RCAAP Repository

Caracterização da capacidade pulmonar nos detentos de duas penitenciárias da cidade de Guarulhos - SP

Introdução: Os distúrbios ventilatórios decorrente do comprometimento pulmonar da tuberculose ainda é incerto. A importância da tuberculose na população carcerária é motivo de preocupação mundial. As condições precárias de confinamento favorecem tanto a evolução da infecção para doença, como a sua transmissão. Mesmo antes da prisão, muitos detentos estão expostos a fatores de alto risco para a doença, como desnutrição, higiene escassa, aglomeração de pessoas, residência com pouca ventilação. Objetivo: Estudar a função pulmonar através da espirometria em uma amostra de detentos de duas penitenciárias do município de Guarulhos. Metodologia: Estudo descritivo realizado em duas penitenciárias no município de Guarulhos no período de março de 2008 a maio de 2008. Este estudo fez parte do projeto de pesquisa: A Tuberculose no sistema prisional estudo em duas penitenciárias da cidade de Guarulhos SP, com o objetivo de avaliar diferentes métodos de busca de casos de tuberculose pulmonar, neste sentido foi realizado, aproveitando a população, uma avaliação da capacidade pulmonar através da espirometria. Após a realização do questionário e exames previsto no estudo principal, os detentos que relatavam história de tuberculose no passado ou atualmente, algum comprometimento respiratório, foram indicados para realizar o exame de espirometria. Resultados: Dos 2.436 presos foram indicados 629 indivíduos, 486 não conseguiram realizar a espirometria ,sendo que 143 foram incluídos no estudo. A população estudada constitui-se de homens com a idade media de 34 anos. Cerca de 55,2 por cento da população estudada está em regime fechado há mais de 12 meses. Dos indivíduos que relataram tuberculose no passado, 40,9 por cento apresentaram resultado espirométrico restritivo. Os que relataram doenças pulmonares 22,9 por cento apresentaram resultado espirométrico restritivo. Conclusão: Apesar de muitos detentos apresentarem resultado espirometrico normal, foi identificado que 38,9 por cento dos detentos que relataram doença pulmonar apresentam distúrbio ventilatório. A descoberta do distúrbio ventilatório apresentado pelo preso é de grande importância, pois, deste modo pode ser iniciado o tratamento de doenças respiratórias, melhora dos sintomas e da qualidade de vida desta população.

Year

2009

Creators

Vanessa Figueiredo Fraia

Fatores associados ao baixo peso ao nascer no município de Cruzeiro do Sul, Acre

Introdução - O baixo peso ao nascer (BPN) é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública em todo o mundo, contribuindo, substancialmente, para a morbi-mortalidade infantil. Objetivos Estimar a proporção de baixo peso ao nascer e identificar a presença de associações entre o baixo peso ao nascer e fatores relacionados à gestação, ao parto, ao recém-nascido e a características sócio-demográficas maternas. Métodos Estudo transversal onde se analisaram 3220 declarações de nascidos vivos referentes aos partos ocorridos no município de Cruzeiro do Sul, Estado do Acre, no período de 2006 e 2007, de mães residentes nesta localidade. Na análise, utilizou-se regressão linear generalizada família Poisson ligação logarítmica com variância robusta, simples e múltipla. Adotou-se nível de significância de 0,10. Resultados - A proporção de baixo peso ao nascer foi 9,13%. Os fatores associados ao baixo peso ao nascer foram: prematuridade; nascimento no domicílio; sexo feminino; idades maternas entre 12 e 13 anos, 16 e 17 anos, 18 e 19 anos, 35 e mais anos; realização de 1 a 3 consultas de pré-natal, crianças não brancas, mães sem ocupação fora do lar e mães solteiras. Conclusão São poucos (ou nenhum) os fatores suscetíveis de mudança ou controle com ações isoladas de saúde. Estratégias de ampla abrangência são necessárias para a redução da proporção de BPN em Cruzeiro do Sul, Acre e, uma vez ocorrido baixo peso ao nascer, atenção especial deve ser proporcionada à criança.

Year

2009

Creators

Raquel da Rocha Paiva Maia

Análise espacial dos aglomerados de nascimentos ocorridos em hospitais SUS e não SUS no município de São Paulo, 2008

Introdução: São Paulo é uma megacidade com ocupação espacial heterogênea e desigualdades em saúde. Objetivos: Verificar se há aglomerados de nascidos vivos em hospitais SUS e não SUS e estudar as distâncias entre as residências das mães até os hospitais de parto. Métodos: Foi realizado um estudo com nascidos vivos (NV) de mães residentes e ocorridos em oito hospitais (4 SUS e 4 não-SUS) de alta complexidade do município de SP, em 2008. As informações foram obtidas da base de dados das declarações de nascido vivo unificada SEADE/SES e as bases cartográficas do Centro de Estudos da Metrópole. Foi empregado estimador de intensidade de Kernel para identificar aglomerados espaciais. A distância teórica entre residências maternas até o hospital do parto foi obtida em linha reta. Resultados: Os NV estudados representaram 27,8 por cento do total do MSP. Os NV dos hospitais SUS formaram 3 aglomerados, situados em distritos periféricos. A distância média percorrida entre a residência materna e o hospital do parto foi de 9,2 km para os NV de hospitais SUS e de 9,9 km para os não-SUS. Verificou-se uma proporção maior de mães de alta escolaridade (12,8 vezes), com mais de 35 anos de idade (3,2 vezes), nascimentos com 7 ou mais consultas de pré-natal (1,5 vezes) entre os NV de hospitais não-SUS que nos hospitais SUS. Os NV de hospitais SUS apresentaram proporções de mães adolescentes (17,9 vezes), grandes multíparas (21 vezes) e partos por via vaginal (5,2 vezes) maior que nos não-SUS. Não houve diferença estatisticamente significante da prevalência de baixo peso ao nascer e NV pré-termos. Discussão: Há uma associação entre a distribuição espacial dos nascimentos ocorridos em hospitais SUS e não-SUS. Os aglomerados de NV SUS situaram-se em distritos onde há condições de vida precárias e altas taxas de fecundidade. Os NV de hospitais não-SUS formaram um aglomerado na região central de alta renda e baixa fecundidade, seguindo padrão observado em outros estudos. As distâncias médias entre as residências maternas e hospitais de parto foram próximas nos dois tipos de rede. Os diferenciais das características maternas dos NV em hospitais SUS e não-SUS foram mais acentuados que aqueles encontrados em estudos realizados somente com técnicas de georrefenciamento, possivelmente devido aos hospitais não-SUS estudados atenderem a clientela de planos de saúde de alto poder aquisitivo. A ausência de diferença estatisticamente significante entre a prevalência de nascimentos pré-termo e de baixo peso ao nascer possivelmente se deve ao estudo ter sido realizado apenas em hospitais de alta complexidade. O diferencial encontrado na realização de consultas de pré-natal mostra o efeito positivo do SUS no acesso atenção pré-natal. Conclusão: Os aglomerados de nascimentos SUS e não-SUS mostram existir marcados diferenças quanto às características sociodemográficas. O SUS mostrou ter um efeito de positivo na promoção de maior equidade no acesso à atenção pré-natal e ao parto.

Year

2012

Creators

Patricia Carla dos Santos

Epidemiologia da dengue na cidade de Rio Branco - Acre, Brasil, no período de 2000 a 2007

Objetivo Caracterizar a ocorrência de dengue na cidade de Rio Brando, estado do Acre, no período de 2000 a 2007, no tempo, no espaço e segundo infestação pelo Aedes aegypti e vari- áveis demográficas, socioeconômicas, ambientais e climáticas. Métodos Foi realizada uma descrição da incidência de dengue (CI) e da infestação predial pelo Aedes aegypti (IIP) no período de 2000 a 2007 a partir de dados secundários. Descreveu-se a incidência da dengue em relação ao sexo, faixa etária e escolaridade. O Coeficiente de Incidência e o Índice de In- festação Predial foram testados para aferição de correlações com variáveis climáticas, demo- gráficas, ambientais e socioeconômicas. Foi aplicada a técnica de geoprocessamento com o uso da estatística espacial de Moran Global e Local (LISA) para avaliar a autocorrelação es- pacial dos coeficientes de incidência de dengue entre as localidades urbanas da cidade. Resul- tados - A epidemiologia da dengue na cidade é caracterizada por elevada incidência e intensa infestação predial pelo Aedes aegypti. Não existe diferença na incidência de dengue entre ho- mens e mulheres e a faixa etária mais acometida compreende jovens e adultos de 15 a 49 anos e escolares que não concluíram o ensino médio. A distribuição da doença mostra um padrão sazonal com elevação da incidência nos períodos chuvosos e regressão nos períodos secos. O aumento de casos de dengue e da infestação predial mostrou associação significante (p<0,05) com bairros populosos, onde existe muitos imóveis e alta infestação predial. O aumento das ocorrências se mostrou significante com áreas com baixo índice de abastecimento de água pela rede pública. O Índice de Qualidade de Vida (IQV) não apresentou correlação significa- tiva com a ocorrência de dengue, entretanto, a infestação predial foi mais elevada nos bairros com melhor IQV. A estatística de Moran Global e Local (LISA) mostrou fraca dependência espacial (p<0,05) da incidência de dengue entre bairros da cidade. Conclusão - A análise epi- demiológica da dengue na cidade permitiu visualizar fatores que estão relacionados à trans- missão de dengue e na proliferação do Aedes aegypti que podem ser avaliados na formulação de estratégias mais eficazes para alcançar o melhor controle da doença. O uso da análise espa- cial evidenciou que a distribuição da incidência de dengue entre os bairros da cidade ocorre de maneira aleatória

Year

2011

Creators

Ricardo da Costa Rocha

Validação e reprodutibilidade de dois questionários específicos para avaliar qualidade de vida de pacientes com câncer de ovário

Introdução: O câncer de ovário é considerado a primeira causa de óbito entre os tumores ginecológicos. Entretanto, com os avanços nos tratamentos as pacientes com câncer de ovário apresentam uma sobrevida maior, sendo fundamental discutir sua qualidade de vida. Objetivos: Validar e analisar a confiabilidade de dois questionários existentes na literatura, a saber: EORTC-OV28 e FACT-O e avaliar a compreensão, preferência e aceitação dos mesmos. Metodologia: O estudo foi realizado nos Ambulatórios de Ginecologia Oncológica e Oncologia Clínica do Hospital do Câncer AC Camargo São Paulo. Foram analisadas 114 mulheres com diagnóstico de câncer de ovário, em qualquer estádio da doença. Para cada questionário foi analisada a consistência interna (alpha de Cronbach), a validade de constructo convergente (coeficiente de correlação de Spearman com os domínios do questionário SF-36 e HADS), a validade de constructo discriminante (comparação das médias dos escores, segundo estadiamento inicial (I e II) x avançado (III e IV), Karnosfky (80-100 por cento x 5070 por cento ), doença atual (sem evidência de doença X com evidência de doença) e tratamento atual (em tratamento e pós tratamento)) e analisado o grau de compreensão dos mesmos. A reprodutibilidade foi verificada após duas semanas e foi analisada por meio da comparação de médias (Wilcoxon), coeficiente de correlação intra-classe e gráficos de Bland-Altman. Resultados: As escalas de sintomas dos questionários EORTC-OV28 e bem estar familiar do FACT-O, respectivamente, apresentaram valor de alpha de Cronbach 0,85 e 0,79. A maioria das escalas apresentou correlação significativa com os domínios do SF-36 e HADS e foi capaz de discriminar entre os grupos de comparação. Ambos apresentaram boa compreensão. Quanto ao tempo de preenchimento o questionário EORTC-OV 28 apresentou menor média (5,10 min.). Todos os questionários apresentaram bons índices de reprodutibilidade. Conclusões: O questionário EORTC OV 28 apresentou melhores parâmetros de validade, mas as demais análises foram muito semelhantes entre os questionários. A escolha do questionário a ser aplicado pelo pesquisador dependerá dos aspectos considerados por ele relevantes na pesquisa

Year

2011

Creators

Débora Schroeter

Estudo de fatores preditores de gravidade e óbito por varicela em residentes da região metropolitana da grande São Paulo (SP), 2003

Introdução: A varicela é uma doença exantemática benigna da infância, causada por uma infecção primária pelo vírus Varicela-zoster. No Estado de São Paulo, no ano de 2003, foram notificados 58.972 casos de varicela mediante ocorrências de surtos, configurando um ano hiperendêmico para a doença. De um total de 60 óbitos em todo o Estado, 47 ocorreram em menores de 4 anos. Mais da metade dos óbitos incidiu em moradores da Região Metropolitana da Grande São Paulo. Objetivos: Descrever e caracterizar os indivíduos residentes na Região Metropolitana da Grande São Paulo que evoluíram para gravidade ou óbito por varicela em 2003 e estudar os fatores preditores desses eventos. Métodos: Realizou-se um estudo descritivo das variáveis sociodemográficas, clínicas, antecedentes pessoais e epidemiológicos dos casos de varicela, além de uma análise exploratória dos fatores preditores de gravidade e óbito pela doença. A existência de associação entre as exposições de interesse e gravidade ou óbito por varicela foi investigada pelas estimativas não ajustadas e ajustadas do odds ratio, com os respectivos intervalos de confiança de 95%, utilizando-se a regressão logística não condicional. Resultados: As seguintes variáveis demonstraram associação independente com gravidade e óbito por varicela: complicações raras, pulmonares, hemorrágicas e neurológicas. Cirurgia realizada durante a internação por varicela também foi um fator preditor de gravidade. A taxa de mortalidade foi 36 vezes maior na faixa etária de menores de 15 anos em relação à faixa etária de adultos, e 5 vezes maior na faixa de menores de um ano em comparação à faixa de 1 a 14 anos. Conclusão: O amplo conhecimento da epidemiologia da varicela, suas complicações e fatores de risco para gravidade e óbito, é de extrema importância para fundamentar a implementação de estratégias de prevenção e controle deste agravo nos grupos de maior risco.

Year

2006

Creators

Alessandra Cristina Guedes Pellini

Culicídeos associados às bromélias na Mata Atlântica do município de Cananéia, São Paulo, Brasil

Introdução: A Mata Atlântica não possui fisionomia uniforme, pois seu relevo determina diferentes condições ambientais que definem a composição de sua fauna e flora. Em uma mesma região, a diversidade de espécies pode variar de acordo com a heterogeneidade dos habitats. Objetivo: Caracterizar a fauna de Culicidae em fitotelmatas de bromélias (Bromeliaceae), no município de Cananéia, São Paulo, Brasil. Métodos: Larvas e pupas de culicídeos foram obtidas, mensalmente, do conteúdo aquático de bromélias de três ambientes: planície, encosta e morro. As coletas ocorreram entre julho de 2008 e junho de 2009. Para estimar a variedade de espécies foram utilizados os índices de Margalef e de Menhinick. O índice de Jaccard e o de Sorensen indicaram a semelhança entre bromélias de dois ambientes. Para avaliar a dominância, empregou-se o índice de Simpson e de Berger-Parker. A eqüidade na distribuição das espécies foi avaliada pelo índice de Pielou e a constância em cada ambiente pelo índice c. Os testes estatísticos empregados foram: análise de variância (ANOVA) com o teste de Fisher; teste Kruskal-Wallis e valor p; teste de associação qui-quadrado e regressão linear simples por meio do coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: O teste Kruskal-Wallis mostrou diferenças significantes para o volume hídrico das bromélias de cada ambiente (p=0,002, IC= 95 por cento) mas não para o valor do pH (p= 0,775). Foram identificados 2024 mosquitos, 786 (38,83 por cento) na planície, 606 (29,94 por cento) na encosta e 632 (31,23 por cento) no morro, dentre eles: Culex (Microculex) (62,25 por cento), Culex ocellatus (21,20 por cento), Anopheles (Kerteszia) (15,17 por cento), Wyemoyia (Phoniomyia) (1,33 por cento) e Runchomyia (Runchomyia) (0,05 por cento). O índice de riqueza de Margalef foi maior na planície (d1=2,55) e menor no morro (d1=1,86), e o de Sorensen indicou encosta e morro como os ambientes mais similares (QS=0,79) e planície e morro como os menos similares (QS=0,65). O teste 2 não mostrou associação entre os ambientes e o tipo de bromélia (p=0,060). O coeficiente de Pearson não mostrou correlação significativa entre o número de imaturos e a temperatura (p=0,111) ou precipitação acumulada (p=0,828). Conclusões: Planície apresentou os maiores índices de diversidade. A prevalência de An. homunculus foi maior do que a encontrada em estudos anteriores. Culex ocellatus, Cx. (Mcx.) retrosus, Cx. (Mcx.) neglectus, Cx.(Mcx.) imitator e An. (Ker.) homunculus foram as espécies mais dominantes quando os três ambientes foram analisados conjuntamente

Year

2010

Creators

Tatiani Cristina Marques

Aspectos ecológicos da fauna flebotomínea (Diptera, Psychodidae) do Parque Estadual da Cantareira (PEC) e Parque Estadual Alberto Löfgren (PEAL) região metropolitana de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil

Introdução. As leishmanioses são doenças infecciosas, causadas por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos por insetos da subfamília Phlebotominae (Diptera, Psychodidae). No Estado de São Paulo a incidência da leishmaniose tegumentar americana (LTA) e da leishmaniose visceral americana (LVA) está aumentando tanto em regiões rurais como urbana e periurbanas. O Parque Estadual da Cantareira (PEC) é uma Unidade de Conservação e abrange parte da Serra da Cantareira considerada a maior floresta urbana nativa do mundo e abrange parte dos municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Objetivos. Investigar a incidência de leishmaniose nos municípios que incluem áreas do Parque Estadual da Cantareira e identificar a fauna de flebotomíneos (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) e seu comportamento no Parque Estadual da Cantareira (PEC) e Parque Estadual Alberto Löfgren (PEAL) e área do entorno, inferir sobre as espécies importunas ao homem e que atuam na transmissão de leishmaniose na região. Metodologia. Estimou-se a incidência das leishmanioses na população humana por meio de dados obtidos no Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE/SP) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o estudo dos insetos as 6 capturas foram feitas com armadilhas automáticas luminosas (CDC) e de Shannon branca e preta entre janeiro a dezembro de 2009 em ambiente de mata e peridomicilio nos dois parques e também no seu entorno, município de Mairiporã, para se obter informações sobre abundância, riqueza, diversidade, equitabilidade ,similaridade, sazonalidade das espécies e infecção natural por flagelados, também foi investigado ritmo horário noturno, comparação de atratividade da armadilha Shannon branca e preta e antropofilia das espécies. Resultados. Não houve casos de LVA notificados para a região dentro do período estudado. O coeficiente de incidência médio acumulado/100.000 hab/ano (CI) para LTA no período de 2000 a 2009 para os municípios da região estudada foi Mairiporã (2,08), Caieiras (0,03), Guarulhos (0,008) e São Paulo (0,03). A fauna flebotomínea compreendeu 12 espécies: Brumptomyia cardosoi, Brumptomyia carvalheiroi, Expapillata firmatoi, Migonemyia migonei, Pintomyia bianchigalatiae, Pintomyia fischeri, Pintomyia monticola, Psathyromyia lanei, Psathyromyia pascalei, Psathyromyia pestanai, Psychodopygus ayrozai e Psychodopygus lloydi. Foram obtidos os seguintes valores para índice de abundância de espécie padronizado: Pi. fischeri (0,813), Mg. migonei (0,571), Br. cardosoi (0,396), Pa. pascalei (0,341) e Ps. ayrozai (0,308). A similaridade das espécies de mata e peridomicilio foi de 0,59. Os ecótopos de mata e peridomicílio com os maiores índices de riqueza e diversidade foram respectivamente, Trilha das Figueiras e em um canil de um morador do PEC. Nas armadilhas Shannon branca e preta capturou-se uma média de 217,46 insetos/armadilha e 33,45 insetos/hora; a razão de fêmea/macho de Pi. 7 fischeri foi (preta=15,08:1,0; branca = 11,43:1,0), Mg. migonei (preta = 0,57:1,0; branca = 1,65:1,0). Fêmeas de Pi. fischeri foram significativamente mais atraídas para Shannon preta (2 = 8,3; p < 0,005) e Mg. migonei para branca (2 = 59,8; p < 0,001). Picos horários de atividade para fêmeas de Pi. fischeri e Mg. migonei foram diferentes em relação às estações do ano: Pi. fischeri foi mais atraída pelas armadilhas Shannon preta e branca na primeira metade da noite durante o verão, outono e inverno e na primavera ocorreu o oposto. As análises de correlação de Pearson mostraram uma correlação positiva e estatisticamente significante em relação as média das temperaturas mensais de 7 e 15 dias anteriores ao dia de captura. Nenhuma das 60 fêmeas dissecadas apresentou flagelados. Conclusões. O município de Mairiporã em comparação com os municípios abrangidos pelo PEC tem um CI muito mais elevado. Para Brumptomyia carvalheiroi é o primeiro registro para a região da Serra da Cantareira. As altas freqüências de Pi. fischeri e Mg.migonei nas armadilhas de Shannon em peridomicílio do PEC permitem inferir sobre a antropofilia destas espécies, causando incômodo aos moradores e que podem estar implicadas na transmissão do agente da leishmaniose tegumentar na região

Year

2010

Creators

José Carlos Moschin

Evolução da mortalidade infantil no município de São Paulo no período de 2000 a 2007

Introdução A mortalidade infantil (MI) no Município de São Paulo (MSP) apresenta queda, principalmente a partir da década de 80, entretanto é possível que existam diferenças regionais importantes entre Subprefeituras uma vez que estas apresentam características sócio-ambientais que podem influenciar neste indicador. Objetivo Descrever e analisar a evolução da MI no período de 2000 a 2007, segundo Subprefeituras do MSP. Métodos Estudo ecológico longitudinal, com 31 unidades de análise (Subprefeituras). Utilizou-se, para a análise estatística, o modelo de regressão linear multinível, considerando-se, como variável resposta, o CMI e oito anos de observação (2000 a 2007). O modelo incluiu variáveis relacionadas aos serviços de saúde. Resultados A queda da MI não ocorre de modo homogêneo entre as Subprefeituras evidenciadas pelas diferentes inclinações das retas e interceptos observados e estimados. Após a análise pelo modelo multinível observou-se redução da MI no período de 18,8% com declínio médio de 0,300/00nv ao ano Pelo modelo, 51% da variabilidade da MI se explica por características contextuais das Subprefeituras. No período de estudo, o CMI aumenta: 0,0560/00nv para cada 1% de aumento na proporção de mães com pré-natal inadequado, 0,2140/00nv para cada 1% de aumento na proporção da população exclusivamente usuária SUS, 0,0390/00nv para cada aumento na taxa de leitos obstétricos SUS. O CMI diminui: 0,1910/00nv para cada 1% de aumento na proporção de recuperação da vitalidade do nv. Conclusão A MI apresenta tendência de queda no período de 2000 a 2007 de modo não homogêneo segundo Subprefeitura. As variáveis que apresentaram associação com a MI são: o ano de observação, proporção de nascidos vivos de mães que realizaram até 6 consultas pré-natal (pré-natal inadequado); taxa de leitos obstétricos do Sistema Único de Saúde (SUS); proporção da população exclusivamente usuária do SUS e proporção de recuperação da vitalidade do nascido vivo. Na região periférica do MSP onde se encontram as maiores proporções da população exclusivamente usuária SUS, é também onde se apresentam os maiores CMI.

Year

2010

Creators

Maria Lucia Garcia Moita Marcondes da Silva

Sistema de informação de mortalidade nos municípios do estado de São Paulo: análise situacional

Introdução: O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) é uma ferramenta importante para o diagnóstico da situação de saúde das populações, gerando conhecimento para fundamentar a gestão e o planejamento de intervenções na área de saúde. Com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), os municípios passaram a assumir novas atribuições, como a organização e coordenação dos sistemas de informação em saúde, bem como a utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. Objetivo: conhecer a situação da descentralização do SIM nos municípios paulistas sobre 6 dimensões: perfil profissional, estrutura, capacitação técnica, processo de trabalho, gestão do sistema e disseminação dos dados. Métodos: Foi aplicado questionário eletrônico para 645 responsáveis técnicos municipais. Os municípios foram agrupados, por porte populacional, em: Grupo 1, 30.000; Grupo 2, de 30.001 a 200.000 e Grupo 3, >200.000 habitantes. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, com medidas de distribuição e de tendência central. Teste de qui-quadrado e ANOVA foram utilizados para comparação de proporções e médias, respectivamente, entre os grupos. Resultados: Obteve-se resposta de 584 municípios (90,5 por cento ), sendo 91,0 por cento do Grupo 1, 88,7 por cento do Grupo 2 e 92,5 por cento do Grupo 3. Predominam para todos os Grupos: responsáveis técnicos do sexo feminino, idade média de 39,3 anos, com superior completo, enfermeiras, vínculo efetivo e com mais de 3 anos de trabalho no SIM. No Grupo 1, o SIM está alocado na Vigilância Epidemiológica, as equipes tem um profissional, contam com 1 computador com sistema operacional mais antigo, receberam treinamento do sistema, 30 por cento realizam busca ativa de óbitos, não utilizam relatório do sistema e sua maior dificuldade é realizar codificação de causa de morte, os dados são mais utilizados pela Atenção Básica, e avaliam que a descentralização trouxe muitos benefícios. No Grupo 2, está alocado também na Vigilância Epidemiológica, suas equipes tem de 2 a 3 profissionais, contam com um computador com versões do sistema operacional mais novas, receberam treinamento do sistema, realizam revisão dos campos em branco da DO e utilizam relatórios do sistema, tem dificuldade na codificação de causa de morte, os dados são utilizados pelo Comitê de Investigação de Morte Materna e Infantil para planejamento e pactuação, e apontam pouco benefício na captação de óbitos fora do município. No Grupo 3, o SIM está alocado no Setor de Informação, tem equipes com 2 a 5 profissionais, 2 computadores, sistemas operacionais novos, profissionais capacitados, usam os relatórios do sistema, as áreas que mais utilizam os dados são o Planejamento de Ações e o Secretário de Saúde, apresentam poucas dificuldades e apontam muitos benefícios na descentralização do sistema. Conclusão: O SIM está amplamente implantado nos municípios paulistas, bem consolidado no Grupo 3, no entanto persistem problemas para a operação do sistema e codificação de causa de morte nos Grupos 1 e 2. Recomenda-se maior atenção do nível regional e estadual para as questões de gestão e capacitação profissional.

Year

2015

Creators

Cátia Martinez Minto

"Padrão de consumo de medicamentos em duas áreas da Região Metropolitana de São Paulo, 2001 - 2002"

OBJETIVO: Analisar o padrão de consumo de medicamentos segundo características demográficas e condições de vida da população de estudo. METODOLOGIA: A pesquisa foi desenvolvida a partir dos dados do projeto Inquérito de Saúde de São Paulo, ISA-SP, estudo transversal com base populacional, que levantou as condições de vida e saúde da população de quatro áreas do Estado de São Paulo. Foi utilizado período recordatório de 3 dias para o uso de medicamentos. A caracterização demográfica da amostra foi feita por meio da idade e sexo, e a sócio-econômica pelas renda familiar e escolaridade do entrevistado e do chefe de família. RESULTADOS: O uso de medicamentos foi declarado por 33,9% e revelou-se maior entre: os grupos de maior idade, o sexo feminino, as famílias com maior escolaridade do chefe, aqueles que se declararam brancos e os que relataram maior renda familiar. Mais de um terço dos que relataram uso de medicamento declarou automedicação, que foi mais freqüente entre jovens e homens. Uma minoria declarou desconhecer o que é “medicamento genérico". A média da fração da renda familiar gasta com medicamentos foi de 6,2%, e aumentou com a idade, com a menor renda e com a menor escolaridade. CONCLUSÃO: Essa pesquisa revelou diferenças significativas no consumo, na automedicação e no gasto com medicamentos de diferentes sugrupos populacionais. Os trabalhos sobre perfil de consumo de medicamentos podem contribuir para a discussão sobre a problemática de acesso da população às terapias farmacológicas e podem subsidiar políticas públicas que visem promover acesso universal e uso racional dos medicamentos.

Year

2005

Creators

Americo Focesi Pelicioni

Influência dos fatores de situação socioeconômica, de aceitação da gravidez e da assistência pré-natal na mortalidade fetal: análise com modelagem de equações estruturais

Introdução. As hipóteses levantadas sobre as relações entre as variáveis de exposição e o óbito fetal, via diversos mecanismos, são desenhadas em um diagrama a partir de um quadro conceitual feito pelo pesquisador. Testes sobre essas relações podem ser feitos por meio da modelagem por equações estruturais (MEE). Objetivo. Este estudo objetiva compreender o papel da situação socioeconômica (SSE), da não-aceitação da gravidez (nAdG) e assistência pré-natal na mortalidade fetal, na região sul do município de São Paulo, em 2000. Métodos. Foram construídas variáveis latentes para representar a situação socioeconômica e a não-aceitação da gravidez, a partir de dados da pesquisa do tipo caso-controle sobre mortalidade fetal no município de São Paulo, feita em 2000. Foi testado um modelo para o desfecho óbito fetal com as variáveis latentes, a assistência pré-natal, intercorrências (hipertensão, diabetes gestacional, sangramento vaginal) e retardo de crescimento intra-uterino (RCIU) por meio do MEE. A SSE foi formada por escolaridades da mãe e do chefe da família, classificação socioeconômica e renda per capita; a nAdG foi formada a partir das reações da mãe, pai e família, tentativa de aborto e se a gravidez foi planejada. Resultados. O modelo final apontou a relação entre a situação socioeconômica e não-aceitação da gravidez sobre a mortalidade fetal, passando pelo cuidado de pré-natal inadequado, modelo no qual intercorrências e RCIU também tem efeito sobre o desfecho. Conclusões. Os resultados sugerem que aceitação negativa da gravidez e o efeito da situação socioeconômica desfavorável, mediados pela atenção de pré-natal, podem ser amenizadas com uma maior qualidade nas visitas de pré-natal, especialmente em mães de maior vulnerabilidade social.

Year

2009

Creators

Gizelton Pereira Alencar

Produtividade de criadouros em área urbana de coexistência de Aedes aegypti e Aedes albopictus, São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo, Brasil

Objetivos: Avaliar: produtividade, emergência de fêmeas, variáveis físicas e químicas da água dos criadouros e a relação entre os Índices Entomológicos e a Emergência de fêmeas em criadouros. Material e Métodos: Foram coletadas todas as pupas e amostras de larvas de quarto estadio de recipientes nos imóveis inspecionados. Foi mensurado: oxigênio dissolvido, pH, temperatura, condutividade elétrica, volume e salinidade da água do criadouro. Foram estimados a produtividade, Índices, Indicadores de Densidade e a emergência de fêmeas. Resultados: Aedes aegypti foi a mais freqüente (44,1%). As categorias de recipientes mais importantes em freqüência e produção foram: plástico e metal. Mais de 55% dos recipientes eram removíveis. As duas espécies foram tolerantes a amplo gradiente dos parâmetros físicos e químicos. Os índices de rotina foram pouco associados com os Indicadores e a Emergência de fêmeas. Discussão e Conclusões: Ae. aegypti apresentou predominância. As duas espécies coexistiam em criadouros e no ambiente urbano. A produtividade das duas espécies não pareceu ser afetada pela variação de valores dos parâmetros físicos e químicos. Os Indicadores de Densidade e a Emergência de Fêmeas podem ser utilizados em rotina para aprimorar as informações da avaliação e subsidiar o controle direcionado de criadouros.

Year

2006

Creators

Marylene de Brito Arduino

Adesão ao tratamento anti-retroviral entre idosos vivendo com aids na grande São Paulo

Algumas tendências têm caracterizado a epidemia de aids no Brasil, especialmente nos últimos anos. Observa-se um aumento na proporção de mulheres e de idosos entre os casos notificados. A porcentagem dos pacientes com 50 anos ou mais no diagnóstico aumentou progressivamente de 7% em 1996 para 13% em 2004. Entretanto, há uma carência de estudos enfocando idosos que vivem com aids, especialmente no que se refere à adesão dos. mesmos à HAART (da sigla inglesa: Highly Active Antiretroviral Therapy). O objetivo deste estudo foi avaliar a adesão dos idosos que vivem com aids aos antiretrovirais e as associações entre esta adesão e características do tratamento e dos pacientes, incluindo a qualidade de vida dos mesmos, mensurada por meio do WHOQOL-abreviado. Foram entrevistados 118 pacientes com sessenta anos ou mais, tendo sido considerado aderido todo aquele que informou ter tomado ao menos 95% dos comprimidos prescritos para os três últimos dias. Realizaram-se análises bivariada e multivariada por meio de regressão logística para investigar associações entre a adesão e as variáveis independentes. A taxa de adesão verificada foi 80,5% (IC95%: 72,2 - 87 ,2). Os pacientes mais aderidos foram aqueles com 60 a 69 anos, comparado aos com 70 anos ou mais; mais escolarizados; aposentados e usando no máximo de 5 comprimidos ARV /dia. A adesão mostrou associação limítrofe com sexo e nenhuma associação com os escores de qualidade de vida. Estes dados podem contribuir para um melhor cuidado dos idosos vivendo com aids em tempos de HAART. Com a proporção crescente de pessoais já com 50 anos ou mais ao diagnóstico, e com o aumento da sobrevida dos pacientes, o número de idosos nos serviços especializados em aids crescerá continuamente. Estudos qualitativos poderão ajudar na melhor compreensão das tendências observadas na adesão deste grupo etário.

Year

2006

Creators

Antonio Sérgio Melo Barbosa

Atividade física, tabagismo e consumo de álcool em adolescentes da Grande São Paulo

Introdução - No Brasil, são raros os estudos de base populacional sobre atividade física, tabagismo e consumo de álcool. O conhecimento de suas prevalências e fatores associados é de grande importância na prevenção das doenças da vida adulta e na construção de condições adequadas de saúde e de vida para os adolescentes. Objetivo - Analisar aspectos de estilo de vida (atividade física, tabagismo e consumo de álcool) em população adolescente de 12 a 19 anos segundo características demográficas e sócio-econômicas em áreas da Região Metropolitana de São Paulo. Métodos - Estudo de base populacional, transversal, com informações do Inquérito domiciliar de saúde no Estado de São Paulo - ISA-SP, realizado em duas áreas: parte da Região Sudoeste da Grande São Paulo e Sub-Prefeitura do Butantã no município de São Paulo. Foi utilizada amostragem probabilística, estratificada, por conglomerados e ponderada. As análises estatísticas foram realizadas a partir dos Modelos de Regressão de Poisson, com o programa STATA, versões 8 e 9, módulo survey. Resultados - Foram avaliados 823 adolescentes. A prevalência de prática de esporte foi de 73,07%, diminuindo com a idade; maiores valores entre os adolescentes do sexo masculino, os de nível de escolaridade adequado, os exclusivamente estudantes e os pertencentes a famílias com chefe de maior escolaridade. Futebol foi o esporte mais praticado. Foi encontrada elevada prevalência de adolescentes de 15 a 19 anos ativos fisicamente (74,44%), sem diferenças significativas em relação a variáveis sócio-econômicas. A proporção de adolescentes que assistiam TV por 4 horas ou mais ao dia foi de 29,35% com diferença significativa somente quanto à atividade, sendo menor entre os que trabalhavam. A prevalência do tabagismo foi de 8,22%, sendo maior entre 15 a 19 anos, entre os não-solteiros, os com defasagem escolar, os pertencentes a famílias com renda per capita menor do que 2,5 salários-mínimos e os que consumiam álcool. O consumo de álcool foi referido por 37,58% dos adolescentes, sendo significativamente maior entre o sexo masculino e os que fumavam. Conclusão - A prática de esportes apresentou associação positiva com melhores condições de vida. Análises de associação entre nível de atividade física e sedentarismo são bastante complexas. Tabagismo e consumo de álcool apresentaram associação positiva entre si e inversa com condições de vida.

Year

2007

Creators

Grécia Conceição Soares da Motta Galvanese

Qualidade de vida em crianças e adolescentes com HIV/AIDS: validação e reprodutibilidade de instrumentos

Introdução - Qualidade de vida relacionada à saúde e adesão ao uso de medicamentos em crianças/adolescentes são questões importantes que têm sido estudadas em países desenvolvidos, utilizando, fundamentalmente, questionários que ainda não foram traduzidos e/ou validados no Brasil. Objetivos - 1) Traduzir e validar o questionário Quality of Life Assessment (QLA), específico para crianças e adolescentes com HIV/Aids, e avaliar a sua reprodutibilidade. 2) Validar um questionário sobre expectativa de auto-eficácia para seguir prescrição anti-retroviral em crianças e adolescentes com HIV/Aids e avaliar a sua reprodutibilidade. Métodos - O estudo foi realizado no Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS de São Paulo (CRT/SP). Participaram do estudo 90 crianças e adolescentes de 6 meses a 20 anos que passaram em consulta de rotina pelo serviço. Os dados de qualidade de vida foram coletados por meio dos questionários de A vali ação da Qualidade de Vida (AQV) com 3 versões para 3 faixas etárias específicas (6 meses a 4 anos, 5 a 11 e 12 a 20 anos) e, os de auto-eficácia, pela Escala de Auto-Eficácia para seguir Prescrição Anti-Retroviral (AE). Foi realizada a avaliação de equivalência transcultural do QLA. A consistência interna dos questionários foi verificada pelo cálculo do coeficiente &alpha; de Cronbach. Foi realizada análise fatorial confirmatória para o questionário AQV e exploratória para o de AE. A validade de constructo foi avaliada pela comparação das médias dos escores entre grupos do Center for Disease Control (teste de Mann-Whitney) para o AQV, e entre grupos aderentes e não aderentes ao tratamento anti-retroviral para a escala AE e, também, pela análise da correlação entre os escores de AQV e de AE e marcadores clínicos e de utilização dos serviços de saúde. A reprodutibilidade foi verificada por meio do teste de comparação de médias entre escores em dois momentos (pareado), pelo coeficiente de correlação intra-classe (ricc) e pelo método de Bland-Altman. Resultados - Como primeiro produto do trabalho tem-se a versão em português do QLA. O AQV apresentou melhores consistências internas nas faixas etárias de 5 a 11 anos e 12 a 20 anos. A consistência interna da escala de AE foi boa em todas as faixas etárias e na amostra total. A análise fatorial confirmatória mostrou que é possível uma redução no número de questões do questionário AQV. Na faixa etária de 6 meses a 4 anos, o AQV discriminou grupos somente no domínio de Estado Físico e houve correlações significativas com marcadores clínicos e de utilização dos serviços de saúde nos domínios de Resistência Física, Atividades Pessoais e sociais, Utilização dos Serviços de Saúde e Sintomas ou Sinais. Na faixa etária de 5 a 11 anos, o AQV apresentou capacidade discriminante nos domínios de Avaliação Geral da Saúde, Estado Físico, Saúde Psicológica e Sintomas ou Sinais. Foram obtidas correlações estatisticamente significativas entre o número de visitas ao médico e o domínio de Utilização dos Serviços de Saúde. Na faixa etária de 12 a 20 anos do AQV houve capacidade discriminante no domínio de Sintomas ou Sinais e apresentou correlações significativas com marcadores clínicos e de utilização dos serviços de saúde nos domínios de Avaliação Geral da Saúde, Atividades Pessoais e Sociais, Utilização dos Serviços de Saúde e Sintomas ou Sinais. A escala de AE conseguiu discriminar grupos clinicamente diferentes. Foi obtida boa reprodutibilidade tanto para o questionário QLA quanto para a escala de AE. Conclusão - O questionário de AQV e a escala de AE podem ser utilizados para avaliar a qualidade de vida e a auto-eficácia em crianças e adolescentes com HIV/Aids, mas sugere-se que novos estudos devam ser feitos para aprimorar o QLA.

Year

2007

Creators

Luciana Scarlazzari Costa

Programa de educação de pacientes com acidente vascular cerebral baseado na classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é considerado uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. Avanços tecnológicos tem contribuído para a reabilitação de pacientes que convivem com incapacidades secundárias a esta doença, entretanto outros recursos para melhorar a qualidade de vida destas pessoas estão em desenvolvimento. Programas de educação em saúde são ferramentas valiosas para o autocuidado ajudando no processo de reabilitação e de independência. Este estudo teve como objetivo adaptar e testar o Programa de Educação para pacientes com base na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Munique. A primeira fase do estudo consistiu na tradução ao português e a adaptação do material utilizado para o serviço onde o programa seria testado. A segunda fase consistiu na realização de teste na prática clínica. Foi conduzido um estudo de intervenção, randomizado, com 30 pacientes com diagnóstico de AVC, em que foi avaliado o efeito do programa sobre a sensação de bem-estar subjetiva, qualidade de vida e impacto sobre o AVC. As informações foram obtidas por meio das ferramentas: Escala de Bem-Estar Subjetivo, Escala de Impacto de AVC e Escala de Qualidade de Vida, e seus resultados comparados entre os dois grupos. Não houve diferença nos aspectos avaliados antes e depois do programa, quando comparados os dois grupos. Ainda assim podemos afirmar que processos educativos constituem ferramentas úteis para pacientes que necessitem conhecer suas potencialidades e desenvolver habilidades para gerenciar a sua saúde de forma mais independente

Year

2017

Creators

Luana Talita Diniz Ferreira

Mortalidade por causas violentas no município de São Paulo

Foram estudados casos de mortes violentas ocorridos no Município de São Paulo nos anos de 1960, 1965, 1970 e 1975, destacando-se os de pessoas nele residentes, por meio das informações que acompanham os laudos de necrópsias do Instituto Médico Legal. O objetivo foi caracterizar essa mortalidade segundo as reais causas básicas da morte, relacionando-as com variáveis consideradas importantes do ponto de vista epidemiológico, bem como o momento e o local de ocorrência dos acidentes e violências que levaram à morte. Os resultados encontrados mostraram uma elevação do risco de morrer por causas violentas entre nós, distinguindo-se os coefictentes de mortalidade por homicídios e por acidentes de trânsito de veículos a motor, dentre os quais assumem papel primordial os atropelamentos. As conclusões permitem colocar a mortalidade por acidentes e violências como importante problema de saúde pública.

Year

1979

Creators

Maria Helena Prado de Mello Jorge

Aspectos epidemiológicos da mortalidade entre doentes de hanseníase no Estado de São Paulo (1931 - 1980)

A partir dos dados do universo de pacientes de hanseníase (n=27260) falecidos no Estado de São Paulo no período entre 1931 e 1980, estuda-se a tendência temporal de alguns caracteres epidemiológicos ligados a atributos pessoais desses pacientes, como: idade, sexo, forma clínica final da doença, local de ocorrência do óbito, tempo de doença até a matrícula e tempo de doença até o óbito. A tendência temporal dos coeficientes de letalidade e de mortalidade específica por hanseníase é analisada em confronto com os dados de mortalidade proporcional por hanseníase e de mortalidade geral no Estado de São Paulo, no período. É estudada ainda a tendência temporal do perfil de causas básicas de óbito neste universo, segundo todas as Seções da Classificação Internacional de Doenças, Lesões e Causas de Óbito, (Nona revisão - 1975) e, também, segundo algumas de suas Categorias e Subcategorias classicamente conhecidas como relevantes na patologia da hanseníase. No subgrupo de pacientes cuja causa básica de óbito foi a hanseníase (n=9097) discute-se a distribuição temporal de alguns atributos, pessoais considerados importantes, como: idade, forma clínica final da doença, tempo de doença até a matrícula e tempo de doença até o óbito, cotejando-se os valores observados neste subgrupo com aqueles encontrados para o universo pesquisado. Os resultados obtidos revelam, basicamente: a) uma tendência à melhora do padrão de saúde no universo pesquisado, paralela à observada para o Estado de São Paulo como um todo, porém influenciada por fatores específicos, como a terapêutica sulfônica; b) a existência de duas fases nitidamente distintas nas curvas específicas de mortalidade, antes e depois de 1950; c) o baixo padrão sócio-econômico e a existência de fenômenos de estigmatização social no grupo estudado.

Year

1983

Creators

Clovis Lombardi

Condicionantes sociais e medidas antropométricas: estudo de uma amostra de população infantil do município de Santo André

Com base em algumas variáveis sócio-antropológicas e três medidas antropométricas - altura, peso e índice de Kaup - de um Estudo realizado no Município de Santo André, elaboramos o presente trabalho. Para este trabalho excluímos crianças púberes, incluindo treze idades: O, 3, 6 e 9 meses, 1 ano, 1a e meio, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 anos, de ambos os sexos. As variáveis independentes utilizadas foram: ISSE - índice de situação sócio-econômica, construído com base na média de gasto mensal familiar per capita e segundo as 14 categorias de ocupação do pai e as de instrução. Considerou-se para tal, as interrelações das variáveis com o gasto, que foram tomadas como desvios em relação à média de gasto familiar per capita mensal da amostra e a média para cada casela, medidas como múl tiplos de T. CATANCES - construída a partir da informação sobre a nacionalidade dos ascendentes das crianças até a 3ª geração. Constitui-se de 2 categorias: \"todos ascendentes brasileiros\" e \"pelo menos um estrangeiro\". Grupo Residencial - dividido em três categorias: \"poucos\", \"médio\" e \"grande\", dependendo de quantas pessoas residissem na casa. Dado que já se conhecia a existência de uma relação positiva entre melhores condições de vida e desenvolvimento físico queríamos observar se isso se dava igualmente nos dois sexos e nas várias idades, e assim poder apreender diferenças entre esses grupos uma vez que só havia sido possível estratificar a amostra por idade e sexo. Essas interrelações ajudariam a melhor caracterizar a população estudada. Como esperado, encontramos uma associação positiva entre melhores condições sócio-econômicas, menor tamanho do grupo residencial e as médias das medidas. Porém, também verificamos a existência de relações entre as variáveis independentes: a) que a categoria de ISSE \"alto\" associava-se com a categoria \"pelo menos um estrangeiro\" da variável Catances, o inverso sendo verdadeiro quando a categoria era \"todos brasileiros\"; b) que, medido pelo tamanho médio do grupo residencial, há indicações de uma fecundidade diferencial, sendo esta maior para o grupo \"todos nacionais\" da variável Catances. Nesse sentido chamamos a atenção à grande concentração de migrantes de Minas e Nordeste nessa categoria. As médias das medidas foram testadas pelo método de ordenação de médias de DUNCAN, e também pela técnica de ajuste por mínimos quadrados para análises de variâncias. Verificamos ao analisar as tabelas das medidas, segundo os vários controles, que o índice de Kaup não se apresentava diferente de uma idade para outra, enquanto tal acontecia com altura e peso. Uma série de outros resultados somados a esse, evidenciou que o índice não media, ao menos para crianças em crescimento, aquilo que se propunha medir, ou seja, diferenças de estados nutricionais. Sugere-se então um ajuste de curva a fim de que, baseados nos dados empíricos, se encontre uma dada função para cada idade. Também constatou-se que embora as médias das medidas diferissem segundo as variáveis independentes, isso não acontecia igualmente nas mesmas idades e nos 2 sexos. Ainda, através dos resultados das análises de variância, observou-se que apesar das diferenças estatísticas significantes, as variáveis selecionadas explicavam muito pouco da variação das medidas nas várias idades e sexos. Esses resultados nos levaram a concluir que a amostra estudada, segundo as variáveis independentes deste estudo, difere entre idades em ambos os sexos. Isso levanta uma série de questões sobre quais as variáveis mais adequadas a um estudo desse gênero e sobre a utilização desses dados para construção de curvas de velocidade. Permitimo-nos sugerir que as tabelas por nós apresentadas no anexo 1, se consideradas as duas categorias de Catances, fossem consideradas como dois padrões: Leste-Nordeste e Sul, utilizando a idéia das tábuas de vida padrão.

Year

1975

Creators

Maria Stella Ferreira Levy