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Susceptibilidade de lagartas dos biótipos milho e arroz de Spodoptera frugiperda (J.E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae) a inseticidas com diferentes modos de ação
O objetivo do trabalho foi avaliar a susceptibilidade de lagartas dos biótipos milho e arroz de Spodoptera frugiperda, a inseticidas com diferentes modos de ação. Os insetos foram coletados em milho e em arroz irrigado no agroecossistema de várzea, município de Pelotas, região que produz milho e arroz irrigado (lado a lado). Os experimentos foram realizados, em condições controladas de temperatura (25 ± 1°C), umidade relativa (70 ± 10%) e fotofase (14 horas), utilizando-se folhas do híbrido de milho Pionner 30F33 (40 dias após a emergência). As folhas pulverizadas em torre de Potter calibrada para aplicação de um volume de calda de 1,7 ± 0,305mg cm-2, foram colocadas em recipientes de plásticos com tampa, sendo individualizadas 25 lagartas de 3° ínstar de cada biótipo de S. frugiperda. Os inseticidas e concentrações avaliados foram: clorpirifós [Lorsban 480 BR, 0,960g i.a. L-1 (Organofosforado)], lambda-cialotrina [Karate Zeon 50 CE, 0,003g i.a. L-1 (Piretróide sintético)], lufenuron [Match CE, 0,006g i.a. L-1 (Aciluréia)], methoxifenozide [Intrepid 240 SC, 0,158g i.a. L-1 (Diacilhidrazina)] e spinosad [Tracer, 0,960g i.a. L-1 (Naturalyte)]. A avaliação da mortalidade foi realizada 24, 48, 72, 96 e 120 horas após o tratamento. O biótipo milho de S. frugiperda foi menos suscetível aos inseticidas lambda-cialotrina, lufenuron e methoxifenozide. Os inseticidas clorpirifós e spinosad foram eficientes no controle das lagartas dos biótipos milho e arroz de S. frugiperda.
2006
Busato,Gustavo Rossato Grützmacher,Anderson Dionei Garcia,Mauro Silveira Zotti,Moisés João Nörnberg,Sandro Daniel Magalhães,Taís Rodrigues Magalhães,Juliana de Bandeira
Rendimento de grãos de soja em função de diferentes sistemas de manejo de solo e de rotação de culturas
O objetivo do presente trabalho foi avaliar sistemas de manejo de solo e de rotação de culturas sobre o rendimento de grãos e componentes do rendimento de soja durante seis anos. Foram comparados quatro sistemas de manejo de solo - 1) plantio direto, 2) cultivo mínimo, no inverno e semeadura direta, no verão, 3) preparo convencional de solo com arado de discos, no inverno e semeadura direta, no verão e 4) preparo convencional de solo com arado de aivecas, no inverno e semeadura direta, no verão - e três sistemas de rotação de culturas: sistema I (trigo/soja), sistema II (trigo/soja e ervilhaca/milho ou sorgo) e sistema III (trigo/soja, ervilhaca/milho ou sorgo e aveia branca/soja). O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas e três repetições. O rendimento de grãos e o peso de 1.000 grãos de soja cultivada sob plantio direto e sob cultivo mínimo foi superior ao de soja cultivada sob preparo convencional de solo com arado de discos e com arado de aivecas. A maior estatura de plantas de soja ocorreu no plantio direto. O rendimento de grãos de soja cultivada após trigo, no sistema II, foi superior ao de soja cultivada após aveia branca e após trigo, no sistema III, e após trigo, no sistema I. O menor rendimento de grãos, peso de grãos por planta de soja e peso de 1.000 grãos ocorreu quando em monocultura (trigo/soja).
2006
Santos,Henrique Pereira dos Lhamby,Julio Cesar Barreneche Spera,Silvio Tulio
Estimativa da área de soja no Estado do Rio Grande do Sul por um método de amostragem
Este trabalho objetivou avaliar um método de amostragem por segmentos regulares na estimativa da área plantada com soja no Estado do Rio Grande do Sul. Um mapa temático das áreas com soja, oriundo da classificação multitemporal de imagens do satélite Landsat, ano-safra 2000/01, foi utilizado como dado de referência para comparação dos resultados. A área de estudo foi dividida em segmentos regulares de 1 x 1km e estratificada em relação ao percentual de soja cultivado no município, em três extratos: a) 0-20; b) 20-40 e c) 40-67%. Um método probabilístico foi utilizado para definir quatro números amostrais, representando 0,06, 0,12, 0,24 e 0,48% da área de estudo, sendo cada um sorteado aleatoriamente cem vezes. A estimativa da área de soja para cada sorteio foi calculada analisando-se a área de cada segmento sorteado sobre o mapa temático e então comparada ao dado de referência. Os melhores resultados foram obtidos para o maior número amostral, o qual teve baixo Coeficiente de Variação (5,2%), indicando que o método, além de fornecer a área plantada com soja, em nível estadual, pode ser usado para prever a área plantada no início da safra ou nos anos em que não se dispõe de imagens de satélite livres de nuvens. Os três melhores sorteios para o maior número amostral tiveram sua área de soja também quantificada através do mapeamento de imagens adquiridas no ano-safra subseqüente (2001/02). Neste caso, foi observado um incremento entre 11,4 e 12,5% em relação ao ano-safra 2000/01, indicando que o incremento informado pelo IBGE (8,8%) está subestimado.
2006
Rizzi,Rodrigo Rudorff,Bernardo Friedrich Theodor Adami,Marcos
Componentes genéticos de médias e depressão por endogamia em populações de milho-pipoca
Dez populações de milho-pipoca (PR 038, PR 079, RR 046, SC 016, PR 017, BRS Angela, SC 002, PR 009, PR 023 e SE 013) foram avaliadas com os objetivos de obter estimativas de depressão por endogamia e componentes genéticos de média. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em esquema de parcelas subdivididas, nos quais os tratamentos primários foram os níveis de endogamia (S1 e S0) e os tratamentos secundários as populações, com três repetições. O ensaio foi conduzido nas cidades de Maringá e Iguatemi-PR, no ano agrícola de 2001/2002. Foram avaliadas as características altura de plantas, altura de espigas, rendimento de grãos e capacidade de expansão. Foram observados menores valores de depressão por endogamia e predominância de efeitos gênicos aditivos para capacidade de expansão em relação ao rendimento de grãos. As populações BRS ANGELA e SC 002 apresentaram maior probabilidade de sucesso na obtenção de linhagens com boa capacidade de expansão.
2006
Scapim,Carlos Alberto Braccini,Alessandro de Lucca e Pinto,Ronald José Barth Amaral Júnior,Antônio Teixeira do Rodovalho,Marcos de Araújo Silva,Rodrigo Martins da Moterle,Lia Mara
Interferência da variabilidade da população de plantas de milho sobre a precisão experimental
Com objetivo de verificar a interferência da variabilidade entre repetições do número de dias da semeadura até 50% do florescimento masculino, da estatura de plantas na colheita e da população final de plantas no erro experimental da produtividade de grãos, foram usados os dados de 15 ensaios de competição de cultivares de milho, realizados no Estado do Rio Grande do Sul. Em cada ensaio, foi realizada a análise de variância e estimadas as correlações lineares residuais entre as variáveis. Foi então realizada a análise de trilha, usando a produtividade de grãos como variável principal. Nos 15 ensaios, foi realizada análise de variância da produtividade de grãos ajustada em função da população, por meio dos métodos de covariância da população média, covariância da população ideal e correção estratificada. Para reduzir o erro experimental da produtividade de grãos de milho, a escolha de cultivares e o manejo deve representar maior homogeneidade do número de plantas entre as repetições, independente do ciclo e da estatura de plantas.
2006
Cargnelutti Filho,Alberto Storck,Lindolfo Lopes,Sidinei José Lúcio,Alessandro Dal'Col
Lucratividade e risco de sistemas de produção de grãos com pastagens, sob sistema plantio direto
O objetivo deste estudo de cinco anos foi avaliar o desempenho de cinco sistemas de produção: sistema I (trigo/soja, ervilhaca/milho e aveia branca/soja); sistema II (trigo/soja, pastagem de aveia preta + ervilhaca/milho e aveia branca/soja); sistema III [pastagem perene de estação fria (festuca + trevo branco + trevo vermelho + cornichão)]; sistema IV [pastagem perene de estação quente (pensacola + aveia preta + azevém + trevo branco + trevo vermelho + cornichão)]; e sistema V (alfafa para feno). As parcelas dos sistemas III, IV e V, retornaram para o sistema I, a partir do verão de 1996. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com quatro repetições. Foram aplicados à receita líquida quatro tipos de análise nos sistemas de produção: análise da receita líquida, da média variância, da distribuição de probabilidade acumulada e da dominância estocástica. Pela análise da receita líquida e da média variância, não houve diferença significativa entre os sistemas estudados. O sistema IV mostrou-se a melhor alternativa de produção, levando-se em conta lucratividade e menor risco, pela análise da dominância estocástica.
2006
Fontaneli,Renato Serena Santos,Henrique Pereira dos Mori,Cláudia de
Seleção de genótipos de arroz tolerantes à salinidade durante a fase vegetativa
O objetivo deste trabalho foi avaliar o grau de tolerância e sensibilidade à salinidade de genótipos de arroz durante a fase vegetativa da planta. O experimento foi conduzido sob condições de telado, nas dependências da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária-IPA (Recife-PE), em 1996. Foram avaliados doze genótipos de arroz, sendo dez tolerantes e dois sensíveis à salinidade no estádio de desenvolvimento vegetativo. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com arranjo fatorial (doze genótipos x quatro níveis de NaCl), em três repetições. Os resultados constataram existência de variabilidade entre os genótipos de arroz na população estudada para tolerância e sensibilidade à salinidade. As linhagens PR492, PR504, CNA8250, CNA8262 e CNA8267 são tolerantes e a CNA8270, CNA8258, CNA8269, PR475 e PR477 são sensíveis à salinidade dos solos durante a fase vegetativa.
2006
Melo,Palmira Cabral Sales de Anunciação Filho,Clodoaldo José da Oliveira,Francisco José de Bastos,Gerson Quirino Tabosa,José Nildo Santos,Venézio Felipe dos Melo,Maria Rita Cabral Sales de
Consumo de água e perdas de nutrientes e de sedimentos na água de drenagem inicial do arroz irrigado
No Rio Grande do Sul (Brasil), a lavoura arrozeira é grande consumidora de água e apresenta potencial de contaminação de mananciais hídricos quando a drenagem inicial é realizada. Este trabalho teve como objetivo quantificar o consumo de água do arroz irrigado submetido a sistemas de cultivo (Experimento I) bem como verificar a concentração de nutrientes e de sedimentos em suspensão na água de drenagem inicial no pré-germinado, mix de pré-germinado e transplante de mudas (Experimento II). Os experimentos foram conduzidos em 2000/01 e 2001/02 (Experimento I) e 1999/00, 2000/01 e 2001/02 (Experimento II) em área de várzea em Planossolo Hidromórfico Eutrófico, arênico na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria (RS). No experimento I, o consumo de água no sistema convencional, cultivo mínimo, pré-germinado, mix de pré-germinado e transplante de mudas foi analisado no delineamento experimental em blocos ao acaso, com quatro repetições. O consumo de água não foi afetado pelos sistemas de cultivo variando de 5.431 a 6.422 e de 5.374 a 5.852m³ ha-1, respectivamente para 2000/01 e 2001/02. A quantidade de água necessária para o preparo inicial do solo no pré-germinado e transplante de mudas ou para a formação da lâmina dágua no mix de pré-germinado foi de 1.285m³ ha-1. No experimento II, os três anos agrícolas (1999/00, 2000/01 e 2001/02) com os três sistemas de cultivo (pré-germinado, mix de pré-germinado e transplante de mudas) foram comparados para quantificar as perdas de nutrientes e de sedimentos na água de drenagem inicial. As concentrações de nitrato, fósforo e magnésio na água foram similares entre os sistemas de cultivo. No mix de pré-germinado, a concentração de amônio e potássio foram maiores que no pré-germinado e transplante de mudas, com 3,85 e 7,70mg L-1 respectivamente. Contudo as perdas de nutrientes verificadas estiveram dentro de limites aceitáveis de acordo com a legislação vigente. A turbidez e a presença de sedimentos na água de drenagem inicial foi menor no mix de pré-germinado em comparação com o pré-germinado e transplante de mudas, indicando que a manutenção da água na lavoura nestes sistemas de cultivo é importante para sustentabilidade do ecossistema arroz irrigado e manutenção do potencial produtivo da cultura.
2006
Machado,Sérgio Luiz de Oliveira Marchezan,Enio Righes,Afrânio Almir Carlesso,Reimar Villa,Silvio Carlos Cazarrotto Camargo,Edinalvo Rabaiolli
Absorção de P, Mg, Ca e K e tolerância de genótipos de arroz submetidos a estresse por alumínio em sistemas hidropônicos
Solos com concentrações elevadas de alumínio (Al3+), podem prejudicar o desenvolvimento e a absorção de nutrientes de plantas de arroz. O objetivo do experimento foi avaliar o desempenho de dezoito genótipos de arroz quanto a absorção de P, Mg, Ca e K e identificar genótipos com bom desempenho quando submetidos ao estresse por Al3+ em sistema hidropônico. Foram utilizados quatro níveis de Al3+ (0, 10, 20 e 30mg L-1) e o delineamento experimental foi blocos casualizados com três repetições. As plântulas permaneceram em sistema hidropônico por 20 dias sob efeito dos tratamentos, e após foram avaliadas quanto ao comprimento de raízes (CR) e teores de P, Mg, Ca e K. Todas as variáveis apresentaram reduções significativas nos seus valores, e os genótipos apresentaram diferentes desempenhos na absorção de nutrientes frente aos tratamentos, com exceção do nutriente Mg que apresentou mesma resposta para todos os genótipos avaliados. Baseado na variável CR, os genótipos Felune e Taim foram considerados como mais tolerante e sensível ao Al3+, respectivamente. Para absorção de nutrientes, os genótipos apresentaram comportamentos muito diferenciais para cada elemento avaliado, sendo que também o genótipo Felune obteve elevados índices de absorção. Todas as variáveis revelaram correlações significativas entre si.
2006
Freitas,Fábio Almeida de Kopp,Mauricio Marini Sousa,Rogério Oliveira de Zimmer,Paulo Dejalma Carvalho,Fernando Irajá Félix de Oliveira,Antonio Costa de
Qualidade para processamento de clones de batata cultivados durante a primavera e outono no Rio Grande do Sul
A industrialização da batata (Solanum tuberosum L.) tem sido limitada no Brasil, quase que exclusivamente, pela falta de matéria-prima adequada. Alta qualidade do produto processado é dependente de altos teores de matéria seca, que reduz a absorção de óleo durante a fritura e confere crocância, e baixos teores de açúcares redutores, que mantêm a coloração clara das fritas. O objetivo deste trabalho foi identificar clones de batata de alta qualidade para processamento a partir da avaliação de tubérculos produzidos durante os cultivos de primavera de 2003 e outono de 2004 em Santa Maria, RS. O experimento foi conduzido em um fatorial (15 clones e duas épocas de cultivo) no delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições. Foram avaliados os clones Dakota Rose, SMINIAIporã, SMIJ461-1, SMIJ319-1, SMIJ456-4Y, SMID040-4RY, SMIE040-6RY, SMIC148-A, SMIF165-6RY, SMIH095-1, SMINIA90244-1, SMINIA793101-3, SMINIA95043-11, Macaca e Asterix nos cultivos de primavera de 2003 e outono de 2004 em Santa Maria, RS. As condições ambientais, durante o período de produção, influenciaram a qualidade pós-colheita dos tubérculos. Os clones SMIJ461-1, SMIJ319-1, SMIJ456-4Y, SMIC148-A, SMIDO40-4RY e SMIH095-1 foram os que apresentaram o melhor desempenho nas características desejáveis para processamento, sendo superiores a Asterix, cultivada para consumo de mesa ou para processamento na forma de chips nas diferentes regiões produtoras de batata. Dentre esses clones, SMIDO40-4RY e SMIH095-1 foram os menos influenciados pelas diferenças de temperatura e insolação típicas das épocas de cultivo de outono e primavera no RS. Os clones SMIJ461-1 e SMIJ456-4Y apresentaram maior teor de matéria seca e coloração mais clara do chips no cultivo da primavera.
2006
Freitas,Sérgio Tonetto de Bisognin,Dilson Antonio Gómez,Ana Cecília Silveira Sautter,Cláudia Kaehler Costa,Liege Camargo da Rampelotto,Marcos Vicente
Radiação solar em ambiente protegido cultivado com tomateiro nas estações verão-outono do Rio Grande do Sul
O crescimento e desenvolvimento de uma planta dependem da intensidade, qualidade e duração da radiação solar. Por esse fator ser de importância vital às plantas, o presente trabalho objetivou fazer uma avaliação sobre sua variação, bem como sobre a sua disponibilidade no interior do ambiente protegido durante o ciclo do tomateiro nas estações verão-outono em Pelotas, Rio Grande do Sul. O experimento foi conduzido de janeiro a junho de 2003 no Campus da Universidade Federal de Pelotas (latitude 31°52'S; longitude 52°21'W e altitude de 13m), em estufa plástica disposta no sentido Leste-Oeste, com área de 180m². A cultivar utilizada foi "Flora-dade", semeada em 24/01/03, transplantada no dia 28/02/03, sendo a última colheita em 12/06/03. Avaliou-se a radiação solar global externa (Rgext) e interna (Rgint), transmitância, radiação fotossinteticamente ativa (RFA) e o albedo da cultura a partir de sensores eletrônicos conectados a um "datalloger". Durante o ciclo da cultura, o total de Rgext foi 1161,21MJ m-2, enquanto a Rgint foi 881,85MJ m-2. A Rgint e a RFA apresentaram valores médios diários de 8,5MJ m-2 dia-1 e 3,4MJ m-2 dia-1, respectivamente. A transmitância média da cobertura plástica à radiação solar global foi de 76%. O albedo médio diário da cultura foi 0,23, com albedo de 0,17 nos estádios iniciais, 0,26 no período de máximo crescimento e 0,23 no final do ciclo.
2006
Beckmann,Márkilla Zunete Duarte,Georgea Rita Burck Paula,Viviane Aires de Mendez,Marta Elena Gonzalez Peil,Roberta Marins Nogueira
Desenvolvimento vegetativo, rendimento da fruta e otimização do abacaxizeiro cv. Pérola em diferentes níveis de irrigação
Apesar de ser uma planta com necessidades hídricas relativamente baixas, o abacaxizeiro tem demanda permanente de água, variável ao longo do ciclo e dependente do seu estádio de desenvolvimento. Assim, objetivou-se analisar volumes de irrigação no desenvolvimento vegetativo, no rendimento da fruta e na otimização do abacaxizeiro cv. Pérola. O experimento foi realizado na Universidade Federal de Sergipe, município de São Cristóvão (11°01'S, 37°12'W), no delineamento em blocos ao acaso, com quatro tratamentos (lâminas de água) (100% da evaporação do tanque Classe A (523,7mm ano-1); 75% da evaporação do tanque Classe A (392,8mm ano-1), 50% da evaporação do tanque Classe A (261,8mm ano-1) e 0% da evaporação do tanque Classe A, seis repetições e 12 plantas úteis por parcela. O sistema de irrigação foi por aspersão convencional disposto em linha, com pressão de 20mca e vazão de 1,33m3 h-1. A área foliar (cm²) mínima atingida de 4552,6cm² foi observada no volume de água de 122,9mm ano-1, enquanto a massa seca das folhas (147,6g) foi constatada com 17mm ano-1. O máximo comprimento da folha D (88,9cm) foi estimado com 532,7 mm ano-1. Já o máximo comprimento do fruto (23cm) foi observado na lâmina de 296,9mm ano-1. A massa do fruto máxima estimado de 1.736g foi constatado na lâmina de 356,4mm ano-1. No contexto, a irrigação contribui de forma positiva no desenvolvimento vegetativo e rendimento da fruta do abacaxizeiro. Ressalta-se remuneração mensal líquida de R$ 1.161,17ha-1, quando se adota lâmina de irrigação de 356,4mm ano-1.
2006
Melo,Alberto Soares de Netto,Antenor de Oliveira Aguiar Dantas Neto,José Brito,Marcos Eric Barbosa Viégas,Pedro Roberto Almeida Magalhães,Leila Thais Soares Fernandes,Pedro Dantas
Longevidade de inflorescências de lírio, de diferentes estádios de colheita, pré-tratadas com sacarose e tiossulfato de prata (STS)
A senescência é provocada por mudanças fisiológicas e bioquímicas como degradação do amido e clorofila, aumento da respiração e produção de etileno. O tratamento de flores cortadas com STS constitui uma das formas de inibir a produção ou ação do fitormônio. Para avaliar os efeitos do STS, em combinação ou não com sacarose, aplicado em solução de condicionamento, sobre a longevidade e a qualidade de inflorescências cortadas de lírio, variedade Ace, hastes com 3 botões de diferentes idades, foram tratadas com solução de sacarose 5% por 12 horas; solução de STS 1mM por 15 minutos; solução de STS (15 minutos) + solução de sacarose por 12 horas e controle (água destilada). Foram avaliados: comprimento e abertura dos botões, teor relativo de água e teor de clorofila na folha e longevidade. A longevidade das inflorescências de lírio, variedade Ace, é influenciada pelos estádios de colheita, obtendo-se maior longevidade no estádio mais jovem, A. Inflorescências colhidas no estádio A apresentam maior diâmetro quando pré-tratadas com STS; todavia, este tratamento compromete a abertura dos botões e a qualidade das flores. A sacarose possibilita a abertura dos botões colhidos no estádio A e aumento da vida útil da flor. Assim, o uso de solução de sacarose, na concentração de 5% permite a colheita de inflorecências de lírio em estádio prematuro, obtendo-se maior vida de vaso da flor cortada.
2006
Barbosa,José Geraldo Medeiros,Andréa Rejane Santana Finger,Fernando Luiz Reis,Fernando Pinheiro Álvares,Virgínia de Souza Barbosa,Mauricio Soares
A aptidão de uso da terra como base para o planejamento da utilização dos recursos naturais no município de São João do Polêsine - RS
A falta de conhecimento da aptidão de uso da terra e do planejamento adequado da sua utilização tem sido fato freqüente ocasionando impactos negativos ao meio ambiente. Neste sentido, os objetivos deste trabalho foram determinar a aptidão de uso, uso atual e os conflitos de uso da terra, visando contribuir para o planejamento racional dos recursos naturais no município de São João do Polêsine (SJP), RS. A análise ambiental foi efetuada através da integração de diferentes planos de informações como solos, relevo, hidrografia, aptidão agrícola, uso das terras e áreas de preservação permanente (APP). SJP apresenta mais de 50% de sua área destinada a atividades agropecuárias, 14,8% do município enquadra-se como APP, sendo a metade dessa área utilizada inadequadamente. Os principais problemas relacionam-se com a utilização inadequada dos seus recursos naturais, sem considerar a legislação ambiental e a aptidão das terras no processo de planejamento.
2006
Pedron,Fabrício de Araújo Poelking,Everton Luís Dalmolin,Ricardo Simão Diniz Azevedo,Antonio Carlos de Klant,Egon
Sistemas de preparo de solo e acúmulo de metais pesados no solo e na cultura do pimentão (Capsicum Annum L.)
Este trabalho teve por objetivos determinar a influência de diferentes métodos de preparo do solo sobre as perdas por erosão de metais pesados e na contaminação do solo e de frutos de pimentão (Capsicum annuum L.) com esses elementos. A avaliação foi realizada durante os meses de dezembro de 1999 a março de 2000, no ciclo de cultivo do Pimentão (Capsicum annuum L.). Foram utilizadas parcelas do tipo Wischmeier, de tamanho de 22,0 x 4,0m. Os tratamentos utilizados foram os seguintes: (i) aração com trator morro abaixo e queima dos resíduos vegetais (MAQ); (ii) aração com trator morro abaixo e não queima dos resíduos vegetais (MANQ); (iii) aração com tração animal em nível, faixas de capim colonião a cada 7,0m (AA) e (iv) cultivo mínimo, com preparo de covas em nível (CM). As perdas mais elevadas de metais pesados por erosão foram verificadas no tratamento MAQ, típico da região. A concentração de Pb no fruto in natura, nos quatros sistemas de preparo do solo, e de Cd no CM estiveram acima dos limites permitidos para alimentos in natura, estando impróprios para o consumo humano Os resultados obtidos neste trabalho permitem concluir que o uso intensivo de agroquímicos associados às elevadas perdas de solo por erosão pode determinar sérios riscos de contaminação do solo, água e alimentos produzidos.
2006
Núñez,José Ezequiel Villarreal Amaral Sobrinho,Nelson Moura Brasil do Mazur,Nelson
Regionalização da agricultura do Estado do Paraná, Brasil
Este trabalho apresenta uma caracterização da agricultura do estado do Paraná com base em trinta e cinco variáveis extraídas do Censo Agropecuário de 1995/96 e duas variáveis extraídas do Mapa de Aptidão Agrícola das Terras. As mesmas dizem respeito ao acesso à terra, uso da terra, uso de tecnologias químicas e mecânicas, uso de capital, relações de trabalho, terceirização, fertilidade natural dos solos e possibilidade de mecanização. A Análise Fatorial com trinta e sete variáveis permitiu descrever os sete fatores principais que explicaram 66,7% da variância. A Análise de Agrupamento dos valores dos sete fatores permitiu classificar dez tipos de municípios, organizados em nove mesorregiões.
2006
Fuentes Llanillo,Rafael Del Grossi,Mauro Eduardo Santos,Flávio Oliveira dos Munhos,Paula Daniela Guimarães,Maria de Fátima
Dependência espacial da resistência do solo à penetração e do teor de água do solo sob cultivo contínuo de cana-de-açúcar
O cultivo intensivo dos solos e a utilização de máquinas e equipamentos pesados promovem a compactação do solo. A resistência do solo à penetração é uma medida que detecta esta compactação, contudo ela é fortemente influenciada pelo teor de água no solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do teor de água no solo na variabilidade espacial da resistência do solo à penetração em um Latossolo Vermelho distrófico. Uma área de 1ha cultivada há 40 anos com cana-de-açúcar foi amostrada nos pontos de cruzamento de uma malha, com intervalos regulares de 10m, perfazendo um total de 100 pontos. As amostras de solo foram coletadas nas profundidades de 0,00-0,15m, 0,15-0,30m e 0,30-0,45m, 24 e 72 horas após uma chuva de 38mm. Resultados de resistência do solo à penetração indicaram um estado alto de compactação nas duas épocas de amostragem. O teor de água no solo afetou consideravelmente a variabilidade espacial da resistência do solo à penetração e quanto maior o teor de água menor foi a dependência espacial. A malha de amostragem deve ser mais adensada em relação à utilizada neste estudo quando o teor de água no solo for superior ao observado 72 horas após a chuva, a fim de se avaliar a variabilidade espacial para a resistência do solo à penetração.
2006
Souza,Zigomar Menezes de Campos,Milton César Costa Cavalcante,Ítalo Hebert Lucena Marques Júnior,José Cesarin,Luiz Gilberto Souza,Sandro Rogério de
Herança da resistência à ferrugem da folha da aveia (Puccinia coronata f. sp. avenae Fraser & Led.) em genótipos brasileiros de aveia branca
A ferrugem da folha da aveia é a moléstia mais importante que ataca a cultura da aveia, ocorrendo em praticamente todas as áreas em que a aveia é cultivada. A forma mais indicada para o seu controle é a utilização de cultivares resistentes. Contudo, para que seja alcançada a resistência durável ao patógeno, é necessário que se conheça a genética da resistência à ferrugem da folha em aveia. O objetivo foi determinar a forma de herança da resistência a três isolados de Puccinia coronata f. sp. avenae Fraser & Led., (coletados no sul do Brasil) em genótipos brasileiros de aveia branca. Para a determinação da herança da resistência a cada um dos três isolados, foram utilizadas populações F2 geradas por meio de cruzamentos artificiais, entre genótipos resistentes (R) e suscetíveis (S) e entre genótipos resistentes (R). Desta forma, foram utilizadas populações F2 dos cruzamentos artificiais entre: i) URPEL 15 (R) x UFRGS 7 (S), UPF 16 (R) x UFRGS 7 (S) e URPEL 15 (R) x UPF 16 (R), para a determinação da herança da resistência ao isolado um (1); ii) URPEL 15 (R) x UFRGS 7 (S), UPF 18 (R) x UFRGS 7 (S) e URPEL 15 (R) x UPF 18 (R), para a determinação da herança da resistência ao isolado dois (2); iii) URPEL 15 (R) x UFRGS 7 (S) e URPEL 15 (R) x UPF 18 (S), para a determinação da herança da resistência ao isolado três (3). Os resultados obtidos evidenciaram que o genótipo URPEL 15 apresenta genes dominantes de resistência aos três isolados de ferrugem da folha da aveia avaliados, que o cultivar UPF 16 apresenta um gene recessivo de resistência ao isolado 1 e o cultivar UPF 18 apresenta um gene recessivo de resistência ao isolado 2. E que os genes de resistência apresentados pelos genótipos URPEL 15, UPF 16 e UPF 18, segregam de forma independente.
2006
Vieira,Eduardo Alano Carvalho,Fernando Irajá Félix de Chaves,Márcia Soares Oliveira,Antonio Costa de Silva,José Antônio Gonzalez da Bertan,Ivandro Schmidt,Douglas André Mallman Ribeiro,Guilherme Finatto,Taciane Silveira,Gustavo da
Parâmetros ecocardiográficos em modo unidimensional de cães da raça Poodle miniatura, clinicamente sadios
No Brasil, a população canina da raça Poodle, principalmente a variação miniatura, cresce em progressão geométrica, sendo esta raça freqüentemente acometida por cardiopatias congênitas e adquiridas. O escopo deste estudo foi padronizar e avaliar os parâmetros ecocardiográficos em modo unidimensional (M) de cães da raça Poodle miniatura, devido ao aumento populacional da mesma, a variação existente destes parâmetros entre as raças caninas e as diversas cardiopatias às quais os Poodles são predispostos. Foram utilizados 30 cães, da referida raça, sendo 09 machos e 21 fêmeas com idades entre 2 a 7 anos (3,87±1,55) e peso corpóreo variando de 2,0 a 8,7 quilos (4,49±1,38). Os cães incluídos neste estudo foram considerados sadios, após terem sido submetidos aos exames físico, laboratoriais, eletrocardiográfico, radiográfico e à mensuração da pressão arterial. Após a realização do exame ecocardiográfico e a análise dos resultados, foi possível obter os valores de referência do exame ecocardiográfico, em modo M, para os cães da raça Poodle miniatura e, ainda, sugerir que o peso corpóreo e altura podem exercer influência sobre os parâmetros ecocardiográficos.
2006
Yamato,Ronaldo Jun Larsson,Maria Helena Matiko Akao Mirandola,Regina Mieko Sakata Pereira,Guilherme Gonçalves Yamaki,Fernanda Lie Pinto,Ana Carolina Brandão de Campos Fonseca Nakandakari,Elina Célia
O polissacarídeo do Anacardium occidentale L. na fase inflamatória do processo cicatricial de lesões cutâneas
O efeito do polissacarídeo de Anacardium occidentale L. (POLICAJU) foi avaliado na fase inflamatória do processo cicatricial em camundongos (Mus musculus) Swiss (n=90), organizados de acordo com o tratamento empregado: Grupo I (NaCl 150mM), Grupo II (ácido ascórbico 75mg ml-1) e Grupo III (emulsão contendo POLICAJU 150mg ml-1 preparado em ácido ascórbico 75mg ml-1). As lesões cutâneas foram realizadas assepticamente na região torácica dorsal e cada ferida foi tratada em dose única (200µl) imediatamente após a cirurgia. As feridas foram avaliadas diariamente sob o ponto de vista clínico e histopatológico até o 6° dia de pós-operatório (PO). No 5° dia PO, observou-se um menor percentual de edema e hiperemia no Grupo III em relação aos grupos controle, ao passo que os valores de área da ferida e do percentual de contração não foram estatisticamente significativos. A avaliação histopatológica do grupo tratado com POLICAJU demonstrou a presença de tecido de granulação fibrovascular no 6° dia PO, enquanto os grupos controle apresentavam tecido de granulação com padrão vascular. O tratamento proposto propiciou sinais flogísticos menos acentuados (edema e hiperemia) durante o período inflamatório, compatível com o processo de reparação mais avançado do ponto de vista histopatológico, sugerindo a possível utilização clínica da emulsão contendo POLICAJU.
2006
Schirato,Giuliana Viegas Monteiro,Flaviane Maria Florêncio Silva,Flávio de Oliveira Lima Filho,José Luís de Leão,Ana Maria dos Anjos Carneiro Porto,Ana Lúcia Figueiredo