RCAAP Repository
Tratamento dietético da hiper-homocisteinemia na doença arterial periférica
A homocisteína está envolvida na gênese da aterosclerose e, assim, é considerada um importante e prevalente fator de risco na doença arterial periférica. O estado nutricional vitamínico deficiente, em especial do folato, é a principal causa de hiper-homocisteinemia nesses casos. Embora ainda não haja consenso sobre a dose exata e a forma de utilização do folato em suplementos e sobre adequação alimentar ou fortificação de cereais para o tratamento da hiper-homocisteinemia, diversos estudos realizados em pacientes com doença vascular periférica mostraram que o folato, isoladamente, pode reduzir as concentrações de homocisteína, bem como a concentração de alguns marcadores biológicos do processo de aterosclerose. No entanto, estudos recentes não comprovaram esse benefício sobre o processo inflamatório associado à hiper-homocisteinemia. Desta forma, embora a utilização isolada do folato seja uma terapêutica custo-efetiva no controle da hiper-homocisteinemia, seu impacto na evolução das doenças arteriais ainda persiste inconclusivo. Esta revisão abordará os efeitos obtidos com as diversas formas de utilização do folato no tratamento da hiper-homocisteinemia.
2010
Venâncio,Luciene de Souza Burini,Roberto Carlos Yoshida,Winston Bonetti
Infecções em cateteres venosos centrais de longa permanência: revisão da literatura
Cateteres venosos de longa permanência são amplamente utilizados em pacientes com necessidade de acesso venoso por período prolongado. A infecção relacionada a esses cateteres permanece um desafio na prática clínica. Revisamos a literatura acerca da epidemiologia e tratamento das infecções relacionadas a cateteres. Staphylococcus aureus é a bactéria mais comumente isolada. Os cateteres semi-implantáveis apresentam taxas de infecção maiores que os totalmente implantáveis. O tratamento pode ser feito com locks, antibioticoterapia sistêmica e até mesmo com retirada do cateter, dependendo do tipo de infecção, do microrganismo isolado e das condições clínicas do paciente. O salvamento do cateter deve ser tentado sempre que possível.
2010
Neves Junior,Milton Alves das Melo,Rafael Couto Goes Junior,Adenauer Marinho de Oliveira Protta,Tatiana Rocha Almeida,Catarina Coelho de Fernandes,Allison Roxo Petnys,Alexandre Raboni,Edgar
Fístula aortoesofágica após correção endovascular da dissecção de aorta torácica tipo B de Stanford
A correção endovascular da dissecção de aorta tipo B tem se mostrado como uma nova alternativa para reduzir o trauma cirúrgico. No entanto, as complicações de médio e longo prazo, tais como a fístula aortoesofágica, são ainda pouco conhecidas e pouco relatadas. O objetivo deste trabalho é descrever três casos de fístula aortoesofágica após o tratamento endovascular de 23 casos de dissecção de aorta descendente conduzidos pela equipe de Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo em um estudo retrospectivo. Esses pacientes apresentavam características em comum, como dissecção crônica, pós-operatório imediato sem intercorrências, necessidade de reintervenções, oclusão de troncos arteriais como a artéria subclávia, mesentérica, tronco celíaco, e, ainda, uma rápida evolução para o óbito após os primeiros sinais de fístula. Portanto, embora raramente descrita na literatura, a ocorrência de fístula aortoesofágica é uma complicação de causa até o momento indefinida do tratamento endovascular da dissecção de aorta descendente que merece atenção, dada sua recorrência e evolução fatal.
2010
Marques,Cláudia Gurgel Fioranelli,Alexandre Telles,Gustavo Politzer Saad,Paulo Razuk Filho,Alvaro Karakhanian,Valter Khegam Castelli Junior,Valter Caffaro,Roberto Augusto
Enxerto subclávio-carotídeo como método de tratamento na obstrução da artéria carótida comum
A oclusão isolada da artéria carótida comum (ACC) é uma lesão relativamente incomum (0,5 a 5%). A maioria dos pacientes com obstrução da ACC tem lesão concomitante na artéria carótida interna (ACI) e na artéria carótida externa (ACE) ipsilaterais, sendo que, ocasionalmente, a circulação colateral da ACE pode preservar a perviedade da ACI via fluxo retrógrado. Relatamos o caso de um paciente sintomático com oclusão da ACC e perviedade das ACI e ACE tratado cirurgicamente com enxerto subclávio-carotídeo.
2010
Camargo Junior,Otacílio de Felizzola,Luiz Roberto Chrispim,Antonio Cláudio Guedes Simões,Claudio Roberto Cabrini Marcondes,Márcia Fayad Araújo,Marivan Pedra Moraes,Kelly Cristina Freitas,Márcio Villar de
Evaluation of pelvic varicose veins using color Doppler ultrasound: comparison of results obtained with ultrasound of the lower limbs, transvaginal ultrasound, and phlebography
Introduction: Pelvic varicose veins, one of the main causes of chronic pelvic pain and dyspareunia, are an important source of reflux for lower limb varicose veins, especially in recurrent cases. Color Doppler ultrasound of the lower limbs and transvaginal ultrasound are the noninvasive diagnostic methods most commonly used to assess pelvic venous insufficiency, whereas phlebography is still considered as the gold standard. Objectives: To determine the prevalence of lower limb varicose veins originating from the pelvis in a group of female patients and to determine the agreement between results obtained via color Doppler ultrasound of the lower limbs, transvaginal ultrasound, and phlebography. Methods: The sample comprised female patients referred to a vascular laboratory for lower limb screening. Patients diagnosed with deep venous thrombosis were excluded. Data analysis included kappa coefficient of agreement, McNemar's test, sensitivity and specificity values. Results: Of a total of 1,020 patients, 124 (12.2%) had findings compatible with reflux of pelvic origin. Among these patients, 51 (41.2%) were recurrent cases. A total of 249 were submitted to transvaginal ultrasound. There was significant agreement between lower limb ultrasonographic findings and transvaginal findings. Phlebography was performed in 54 patients. The comparison between transvaginal ultrasound and phlebography was associated with a 96.2% sensitivity and 100% specificity. Conclusions: The authors draw attention to the relatively high prevalence of lower limb varicose veins originating from the pelvis, suggesting an important but underdiagnosed cause of recurrent varicose veins.
2010
Barros,Fanilda Souto Perez,José Maria Gomez Zandonade,Eliana Salles-Cunha,Sérgio X. Monedero,Javier Leal Hilel,Ariadne Basseti Soares Menezes,Antônio Augusto Barbosa de Barros,Daniela Souto
Conhecimento sobre anticoagulantes orais e seu manejo por médicos de pronto atendimento
Contexto: Desde sua descoberta, os anticoagulantes orais (AO) têm sido cada vez mais estudados e aplicados em diferentes doenças. No entanto, eles apresentam reações medicamentosas com fármacos que trazem riscos ao paciente. Objetivo: Identificar o nível de conhecimento dos médicos plantonistas de pronto atendimento sobre os AO e suas interações, medicamentosas ou não, e verificar se o médico frentista está preparado para integrar o conteúdo teórico com a rotina de urgências. Método: Aplicou-se um questionário a 100 médicos atuantes em pronto atendimentos de dois hospitais públicos e três privados em Curitiba. Visou-se saber se o médico frentista questiona ao paciente sobre o uso de AO. Também, avaliou-se o conhecimento do profissional e seu interesse em saber mais sobre: AO (quais deles conhecia); exames para controle; sinergismo com AO; e manejo das complicações. Resultados: Dos 100 entrevistados, 60% declararam perguntar ao paciente sobre o uso de AO, 81% tinham conhecimento insuficiente a respeito do sinergismo de algumas substâncias apresentadas e os AO, 15% desconheciam qual exame é utilizado para acompanhamento dos pacientes anticoagulados, 50,7% não sabiam os nomes comercias dos AO, 4% desconheciam seu antídoto, e 92% manifestaram interesse em melhorar seus conhecimentos sobre os AO. Conclusão: É BAIXo o número de médicos que atende em pronto atendimentos que conhece sobre os AO e que sabe manejar pacientes anticoagulados. É alta a porcentagem de médicos que não perguntam aos pacientes sobre o uso de AO e que desconhecem princípios do sinergismo medicamentoso, sendo que a maioria se interessou em melhorar seus conhecimentos sobre os anticoagulantes.
2010
Borlina,Larissa Periotto Silva,Ewerson Luiz Cavalcanti e Ghislandi,Carolina Timi,Jorge Rufino Ribas
Gestação e varizes de membros inferiores: prevalência e fatores de risco
Contexto: Durante e após a gestação, as varizes dos membros inferiores têm aspectos peculiares, tais como o seu aparecimento, a precocidade de seu desenvolvimento, a intensidade e, no puerpério, a rapidez com que regridem. Esses aspectos têm influenciado os estudos para a compreensão dessa patologia. Objetivo: Verificar a prevalência das varizes dos membros inferiores em gestantes e os fatores de risco mais relevantes envolvidos. A prevalência na gestação é alta, atingindo cerca de 70%, quando se consideram todos os tipos de varizes. Essa alta prevalência decorre principalmente do aumento nas taxas dos estrógenos e progestágenos que ocorre durante a gravidez. Material e método: Foram avaliadas 352 gestantes no período pré-natal, durante 14 meses, escolhidas ao acaso. A doença varicosa foi diagnosticada clinicamente e classificada segundo os critérios de Widmer em varizes tronculares, reticulares e telangiectasias e reclassificadas pela classificação CEAP, segundo o critério clínico. Os resultados de prevalência e fatores de risco foram submetidos às análises univariada e multivariada. Resultados: A prevalência da doença varicosa, quando considerados todos os tipos de varizes, foi de 72,7% (256 gestantes). As 96 gestantes (27,3%) que não apresentaram doença varicosa foram consideradas, para análise estatística, como controle. Os fatores de risco de significância, após análise multivariada, foram: antecedente familiar positivo e idade. Conclusão: A prevalência da doença varicosa durante a gestação e os fatores de risco envolvidos indicam a necessidade de divulgação dessa patologia entre os profissionais envolvidos na prevenção e manutenção da saúde da mulher, especialmente aquelas em período fértil.
2010
Barros Junior,Newton de Perez,Maria Del Carmen Janeiro Amorim,Jorge Eduardo de Miranda Junior,Fausto
Pattern of femoro-popliteal aneurysms in an African population
Objective: To describe the pattern of femoro-popliteal aneurysms in an African Kenyan population. Patients and methods: Records of African in-patients with diagnosis of femoral or popliteal aneurysms admitted at the Kenyatta National Hospital, Nairobi, Kenya, from January 1998 to December 2007 were examined for presentation, diagnosis, risk/comorbid factors, site, age, and gender distribution. Data were analyzed using SPSS 13.0 and presented using tables. Results: Femoro-popliteal aneurysms constitute 33 out of 96 of peripheral cases (34.4%). The most common presentations were pulsatile mass (48.5%) and pain and swelling (33.3%). Pain alone and bleeding occurred in 9.1% each. Diagnosis was performed through Doppler ultrasound (45.5%), angiography (30.3%) and ultrasonography (24.3%). Aneurysms were associated with trauma (51.5%), atherosclerosis (21.2%), smoking (9.1%) and hypertension (6.1%). Site distribution was common femoral (33.3%), superficial femoral (36.4%) and popliteal (30.3%). Mean age was 46 years (range 13-79 years); with 20 (60.6%) of them occurring in individuals aged 50 years and younger. Male:female ratio was 15:1. Conclusion: In the present study, femoro-popliteal aneurysms constituted less than 40% of peripheral aneurysms, and superficial femoral artery was the most common site. They occurred predominantly in males aged 50 years and younger and were associated mainly with trauma and atherosclerosis. Prevalence, site and age distribution of these aneurysms in the Kenyan population differs from that described in studies of Caucasian populations.
2010
Ogeng'o,Julius A Olabu,Beda O
Análise morfométrica da carótida de suínos submetidos a angioplastia com ou sem implante de stent de cromo-cobalto
Contexto: A hiperplasia intimal é a reação tardia mais comum decorrente da angioplastia. O uso de stents de cromo-cobalto é bem estudado na circulação coronariana, porém não há muitos estudos que abordem o uso desses stents nas circulações carotídea e periférica. Objetivo: Analisar mediante morfometria a reação intimal presente na artéria carótida de suínos submetidos a angioplastia isoladamente e a angioplastia seguida de implante de stent de cromo-cobalto. Materiais e métodos: Em oito suínos, foi realizada angioplastia da artéria carótida comum direita e angioplastia seguida de implante de um stent de cromo-cobalto na artéria carótida comum esquerda. Após 4 semanas, os animais foram submetidos a eutanásia para a retirada de amostras de tecido arterial e preparo de lâminas histológicas. As imagens das lâminas foram digitalizadas e analisadas por programa de morfometria digital. A análise estatística foi realizada através da média e desvio padrão das áreas em cada grupo, utilizando-se o Teste t de Student. O valor de p < 0,05 foi considerado significativo. Resultados: O implante do stent provocou maior grau de hiperplasia comparado à angioplastia isolada. A diferença em resposta ao implante de stent foi estatisticamente significativa quando as áreas do lúmen, da lâmina elástica interna e da lâmina elástica externa foram comparadas entre os dois grupos. Não se observou diferença significativa quando se realizou a comparação entre as camadas médias dos dois grupos. Conclusão: O implante de stent de cromo-cobalto gerou um espessamento intimal maior do que o produzido apenas pela angioplastia, porém ele não foi suficiente para reduzir o lúmen arterial.
2010
Elesbão,João Luiz de Lara Pereira,Adamastor Humberto Grüdtner,Marco Aurélio Meyer,Fabiola
Exercício físico, receptores β-adrenérgicos e resposta vascular
O exercício aeróbio promove efeitos benéficos na prevenção e tratamento de doenças como hipertensão arterial, aterosclerose, insuficiência venosa e doença arterial periférica. Os receptores β-adrenérgicos estão presentes em várias células. No sistema cardiovascular, promovem inotropismo e cronotropismo positivo cardíaco e relaxamento vascular. Embora os efeitos do exercício tenham sido investigados em receptores cardíacos, estudos focados nos vasos são escassos e controversos. Esta revisão abordará os efeitos do exercício físico sobre os receptores β-adrenérgicos vasculares em modelos animais e humanos e os mecanismos celulares envolvidos na resposta relaxante. Em geral, os estudos mostram resultantes conflitantes, onde observam diminuição, aumento ou nenhum efeito do exercício físico sobre a resposta relaxante. Assim, os efeitos do exercício na sensibilidade β-adrenérgica vascular merecem maior atenção, e os resultados mostram que a área de fisiopatologia vascular é um campo aberto para a descoberta de novos compostos e avanços na prática clínica.
2010
Silva,Alexandre Sérgio Zanesco,Angelina
Ruptura dos vasa vasorum e hematoma intramural da aorta: um paradigma em mudança
A ruptura dos vasa vasorum tem sido reconhecida como uma das causas do hematoma intramural da aorta há 90 anos. Esta breve revisão apresenta sistematicamente a fisiologia desses vasos e o seu papel na fisiopatologia das alterações parietais da aorta que ocorrem na hipertensão arterial, na arteriosclerose e na síndrome aórtica aguda. A hipótese defendida aqui é a de que a ruptura dos vasa vasorum ocorre como um fenômeno secundário e não como um dos fatores causais na fisiopatologia do hematoma intramural.
2010
Pereira,Adamastor Humberto
Fatores envolvidos na migração das endopróteses em pacientes submetidos ao tratamento endovascular do aneurisma da aorta abdominal
A migração da endoprótese é complicação do tratamento endovascular definida como deslocamento da ancoragem inicial. Para avaliação da migração, verifica-se a posição da endoprótese em relação a determinada região anatômica. Considerando o aneurisma da aorta abdominal infrarrenal, a área proximal de referência consiste na origem da artéria renal mais baixa e, na região distal, situa-se nas artérias ilíacas internas. Os pacientes deverão ser monitorizados por longos períodos, a fim de serem identificadas migrações, visto que estas ocorrem normalmente após 2 anos de implante. Para evitar migrações, forças mecânicas que propiciam fixação, determinadas por características dos dispositivos e incorporação da endoprótese, devem predominar sobre forças gravitacionais e hemodinâmicas que tendem a arrastar a prótese no sentido caudal. Angulação, extensão e diâmetro do colo, além da medida transversa do saco aneurismático, são importantes aspectos morfológicos do aneurisma relacionados à migração. Com relação à técnica, não se recomenda implante de endopróteses com sobredimensionamento excessivo (> 30%), por provocar dilatação do colo do aneurisma, além de dobras e vazamentos proximais que também contribuem para a migração. Por outro lado, endopróteses com mecanismos adicionais de fixação (ganchos, farpas e fixação suprarrenal) parecem apresentar menos migrações. O processo de incorporação das endopróteses ocorre parcialmente e parece não ser suficiente para impedir migrações tardias. Nesse sentido, estudos experimentais com endopróteses de maior porosidade e uso de substâncias que permitam maior fibroplasia e aderência da prótese à artéria vêm sendo realizados e parecem ser promissores. Esses aspectos serão discutidos nesta revisão.
2010
Almeida,Marcelo José de Yoshida,Winston Bonetti Hafner,Ludvig Santos,Juliana Henrique dos Souza,Bruno Felipe Bueno,Flávia Fagundes Evangelista,Janaína Lopes Schiavão,Lucas José Vaz
Clinical significance of recurrent venous thromboembolism
Recurrent venous thromboembolism is a significant problem leading to increased morbidity and mortality. It has a high impact on patients' quality of life and imposes a great financial burden on society. Cumulative recurrence has been reported as 40% at 10 years, while the chance of developing postthrombotic signs and symptoms in the lower extremities almost quadruples when ipsilateral. There is also a higher chance of developing pulmonary hypertension. Important factors for recurrence are unprovoked episodes of deep vein thrombosis, malignancy and older age. The evidence for other factors is controversial. Accurate diagnosis and treatment tailored to the patients' history, thrombotic events and risk factors are necessary to optimize management and prevent recurrence.
2010
Labropoulos,Nicos Spentzouris,Georgios Sobreira,Marcone Lima
Volúmetro com câmaras comunicantes: apresentação de um protótipo de dimensões reduzidas desenvolvido para a avaliação objetiva do volume de mão
A volumetria tradicional por deslocamento de água, que utiliza o princípio do transbordamento de Arquimedes, é considerada o padrão-ouro da avaliação do volume de membros, porém tem seu uso rotineiro prescindido por apresentar uma série de desvantagens: o método é embaraçoso ao paciente, pouco prático e desprovido de higiene, além de consumir muito tempo do examinador. Este artigo apresenta o protótipo de um aparelho inédito que utiliza o princípio dos vasos comunicantes de Pascal para a avaliação direta do volume de mão.
2010
Carvalho,Rogério Mendonça de Perez,Maria del Carmen Janeiro Miranda Júnior,Fausto
Endovascular treatment of endotension with dacron stent graft reinforcement and femorofemoral crossover bypass: therapeutic challenge
No summary/description provided
2010
Joviliano,Edwaldo Edner Dalio,Marcelo Bellini Ciscato Junior,José Geraldo Dezotti,Nei Rodrigues Alves Moriya,Takachi Piccinato,Carlos Eli
Trauma fechado de artéria poplítea com evolução atípica: relato de caso
A luxação traumática do joelho está associada a extensos danos músculo-ligamentares. Quando lesões neurovasculares estão presentes, o prognóstico é agravado e a viabilidade da extremidade torna-se francamente ameaçada. Em caso de lesão arterial poplítea, a abordagem deve ser feita o quanto antes sob pena de perda do membro, que, em algumas séries, alcança 80%. Os autores relatam o caso de um paciente jovem vítima de luxação traumática do joelho esquerdo associada a fraturas do acetábulo e da diáfise do fêmur ipsilaterais, com diagnóstico tardio (no quinto dia pós-trauma) de lesão da artéria poplítea. O paciente foi submetido a revascularização do membro e teve evolução satisfatória apesar da gravidade da lesão vascular, contrariando a evolução encontrada na literatura do trauma de artéria poplítea tratado tardiamente.
2010
Góes Junior,Adenauer Marinho de Oliveira Fernandes,Alisson Roxo Almeida,Catarina Coelho de Neves Junior,Milton Alves das Melo,Rafael Couto Manzioni,Renato Rabboni,Edgar
Tratamento endovascular de aneurismas da aorta em pacientes com doença de Behçet: relato de dois casos
A doença de Behçet, uma vasculite sistêmica de causa desconhecida, pode ser causa de doença aneurismática da aorta em alguns portadores dessa patologia. Nós apresentamos nossa experiência com dois casos de aneurismas aórticos em pacientes com doença de Behçet submetidos à terapêutica endovascular, descrevendo seus respectivos seguimentos. A terapêutica atual, a patofisiologia e os critérios diagnósticos vigentes foram revisados. Concluímos que a técnica endovascular é uma excelente opção terapêutica para certos pacientes com doença de Behçet e que esta deve ser acompanhada de tratamento imunossupressivo adequado.
2010
Belczak,Sergio Quilici Aun,Ricardo Valentim,Luisa Sincos,Igor Rafael Nascimento,Luciano Dias Puech-Leão,Pedro
Uso do azul de metileno no tratamento de choque anafilático durante anestesia: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No período peri-operatório, o risco de anafilaxia deve sempre ser considerado. A incidência de reações alérgicas em anestesia é controversa, variando entre 1/3000 a 1/20.000, com mortalidade entre 3% e 9 %. Neste caso, relata-se o uso do azul de metileno como coadjuvante ao tratamento do choque anafilático refratário à terapêutica tradicional. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 53 anos, submetido a herniorrafia inguinal sob raquianestesia. No final do procedimento, ao receber dipirona (1,5 g), por via venosa, o paciente imediatamente apresentou broncoespasmo, cianose, diminuição da SpO2 e da PAS, culminando com parada cardiorrespiratória. Foi iniciada reanimação cardiorrespiratória com massagem cardíaca externa, seguida de IOT e injeção de adrenalina (1 mg), atropina (1 mg), restabelecendo-se FC de 150 bpm, porém sem pulso palpável. Administrou-se mais 1 mg de adrenalina além de 1 g de hidrocortisona, com restabelecimento de pulso central (8 minutos). Apesar de receber dopamina (20 µg.kg-1.min-1), o paciente manteve-se hipotenso (60 mmHg) até 80 minutos. Administraram-se 100 mg de azul de metileno por via venosa, quando houve aumento da PAS para 85 e 105 mmHg, após a segunda dose. Seguiu-se da diminuição da dose de dopamina de 20 para 10, 7, 5 e, finalmente, 2 µg.kg-1.min-1. CONCLUSÕES: A anafilaxia tem como principal mediador a liberação de histamina, que induz a produção de óxido nítrico (NO), com conseqüente aumento da guanilato ciclase que promove vasodilatação arteriolar por aumento do GMP cíclico. O azul de metileno pode ser útil nestas situações, pois inibe a guanilato ciclase e conseqüentemente a vasodilatação, o que resulta em melhora hemodinâmica.
2004
Stocche,Renato Mestriner Garcia,Luís Vicente Reis,Marlene Paulino dos Klamt,Jyrson Guilherme Évora,Paulo Roberto B.
Edema pulmonar após absorção sistêmica de fenilefrina tópica durante cirurgia oftalmológica em criança: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Soluções tópicas de fenilefrina são empregadas freqüentemente em cirurgia oftalmológica com o objetivo de promover descongestionamento capilar ou dilatação pupilar. Este artigo descreve um caso de hipertensão arterial grave seguida de edema pulmonar durante cirurgia para correção de estrabismo. A provável causa desta complicação foi a absorção sistêmica de fenilefrina administrada por via tópica ocular. O objetivo do relato é a discussão de meios de prevenção desta complicação, assim como do tratamento mais adequado. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 12 anos, 50 kg, estado físico ASA I, admitido no centro cirúrgico para realização de correção de estrabismo convergente bilateral em regime ambulatorial. Foi submetido à anestesia geral venosa e a manutenção, realizada com infusão contínua de remifentanil e propofol. Após colocação do bléfaro, 6 gotas de fenilefrina a 10% foram aplicadas por via tópica. Decorridos 5 minutos do início da cirurgia, o paciente desenvolveu hipertensão arterial e taquicardia, refratárias à elevação da dose administrada de remifentanil e propofol, bem como à administração de droperidol. O controle da pressão arterial e da freqüência cardíaca foi possível após o emprego do sevoflurano, mas houve diminuição da saturação de oxigênio e o aparecimento de crepitações pulmonares difusas por provável desenvolvimento de edema pulmonar agudo. A furosemida foi administrada e os anestésicos foram suspensos. O paciente apresentou melhora progressiva do quadro pulmonar, enquanto os valores de pressão arterial permaneciam dentro da normalidade. Recebeu alta da sala de recuperação pós-anestésica 6 horas após a cirurgia, quando se apresentava em ventilação espontânea em ar ambiente, com saturação de O2, ausculta pulmonar e pressão arterial normais. CONCLUSÕES: A administração de fenilefrina tópica deve ser realizada com cautela, antes do início da cirurgia e com o conhecimento do anestesiologista, para que medidas sejam empregadas com o objetivo de evitar absorção sistêmica em grande quantidade e, caso esta ocorra, as condutas preconizadas devem ser seguidas, ou seja, diminuição da pressão arterial sem causar depressão miocárdica, como no caso do emprego de beta-bloqueadores ou bloqueadores do canal de cálcio. Os vasodilatadores de ação direta ou alfa-bloqueadores são as opções diante de hipertensão arterial grave decorrente da absorção sistêmica de fenilefrina.
2004
Fischer,Maria de Fátima Savioli Moro,Eduardo Toshiyuki Guasti,Válter Moreno Costa,Clóvis Tadeu B da Soeiro,Fábio Scalet Santos,Luiz Carlos Bevilacqua dos Swensson Filho,Renato
Injeção subaracnóidea inadvertida de corticóide em tratamento de dor crônica da coluna lombar: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Antes que os corticóides fossem utilizados no espaço peridural para o tratamento de dor crônica da coluna lombar, a injeção subaracnóidea desses agentes era a escolha. A técnica subaracnóidea pode levar a sérias complicações com seqüelas neurológicas, embora alguns autores ainda a preconizem. O objetivo deste relato é mostrar um caso de injeção inadvertida de corticóide associado ao anestésico local no espaço subaracnóideo, quando da realização de punção peridural para tratamento de dor na coluna lombar. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 46 anos, acompanhado pela neurocirurgia por apresentar ciatalgia à direita, há 9 meses, sem melhora com o tratamento clínico, devido a protrusão discal L4-L5 comprovada por estudo tomográfico, sem déficit neurológico. Foi realizada punção peridural para tratamento da dor, em L4-L5 com agulha 17G, e injetados 10 ml de solução contendo 4 ml de bupivacaína a 0,25%, 80 mg de metilprednisolona e 4 ml de solução fisiológica a 0,9%. Apesar de não se ter constatado refluxo de líquor, após 5 minutos da injeção ocorreram bloqueios sensitivo em T4 e motor em T6, associados à diminuição da pressão arterial e freqüência cardíaca. CONCLUSÕES: As punções subaracnóideas acidentais com associação de corticóides para tratamento de dor podem apresentar complicações. Os seus riscos são inúmeros, variando de sintomas temporários leves a lesões nervosas e, inclusive, na medula espinhal. O paciente em questão não apresentou nenhuma seqüela da injeção subaracnóidea inadvertida, provavelmente por ter sido injeção única.
2004
Vanni,Simone Maria D'Angelo