RCAAP Repository

Notícias

- Bibliotecas da Fundação Gulbenkian - Centro de Documentação Italiano - Código a utilizar em matéria de publicações científicas - Comité Consultivo Internacional de Bibliografia - Curso de Bibliotecário- Arquivista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra - I Congresso Internacional de Reprografia - Publicações sobre bibliossanidade, editadas pela Inspecção Superior de Bibliotecas e Arquivos e pelo Centro de Estudos do Livro Português - A UNESCO e as bibliotecas e arquivos

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos

V Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros

V Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Calado, Adelino Almeida

O ex-libris. Significado, uso e história

O ex-libris. Significado, uso e história

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Sousa, Maria Armanda Almeida

II - O depósito Legal em Portugal

II - O depósito Legal em Portugal

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Pereira, Joaquim Tomaz Miguel

29ª Conferência da FID

29ª Conferência da FID

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Sousa, Rogério Lopes

Das Bibliotecas Arquivos

- Biblioteca da Reitoria da Universidade de Lisboa - Biblioteca do Instituto Britânico em Portugal

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Gonçalves, Maria Isabel Rebelo Estorninho, Carlos

Consultas Técnicas

Consultas Técnicas

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos

Notícias

- Recomendações da VIII Secção do V Colóquio Internacional de Estudos Luso- Brasileiro - Notícias Várias

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos

Livros e Publicações Periódicas

- BOLETIN DE BIBLIOGRAFIA, DOCUMENTAÇÃO Y TERMINOLOGIA, 3(5): Paris, Setembro 1963 - BOLETÍN DE LA DIRECCIÓN GENERAL DE ARCHIVOS Y BIBLIOTECAS; 12 (70): Madrid, Marzo/Abril 1963. - BULLETIN DES BIBLIOTHÈQUES DE FRANCE, 8(7): Paris, Julho 1963 - BULLETIN DE L'UNESCO À L'INTENTION DES BIBLIOTHÈQUES; Suplemento a 17(2): Paris, Março/Abril 1963 - LIBRI. Internacional library review and IFLA - Communications - FIAB. 12(1): Copenhegen, 1962 - SCRIPTORIUM - Renue Internationale des Études Relatives aux Manuscrites. 17(1): Bruxelles, 1963 - PUBLICACÕES DE CARÁCTER TÉCNICO

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Sousa, José Manuel Mota Gonçalves, Maria Conceição Osório Mendes, Maria Teresa Pinto Pereira, Joaquim Tomás Miguel Sousa, Maria Armanda Almeida Calado, Adelino Almeida Portocarrerro, António

Esperança? Confiamos que sim

Inegávelmente: nestes últimos meses o País tem vivido, no campo da Educação, um surto de reformas extraordinário. Marcelo Caetano, Presidente do Conselho de Ministros, e José Hermano Saraiva, ministro da Educação Nacional, apresentaram uma série de diplomas que mostra bem como o problema do Ensino está a assumir, no momento presente, as proporções de verdadeiro problema fundamental da Nação.Ainda bem que se está a olhar com tanta atenção para um ramo que não havia merecido o necessário cuidado e demorado reparo.Ora para que algumas dessas reformas possam atingir os seus alvos, foi necessário resolver a situação material dos seus agentes, pois tal é questão basilar. Assim, foram revistos os vencimentos dos professores primários e secundários, o que é motivo para augurar bom resultado a grande parte dos cometimentos iniciados.Por outro lado, os' bibliotecários e arquivistas estão confiantes em que a hora de justiça para eles também esteja a soar muito em breve. Nem faria sentido que assim não fosse. Porquê? Porque doutro modo assistir-se-ia a esta tremenda desigualdade: qualquer novel professor do ensino secundário, mal saído dos bancos da Universidade, logo passa a auferir tanto como um primeiro-conservador que só pode ascender a tal posto ao cabo e ao fim de um bom e dilatado par de anos... Pensemos ainda que um terceiro-bibliotecário ganha 3120$00 - (2600$00 mais 20 % de subsídio eventual) - ele, um diplomado com um curso superior e ainda possuidor de um outro curso de especialização post-universitário! Poucos se poderão orgulhar de ostentarem tais títulos, mas também ninguém mais, no quadro do foncionalismo nacional com cursos universitários, se gabará de ganhar tão pouco... Triste glória! ... Acontece mais ainda esta coisa terrível e dolorosa: muitos dos nossos colegas, por ganharem tão pouco, sentem vergonha de dizer qual o seu vencimento hoje em dia!Como se sabe, um dos valores que mais pesam na consideração social de uma profissão é também o da sua remuneração. Assim, quanto mais baixa esta for, tanto menos apreço haverá pelos seus serventuários. Ora a nossa é das piores no capítulo de ordenados. Portanto das mais desprezíveis no conjunto social... Sentimo-nos envergonhados como a própria pobreza envergonhada, que é a mais dramática das pobrezas ...Mas realmente que esperamos? Que chegue, em breve, a nossa hora de justiça e reparação. Que os poderes públicos, agora volvidos de vez para o vasto e complexo problema da Educação, atentem bem de frente nas questões que atormentam os bibliotecários e arquivistas, e lhas resolvam. Logo de seguida se deve pensar noutra coisa: que se crie um vasto plano nacional, de molde a que as bibliotecas e arquivos passem a desempenhar na Vida Portuguesa o papel que nunca lhes foi dado devido unicamente à incompreensão daqueles que mais proveito devem obter da nossa colaboração, que é cívica, que é técnica, que é altamente rentável para a vida económica - exacto: económica! - e vida intelectual e científica da Nação.Queremos, mas damos! Que se saiba aproveitar da nossa capacidade - e todos ganharão.

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos

A biblioteca municipal de tours ou a biblioteca municipal ao serviço da educação permanente de uma comunidade

A biblioteca municipal de tours ou a biblioteca municipal ao serviço da educação permanente de uma comunidade

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Sousa, José Manuel Mota

Documento básico apresentado no encontro de professores de classificação

Documento básico apresentado no encontro de professores de classificação

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Vicentini, Abner Lellis Corrêa

A propósito de um «quadro para a alfabetação»

A propósito de um «quadro para a alfabetação»

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Peixoto, Jorge

A reorganização da biblioteca da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

A reorganização da biblioteca da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Portocarrero, António

Comentários e Notícias

- III Encontro dos Bibliotecários e Arquivistas Portugueses - Porto e Braga, 1968- Curso de Actualização de Técnicas Biblioteconómicas e Documentais- As aulas de Documentação do I Curso Livre de Farmácia Industrial (Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra)- A transferência da Biblioteca Nacional de Lisboa- Permuta de «Cadernos»- Ofertas- Bibliotecas particulares e municipais- Inaugurada em Viseu uma biblioteca brasileira- Exposição - «Pedro Alvares Cabral e a sua época»- Exposição bibliográfica sobre História da Náutica- Exposição da Revista «Ocidente»- O director do Serviço de Informação Técnica do «National Research Council» (Canadá), em Lisboa- Oferta de livros à Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra- Exposição de livros franceses para a juventude- Exposições comemorativas do 30º aniversário do Instituto Britânico- Exposição «O mundo do paperback norte-americano»- Vai criar-se a Sala das Artes Gráficas na Biblioteca da Universidade de Coimbra- O «Livro de Mumadona», objecto de uma comunicação da Academia Portuguesa de História. Autorizada a publicação do cartulário- As «Rhythmas» de Camões (edição princeps) em fac-simile- Documentos afonsinos no Arquivo do Funchal- Um manuscrito medieval leiloado por seis mil contos- Reuniões Científicas- Reorganização dos serviços de documentação e de bibliotecas em Espanha- Escola de Livreiros de Madrid- XI Congresso da Organização Internacional para o livro Juvenil (IBBY)- A electrónica e a arquivística- Notícias Várias

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Portocarrero, António Paiva, Lucília Matos Dias, Rosa Maria Mouta Pereira, J. Tomás Norton, Manuel Artur Lemos, M. L.

Meditação ao inaugurar-se o novo edifício da Biblioteca Nacional de Lisboa

Ao cabo de cento e setenta e três anos, isto é, desde a sua criação no distante ano de 1796, que se aspirava por tal. Eis-nos hoje a dispor no País de uma magnifica Biblioteca Nacional, moderna, ampla, concebida com largueza de vistas e magnífico sentido técnico. Realmente temos de nos orgulhar por que esse edifício haja sido concebido, gizado e erguido tendo sempre à sua frente um bibliotecário, técnico de carreira - Manuel Santos Estevens, que está a presidir aos destinos da Biblioteca Nacional de Lisboa desde 1951. Com o apoio decidido do Ministério das Obras Públicas, ergueu-se no Campo Grande um monumento realmente perene à cultura nacional. Assim temos agora a possibilidade real, com um conjunto desta natureza, de dar passos agigantados no caminho de uma verdadeira transformação de toda a nossa actividade bibliográfica e biblioteconomica. Para que tão extraordinária realização resulte, há que prover o novo edifício de duas coisas:1) De pessoal técnico e de rotina classificados; 2) De dotações orçamentais suficientes para a efectivação integral de uma longa série de objectivos concernentes a uma biblioteca Nacional. Se, porém, não lhe forem facultadas todas estas condições, então apenas ficaremos com um belo edifício, de linhas exteriores agradáveis - mas, por dentro, um casarão sem vida, sem interesse, perfeitamente inútil para a cultura nacional. E lá se vão, água abaixo, uns cento e trinta mil contos... Hoje em dia uma Biblioteca Nacional é um delicado organismo técnico que não se compadece com dotações irrisórias ou soluções de acaso. Tudo deve ser aí estudado e planeado por técnicos, não se admitindo que figuras apenas conhecidas pelo seu valor literário ou intelectual ocupem qualquer posto de direcção, pois elas nada conhecem de problemática tão complexa. A vontade de acertar não chega, tomo a obra literária também não satisfaz para aqueles postos... E será bom recordar neste momento um facto: é pela primeira vez no historial das nossas bibliotecas e arquivos que temos à frente da Inspecção-Superior das Bibliotecas e Arquivos um bibliotecário diplomado, o Dr. Luís Silveira, à frente do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, outro técnico diplomado, o Dr. José Pereira da Costa, e da Biblioteca Nacional de Lisboa o Dr. Manuel Santos Estevens. Bom é, pois, que se saliente o facto para provar que em tais, lugares só técnicos poderão e deverão estar. * Aquando da inauguração da Biblioteca Nacional de Lisboa em 10 de Abril p. p., esperava-se que fosse anunciada ao País a reforma, a revisão da situação económica dos bibliotecários e arquivistas. Tal, porém, não se fez. Ao que consta ficará para mais tarde, mas para breve, o anúncio de uma tão importante decisão, base primordial de uma autêntica reforma nas nossas estruturas biblioteconómicas e arquivísticas. Na verdade, se não viesse essa reforma, então seria de entoarmos todos um requiem pela profissão em Portugal. E pior, muito pior: um requiem pelas nossas bibliotecas, pelos nossos arquivos, pelos nossos centros de documentação. E quem diz tal, diz: pela cultura portuguesa. Todos estejamos cônscios da afirmação, para que amanhã não haja surpresas e lamentações: será a morte autêntica, sem apelo, se acaso não viesse essa urgente reforma.

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos

A formação profissional dos bibliotecários e documentalistas em França

A formação profissional dos bibliotecários e documentalistas em França

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Sousa, José Manuel Mota

Mecanizacion y automatizacion: perspectivas de la America Latina

Mecanizacion y automatizacion: perspectivas de la America Latina

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

Vicentini, Abner Lellis Corrêa

Comentários e Notícias

- In memoriam - A inauguração da Biblioteca Nacional de Lisboa - Discurso do Ministro da Educação Nacional na Inauguração do Novo Edifício - Normas Portuguesas - Verbas do Programa de Execução para 1969 do III plano de Fomento relativas a bibliotecas, arquivos e centros de documentação - Filgráfica - A Imprensa Nacional de Lisboa e o seu 2.° Centenário - Bibliotecas Municipais - A Biblioteca do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Engenheiros - A biblioteca e a alfabetização das populações escolares - O Dia Internacional do Livro Infantil - Bibliotecas da Fundação Gulbenkian - Exposição Bibliográfica Eugénio de Castro - Livros para a Universidade Católica - O presidente da Fundação Gulbenkian visitou a Biblioteca da Universidade de Coimbra - «University paperbacks» na Sala de S. Pedro da Biblioteca da Universidade de Coimbra - 1ª Exposição Internacional do Livro Médico - Exposições de livros de medicina - Exposição de livros modernos ingleses sobre pesca - A Universidade de Coimbra no Arquivo Histórico Ultramarino - comunicação apresentada pelo nosso Colega Dr. Alberto Iria à Academia das Ciências - Uma raridade bibliográfica existente na Biblioteca Pública de Ponta Delgada - Brasileiros nos arquivos portugueses - Reuniões Científicas - A inauguração da Bibliothèque Albert Ier de Bruxelas - Um colóquio em Paris sobre as bibliotecas universitárias - Curso de Biblioteconomia na Grã-Bretanha (Londres e Aberystwyth) 17 de Agosto a 25 de Outubro de 1969 - IV Seminário IATUL - A produção do livro espanhol em 1968 - Livros portugueses para a Biblioteca da Universidade de Oslo - Exposição bibliográfica luso-brasileira na Biblioteca Nacional de Camberra (Austrália) - Uma biblioteca de clássicos portugueses com primeiras edições raríssimas foi posta à venda em São Paulo (Brasil) - Conta do exercício de 1968 - Notícias Várias

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos

Considerações breves sobre a nova legislação que prepara os bibliotecários, arquivistas e documentalistas em Portugal

Pelo Decreto-Lei- nº 49 009, publicado na I série do Diário do Gover no de 16 de Maio de 1969 a preparação dos bibliotecários, arquivistas e documentalistas passou a fazer-se através de um estágio, acabando, ao que parece, o Curso de Bibliotecário-Arquivista criado pelo Decreto-Lei nº 26026, de 7 de Novembro de 1935 e que funcionava desde este ano na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. E dizemos: ao que parece por o Decreto-Lei nº 49009 não especificar concretamente a extinção dos efeitos do Decreto-Lei nº 26026 nem apresentar as indispensáveis disposições transitórias.Ora, em síntese, vamos analisar aquele novo diploma do qual dependerá a vida ou a morte das nossas bibliotecas, arquivos e centros de documentação e das instituições que eles servem.Para isso façamos desde já uma divisão um tanto primária que focará os aspectos positivos e os aspectos negativos do novo diploma.Comecemos, então, pelos positivos.Pela primeira vez na história das nossas instituições pedagógicas se legisla sobre uma actividade há tanto realmente existente - a do documentalista, e que até agora andava à margem de qualquer regulamentação e era exercida por quem se arrogasse tal designação. Como segundo aspecto a considerar, há o facto do estágio passar agora a ser remunerado, conforme o Art. 6.° prevê. Defendem-se todos do chamado intrusuismo que era um mal que levava à confusão.Há também um aspecto deveras positivo neste diploma que é o do estágio ser todo ele dirigido por bibliotecários, arquivistas e documentalistas devidamente habilitados. Acabou-se, de vez, com aquele tipo híbrido do curioso, que sabia umas coisas disto e lá ia obtendo a sua verba assistencial… Agora, não. São técnicos que preparam técnicos. Ainda bem!Por outro lado, acabaram-se com matérias já deslocadas de uma preparação moderna - as nossas bibliotecas e arquivos já não possuem colecções medalhísticas ou de moedas que justifiquem o cursar-se uma cadeira de Numismática. Aparecem agora novas cadeiras, dadas em regime de seminário, tais como Administração, Mecanização, Sociologia da informação, Informática. Quer, portanto, dizer: anseia-se por uma actualização, o que é excelente, pois respira-se um novo ambiente, que muito útil poderá ser.Ao substituir-se o curso por um estágio, procurou-se também substituir uma coisa um tanto ou quanto teórica por outra mais prática, imediata e útil, o que pedagogicamente é sempre de aplaudir.Pelo Art. 8.° deu-se preferência absoluta aos técnicos que hão-de preparar os futuros técnicos, o que é medida excelente.Também o Art. 9.° deu preferência absoluta aos possuidores do título para exercer a profissão, o que levará a não se criarem situações dúbias, de que uns tantos se iam aproveitando. Agora isso deveráter acabado - e de vez, o que já não era sem tempo ...Vamos então entrar na segunda parte, a parte negativa do novo diploma - e é sempre doloroso não se poder aplaudir tudo, com ambas as mãos... Assim, quando se esperava que houvesse uma nítida especialização a partir de um período de formação básica, não se optou por tal caminho. E que vemos? Que um documentalista, um bibliotecário e um arquivista são metidos no mesmo saco, desde que ingressam no estágio até o concluírem. Ora isto é errado, pois nunca se adquire uma especialização suficiente. Ainda estamos na fase sincrética, quando a realidade já requer especialistas...Não houve ainda desta vez a coragem de se entrar numa solução frontal: a licenciatura em Biblioteconomia, Arquivística e Documentação, com as respectivas diferenciações, conforme o ramo desejado da especialização" Aliás, a ideia actual de estágio parece-nos ser flutuante, imprecisa e até de difícil execução e organização, pois a autonomia desejada para uma real concretização reparte-se por muitas instituições - arquivos, bibliotecas, centros de documentação, etc. - que nem sempre darão a colaboração necessária, pois alegarão isto e aquilo, sem grandes fundamentos sobretudo, com muitos despeitos...Acontece ainda que se esperava que um estágio de tal envergadura fosse apenas destinado ao escol intelectual que devem ser, por definição, os licenciados ou título equivalente. Mas tal não se fez, pois admitem-se pura e simplesmente os «diplomados com um curso superior», e estamos já a ver caídos na profissão todos os corridos e falhados que obtiveram por malas artes ou porque insistiram, insistiram nos exames, até obterem o almejado diploma. • É claro que a Administração quis dar mais uma possibilidade à chusma de bacharéis e quejandos COI1l um objectivo: como há muitos no mercado do trabalho com tais títulos, não haverá que lhes dar grandes salários, o que já não aconteceria se eles tivessem a qualificação de licenciados. O expediente parece ser hábil, mas realmente não é, pois assim acorrem à profissão os piores, os que não conseguiram licenciar-se ... O prejuízo, anos Volvidos, cairá, inteirinho, sobre o próprio serviço. No entanto, como isso só acontecerá daqui a muito tempo, já não veremos o descalabro. E como quem não vê, não peca - tudo se passará no melhor dos mundos...O estágio deixou de ser pertença da Universidade e passou para outras mãos, aliás bem assoberbadas com problemas e mais problemas. Embora a Universidade esteja hoje a sofrer de intensos ataques e de críticas - o lugar comum é válido: a Universidade está em crise - a verdade é que ela, no circunspecto das instituições superiores, ainda vai dispondo de um certo número de recursos e de idoneidade que vai faltando aos outros. Realmente não se desejava que a preparação dos nossos técnicos de biblio-tecas, arquivos e centros de documentação deixasse de pertencer à Universidade. Queria-se, sim, que esta melhorasse e remodelasse por completo as estruturas do seu velhinho curso de Bibliotecário-Arquivista, quase com 90 anos de existência. Tirou-se o curso da Universidade - e isso foi outro retrocesso que o futuro indicará como uma falha.Para lá dos aspectos positivos e negativos que fomos atrás aflorando, uma dúvida muito forte, muito aguda, nos angustia: como se vai pôr de pé uma máquina tão complexa como é aquela que se preconiza no Decreto-Lei 49009? No seu artigo 11º fala-se num Regulamento do Estágio. Mas isso só não basta - e nós já sabemos as generalidades, as afirmaçõe5 vagas de vagos princípios, de que esses regulamentos costumam enfermar. É preciso mais. Há que dar meios de realização prática ao diploma agora publicado. Sem estes meios, nada feito e nem teria valido o doloroso trabalho do Decreto-Lei 49009. Mais teria valido uma boa tomba na velhíssima barca do Curso e aguardar nova oportunidade. Se não houver uma larga ponderação e uma dotação de meios capazes em organização, em corpo docente, em dotação orçamental, em colaboração e articulação de instituições, então digamos adeus a uma bela ideia que foi a de preparar melhores técnicos para as nossas bibliotecas, arquivos e centros de documentação. Digamos, sim, digamos adeus à excelente intenção! E vamos mais longe, no campo das hipóteses: imagine-se que o estágio 'não é renumerado!.. Santo Deus! Quem quererá ter quinze meses de trabalho consecutivo, com cinco ou seis horas de trabalho diário para nada vir a receber?.. E depois, após estes quinze meses de inferno e sem se ver dinheiro algum, ainda se vai ganhar... a miséria de dois mil novecentos e poucos escudos!... Quem quererá ir para tal?.. Ninguém.Portanto, como remate final, antevemos nuvens bem negras para uma nobre e indispensável profissão. Nuvens deveras carregadas, com dobre de sinos à mistura …

Year

2022-11-18T13:07:32Z

Creators

BAD, Cadernos