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A TERRITORIALIDADE DO CAPITAL NO CAMPO: AGRONEGÓCIO E USO CORPORATIVO DO TERRITÓRIO NO CEARÁ/ The territoriality of capital in the rural space: agribusiness and corporate use of territory in Ceará/ La territorialidad del capital en el campo: agronegocio y uso corporativo del territorio en Ceará
Com a expansão do modelo produtivo do agronegócio no Ceará, observa-se a instalação de uma série de grandes empresas agrícolas e agroindustriais voltadas para a produção em larga escala de inúmeros gêneros agropecuários, contribuindo para a territorialização do capital no campo, ancorado na permanência do latifúndio e da monocultura, e favorecendo o acirrar das disputas territoriais e do uso corporativo do território. Nesse sentido, busca-se, com este artigo, discutir a territorialização do agronegócio no espaço agrário cearense, procurando evidenciar o uso corporativo do território pelas maiores empresas do setor, que estão entre as principais responsáveis por redefinir a dinâmica territorial e ampliar a desarticulação da agricultura camponesa, a exploração do trabalhador e da natureza, a concentração hídrica e fundiária, a injustiça e vulnerabilidade socioambiental, entre outros. Com isso, espera-se contribuir com a leitura da questão agrária do Ceará na contemporaneidade, que também passa pelo entendimento do uso do território pelos agentes hegemônicos do agronegócio. Como citar este artigo:CAVALCANTE, Leandro Vieira. A territorialidade do capital no campo: agronegócio e uso corporativo do território no Ceará. Revista NERA, v. 23, n. 53, p. 22-46, mai.-ago., 2020.
A TERRITORIALIZAÇÃO DO CAPITAL E AS ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA CAMPONESA EM PARATY/RJ/ The territorialization of capital and peasant resistance strategies in Paraty/RJ/ La territorialización del capital y las estrategias de resistencia campesina en Paraty/RJ
Este artigo trata da permanência do campesinato no mundo atual, e da ampla diversidade de suas formas e estratégias de resistência frente aos intensos processos de territorialização do capital. Destaca a necessidade de analisar a ampla pluralidade e heterogeneidade da presença do campesinato, bem como a multidimensionalidade existente relacionadas às suas dinâmicas nos territórios. O objetivo deste artigo é descrever parte da história social do campesinato em Paraty/RJ, identificando as formas e as estratégias de resistência camponesa presentes nesse território nas últimas 6 décadas. A metodologia empregada privilegiou o aspecto qualitativo da pesquisa, de valorização dos camponeses como sujeitos da história. Os resultados apontam para a existência de um campesinato multicultural, heterogêneo, mas possuidor de diversas características comuns. Neste território, as estratégias de resistência camponesa ao avanço do capital têm sido variadas, e têm ocorrido desde o interior das unidades de produção e consumo, no cotidiano, e se ampliam para aquelas exercidas de forma coletiva, pelos movimentos sociais, em fóruns e espaços de gestão social, e através das redes temáticas e de articulação política.
COOPERATIVISMO E DISPUTAS TERRITORIAIS NO PARANÁ: O CASO DA COCAMAR E DA COROL/ Cooperativism and territorial dispute in Parana: the case of the COCAMAR and COROL/ Cooperativismo y disputas territoriales en Paraná: el caso de COCAMAR y de COROL
O objetivo deste artigo é apresentar o resultado de parte de uma pesquisa de doutorado em Geografia; no presente trabalho o cooperativismo será analisado a partir das disputas territoriais entre cooperativas empresarialistas. É importante destacar que o termo cooperativa empresarialista, aqui utilizado, remete a posição ocupada por aquelas cooperativas que, inseridas no processo de modernização da base técnica da agricultura, assumiram uma gestão empresarial, típica de uma empresa capitalista, porém, a composição dos quadros associativos dessas organizações não permite dizer que o sejam, afinal os camponeses são a maioria. O recorte espacial delineado para esta investigação foi a mesorregião Norte Central paranaense, área de atuação de duas cooperativas empresarialistas, a COCAMAR e a COROL. A metodologia utilizada foi a pesquisa de campo, o estudo de fontes teóricas e a utilização de matérias de jornais. A pesquisa demonstrou que a territorialização do cooperativismo é marcado por intensos conflitos, evidenciando ainda, que se por um lado as cooperativas são importantes mecanismos de compartilhamento de dividendos, por outro, o mesmo acontece com os prejuízos. Espera-se com essa pesquisa contribuir, mesmo que modestamente, para a compreensão dos limites e das possibilidades do cooperativismo empresarialista para os camponeses.
Folha de Rosto
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Expediente
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Capa
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UMA INTRODUÇÃO AO DOSSIÊ SOBRE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL NA AMÉRIA LATINA E CARIBE
O dossiê contempla contribuições de pesquisadores, docentes e discentes do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe (TerritoriAL), com sede no Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) da Unesp, que iniciou as atividades em 2013, na área de Geografia, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Constitui-se no primeiro mestrado acadêmico voltado ao estudo do desenvolvimento territorial de comunidades camponesas, tradicionais e indígenas e ações de movimentos socioespaciais e socioterritoriais. As pesquisas realizadas no TerritoriAL visam a contribuir com a construção do conhecimento e a elaboração de políticas públicas que possibilitem à proposição de um desenvolvimento territorial que contribua para a permanência de comunidades e movimentos em seus territórios.
2018
Fernandes, Silvia Aparecida de Souza Vinha, Janaína Francisca de Souza Campos Coca, Estevan Leopoldo de Freitas
Sumário
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Compêndio de autores
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Compêndio de edições
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A FORMAÇÃO DOS SUJEITOS DO CAMPO E A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: DA FRANÇA AO SUL DO BRASIL/ Subject formation in rural areas and the pedagogy of alternation: from France to southern Brazil/ La formación del campo y de la pedagogía de la alternancia: de Francia para el sur del Brasil
É notável a contribuição das Maisons Familiales Rurales – MFRs (França) e das Casas Familiares Rurais – CFRs (Brasil) à vida dos jovens e das famílias que vivenciam a proposta da Pedagogia da Alternância. O objetivo é discutir a formação dos sujeitos do campo, no Brasil e na França, em processos educativos caracterizados por territorialidades distintas, seja pelas peculiaridades histórico-sociais e culturais de cada país em questão, ou necessidades e possibilidades postas pela estrutura econômica de tais realidades. Nesta pesquisa qualitativa foram utilizadas entrevistas, observações em Casas Familiares Rurais dos dois países e pesquisa bibliográfica. Na França, país de origem, existe um amplo espectro de formações, com recursos dos ministérios públicos da Educação e da Agricultura. No Brasil, prioriza-se a formação em agricultura e são identificados elementos produtores de mudanças concretas, uma vez que os conhecimentos são pensados e organizados conjuntamente pelos atores/sujeitos do campo, a partir do interesse e da realidade por eles vivida, geralmente sem auxílio financeiro do Estado. Constata-se que o processo pedagógico das CFRs brasileiras, tem efetivado transformações individuais e coletivas convergindo em sujeitos mais atuantes nos movimentos de resistência do campo. Como citar este artigo:ZIMMERMANN, Angelita; MEURER, Ana Carine; DE DAVID. Cesar. A formação dos sujeitos do campo e a pedagogia da alternância: da França ao sul do Brasil. Revista NERA, v. 23, n. 51, p. 300-327, jan.-abr., 2020.
2020
Zimmermann, Angelita Meurer, Ane Cariine De David, Cesar
GRANDES PROJETOS DE INFRAESTRUTURA NA AMAZÔNIA: IMAGINÁRIO, COLONIALIDADE E RESISTÊNCIAS/ Major infrastructure projects in the Amazon: imagery, coloniality and resistance/ Grandes proyectos de infraestructura en la Amazonia: imaginario, colonialidad y resistencia
O processo de formação socioeconômica da Amazônia configurou-se historicamente por meio de lógicas impositivas e espoliativas, do qual os grandes projetos (rodoviário, ferroviário, portuário, hidrelétrico e minerário) são representativos. Tal processo constitui o objetivo desse artigo, que é apresentar e refletir sobre o imaginário e as narrativas acerca da Amazônia que vem se costurando (colando-se) e alimentando a lógica “recente” de grandes projetos de infraestrutura e de agentes econômicos, e, o planejamento e as políticas públicas “conduzidas” pelo Estado brasileiro. Pretende-se além de mostrar os grandes projetos planejados, busca-se destacar como as populações tradicionais vêm resistindo a esses projetos; e, paralelamente, a isso, refletir sobre os desejos/necessidades dessas populações que vão para além do “projeto modernidade”. O caminho de pesquisa teve como recorte empírico-espacial, o estado do Pará (janeiro de 2014 a junho de 2019), com observações, entrevistas, “participações” em audiências públicas, em Barcarena (Nordeste do Pará) e Itaituba (Oeste do Pará), pesquisas de campo; além de reflexões a partir dos diálogos e formações com movimentos e resistências sociais e seminários em parceria com movimentos sociais.
2020
Rodrigues, Jondison Cardoso Lima, Ricardo Angelo Pereira
COMPREENDENDO O AVANÇO DO NEOLIBERALISMO NA AGRICULTURA ATRAVÉS DO DEBATE PARADIGMÁTICO
Vivencia-se, sobretudo desde 2015, a segunda fase de expansão do neoliberalismo na América Latina (FERNANDES et al, 2017). A primeira ocorreu na década de 1990 como uma das consequências do Consenso de Washington. Contudo, foi desacelerada, até certo ponto, pela ascensão de governos pósneoliberais, caracterizados, dentre outros, pela implementação de políticas sociais e pela cooperação Sul-Sul (SADER, 2009). No caso do Brasil, esse avanço ficou claro com o governo interino de Michel Temer, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a recente eleição de Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL) à Presidência da República.
2019
Origuéla, Camila Ferracini Coca, Estevan Leopoldo de Freitas Pereira, Lorena Izá
Compêndio de autores
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Compêndio de edições
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Capa
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Folha de rosto
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Expediente
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Sumário
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¿OTRO CONSUMO ES POSIBLE? LA EXPERIENCIA DE GRUPOS DE CONSUMIDORES Y SU VÍNCULO CON LOS PRODUCTORES AGROECOLÓGICOS EN URUGUAY/ Outro consumo é possível? A experiência de grupos de consumidores e sua vinculação com produtores agroecológicos no Uruguai/ Is another consumption possible? The experience of consumer groups and their link with agroecological producers in Uruguay
O artigo faz uma reflexão sobre o processo de politização do consumo de alimentos por grupos de consumidores vinculados a produtores agroecológicos no Uruguai. A base teorica esta embasada em autores de perspectiva crítica e sobretudo autores marxistas, que concebem o consumo, esfera historicamente subordinadas ao ámbito da produção, como possível espaço potencial para a construção de consciência emancipatória. Nesse sentido, destaca-se a ideia de considerar o valor de uso em oposição à tendência de mercantilização dos alimentos e da reprodução da vida. A abordagem metodológica é qualitativa, combinando entrevistas com integrantes de grupos de consumidores e de organizações de produtores agroecológicos, revisão documental e observações. Como primeiros resultados se observa um vínculo entre produtores e consumidores que tem sua origem no surgimento do movimento agroecológico no Uruguai, de acordo com os entrevistados, propõe uma leitura dos alimentos que o transcende como tal, incorporando outras dimensões: sociais, territoriais, de saúde e meio ambiente, além da intencionalidade de construir um preço justo para ambas partes da relação.
2019
Oreggioni Marichal, Walter Carámbula Pareja, Matías