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Lipoenxertia autóloga periorbitária no rejuvenescimento facial: análise retrospectiva da eficácia e da segurança em 31 casos
INTRODUÇÃO: Os sulcos periorbitários e zigomático e o malar flácido estão entre as características mais marcantes de envelhecimento ou de desarmonia facial. A reposição do volume é um método simples e eficiente, e o lipoenxerto pode ser o melhor material. O presente trabalho traz uma análise de 31 pacientes submetidos a autolipoenxertia, com ênfase na eficácia e na segurança da técnica. MÉTODO: Análise retrospectiva de 31 pacientes consecutivos, submetidos a lipoenxertias periorbitária e malar, concomitantemente ou não a outros procedimentos estéticos. A avaliação foi feita por meio de comparação entre fotografias pré e pós-operatória, bem como pelo grau de satisfação dos pacientes. RESULTADOS: Dos 31 pacientes, 26 (83,9%) classificaram o resultado pós-operatório como ótimo, 3 (9,7%), bom, e 2 (6,4%), regular. Na avaliação dos autores, 24 (77,5%) pacientes apresentaram resultado ótimo, 5 (16,1%), bom, e 2 (6,4%), regular. Houve necessidade de retoque de lipoenxertia em apenas 4 pacientes, por sugestão do cirurgião. As complicações foram mínimas e passageiras. CONCLUSÕES: A lipoenxertia facial é fácil e eficaz, e as complicações são mínimas quando realizada por cirurgiões qualificados.
2012
Chia,Chang Yung Rovaris,Diego Antonio
Impacto da radioterapia adjuvante no resultado cosmético da reconstrução mamária imediata com retalho TRAM
INTRODUÇÃO: O efeito da radioterapia adjuvante após a reconstrução mamária com retalhos autólogos é controverso. O objetivo deste estudo é analisar se a radioterapia pós-operatória causa alterações volumétricas e cosméticas após a reconstrução mamária imediata com retalho do músculo reto abdominal (TRAM, do inglês transverse rectus abdominis myocutaneous). MÉTODO: No total, foram avaliadas 25 pacientes submetidas a reconstrução autóloga com retalho TRAM pediculado pós-mastectomia por câncer de mama e radioterapia adjuvante. Os resultados estéticos tardios foram coletados após o intervalo mínimo de 6 meses posteriormente ao esquema completo da radioterapia. RESULTADOS: A média de idade das pacientes foi de 42,2 anos, variando de 30 anos a 53 anos. Duas (8%) perdas completas do retalho ocorreram por necrose gordurosa maciça, duas (8%) pacientes evoluíram com contratura do retalho e perda volumétrica, e 52% das pacientes apresentaram alterações cutâneas. Entretanto, a maioria das pacientes (84%) não evoluiu com perda significativa do volume inicial do retalho ou com distorção do contorno e contração do retalho. CONCLUSÕES: O resultado cosmético após a reconstrução mamária imediata com retalho TRAM irradiado foi aceitável, comparativamente aos dados descritos na literatura. Esses achados indicam que os retalhos podem sofrer distorções de contorno pela contração, além de perda volumétrica significativa em pacientes candidatas à reconstrução com TRAM e necessidade de radioterapia adjuvante pós-mastectomia. Assim, as complicações tardias da irradiação pós-operatória devem ser consideradas nesse contexto.
2012
Pessoa,Salustiano Gomes de Pinho Matos,Juliana Régia Furtado Dias,Iana Silva Peixoto,Diego Tomaz Teles Araújo,Jéssica Silveira
Técnica simples e segura para a reconstrução areolopapilar com tatuagem intradérmica
INTRODUÇÃO: A reconstrução do complexo areolopapilar (CAP) constitui o passo final na criação da neomama, com o objetivo de aproximá-la da mama contralateral após a mastectomia. A restauração do CAP tem sido historicamente um procedimento feito em estágios, com a reconstrução da papila realizada por meio de enxertos ou retalhos locais, previamente, e da aréola, posteriormente, buscando a coloração adequada. Atualmente, a utilização da tatuagem areolar está alcançando popularidade cada vez maior, comparativamente às técnicas tradicionais. O objetivo deste trabalho é descrever a técnica e os equipamentos utilizados para a tatuagem intradérmica em pacientes mastectomizadas, realizada no Serviço de Cirurgia Plástica e Microcirurgia Reconstrutiva do Hospital Universitário Walter Cantídio (Fortaleza, CE, Brasil). MÉTODO: O presente trabalho descreve os passos para a realização do procedimento reparador utilizando a tatuagem areolar permanente com equipamento convencional de tatuagem artística profissional. O procedimento foi aplicado em 10 pacientes submetidas a reconstrução mamária pós-mastectomia. RESULTADOS: O método demonstrou as vantagens da simplicidade técnica do procedimento, não requerendo internamento nem resultando em morbidade de áreas doadoras. CONCLUSÕES: A tatuagem do CAP é um procedimento seguro, rápido, com baixa morbidade e bons resultados na finalização da reconstrução mamária.
2012
Pessoa,Salustiano Gomes de Pinho Matos,Juliana Régia Furtado Dias,Iana Silva Pessoa,Breno Bezerra Gomes de Pinho Alencar,Júlio César Garcia de
Tratamento de mamas tuberosas com incisões combinadas
INTRODUÇÃO: A deformidade tuberosa da mama é uma rara entidade, descrita por Rees e Aston em 1976. O desenvolvimento mamário encontra-se alterado, com herniação do parênquima pelo complexo areolopapilar, alargamento dessa estrutura e hipoplasia do tecido mamário, principalmente nos quadrantes inferiores. A mama, portanto, adquire um aspecto tubular ao invés do aspecto cônico natural. MÉTODO: No total, 4 pacientes foram submetidas a tratamento cirúrgico em um único tempo, com incisões combinadas: inframamária e periareolar. Detalhes técnicos devem ser individualizados para cada caso, conforme a gravidade e a classificação do tipo de mama tuberosa. RESULTADOS: O procedimento cirúrgico utilizado aborda todos os aspectos da deformidade da mama tuberosa em operação de um estágio. Cirurgia de revisão de cicatriz periareolar não foi necessária em nenhum caso. Em todos os casos, obteve-se resultado estético final aceitável e com satisfação da paciente e do cirurgião. O procedimento adotado não interfere em lactações futuras. CONCLUSÕES: A mama tuberosa representa um verdadeiro desafio terapêutico. A técnica utilizada é muito atraente e mostra resultados confiáveis e reprodutíveis.
2012
Silva Neto,Manoel Pereira Colombo,Luciana Rodrigues da Cunha Silva,Diego de Paiva Guimarães,Paulo Magno Santos Almeida,Cynthia Ottaiano Rodrigues Batista,Adriano Peduti Chaem,Luiz Humberto Toyoso Cunha,Marco Túlio Rodrigues da
Subpeitoral ou subglandular: qual é a melhor localização do implante para pacientes com hipomastia?
INTRODUÇÃO: A mamoplastia de aumento é um dos procedimentos mais realizados em cirurgia plástica no Brasil e no mundo. Existem duas localizações principais para o implante: o plano subpeitoral ou submuscular e o plano subglandular. O objetivo deste trabalho é defender o uso do plano subpeitoral em casos de hipomastia. MÉTODO: Dezesseis pacientes foram submetidas a aumento da mama entre 2008 e 2011. Utilizou-se o plano submuscular em 9 pacientes e o plano subglandular em 7. Miotomia do músculo grande peitoral foi realizada em todos os casos de localização submuscular. RESULTADOS: Foram selecionados 5 casos de pré e pós-operatório de pacientes submetidas a mamoplastia de aumento. Verificaram-se melhores resultados utilizando-se o plano submuscular para as pacientes com hipomastia acentuada. A miotomia do músculo peitoral provou ser fundamental para o sucesso da cirurgia, pois conferiu à loja submuscular o espaço necessário para abrigar o implante mamário, sem submetê-lo à pressão causada pela contração do músculo. CONCLUSÕES: O uso adequado do plano submuscular em pacientes com hipomastia é seguro, facilita o rastreamento de câncer de mama, não altera a função muscular, protege o parênquima mamário e garante resultados mais naturais e duradouros.
2012
Zeitoune,Gabriel de Castro
Mastoplastia de aumento através da abdominoplastia
INTRODUÇÃO: Este trabalho demonstra a técnica de dissecção de espaço retroglandular através da abdominoplastia, com visualização de fibra óptica para inclusão de implantes mamários de silicone gel. MÉTODO: Foram avaliadas, retrospectivamente, 44 pacientes portadoras de flacidez abdominal e hipomastia, submetidas a mastoplastia de aumento através da abdominoplastia em um só estágio, durante o período de setembro de 2001 a abril de 2012. RESULTADOS: A técnica utilizada possibilitou melhora do contorno abdominal e aumento do volume mamário pela mesma incisão. As complicações ocorreram na área abdominal (hematoma, seroma, deiscência e cicatriz hipertrófica) e na região mamária (contratura capsular e infecção). CONCLUSÕES: A técnica de mastoplastia de aumento por via abdominal evita cicatrizes nas mamas ou axilas, é segura, reprodutível, com curva de aprendizado curta, e resultados satisfatórios e duradouros.
2012
Sodré,Roberto Luiz Calil,José Augusto Fonseca,José Marcos Monteiro da Oyagawa,Maria Yukiyo Secco,Leonardo Gabeira Ogata,Dacio Yoshikasu Ribeiro,Raidel Deucher Pagnoncelli,Bruno Henrique
Análise comparativa da evolução e das complicações pós-operatórias nas cirurgias plásticas do contorno corporal em pacientes idosos e jovens com perda ponderal maciça
INTRODUÇÃO: Os procedimentos aplicados a pacientes ex-obesos idosos após terapêuticas bariátricas estão em ascensão. Dados fidedignos quanto à evolução e às complicações nesse grupo populacional ainda são escassos na literatura. O objetivo do presente estudo é analisar a evolução e as complicações em abdominoplastias realizadas em pacientes com idade mais avançada após perda ponderal maciça, e compará-las às de pacientes mais jovens. MÉTODO: Foram analisados, retrospectivamente, pacientes com perda ponderal maciça submetidos a cirurgia para contorno da região abdominal, entre julho de 2005 e julho de 2011, no Hospital Estadual Sapopemba (HESAP). Como critério para divisão dos grupos, a fim de analisar o período pós-operatório e as complicações das abdominoplastias realizadas após perda ponderal maciça, foi estabelecida idade > 60 anos. RESULTADOS: Foram analisados 264 pacientes, 19 deles com idade entre 60 anos e 75 anos (grupo I) e 245 entre 22 anos e 59 anos (grupo J). O grupo I apresentou 10,5% de complicações maiores (P > 0,999) e 41,1% de complicações menores (P = 0,280), enquanto o grupo J obteve 10,6% de complicações maiores (P > 0,999) e 30,2% de complicações menores (P = 0,280). CONCLUSÕES: Os pacientes com > 60 anos de idade não apresentaram maior número de complicações que o grupo mais jovem.
2012
Smaniotto,Pedro Henrique de Souza Saito,Fabio Lopes Fortes,Fernando Scopel,Simone Orpheu Gemperli,Rolf Ferreira,Marcus Castro
Abdominoplastia vertical para tratamento do excesso de pele abdominal após perdas ponderais maciças
INTRODUÇÃO: As cirurgias bariátricas são cada vez mais frequentes no tratamento dos pacientes portadores de obesidade mórbida. A grande perda ponderal decorrente desses procedimentos causa excesso de pele e de tecido subcutâneo em todo o corpo, especialmente na região abdominal. O objetivo deste trabalho é apresentar a técnica de abdominoplastia vertical como alternativa para a ressecção do excesso de pele nesses pacientes. MÉTODO: Foram avaliados, retrospectivamente, os prontuários de 40 pacientes submetidos ao procedimento entre 2004 e 2009. O grau de satisfação dos pacientes foi avaliado através de escala subjetiva, com notas variando de 0 a 10. RESULTADOS: Vinte e cinco por cento dos pacientes apresentaram pequenas complicações, sendo 3 seromas, 3 pequenas deiscências e 5 cicatrizes hipertróficas, todas tratadas ambulatorialmente. Dois terços dos pacientes relataram alto grau de satisfação, considerando seus resultados bons (notas 7 ou 8) ou ótimos (notas 9 ou 10). CONCLUSÕES: A técnica de abdominoplastia vertical aparece como uma nova opção para o tratamento do excesso de pele abdominal em pacientes ex-obesos.
2012
Tuma Jr.,Paulo Batista,Bernardo Pinheiro de Senna Nogueira Milan,Lincoln Saito Faria,Gladstone Eustáquio de Lima Milcheski,Dimas André Ferreira,Marcus Castro
Lipoaspiração associada à miniabdominoplastia com abaixamento do umbigo sem desinserção umbilical
INTRODUÇÃO: A miniabdominoplastia é considerada uma cirurgia parcial, pois só trabalha a área que está posicionada abaixo do umbigo, não sendo necessária a transposição do umbigo. É menos invasiva que uma abdominoplastia clássica e consegue obter melhor contorno corporal, de forma menos invasiva, com cicatriz menor, tempo de recuperação um pouco mais curto e livre de grandes riscos e complicações. O objetivo deste estudo é apresentar uma técnica em que são realizadas lipoaspiração de todo o abdome, bem como dos flancos, da cintura e do dorso, conforme indicação, e ressecção em fuso de pele suprapúbica, com abaixamento de umbigo sem a desinserção de seu pedículo, para melhor apresentação de cicatriz umbilical, tratando uma pequena flacidez supraumbilical em abdome. MÉTODO: Entre 2007 e 2010, 24 pacientes do sexo feminino foram submetidas a miniabdominoplastia clássica associada a lipoaspiração, com idades entre 26 anos e 55 anos, com excesso de tecido adiposo no abdome inferior. RESULTADOS: Os resultados obtidos foram satisfatórios, sem complicações maiores, e considerados muito bons pelo cirurgião. Não ocorreu nenhuma complicação no transoperatório. CONCLUSÕES: A cirurgia de miniabdominoplastia mostrou-se segura, não ocorrendo complicações graves, como infecção, embolia pulmonar, perfurações de cavidades ou necrose de pele. A técnica descrita é eficaz no tratamento estético da região abdominal, de fácil execução, rápida e segura.
2012
Assumpção,Gustavo Gonzalez
Técnica intramuscular na gluteoplastia de aumento
INTRODUÇÃO: Região glútea harmoniosa é considerada elemento essencial na composição da beleza corporal e expressão maior de feminilidade, suscitando o crescente interesse de homens e mulheres na melhoria estética dessa região. O objetivo deste estudo é demonstrar uma alternativa às técnicas já publicadas acerca da gluteoplastia de aumento, baseada na colocação da prótese intramuscular, utilizando de forma simplificada os limites da dissecção, tendo como referência as estruturas anatômicas fixas (ósseas) da região glútea na confecção da loja do implante, assim como demonstrar sua viabilidade como técnica segura e reprodutível. MÉTODO: No período de 2001 a 2011, foram operados 18 pacientes, com idade variando de 25 anos a 50 anos, sendo usados implantes específicos para a área glútea, com o volume variando de 250 ml a 800 ml (média de 367 ml). RESULTADOS: Foi obtido aumento significativo do volume glúteo dos pacientes, acompanhado de contornos naturais e harmoniosos, havendo satisfação imediata e a longo prazo com os resultados estéticos obtidos em 100% dos pacientes. CONCLUSÕES: O uso da prótese glútea intramuscular demonstrou ser uma alternativa segura e facilmente reprodutível na gluteoplastia de aumento, com bons resultados e baixo índice de complicações. A determinação dos limites do descolamento utilizando estruturas ósseas fixas proporcionou simplicidade na execução, permitindo o uso de implantes ainda maiores aos relatados na literatura.
2012
Carvalho,Francisco de Assis Montenegro Cido Alcântara,Fernando Soares de Martins,Elmiro Heli Kruse,Ricardo Lapa Nogueira,Régis Pinheiro Raad,Nidall de Sousa
Reconstrução de extremidades com retalho livre de fíbula após ressecções oncológicas
INTRODUÇÃO: O tumor primário de ossos longos é raro, correspondendo de 0,2% a 1% dos tumores malignos. No passado, a amputação era o tratamento padrão, ocasionando grande impacto na morbidade e na mortalidade desses pacientes. Com o avanço das técnicas cirúrgicas e o envolvimento multidisciplinar, a cirurgia conservadora dos membros tornou-se o tratamento de escolha, sendo a reconstrução com retalho microcirúrgico de fíbula a mais utilizada. Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência do Instituto Nacional de Câncer (INCA) nas reconstruções de membros com retalho microcirúrgico de fíbula após ressecções de tumores de ossos longos. MÉTODO: Foi realizada análise retrospectiva de 7 casos de retalho livre de fíbula operados no INCA, no período de 1997 a 2009, para reconstrução de defeitos de extremidades após ressecções de tumores ósseos. Foram avaliados os seguintes parâmetros: sexo, idade, diagnóstico, localização do tumor, tipo e tamanho da ressecção, tipo e tamanho da reconstrução, vasos utilizados para anastomose, complicações pós-operatórias, estado da doença na última consulta, seguimento e tempo até deambulação. RESULTADOS: No total, 7 pacientes com média de idade de 11,8 anos (variando de 5 anos a 14 anos) foram submetidos a reconstrução de extremidades com retalho livre de fíbula, com 100% de viabilidade e consolidação óssea. As lesões eram localizadas em fêmur, tíbia ou úmero. O tumor mais comum foi o osteossarcoma. O tempo médio de retorno à deambulação foi de 14,7 meses. CONCLUSÕES: O uso do retalho livre de fíbula é uma excelente alternativa para reconstrução de membros, apresentando alta taxa de consolidação óssea, deambulação precoce, boa funcionalidade e baixa taxa de complicações.
2012
Machado,Eduardo Ravasio Portinho,Ciro Paz Vasconcelos,Roberto André Torres de Meohas,Walter Sbalchiero,Juliano Carlos Leal,Paulo Roberto de Albuquerque
Qualidade de vida em pacientes com úlcera venosa em terapia compressiva por bota de Unna
INTRODUÇÃO: As úlceras vasculares vêm se constituindo um grande problema de saúde pública em todo o mundo, sendo responsáveis por considerável impacto econômico pela elevada incidência dessas lesões crônicas. Além de restringir as atividades da vida diária e o lazer, pode ter como consequência alteração na qualidade de vida e na autoestima, levando o paciente, até mesmo, à depressão. O objetivo deste estudo é avaliar a qualidade de vida em pacientes com úlcera venosa que estão sendo tratados com terapia compressiva por bota de Unna. MÉTODO: Foram selecionados 50 pacientes com úlcera venosa em tratamento no Ambulatório de Feridas do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (Sorocaba, SP, Brasil). A coleta de dados foi realizada no momento da inclusão no estudo, sendo repetida aos 4 meses, 8 meses e 12 meses após a primeira coleta de dados, utilizando o questionário Short Form-36 (SF-36). RESULTADOS: Durante a inclusão do paciente no estudo, os escores médios do SF-36 foram baixos (15,10), caracterizando queda da qualidade de vida. Após 12 meses de terapia compressiva por bota de Unna, o escore médio foi de 95,38, caracterizando melhora da qualidade de vida dos pacientes analisados (P = 0,0001). CONCLUSÕES: Os pacientes com úlcera venosa, no início da coleta de dados, apresentaram qualidade de vida baixa, e após 8 meses de tratamento com bota de Unna foi observada melhora da qualidade de vida.
2012
Salomé,Geraldo Magela Ferreira,Lydia Masako
Acurácia da biópsia de congelação no câncer de pele não-melanoma
Os carcinomas basocelular e espinocelular juntos respondem por mais da metade dos casos novos de câncer. A biópsia de congelação é frequentemente usada em áreas como cabeça e pescoço, nas quais uma margem ampla poderia ocasionar cicatrizes desfigurantes ou dificuldades de reconstrução, porém o resultado da biópsia de congelação nem sempre corresponde ao da parafina. O presente trabalho tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica sobre a correlação do resultado da biópsia de congelação intraoperatória e o resultado final do exame anatomopatológico da peça cirúrgica (exame de parafina), pela sua importância na ressecção curativa e na reconstrução do local acometido. Foi realizado levantamento bibliográfico, tendo como base artigos científicos publicados a respeito da acurácia da biópsia de congelação nos últimos 10 anos. A biópsia de congelação é um método eficiente e confiável, que deve ser aplicado em áreas em que a ressecção deve ser a mais econômica possível. Em áreas com tumor pequeno e sobra de pele a biópsia de congelação é pobre, dispensável e não altera resultados. A biópsia de congelação se mostrou um método eficiente, de custo acessível e de boa reprodutibilidade quando realizada por profissionais experientes e em casos bem indicados.
2012
Kiyan,Karina Mezzarana Broetto,Júlia Fischler,Rinaldo Sperli,Aymar Edison Freitas,José Octávio Gonçalves de
Sutura elástica para tratamento de grandes feridas
O fechamento de grandes feridas continua sendo um importante desafio para o cirurgião plástico. O objetivo deste artigo é a divulgação da sutura elástica como uma técnica eficaz para o fechamento de grandes feridas. Foram incluídos no estudo 14 pacientes portadores de grandes lesões decorrentes de traumas diversos em membros inferiores. O fechamento completo das feridas foi obtido por procedimento dividido em duas etapas, sendo a primeira representada por aproximação das bordas opostas da ferida por meio de tiras circulares elásticas de borracha e a segunda, realizada alguns dias após, com a retirada das tiras elásticas, seguida de sutura simples com fio mononáilon. A sutura elástica demonstrou ser uma técnica segura, funcionalmente eficaz, de fácil execução e de baixo custo para fechamento de grandes feridas, evitando áreas doadoras, como nos enxertos de pele.
2012
Santos,Eduardo Luiz Nigri dos Oliveira,Ricardo Araujo
Suspensão circular fechada do terço médio da face
O tratamento cirúrgico apresentado neste artigo tem inovações táticas e torna o procedimento pouco agressivo. O objetivo é demonstrar uma maneira diferente de executar a suspensão do terço médio da face. O procedimento é realizado com agulhas semicirculares tipo Stocchero, com passagem de fio de náilon 2.0 no plano subcutâneo, na altura da borda anterior da glândula parótida, e fixação do fio na fáscia temporal. Foram operados com emprego desse método 49 pacientes, com obtenção de bons resultados estéticos. Em um paciente, houve necessidade de executar uma cicatriz pré-auricular, para acomodação da pele. O método é seguro, simples, não necessita de internação hospitalar, evita uma cicatriz pré-auricular e o resultado oferece boa satisfação aos pacientes.
2012
Farrapeira,Adilson Branco
Síndrome do pterígio poplíteo: relato de caso e revisão da literatura
A síndrome do pterígio poplíteo é uma condição congênita rara, que envolve anomalias craniofaciais, geniturinárias e de extremidades. As características mais marcantes dessa síndrome são o pterígio poplíteo e uma dobra de pele triangular sobre a unha do hálux. Neste trabalho, é apresentado o caso de um paciente do sexo masculino, com um mês de idade, apresentando fendas labiais superiores e inferiores, fenda palatal, bolsa escrotal bífida, sindactilia de pododáctilos, pterígio poplíteo e dobra de pele sobre a unha do hálux. O paciente foi submetido a diversas intervenções cirúrgicas, visando à correção das anomalias. Dentre as malformações, a mais difícil de ser corrigida é a relacionada aos membros inferiores, sendo necessária abordagem conjunta com a equipe de ortopedia, na tentativa de evitar enxertos nervosos e déficits funcionais. A síndrome do pterígio poplíteo, quando tratada no momento apropriado e por equipe multidisciplinar, apresenta bom prognóstico.
2012
Spencer,Leonardo Santos de Barros Gondim,Dikson Dibe Alves,Rommell Vieira Silva,Renato Brito Holder da Câmara Lopes,Victor Dantas Ferreira
Hemangiopericitoma de órbita
Hemangiopericitomas são tumores raros originados a partir da proliferação de pericitos, ou seja, células que envolvem os capilares. São encontrados em ossos, pulmões, crânio, partes moles profundas ou membros inferiores, principalmente na coxa. É considerado um tumor com potencial de malignidade incerto e quando afeta a região orbitária pode apresentar um comportamento biológico agressivo, com grande chance de recidiva. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de hemangiopericitoma orbital e destacar suas características clínicas, cirúrgicas e histopatológicas. Usualmente, os hemangiopericitomas da órbita são tumores sólidos, únicos e de crescimento lento. Devem ser lembrados no diagnóstico diferencial dos tumores orbitários bem delimitados, como cistos epidermoides, schwannomas, neurofibromas, fibro-histiocitomas, lipomas e malformações vasculares. A confirmação diagnóstica é realizada pelo exame anatomopatológico e, por vezes, complementada pelo estudo imuno-histoquímico. O tratamento deve ser realizado com exérese completa do tumor, com margens amplas, sendo a radioterapia e a quimioterapia reservadas para casos de lesões reincidentes.
2012
Zanasi Junior,Sidney Lozano,Pedro Alexandre Martinez Sá,Victor Hugo Lara Cardoso de Pereira Filho,Gerson Vilhena Heinke,Thais
Quebra de ponta de cânula, no plano gorduroso, durante lipoaspiração
Durante procedimento de lipoaspiração, uma cânula teve seu segmento distal de 3 cm quebrado no plano adiposo. Os autores apresentam, neste trabalho, a conduta adotada para solução do caso, de maneira simples e rápida, com emprego de um intensificador de imagens, sem grandes dificuldades.
2012
Wolfenson,Moisés Roncatti,Claudio Silva Júnior,Edvaldo Alfredo da
Endometriose cutânea
A endometriose é definida como a presença de glândulas endometriais e estroma fora da cavidade uterina. Essa doença, comum nas mulheres, é geralmente observada durante os anos reprodutivos. Embora a pelve seja o sítio mais comum da endometriose em mulheres, a localização extrapélvica é menos frequente e ainda mais difícil de diagnosticar, em decorrência das apresentações distintas. Neste artigo é descrito um caso de endometriose de cicatriz da parede abdominal.
2012
Kaya,Burak Aslan,Emrah Cerkez,Cem Kaygusuz,Gulsah Serel,Savas
Desenhando o retalho rômbico em relação às linhas de extensão máxima
No summary/description provided
2012
Baroudi,Ricardo