RCAAP Repository
Avaliação de modelos matemáticos desenvolvidos para auxiliar a tomada de decisão em sistemas de produção de ruminantes em pastagens.
Nos sistemas agropecuários (SA) o meio-ambiente, o solo, os animais e as plantas são componentes indissociáveis no processo de produção. Além disso, nesses sistemas o tempo de produção é relativamente longo. Essas características dos SA incrementam o risco e a incerteza associados às alternativas de decisão tomadas no processo de produção. Uma ferramenta que pode ser utilizada para auxiliar esse processo são os modelos matemáticos. Os modelos são uma representação simplificada da realidade e permitem estimar a resposta (e.g., produção) de um sistema face a alterações no processo e/ou descrever e compreender alguns dos processos que ocorrem dentro deste. Este trabalho teve como objetivos (i) testar o modelo Stockpol ® nas condições e sistemas de produção de ruminantes em pastagens brasileiros, (ii) validar um modelo de acúmulo de forragem em função de variáveis climáticas, e (iii) avaliar modelos para estimar consumo de forragem em sistemas de produção de ruminantes em pastagens. Para esse propósito foram identificadas publicações com informações suficientes que pudessem ser utilizadas nos exercícios de validação e avaliação modelos testados. As informações selecionadas sobre os sistemas de produção utilizados no Brasil foram catalogadas em três bancos de dados: pastagens, bovinos e indicadores de preços e insumos. Esse trabalho de organização dos bancos de dados permitiu identificar áreas carentes de pesquisa (como, por exemplo, a estacionalidade de produção forrageira e consumo de forragem por animais em pastejo) além da necessidade de se padronizar os procedimentos metodológicos, para que se possa comparar e integrar os resultados obtidos diversas regiões do Brasil. Apesar das limitações encontradas, se forem realizados ajustes nos parâmetros e/ou a inclusão de novas variáveis no modelo Stockpol ® , esse poderá vir a ser uma ferramenta de auxílio à pesquisa e ao processo de tomada de decisão nos sistemas de produção de ruminantes em pastagens do Brasil. O Modelo de Unidades Fototérmicas (UF) proposto é adequado para estimar a produção de Cynodon spp. desde que os fatores de variação sejam unicamente fotoperíodo e temperatura. Nesse modelo as simulações deverão ser realizadas para períodos entre 28 e 42 dias, e a temperatura base utilizada entre 13 e 15 ºC. No futuro, mais variáveis (e. g. balanço hídrico) poderão ser incorporadas ao modelo a fim de melhorar a exatidão das suas estimativas. O modelo avaliado para estimar consumo de forragem por ruminantes em pastejo deverá ser reparametrizado e/ou utilizar a oferta de folhas (massa de folhas verdes dividida pelo peso vivo animal, ambos numa mesma área de pastagem), quando aplicado a sistemas que utilizem pastagens de clima tropical. O modelo para estimar desempenho não estimou corretamente o ganho de peso dos animais, provavelmente devido à superestimativa do custo energético do pastejo e/ou da subestimativa do valor nutritivo da dieta selecionada pelos animais. Espera-se que solucionado essa questão, o modelo de desempenho animal possa trabalhar em conjunto com os modelos de UF e de consumo de forragem para que assim seja possível realizar simulações de um sistema de produção de ruminantes nas condições climáticas brasileiras e com pastagens de clima tropical.
2022-12-06T14:46:18Z
Henrique Rocha de Medeiros
Substituição do feno de "coastcross" (Cynodon spp) por casca de soja na alimentação de borregas (os) confinadas (os).
A alimentação de fêmeas ovinas em crescimento deve ser de alta qualidade para obtenção do peso de cobrição aos sete meses de idade. Foram realizados três experimentos com o objetivo de avaliar a substituição do feno de "coastcross" por casca de soja sobre o desempenho de borregas confinadas (Experimento I), comportamento ingestivo (Experimento II) e digestibilidade dos nutrientes no trato digestivo total de borregos (Experimento III). Nos Experimentos I e II, foram utilizadas 48 borregas da raça Santa Inês, com peso e idade inicial de 23,1 ± 3,3 kg e 124 ± 9 dias, respectivamente, em um delineamento em blocos casualizados com quatro tratamentos e seis repetições. Os tratamentos constaram de dietas isoprotéicas e iso-FDN: 0CS; 12,5CS; 25CS e 37,5CS (0; 12,5; 25 e 37,5% de inclusão de casca de soja na MS da dieta, respectivamente). Houve efeito linear crescente (P<0,01) para consumo de matéria seca e para ganho de peso diário e efeito linear decrescente (P<0,01) para conversão alimentar com a inclusão da casca de soja. O comportamento ingestivo apresentou um efeito linear decrescente (P<0,02) nos tempos despendidos para ingestão, para ruminação e para atividade de mastigação em minutos/dia, minutos/g de MS e minutos/g de FDN, à medida que aumentou a inclusão de casca de soja na dieta. No Experimento III, foram utilizados quatro borregos da raça Santa Inês, com peso e idade inicial de 43 kg e nove meses, respectivamente, em um delineamento em quadrado latino 4x4. As dietas foram as mesmas utilizadas no Experimento I. Houve efeito linear crescente (P<0,04) entre os tratamentos para o consumo da matéria seca (MS), da matéria orgânica (MO), da fibra em detergente neutro (FDN), da fibra em detergente ácido (FDA) e da hemicelulose, e para a digestibilidade da MS, da MO, da FDN e da hemicelulose. Observou-se um efeito quadrático (P=0,02) entre os tratamentos para a digestibilidade da FDA. A casca de soja adicionada em dietas para borregas até 37,5% (da MS) aumenta a digestibilidade da MS e da MO e melhora o desempenho animal. Os resultados de comportamento ingestivo mostraram que a casca de soja possui menor quantidade de FDN fisicamente efetiva quando comparada a FDN do feno de "coastcross".
2022-12-06T14:46:18Z
Janice Barreto de Morais
Implications of pregnant sheep nutrition on progeny\'s myofibers and blood parameters
The objective of the work was to evaluate the effect of different energy levels, as well as different energy sources in the diet of the ewes during pregnancy and its impact on growth and metabolism of lambs. Seventy-two ewes were used and randomly distributed in 5 different experimental treatments: diet (CTL) with 100% of the energy recommended by the NRC (2007), low energy (LE) diet with 90% of the recommended energy, or even high energy diets (HE) with 110% of the recommended energy level. HE diets were composed of three different energy sources: starch (ST), starch with chromium propionate (STCR) ou starch with fat protected (STFP). These diets were applied at the beginning and at the end of pregnancy, and during lactation. The impact of the plane of ewe nutrition on progeny, weight was evaluated from birth at 60 days, and blood samples were collected for biochemical parameters and blood count of these lambs (males and females) at 60 days of age in the first stage (infant stage) of the work. In the second stage (ruminant stage), male lambs were weaned at 90 ± 15 days and placed in a feedlot, where they remained for 60 days receiving the same diet. The lambs\' weight was evaluated every 14 days, and blood samples were collected for biochemical parameters and blood count before slaughter. After slaughter, carcass parameters and meat quality were evaluated. As a result of the infant stage, lambs from ewes diet HE, regardless of the source, were heavier and had greater weight gain (P < 0.05). Lambs from a single gestation stood out in terms of weight and weight gain (P < 0.05), as well as having a higher blood concentration of creatinine, protein, albumin and globulin than twin lambs, regardless of maternal nutrition (P < 0.05). Lambs from ST diet, stood out in terms of creatinine concentration (P < 0.05), which is used as an indicator of muscle mass accumulation. In the ruminant stage in feedlot, lambs from ewe diet ST and a twin pregnancy showed a higher concentration of glucose (P < 0.05), whereas those coming from the LE maternal diet showed a higher concentration of urea (P < 0.05). The initial and final weight in the feedlot, as well as the weight of the hot and cold carcass, were higher for lambs from STCR and STFP maternal diets and those from a single gestation (P < 0.05). The dressing was higher for lambs from CTL maternal diet (P < 0.05). With the exception of thaw losses, which was lower for lambs from LE diet, and cooking losses, which was higher for lambs from a ewe diet STFP (P < 0.05), no meat quality parameters were affected. The results show the impact of changes in nutrition during pregnancy and lactation, on production and physiological parameters associated with progeny health. Alternative sources of energy or supplements in a high energy maternal diet, such as chromium, have the potential to improve production.
2022-12-06T14:46:18Z
Giuliana Micai de Oliveira
Transcriptome changes associated with muscle and intramuscular connective tissue growth in cull cows under different recovery gain rates
The renewal rate of stromal and myofibrillar proteins defines muscle growth, and can affect the quality of meat, by affecting collagen turnover and proteolytic rate. There is a lack of information on changes in the muscle protein remodeling process in response to the recovery weight gain rate observed during \"realimentation\" after undernutrition, which may be altered in older animals. Changes in muscle tissue during the recovery period may be indicated by the differential expression profile of genes after RNA sequencing. The objectives of this study were to evaluate transcriptome changes in the muscle of Nellore cull cows subjected to: 1) recovery weight gain under grazing conditions; and 2) recovery from undernutrition at different weight gain rates. In the first experiment, the animals were divided into two groups and subjected to one of two nutritional managements under grazing conditions: maintenance (maintenance of weight and high body condition score under grazing conditions) and recovery gain (recovery from low body condition score with moderate body weight gain of 0.6 kg/day under grazing conditions). In the second experiment, the animals were divided into three groups and subjected to one of three nutritional managements under feedlot conditions: control (slaughtered at low body condition score), moderate recovery gain (MG; 0.6 kg of daily live weight gain) during the dry season, and high recovery gain (HG; 1.2 kg of daily live weight gain) during the dry season. In both experiments, samples of longissimus dorsi muscle were collected after slaughter and immediately frozen until sequencing analysis could be performed. In the first experiment, genes related to inflammatory response, such as semaphorin 4A (SEMA4A), solute carrier family 11 member 1 (SLC11A1), ficolin-2 (FCN2), and placental growth factor (PGF), were expressed at higher levels during recovery gain. In the second experiment, osteonectin (SPARC) and collagen type IV subunits 1 (COL4A1) were expressed at higher levels in both recovery gain and connective tissue remodeling. For MG, structural myofibrillar proteins such as myosin IE (MYO1E), myosin, heavy chain 11 (MYH11), myogenin (MYOG), and actinin, alpha 4 (ACTN4) were identified. In the HG treatment, the B-cell CLL/lymphoma 9 (BCL9), peroxisome proliferator-activated receptor alpha (PPARA), diacylglycerol O-Acyltransferase 2 (DGAT2), and phosphatidylinositol 4-Kinase, catalytic, and beta (PI4KB) genes indicated more deposition of adipose tissue. In summary, we observed that muscular deposition during recovery weight gain involved the regulation of expression of several genes related to the extracellular matrix (ECM), corroborating the inflammatory and -like models observed in mature animals. Moreover, in the HG group, genes related to collagen synthesis and fat deposition were also found, indicating the important contribution of connective tissue during muscle growth. These results are important for understanding tissue development as a whole, and will assist in the progress of scientific knowledge on muscle remodeling during recovery weight gain and its influence on protein structures and intracellular routes.
2022-12-06T14:46:18Z
Daiane Aparecida Fausto
Respostas morfogênicas e características estruturais do capim-mulato submetido a estratégias de pastejo rotativo
Plantas forrageiras se adaptam ao pastejo por meio de modificações em forma e função alterando seus padrões de expressão morfogênica e, consequentemente, de acúmulo e composição morfológica da forragem produzida. O objetivo deste estudo foi avaliar as respostas morfogênicas e as estruturais de perfilhos em pastos de capim-mulato submetidos a estratégias de pastejo rotativo de fevereiro de 2008 a abril de 2009. Os tratamentos corresponderam combinações entre duas condições pós-pastejo (alturas pós-pastejo de 15 e 20 cm - APP) e duas condições pré-pastejo (95% e máxima interceptação de luz pelo dossel forrageiro - IL), e foram alocados às unidades experimentais (piquetes de 1200 m2) segundo arranjo fatorial 2x2 e delineamento de blocos completos casualizados, com 4 repetições. Foram avaliadas as seguintes variáveis-resposta: taxa de aparecimento de folhas (TApF); filocrono (FIL); taxa de alongamento de folhas (TAlF); taxa de alongamento de colmos (TAlC); taxa de senescência de folhas (TSeF); encurtamento do colmo (EC); duração da vida da folha (DVF); duração do alongamento foliar (DAF); comprimento final da folha (CFF); número de folhas vivas (NFV), em expansão (NFEx), expandidas (NFE) e senescentes (NFS) por perfilho; comprimento do colmo (CC) e relação folha:colmo por perfilho (F:C). Tanto perfilhos basais como aéreos apresentaram sazonalidade de desenvolvimento caracterizada por ritmos morfogênicos mais lentos durante o outono/inverno/início de primavera e mais acelerados durante o final de primavera e verão. No caso de perfilhos basais, pastos manejados a 95% de IL apresentaram maiores valores de TApF no Verão 2. No Verão 1, o EC nesses pastos foi menor, sendo observado comportamento inverso no final da primavera. Menores valores de TAlC e TSeF foram registrados nos pastos manejados a 95% relativamente àqueles manejados com máxima IL (99%). Adicionalmente, pastos manejados com altura pós-pastejo 20 cm apresentaram maiores valores de TAlF, TSeF e DAF que pastos manejados a 15 cm, especialmente na condição pré-pastejo de 95% de IL. Nos perfilhos aéreos, maiores valores de TAlC e TSeF foram registrados nos pastos manejados com máxima IL (99%) relativamente àqueles manejados a 95% de IL. Com relação às características estruturais, a APP afetou apenas aquelas relacionadas com o porte da planta (CFF e CC). Apesar das diferenças estatísticas, o NFV foi relativamente constante para aéreos e basais (2,5 e 4,0 folhas por perfilho, respectivamente), com as diferenças entre categorias de perfilhos refletindo diferenças em NFS e NFE e não em NFEx. Perfilhos basais foram maiores que aéreos, porém com menor F:C. Para perfilhos basais, NFV, NFEx e F:C foram maiores em pastos manejados a 95% de IL e, para aéreos, naqueles manejados com máxima IL, padrão condizente com o fato de perfilhos aéreos serem provenientes de perfilhos basais reprodutivos decapitados. De forma geral, as características estruturais foram mais afetadas pela IL e época do ano do que pela APP, indicando, claramente, importância relativa maior da frequência comparativamente à severidade de desfolhação para controle da estrutura do dossel. Diante do exposto, a condição ideal para interrupção do processo de rebrotação dos pastos de capim-mulato é quando o dossel atinge 95% de IL com uma altura pós-pastejo de 20 cm.
2022-12-06T14:46:18Z
Leandro Martins Barbero
Caracterização do manejo de bezerras, da qualidade nutricional e microbiológica do colostro e da atitude do tratador de bezerras
Um dos motivos do baixo desempenho dos animais está em falhas durante o processo de colostragem, pois ele pode apresentar baixa qualidade nutricional e microbiológica. Após esta fase inicial de vida, o desempenho das bezerras sofre influência direta do manipulador. Na intenção de identificar pontos falhos no processo de criação de bezerras, objetivou-se caracterizar o manejo destes animais, através do levantamento das principais práticas zootécnicas adotadas, avaliar a composição nutricional e microbiológica do colostro fornecido aos recém nascidos e as características do tratador de bezerras. Para caracterizar os sistema de criação de bezerras realizou-se uma entrevista com 179 produtores e/ou técnicos, abordando questões relacionadas a criação de bezerras, desde o manejo da vaca seca até o desaleitamento. Para caracterizar o colostro, foram colhidas 66 amostras, diretamente da ordenha de vacas recém-paridas ou do banco de colostro, com as quais realizaram-se análises bromatológicas e microbiológicas. A avaliação da atitude dos tratadores de bezerras foi realizada através de uma entrevista com 100 tratadores, a qual permitiu colher dados de auto-relatos do responsável pela criação de bezerras. A entrevista foi conduzida com base em questionário semi-estruturado, aplicado por um único entrevistador e direcionado ao tratador de bezerras. Os itens de atitude foram medidos e classificados de acordo com a resposta do entrevistado em uma escala de cinco pontos (Escala de Likert). Através do levantamento foi possível identificar pontos de melhoria na criação de bezerras, principalmente com as vacas pré-parto e acompanhamento dos partos, além de um melhor cuidado com o processo de colostragem desde a identificação da qualidade do colostro até o momento correto de oferecer o alimento ao recém-nascido. Práticas de manejo direcionadas a obtenção de colostro de boa qualidade devem ser priorizadas, além de cuidados com a higienização da colheita e armazenamento do mesmo, pois apenas 22,6% das amostras de colostro atendem a recomendação de qualidade nutricional e microbiológica. Assim, grande parte dos bezerros nesta população estudada está propensa a apresentar falhas na transferência de imunidade passiva e exposta a patógenos quando alimentados com colostro materno. Para algumas variáveis o tratador tem uma atitude positiva, porém na prática o comportamento realizado nem sempre é o mesmo. É possível que os tratadores de bezerras tenham componentes afetivos e cognitivos positivos, ou seja, já tiveram experiência anterior de sucesso com as práticas ou ainda, conhecem a importância técnica das principais ações na criação. Porém, o componente comportamental sobressai sobre algumas ações, levando-os a uma divergência entre a atitude e o comportamento. Programas voltados para educação, treinamento e fortalecimento do comprometimento dos colaboradores é um caminho interessante na tentativa de reduzir as falhas na criação de bezerras.
2022-12-06T14:46:18Z
Glauber dos Santos
Exogenous hormonal manipulation to increase reproductive efficiency in dairy cows
In recent years, in dairy cattle, while it was observed a gradual increase in productivity, a decrease occurred in the reproductive efficiency. Several factors, such as increased incidence of diseases, higher susceptibility to heat stress and increase of dry matter intake, have been awarded as possible causes for the decrease in fertility. Increased dry matter intake is associated with increased liver blood flow, which is associated with an increase in liver metabolism of steroid hormones. Given the high metabolism of steroid hormones in high producing dairy cows, six studies were carried out, which in this thesis are divided in three chapters, involving hormone supplementation in lactating dairy cows. The first study aimed to increase the synchronization rate of dairy cows submitted to a fixed time artificial insemination (FTAI) estradiol (E2)/progesterone (P4)-based protocol. For this purpose, two experiments were performed, the first (n = 44 cows) compared a 2.0 vs 3.0 mg of estradiol benzoate (EB) associated to a P4 implant at the beginning of the protocol. The second experiment (n = 82 cows) performed presynchronization with GnRH prior to the onset of a FTAI protocol to produced different follicular development stages at the time of E2/P4: emergence vs. dominance. Daily ultrasound and hormone evaluations were performed. Other four experiments are described in the second (n = 1070 cows) and third (n = 1498 cows) chapter, which have been developed to evaluate the effect of P4 supplementation after ovulation in lactating dairy cows. In general, these studies evaluated the effect of supplementation on the corpus luteum (CL) development and function, mRNA abundance for interferon stimulated genes (ISG), on fertility of cows subjected to AI after estrus detection or FTAI protocol, or to embryo transfer. Increasing the EB dose from 2.0 for 3.0 mg did not improve emergence wave synchronization. In fact, it induced luteolysis in a larger number of cows. Altering the stage of the estrous cycle of the cows at the beginning of the E2/P4-based FTAI protocol did not improve synchronization of wave emergence. Post ovulation P4 supplementation did not affect CL development and function, and did not increase the mRNA abundance for ISG. Cows subjected to AI after estrus detection or after an E2/P4-based FTAI protocol did not have increased fertility. However when P4-supplemented cows were subjected to a GnRH-based FTAI protocol there was an improvement in the fertility of about 8%. Thus, we can concluded that regardless of the EB dose or stage of the estrous cycle at beginning of the E2/P4-based FTAI protocol, still there are cows that fail to have a synchronized emergence of a new wave and/or to ovulate at the end protocol. Additionally, depending on the protocol used, P4 supplementation may increase the fertility of dairy cows, but compromises the fertility when embryos are transferred.
2022-12-06T14:46:18Z
Pedro Leopoldo Jerônimo Monteiro Junior
Respostas morfogênicas e dinâmica da população de perfilhos e touceiras em Brachiaria brizantha cv Piatã submetida a regimes de sombra em área de integração lavoura-pecuária-floresta
Os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta estão sendo difundidos por todo o território nacional como medida de atenuação dos impactos causados pelo monocultivo e como estratégia de recuperação de pastagens degradadas. Inúmeras vantagens do sistema são apontadas, no entanto, a inclusão de espécies arbóreas modifica a qualidade e a quantidade da luz disponível para o pasto, provocando alteração no seu padrão de crescimento (vertical e horizontal) e produção de forragem. Partindo da hipótese que em um sistema silvipastoril o dossel arbóreo irá determinar a quantidade e a qualidade de luz disponível para o sub-bosque e, assim, influenciar a dinâmica de crescimento e ocupação da área pelo capim-piatã manejado sob pastejo rotativo utilizando metas de interceptação luminosa (IL) prépastejo, o objetivo deste trabalho foi quantificar e descrever as respostas morfogênicas, o padrão de perfilhamento e os processos de ocupação horizontal de Brachiaria brizantha cv BRS Piatã [(Hochst. ex A. Rich.) Stapf. syn. Urochloa brizantha cv. BRS Piatã (Hochst. ex A. Rich.) R.D. Webster] em sistema ILPF de dezembro de 2013 a julho de 2014. O estudo foi desenvolvido por meio de três experimentos realizados de forma concomitante para avaliar três regimes de luz: (1) capim-piatã cultivado em área livre de árvores (pleno sol; PS); (2) sombreamento gerado por meio de fileiras duplas de Eucalipto nas bordaduras dos piquetes (S1); e (3) sombreamento gerado por meio de quatro renques de fileiras triplas de Eucalipto dispostos dentro dos piquetes de forma alternada com porções de pasto (S2). Os regimes de luz S1 e S2 foram divididos em duas faixas de sombra (central e lateral) para descrição da variação da luz dentro dos piquetes. O período experimental foi dividido em três períodos de avaliação em função do índice pluviométrico registrado. Para estudar a influência das árvores sobre a medição de IL, o regime S2 foi manejado utilizando-se dois métodos de tomada da leitura de referência da luz incidente: leitura dentro (sob a copa das árvores) e fora (ausência de árvores) da área experimental. O aumento na densidade de árvores provocou redução na radiação fotossinteticamente ativa (RFA) de 37 e 12% nas faixas lateral e central em S1 (181 árvores.ha-1) e de 53 e 49% para as faixas lateral e central em S2 (718 árvores. ha-1). O sombreamento influenciou praticamente todas as variáveis-resposta avaliadas, resultando em redução do perímetro médios das touceiras (50%), aumento da frequência de touceiras pequenas (perímetro < 30 cm), diminuição da frequência de touceiras grandes (perímetro > 61 cm), diminuição da densidade populacional (35%) e estabilidade da população de perfilhos (6%), aumento das taxas de alongamento de folhas (16%) e de colmos (594%) e em área foliar específica (40%). O método da leitura de referência para avaliação de IL resultou em maior comprimento de folhas (14%) e de colmos (37%) quando as leituras foram feitas dentro comparativamente a fora da área experimental. Pastos sombreados alteram seu padrão de crescimento e ocupação da área como medida para evitar o sombreamento e maximizar a captação de luz, modificações essas importantes para planejar e definir metas de manejo do pastejo em áreas de ILPF.
2022-12-06T14:46:18Z
Steben Crestani
Custo e rentabilidade da produção de tilápias em áreas não onerosas, período 2001 a 2015
Produtores e empresários estão sujeitos a situações de risco de mercado como, por exemplo, o impacto da variação de preços de insumos e produtos na rentabilidade da sua produção. Este estudo avaliou a rentabilidade de um modelo simulado de produção de tilápias em tanques-rede de pequeno volume, implantado no reservatório da Usina Hidroelétrica de Ilha Solteira sob condições de áreas não onerosas, considerando as variações mensais de preços entre os anos de 2001 a 2015. A partir dos parâmetros da licitação da área aquícola foi dimensionado um sistema de produção para atender as condições impostas às áreas não onerosas. Em função da inexistência de séries históricas de preços de ração de tilápia, foram elaboradas três rações comerciais baseadas na composição das dietas dos preços dos insumos deflacionados encontrados na literatura, e estimados os preços mensais das rações; o preço de venda do pescado fresco foi determinado a partir da série de preços mensais fornecida pelo CEAGESP. A atividade não se mostrou rentável mesmo após 2006 quando houve valorização no preço de venda da tilápia. A licitação para áreas em Ilha Solteira ocorreu em 2010, quando o preço do peixe seguia valorizado mas não tornou a produção na escala considerada viável, com 100% de operações negativas e prejuízo acumulado de R$-36.767,89. Entre 2001 e 2015, a atividade teve 100% de operações negativas e prejuízo acumulado de -R$887.248,02. Uma eventual queda no preço de venda poderia piorar ainda mais a rentabilidade e mostra a necessidade do produtor em ser eficiente e adotar estratégias que minimizem seu risco e que os parâmetros técnicos dispostos na licitação sejam revisados.
2022-12-06T14:46:18Z
Eduardo Dervazi França
Hidrolisados proteicos na alimentação de juvenis de dourado Salminus brasiliensis
A exigência de alimento proteico palatável e de alto valor nutricional torna a dieta dos peixes carnívoros altamente dependente de farinha de peixe [FP], alimento de alto custo e já escasso no mercado. Hidrolisados de subprodutos da indústria animal são alimentos de alta qualidade que podem ser usados para substituir a FP nas dietas para peixes. Este trabalho foi realizado em dois ensaios: o primeiro avaliou a digestibilidade de hidrolisados de resíduos de tilápia [RTI], cabeças de atum [CAT], fígados de suínos [FSU] e de aves [FAV] e a influência da inclusão dos hidrolisados nas dietas no perfil de enzimas digestivas nos estômagos, cecos pilóricos e intestinos de juvenis (39,73 ± 5,30 g) do Characiforme carnívoro dourado, Salminus brasiliensis; o segundo ensaio avaliou o desempenho de juvenis de dourados (4,57 ± 1,25 g) alimentados com níveis crescentes de inclusão de FSU (0, 70, 140, 210 e 280 g kg-1) na dieta. A inclusão dos hidrolisados na formulação das dietas diminuiu o pH das rações mas não interferiu no consumo pelos peixes. Os maiores coeficientes de digestibilidades dos nutrientes foram registrados em peixes alimentados com as dietas contendo RTI e FSU, enquanto os menores foram encontrados para aqueles alimentados com as dietas contendo CAT. A atividade da protease e da lipase foi maior nos estômagos dos animais, em especial aqueles que foram alimentados com a dieta contendo FSU. A atividade de amilase foi maior nos cecos pilóricos, enquanto nos intestinos foi registrada maior atividade nas dietas controle e RTI. Hidrolisados de subprodutos da indústria animal foram altamente digestíveis para dourados e o perfil enzimático dos peixes foi dependente dos nutrientes da dieta. No segundo ensaio os menores valores de ingestão diária foram registrados nos peixes alimentados com a dieta sem inclusão de hidrolisado, mas os menores valores de ganho de peso, peso final e das taxas de crescimento específico, de eficiência proteica e energética, e de retenção proteica foram registrados nos peixes alimentados com a dieta contendo 280 g kg-1 de hidrolisado suíno. A grande proporção de aminoácidos livres e pequenos peptídeos nas dietas com inclusões acima de 140 g kg-1 do produto aparentemente reduziu a síntese de proteínas dos animais. A saúde dos peixes não foi afetada significativamente pela inclusão de hidrolisados na dieta, porém, aparentemente, os peixes alimentados com dietas contendo até 140 g kg-1 de hidrolisado tiveram melhores índices imuno-hematológicos.
2022-12-06T14:46:18Z
Evandro Kleber Lorenz
Ontogenetic development of Pennisetum purpureum cv. Napier: consequences for grazing management
Characterization of the ontogenic program is essential to infer about palnts adaptation strategies. Frequently, morphogenesis of tropical forage grasses is reported to be analogous to that of temperate forage grasses. However, tropical grasses show stem development still during the vegetative phase of growth and under high light availability conditions. Stem elongation potentially impacts plants growth, with implications for grazing management. In tropical conditions, elephantgrass cv. Napier is considered one of the most productive grass species under grazing. The objective of this study was to characterize the ontogenic development of elephantgrass, coordination between phytomers, stem elongation and leaf and internode coordination in main and primary axes, using an isolated plant protocol. The experiment was conducted in Piracicaba, SP, during the Spring (2015), Summer (2016) and Autumn (2016), using a complete randomized block design, with 4 replicates. Eighty fiber cement tanks (0.343 m3) were used. Each block was composed of 20 tanks, 10 used to evaluate the morphogenic and developmental characteristics and 10 for the destructive evaluations. Measurements of leaf and stem elongation were performed every two days to determine the following variables: leaf appearance rate (LAR), leaf elongation rate (LER), leaf elongation duration (LED) and final leaf length (FLL). From day 10 of the evaluation period in Summer and Autumn and day 25 in Spring, 10 cuts were performed for destructive assessments every 5 days. At the time of the destructive evaluations, the following variables were measured: apical meristem heigth (AMH); sheath tube length (STL); number of expanding leaves (NEL); number of expanded leaves (NEXL). Measurements of sheath length (SL) and internode length (IL) were performed only on the main axis. On the main axis LAR (0.02 leaves degree-days-1) and LER (0.26 cm degree-days-1) were constant, whereas LED and FLL increased with leaf rank on the axis. LED ranged from 150 to 280 degree-days from phytomer 10 to 20. In Autumn, due to flowering, LED decreased with leaf rank. SL increased until reaching a maximum value of approximately 10-12 cm from the phytomer 12-13 onwards. When evaluated in phyllochronic units, similar pattern was observed across seasons of the year for a common leaf rank group. However, in all seasons, higher leaf ranks presented greater LED. Higher LAR were reported for topmost primary axes and LER increased with leaf rank until reaching a maximum, remaining constant afterwards. The LED increased with leaf rank in main and primary axes. The stem elongation began from phytomer 8 on the main axis in all seasons of the year, and in earlier phytomers for the other primary axes. In the main axis, internode length ranged from 0.5-2.0 cm for phytomer 8 until reaching a maximum value of 8-10 cm for phytomers 12-13 onwards, in Spring and Summer. During Autumn, maximum values of internode length were approximately 20 cm. Internode elongation begins concomitantly with the cessation of leaf elongation, and after 5 phyllochronic units from leaf appearance. In all axes, STL increased until reaching a maximum value of approximately 12-13 cm in Summer and 11-12 cm in Spring, coinciding with the beginning of stem elongation. The ontogenic development described for elephantgrass differs from that reported for temperate forage grasses. There was a seasonality effect. Axes development presents a hierarchical and synchronized organization. However, for the upper axes and topmost phytomers behavior is different and needs to be investigated. The stem elongation process can be described by the number of produced leaves. This study provides a key element for understanding phenotypic plasticity and corresponds to an useful information to identify the onset of stem elongation in field conditons. This result can potentially be used for functional-structural plant modelling.
2022-12-06T14:46:18Z
Guilherme Portes Silva
Características estruturais do dossel forrageiro, valor nutritivo e produção de forragem em pastos de capim-mombaça submetidos a regimes de lotação intermitente.
A produção e o valor nutritivo da forragem em pastagens são função de variações em composição botânica e morfológica do pasto que, por sua vez, são conseqüência do controle e monitoramento da condição e estrutura do dossel forrageiro. Dentro desse contexto, o objetivo deste experimento foi avaliar os efeitos de combinações entre intensidade e intervalo entre pastejos sobre a produção, composição botânica e morfológica e valor nutritivo da forragem ao longo de uma estação de crescimento inteira (janeiro/01 a fevereiro/02) em pastos de capim-Mombaça pastejados por bovinos. Adicionalmente, visou identificar estratégias de manejo do pastejo que permitissem obter alta produtividade e utilização de forragem, mantendo a estrutura do pasto dentro de limites aceitáveis de uso e garantindo, assim, alimento em quantidade e qualidade para os animais. O experimento foi realizado na Universidade Federal de São Carlos, Araras, SP, entre 8 de janeiro de 2001 e 23 de fevereiro de 2002. Os tratamentos corresponderam a combinações entre duas intensidades (30 e 50 cm de resíduo) e dois intervalos de pastejo (pastejo iniciado com 95 e 100 % de interceptação de luz do dossel forrageiro - IL) e foram alocados às unidades experimentais conforme delineamento de blocos completos casualizados, em arranjo fatorial 2 x 2, com 4 repetições. Foram avaliadas as seguintes variáveis-resposta ao longo de todos os ciclos de pastejo: teores de matéria mineral, proteína bruta, fibra insolúvel em detergente neutro e ácido, lignina e digestibilidade in vitro da matéria orgânica. De forma geral, os pastos acumularam forragem de forma contínua durante a rebrotação, sendo a maior produtividade obtida para o tratamento 30/95 (26.910 kg MS.ha -1 ), seguida do 30/100, 50/100 e 50/95 (24.900, 20.280 e 17.910 kg MS.ha -1 , respectivamente). No entanto, a partir de determinada fase de rebrotação o acúmulo foi proveniente de hastes e material morto, componentes que, em altas proporções, são indesejáveis para a alimentação animal e eficiência do pastejo. Pastos com pastejos iniciados com 100% IL do dossel apresentaram maiores proporções de hastes (14,7 x 8,0%) e material morto (9,7 x 6,5%) na forragem em pré-pastejo, o que resultou em redução dos teores de proteína (9,0 x 11,2%) e da digestibilidade (55,0 x 58,1%) comparativamente àqueles de 95% IL do dossel. Adicionalmente, quando períodos de descanso mais longos (100% IL) foram associados com o resíduo de 30 cm, a presença de hastes e material morto impediu que o resíduo planejado fosse mantido ao longo do ano (50,7 cm ao final do inverno). Pastejos mais freqüentes, propiciados pelo pastejo iniciado com 95 % IL do dossel, permitiram também um controle mais efetivo do florescimento das plantas, especialmente quando associados ao resíduo de 30 cm. Conclui-se que o manejo do pastejo em pastos de capim-Mombaça submetidos à lotação intermitente deve ser iniciado com 95 % IL do dossel (90 cm de altura em pré-pastejo) e terminado quando o resíduo atingir 30 cm, sendo o período de descanso função da taxa de acúmulo de massa seca dos pastos.
2022-12-06T14:46:18Z
Adriana Amaral de Oliveira Bueno
Substituição parcial do milho pela casca de soja na alimentação de cordeiros da raça Santa Inês em confinamento
Foram realizados dois experimentos com o objetivo de avaliar o efeito da substituição parcial do milho pela casca de soja (CS) sobre o desempenho, o comportamento ingestivo, as características da carcaça, a digestibilidade aparente dos nutrientes, o balanço de nitrogênio, os parâmetros ruminais e sangüíneos de cordeiros da raça Santa Inês. O tratamento controle (CS0) foi uma ração contendo 70% de milho (% da MS), sendo o milho substituído em 15%, 30% e 45% pela CS, constituindo os tratamentos CS0, CS15, CS30 e CS45, respectivamente. As rações experimentais foram isonitrogenadas (19,12 ± 0,60% de PB), contendo 90% de concentrado e 10% de feno de \"coastcross\" (Cynodon sp.). No Experimento I (digestibilidade, balanço de nitrogênio, parâmetros ruminais e sangüíneos): foram utilizados 16 cordeiros, canulados no rúmen com peso médio inicial de 44,3 ± 5 kg e aproximadamente 6 meses de idade, distribuídos em delineamento experimental de blocos completos casualizados. O consumo de MS, MO, FDN, FDA e PB em kg/dia e g/kg de PC0,75, bem como o consumo de NDT em kg/dia, de ED em Mcal/dia aumentaram linearmente (P < 0,05) com a inclusão de CS. A retenção de nitrogênio reduziu linearmente (P < 0,05) e a concentração de propionato no fluido ruminal apresentou efeito quadrático (P < 0,05), tendo-se máxima concentração no tratamento CS15. Enquanto que, o consumo de EE g/kg de PC0,75, os valores de NDT em % da MS, a concentração de ED em Mcal/kg de MS, os coeficientes de digestibilidade aparente da MS, CNF, PB e EE, e a concentração total dos AGCC e de amônia no fluido ruminal não foram afetados pelos tratamentos. No experimento II (desempenho, características de carcaça e comportamento ingestivo): foram utilizados 64 cordeiros com peso inicial de 18,3 ± 2,8 kg e idade de 69 ± 5 dias, distribuídos em delineamento experimental de blocos completos casualizados, com dois animais por baia e 8 baias por tratamento. O GMD, as características da carcaça e os tempos gastos com as atividades de ingestão (min/g de MS), ruminação (min/dia e min/g de MS) e mastigação (min/dia) não foram afetados pelos tratamentos. O consumo de MS e de FDN, a CA, e os tempos gastos com ruminação (min/g de FDN) e mastigação (min/g de MS) aumentaram linearmente (P < 0,05) com a inclusão de CS. A inclusão de CS na ração, em substituição parcial ao milho, aumentou o consumo dos nutrientes e de energia digestível, e melhorou o pH ruminal, sem afetar o GMD e as características da carcaça dos cordeiros. Entretanto, reduziu a retenção de nitrogênio e piorou a CA.
2022-12-06T14:46:18Z
Evandro Maia Ferreira
Estudo das perdas de amido em confinamentos brasileiros e do uso do amido fecal como ferramenta de manejo de bovinos confinados
O número de animais terminados em sistema de confinamento cresce rapidamente no Brasil, concomitante com aumento no teor de amido das dietas utilizadas. A expansão da agricultura e custos mais baixos por unidade de energia digestível proveniente do grão em relação aos volumosos deve acelerar este processo. Os objetivos deste trabalho foram: a) avaliar as perdas de amido em confinamentos comerciais; b) calibrar a metodologia de NIRS para estimativa do teor de amido fecal; c) estudar as relações entre parâmetros fecais (% de amido, MS e pH) com desempenho e eficiência de bovinos Nelore e cruzados recebendo dietas de médio/alto concentrado; d) avaliar o efeito do horário de coleta e da raça dos animais no teor de amido fecal. Foram avaliados os teores de amido fecal de animais de experimentos controlados e de confinamentos comerciais. Resultados de 2.003 amostras para teor de amido fecal foram analisados. Foi observada diferença no teor de amido fecal em função do horário de coleta tanto em experimento quanto em confinamentos comerciais (P < 0,01). Os teores de amido fecal em animais 100% Nelores foram maiores em comparação com o de animais cruzados (P < 0,01). Há necessidade de padronização do horário da coleta e grupo genético para utilizar o teor de amido nas fezes como indicador do uso de amido. Para os dados de experimentos controlados houve efeito de experimento (P < 0,0001), sexo (P = 0,006) e grupo genético (P = 0,0466), sendo maior o teor de amido fecal para machos e animais Nelore, quando comparados com fêmeas e cruzados. A correlação com amido nas fezes foi baixa (r < 0,20) para as variáveis peso médio metabólico (kg0,75), consumo de matéria seca (kg/dia) e eficiência alimentar (kg/kg). Não houve correlação entre teor de amido fecal e consumo alimentar residual (CAR) para novilhas e touros Nelore, demonstrando que talvez o amido nas fezes não seja um boa ferramenta para selecionar os animais mais eficientes em dietas de baixo teor de amido. A correlação entre o teor de amido fecal com pH fecal para animais em confinamentos comerciais apresentou correlação negativa de r = -0,57 e -0,51 quando a fonte de amido foi milho e sorgo, respectivamente. Foi detectada diferença (P =0,0006) no teor de pH fecal em função da fonte de amido da dieta (milho ou sorgo), 6,55 para o milho e 6,04 para o sorgo, sugerindo um menor aproveitamento do amido para os grãos de sorgo, embora o teor de amido fecal para as diferentes fontes avaliadas não tenha sido diferente (P = 0,29). Já para a %MS fecal, houve efeito de fonte de amido (P = 0,06), sendo os teores para milho menores (20,5%) em relação ao sorgo (23,1%). As 1.985 análises de amido nas fezes tanto dos experimentos quanto dos confinamentos comerciais permitiram a obtenção e validação de uma equação de calibração do NIRS para teor de amido fecal. Uma parte dos dados coletados foram utilizados na calibração e outra parte na validação independente da equação. Foram feitas equações para três diferentes conjuntos de amostras: a) todas independente da fonte de amido; b) amostras contendo o milho como principal fonte de amido; c) amostras contendo o sorgo como principal fonte de amido. Todas as equações apresentaram boa habilidade preditiva (R2 > 0,92), alta acurácia (erros sistemático inferior a 2% do teor de amido fecal) sendo que uma única equação pode ser utilizada para estimar o teor de amido fecal independente da fonte de amido da dieta.
2022-12-06T14:46:18Z
Mariana Caetano
Produção embrionária, perfil endócrino, metabólico e molecular de vacas holandesas não-lactantes recebendo dieta à base de milho ou polpa cítrica
A nutrição é um dos principais fatores que afetam a eficiência reprodutiva por influenciar o crescimento, maturação e capacidade ovulatória do folículo bem como o perfil e estado metabólico do animal, gerando cenários que prejudicam ou corroboram o desenvolvimento e estabelecimento da prenhez. Diferentes fontes energéticas utilizadas na nutrição são capazes de alterar os padrões de fermentação ruminal e causar respostas endócrinas distintas. A partir disso, os objetivos desse estudo foram avaliar de que forma duas fontes energéticas da dieta influenciam a produção embrionária, a expressão gênica de enzimas hepáticas que metabolizam progesterona (P4) e a insulinemia. Em um delineamento em crossover, 22 vacas holandesas não lactantes e não gestantes foram distribuídas em dois grupos: um recebendo milho e outro polpa cítrica como fonte de energia da dieta. A quantidade de alimento fornecida foi de 1,3% do peso corporal em matéria seca por dia. O estudo foi composto por dois períodos de 71 dias de duração e em cada um deles foram realizadas duas superovulações (aos 35 e aos 70 dias) e uma biópsia hepática (aos 71 dias). Amostras sanguíneas foram colhidas imediatamente antes do fornecimento do alimento e 4 horas após, em dias pré-determinados, para dosagem de glicose, insulina e P4. Ao final do estudo as vacas passaram por teste de tolerância à glicose (TTG). Foi quantificada a expressão gênica de enzimas que metabolizam a P4 por RT-qPCR. A análise estatística foi realizada por meio de regressão logística pelo Proc MIXED do SAS 9.3. Os dados de expressão gênica foram avaliados por meio de delta CT. Imediatamente antes do fornecimento do alimento, a insulina circulante foi maior para o grupo milho (P < 0,01) e a P4 circulante foi maior para o grupo polpa cítrica (P < 0,01). Quatro horas após a alimentação, a P4 foi igual entre os tratamentos. A relação da P4 circulante na hora 4 e 0 foi maior para o grupo milho (P < 0,01). Tanto a glicose basal como o Homa-IR (Homeostasis model assessment of insulin resistance) foram maiores para o grupo milho. No TTG, o grupo milho apresentou maior pico de glicose no momento 5 minutos, maior taxa de decaimento da glicose (P = 0,01) e menor tempo de meia vida da glicose (P = 0,05). Não houve efeito de tratamento na resposta superestimulatoria, superovulatória, produção de embriões e na expressão gênica das enzimas que metabolizam a P4, mas as superovulações realizadas aos 70 dias produziram embriões de qualidade inferior em relação às realizadas aos 35 dias, independente de tratamento. Conclui-se que, embora tenha sido possível alterar a insulina circulante através da dieta, a quantidade e qualidade de embriões produzidos não foram alteradas. O aumento pós-prandial da P4 circulante não foi relacionado a menor expressão gênica das enzimas hepáticas que metabolizam a P4.
2022-12-06T14:46:18Z
Camila Spies
O ovo em pó na alimentação de leitões recém-desmamados.
Foram realizados dois experimentos para determinar a composição química, os coeficientes de digestibilidade de nutrientes e os valores de energia e proteína digestíveis do ovo em pó (OP) e avaliar o desempenho e os componentes sanguíneos e plasmáticos de leitões recém-desmamados alimentados com dietas contendo níveis crescentes de proteína do OP em substituição à proteína do plasma sanguíneo. O Experimento I consistiu de um ensaio de digestibilidade, sendo utilizados oito leitões (quatro machos castrados e quatro fêmeas), mestiços Landrace x Large White com 15,9 kg de peso médio. Os tratamentos consistiram de uma dieta basal e uma dieta teste (70% dieta basal + 30% OP) com quatro repetições cada. Utilizou-se a metodologia da coleta parcial de fezes com o uso de 0,5% de óxido crômico (Cr2O3) adicionado às dietas como indicador. Os coeficientes de digestibilidade aparente do OP foram de 87,18, 80,76, 81,99 e 70, 54%, respectivamente, para a matéria seca, energia bruta, proteína bruta e extrato etéreo. A partir dos coeficientes de digestibilidade determinados e os valores de proteína bruta (56,53%) e energia bruta (5.897 kcal/kg) foram calculados os valores de 43,91% de proteína digestível e 5.139 kcal/kg de energia digestível do OP para leitões em fase de creche. No Experimento II, foram utilizados 90 animais (machos castrados e fêmeas), mestiços Landrace x Large White, desmamados com 24 dias e 5,6 kg de peso médio. O período experimental compreendeu duas fases, a pré-inicial (1 a 14 dias) e inicial (15 a 28 dias pós-desmame), onde os tratamentos consistiram de cinco rações isonutritivas com níveis crescentes (0, 25, 50, 75 e 100%) de substituição protéica do plasma sanguíneo da dieta pelo OP. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, com nove repetições por tratamento e dois animais por unidade experimental (baia). Os animais e a ração foram pesados para o cálculo do ganho diário de peso (GDP), consumo diário de ração (CDR) e conversão alimentar (CA) em cada fase e período total. Ao final do ensaio de desempenho foi retirada uma amostra de sangue de cada animal para a determinação dos componentes plasmáticos (uréia, proteína total, albumina, globulina, relação albumina/globulina, triglicérides e colesterol) e sanguíneos (hematócrito e hemoglobina). Não houve diferença entre os tratamentos (P > 0,05) para as variáveis de desempenho na fase de 1 a 14 dias pós-desmame. Para a segunda fase experimental e para o período total, foi observada uma redução linear (P < 0,01) do GDP e CDR, à medida que aumentava o nível de substituição do PS pelo OP. Para as variáveis dos componentes plasmáticos e sanguíneos não foram observadas diferenças significativas (P > 0,05) entre os tratamentos. Concluiu-se que o ovo em pó pode substituir completamente o plasma sanguíneo sem afetar o desempenho dos animais na fase de 1 a 14 dias pós-desmame, enquanto que na fase de 15 a 28 dias essa substituição prejudicou o desempenho dos animais, refletindo assim, em um pior desempenho no período total (1 a 28 dias). A inclusão crescente do ovo em pó nas dietas não alterou os componentes plasmáticos e sanguíneos.
2022-12-06T14:46:18Z
Adriana Nogueira Figueiredo
Desempenho, metabolismo e emissão de metano de bovinos Nelore em terminação recebendo óleos funcionais em substituição ou combinação com monensina sódica na dieta
O surgimento de mercados consumidores cada vez mais exigentes quanto a segurança alimentar é uma realidade crescente. A proibição do uso de antibióticos promotores de crescimento, como a monensina, pela União Europeia é um indicativo disto. Em busca de alternativas aos antibióticos, intensificou-se na última década os trabalhos de pesquisa que visam explorar e desenvolver alternativas economicamente interessantes para a produção animal. Neste sentido, objetivou-se neste trabalho, avaliar o uso de princípios ativos extraídos dos óleos de caju e mamona como moduladores da fermentação ruminal alternativos à monensina sódica. Foram realizados seis experimentos. Um experimento de desempenho, com animais confinados a fim de mensurar o GPD, CMS, eficiência alimentar, características de carcaça. Outro experimento para avaliação de características metabólicas, com a avaliação de CMS, digestibilidade da MS, características da fermentação ruminal, consumo de oxigênio, produção de calor e de metano. Também foi realizado um experimento in vitro para a avaliação da produção de gás e tempo de colonização. Este conjunto de três experimentos foi realizado em uma a base de coprodutos e outra a base de milho moído. A dieta a base de coprodutos foi composta por 5% de bagaço de cana, 50 % de farelo úmido de glutem de milho, 43,5% de casca de soja, 1,5% de núcleo mineral, sendo avaliados os seguintes tratamentos: T1 - Controle, que consistiu em dieta base, sem aditivos; T2 - dieta base com adição de monensina sódica na dose de 25 mg/kg MS; T3 - dieta base com adição de Essential® na dose de 300 mg/kg MS e T4 - dieta base com adição de monensina sódica (25 mg/kg MS) e Essential® (300 mg/kg MS). A dieta a base de milho moído foi constituída de 12% de feno de tyfton, 80 % de milho moído, 4% de farelo de soja, 2,5% de núcleo mineral e 1,5% de uréia e foram avaliados os seguintes tratamentos: T1 - Controle, que consistiu em uma dieta base, sem aditivos; T2 - dieta base com adição de monensina sódica na dose de 30 mg/kg MS; T3 - dieta base com adição de Essential® na dose de 300 mg/kg MS; e T4 - dieta base com adição de Essential® na dose de 500 mg/kg MS. Para o experimento de metabolismo com a dieta a base de milho, foi utilizado bagaço de cana como volumoso e os tratamentos foram os os mesmos aplicados na dieta a base de coprodutos: Os tratamentos foram: T1 - Controle, que consistiu em dieta base, sem aditivos; T2 - dieta base com adição de monensina sódica na dose de 25 mg/kg MS; T3 - dieta base com adição de Essential® na dose de 300 mg/kg MS; e T4 - dieta base com adição de monensina sódica (25 mg/kg MS) e Essential® (300 mg/kg MS). A suplementação com OF melhora o desempenho de bovinos na fase inicial do confinamento em relação ao não uso de aditivos ou ao uso de monensina sódica, porém essa vantagem não se mantêm ao longo do período total de confinamento. Ao contrário do esperado, no presente estudo os aditivos testados não contribuíram para o aumento da eficiência de produção de bovinos em confinamento e para a redução do seu impacto ambiental.
2022-12-06T14:46:18Z
Lucas Jado Chagas
Impacto da mentalidade do produtor e do engajamento dos funcionários sobre a qualidade do leite
A mastite é uma das principais doenças enfrentadas por produtores de leite do mundo todo. Um dos indicadores que está diretamente relacionado com a doença no rebanho é a contagem de células somáticas (CCS). Estudos recentes mostram que um dos fatores de risco associados à mastite é o homem. Isto é, fatores relacionados às práticas de manejo, gestão da propriedade e às características pessoais do produtor, como personalidade, atitude, crenças, intenções, habilidades, conhecimentos e outras são importantes, além do engajamento dos funcionários. Dessa forma, entender a influência do homem é fundamental para o controle e a prevenção da mastite. O objetivo deste trabalho foi i) verificar se as motivações e barreiras percebidas pelo produtor rural podem explicar a variação da (CCS) do tanque em fazendas de leite, ii) avaliar a mentalidade do produtor de leite com relação ao futuro do próprio negócio e, iii) se as necessidades dos funcionários de fazendas produtoras de leite estão sendo atendidas. Para isso, um estudo foi conduzido em 75 propriedades de leite da região sul do Brasil. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com os produtores e funcionários, utilizando um questionário composto por perguntas abertas e com respostas na escala Likert. Todos os questionários foram aplicados pelo mesmo pesquisador. Para o estudo da mentalidade do produtor foi utilizado o Modelo Comportamental Fogg (MCF) e, para o estudo do engajamento dos funcionários, foi utilizada a Teoria de Motivação de Maslow. Na análise estatística foram utilizados os modelos de equações estruturais e análises descritivas. Pelos resultados encontrados é possível concluir que a variação da CCS do tanque é explicada pelas motivações e barreiras percebidas pelos produtores, ou ainda, que o Modelo Comportamental Fogg (MCF) pode ser usado para explicar a influência do homem sobre a mastite. Além disso, é possível concluir que os produtores de leite não possuem mentalidade positiva com relação ao futuro do negócio e estão desmotivados com a atividade leiteira. Com relação aos funcionários, estes não estão engajados e existe uma grande barreira de comunicação entre produtor e funcionário, pois o produtor de leite não sabe o que o seu funcionário valoriza. Por fim, este estudo permite concluir que, empresas de consultoria que trabalham com a melhoria da qualidade do leite, deveriam focar também no fator humano através do estudo da mentalidade do produtor e do engajamento dos funcionários.
2022-12-06T14:46:18Z
Larissa Nazareth de Freitas
Influência da dureza da carne de cordeiros Santa Inês na avaliação de consumidores
A maciez é um importante atributo de qualidade para os consumidores de carne. No entanto, não há dados específicos do impacto da maciez da carne ovina de Santa Inês sobre a percepção dos consumidores brasileiros. Portanto, o objetivo foi verificar a avaliação do consumidor de carne ovina apresentando diferentes forças de cisalhamento. Foram utilizados oito cordeiros da raça Santa Inês, que receberam a mesma dieta de terminação. Estes animais tinham 5 a 6 meses de idade e pesavam de 30 a 35 kg quando foram abatidos e suas meias carcaças foram utilizadas para obtenção de 16 amostras de Longissimus dorsi (LD). Estas foram distribuídas aleatoriamente entre quatro diferentes processamentos pós-abate (PA). Os LD usados para a obtenção da Carne Endurecida (CE) foram retirados logo após o abate (0h) e as amostras para os demais tratamentos foram retiradas na desossa às 24h PA. O tratamento para CE consistia em embalar o LD e mergulhá-lo em água a 0° C por duas horas, e logo após congelá-la. Para a obtenção da Carne Fresca (CF), o LD foi retirado na desossa (24h PA), embalado e congelado. E alguns dos bifes obtidos às 24 horas foram embalados a vácuo e maturados a 1°C durante três ou sete dias, que compõem a condição de Carne Maturada (CM) pós-morte, CM3 e CM7, respectivamente. Os principais dados obtidos foram de comprimento do sarcômero (CS), força de cisalhamento (FC), índice de fragmentação miofibrilar (IFM), bem como a aceitação de maciez, suculência e qualidade global por parte de 50 consumidores não treinados, usando escala hedônica de nove pontos. O CS foi de 1,44 μm para CE, significativamente (p<0,05) mais curto que observado para CF, CM3 e CM7, que não diferiram entre si, com valores de 1,84, 1,89, 1,85 μm (SEM=0,09), respectivamente. A CE alcançou FC média de 7,2 kgf, significativamente (P<0,05) mais alta que os três valores similares de 3,3, 3,1, 2,4 (SEM=0,44) observados para CF, CM3 e CM7, respectivamente. Quanto à IFM, os processos pós-abate tiveram diferença entre CE e CM7 (p<0,05), com IFM de 76,2 e 130,5, enquanto a CF e CM3 não diferiram entre os processos com valores de 97,9; 115,6; (SEM= 11,41), respectivamente. As amostras de CE receberam pontuação significativamente mais baixa (P<0,01) para todos os quesitos avaliados na análise sensorial, sendo textura 5,43, suculência 6,51 e qualidade global 5,92, os demais tratamentos tiveram notas acima de 7 para todas as características, mas não diferiram entre si (P<0,01). Os consumidores foram capazes de perceber e avaliaram negativamente a maciez da carne de cordeiro que apresentou alta força de cisalhamento quando comparada com carnes com valores que as caracterizariam como macias. As avaliações de suculência e qualidade global acompanharam a percepção da maciez. Concluiu-se que os consumidores percebem e avaliam negativamente carne de cordeiro com alto valor de força de cisalhamento. No entanto, os dados obtidos não foram capazes de elucidar impacto de diferenças menores na força de cisalhamento entre amostras duras e macias sobre a aceitação do consumidor não treinado.
2022-12-06T14:46:18Z
Giuliana Micai de Oliveira
Suplementação de lisolecitina em dietas com diferentes níveis e fontes de gordura para bovinos terminados em confinamento
O experimento 1 teve o objetivo de avaliar o efeito de dietas suplementadas com sais de cálcio de óleo de palma contendo diferentes concentrações (3,8% e 7,0%) de extrato etéreo (EE) e suas interações com níveis crescentes de inclusão de lisolecitina (0, 0,5 e 1 g por unidade percentual do extrato etéreo da ração) para tourinhos da raça nelore em fase de terminação. Um total de 234 tourinhos, previamente adaptados a dietas de alta energia, com peso inicial médio de 297 kg, foram alojados por 106 dias em 30 baias. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, em arranjo fatorial 3 x 2 (três níveis de lisolecitina e dois níveis de EE). A ingestão de matéria seca, ganho médio diário e peso corporal final foram menores para a dieta de bovinos alimentados com maior concentração de EE (P <0,05). Houve interação (P <0,1) entre o nível dietético de EE e a lisolecitina. A lisolecitina aumentou o ganho médio diário e o peso corporal final de bovinos alimentados com dietas contendo maior concentração de EE, mas não de bovinos alimentados com dietas contendo menor concentração de EE. O objetivo do experimento 2 foi avaliar o efeito de dietas com diferentes fontes de gordura (sais de cálcio de óleo de soja, sais de cálcio de óleo de palma e óleo de soja degomado) e dois níveis de lisolecitina (0 e 7 g / cabeça / dia). sobre a fermentação ruminal e digestibilidade do trato total de nutrientes. Um total de 30 novilhos Nelore foram alojados em 30 baias individuais por 30 dias (23 dias de adaptação e 7 dias de coleta). O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, em arranjo fatorial 3 x 2 (três fontes de gordura e dois níveis de lisolecitina). Houve interação entre fontes de gordura e lisolecitina para pH ruminal (P = 0.01), proporções molares no rúmen de acetato (P <0.01), propionato (P = 0.02), isobutirato (P <0.01), valerato (P <0.01), isovalerato (P <0,01) e concentração molar de AGV total (P = 0,09). De acordo com os dados, não houve efeito de interação (P> 0,05) entre a fonte de gordura e a lisolecitina para ingestão de matéria seca e a digestibilidade aparente dos nutrientes. A lisolecitina melhorou a fermentação ruminal de dietas com óleo de soja degomado e não teve efeito sobre a digestibilidade da EE independente da fonte de gordura, mas aumentou a digestibilidade aparente de fibra no trato total.
2022-12-06T14:46:18Z
Fernando Laerte Drago