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Sumário

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2022-12-06T15:50:03Z

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NERA, Revista

Compêndio de autores

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NERA, Revista

Compêndio de edições

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NERA, Revista

A POLÍTICA AGRÁRIA NO GOVERNO BOLSONARO: AS CONTRADIÇÕES ENTRE A EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO, O AVANÇO DA FOME E O ANTIAMBIENTALISMO / Agrarian policy in the Bolsonaro government: the contradictions between the expansion of agribusiness, the advance of hunger and anti-environmentalism / Política agraria en el gobierno de Bolsonaro: las contradicciones entre la expansión del agronegocio, el avance del hambre y el anti-ambientalismo

O agronegócio nunca saiu de cena e, nas últimas décadas, nem retrocessos apresenta, está em franca expansão em direção ao Cerrado, a Amazônia e ao Pantanal. Sempre desmatando e eliminando aquilo que impede e questiona o seu crescimento desenfreado. Afinal, para haver expansão é necessária a existência de territórios disponíveis (muitas vezes tratados como ociosos, vazios) para serem apropriados. Foi assim nos anos áureos dos ditos governos progressistas, que usufruíram do boom das commodities e continua assim hoje em pleno um momento de crise econômica, política, sanitária e social. Contudo, vivemos um momento particular: a pandemia da COVID-19, que desde o início de 2020 assola todo o globo e que é utilizada pelo governo brasileiro para “passar a boiada”. Assim, o objetivo deste artigo é apontar elementos que permitam a reflexão sobre como o governo de Jair Messias Bolsonaro (sem partido) em tão pouco tempo de mandato tem fortemente impactado a questão agrária e ambiental. Este texto compreende a apresentação do número 58 da Revista NERA, que conta com dez importantes contribuições acerca da complexidade e multiescalaridade da questão agrária. Como citar este artigo:PEREIRA, Lorena Izá; ORIGUÉLA, Camila Ferracini; COCA, Estevan Leopoldo de Freitas. A política agrária no governo Bolsonaro: as contradições entre a expansão do agronegócio, o avanço da fome e o antiambientalismo. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 08-27, mai.-ago., 2021.

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Izá Pereira, Lorena Origuéla, Camila Ferracini Coca, Estevan Leopoldo de Freitas

Capa

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NERA, Revista

Folha de rosto

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NERA, Revista

Expediente

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NERA, Revista

Sumário

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NERA, Revista

Editorial Dossiê Singa/NERA

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Gonçalves, Claudio Ubiratan Alentejano, Paulo Roberto Rapozo

GRANDES PROJETOS DE MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA: O GOVERNO BIO/NECROPOLÍTICO DO TERRITÓRIO E OS PROCESSOS DE TERRITORIALIZAÇÃO DE EXCEÇÃO/Big mining projects in the Amazon: the bio/necropolitic government of the territory and and the exceptional territorialization processes

Esse artigo problematiza os grandes projetos de mineração na Amazônia, tratando-os como processos de territorialização de exceção, que, para realizarem sua racionalidade corporativa, precisam suspender/violar outras dinâmicas de realização da vida, outras territorialidades. Por meio de uma análise dos processos de suspensão do ordenamento jurídico, da definição de espaços de influência direta da atividade mineral e da administração das populações do entorno dos megaempreendimentos de mineração na Amazônia, demonstramos a produção de uma geografia de exceção que nos mostra esses empreendimentos não apenas como um processo de expansão de sistemas técnicos, mas como produtores de ruínas, que naturalizam o uso da violência, da destruição e da morte em processo de acumulação por espoliação.

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Malheiro, Bruno Cezar

MINERAÇÃO E QUESTÃO AGRÁRIA: GRANDES PROJETOS, REGIME DE TERRAS E A FORMAÇÃO DO LATIFÚNDIO MINERO-EXPORTADOR NO CONTEXTO DO PROJETO MINAS RIO (2007-2014)/Mining and the agrarian question: major projects, land regime and the formation of the mining-exporting latifundium in the context of the Minas Rio Project (2007-2014)

Nos últimos 15 anos, o padrão de acumulação do capital na América Latina aprofundou as disputas políticas e geoeconômicas em torno da valorização e do controle de recursos naturais e da terra e abriu novas frentes de expansão/expropriação do território por meio da implantação de grandes projetos de desenvolvimento (GPD). Na mineração, dada a magnitude dos projetos, a necessidade de grandes extensões de terra e a disponibilização de áreas exclusivas para usos industriais e logísticos impôs uma verdadeira “corrida pela terra” em toda a região e dinâmicas de reconcentração da propriedade da terra. No presente texto, busca-se analisar, a partir de diferentes escalas e no contexto do Projeto Minas Rio, as transformações fundiárias e a reconcentração da terra como dimensão constitutiva das novas reconfigurações da mineração e como o espaço agrário se tornou o centro dos embates e de novas conflitividades com a implantação dos GPD. A forma pela qual a propriedade se transmutou em fator constitutivo da reprodução do capital mineral nos indica uma reposição e complexificação da conflitividade no espaço agrário e a imposição de um regime especial de apropriação de terras.

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Barcelos, Eduardo

AS FORMAS DE PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO SOCIAL NOS ASSENTAMENTOS RURAIS/The forms of production and social reproduction in rural settlements

 A partir da década de 1990, foi observado no campo brasileiro transformações nos meios e modo de produção ao longo das décadas, bem como no tamanho e distribuição das propriedades rurais, impactadas pela nova lógica de reprodução do capital. Nesse contexto, crescem no país as mobilizações pela realização da reforma agrária, fato que contribuiu para a criação de política de assentamento rural realizadopelo Estado.Foi um período em que houve a ampliação no número de assentamentos criados no país. O objetivo do trabalho é caracterizar a relação dos sujeitos com o território e analisar o uso da terra por meio do que foi produzido. Para tal, realizou-se levantamento bibliográfico sobre reforma agrária, território e assentamentos rurais, seguido de coleta de dados primários (entrevistas e formulários) com os assentados dos Projetos de Assentamento (PA´s) Chico Mendes, Divisa e Engenho da Serra.A partir disso, identificou-se quea relação de homens e mulheres com o território é resultante da intencionalidade desses, no qual se tem a constituição dos assentamentos, como espaço de vida e trabalho, eos meios e modos de produção adotados pelos sujeitos dos assentamentos rurais, no município de Ituiutaba (MG), o que tem possibilitado sua reprodução social.

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Ramos, Elaine Aparecida Borges, Ana Claudia Giannini

O COMPORTAMENTO DO PRONAF NO SUDESTE DO PARÁ: UM ESTUDO DE CASO NO ASSENTAMENTO 26 DE MARÇO, MARABÁ-PA/Pronaf’s demeanor in the Southeast Pará: a Case study in the Assentamento 26 de Março, Marabá (PA)

Este texto analisa o comportamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Sudeste do Pará e as suas repercussões no Assentamento 26 de Março, localizado no município de Marabá. As perguntas que nos auxiliaram foram: o Pronaf fortalece o seu público em nível local? Se sim, de que modo isso acontece? Se não, quais são as repercussões do seu comportamento em nível local e os caminhos a serem seguidos? Baseamo-nos em dados da Matriz de Referência do Banco Central do Brasil e no método do estudo de caso. Realizamos levantamento bibliográfico-documental e pesquisas de campo realizadas entre 2017 e 2018 com a realização de entrevistas e observação participante. Concluímos que o programa se comporta de modo limitado e seletivo e, por consequência, não contempla a diversidade social da agricultura familiar em nível local. Como resultado dessa tendência, efeitos negativos no âmbito social, ambiental e econômico são recorrentes no assentamento.

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Neves, Evandro Schmitz, Heribert

O “NOVO CAMINHO DAS ÁGUAS” NA PARAÍBA: DESPOJO MÚLTIPLO E REGIMES DE DESAPROPRIAÇÃO EM OBRAS HÍDRICAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO/The "new way of the waters" in Paraíba: multiple dispossession and expropriation regimes in water projects in the semiarid northeast

Resumo Este artigo convida a uma reflexão crítica sobre a questão hídrica em contextos de semiaridez no Nordeste brasileiro, a partir de uma discussão teórica e empírica. O artigo interliga dados colhidos em pesquisa de campo desenvolvida no Estado da Paraíba com uma revisão teórica sobre o tema da “acumulação primitiva” na literatura marxista, com especial atenção às categorias “despojo múltiplo” (TRUJILLO, 2018, 2019) e “regimes de desapropriação” (LEVIEN, 2014). A segunda parte do artigo detalha alguns elementos teórico-metodológicos que orientaram o processo de pesquisa de campo, destacando a presença não só dos pesquisadores mas do próprio movimento social co-produzindo conhecimentos a partir da realidade analisada. Ao final, serão apresentados alguns achados da pesquisa empírica, que trata mais especificamente do Canal das Vertentes Litorâneas (Acauã-Araçagi) – considerada pelo próprio Governo da Paraíba a principal obra hídrica do Estado. Construímos, por fim, algumas sínteses parciais que apontam para: um cenário de ampliação da conflitividade hídrico-territorial naquela região a exemplo do que tem ocorrido em outros Estados da região Nordeste e a necessidade de complexificar as análises a partir de abordagens críticas e interdisciplinares.

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Morais, Hugo Belarmino de Ribeiro, Ana Maria Motta Silva, Osvaldo Bernardo da

DO MONOCULTIVO DA CANA AO MONOCULTIVO DO EUCALIPTO, DUAS FACES DE UMA MESMA TRAGÉDIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COMPLEXO MADEIRA-PAPEL-CELULOSE EM ALAGOAS/From the monoculture of sugar cane to eucalyptus monoculture, two sides of the same tragedy: considerations about the wood-paper-cellulose complex in Alagoas

O texto tem como objetivo analisar a territorialização do capital no campo alagoano, através da expansão do complexo madeira-papel-celulose. Durante longo período, o monocultivo da cana-de-açúcar ocupou as melhores terras do estado, contudo, nos últimos anos, em face da crise do setor sucroalcooeiro, extensos hectares de terra, outrora destinados à gramínea, vêm cedendo espaço para o monocultivo do eucalipto. O fenômeno se insere como parte da acumulação mundializada de capitais, em que os capitalistas se apropriam de terras entre os trópicos para o monocultivo de árvores comerciais, articulando-o ao comércio de commodities e ao capital financeiro. Parte-se da hipótese de que as extraordinárias condições edafoclimáticas encontradas em Alagoas e o apoio oferecido pelo Estado servem como incentivo à substituição parcial da cana-de-açúcar pelo eucalipto. As contradições subjacentes ao fenômeno, a exemplo de fragilização da soberania alimentar do estado e de impactos ambientais, também são objeto da presente reflexão.

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Lima, Lucas Gama Barbosa, Jéssica Lima

RESISTÊNCIA À EXPANSÃO DA MINERAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL: REFLEXÕES A PARTIR DO PROJETO DA MINA GUAÍBA/Resistance to mining expansion in Rio Grande do Sul: reflections from the Guaíba Mina Project

 O Rio Grande do Sul tem sido visto como uma nova fronteira para a exploração minerária. Ainda que não se reconheça nenhuma novidade no processo de exploração minerária em si, as articulações produtivas atuais compõe um fenômeno do capitalismo contemporâneo reconhecido na literatura como a acumulação por despossessão, muitas vezes promovida através do landgrabbing, em meio a racionalidade neoliberal, que ameaça os bens comuns. O presente artigo visa descrever e analisar como tem ocorrido o processo de participação das populações atingidas pelo Projeto Mina Guaíba/RS, através da análise das audiências públicas. O objetivo geral é descrever e apontar as articulações impulsionadas pela população diretamente atingida pelo projeto. Como método de análise, foi utilizado a pesquisa-ação. Como resultado, identificou-se que, ainda que haja assimetria de poder e tentativas de obstrução dos fatos e das possíveis consequências da atividade produtiva a ser instalada, a organização da comunidade e de entidades e movimentos sociais têm surtido efeitos sobre o fortalecimento da resistência popular à implantação da Mina Guaíba.

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Alt, Júlio Picon Kuhn, Daniela Dias Costa, Ana Monteiro

ACAMPAMENTOS DE LUTA PELA TERRA: OS LUGARES DA RESISTÊNCIA/Land-fighting camps: the places of resistence

Este artigo teve por objetivo construir uma etnografia dos acampamentos, a partir das experiências do cotidiano das famílias, destacando aspectos da motivação para a luta pela terra, a caracterização do acampamento, suas regras e relações sociais estabelecidas, bem como os relatos mais marcantes. Os dados utilizados para esta etnografia foram construídos em Sergipe, no ano de 2008, a partir de visitas em 03 (três) acampamentos, a partir da observação participante, registros do “caderno de campo”, registros fotográficos e grupos focais, envolvendo 118 famílias. Os dados foram sistematizados e analisados usando a técnica de análise do conteúdo. Os resultados revelam quediversos autores descreveram os acampamentos como sendo os lugares de materialização da luta pela terra, comum em suas configurações e estratégias. Mas é inegável que todos convergem na luta contra a má ou nenhuma distribuição de terras, oriunda de um capitalismo excludente, na tentativa de sobrevivência entre as condições objetivas e as subjetividades da construção do ser social.

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Souza, Júnia Marise Matos de

UM BREVE HISTÓRICO JURÍDICO E AS INJUSTIÇAS PROMOVIDAS NOS TERRITÓRIOS EXTRATIVO-MINERAL NO BRASIL/A brief legal history and the injustices promoted in the extractive-mineral territories in Brazil

O presente artigo é um esforço para compreender parte da gênese e dos processos ocorridos na tutela do direito para acessar as riquezas minerais no passar do espaço-tempo. Além das legislações que interferiram diretamente no uso e na ocupação do solo/subsolo, e da forma como se produz o espaço, sendo a maioria das jazidas situadas no campo, este debate perpassa, também, pela ciência geográfica, pela questão agrária, pela reflexão sobre natureza e pela categoria território. O trajeto percorreu importantes períodos da história de formação do território brasileiro, chegando à implantação do Novo Código Mineral (2019). Assim, corrobora-se para a compreensão das injustiças nas proposições jurídicas na formação dos territórios extrativo-mineral, demonstrando a ausência popular nas decisões e nas formulações de políticas públicas minerais.  

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Antonino, Lucas Zenha

A FALÁCIA DO DISCURSO DE MODERNIZAÇÃO E A APROPRIAÇÃO DA TERRA E DA ÁGUA NO BAIXO SÃO FRANCISCO/The fallacy of the modernization discourse and the appropriation of land and water in the BaixoSão Francisco

O presente artigo propõe analisar a falácia da modernização como simulacro da reprodução da pobreza e miséria no Baixo São Francisco, em Sergipe. Do Projeto Platô de Neópolis à realidade da Comunidade Brejão dos Negros, salienta-se o espectro da modernização como apropriação de terra e água e precariedade do trabalho. O agrohidronegócio como processo de expropriação é responsável pela intensificação de conflitos que fomentam a luta pela soberania e reprodução social. Como percurso teórico-metodológico estiveram as entrevistas, cujas falas dos sujeitos contribuíram para o embasamento de uma realidade caracterizada pela expansão de vastas terras para a produção de cana-de-açúcar, grama e frutas tropicais para exportação, ao mesmo tempo em que emerge como um dos territórios mais desiguais e miseráveis do estado. No devir que aponta o horizonte da realidade, concorda-se que o ser geógrafo deve se fazer como ser revolucionário, ao captar o singular/particular como totalidade, munido das categorias universais do pensamento crítico. Portanto, se a essência nos informa sobre a permanência dos camponeses, ribeirinhos e quilombolas, a luta é considerada como condição, meio e produto da resistência humana.

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Lima, Maria Íris Barreto Santos, Fernando Paixão Ribeiro, Bruno Andrade

OS PROCESSOS DE LUTA E RESISTÊNCIA NA TERRA CAMPONESA FRENTE AOS IMPERATIVOS DO CAPITAL EM SERRA DO RAMALHO/BA/The processes of struggle and resistance in peasant land against the imperatives of capital in Serra do Ramalho / BA

Segundo dados do INCRA (2019), no Brasil existem9.443 mil assentamentos, e para muitos deles não há previsão de regularização fundiária. Inclui-se que muitos desses assentamentos rurais foram implantados como política de regularização fundiária, bem como forma de reassentamento de atingidos por grandes obras de desenvolvimento nacional. Neste contexto, se insere o Projeto Especial de Colonização de Serra do Ramalho (PEC-SR), que nasce enquanto um projeto de assentamento fruto de uma política de desenvolvimento na década de 1970. Nesta direção, o objetivo da pesquisa consistiu em analisar o enfrentamento dos camponeses na luta na/pela terra para melhor compreendê-los como sujeitos sociais de resistência na terra de trabalho e vida, em sua maioria, “esquecidos” pelo discurso hegemônico do capital. Evidenciou-se que, com a expansão do capitalismo no campo, cada vez mais os camponeses são subordinados à sujeição da renda da terra e, em suma, enfrentam uma luta constante contra todos os meios de expropriação.  A resistência é uma luta constante dos camponeses para que o acesso à posse e a permanência na terra sejam constituídos como direitos de uma política fundiária e agrícola suficiente para permitir ações concretas, a fim de romper historicamente com as práticas produzidas e reproduzidas no campo.

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Silva, Maria Iêda da Santos, Jânio Roberto Diniz dos