RCAAP Repository

Suculência e solubilização de pectinas em maçãs ‘Gala’, armazenadas em atmosfera controlada, em dois níveis de umidade relativa

O objetivo deste trabalho foi o de avaliar o efeito de umidades relativas (UR) de 96 e 90%, em maçãs ‘Gala’ armazenadas por 8 meses em atmosfera controlada (AC) sobre a perda de suculência, firmeza de polpa, conteúdo de pectina solúvel (PS) e atividade das enzimas pectinametilesterase (PME) e poligalacturonase (PG). A temperatura de armazenamento em AC foi de 0,5°C. Ao final do período em AC e mais 7 dias a 20°C, foram avaliadas a suculência, a firmeza de polpa, o conteúdo de PS e as atividades da PME e PG. A UR na faixa de 96 a 90% não afetou a suculência, a firmeza, o conteúdo de PS e a atividade da PME, mas em 90% de UR ocorreu aumento da atividade da PG, após 8 meses em AC e mais 7 dias a 20°C.

Year

2004

Creators

Lunardi,Rosangela Brackmann,Auri Sestari,Ivan Zanatta,Jocemar Francisco Silva,Jorge Adolfo da Rombaldi,Cesar Valmor

Atividade polifenoloxidase e compostos fenólicos em pós-colheita de pêssegos cultivado em pomar com cobertura vegetal e cultivo tradicional

Estudou-se o efeito do manejo do solo, com e sem cobertura vegetal, na atividade da polifenolaxidase e compostos fenólico em pêssegos cvs. Chimarrita e Cerrito, durante o armazenamento refrigerado. As frutas foram colhidas em três estádios de maturação e armazenadas em refrigeração à 0ºC ± 0,5ºC, com umidade relativa do ar de 90% ± 5%. As avaliações do teor de fenóis, atividade da polifenoloxidase e a ocorrência de distúrbios fisiológicos foram feitas na colheita e após 6, 12 e 18 dias de armazenamento, mais 3 dias de simulação de comercialização (± 25ºC). Os resultados mostraram que na cultivar Chimarrita, tanto na colheita quanto durante o armazenamento, os pêssegos produzidos em pomar com cobertura vegetal apresentaram maior atividade de polifenoloxidase e compostos fenólicos do que os de pomar com manejo do solo sem cobertura. Pêssegos da cv. Cerrito não apresentaram diferenças na atividade polifenoloxidase e no teor de fenóis nos períodos avaliados. Ambas as cultivares não apresentaram aparecimento de qualquer distúrbio fisiológico durante os períodos avaliados.

Year

2004

Creators

Martins,Carlos Roberto Cantillano,Rufino Fernando Flores Farias,Roseli de Mello Rombaldi,Cesar Valmor

Modificações em propriedades físicas com a compactação do solo causada pelo tráfego induzido de um trator em plantio direto

Com a intensa utilização de tecnologias voltadas à motomecanização das operações agrícolas, o processo de compactação do solo, causado pelo tráfego, é um fator limitante à obtenção de maior produtividade agrícola. Com o objetivo de avaliar o efeito do tráfego de máquinas na alteração das propriedades físicas do solo sob plantio direto, conduziu-se um experimento no ano de 2001, na UFSM (RS), aplicando-se níveis de tráfego na superfície de um Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico arênico. Para isso, foi utilizada uma carregadora com massa de 10Mg, munida de pneus radiais com pressão interna de 0,35MPa e pressão de contato pneu/solo de 0,11MPa. Os tratamentos constaram de: T0 - sem compactação adicional; T1 - compactação adicional por tráfego em duas vezes de máquina com massa de 10Mg; T2 - compactação adicional por tráfego em quatro vezes de máquina com massa de 10Mg. Com os diferentes níveis de tráfego aplicados, observou-se redução na macroporosidade e porosidade total sem aumento para microporosidade. A densidade e a resistência à penetração se elevaram para os tratamentos com tráfego. A resistência à penetração foi o parâmetro físico que melhor evidenciou o efeito do número de passadas do rodado da máquina sobre o solo.

Year

2004

Creators

Streck,Carlos Arnoldo Reinert,Dalvan José Reichert,José Miguel Kaiser,Douglas Rodrigo

Semeadura direta de forrageiras de estação fria em campo natural com aplicação de herbicidas: I. Produção de forragem e contribuição relativa das espécies

Os campos naturais apresentam estacionalidade na sua produção forrageira, a qual pode ser atenuada com a introdução de espécies de estação fria através de semeadura direta, aumentando a produção forrageira no inverno. Durante quatro anos, conduziu-se um experimento de semeadura direta de forragem de inverno, sobre campo nativo, em um Argissolo Vermelho-Amarelo, de textura superficial arenosa do norte do Uruguai. Em delineamento de blocos ao acaso com parcelas sub-subdivididas, foram testadas doses de herbicidas (glifosate 1L ha-1, glifosate 4L ha-1, paraquat 3L ha-1 e testemunha), como tratamento principal, aplicadas no ano 1994. A repetição ou não das mesmas doses no ano 1995 constituiu-se na subparcela, e a aplicação ou não das mesmas doses no ano 1996 constituiu-se na sub-subparcela. Os resultados mostraram que o maior distúrbio sobre a produção de forrageiras e contribuição das espécies do campo nativo foi provocado com a aplicação continuada de herbicidas sistêmicos na maior dose. Quando não foi aplicado herbicida (testemunha) havia onze espécies e com aplicação de glifosate 4L ha-1 havia seis espécies, bem como ocorreu uma substituição de espécies perenes por anuais. O herbicida paraquat e a dose baixa de glifosate mostraram efeitos intermediários entre o observado no campo nativo semeado com triticale e azevém sem tratar com herbicida e os provocados com glifosate na dose alta. Por outro lado, os rendimentos de matéria seca das espécies forrageiras invernais semeadas foram 63% maiores na dose mais alta de glifosate do que na testemunha, devido a um maior controle da competição que exercia o campo nativo.

Year

2004

Creators

Pérez Gomar,Enrique Reichert,José Miguel Reinert,Dalvan José García Prechac,Fernando Berretta,Elbio Marchesi,Claudia

Semeadura direta de forrageiras de estação fria em campo natural submetido à aplicação de herbicidas: II. Composição botânica

A semeadura direta de espécies forrageiras de estação fria permite reduzir a marcada estacionalidade da sua produção em campos naturais. Durante quatro anos, conduziu-se um experimento de aplicação de herbicidas sobre campo nativo, em um solo Argissolo Vermelho-Amarelo, de textura arenosa do norte do Uruguai visando introduzir forrageiras de estação fria e estudar o impacto dos herbicidas na composição botânica de espécies estivais. Foram testadas doses de herbicidas (glifosate 1L ha-1, glifosate 4L ha-1, paraquat 3L ha-1 e testemunha), como tratamento principal, aplicadas no ano 1994, em um delineamento blocos ao acaso. A repetição ou não das mesmas doses no ano 1995 constituiu a subparcela e a aplicação ou não das mesmas doses no ano de 1996 constituiu a sub-subparcela. No levantamento de espécies da vegetação existentes no outono de 1998, observou-se que o maior distúrbio sobre a composição botânica do campo nativo foi provocado com a aplicação continuada da dose de 4L ha-1 de glifosate, onde foram identificadas seis espécies. No levantamento de espécies existentes no tratamento testemunha, no outono, foram identificadas onze espécies, sendo que as espécies Andropogon lateralis, Paspalum notatum, Conyza bonariensis, Eryngium horridum, Desmodium incanum, Cyperus sp. e Digitaria sp. constituiram 90% da composição botânica. Com a aplicação de herbicida, ocorreu uma substituição de espécies perenes por anuais.

Year

2004

Creators

Pérez Gomar,Enrique Reichert,José Miguel Reinert,Dalvan José García Prechac,Fernando Berretta,Elbio Marchesi,Claudia

Acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados em propriedades rurais do Rio Grande do Sul, Brasil

O presente trabalho teve como objetivo determinar as causas genéricas e específicas dos acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados, no intuito de subsidiar a tomada de medidas mais efetivas de prevenção dos mesmos. A pesquisa foi executada em 21 municípios pertencentes a três microregiões geográficas do Rio Grande do Sul: Santa Maria, Restinga Seca e Cachoeira do Sul. Foram amostradas aleatoriamente 114 propriedades, dentro das quais 141 operadores foram entrevistados. Os acidentes analisados foram tanto aqueles ocorridos com o proprietário ou empregados da propriedade amostrada como aqueles ocorridos com operadores não pertencentes à propriedade, mas dos quais os entrevistados tinham conhecimento. 82% dos acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados foram causados por atitudes inseguras e 18% por condições inseguras. As principais causas específicas de acidentes foram a operação do trator em condições para as quais não foi projetado, a perda de controle em aclives/declives, a permissão de carona e o consumo excessivo de álcool. Com base nestes resultados, pode-se concluir que as ações visando à prevenção dos acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados devem dar ênfase à eliminação das causas específicas apuradas.

Year

2004

Creators

Debiasi,Henrique Schlosser,José Fernando Willes,Jorge Alex

Avaliação do ambiente térmico em instalação para crescimento e terminação de suínos utilizando os índices de conforto térmico nas condições tropicais

Neste trabalho, avaliou-se o ambiente térmico de uma instalação de crescimento e terminação de suínos e compararam-se os índices de temperatura e umidade (ITU) e de globo negro e umidade (ITGU) na indicação do conforto térmico nas condições tropicais. Foram medidas a temperatura de bulbo seco, a umidade relativa do ar e a velocidade do vento, e determinados os índices de temperatura e umidade, de globo negro e umidade e da carga térmica radiante (CTR). As mesmas análises foram realizadas para o ambiente externo (área não sombreada). As médias de ITGUs pela instalação, no verão e inverno, ficaram entre 68,9 a 74,8 e de 55,3 a 61,2, respectivamente, e foram observadas diferenças (P<0,05) em relação à área não sombreada principalmente nos períodos mais quentes do dia. O ITGU foi mais adequado na indicação do conforto térmico em relação ao ITU, principalmente no verão. A redução da CTR em função da instalação foi de até 35% quando comparado com a área não sombreada.

Year

2004

Creators

Sampaio,Carlos Augusto de Paiva Cristani,José Dubiela,Juliana Aparecida Boff,César Eduardo Oliveira,Marco Antônio de

Índice de mecanização de propriedades orizícolas no Rio Grande do Sul, Brasil

Caracterizada como atividade de alta expressão econômica no Rio Grande do Sul, a orizicultura é praticada de forma intensa, sobretudo na aplicação da mecanização. Tendo como objetivo diagnosticar o nível de mecanização (kW/ha), em função da área agrícola utilizada com arroz (AARR) e da área agrícola total (AAGT), foi analisada uma amostra de 87 propriedades, que, dentre suas atividades, desenvolvem a orizicultura. Para a representação da escala das propriedades no índice estudado, foram aplicados oito estratos em função da área agrícola total das mesmas, sendo considerada a potência dos tratores agrícolas em atividade e as áreas produtivas declaradas. A participação diferenciada da área de cultivo de arroz nos diferentes estratos acarretou diferenças expressivas no índice de mecanização, quando analisadas a área de arroz e a área agrícola total. A estratificação mostrou-se eficiente na determinação da variação do índice de mecanização nos estratos estudados, ocorrendo diferença significativa apenas entre os estratos 3 (31 a 45 ha) e 4 (46 a 90 ha) e os estratos 6 (131 a 180 ha) e 7 (181 a 400 ha), quando relacionado o índice estudado à área orizícola, sendo representados por intervalos de classe eficientemente diferenciados para as demais médias.

Year

2004

Creators

Schlosser,José Fernando Machado,Otávio Dias da Costa Debiasi,Henrique Pinheiro,Eder Dornelles

Rede admirável epidural rostral e caudal e suas fontes de suprimento sangüíneo em javali (Sus scrofa scrofa)

Este trabalho visou descrever e sistematizar, no javali, as fontes que supriram as redes admiráveis epidurais rostrais e caudais (RAER e RAEC) responsáveis pela irrigação do encéfalo. Foram coletadas 32 cabeças, das quais 30 foram injetadas com látex 603, e duas com resina odontológica, pelas artérias carótidas comuns. A artéria (A.) carótida comum dividiu-se nas artérias carótidas interna e externa. A A. carótida interna emitiu as artérias: occipital e condilar, ramificando-se na formação da RAER, como sua principal fonte. A A. carótida externa continuou-se como A. maxilar, que emitiu as artérias meníngea média e oftálmica externa, as quais cooperaram com ramos para a RAER. As redes rostrais anastomosaram-se em rede, formando um "H", e delas confluíram as artérias carótidas do cérebro. Cada RAEC foi constituída principalmente pela A. occipital, com cooperação das artérias condilar e vertebral, e originaram a A. basilar.

Year

2004

Creators

Oliveira,João Cesar Dias Campos,Rui

Efeito do extrato da casca de Syzygium cumini sobre a atividade da acetilcolinesterase em ratos normais e diabéticos

Este estudo verificou a eficiência do extrato etanólico da casca de Syzygium cumini sobre o sistema colinérgico de ratos normais e diabéticos induzidos com aloxano. Os animais foram divididos em grupo controle (C), tratado com Syzygium cumini (TS), diabético (D) e diabético tratado com Syzygium cumini (DS). A atividade da acetilcolinesterase (AChE) foi analisada nas seguintes estruturas cerebrais: cerebelo, córtex, estriado e hipocampo. O extrato etanólico da casca de Syzygium cumini na dose de 1g.kg-1 foi administrado diariamente por um período de trinta dias. Foi verificado após este período que o extrato inibiu a atividade da AChE no cerebelo e córtex cerebral dos ratos do grupo DS (P<0,05), comparado com o TS. No estriado houve um aumento significativo na atividade da AChE nos ratos do grupo TS (P<0,01) comparado com o C, e no hipocampo não foi encontrada nenhuma variação significativa. Esses resultados indicam que o extrato da casca do Jambolão, possui um efeito inibitório da AChE no cerebelo e córtex cerebral e um efeito ativador sobre essa enzima no estriado, indicando uma possível alteração na funcionalidade do sistema colinérgico nestas estruturas cerebrais.

Year

2004

Creators

Mazzanti,Cinthia Melazzo Schossler,Deila Rosély Filappi,Andreane Prestes,Danívia Silva,Adriane Cismoski Correa,Maisa Schetinger,Maria Rosa Chitolina Morsch,Vera Maria Lunkes,Gilberto Gonzaga,Wellington de Abreu Cecim,Marcelo

Avaliação da buprenorfina pelas vias intravenosa ou intramuscular em cães anestesiados pelo desfluorano

Objetivou-se avaliar comparativamente os efeitos da buprenorfina, administrada pelas vias intramuscular(IM) ou intravenosa (IV), sobre variáveis cardiovasculares, em cães anestesiados com desfluorano. Para tanto, foram utilizados dezesseis cães adultos, clinicamente saudáveis, distribuídos em dois grupos (n=8) denominados de GI e GII. Em ambos os grupos, a anestesia foi induzida com propofol (8 mg/kg, IV) e em seguida os animais foram intubados com sonda orotraqueal de Magill, a qual foi conectada ao aparelho de anestesia volátil para administração de desfluorano (1,5 CAM). Após 30 minutos do início da anestesia inalatória, foi aplicado no GI buprenorfina na dose de 0,02 mg/kg pela via IV, enquanto no GII administrou-se o opióide na mesma dose porém pela via IM. Avaliaram-se: freqüência cardíaca (FC); pressões arteriais sistólica, diastólica e média (PAS, PAD e PAM); débito cardíaco (DC); pressão venosa central (PVC) e pressão da artéria pulmonar (PAP). As colheitas foram feitas nos seguintes momentos: M1 - 30 minutos após o início da anestesia inalatória antes da aplicação do opióide; M2 - 15 minutos após a administração da buprenorfina; M3, M4 e M5 - de 15 em 15 minutos após M2. A avaliação estatística dos dados foi efetuada por meio de Análise de Perfil (p<0,05). As variáveis PAS, PAM, DC, PVC e PAP, não apresentaram alterações significativas de seus valores em ambos os grupos. Entretanto, a FC e a PAD apresentaram reduções significativas após a administração do opióide apenas no GI. Assim, pôde-se concluir que a buprenorfina administrada pelas vias IV ou IM não interferiu nos índices cardiovasculares de forma a manifestar efeitos clínicos importantes em cães anestesiados com desfluorano.

Year

2004

Creators

Souza,Almir Pereira de Nishimori,Celina Tie Santos,Paulo Sérgio Patto dos Paula,Danielli Parrilha de Nunes,Newton Rezende,Márlis Langenegger de Henao-Guerrero,Piedad Natalia

Alterações cardiovasculares e intracranianas promovidas pela buprenorfina em cães anestesiados com desflurano

Objetivou-se com a realização deste experimento, estudar possíveis alterações nas variáveis cardiovasculares e intracranianas promovidas pela buprenorfina, em cães anestesiados com desflurano. Para tanto, foram utilizados oito cães adultos, clinicamente saudáveis. A anestesia foi induzida com propofol (8 mg/kg IV) e em seguida os animais foram intubados com sonda orotraqueal de Magill, a qual foi conectada ao aparelho de anestesia volátil para administração de desflurano (1,5 CAM). Os animais foram mantidos sob ventilação controlada durante todo o período experimental. Após 20 minutos do posicionamento do cateter de pressão intracraniana (PIC), administrou-se buprenorfina (0,02 mg/kg IV). Foram avaliados: PIC; pressão de perfusão cerebral (PPC); FC; PAS, PAM e PAD; débito cardíaco (DC); pressão venosa central (PVC); e pressão da artéria pulmonar (PAP). As colheitas foram feitas nos seguintes momentos: M1 - 20 minutos após o posicionamento do cateter de PIC; M2 - 15 minutos após a administração do opióide; M3, M4 e M5 - de 15 em 15 minutos após M2. A avaliação estatística dos dados foi efetuada por meio de ANOVA seguida do Teste de Tukey (p<0,05). A PIC permaneceu estável durante todo o período experimental. Entretanto, registrou-se uma queda acentuada, estatisticamente significativa, da PPC após o M2. As variáveis cardiovasculares FC, PAS, PAM, PAD, DC e PAP, apresentaram redução significativa de seus valores após M2, mantendo-se estáveis no restante do período experimental. Quanto à PVC, o teste estatístico não registrou alterações significativas. Assim, pôde-se concluir que a buprenorfina não interferiu na PIC. Entretanto, a queda dos índices cardiovasculares, especialmente da PAM, determinada pela administração do opióide, causa redução da PPC em cães anestesiados com desflurano.

Year

2004

Creators

Souza,Almir Pereira de Rezende,Márlis Langenegger de Nunes,Newton Nishimori,Celina Tie Santos,Paulo Sérgio Patto dos Paula,Danielli Parrilha de

Poliuretana de mamona (Ricinus communis) para desvio da crista tibial no cão

A luxação medial de patela é uma das principais afecções ortopédicas que afetam cães de raças de pequeno porte. Tendo como princípio que o desvio da crista tibial é uma das alterações anatômicas encontradas, este estudo objetivou avaliar o efeito da poliuretana de mamona (Ricinus communis) aplicada em defeitos produzidos experimentalmente na porção proximal medial da tíbia de cães normais em fase de crescimento. Para isto, foram utilizados 12 cães subdivididos aleatoriamente em 3 grupos de igual número, com mesmo tratamento, mas com análise histopatológica aos 30 (GI), 60 (GII) e 90 (GIII) dias. O estudo constou de avaliações clínica, radiográfica, macroscópica, histopatológica, tomográfica e análise estatística. Avaliação clínica demonstrou não haver rejeição do implante. A análise radiográfica revelou intensa reação periosteal e neoformações ósseas no local da implantação. Macroscopicamente observou-se espessamento da crista tibial, neoformações ósseas e desvio lateral da crista. Os achados à microscopia óptica revelaram presença de tecido conjuntivo fibroso ao redor da poliuretana, ausência de proliferação óssea em direção ao implante e proliferação de periósteo na face medial das tíbias. A tomografia computadorizada revelou desvio lateral da crista em 11 animais e estes desvios foram estatisticamente significantes em nível de 5% por meio do teste t pareado.

Year

2004

Creators

Maria,Patricia Popak Padilha Filho,João Guilherme Canola,Júlio Carlos Castro,Márcio Botelho

Colopexia incisional por celiotomia ou transparietal auxiliada por laparoscopia em cães

Com a finalidade de desenvolver a técnica de colopexia transparietal auxiliada por laparoscopia e comparar seus resultados com os da incisional por celiotomia, foram utilizados 24 cães separados em dois grupos, denominados GA e GL. No GA, constituído de oito animais, foram realizadas colopexias incisionais por celiotomia. No GL, realizaram-se colopexias transparietais auxiliadas por laparoscopia. Os cães do GL foram separados em quatro subgrupos (S1, S2, S3, S4) com quatro animais cada, sendo utilizado um material diferente para o apoio externo das suturas para cada subgrupo, a citar: equipo de infusão (S1), disco plástico a partir de frasco de Solução de NaCl (S2), disco confeccionado em borracha de câmara de pneu (S3) e disco construído com tubo de silicone (S4). Aos 14 e aos 28 dias de pós-operatório, realizaram-se novos procedimentos laparoscópicos para avaliação das colopexias e coleta das biópsias. O tempo necessário para a realização das cirurgias foi significativamente maior no GL (p=0,02). Em sete cães do GA, constatou-se a manutenção da colopexia, sendo que todos apresentavam aderência do omento na região da sutura abdominal. Já em três animais do GL, todos do S4, as colopexias não foram mantidas. Na totalidade dos cães desse grupo, foram observadas dermatites e/ou celulites, sendo os melhores resultados obtidos no S3. As principais observações nos exames histológicos aos 14 dias nos animais do GL se referem a maior deposição de tecido conjuntivo no local de aderência do cólon e infiltração deste na musculatura esquelética associada. Já aos 28 dias, não se constataram diferenças entre os grupos. Em ambas as situações, as fibras de colágeno apresentavam-se maturas. Conclui-se que a técnica auxiliada por laparoscopia é viável; contudo, está associada à ocorrência de lesões teciduais no local de contato com os materiais de apoio para a sutura. Entre estes, o disco de borracha é o que demonstra melhores resultados.

Year

2004

Creators

Brun,Maurício Veloso Pippi,Ney Luis Beck,Carlos Afonso de Castro Contesini,Emerson Antônio Pereira,Rosecler Alves Stedile,Rafael Bonfada,Adamas Tassinari Columé,Lucas Marques Gomes,Kleber Vieira Junior,Antônio Roberto Pinheiro Silva,Thiago Félix da

Resistência à tração de colopexias incisionais realizadas por cirurgia laparoscópica ou celiotomia em cães

No presente estudo, procurou-se avaliar e comparar as características histológicas e as resistências à tração de colopexias incisionais realizadas por cirurgia laparoscópica ou por celiotomia. Foram utilizados 15 cães separados em dois grupos, sendo que no GL, com oito animais, promoveram-se aderências do cólon por cirurgia laparoscópica e, no GA, por celiotomia. Os procedimentos laparoscópicos foram realizados por meio de quatro trocartes dispostos nas regiões umbilical, lateral direita e lateral esquerda, com os cães posicionados em decúbito dorsal. As lesões incisas produzidas no cólon descendente e na parede abdominal foram aposicionadas em duas camadas de sutura intracorpórea. Realizou-se sutura do cólon de forma semelhante nos representantes do GA. Quatorze dias após as cirurgias, os cães foram submetidos à eutanásia para a coleta de segmentos da parede abdominal e do cólon descendente, utilizados nos testes de resistência e nas análises histológicas. Houve diferença significativa entre os grupos no que se refere ao tempo operatório e de fixação do cólon, sendo tais valores maiores no GL (p<0,0001). As resistências máximas à tração foram estatisticamente semelhantes entre os grupos (p=0,65), verificando-se forças de ruptura de 43,68±16,45N e 39,70±15,15N para o GL e o GA, respectivamente. Os achados histológicos foram semelhantes entre o GL e o GA, sendo que, em todos os casos, as fibras de colágeno depositadas apresentavam-se maturas. A técnica de colopexia incisional laparoscópica possibilita aderências cirúrgicas semelhantes às obtidas por meio do método convencional, podendo ser utilizada como alternativa.

Year

2004

Creators

Brun,Maurício Veloso Pippi,Ney Luis Beck,Carlos Afonso de Castro Contesini,Emerson Antônio Chaves,Eclérion Pereira,Rosecler Alves Stedile,Rafael Gomes,Kleber Schettini,Braz Roberto Rocha,Franciele Bonfada,Adamas Tassinari Columé,Lucas Marques Vieira Junior,Antônio Roberto Pinheiro

Fatores de risco associados a soropositividade para leptospirose em matrizes suínas

A leptospirose é uma zoonose amplamente difundida e de grande importância sócio-econômica para a suinocultura. Com o objetivo de individualizar condutas de manejo ou condições ambientais que estejam relacionadas ao risco de infecção por leptospirose, foram estudadas 298 matrizes suínas provenientes de granjas da região norte do Estado do Paraná. Todos os animais foram submetidos à prova de soroaglutinação microscópica e para cada um deles foi aplicado um questionário epidemiológico, que procurou investigar variáveis que poderiam estar associadas a essa infecção. Os resultados obtidos foram submetidos ao teste c², seguido de análise multivariada. Foram detectados títulos de anticorpos >100 em 132 matrizes suínas (44,3%), sendo em maior freqüência contra o sorovar icterohaemorrhagiae (98,5%). O modelo final da análise multivariada apontou como fatores de risco para a leptospirose a existência de áreas alagadiças próxima às instalações (OR=1,73; 1,04<IC95%<2,80), o uso de bebedouro do tipo canaleta (OR=1,58; 0,98< IC95%<2,55) e a inexistência de higienização do reservatório de água (OR=2,25; 0,79< IC95%<6,43).

Year

2004

Creators

Delbem,Ádina Cléia Botazzo Freire,Roberta Lemos Silva,Caio Abércio da Müller,Ernst Eckehardt Dias,Ricardo Augusto Ferreira Neto,José Soares Freitas,Julio Cesar de

Isolation of Leptospira spp from dogs, bovine and swine naturally infected

Leptospira isolation allows definitive diagnosis of the infection. Contamination by microorganisms is one of the inconveniences of the culture. The objective of this study was to describe the isolation of Leptospira from dogs, bovine and swine naturally infected. Urine samples from 14 dogs and three bovines, and kidney, liver, ovary, and uterus body samples from 36 slaughtered sows with unknown health history, were used. The urine and organ samples were cultured in culture medium. Modified Ellinghausen-McCullough-Johnson-Harris medium (EMJH) culture medium was used with addition of 5-fluorouracil, chloramphenicol, vancomycin, nalidixic acid and neomycin. Incubation was performed at 28oC for 24 hours, followed by subculture in modified EMJH without antibiotics. The cultures were assessed weekly for up to eight weeks for the dog and swine samples and for up to 16 weeks for the bovine samples. With this methodology, Leptospira spp could be isolated from 11 dogs, two bovines and liver fragments from two sows.

Year

2004

Creators

Freitas,Julio Cesar de Silva,Francielle Gibson da Oliveira,Rosângela Claret de Delbem,Ádina Cléia Botazzo Müller,Ernst Eckehardt Alves,Lucimara Aparecida Teles,Paulo Sergio

Teste imunoenzimático (enzyme-linked immunosorbent assay) para diagnóstico da cisitcercose bovina e estudo da cinética de produção de anticorpos contra-Cysticercus bovis

Um teste de ELISA indireto (ENZYME-LINKED IMMUNOSORBENT ASSAY) foi desenvolvido para pesquisa de anticorpos contra-C. bovis em bovinos experimental e naturalmente infectados. Foram estudados três antígenos: antígeno parcial de C. cellulosae, antígeno total de C. bovis e antígeno total de C. longicollis. Na padronização do ELISA foram analisadas as seguintes combinações: antígeno 250 e 500ng de proteína/cavidade, diluição dos soros 50, 100, 200 e 400 vezes, diluição do conjugado (IgG de cabra anti-IgG bovina conjugada com peroxidase) 400 e 800 vezes. Do cruzamento das condições acima resultou a seguinte padronização: antígeno 250ng/cavidade, soro e conjugado diluídos 100 e 400 vezes, respectivamente. O nível de corte (cut-off) da reação entre animais reagentes e não reagentes foi determinado pela média das densidades óticas de 54 soros negativos acrescidas de três desvio-padrão, resultando no valor de 0,303. Através da prova ELISA foram comparadas as reatividades dos antígenos parcial de C. cellulosae, total de C. bovis e total de C. longicollis com soros de bovinos portadores de cisticercose, empregando as diluições de soros e de conjugados padronizados anteriormente. O antígeno de C. bovis mostrou alta correlação com o teste padronizado com C. cellulosae. Entretanto, os valores de absorbância foram sensivelmente menores. Com C. longicollis observou-se reatividade bastante baixa, porém aumentando-se a quantidade de antígeno, até 3000ng/cavidade, houve um aumento proporcional da resposta. Após a padronização do teste foi analisado o comportamento imunológico de bezerros infectados experimentalmente com ovos de Taenia saginata. Dez bezerros foram infetados oralmente com 2 x 104 ovos de T. saginata. Seis bezerros não infetados foram usados como controle. Treze amostras de soro de cada animal foram analisadas. A primeira foi colhida no dia da infecção e o restante, quinzenalmente até o abate. A produção máxima de anticorpos foi observada entre 30 e 60 dias pós-infecção. Depois de 90 dias da infecção os animais foram sacrificados e o número de cistos contados e comparados com a resposta imunológica dos animais. Com o teste padronizado pesquisou-se anticorpos contra-C. bovis, em soros de bovinos considerados não portadores de cisticercos pelo serviço de inspeção e, de 20 amostras de soros analisadas, duas apresentaram valores de absorbância acima do "cut-off" indicando serem portadores de cisticercos .

Year

2004

Creators

Minozzo,João Carlos Thomaz-Soccol,Vanete Olortegui,Carlos Chaves Soares,Vando Edésio Costa,Alvimar José da

Anticorpos contra Leptospira spp em bovinos leiteiros vacinados com bacterina polivalente comercial: perfil sorológico frente a dois esquemas de vacinação

Mediante a utilização da prova de soroaglutinação microscópica (SAM), foi pesquisada a indução de anticorpos contra leptospira em bovinos vacinados com uma bacterina polivalente comercial. Procurou-se avaliar a resposta sorológica homóloga frente a dois esquemas de vacinação. Os animais utilizados foram fêmeas adultas em produção leiteira oriundas de seis propriedades da região noroeste do Estado de São Paulo. Vinte animais de cada propriedade foram escolhidos após três exames sorológicos com 24 sorovares de leptospiras com intervalo de 20 dias, através de triagem sorológica com 24 antígenos de leptospiras. Os grupos foram constituídos de animais não reagentes (I, II e III) e animais reagentes (IV, V e VI). Posteriormente os animais foram subdivididos em grupos controle (I e IV), os que receberam somente uma dose de vacina (II e V) e que receberam duas uma doses de vacina com e dose de reforço após 30 dias (III e VI). Os animais foram monitorados por meio da SAM nos dias 0, 15, 30, 45 e 60 após a primeira aplicação da vacina. Os resultados obtidos revelaram que não houve diferença significativa (p>0,05) entre os animais vacinados e não vacinados. Não houve diferença significativa (p>0,05) nas respostas de títulos vacinais com relação ao perfil sorológico apresentados pelos animais. A vacinação com reforço apresentou melhor desempenho e a indução produção de aglutininas somente ocorreu contra os sorovares hardjo, wolffi, icterohaemorrhagiae e pomona. Há a necessidade de maiores estudos sobre o poder imunogênico da vacina utilizada no experimento.

Year

2004

Creators

Arduino,Gabriela de Godoy Cravo Girio,Raul José Silva Freire,Melissa Muniz Marchiori Filho,Moacir

A salinomicina para o controle da eimeriose de caprinos leiteiros nas fases de cria e recria

A salinomicina foi avaliada no controle da eimeriose caprina em 27 cabritos mestiços distribuídos aleatoriamente em três tratamentos num delineamento inteiramente casualizado: T0, não medicados (grupo controle); T1 e T2, medicados com doses de 1 e 2mg de salinomicina/kg de peso vivo/dia, respectivamente. Na fase de cria, não houve diferença estatística (P>0,005) no ganho médio de peso (GP) entre os três tratamentos. Na fase de recria, o grupo T0 apresentou GP significativamente inferior (P<0,01) aos grupos T1 e T2; entre estes não houve diferença significativa (P>0,005). O número médio de oocistos por grama de fezes (OOPG) do grupo T0, nas duas fases estudadas, foi significativamente maior (P<0,01) ao dos grupos T1 e T2; sendo que os grupos tratados não diferiram (P>0,005) entre si. O grupo T0 apresentou rendimento médio de carcaça (RC) significativamente inferior (P<0,05) aos grupos T1 e T2; entre estes não houve diferença significativa (P>0,005). O peso médio da massa corporal (MC) do grupo T0 foi inferior (P<0,05) ao do grupo T2 e, não diferiu (P>0,005) do grupo T1; entre os grupos T1 e T2, não houve diferença significativa (P>0,005) no peso médio da massa corporal (MC). O uso da salinomicina nas doses de 1 e 2mg/kg, resultou em maior ganho de peso dos animais dos grupos T1 e T2 e, consequentemente, maior valor da margem bruta destes tratamentos. Os resultados obtidos mostraram que os T1 e T2 foram equivalentes para o controle da eimeriose caprina, uma vez que ambos os tratamentos apresentaram maior ganho de peso e oocistograma inferior ao grupo T0. Conclui-se que o tratamento com a salinomicina na dose de 1,0mg/kg é eficaz, desde que seja administrada a partir da segunda semana de vida.

Year

2004

Creators

Vieira,Luiz da Silva Barros,Nelson Nogueira Cavalcante,Antônio César Rocha Ximenes,Luciano Jany Feijão Carvalho,Rubênio Borges de