RCAAP Repository

Pseudo-aneurisma de artéria tibial posterior pós-tratamento de fratura de perna com fixador externo: relato de caso e revisão da literatura

Este trabalho descreve um caso de pseudo-aneurisma da artéria tibial posterior devido ao uso de fixador externo para tratamento de fratura dos ossos da perna (técnica de Ilizarov), bem como as técnicas utilizadas para seu tratamento. A compressão guiada por ultra-som e a injeção de trombina guiada por ultra-som foram realizadas, sem sucesso. O tratamento definitivo do pseudo-aneurisma e reconstrução arterial foi conseguido através do tratamento cirúrgico clássico, usando enxerto interposto de veia safena magna homóloga invertida. As indicações, vantagens e desvantagens das técnicas de tratamento não invasivo (compressão guiada por ultra-som e injeção de trombina guiada por ultra-som) e as possíveis causas de sua incapacidade na obliteração do pseudo-aneurisma são discutidas. Também foi realizada a revisão de casos de pseudo-aneurisma da artéria tibial posterior na literatura médica, encontrando-se apenas um caso semelhante, entre 24 publicados.

Year

2007

Creators

Morais Filho,Domingos de El Hosni Jr.,Ramzi Abdallah Diniz,Carlos Alberto Morselli Perozin,Igor Schincariol Gonçalves,Juliana Palmeira Diniz,José Antônio Morselli

Aneurisma de aorta abdominal justa-renal: correção endovascular combinada com derivação ilíaco-renal direita para criar colo proximal adequado

Homem de 78 anos de idade, portador de múltiplas morbidades clínicas deu entrada na emergência com um aneurisma de aorta abdominal justa-renal em condições hemodinâmicas estáveis. A tomografia computadorizada caracterizou aneurisma de 6 cm de diâmetro, e a distância do colo proximal do aneurisma era de 5 mm em relação à artéria renal direita e 28 mm à esquerda. Em virtude das condições clínicas do paciente, optou-se pelo reparo endovascular, mas previamente fez-se uma derivação ilíaco-renal direita com enxerto de politetrafluoretileno, via retroperitoneal para se criar um colo proximal adequado. Após quatro dias, o aneurisma de aorta abdominal foi corrigido colocando-se uma endoprótese Excluder® sem intercorrências. O seguimento pós-operatório evidenciou boa perfusão do rim esquerdo e ausência de migração ou endoleak da endoprótese. Este caso ilustra a combinação de técnicas para tornar possível o reparo de aneurisma de aorta abdominal justa-renal em pacientes de alto risco cirúrgico e anatomia desfavorável.

Year

2007

Creators

Bredarioli,Matheus Dalio,Marcelo Bellini Bezerra,Cleber Aparecido Pita Piccinato,Carlos Eli Cherri,Jesualdo

Malformação de veia cava inferior e trombose venosa profunda: fator de risco de trombose venosa em jovens

A ausência da veia cava inferior, alteração no processo de formação embriológica que ocorre entre a sexta e a oitava semanas de gestação, é uma rara anomalia congênita. Porém, recentemente foi confirmada como sendo um fator de risco importante para o desenvolvimento de trombose venosa profunda, especialmente em jovens. Apresentamos um caso de trombose em veias cava inferior, ilíacas, femorais e poplíteas num jovem de 16 anos com agenesia de um segmento de veia cava infra-renal e veia renal esquerda retroaórtica.

Year

2007

Creators

Onzi,Renan Roque Costa,Luiz Francisco Angnes,Regis Fernando Domingues,Luciano Amaral Moraes,Paulo Scaffaro,Leandro Armani Stapenhorst,Carolina Mancuzo

Tratamento de linfocele inguinal pós-operatória com injeção de cola de fibrina: relato de caso

O paciente desenvolveu linforragia na região inguinal direita, depois de ponte aorto-bifemoral com enxerto de dácron®. Não respondeu ao tratamento conservador com cuidados locais e compressão. Foi realizado exame de ultra-sonografia Doppler, que evidenciou grande linfocele (6,4 x 3,36 x 6,1 cm), tratada pelo esvaziamento da loja por aspiração e injeção de cola de fibrina (1,6 mL) em seu interior. O paciente se recuperou sem intercorrências e sem recidiva, após 3 meses de seguimento.

Year

2007

Creators

Boaventura,Priscila Nunes Sobreira,Marcone Lima Yoshida,Winston Bonetti Rollo,Hamilton Almeida

Derivação arterial extra-anatômica no segmento aorto-ilíaco: experiência de 15 anos

RESUMO CONTEXTO: As derivações extra-anatômicas, sendo procedimentos cirúrgicos alternativos à cirurgia clássica, têm como principal objetivo simplificar um procedimento de grande porte como a restauração aorto-femoral. OBJETIVOS: Analisar os resultados a longo prazo das derivações extra-anatômicas no segmento aorto-ilíaco. MÉTODOS: Estudo longitudinal retrospectivo envolvendo 79 derivações extra-anatômicas no segmento aorto-ilíaco, realizadas em 75 pacientes, no período de dezembro de 1991 a dezembro de 2006. RESULTADOS: Média de idade foi 64,2 anos, com predominância pelo gênero masculino (64%). A isquemia crítica foi a responsável pela maioria das indicações cirúrgicas (86,1%) e a derivação ilíaco-femoral cruzada representou 41,8% dos casos. Em cinco anos, as taxas de mortalidade geral, perviedade e salvamento do membro foram, respectivamente, de 28%; 70,3% e 67,6% em cinco anos. CONCLUSÕES: As derivações extra-anatômicas devem permanecer como cirurgias alternativas, pois apresentam taxas de perviedade inferiores aos procedimentos que seguem as vias anatômicas naturais além de morbimortalidade considerável. Entretanto, são procedimentos importantes nos casos em que a limitação de ordem clínica ou de natureza local torna difícil ou impede a revascularização por via anatômica. As derivações cruzadas apresentaram perviedade superior às derivações axilo-femorais e as ilíaco-femorais cruzadas revelaram a maior perviedade entre todas (77,3% em cinco anos).

Year

2007

Creators

Frankini,Airton Delduque Lichtenfels,Eduardo Frankini,Angelo Frankini,Tiago

Isolamento e perfil de suscetibilidade de bactérias de pé diabético e úlcera de estase venosa de pacientes admitidos no pronto-socorro do principal hospital universitário do estado de Goiás, Brasil

CONTEXTO: Lesões infectadas de membros inferiores (úlceras diabéticas e úlceras de estase venosa) são causa de grande sofrimento e incapacitação funcional com impacto social, econômico e aumento do risco de complicações severas. OBJETIVO: Caracterizar a microbiota e determinar o perfil de suscetibilidade antimicrobiana das bactérias isoladas de lesões de membros inferiores secundárias a úlcera de estase venosa e pé diabético. MÉTODOS: Foram incluídos no estudo pacientes portadores de lesões de membros inferiores, sendo diabéticos, e pacientes com úlcera de estase venosa, atendidos em um serviço de urgência de um hospital universitário de Goiânia (GO), no período de fevereiro de 2005 a agosto de 2006. A coleta de material foi realizada com swab de algodão para realização de cultura e teste de sensibilidade antimicrobiana, empregando-se técnicas preconizadas. RESULTADOS: Das amostras analisadas, foi detectada a presença de bactérias em 88,46%. Os cocos gram-positivos foram caracterizados como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis. Dentre os bastonetes gram-negativos, detectou-se Pseudomonas aeruginosa,Escherichia coli,Proteus mirabilis e Enterobacter sp. CONCLUSÕES: Os microrganismos isolados das lesões de membros inferiores (pé diabético e úlcera de estase venosa) incluíram bactérias gram-positivas e negativas, sendo Staphylococcus aureus,Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli as mais freqüentes, com elevada resistência a diversos antimicrobianos.

Year

2007

Creators

Fernandes,Ly de Freitas Pimenta,Fabiana Cristina Fernandes,Fernando de Freitas

Sobrevida tardia de pacientes submetidos à correção aberta eletiva de aneurisma de aorta abdominal

CONTEXTO: Os autores fazem uma revisão dos pacientes operados em hospital privado para determinar a causa da mortalidade tardia, a evolução dos demais segmentos da aorta e as complicações relacionadas à prótese. OBJETIVOS: Relatar o seguimento tardio de uma série de 76 casos operados eletivamente para a correção de aneurisma de aorta abdominal, no período de março de 1995 a janeiro de 2007. MÉTODOS: Convocação dos pacientes para uma consulta de retorno e daqueles que não puderam comparecer pessoalmente através de contato telefônico. RESULTADOS: A mortalidade operatória em 30 dias foi de 5,3%. A sobrevida tardia obtida por curva atuarial foi de 95% em 1 ano, 88% em 3 anos e 72% em 8 anos. As doenças cardiovasculares foram a principal causa de mortalidade tardia, seguidas das neoplasias malignas. A dilatação de segmento de aorta proximal à correção cirúrgica ocorreu em 9,7% dos pacientes operados, e as complicações relacionadas à prótese ocorreram em quatro casos (5,3%), sendo uma infecção de prótese, um pseudo-aneurisma proximal, um pseudo-aneurisma em ilíaca e uma oclusão de ramo. CONCLUSÃO: A cirurgia aberta para correção do aneurisma de aorta abdominal apresenta bom resultado em longo prazo, semelhante ao da literatura nacional e internacional, sendo uma boa opção para o paciente que tenha um baixo risco cirúrgico.

Year

2007

Creators

Menezes,Fábio Hüsemann Luccas,George Carchedi Matsui,Irene Akie

The origin of the inferior phrenic artery: a study in 32 South Indian cadavers with a review of the literature

BACKGROUND: Considering the paucity of information presently available concerning inferior phrenic arteries, a more definitive study seemed appropriate and necessary, both for its potential clinical applications and to provide additional data to contemporary anatomical literature. OBJECTIVE: Most anatomical textbooks of gross anatomy offer very little information concerning the anatomy and distribution of the inferior phrenic artery (IPA). For that reason, the origin of the IPA has been studied and the available literature has been reviewed. METHODS: Thirty-two human adult cadavers preserved in formalin obtained from the departments of Anatomy, Kasturba Medical College, Manipal and Mangalore were dissected and the origin of the IPA was studied. RESULTS: The IPA had its usual origin from the abdominal aorta in 28 cases but in the remaining four cases, two were arising from the celiac trunk, one from the left gastric artery and one from the right renal artery. CONCLUSION: The IPA usually originates from the aorta or celiac artery, and less frequently from the renal, hepatic or left gastric arteries. The IPA is a major source of collateral or parasitized arterial supply to hepatocellular carcinoma, second only to the hepatic artery. Literature on the IPA origin and clinical implications of variation in its origin have been reviewed in this article.

Year

2007

Creators

Pulakunta,Thejodhar Potu,Bhagath Kumar Gorantla,Vasavi Rakesh Rao,Muddanna S. Madhyastha,Sampath Vollala,Venkata Ramana

Cirurgia de varizes em regime de mutirão

CONTEXTO: A cirurgia de varizes de membros inferiores é um dos procedimentos mais realizados dentro do Sistema Único de Saúde, através dos Mutirões de Cirurgias Eletivas. No entanto, não há informações detalhadas sobre os resultados dessa iniciativa, especialmente com relação à população que se beneficia dos mutirões. OBJETIVO: Apresentar e discutir o perfil dos pacientes operados durante o mutirão de varizes realizado em instituição pública de saúde. MÉTODOS: Os pacientes foram selecionados a partir de um cadastro organizado pelo Ministério da Saúde para o programa de cirurgias eletivas, e não havia vínculo prévio com a instituição hospitalar. Foi aplicado um protocolo de avaliação objetiva com os dados clínicos e perfil demográfico dos pacientes. Os pacientes foram estagiados de acordo com a classificação CEAP (clínica, etiológica, anatômica e fisiopatológica). RESULTADOS: No período entre setembro de 2005 e janeiro de 2006, 100 pacientes foram submetidos a cirurgia (106 procedimentos), com predominância do sexo feminino (85% dos casos). A média de idade foi 35±9,8 anos. O grau de escolaridade predominante entre os pacientes foi o ensino fundamental, em 53% dos casos. As classes C2 (49,5%) e C3 (39%) foram as mais freqüentes na avaliação clínica dos membros inferiores (classificação CEAP). Foram realizadas 106 cirurgias (100 pacientes). A anestesia mais utilizada foi o bloqueio (93% dos procedimentos). Seis pacientes foram submetidos a procedimentos escalonados pelo grande volume de varizes de membros inferiores; 33 pacientes foram submetidos à safenectomia interna, sendo quatro safenectomias segmentares; e oito pacientes foram submetidos à safenectomia total bilateral. CONCLUSÃO: O perfil da população que se beneficiou dos mutirões sugerido neste trabalho é de pacientes jovens, do sexo feminino, com baixa escolaridade, sintomáticas do ponto de vista da doença venosa de membros inferiores, em estágios moderados da doença, especialmente nas classes C2 e C3 da CEAP, e que requerem cirurgias de médio e grande porte para o tratamento de suas patologias.

Year

2007

Creators

Virgini-Magalhães,Carlos Eduardo Salvadori,Rosaly Alves Marçal Fagundes,Felipe Borges Gomes,Cristiane Ferreira de Araújo Grupilo,Carlos Eduardo Ribeiro Albuquerque,Renato Maranhão de Monteiro,Fábio Faria,Gisele S. de

Probabilidade de refluxo nas veias safenas de mulheres com diferentes graus de insuficiência venosa crônica

CONTEXTO: A presença de refluxo nas junções safeno-femoral e safeno-poplítea é um dado importante para programação da cirurgia de varizes. Estudos mostraram que, na maioria dos pacientes com insuficiência venosa crônica, as junções estão competentes, e o refluxo está presente ao longo do trajeto das veias safenas. OBJETIVOS: Identificar probabilidade de diferentes padrões de refluxo nas veias safenas de mulheres com vários graus de insuficiência venosa crônica e avaliar se o comprometimento das junções das safenas está associado com gravidade da insuficiência venosa. MÉTODOS: Um total de 1.184 membros inferiores de 672 mulheres foram estudados pela ultra-sonografia vascular com Doppler colorido e avaliados pela classificação clínica, etiológica, anatômica e patológica (CEAP). As extremidades foram agrupadas de acordo com a gravidade da insuficiência venosa em graus leve (CEAP C1-C2), moderado (CEAP C3) e grave (CEAP C4-C6). Para avaliar a classificação clínica CEAP na predição do padrão de refluxo, utilizou-se o Teorema de Bayers. Para avaliar associação entre classificação clínica CEAP e padrões de refluxo com ou sem comprometimento das junções das safenas, utilizou-se o teste qui-quadrado (p < 0,05). RESULTADOS: Das 1.184 extremidades avaliadas, 50,2% apresentavam varizes sem edema (CEAP C2). O padrão de refluxo segmentar foi o mais freqüente nas veias safenas magna (35,14%) e parva (8%), independente da gravidade da insuficiência venosa. As junções safeno-femoral e safeno-poplítea foram fontes de refluxo em 12 e 6% das extremidades, respectivamente. Considerando a associação entre classificação clínica CEAP e insuficiência das junções das safenas, foi observada diferença significativa entre presença de refluxo nas junções safeno-femoral (p = 0,0009) e safeno-poplítea (p = 0,0006) na doença avançada. CONCLUSÕES: O refluxo inicia-se predominantemente em segmentos no trajeto das veias safenas. As junções das safenas não são as principais fontes causadoras do refluxo no sistema venoso superficial. À medida que piora a apresentação clínica da insuficiência venosa, aumenta a probabilidade de refluxo nas junções das safenas.

Year

2007

Creators

Cassou,Maria Fernanda Gonçalves,Patrícia Carla Zanelatto Engelhorn,Carlos Alberto

Exercícios resistidos terapêuticos para indivíduos com doença arterial obstrutiva periférica: evidências para a prescrição

A prática regular de exercícios é parte do tratamento clínico inicial para pacientes com doença arterial obstrutiva periférica. Nesse sentido, a utilização de exercícios contra resistência (exercícios resistidos) tem sido amplamente recomendada para diferentes populações, especialmente para pessoas idosas com e sem doenças associadas. Os poucos trabalhos encontrados utilizando essa forma de exercícios em pacientes com doença arterial obstrutiva periférica documentam a sua eficiência terapêutica. No entanto, os efeitos documentados dos exercícios resistidos em outras populações têm evidenciado melhoria da aptidão física e da qualidade de vida, com segurança cardiovascular e músculo-esquelética. Essas informações fornecem indicativos sobre os possíveis benefícios dos exercícios resistidos na terapia de indivíduos com doença arterial obstrutiva periférica. Nesse sentido, esta revisão objetivou apresentar informações científicas que permitam auxiliar a prescrição dos exercícios resistidos para essa população.

Year

2007

Creators

Câmara,Lucas Caseri Santarém,José Maria Wolosker,Nelson Dias,Raphael Mendes Ritti

Effects of low-level laser therapy on the progress of wound healing in humans: the contribution of in vitro and in vivo experimental studies

Low-level laser therapy is an important method for the treatment of healing processes, and several experimental studies have been carried out in search of a greater understanding of its therapeutic possibilities. The objective of this study was to review pathogenetic aspects of soft tissue repair to better understand skin lesion healing and the role of low-intensity laser in the progression of tissue healing. This study consists of a concise review of scientific literature data on the use of low-level laser and its influence on wound healing. Many studies have extensively covered the effects of using laser radiation in tissues, describing its beneficial aspects in tissue healing. However, many unanswered questions demand research on the mechanism of action and on parameters of low-level laser use in different stages of wound repair to clarify how this method acts at a cell level in healing processes.

Year

2007

Creators

Rocha Júnior,Adeir Moreira Vieira,Beatriz Julião Andrade,Luís Carlos Ferreira de Aarestrup,Fernando Monteiro

Métodos de diagnóstico não-invasivos para avaliação da insuficiência venosa dos membros inferiores

A avaliação clínica dos membros inferiores na insuficiência venosa por si só não identifica os sistemas envolvidos ou os níveis anatômicos, sendo necessários exames complementares. Esses exames podem ser invasivos ou não-invasivos. Os invasivos, como flebografia e pressão venosa ambulatória, apesar de terem boa acurácia, trazem desconforto e complicações. Dentre os não-invasivos, destacam-se: Doppler ultra-som de ondas contínuas, fotopletismografia, pletismografia a ar e mapeamento dúplex. O Doppler ultra-som avalia a velocidade do fluxo sangüíneo de maneira indireta. A fotopletismografia avalia o tempo de reenchimento venoso, fornecendo um parâmetro objetivo de quantificação do refluxo venoso. A pletismografia a ar permite quantificar a redução ou não da capacitância, o refluxo e o desempenho da bomba muscular da panturrilha. O dúplex é considerado padrão-ouro dentre os não-invasivos, porque permite uma avaliação quantitativa e qualitativa, fornecendo informações anatômicas e funcionais, dando avaliação mais completa e detalhada dos sistemas venosos profundo e superficial.

Year

2007

Creators

Saliba Jr.,Orlando Adas Giannini,Mariangela Rollo,Hamilton Almeida

O uso de opióides no tratamento da dor crônica não oncológica: o papel da metadona

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de opióides em dor oncológica já é bastante difundido e comprovado por diversos ensaios clínicos bem controlados. Entretanto, há uma grande controvérsia em relação ao uso em longo prazo de opióides em dor crônica de origem não oncológica, que tem se intensificado de forma importante nos últimos anos. Neste estudo, objetivamos avaliar criticamente as informações disponíveis na literatura a respeito do uso de opióides para tratamento de dor crônica não oncológica e o papel da metadona como opção terapêutica. CONTEÚDO: Os estudos disponíveis ainda são limitados, mas demonstram que determinadas subpopulações de pacientes portadores de dor crônica podem alcançar analgesia importante, com pouca tolerância e baixo potencial para adição, principalmente aqueles refratários aos esquemas terapêuticos convencionais. Morfina é o opióide padrão, mas outras alternativas podem ser utilizadas como oxicodona, hidromorfona ou fentanil. Metadona é um opióide sintético, inicialmente utilizado para prevenir síndrome de abstinência em paciente dependentes, que também constitui uma importante opção no tratamento da dor crônica não oncológica, principalmente dor neuropática. CONCLUSÕES: Apesar do conhecimento crescente sobre o uso de opióides em dor crônica não oncológica, novos estudos melhor controlados ainda são necessários para uma discussão mais científica a respeito do assunto. A metadona administrada por via oral apresenta uma boa relação custo-benefício, representando uma alternativa efetiva para um melhor controle da dor em alguns pacientes.

Year

2002

Creators

Ribeiro,Sady Schmidt,André Prato Schmidt,Sérgio Renato Guimarães

Estudo comparativo entre ropivacaína a 0,5% e bupivacaína a 0,5% ambas hiperbáricas, na raquianestesia

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS - Estudos clínicos e experimentais já demonstraram a eficácia e a segurança da ropivacaína aplicada a estruturas nervosas por via subaracnóidea. Por outro lado, a potência da ropivacaína em raquianestesia é aproximadamente igual à metade da potência de bupivacaína, considerando-se soluções hiperbáricas. O objetivo deste estudo foi comparar as características do bloqueio subaracnóideo com ropivacaína ou bupivacaína hiperbáricas, em doses equipotentes. MÉTODO - Vinte pacientes com idades entre 20 e 60 anos, estado físico I ou II (ASA), programados para cirurgias eletivas de membros inferiores, perineais e herniorrafias inguinais, foram distribuídos de forma aleatória em dois grupos. No grupo R (n = 10), receberam 4 ml de ropivacaína hiperbárica a 0,5% (dose = 20 mg) e no grupo B (n = 10), receberam 2 ml de bupivacaína hiperbárica a 0,5% (dose = 10 mg) por via subaracnóidea. A punção foi praticada com agulha calibre 25G na posição sentada. Monitorização não-invasiva de PAS, PAD, PAM, FC, ECG, SpO2. Foram avaliadas características de instalação e regressão dos bloqueios sensorial e motor, a evolução dos parâmetros cardiovasculares e respiratórios, a incidência de eventos adversos. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos quanto aos dados demográficos. Não houve diferenças significativas entre os grupos R e B quanto a: latência do bloqueio sensorial (174,4 ± 75,9 vs 191 ± 51,7 s); latência do bloqueio motor (373,6 ± 214,6 vs 240 ± 60 s); nível superior do bloqueio sensorial T8-T10 (90% dos pacientes no grupo R vs 70% no grupo B); bloqueio motor grau 3 (50% dos pacientes no grupo R vs 30% no grupo B); tempo para regressão completa do bloqueio sensorial (178,5 ± 65,2 vs 181 ± 26,9 minutos); tempo para regressão completa do bloqueio motor (192 ± 50,7 vs 162,5 ± 37,8 min); tempo para a primeira queixa espontânea de dor (183,9 ± 37,1 vs 206,5 ± 46,6 minutos). CONCLUSÕES: Neste estudo as características clínicas do bloqueio subaracnóideo com ropivacaína ou bupivacaína hiperbáricas em doses equipotentes foram semelhantes. Os dados parecem confirmar observações anteriores de que nestas condições a potência da ropivacaína é aproximadamente igual à metade daquela da bupivacaína.

Year

2002

Creators

Carvalho,Afonso Cláudio dos Reis e Machado,Jean Abreu Nociti,José Roberto

Diclofenaco por via muscular ou retal associado com baixas doses de morfina subaracnóidea para analgesia pós-operatória em cesarianas

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O diclofenaco tem sido utilizado em combinação com opióides por via subaracnóidea no controle da dor pós-operatória; entretanto, a melhor forma de sua administração não é conhecida. Este estudo avaliou a qualidade da analgesia pós-operatória de diferentes esquemas de administração de diclofenaco, em pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia com bupivacaína e morfina. MÉTODO: Após o final da cirurgia, as pacientes foram distribuídas aleatoriamente em três grupos que receberam diclofenaco como se segue: G50VR (n=62), 50 mg por via retal; G50IM (n=62), 50 mg por via muscular e G75IM (n=62), 75 mg por via muscular. A dor foi avaliada com uma escala analógica visual de 0-10 cm (EAV) a cada 30 minutos nas primeiras seis horas e meperidina, via venosa, foi administrada como medicação de resgate sempre que a EAV fosse igual ou maior que 3 cm. RESULTADOS: No intervalo entre 30 e 150 minutos após a administração do diclofenaco, a média da intensidade de dor no grupo G50VR (0,9 ± 1,4; 1,4 ± 1,4; 1,3 ± 1,5; 1,3 ± 1,2 e 1,5 ± 3,3 cm) foi maior quando comparada com as do G50IM (0,4 ± 0,8; 0,5 ± 0,8; 0,7 ± 1,0; 0,7 ± 1,1 e 0,7 ± 1,1 cm) e G75IM (0,4 ± 0,8; 0,7 ± 1,3; 0,7 ± 1,1; 0,8 ± 1,2 e 0,7 ± 1,0 cm). A necessidade de meperidina de resgate (43,5%) e o consumo total de meperidina (21,3 ± 28,9 mg) foram maiores no G50VR, quando comparados com G50IM (21% e 8,2 ± 18,2 mg) e G75IM (19,4% e 6,8 ± 16,7 mg). CONCLUSÕES: Quando combinada com baixas doses de morfina subaracnóidea, a administração do diclofenaco por via muscular promove melhor analgesia pós-operatória que por via retal. Além disso, parece haver um efeito teto para esta droga, já que não se observam vantagens com doses superiores a 50 mg por via muscular.

Year

2002

Creators

Cardoso,Mônica Maria Siaulys Capel Carvalho,José Carlos Almeida Tahamtani,Silvia Maria Machado

Influência do propofol e do etomidato no bloqueio neuromuscular produzido pelo rocurônio: avaliação pela aceleromiografia

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Alguns hipnóticos podem interagir com os bloqueadores neuromusculares (BNM) potencializando seus efeitos. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do propofol e do etomidato sobre o bloqueio neuromuscular produzido pelo rocurônio. MÉTODO: Foram incluídos no estudo 60 pacientes, estado físico ASA I e II, submetidos a cirurgias eletivas sob anestesia geral, distribuídos aleatoriamente em dois grupos de acordo com o hipnótico empregado: Grupo I (propofol) e Grupo II (etomidato). Todos os pacientes receberam midazolam (0,1 mg.kg-1) por via muscular como medicação pré-anestésica, 30 minutos antes da cirurgia. A indução anestésica foi obtida com propofol (2,5 mg.kg-1) ou etomidato (0,3 mg.kg-1) precedido de alfentanil (50 µg.kg-1) e seguido de rocurônio (0,6 mg.kg-1). Os pacientes foram ventilados sob máscara com oxigênio a 100% até a obtenção de redução de 75% ou mais na amplitude da resposta do músculo adutor do polegar, quando foram realizadas as manobras de laringoscopia e intubação traqueal. A função neuromuscular foi monitorizada com aceleromiografia. Foram avaliados: tempo de início de ação do rocurônio (T1 <= 25%); tempo para instalação do bloqueio neuromuscular total; grau de bloqueio neuromuscular no momento da intubação traqueal; condições de intubação traqueal e repercussões hemodinâmicas. RESULTADOS: Os tempos de início de ação e instalação de bloqueio neuromuscular total (segundos) produzido pelo rocurônio foram: Grupo I (48,20 ± 10,85 s e 58,87 ± 10,73 s) e Grupo II (51,20 ± 13,80 s e 64,27 ± 18,55 s). O grau de bloqueio neuromuscular no momento da intubação traqueal foi: Grupo I (77,50%) e Grupo II (76,96%). As condições de intubação traqueal foram satisfatórias em 100% dos pacientes do Grupo I e em 83,33% no Grupo II. Nos dois grupos, após a injeção do hipnótico, observou-se diminuição significativa da pressão arterial média seguida de elevação. CONCLUSÕES: O propofol e o etomidato comportaram-se de maneira semelhante em relação à instalação do bloqueio neuromuscular e às condições de intubação traqueal produzidos pelo rocurônio.

Year

2002

Creators

Munhoz,Derli Conceição Braga,Angélica de Fátima de Assunção Potério,Glória Maria Braga