RCAAP Repository
Aprendizagem científica no facebook
Neste artigo apresentamos os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo investigar o papel do Facebook na aprendizagem científica. Foram analisados os Diálogos de Aprendizagem Informal (DIAI) trocados no Facebook, entre quatro grupos de ensino médio e estudantes de graduação das instituições de ensino no estado do Paraná, ao longo de um período de dez meses no ano de 2012. Os dados foram analisados de acordo com os Focos da Aprendizagem Científica (FAC), assumidos como categorias a priori e indicadores de aprendizagem científica. Através deste estudo foi possível obter evidências de aprendizagem científica em conversas postadas pelos alunos neste cenário virtual. Este fato levou-nos a considerar que, para os grupos analisados o Facebook teve um papel importante no processo de aprendizagem, podendo ser utilizado como um recurso de ensino na promoção de uma maior participação e interação dos alunos e melhorar a relação dos mesmos com o conteúdo escolar. Em vários momentos os DIAIs contribuíram para a construção e desenvolvimento do conhecimento e o compartilhamento de informações relacionadas com os temas propostos em sala de aula.
2015
Pedro, Clelder Luiz Passos, Marinez Meneghello Arruda, Sergio de Mello
Atividade cooperativa no formato jigsaw: um estudo no ensino superior de química
Desde o início da década de 1970, a discussão a respeito das formas de organização e da efetividade das atividades didáticas pautadas nos princípios da aprendizagem cooperativa vem se destacando em vários países. No presente trabalho aplicamos uma atividade didática de caráter cooperativo (formato jigsaw), em disciplina de comunicação científica oferecida a graduandos em química, na qual investigamos a dinâmica das interações estabelecidas entre os alunos, dentro dos seus respectivos grupos, a partir da análise das seguintes dimensões: funções de fala, processamento cognitivo e processamento social. As dimensões analisadas sugerem que a atividade mostrou-se efetiva, no que diz respeito ao desenvolvimento de condições para a aprendizagem cooperativa com foco no desenvolvimento de habilidades sociais, sem, no entanto, comprometer o aprendizado de conteúdos da disciplina. As percepções dos alunos com relação à atividade indicaram a sua boa receptividade.
2015
Teodoro, Daniel Lino Cabral, Patrícia Fernanda de Oliveira Queiroz, Salete Linhares
A saúde enquanto tema transversal em livros didáticos de ciências para os anos iniciais do ensino fundamental
Este estudo objetivou verificar a presença de conteúdos relacionados à saúde, enquanto Tema Transversal, em livros didáticos de Ciências distribuídos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Foram analisados oito volumes destinados aos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, para a eleição dos critérios e categorias de análise utilizou-se como referência o documento dos Parâmetros Curriculares Nacionais, correspondente à apresentação dos Temas Transversais, e os documentos específicos sobre o Tema Transversal saúde. Como resultados, a saúde não foi tratada como Tema Transversal, apenas poucos conteúdos aproximaram-se dessa abordagem. Torna-se indispensável que outros recursos e outras fontes de informações sejam utilizados em complemento ao livro didático, pois o mesmo não pode servir como único suporte didático para o estudo da saúde enquanto um Tema Transversal.
2015
dos Santos, Marcelli Evans Telles Ocampo, Daniel Morin Lopes, Mario Olavo da Silva de Souza, Diogo Onofre Gomes Folmer, Vanderlei
Sistemática filogenética em revista de divulgação científica: análise da Scientific American Brasil
Este trabalho analisa como artigos de Divulgação Científica (DC) abordam a Sistemática Filogenética, o atual paradigma da classificação biológica. Foram selecionados 15 artigos da versão on line da Revista Scientific American Brasil, encontrados por palavras-chave relacionadas à temática analisada e classificados quanto à temática central, como evolução, classificação biológica e saúde. Foram encontrados 11 conceitos de Sistemática Filogenética, como grupo-irmão, grupo monofilético e sinapomorfia, porém alguns foram substituídos por explicações ou sinônimos. Os artigos com linguagem mais elaborada, contendo termos científicos, equipararam-se àqueles com um texto mais simplificado. Dois artigos utilizaram analogias e metáforas como recurso narrativo para facilitar o entendimento de conceitos referentes à Sistemática Filogenética. A partir desta análise, infere-se que os artigos possuem características peculiares que os tornam apropriados para o uso em sala de aula, porém o papel mediador do professor torna-se fundamental no sentido de esclarecer trechos de difícil entendimento ou conceitos ainda não trabalhados.
2015
de Souza, Pedro Henrique Ribeiro Rocha, Marcelo Borges
Potencialidades do ensino por investigação para promoção da motivação autônoma na educação científica
No ensino de ciências o desinteresse e a baixa qualidade de motivação e engajamento dos estudantes no processo de construção de seus conhecimentos são significativos. Além disso, pesquisas da área ressaltam que há um declínio da motivação para aprender ciências, ao longo do processo de escolarização. Neste artigo, objetivamos evidenciar como a Teoria da Autodeterminação e o Ensino por Investigação podem compor uma abordagem teórica consistente para subsidiar a estruturação e o encaminhamento de ações de ensino-aprendizagem favoráveis à promoção da motivação autônoma de estudantes. Mediante a articulação teórica apresentada, defende-se que ações de ensino por investigação possibilitam ajudas apropriadas para atender tanto os elementos relativos à demanda cognitiva dos estudantes quanto àqueles inerentes à sua dimensão motivacional.
2015
Clement, Luiz Custódio, José Francisco Alves Filho, José de Pinho
Formação reflexiva de professores de ciências e enfoque ciência, tecnologia e sociedade: possíveis aproximações
O objetivo desse ensaio é discutir a orientação dos pressupostos teóricos do enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) para a formação reflexiva de professores, visando identificar aproximações entre essas correntes teóricas, bem como as possíveis contribuições para a formação de professores de Ciências. Assim, iniciamos apresentando brevemente algumas abordagens do enfoque CTS no ensino, bem como as diferentes tradições do conceito de reflexão na formação de professores, estabelecendo relações entre essas e os modelos de formação docente. Concluímos, apontando aspectos que favorecem aproximações entre o enfoque CTS e a formação reflexiva de professores, como a relevância das dimensões sociais e políticas, a tendência democrática e emancipatória, a relevância dos aspectos conceituais e a prática social.
2015
Binatto, Priscila Franco Chapani, Daisi Teresinha Duarte, Ana Cristina Santos
O caráter dual do termo interdisciplinaridade na literatura, nos documentos educacionais oficiais e nos professores de química
Interdisciplinaridade é um termo bastante mencionado no contexto educacional, embora as interpretações nem sempre sejam convergentes. Neste trabalho realiza-se um panorama sobre concepções de interdisciplinaridade na literatura e nos documentos oficiais brasileiros e faz-se um paralelo com as concepções expressas por professores pesquisadores universitários e professores de química da educação básica. Foram investigados dezesseis professores, seis dos quais atuaram também como consultores do MEC na elaboração dos documentos oficiais. Os dados se basearam em entrevistas semiestruturadas e, a partir das unidades de análise foram construídos mapas cognitivos. Os resultados revelam duas interpretações de interdisciplinaridade coexistentes: pelo professor e entre professores. A interdisciplinaridade pelo professor pressupõe que um professor de uma dada disciplina faça avanços em outras disciplinas. A interdisciplinaridade entre professores pressupõe um grupo de professores de distintas disciplinas trabalhando um mesmo tópico. Os dados apontam que a interdisciplinaridade convive com orientações diversas, o que pode estar dificultando sua implantação.
2015
Berti, Valdir Pedro Fernandez, Carmen
Manifestações de obstáculos gnosiológicos para a seleção de conteúdos na implementação de um currículo crítico em ciências naturais
A partir de investigação prévia que buscou caracterizar critérios adotados para a seleção de conteúdos na área de ciências naturais com professores da rede pública de Sorocaba-SP, o presente artigo procura identificar possíveis manifestações de obstáculos gnosiológicos na seleção de conteúdos para a implementação de um currículo crítico de ciências. Para tanto, foi realizada uma visita a referenciais teóricos, relacionados às bases epistemológicas envolvidos com a prática curricular. A partir de entrevistas semiestruturadas, foi realizada uma pesquisa exploratória envolvendo 6 professores de ciências da mesma rede pública. Tal estudo aventou possíveis obstáculos gnosiológicos na seleção dos conteúdos: medo da liberdade, negação da descontinuidade na produção do conhecimento científico, pretensão da verdade científica e “arrogância epistemológica”. A pretensão do trabalho é buscar contribuições para o processo de formação de professores para o ensino de ciências.
2015
Alves, Anaí Helena Basso da Silva, Antônio Fernando Gouvêa
Um sentido social para a divulgação científica: perspectivas educacionais em visitas a laboratórios científicos
O presente artigo apresenta uma reflexão sobre o sentido social da divulgação científica, que se configura nas pesquisas atuais em ensino de ciências. Reconhece a relevância das dimensões educacionais, busca identificar ações que possam enriquecer o trabalho docente. Visando produzir atividades de divulgação que promovam uma interação com o espaço formal, é apresentada uma perspectiva sociológica para a análise de situações concretas. Nesse processo, são investigadas as ações de dois atores relevantes: cientistas e professores da escola básica, introduzindo suas falas. Aborda-se a teoria da comunicação científica de Daniel Jacobi, baseada na teoria de campos de Pierre Bourdieu, com o objetivo de compreender as ações dos cientistas ao divulgarem seus trabalhos. Complementa-se tal debate reconhecendo, a partir das demandas desses dois espaços sociais distintos, dimensões que possam se mostrar profícuas na construção de ações para uma divulgação científica comprometida com o espaço escolar.
2015
Watanabe, Graciella Kawamura, Maria Regina Dubeux
A epistemologia de Fleck: uma contribuição ao debate sobre a natureza da ciência
O objetivo deste trabalho é discutir ideias de Ludwik Fleck através de uma síntese do estudo de caso realizado por Fleck sobre a doença sífilis articulada a um episódio da história da ciência, a reação de Wassermann, e sua relação com outros conhecimentos históricos. Aspectos fundamentais da teoria do conhecimento de Fleck são apresentados ao longo desta síntese, tendo presente que suas ideias não são recentes, mas entendendo que mantêm certa atualidade quando confrontadas com características do trabalho científico atual, especialmente na Física Moderna. Visa também contribuir com o debate epistemológico em curso na literatura e discutir o potencial das categorias propostas por Fleck para uma melhor compreensão de aspectos associados à Educação em Ciências.
2015
Massoni, Neusa Teresinha Moreira, Marco Antonio
Hortas escolares: possibilidades de anunciar e denunciar invisibilidades nas práticas educativas sobre alimentação e saúde
O artigo baseia-se em pesquisa que busca identificar parâmetros para hortas escolares. Sob a ótica da Complexidade, da Sociologia das ausências, da Agroecologia e da Agricultura urbana, realizou-se Análise textual discursiva de experiências com hortas escolares de diferentes regiões do Brasil e de uma experiência emblemática de exercício de práxis para a estruturação físico-pedagógica da horta em escola pública urbana. Correlaciona-se a saúde do escolar e do agricultor nas atividades agrícolas, apontando negligências. Se um objetivo da horta escolar é a construção de conceito amplo de alimentação saudável, esse deve pressupor um sistema produtivo igualmente saudável. A atenção à proteção e à segurança do escolar na horta pode contribuir para dar visibilidade das condições de trabalho do agricultor, sendo um parâmetro relevante para a Educação alimentar e nutricional. Sugere-se a adequação de materiais e procedimentos aos escolares nas hortas.
2015
Silva, Elizabete Cristina Ribeiro da Fonseca, Alexandre Brasil Carvalho Dysarz, Fernanda Pereira Reis, Ernani Jardim
Ensino de ciências nos anos iniciais e a formação continuada de professores em ambientes virtuais colaborativos
Este trabalho apresenta resultados de pesquisa em ensino de ciências na formação continuada, modalidade a distância, de professores dos anos iniciais. O objetivo foi analisar as contribuições de uma disciplina do curso de Licenciatura em Pedagogia, orientada metodologicamente pelos princípios do educar pela pesquisa, para as práticas desses professores relacionadas ao ensino de ciências. Também se teve como meta avaliar o fórum de discussões da disciplina como espaço virtual colaborativo de aprendizagem. O material empírico constituiu-se das manifestações postadas pelos professores no fórum de discussão da disciplina. A pesquisa caracterizou-se metodologicamente como de natureza qualitativa, e as interpretações foram realizadas a partir dos pressupostos da Análise Textual Discursiva. Concluiu-se que a disciplina motivou reflexões a partir das trocas de experiências dos participantes relatadas no fórum, o que gerou possibilidades de ressignificação da própria prática pedagógica e ampliou os conhecimentos de ciências e seu ensino.
2015
Flores, José Francisco da Rocha Filho, João Bernardes Samuel, Lucius Rafael Sichonany
Psicologia de um Vencido
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Apresentação
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2015
Flores, Cláudia Regina Guimarães, Leandro Belinaso
Memórias ilustradas: aproximações entre formação docente, imagens e personagens botânicos
O presente artigo discute uma dimensão mais cultural do ensino de Botânica a partir do uso de memórias ilustradas dos alunos de licenciatura sobre essa temática. O trabalho tem como base a discussão da cegueira botânica e a importância de atribuir às plantas identidade e protagonismos nas intervenções de ensino e aprendizagem. Tal dimensão pode ser construída a partir do resgate das histórias, das memórias pessoais dos alunos, bem como das narrativas culturais sobre os personagens botânicos em filmes, documentários, música, poesias, ciências, literatura etc. O trabalho desenvolveu-se principalmente a partir dos desenhos e fotografias reunidos pelos alunos e as histórias a eles relacionadas ao longo de três encontros. Essa atividade levou para o ensino de botânica a utilização de imagens e cenários pouco explorados pelo currículo escolar, mas que, no decorrer das atividades, se mostraram potencializadores de uma experiência plena de sentido.
2015
Machado, Clara de Carvalho Amaral, Marise Basso
Narrativa de viagens: espaços não formais de educação (des)encantando a formação inicial de uma professora de biologia
O texto discute a vivência de uma professora em formação inicial em espaços não formais de educação. Acompanhada de professores da escola básica em vários passeios / visitas à museus de Ciência e de Arte, a professora em formação inicial se encanta com as diversas linguagens e conexões entre Ciência e Arte e escreve uma narrativa. A escrita provoca pensamentos que contribuem para que sua formação docente seja significada por linguagens visuais, artísticas, sensoriais e emotivas, além da linguagem científica.
2015
Schmidt, Mariane Guido, Lucia Estevinho
“Livres para voar”: o museu nacional do rio de janeiro nas imagens e palavras de uma professora e seus alunos do ensino médio
A importância dos espaços não formais como meio de divulgação e ambientes educativos é ressaltada e defendida por inúmeros autores. Entretanto, pouco se discute sobre as experiências estéticas vividas em tais espaços. Experiências essas que podem ser definidas como encontros, como vivências que em muito podem auxiliar na produção de saberes. Poderia a fotografia nos revelar tais experiências? Ou mesmo nos mostrar como se dá a relação com aquele espaço? No intuito de obter algumas respostas, buscamos observar como é a relação dos alunos(as) do Ensino Médio com o Museu Nacional do Rio de Janeiro através de fotografias e legendas produzidas por eles(as) e sua professora de biologia. Destacamos o cuidado estético ao produzir tais imagens e sua relação de descoberta com o espaço. A professora, ao contrário, tem a preocupação de inserir seus estudantes naquele espaço. Assim, são eles(as) os mais retratados em suas fotografias. A fotografia se mostrou um bom instrumento de análise e discussão das vivências obtidas em espaços não formais, assim como uma ponte entre esses ambientes e o espaço escolar.
2015
Moraes, Vinícius dos Santos Amaral, Marise Basso