modelo se apresenta como hegemônico. O contexto de formação escolar na universidade se apresenta como lugar de aprendizagem e traz consigo um determinado modelo que propõe certas experiências. Que lugar é esse? Que projeto de formação é esse? Que metodologia é essa? A FACED/ UFRGS traz elementos da legislação e de como a universidade organiza o curso de Pedagogia. Exponho “Diálogos e ações entre cenários e significados”, de acordo, com minhas experiências vividas e vivenciadas em processo de formação. O marco teórico apresenta os conceitos articuladores – Experiência e à práxis Educativa (Jorge Larrosa Bondía, Edward Thompson, Humberto Maturana e Paulo Freire). Apresento o estudo de caso fazendo uma análise reflexiva sobre o discurso e a prática dentro do curso de pedagogia/UFRGS com relação à práxis educativa. O estudo caracteriza-se por uma pesquisa qualitativa.
Como me tornar professora protagonista diante das incertezas das primeiras vezes : um estudo de caso na educação infantil
Neste trabalho analiso de que forma me tornei professora protagonista em duas situações de aprendizagem vivenciadas durante o estágio obrigatório final do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Como corpus da pesquisa tomo documentos produzidos por mim durante o referido estágio, em especial o Projeto “Olhando, Sentindo, Experimentando...Aprendendo!”, relatos constantes do relatório final de estágio, fotografias e memória daquele tempo. Tipifica-se um estudo de caso, analisado em perspectiva qualitativa. Para a pergunta-problema: - Como me tornei professora protagonista diante das incertezas das primeiras vezes? busquei resposta em documentos como as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (2010), mais especificamente explorando o eixo norteador da proposta que aponta a importância de propiciar às crianças diversidade de interações e experiências; o conceito de avaliação em Hoffmann(2000); a abordagem de escolha de conteúdos em educação infantil de linguagens geradoras de Junqueira Filho(2005); a aproximação de minha experiência de estágio com a experiência de Reggio Emilia; com Edwards, Gandini e Forman(1999), e as palavras de Freire e Shor(2008). Os resultados dão conta de que me tornei protagonista quando através de uma avaliação atenta e sensível em identificar o que as crianças da turma queriam porque queriam, com o uso das linguagens geradoras, fui atrás de proporcionar essas experiências. Através da abordagem da Pedagogia da escuta,e da abordagem de tempo e espaço na experiência de Reggio Emilia, sem ter noção à época disso, organizei para que tudo saísse a contento de todos e assim foi. Fiz-me docente protagonista ao vencer meus medos em busca de meus sonhos e ao garantir o direito a experiência, e assim garantir o protagonismo das crianças na busca por seus conhecimentos acerca de si, dos outros e do mundo.
Provinha Brasil e o aluno com deficiência : como se dá este processo em sala de aula?
Este trabalho tem como tema central a participação do aluno com deficiência na realização da Provinha Brasil. O estudo partiu das seguintes inquietações iniciais: Como as crianças com deficiência participam da Provinha Brasil? De que forma o professor utiliza os dados obtidos? Existe algum tipo de adaptação no material disponibilizado pelo Inep? Como o professor realiza a aplicação dessa prova? O objetivo geral, portanto, consistiu em investigar de que forma os alunos com deficiência realizam a Provinha Brasil em sala de aula. Como objetivos específicos, temos o seguinte: verificar de que forma a escola/professor utiliza os dados obtidos como resultado da prova para avaliar os alunos com deficiência; verificar se há material adaptado de acordo com a deficiência do aluno; contribuir para a reflexão acerca da aplicação de avaliações de larga escala e sua relação com os alunos com deficiência. A pesquisa se caracteriza por uma abordagem qualitativa do tipo estudo de caso e de natureza exploratória, tornando-o mais explícito e possibilitando a construção de hipóteses. O contexto investigado foi uma sala de aula de uma escola regular de ensino da rede municipal de Porto Alegre, em uma turma de 2º ano. Os sujeitos foram a professora dessa turma e três alunos com deficiência. Os instrumentos metodológicos foram a entrevista compreensiva, a observação e o diário de campo. O referencial teórico está embasado em autores que subsidiam tanto o aspecto de avaliação quanto da temática inclusão, como Barriga, Beyer, Ferreira e Sousa. Foram utilizados ainda as leis e decretos que viabilizam e sustentam a temática. A partir das análises, foi possível evidenciar que o material disponibilizado para essa avaliação não contempla o aluno com deficiência, uma vez que a padronização da avaliação não leva em consideração esse aluno, que possui peculiaridades subjetivas. Foi possível observar que o mesmo sistema que cria leis que garantem a entrada e permanência dos alunos com deficiência nas escolas regulares de ensino, criam dispositivos de avaliação que promovem sua exclusão.
Educação com os sujeitos do trânsito na EJA : contribuições da educação popular
Este trabalho procura identificar e analisar aspectos relevantes do conhecimento sobre o trânsito de estudantes pouco escolarizados, que frequentam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e desejam obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Tem como objetivo identificar qual(is) a(s) visão(ões) do trânsito de pessoas pouco escolarizadas que frequentam a EJA e suas motivações em participar dele como condutores de veículos automotores, de modo a refletir sobre como o questionamento dessa realidade pode contribuir na educação com esses sujeitos do trânsito. Nesta pesquisa são discutidos os conceitos de Educação Popular, fundamentados nas ideias de Freire (2005; 2010) e Brandão (1984); da EJA, baseados nos escritos de Fávero (2009), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Parecer CNE/CEB 11/2000; e do trânsito, apoiado pelos trabalhos de Steigleder (2011), Pautz (2012) e Alvares (2007). A metodologia, de abordagem qualitativa, está baseada em entrevistas com três educandos das Totalidades Iniciais da EJA. A maioria dos trabalhos sobre trânsito e educação tem a visão da educação para o trânsito, a fim de salientar a necessidade de cumprimento das regras instituídas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Nesse sentido, a educação com os sujeitos do trânsito visa o diálogo entre educandos e educadores para problematizar os conhecimentos do trânsito que eles construíram ao vivenciá-lo em seu cotidiano. Identificou-se que o trânsito é percebido a partir da visão do “carrocentrismo”, desconsiderando as relações entre as pessoas nos deslocamentos realizados na cidade. Como desafio para a EJA, esta a reflexão crítica das concepções de trânsito dos estudantes, de modo a problematiza-las e promover a consciência crítica.
"Pensei que fosse mais difícil" : experiências do xadrez no EJA
O presente trabalho tem como objetivo realizar uma auto-análise a respeito da formação docente na Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o auxílio dos conhecimentos obtidos nos projetos de extensão universitária, como parafernálias e lobogames. A pesquisa baseou-se em autores que discutem sobre jogos, como Huizinga (2000), Brougère (1998), Vial (2015) e Oliveira (2004); sobre EJA, como Freire (2014), Durante (1998) Oliveira (1999) e Otero (1993); e sobre formação e experiência docente como Freire (2014), Rancière (1987) e Tardif (2008); A atuação em sala de aula teve no uso do xadrez a materialidade pedagógica para a intervenção docente. Como resultado, concluiu-se que a formação do professor não se dá apenas com a finalização do curso de graduação em pedagogia, mas sim com um constante processo de avaliação e ressignificação do fazer docente e do planejamento, tendo em vista a grande pluralidade dos alunos da EJA.
Como desenvolver a consciência silábica sem recorrer ao método silábico na alfabetização
Esta pesquisa tem como objetivo analisar as estratégias didáticas utilizadas em meu estágio de docência, do curso de Licenciatura em Pedagogia, nesta Universidade, para promover o ensino e a aprendizagem da consciência silábica na alfabetização de crianças durante o 1º ano do Ensino Fundamental. A partir desse objetivo, problematiza-se a possibilidade de desenvolver a consciência silábica em turmas do Ciclo de Alfabetização sem recorrer a exercícios de recitação de família silábicas, típicos dos métodos silábicos. Parte-se do pressuposto de que as práticas pedagógicas na alfabetização não podem se resumir a esses exercícios, tendo em vista que há várias outras habilidades e conhecimentos necessários para se alfabetizar, além da consciência silábica, como mostraram os estudos do Letramento, da Psicogênese da língua escrita e da Consciência Fonológica. Como procedimentos metodológicos, utilizam-se ferramentas de pesquisa bibliográfica e de pesquisa documental. O referencial teórico concentra-se na área da Alfabetização, estabelecendo interfaces com estudos pedagógicos, linguísticos, psicolinguísticos e historiográficos, a partir de autores como Artur Gomes de Morais (2012), Luciana Piccoli e Patrícia Camini (2012), Luiz Carlos Cagliari (1999), Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1985; 2011) e Maria do Rosário Longo Mortatti (2006). Como eixos analíticos, a pesquisa realiza dois movimentos: no primeiro, busca compreender as trajetórias dos métodos de alfabetização no Brasil e a forte presença do método silábico; e, no segundo, analisa como, no estágio de docência, foi possível investir no desenvolvimento da consciência silábica saindo da lógica do método silábico. Nesse último eixo, apontam-se oito procedimentos cognitivos envolvidos na consciência silábica, identificando-se, nos registros do Diário de Classe, o planejamento de estratégias didáticas para desenvolver cinco desses procedimentos. Para o desenvolvimento dos três outros procedimentos cognitivos, em práticas pedagógicas futuras, elaborou-se cinco novas estratégias didáticas. Os resultados esperam contribuir para que a consciência silábica seja vista de forma complexa, considerando seus oito procedimentos cognitivos, e não como um bloco monolítico, que abarca estratégias didáticas "a esmo" envolvendo sílabas (CAMINI, 2015).
“Sora, é pra escrever do jeito que sabe, né?” propostas pedagógicas de leitura e escrita
Este Trabalho de Conclusão de Curso aborda a temática da alfabetização, mais especificamente a leitura e escrita de alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental durante o Estágio Curricular Docente do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem como objetivo principal analisar diferentes propostas de leitura e escrita elaboradas para a diversidade de níveis presentes em uma turma de primeiro ano do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, do tipo Estudo de Caso, com análise documental, tendo como fonte de consulta os registros do Diário de Classe de minha autoria realizado no período do Estágio Curricular. Com isso, trago à tona, propostas planejadas, analisando-as com o objetivo de compreender a pertinência das mesmas para o desenvolvimento dos alunos no processo de apropriação da leitura e da escrita. O referencial teórico deste trabalho é baseado nas obras sobre alfabetização de Emília Ferreira e, ainda, Juan Delval como base para entender a aprendizagem em si. A análise dos dados foi dividida em três categorias: “Organização da sala de aula”; “Proposição de atividades”; “Intervenções docentes”. Ao final desta pesquisa, as análises apontaram que os planejamentos, atividades diferenciadas e intervenções docentes resultaram em avanços na aprendizagem dos alunos que se encontravam em diferentes níveis de escrita.
2022-12-06T16:18:06Z
Longaray, Alessandra Rosalia Cesar
Memórias de estudantes egressos do Curso de Pedagogia : “Eu vou para a FACED! Será?” (1970-1990)
Este trabalho de conclusão de curso tem por objetivo compreender o cotidiano vivido no Curso de Pedagogia, considerando suas relações com a Faculdade de Educação/UFRGS, entre as décadas de 1970 e 1990, por meio de narrativas de memória de estudantes egressos. O estudo se inscreve no campo da História da Educação e elege como metodologia a História Oral. A pesquisa discute o significado das memórias orais para um maior entendimento do passado de uma instituição de formação docente. Foram produzidas entrevistas com três estudantes egressos do Curso de Pedagogia, cada um deles representando as décadas de 1970, 1980 e 1990. Para melhor compreensão dos conceitos de Memória e História Oral, a pesquisa está ancorada nos estudos de Amado, Errante, Vidal, dentre outros autores. Para análise das narrativas orais, construíram-se duas categorias: “Escolha pela Pedagogia: Vou para a FACED” e “Ecos de outras memórias do Curso de Pedagogia: a formação e o prédio em meio aos contextos políticos”. Por fim, concluo que a memória nunca está desacompanhada, é carregada de marcas para cada sujeito e elas foram constituindo cada um dos narradores ao de suas vidas. A partir da imaterialidade das memórias dos narradores deste trabalho, suas lembranças foram tomando forma e transformando-se em história.
Inclusão escolar : os desafios da formação inicial de professores
Meu trabalho intitula-se: Inclusão Escolar: os desafios da formação inicial de professores, este trabalho tem como objetivo, analisar currículos de Licenciatura em Pedagogia das principais Universidades públicas brasileiras, para constatar quais disciplinas sobre Inclusão de alunos com deficiência são ofertadas ao longo do curso de graduação em Pedagogia, capacitando estes futuros docentes atuarem em sala de aula. Adotei uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo Estudo de Caso, utilizando como ferramentas análise documental, e um questionário destinado aos alunos do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul _ UFRGS. A problemática foi confirmada no meu Estágio de Docência de 4 a 7 anos em uma escola pública, na qual presenciei várias situações de alunos com deficiência, carentes de um apoio condizente com as situações por eles impostas. Ao analisar o currículo das universidades, foi possível traçar uma comparação visando identificar o melhor currículo na formação docente para a inclusão educativa. Um dos objetivos também era analisar os pontos convergentes e divergentes dos currículos no que se refere às leis relacionadas com a Inclusão. Minha investigação usou como suporte teórico os estudos realizados por Beyer que tem como foco a Educação Inclusiva; Perrenoud que trata da formação de professores; Freitas e Moreira que aborda a importância da formação de professores e inclusão escolar de pessoas com deficiência. Também foram consultadas leis que abordam a obrigatoriedade da Inclusão do aluno em sala de aula com apoio e acessibilidade necessários. Na análise curricular entre as cinco universidades públicas escolhidas foram possíveis constatar que a UFRGS é a que apresenta maior suporte no curso de graduação em Pedagogia referente às disciplinas de caráter obrigatórias, mas na análise do questionário encaminhado aos alunos de graduação foi possível constatar um grau elevado de insatisfações na percepção dos alunos, futuros docentes, com relação à sua formação o curso de Pedagogia. Confirmando que minha insatisfação torna-se pluralizada com as opiniões dos demais colegas, identificando as potencialidades e fragilidades do currículo do curso de Pedagogia, fortalecendo assim minhas convicções que precisamos ir a procura por cursos que nos capacitem para realizar uma inclusão com competência e qualidade.
“Não vou morrer analfabeto” : a trajetória de um estudante da EJA
Este trabalho tem por base um estudo de caso, de um estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA), de uma escola estadual de Porto Alegre-RS. Após ter sido diagnosticado com Toxoplasmose, este estudante perdeu a habilidade de ler e escrever. O objetivo da pesquisa foi refletir sobre as motivações de um estudante de EJA para retomar os estudos. A metodologia utilizada no trabalho teve inspiração no método estudo de caso, adotando como procedimento para coleta de dados a entrevista narrativa (BAUER & GASKELL, 2002) realizada com o estudante, adotando como referencial teórico: Oliveira (1999) na forma como descreve os sujeitos da EJA e Cunha (2012), no questionamento sobre o tratamento dado aos estudantes da EJA. Os dados obtidos permitem analisar a relação entre a retomada dos estudos e o esforço de recuperação deste homem após o diagnóstico de toxoplasmose. A frequência à escola e a aprendizagem ocupou um lugar significativo na trajetória dele. Este TCC proporcionou a mim, a possibilidade de uma reflexão mais profunda sobre o período de estágio obrigatório, momento onde conheci outro caso semelhante a este, no sentido de pensar sobre os motivos que levam alguns estudantes da EJA a buscarem a escola e a necessidade de repensar nossas estratégias pedagógicas para melhor atendê-los, fato que demandaria futuros estudos e pesquisas na área da educação.
2022-12-06T16:18:06Z
Oliveira, Claudio Antonio Nunes de
Ensinar e aprender nas religiões de matriz africana : sabedorias populares em busca de uma educação antirracista na EJA
Este Trabalho de Conclusão de Curso trata de uma pesquisa sobre os saberes populares de religiosas de matriz africana e a contribuição das formas de ensinar e aprender nos Ilês para uma educação antirracista na EJA. A questão central deste estudo foi assim definida: “Como as sabedorias populares, presentes nas formas de aprender e ensinar de líderes de religiões de matriz africana, podem contribuir para a promoção dos princípios da educação antirracista na EJA?” Mesmo após a promulgação da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, percebemos nas escolas que a temática ainda é abordada somente em datas comemorativas e que estudantes, praticantes das religiões afro, tendem a esconder a prática religiosa, a fim de não sofrerem maior preconceito. Para a coleta de dados foram feitas entrevistas com três Mães de Santo, potenciais estudantes da EJA, em Ilês na cidade de Porto Alegre, nas quais são líderes. Foram tratadas questões referentes aos preconceitos sofridos por elas e por pessoas de seu convívio, a maneira como foi conduzida sua aprendizagem dentro da religião e como conduzem os ensinamentos para seus filhos de Santo. Também tratamos da abordagem escolar da cultura Afro-Brasileira, promovendo uma educação antirracista. Este estudo possibilitou compreender que as formas de ensinar e aprender nos Ilês, baseadas na valorização da ancestralidade negra, no diálogo, no respeito à autoridade religiosa e no exemplo, podem contribuir, quando reconhecidas, com princípios de uma educação antirracista na EJA e para superação dos estigmas destas religiões.
Capacitação de professores em formação no uso das tecnologias na educação
O presente trabalho faz um recorte sobre os avanços tecnológicos ao longo da história da humanidade, discute o espaço escolar e as práticas docentes neste novo tempo permeado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação. Apresenta pesquisas e levantamentos realizados no Brasil sobre o uso das novas tecnologias nas escolas, por professores e alunos. Mostra alguns exemplos de efetivas ações que já ocorrem, tanto por parte das esferas públicas como por parte de professores que se capacitaram e após desenvolveram projetos nas escolas. É apresentado um estudo de caso envolvendo formação de estudantes de licenciatura para o uso de ferramentas de autoria com vistas ao seu uso educacional e um levantamento sobre a experiência e expectativas dos docentes em formação quanto ao uso da TIC. Ao final estão algumas considerações sobre a atuação da monitoria neste processo de formação.
2022-12-06T16:18:06Z
Guterer, Patrícia Regina Rodrigues
Ser professora-mãe modifica a compreensão dos processos de adaptação na educação infantil?
Este trabalho tem como tema principal de pesquisa, as “professoras-mães e a adaptação na Educação Infantil”. A questão central pergunta: Ser professora-mãe modifica ou interfere na compreensão e na relação com os processos de adaptação das crianças na Educação Infantil? O objetivo principal desta pesquisa é verificar o que as professoras-mães dizem sobre os processos de adaptação de seus filhos para, a partir disso, concluir se o fato de ser mãe implica nos modos de ser professora diante dos processos de adaptação de seus alunos. Para responder ao problema de pesquisa, o material empírico foi produzido a partir de entrevistas narrativas com 4 professoras-mães, e de observações do processo de adaptação de alunos de uma turma de nível 1, com alunos de 3 a 4 anos, em uma escola particular de Porto Alegre. As análises mostraram que ser professora-mãe interfere na compreensão e na relação com os processos de adaptação das crianças na Educação Infantil. Pude concluir que a experiência de ser mãe produz novas experiências de professora. Ser professora-mãe, de acordo com as entrevistadas, aguça a compreensão, modifica a sensibilidade, traz mais segurança e favorece um melhor entendimento deste processo tão doloroso para algumas famílias.
As contribuições da psicopedagogia para a aprendizagem em uma turma de EJA
Este trabalho tem por objetivo refletir sobre as possíveis contribuições da Psicopedagogia para o ensino e a aprendizagem na EJA. Foi realizado em uma instituição da rede pública de ensino, em Porto Alegre, em uma turma de nível T1 e T2. É uma pesquisa de abordagem qualitativa em que foi utilizado o Diário de Classe como instrumento de levantamento de dados para posterior análise. Foram destacadas duas propostas de ação envolvendo escrita espontânea e leitura. Estas propostas foram revisitadas pela pesquisadora sob a luz de autores da área da Educação, Psicopedagogia e EJA. O conceito de metacognição é destacado como um princípio fundamental de base para o ensino aprendizagem nesta modalidade da educação. A partir das reflexões e análises realizadas, constata-se que a Psicopedagogia se faz fundamental no processo de ensino aprendizagem na EJA, destacando que ela tem como base o sujeito-aluno como um ser constituído por várias dimensões: afetiva, cognitiva, social e que estas precisam ser atendidas quando se planeja ações direcionadas para sujeitos da EJA. As reflexões apontam também a importância de um olhar psicopedagógico do educador para seus alunos, pois é este olhar que contribui para transformar a aprendizagem dos mesmos em experiências significativas e prazerosas.
Retrofit Guaspari
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2022-12-06T16:18:06Z
Hernández, Lina Paola Forero
Complexo Azenha
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Centro de Artes Cênicas de Porto Alegre
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Transformação do espaço construído : requalificação do Edifício Phenix ('esqueleto')
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