RCAAP Repository

OS COLÉGIOS RURAIS AGRUPADOS NA ESPANHA: ESPAÇOS DE FORTALECIMENTO DO CAMPESINATO?

O objetivo nesse artigo é apresentar os principais resultados da pesquisa sobre o papel dos Colégios Rurais Agrupados situados na Espanha, para o fortalecimento do campesinato. Nessa perspectiva, os métodos da pesquisa foram o levantamento e análise de bibliografias ligadas ao campo e a educação, da Espanha, ainda, pesquisa de campo em órgão diretamente ligado a temática e, as escolas situadas no campo da Espanha também auxiliaram as análises. Enquanto no Brasil, na década de 1990, a luta por uma educação do campo se fortalecia, na Espanha, ao contrário, adotou-se uma organização para as escolas no campo. Nesse contexto, foram implantados os Colégios Rurais Agrupadas (CRA) a partir das reivindicações de grupos ligados a educação. Essa foi a forma de combater o desaparecimento da escola como única referência cultural das suas comunidades no campo, no entanto, essa forma de organização não tem conseguido contribuir para o desenvolvimento do campesinato.

Year

2012

Creators

Souza, Francilane Eulália de

SUMÁRIO

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CAPA

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CAPA

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CAPA

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CAPA

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DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA:OS MECANISMOS POLÍTICOS E SOCIAIS DE SUA INTERPRETAÇÃO (from liberation theology to sustainable development in the Brazilian Amazon...)

Neste artigo pretende-se mostrar a transformação do ideário de desenvolvimento sustentável expresso pelos atores que, à sua maneira, se reapropriaram do mesmo, à escala local. Resultado de uma pesquisa multidisciplinar, o mesmo se fundamenta na análise e avaliação de uma experiência de desenvolvimento sustentável no estado do Pará, destacando os mecanismos de adaptação desta noção pelos atores locais.

Year

2012

Creators

Mello-Théry, Neli Aparecida de Tilbeurgh, Veronique Van

A TRAJETÓRIA DO NEGRO NO BRASIL E A TERRITORIALIZAÇÃO QUILOMBOLA (the trajectory of black people in Brazil and quilombola’s territorialization)

O Brasil constituiu as bases de seu desenvolvimento sob a égide do escravismo, o que deixou marcas indeléveis em sua história. Passados 124 anos da abolição da escravatura uma revisão de suas consequências e determinações faz-se necessária. Os problemas enfrentados pelas populações negras no Brasil emergem cotidianamente, seja na discussão acerca de cotas para afro-descendentes no ensino superior público, seja em discussões sobre preconceitos ou no estabelecimento dos direitos das comunidades quilombolas aos seus territórios ancestrais. Desta forma, acredita-se que uma revisão acerca da trajetória do negro no Brasil colabore com o avanço das discussões destes problemas.

Year

2012

Creators

Silva, Simone Rezende da

PRÁTICAS EDUCATIVAS COMPARADAS EM EDUCAÇÃO DO CAMPO E OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO OMNILATERAL NA AMÉRICA LATINA (educational practices compared in rural education and the challenges of omnilateral formation in Latin America)

Este texto tem por objetivo apresentar os desafios e as possibilidades da formação omnilateral na América Latina conforme elaborado em Villela (2009-2010). Este trabalho tem por horizonte sistematizar as práticas educativas do “Terceiro Mundo”, isto é, originadas da experiência educacional dos países da América Latina, África e Ásia. No processo de luta pela emancipação, esses países construíram e estão construindo práticas educativas originais. Nesse sentido, partimos da problematização histórico-teórico do tema, formação omnilateral, e por desdobramento, abordamos a América Latina, escola e formação omnilateral. Problematizamos especificamente as questões relativas aos intelectuais e a organização do trabalho pedagógico nas “escolas no campo” em Cuba (1960-1975). A questão dos “intelectuais e a organização da cultura”, sob uma perspectiva gramsciana (GRAMSCI, 2000), foi abordada em diversos trabalhos ao longo de nossa trajetória acadêmica (VILLELA, 2003; 2008; 2009-2010). No sentido de aprofundar tais questões, abordamos os desafios da formação de crianças e jovens do campo na América Latina. Ao analisarmos as práticas educativas em educação do campo, emerge a temática contemporânea da justiça global.

Year

2012

Creators

Villela, Fábio Fernandes

O PAPEL E OS DESAFIOS DA ORGANIZAÇÃO CAMPONESA EM CUBA: ENTREVISTA COM O DIRIGENTE DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS AGRICULTORES PEQUENOS (ANAP), MARIO LA O SOSA (the role and challenges of the peasant organization in Cuba...)

Mario La O Sosa é um histórico dirigente da Associação Nacional de Agricultores Pequenos (ANAP) - Cuba, onde atuou na base, nos municípios, nas províncias orientais do país, desempenhou responsabilidades na direção de café, cacau e florestais, esteve a frente da direção jurídica por cerca de 20 anos, e, há sete anos é o chefe do Departamento de Relações Internacionais e Projetos de Cooperação desta Organização Não-Governamental. Nesta entrevista concedida aos investigadores Eraldo da Silva Ramos Filho e Angelina Herrera Sorzano, em 14 de fevereiro de 2008, na sede da ANAP no bucólico bairro de Vedado, em Havana – Cuba, La O Sosa aborda temas como: a formação, princípios e diretrizes da ANAP; como tem sido a participação política dos camponeses na história cubana a partir do século XIX, seu papel na revolução que triunfou em 1959; a importância da lei de reforma para o desenvolvimento econômico do país, seu sentido de aliança entre Estado e os camponeses; detalhes sobre a natureza da propriedade privada da terra, a questão dos agrocombustíveis e as políticas a favor do papel dos camponeses na consolidação da soberania alimentar; por último são analisadas as perspectivas do campesinato do mundo contemporâneo. Esta entrevista foi realizada no marco das atividades investigativas do projeto de cooperação científica internacional, financiado pela CAPES e com apoio logístico do MES – Cuba, intitulado “Estudo comparativo das transformações recentes no campo brasileiro e cubano (1994 – 2005)”.

Year

2012

Creators

Sorzano, Angelina Herrera Ramos Filho, Eraldo da Silva

A INFLUÊNCIA DOS PROCESSOS CONTEMPORÂNEOS NA ALIMENTAÇÃO: UMA PROPOSTA DE REFLEXÃO (the influence of contemporary processes in food: a proposal for reflection)

A revolução tecnológica e social que vivenciamos no final do século XX foi o prelúdio da atual fase da globalização. As contradições presentes na globalização se expressam enfaticamente no espaço geográfico e nas diversas dimensões as quais o processo engloba: socioeconômico, político e cultural. Após a quebra da União Soviética, a sociedade de consumo no arquétipo Norte Americano é exportada para as diversas partes do globo. Um consumismo predatório que se perpetua no espaço acentuando, em diversas regiões, a segregação social inerente ao acúmulo de riquezas. A alimentação também sofre com as contradições inerentes do processo de globalização. Nesse sentido, presenciamos a proliferação de redes de “fast foods” com seus alimentos débeis em proteínas, mas agregados de apelos simbólicos midiáticos. É sobre esse tema que o presente texto pretende discernir uma reflexão sobre a transformação dos hábitos alimentares na sociedade contemporânea. Para isso analisaremos os filmes “Adeus Lênin” e “Super Size me”, contextualizando suas problemáticas no intuito de promover uma reflexão crítica sobre a questão da alimentação na sociedade impregnada pelo consumo.

Year

2012

Creators

Wandscheer, Elvis Albert Robe Maciel, Carlos Alberto da Rosa Neves, Anderson Souto

PRODUÇÃO DE SEMENTES E MELHORAMENTO DE HORTALIÇAS PARA A AGRICULTURA FAMILIAR EM MANEJO ORGÂNICO (seed production and vegetables breeding for smallholder farming in organic management)

No Brasil já existem mais de 19 mil propriedades certificadas orgânicas, principalmente agricultores familiares, e o mercado orgânico cresce continuamente nos últimos anos. A agricultura biodinâmica, agricultura orgânica, natural e agroecológica deixaram de ser alternativas e passaram a ser aceitas oficialmente como sistemas de produção agrícola, a partir da lei da agricultura orgânica (lei 10.831/03). Em 2008 esta lei foi regulamentada e, em relação ao uso de sementes, foi aprovado um prazo de cinco anos para obrigatoriedade do uso de sementes oriundas do manejo orgânico. O uso de sementes adaptadas ao manejo adotado pelo agricultor e às condições locais são essenciais para seu sucesso, autonomia e menor dependência de insumos externos, principalmente com a atual situação de mudanças climáticas. O melhoramento participativo é um processo coletivo onde se valoriza o conhecimento do agricultor no manejo e qualidade do produto, aliado ao conhecimento do melhorista nas técnicas de seleção. Outro fator valorizado é a conservação da agrobiodiversidade ou do germoplasma local de plantas cultivadas a várias gerações pelos agricultores de uma determinada comunidade.

Year

2012

Creators

Cardoso, Antonio Ismael I. Jovchelevich, Pedro Moreira, Vladimir

Compêndio

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CAPA

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FOLHA DE ROSTO

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EXPEDIENTE

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APRESENTAÇÃO

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MANEJO MADEIREIRO NA FLORESTA ESTADUAL DO ANTIMARY, ESTADO DO ACRE, BRASIL (forest timber management in the Antimary state forest, state of Acre, Brazil)

Esse artigo aborda aspectos sobre o aproveitamento dos recursos florestais na Amazônia. O seu objetivo foi analisar os impactos sociais, econômicos e ambientais das atividades que vem sendo desenvolvidas na Floresta Estadual do Antimary (FEA), a partir de 1988. A escolha dessa área, localizada no estado do Acre, como cenário para esse estudo, se deve ao fato que essa Floresta Estadual, criada em 1988 através do decreto 8.843 de 26 de junho de 1911, foi a primeira floresta pública certificada no Brasil para o manejo florestal empresarial. Nesse estudo, é feito uma revisão sobre temas como sustentabilidade, manejo florestal em áreas tropicais, certificação e sensoriamento remoto, assim como se contextualiza as trajetórias de uso da terra na Amazônia, sua ocupação econômica, espaço e meio ambiente. Além disso, abordando características do estado do Acre, são apresentadas discussões ligadas ao conflito espacial, o que permitem constatar realidades sobre as

Year

2012

Creators

Aquino, Maria Lúcia R. Santos Lima, Eduardo Rodrigues Viana de Silva, Zenobio Abel Gouvêa Perelli da Gama e

“CAMPESINATO COMO ORDEM MORAL”: (RE)VISITANDO CLÁSSICOS E (RE)PENSANDO A ECONOMIA CAMPONESA ("peasantry as moral order": (re)visiting classics and (re)thinking about the peasant economy)

Este artigo analisa o campesinato para além da sua dimensão econômica, ressaltando as fundamentais dimensões moral e social constitutivas da economia camponesa. Tem-se, para tanto, como fio condutor da argumentação, a compreensão de que as categorias terra e família são fundamentais para agregar complexidade e possibilitar entendimentos sobre a dinâmica camponesa. Entretanto, estas categorias, terra e família, também precisam ser entendidas para além da sua dimensão econômica. A reflexão em curso elucida algumas divergências entre diferentes abordagens do campesinato, principalmente aquelas relacionadas à economia camponesa. Ao mesmo tempo, a mesma literatura, quando utilizada à luz de outros autores vinculados a outras vertentes analíticas, sugere novas reflexões acerca da moral camponesa. Assim, a economia camponesa, como parte de uma ordem moral, está imbricada no conjunto das relações interpessoais dos grupos sociais. Esta imersão do econômico no social, e vice-versa, em busca da reprodução de valores, como o valor-Terra e o valor-Família, se configura como uma distinção da economia camponesa. As relações sociais que marcam a economia estão sempre cercadas de construções simbólicas que servem para explicá-las, justificá-las e regulá-las.

Year

2012

Creators

Freitas, Alair Ferreira de Botelho, Maria Izabel Vieira

LA VIOLENCIA RURAL EN LA ARGENTINA DE LOS AGRONEGOCIOS: CRÓNICAS INVISIBLES DEL DESPOJO (rural violence in Argentina agribusiness: invisible chronic expropriation)

Cuando se analiza la violencia rural, un primer caso que se presenta para los países de las Américas es el de la violencia del primer despojo de la conquista europea. Pero también, se ha relacionado la violencia rural con la desigualdad del sistema agrario que se ha montado en los países de Latinoamérica. En este caso, la violencia, asociada con los conflictos rurales, se funda en el problema de la tierra (KAY, 2003). En el campo argentino puede observarse que la violencia ha ido asumiendo distintos formatos y que actualmente, en tiempos del despliegue de los agronegocios, se expresa en la creciente actividad de grupos armados particulares que hostigan a las familias campesinas, y en general actúan conjuntamente con fuerzas de seguridad gubernamentales en el desalojo de las mismas, y en asesinatos de campesinos o indígenas. Puede suponerse que la violencia rural en Argentina este expresando, además de la existencia de débiles dispositivos democráticos, la intensidad de la puja por el aprovechamiento de áreas que aún guardan una dotación importante de recursos naturales: la disputa por los últimos bolsones de biodiversidad de Argentina. La presencia de violencia estatal y privada contra poblaciones rurales, aparece acompañada de una amplia batería de políticas públicas e instancias de participación de la sociedad civil en torno del “ordenamiento territorial”, que tratan de institucionalizar los conflictos por el control y usos del ambiente, sin cambiar la concepción productivista de aprovechamiento. En suma, un importante vector desterritorializador de las poblaciones rurales en la Argentina del siglo XXI parecería ser la violencia. En la actualidad, la afirmación del poder desde instancias judiciales y fuerzas de seguridad del Estado o desde los grupos de seguridad de empresas privadas, sobre campesinos y comunidades indígenas, se ha vuelto tan habitual para su arrinconamiento y despojo, como los procesos de naturaleza económica tales como la desregulación del agro. La importancia de su análisis, a la luz de la conflictualidad por la tierra, reside en que la violencia parece desplegarse en tanto instrumento. Por esto nos proponemos avanzar en el registro de esta problemática y explorar el carácter y la magnitud de una realidad invisibilizada en un país como la Argentina, donde prima un discurso hiper-moderno basado en la expansión de la sociedad del conocimiento en el agro.

Year

2012

Creators

Percíncula, Analia Jorge, Andrés Calvo, Claudia Mariotti, Daniela Domínguez, Diego Estrada, María de Ciccolella, Mariana Barbetta, Pablo Sabatino, Pablo Astelarra, Sofía