RCAAP Repository

Clorofíceas marinhas bentônicas da Praia de Serrambi, Pernambuco, Brasil

É apresentado o levantamento florístico sobre as clorofíceas marinhas bentônicas encontradas na Praia de Serrambi, litoral Sul do Estado de Pernambuco. O material estudado foi coletado em três estações, as quais foram visitadas mensalmente durante o período de abril de 1986 a setembro de 1987. As clorofíceas foram representadas na flora local por 39 espécies, três variedades e uma forma, pertencentes às ordens Ulotrichales, Ulvales, Siphonocladales, Cladophorales, Caulerpales e Dasycladales. Acetabularia calyculus Quoy & Gaimard. In Freycinet, Bryopsis pennata Lamouroux, Bryopsis plumosa (Hudson) C. Agardh, Caulerpa ambigua Okamura, Caulerpa serrulata (Forsskål) J. Agardh emend Børgesen, Chaetomorpha brachygona Harvey, Cladophora coelothrix Kützing, Cladophoropsis membranacea (C. Agardh) Børgesen, Codium intertextum Collins & Hervey, Ernodesmis verticillata (Kützing) Børgesen são novas referências para a flora do litoral de Pernambuco. Pringsheimiella scutata (Reinke) von Höhnel ex Marchewianka o é também para o litoral continental do Brasil. Halimeda opuntia (L.) Lamouroux foi hospedeira de maior número de epífitas, enquanto Bryopsis plumosa, quando epífita, foi a que cresceu sobre maior número de hospedeiros.

Year

1998

Creators

Pereira,Sônia Maria Barreto Accioly,Miguel da Costa

Briófitas epíxilas de uma área remanescente de Floresta Atlântica (Timbaúba, PE, Brasil): 2. Lejeuneaceae

Foram registradas 19 espécies de Lejeuneaceae epíxilas em um remanescente de Floresta Tropical Atlântica no município de Timbaúba (7º 35'S, 35º 20'W), Estado de Pernambuco. Constituem novas referências para a região Nordeste - Aphanolejeunea sicaefolia (Gott. in Steph.) Evans e Cheilolejeunea trifaria (Reinw. et al.) Mizut. Há indicação de bibliografia referentes à descrição, ilustração e distribuição geográfica no Brasil, além de chave de identificação para os táxons encontrados.

Year

1998

Creators

Germano,Shirley Rangel Pôrto,Kátia Cavalcanti

Algas marinhas bentônicas da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil

Na Reserva foram encontradas 121 espécies, sendo 27 de Chlorophyceae, 21 de Phaeophyceae e 73 de Rhodophyceae. Dentre estas espécies, 38 são novas referências para a ilha, sendo que Cladophora catenata (L.) Kütz. é pela primeira vez citada para o litoral do Rio de Janeiro. Não foram encontradas espécies endêmicas e nem flora específica de região insular. A comparação da flora da Reserva com a de regiões vizinhas indica alta percentagem de espécies em comum entre elas.

Year

1998

Creators

Gestinari,Lísia Mônica de Souza Nassar,Cristina Aparecida Gomes Arantes,Patrícia Valéria dos Santos

Relation between chemical composition of Grateloupia doryphora (Montagne) Howe, Gymnogongrus griffithsiae (Turner) Martius, and abiotic parameters

In Grateloupia doryphora and Gymnogongrus griffithsiae the seasonal variation of their chemical compounds was studied, establishing a relation with the physical and chemical properties of seawater. High values of proteins in the studied species were detected during the winter, 28.88% in G. doryphora and 26.68% in G. griffithsiae, corresponding to the maximum period of ammonium concentration in the marine environment. The variation in carbohydrates content showed an inverse relation with the proteins, with a maximum of 54.72% in G. doryphora and of 55.36% in G. griffithsiae, both in summer, positively correlated with salinity and temperature of sea water. Lipids content was low in both species. In G. doryphora the values ranged between 0.81 and 1.30% and, in G. griffithsiae, from 0.71 to 1.50% of dry weight, showing a direct relation with the amount of nitrogen in the seawater. The maximum content of ashes, phosphorus and potassium occurred in autumn and winter, respectively, with 11.85%, 0.20%, 1.27% in G. doryphora, and 14.46%, 0.14%, 1.41% in G. griffithsiae.

Aspectos florísticos e ecológicos da vegetação campestre do Morro da Polícia, Porto Alegre, RS, Brasil

Estudou-se a variação da composição florística da vegetação campestre e suas relações com altitude e exposição no Morro da Polícia, de origem granítica, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a 30ºS e 51 ºW. O levantamento foi realizado de novembro de 1992 a novembro de 1994. A presença e freqüência de espécies foi avaliada usando o método de pontos sobre transecções em 19 unidades de vegetação, as quais foram delimitadas com base na exposição da encosta (N, S, L, O) e altitude (160 a 280m). Os dados foram submetidos a análise multivariada de agrupamentos e ordenação. Nas transecções foram observadas 189 espécies, sendo Poaceae, Asteraceae e Apiaceae as famílias mais freqüentes e Trachypogon montufari e Schizachyrium tenerum as espécies dominantes. A análise de agrupamentos e de ordenação revelou conexões entre variação da vegetação e fatores altitude e exposição solar. Aristida laevis e Sorghastrum albescens são características de comunidades mais expostas à radiação solar, enquanto Agenium villosum e Eryngium eriophorum o são de comunidades menos expostas. Vernonia nudiflora e Axonopus suffultus caracterizam as áreas mais elevadas do morro, enquanto Eupatoriitm ligulifolium e Sorghastrum albescens as mais baixas.

Year

1998

Creators

Boldrini,Ilsi Iob Miotto,Silvia T. S Longhi-Wagner,Hilda M Pillar,Valério De P Marzall,Katia

Fungos filamentosos do solo da Ilha dos Eucaliptos na Represa do Guarapiranga em São Paulo, SP

Foi estudada a diversidade dos fungos do solo da Ilha dos Eucaliptos na Represa do Guarapiranga em São Paulo, SP, sob floresta de Eucalyptus, mata de interseção e mata secundária remanescente, em duas épocas climáticamente distintas: março - época quente e úmida (verão) e junho - época fria e seca (inverno) de 1996. Os fungos filamentosos foram isolados pelos métodos da diluição em série e placa de solo. A similaridade entre as micotas foi estabelecida pelo índice de Sörensen. No total foram obtidos 44 táxons de fungos (Zygomycota, Ascomycota e fungos mitospóricos), distribuídos em 92 ocorrências. No solo sob a floresta de Eucalyptus spp. foram encontrados 20 táxons (31 ocorrências) de fungos, no solo da interseção 32 táxons (38 ocorrências) e no solo da mata secundária 16 táxons (23 ocorrências). Similaridade de 47% foi encontrada entre a micota do solo sob Eucalyptus com a da interseção, e desta com a micota da mata secundária. A micota do solo sob Eucalyptus e a da mata secundária apresentaram 39% de similaridade. Na época quente e úmida (verão) a micota terrestre da Ilha foi composta por 26 táxons de fungos (47 ocorrências) e na época fria e seca (inverno) por 32 táxons (45 ocorrências), com 46% de similaridade entre ambas. Pela diluição em série foram isolados 33 táxons (60 ocorrências) e pela técnica da placa de solo, 22 táxons (32 ocorrências). O número de colônias de fungos foi significativamente maior no solo da mata secundária, seguido pela vegetação de interseção e a floresta de Eucalyptus, independentemente da época de coleta. O possível efeito inibitório de Eucalyptus sobre a comunidade dos fungos do solo da Ilha pode ter sido expresso pela diminuição do número de colônias na área reflorestada, no entanto, não afetou a diversidade dos fungos, que se apresentou elevada nos três tipos de vegetação.

Year

1998

Creators

Santos,Valéria Barros dos Wellbaum,Christian Schoenlein-Crusius,Iracema Helena

Auto-incompatibilidade em Miconia ciliata (L.C.Rich.) DC. (Miconieae - Melastomataceae)

Miconia ciliata é uma espécie arbustiva, com período de floração que se estende por 11 meses. As flores são hermafroditas e apresentam antese diurna. A interrupção do crescimento do tubo polínico ocorre no estilete, sugerindo haver um mecanismo de autoincompatibilidade do tipo gametofítico. Foram registradas visitas de duas espécies de abelhas Halictidae, que coletam pólen através de vibração (buzz pollination). A pequena quantidade de flores abertas diariamente por inflorescencia, provavelmente induz os polinizadores efetivos a visitarem maior número de inflorescencia por indivíduo, promovendo a fecundação cruzada. Miconia ciliata é uma espécie cujo sucesso reprodutivo é favorecido pelas frequentes visitas dos polinizadores efetivos, elevada razão P/O e viabilidade polínica.

Year

1998

Creators

Melo,Gladys Flavia de Machado,Isabel Cristina

Anatomia do escapo floral de espécies brasileiras de Paepalanthus subgênero Platycaulon (Eriocaulaceae)

Foi estudada a anatomia dos escapos de 17 espécies de Paepalanthus subgênero Platycaulon, sendo 10 da sect. Divisi e sete da sect. Conferti. O trabalho foi realizado para caracterizar anatomicamente os escapos. como contribuição para o entendimento do grupo, uma vez que. morfologicamente, esse é o caráter laxonômico mais importante. Procurou-se, também, confirmar ou não o reconhecimento das duas seções dentro do subgênero. Para os estudos anatômicos utilizou-se material proveniente do Brasil, obtido de exsicatas de diferentes herbários e/ou coletado na Serra do Cipó, MG. Neste trabalho observou-se que Paepalanthus subg. Platycaulon é caracterizado morfologicamente por apresentar escapos pluricapitulados no ápice. Anatomicamente, as espécies estudadas da sect. Divisi apresentam escapos com vários cilindros vasculares, na região mediana e, ainda apresentam, em Paepalanthus vellozioides e P. spixianus, feixes vasculares corticais, características únicas na família. Diferentemente, as espécies avaliadas da sect. Conferti apresentam escapos com cilindro vascular único na região mediana, padrão análogo ao das demais Eriocaulaccae, e ainda apresentam, em Paepalanthus itatiaiensis, P. planifolius e P. paulensis, feixes vasculares medulares, que até então não haviam sido referidos para a família.

Year

1998

Creators

Scatena,Vera Lucia Giulietti,Ana Maria Cardoso,Vanessa de Aquino

Flora ruderal da cidade de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

O estudo sobre a flora ruderal de cidades, atualmente, tem sido intensificado, tendo como objetivo primordial o conhecimento do seu potencial e as variações na sua utilização. A literatura, até o momento, não registrava nenhum trabalho sobre este aspecto, para a cidade de Cuiabá (Mato Grosso). Tendo em vista a alta ocorrência de espécies ruderais nesta cidade, realizou-se o presente estudo com o objetivo de catalogar a sua flora ruderal, bem como verificar os usos regionais das espécies. As coletas foram realizadas cm duas áreas: Campus da Universidade Federal de Mato Grosso e o bairro Boa Esperança. A triagem dos vegetais, bem como as identificações, foram realizadas no Laboratório de Botânica do Instituto de Biociências, desta Universidade. O levantamento botânico efetuado nas duas áreas catalogou 109 espécies e 81 gêneros, distribuídos por 35 famílias. A família Gramineae (=Poaceae) apresentou o maior número de espécies (14), seguida de Compositae (=Asteraceae 13). Leguminosae (=Fabaceae 11), Euphorbiaceae (10) e outras com menor número. Entre as 109 espécies catalogadas pode-se citar Panicum maximum Jacq. (capim-colonião), Turnera itlmifolia L. (chanana). Cecropia peltata L. (embaúva), Ipomoea acuminata Roem & Sch. (campainha), as quais são utilizadas localmente como plantas forrageiras, ornamentais e medicinais.

Year

1998

Creators

Pedrotti,Débora Eriléia Guarim Neto,Germano

Tolerância à dessecação em sementes

São apresentadas algumas considerações sobre a tolerância das sementes à dessecação, analisando-se os principais trabalhos desenvolvidos com sementes ortodoxas e recalcitrantes. São levantados aspectos considerados importantes no entendimento desta tolerância, como as fases de desenvolvimento e de germinação das sementes, a participação do ácido abscísico, do DNA, de RNAs, de proteínas e de açúcares, as propriedades da água, os radicais livres e particularidades das sementes recalcitrantes. São feitas considerações quanto a perspectivas de ação na área.

Year

1998

Creators

Barbedo,Cláudio José Marcos Filho,Júlio

Levantamento preliminar de Pteridophyta do Parque Estadual do Rio Doce (MG)

Foi realizado um levantamento preliminar de Pteridophyta no Parque Estadual do Rio Doce, sendo coletadas 15 famílias, 27 gêneros c 57 espécies. As famílias encontradas foram Aspleniaceae, Blechnaceae, Dennstaedtiaceae, Dryopteridaceae, Gleicheniaceae, Hymenophyllaceae, Lomariopsidaceae, Osmundaceae, Polypodiaceae, Pteridaceae, Schizaeaceae, Selaginellaceae, Tectariaceae, Thelypteridaceae e Woodsiaceae. Destas, as mais representativas foram Pteridaceae, com 29,8% das espécies distribuídas em quatro gêneros (Adiantum, Hermionitis, Pityrogramma e Pteris) e Thelypteridaceae que apresentou 17,5% das espécies, incluídas em dois gêneros (Macrothelypteris e Thelypteris). As demais famílias variaram de 1,8-8,8% do total das espécies. Das 57 espécies registradas no Parque, 22 apresentaram distribuição bastante restrita, sendo Pteridaceae e Thelypteridaceae as duas famílias de ocorrência mais ampla. Análises do solo das trilhas do Parque revelaram solo ácido, com pH variando de 4,3-5,1, preferencialmente argiloso a muito argiloso e com teores médio a baixo de P, Ca, Al e Mg.

Year

1998

Creators

Graçano,Deusângela Prado,Jefferson Azevedo,Aristéa Alves

A família Nymphaeaceae no Pantanal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Brasil

As Nymphaeaceae possuem 50 espécies em 6 gêneros, dos quais dois ocorrem no Pantanal, Nymphaea (7 spp.) e Victoria (1). As espécies de Nymphaea encontradas são todas do subgênero Hydrocallis, neotropicais de floração noturna. As espécies encontradas no Pantanal são: Victoria amazônica (Poepp.) Sowerby, Nymphaea amazonum Mart. & Zucc. subsp. amazonum, e subsp. peclersenii Wiersema, N. belophyllci Trickett., N. garclneriana Planch., N. jamesoniana Planch., N. lingulata Wiersema., N. oxypetala Planch, e N. prolifera Wiersema. A espécie de mais ampla distribuição no Pantanal é N. amazonum. N. lingulata e N. belophylla são citadas pela primeira vez para o Pantanal. São apresentadas chave de identificação das espécies baseada em caracteres morfológicos, breve descrição, observações ecológicas, distribuição e ilustrações.

Relacionamentos entre as espécies autógamas de Cuphea P. Browne seção Brachyandra koehne (Lythraceae)

A seção Brachyandra, uma das 13 seções de Cuphea, é excepcional por compreender a maioria das espécies autógamas do gênero. A maior parte das outras espécies de Cuphea, embora autocompatíveis, são alógamas protândricas. A seção Brachyandra é definida pela presença de estames com filetes curtos e profundamente inseridos no tubo floral, caracteres diretamente relacionados à autogamia. Entre as espécies da seção, existem poucas diferenças na morfologia floral e os caracteres vegetativos são variáveis e sobrepostos. As similaridades poderiam ser atribuídas à recente especiação dentro de um grupo monofilético, definido pela aquisição do modo autógamo de reprodução, ou a seção poderia ser polifilética, com similaridades resultantes de convergência, dirigidas pela mudança de alógamas para autógamas. A morfologia do pólen e da semente, descrita agora para este grupo, sugere que a seção Brachyandra não seja monofilética, mas sim que compreenda um mínimo de três diferentes linhas evolutivas, representadas por: 1) quatro espécies com sementes aladas e pólen oblato, sincolporado e estriado, com poros proeminentes; 2) duas espécies com sementes grandes e não aladas e pólen psilado, sem poros proeminentes e leves espessamentos interaperturados; 3) oito espécies com sementes pequenas, não aladas e quase esferoidais, pólen não sincolpado, psilado a rugulado. A variação neste último grupo sugere que o mesmo seja derivado de mais do que um ancestral. Na análise cladística, as espécies da seção Brachyandra ocorrem dentro de ciados de espécies das seções Euandra, Pseudochvaea, Trispernuun e Amazoniana. Os resultados indicam que não existe base filogenética sólida para o reconhecimento da seção Brachyandra como presentemente definida.

Esgotamento das reservas na semente de Euterpe edulis Mart. e efeito da nutrição mineral nas plântulas

As reservas da semente de Euterpe edulis, crescendo em substrato composto de argila, areia e adubo orgânico, na proporção de 2:1:2, esgotaram-se quando a plântula apresentou as duas primeiras folhas fotossintetizantcs expandidas, podendo ser esta a causa da grande mortalidade no campo de plântulas que já desenvolveram a terceira folha. Aumento na adubação não refletiu em aumento de massa seca ou área foliar de plantas nos primeiros cinco meses de crescimento. Plantas mais velhas, entretanto, apresentaram aumento de massa seca da parte aérea com a adição de solução nutritiva ao substrato.

Year

1998

Creators

Venturi,Silvia Paulilo,Maria Terezinha Silveira

Estudo da germinação de sementes de espécies arbóreas pioneiras: Tibouchina pulchra Cogn. e Tibouchina granulosa Cogn. (Melastomataceae)

A influência da luz no processo de germinação de sementes de Tibouchina pulchra e T granulosa foi estudada. Sementes de Tibouchina pulchra e T. granulosa submetidas a diferentes qualidades e quantidades de luz demonstram forte dependência para o processo de germinação. Em condições de escuro e irradiação com vermelho-extremo, as sementes não germinaram, demonstrando o envolvimento do fitócromo no processo, como evidenciado através de curvas de fluencia-respostae de curvas de escape da ação do litocromo. Após 12 meses deestocagem sob baixa temperatura as sementes apresentaram a mesma percentagem de sementes viáveis. A partir destes resultados conclui-se que T. pulchra and T granulosa são espécies pioneiras.

Year

1998

Creators

Zaia,José Eduardo Takaki,Massanori

Análise da estrutura de duas unidades fitofisionômicas de savana (cerrado) no sul do Brasil

A região de Jaguariaíva. situada no Estado do Paraná, sul do Brasil, abriga os últimos remanescentes de savana no Estado e pode ser considerada como marco do limite meridional de distribuição deste tipo de vegetação no Brasil. O Parque Estadual do Cerrado (24º09" S; 50º18' WG) foi objeto deste estudo em que se analisou a estrutura da vegetação de duas fornias fisionômicas de savana, o campo cerrado e o cerrado sensu stricto. Estas duas formas são predominantes na área do Parque, ainda que este não seja coberto exclusivamente por vegetação savânica. Vinte parcelas com dimensões de 200m² (20 X 10m) foram alocadas sistematicamente em cada unidade fisionômica, onde todo indivíduo com perímetro basal (PB) igual ou maior a 15cm foi amostrado. Os resultados do levantamento apontaram para pequeno número de espécies lenhosas em ambos os tipos fisionômicos (33 espécies no cerrado sensu stricto e 18 no campo cerrado). As espécies mais importantes foram virtualmente as mesmas em ambas as formas fisionômicas, destacando-se Byrsonima coccolobifolia. Acosníium subelegans. Couepia grandiflora e Stryphnodendron adstringens. A densidade total, dominância total e diversidade foram mais elevadas no cerrado sensu stricto. Além disso, ficou aparente a maior semelhança florística com as savanas de São Paulo, especialmente aquelas situadas ao sul deste Estado.

Year

1998

Creators

Uhlmann,Alexandre Galvão,Franklin Silva,Sandro Menezes

Reabilitação nomenclatural e taxonômica de Virola bicuhyba (Schott) Warb. (Myristicaceae)

Esta nota trata da reabilitação da Miristicácea Virola bicuhyba (Schott) Warb., designação de lectótipo e sinonimização tanto de Virola oleífera (Schott) A.C. Smith como de Bicuiba oleífera (Schott) de Wilde.

Myxomycetes da Chapada do Araripe (Crato - CE, Brasil)

Foi efetuado um levantamento dos Myxomyeetes ocorrentes em área de floresta no município do Crato, CE (7º13'53" S; 39º24'28'' W; Alt. 422m), assinalando-se as seguintes famílias e gêneros: Ceratiomyxaceae (Ceratiomyxa, 1 sp.); Cribrariaceae (Cribraria, lsp., Dictydium, 1 sp.); Didymiaceae (Didymium, 2sp.); Enteridiaceae (Dicrydiaethalium, 1sp.); Physaraceae (Badhamia, 2sp., Fuligo, 2sp., Physarum, 5sp.); Steinonitaceae (Comatricha, 3sp., Sfemonitis, 6sp.); Trichiaceae (Arcyria, 3sp., Hemitrichia, 2sp., Periclwena, 1 sp.)- Constatou-se preferência das espécies para frutificar em troncos mortos de dicotiledôneas, seguindo-se restos de palmeiras e folhedo. O levantamento eleva para 30 o número de espécies referidas para o Ceará. Uma família e 19 espécies são novos registros para o Estado e Arcyria magna var. rosea Rex é nova referência para o Brasil. São apresentados comentários, chave de identificação e distribuição geográfica das espécies no Nordeste do Brasil.

Year

1998

Creators

Cavalcanti,Laise de Holanda Putzke,Jair

Prevalência da estenose aterosclerótica do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior na arteriopatia oclusiva dos membros inferiores

Contexto: A eventual relação entre a aterosclerose das artérias dos membros inferiores com a aterosclerose das artérias intestinais foi pouco estudada. Objetivo: Avaliar pela ecografia vascular (Doppler) presença de lesões com estenose 70% na artéria mesentérica superior e/ou tronco celíaco em doentes com arteriopatia obstrutiva crônica dos membros inferiores. Método: Foram estudados dois grupos, cada um com 60 doentes (40 homens e 20 mulheres). O grupo-caso foi composto por doentes com arteriopatia obstrutiva crônica dos membros inferiores, claudicação intermitente limitante ou dor de repouso e/ou lesões tróficas de extremidade, sem queixas gastrintestinais. O grupo-controle foi constituído por enfermos sem doença arterial obstrutiva dos membros inferiores e sem queixas gastrintestinais. Consideraram-se fatores de risco presença de diabetes melito, hipertensão arterial, obesidade, angina/infarto, tabagismo e dislipidemia. Todos os doentes foram submetidos a ecografia vascular do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior. Os doentes do grupo-caso foram separados pela presença de claudicação intermitente limitante (N = 12) ou lesão trófica e/ou dor de repouso (N = 48). Resultados: Houve associação significante entre idade (p = 0,04) e cardiopatia isquêmica (p = 0,04) com aterosclerose da artéria mesentérica superior. Os fatores de risco não mostraram associação significante com presença de estenose do tronco celíaco. Observou-se associação significante entre arteriopatia dos membros inferiores e lesão estenótica da artéria mesentérica superior (p = 0,006) e do tronco celíaco (p < 0,001). Conclusões: Na ecografia vascular, o achado de arteriopatia periférica sugere presença de lesão estenótica em artéria mesentérica superior e/ou tronco celíaco. A aterosclerose na artéria mesentérica superior está associada com cardiopatia isquêmica e idade avançada.

Year

2010

Creators

Reis,Wenes Pereira Gaio,Josileide Reis Júnior,César Waisberg,Daniel Reis Klug,Marly Miranda,Robson Barbosa Waisberg,Jaques

Tunelizador maleável moldável universal na cirurgia de revascularização do membro inferior isquêmico

Contexto: A revascularização do membro inferior isquêmico envolve a criação de túnel para a acomodação do enxerto vascular cujo trajeto e extensão dependem do local da anastomose proximal e distal do enxerto. Na atualidade, os tunelizadores utilizados consistem em estruturas cilíndricas metálicas rígidas. Objetivo: Testar a utilização de um tunelizador universal metálico e moldável na revascularização de membros inferiores isquêmicos. Métodos: O tunelizador desenvolvido consiste de uma estrutura cilíndrica híbrida e modular composta de fio de aço inoxidável moldável interno, com manopla em extremidade proximal, dupla ponta cônica intercambiável em extremidade distal e bainha cilíndrica externa de polietileno. O tunelizador foi utilizado em cirurgias de revascularização do membro inferior isquêmico, independentemente do tipo, trajeto e extensão do enxerto escolhido. Resultados: As características de maleabilidade e capacidade de deformação permitiram a adaptação e utilização do mesmo tunelizador nos diversos tipos de enxerto realizados. A ponta cônica distal com duplo diâmetro, intercambiável, permitiu que o mesmo aparato pudesse ser utilizado na cirurgia de revascularização com veia safena reversa ou prótese sintética. Conclusão: O tunelizador metálico maleável moldável pode ser utilizado com segurança e apresenta vantagens nas cirurgias de revascularização dos membros inferiores isquêmicos e possivelmente em outros territórios vasculares isquêmicos. Sua versatilidade e baixo custo de produção podem levá-lo a substituir os tunelizadores rígidos utilizados na atualidade.

Year

2010

Creators

Rossi,Fabio Henrique Izukawa,Nilo Mitsuru Oliveira,Lannes Alberto Trópico,Wilson Tobias,José Nicodemos Prakasan,Akash Kuzhiparambil Barbato,Heraldo Antônio