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O Estadão e a Presidente: o editorial como locus de avaliação

RESUMO Este artigo tem o embasamento do Sistema de Avaliatividade (Martin; White 2005), que elabora uma taxonomia para dar conta dos valores individuais e coletivos compartilhados em um grupo social. O foco deste estudo recai sobre uma das categorias da atitude: o julgamento, que avalia o comportamento das pessoas segundo valores de estima social (capacidade, tenacidade e normalidade) e sanção social (propriedade e veracidade). Investigamos, a partir de uma análise qualiquantitativa de cunho textual e semântico-discursivo, como os recursos linguísticos são empregados, em editoriais de um jornal brasileiro, quanto à expressão de julgamento em relação ao desempenho da então Presidente Dilma Rousseff. Os resultados mostram o predomínio de julgamentos negativos sobre o seu desempenho, prevalecendo avaliações de estima social, sobretudo de capacidade. Essas avaliações são, em sua maioria, explícitas e indicam a interpretação de que a então Presidente não estava preparada para administrar o Brasil.

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2022-12-06T14:16:13Z

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NUNES,Glivia Guimarães CABRAL,Sara Regina Scotta

Comentários em blogs de professores de inglês: uma análise do sistema de Avaliatividade

RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar uma análise do subsistema de atitude em comentários de participantes de dois blogs voltados para professores de inglês e das possíveis respostas de solidariedade apresentadas pelos interlocutores. Os blogs foram selecionados por ordem de ocorrência no Google e, também por conterem comentários avaliativos sobre o assunto tratado no post. Os pressupostos da Linguística Sistêmico-Funcional (Halliday 1994; Halliday e Matthiessen 2004) na abrangência do sistema de Avaliatividade ‘Appraisal System’ e subsistema de Atitude (Martin e White 2005; Martin e Rose 2003) foram utilizados tanto na descrição quanto na interpretação dos dados encontrados. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e interpretativista em que aspectos sociais e interacionais são levados em consideração na discussão dos resultados. Os dados mostram certo alinhamento avaliativo entre os participantes do blog e as blogueiras por meio das escolhas dos elementos léxico-gramaticais intensificados utilizados nas avaliações e nas respostas de solidariedade realizadas.

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2022-12-06T14:16:13Z

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ALMEIDA,Fabíola Aparecida Sartin Dutra Parreira

Avaliação e Avaliatividade em discursos de alunos surdos à luz da LSF

RESUMO Este trabalho apresenta a análise discursiva de resenhas elaboradas por graduandos surdos do curso de Pedagogia do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), com base nas abordagens teórico-metodológicas da Linguística Sistêmico-Funcional (Halliday 1994; Halliday e Mattiessen 2004), do Sistema de Avaliatividade (Martin e White 2005) e no que propõem pesquisadores interessados no ensino de Língua Portuguesa escrita para surdos (Quadros 2004; Lodi 2005; 2006; 2013; Lodi et al 2014; Fernandes 1999; Almeida, Santos e Lacerda 2015; entre outros). O ensino da resenha foi realizado a partir da proposta de Ramos (2004) e a análise das produções revela a presença de marcas avaliativas principalmente da categoria Julgamento do Sistema de Avaliatividade, destacando questões éticas e identitárias sobre preconceito, exclusão e inclusão social e educacional. O trabalho revela também a importância do uso de estratégias adequadas de ensino de Língua Portuguesa escrita para aprendizes surdos.

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2022-12-06T14:16:13Z

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CRUZ,Osilene Maria de Sá e Silva da

La enseñanza de la lectura y la escritura académicas mediante programas a lo largo del curriculum universitario: opción teórica, didáctica y de gestión

RESUMEN En este trabajo se aborda el desarrollo de la lectura y la escritura académicas y profesionales en el nivel universitario. En primer lugar, se justifica su enseñanza en Argentina, atendiendo al sistema universitario local, las características de los estudiantes y las del discurso que deben abordar en ese nivel, lo que vuelve generalizable el planteo a otros contextos. Luego, se presenta como opción pedagógica la instalación de programas de lectura y escritura a lo largo de la carrera universitaria y sus requerimientos teóricos, metodológicos y de gestión: una teoría del aprendizaje, una teoría de contexto y lenguaje, una propuesta didáctica y una de gestión académica. Se presenta la teoría del aprendizaje a través del lenguaje de la Lingüística Sistémico Funcional (LSF); como teoría del lenguaje, se propone la teoría de género y discurso en el marco de la LSF; como opción didáctica, la adaptación de la pedagogía basada en géneros formulada por la Escuela de Sydney y su adecuación al contexto universitario argentino. Luego, se explicitan las características de diseño de un programa, los problemas que presenta para su gestión y propuestas para su superación. Finalmente, se enuncian algunos resultados de su implementación.

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2022-12-06T14:16:13Z

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MOYANO,Estela Inés

Realizações linguísticas e instanciação de gêneros na perspectiva sistêmico-funcional

RESUMO Neste artigo, objetiva-se delinear um percurso de leitura guiado por aspectos relevantes da teoria sistêmico-funcional que revelem a instanciação de gêneros da família das estórias. Focalizam-se as noções de estratificação, realização e instanciação da linguagem para esclarecer a noção de gênero na Linguística Sistêmico-Funcional e analisar realizações linguísticas que evidenciam o propósito sociocomunicativo e a estrutura esquemática de gênero numa amostra de textos socialmente designados como fábulas, muito frequentes no contexto escolar brasileiro.

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2022-12-06T14:16:13Z

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FUZER,Cristiane

Gêneros na teoria sistêmico-funcional

RESUMO O objetivo deste estudo é apresentar a perspectiva teórica sobre gênero e registro da chamada ‘Escola de Sydney’ (Martin 1992; Martin e Eggins 2000; Martin e Rose 2008; Rose e Martin 2012), porque é uma poderosa ferramenta teórica e metodológica para análise de textos. Essa abordagem fundamenta-se na Linguística Sistêmico-Funcional (LSF), cuja origem remonta aos conceitos de contexto e registro definido por Halliday, Mcintosh e Strevens (1964), que influenciaram Martin (1992) ao conceber outra perspectiva para o estudo do contexto, interpretando registro diferentemente da noção estabelecida por Halliday. Apresento então as diferentes interpretações dos termos ‘contexto’, ‘registro’ e ‘gênero’ dentro do paradigma sistêmico-funcional, com base na teoria de linguagem multifuncional desenvolvida por Halliday (1978, 1985, 1991, 2002, 2005) e nos estudos sobre contexto, texto, registro e gênero desenvolvidos por Hasan (1973, 1995, 2004, 2009), Matthiessen (1993, 2013) e Martin (1992). Gêneros e registros são termos utilizados pelos sistemicistas para se referirem ao significado e à função da variação entre os textos na dimensão contextual, bem como a quanto os textos se assemelham e se distinguem por expressarem linguística e discursivamente traços do contexto social em que são utilizados. Finalizo este estudo com a análise de um texto do gênero narrativa, com base na teoria de gênero desenvolvida por Martin (1992), Martin e Eggins (2000), Martin e Rose (2008) e Rose e Martin (2012).

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2022-12-06T14:16:13Z

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SILVA,Edna Cristina MUNIZ DA

Gênero da família das estórias no contexto escolar urbano e rural: estágios e escolhas linguísticas

RESUMO Este estudo dedica-se a discutir a construção de gêneros da família das estórias produzidas por escolares sob a ótica da Linguística Sistêmico-Funcional, inspirados em estudos de Halliday e Matthiessen (2004), Chirstie (2005), Martin e Rose (2008) e Rose e Martin (2012). Mais especificamente, objetiva analisar o Relato e a Narrativa no intuito de compreender a organização desses gêneros em etapas e sua relação com as escolhas linguísticas. O foco de análise encontra-se nas etapas de Relatos e Narrativas, articuladas a critérios formais e funcionais. Os critérios formais dizem algo sobre recursos linguísticos utilizados no gênero e os funcionais revelam como os usuários se apropriam de recursos linguísticos e alcançam o propósito global do texto. Nessa perspectiva, o gênero de um texto é identificado como a sequência de etapas ou passos funcionais distintos por meio dos quais o texto se desenvolve. Os resultados demonstram que as etapas de gêneros da família das estórias variam de acordo com o propósito e o contexto de cultura do aprendiz e influenciam nas escolhas linguísticas - lexicais e gramaticais.

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2022-12-06T14:16:13Z

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SILVA BARBOSA,Maria do Rosário da

Os multiletramentos e seu papel no conhecimento de professores de línguas: por uma perspectiva sistêmica e complexa

RESUMO Este texto explora os multiletramentos pelo prisma da Linguística Sistêmico-Funcional, principalmente com base nos trabalhos de Christie (1999; 2002), Christie e Martin (1997; 2007), Unsworth (2000; 2001), Cope e Kalantzis (1993, 2000; 2009), Kalantzis e Cope (2012), dentre outros. Nesse sentido, visa entender como os multiletramentos, a partir de uma perspectiva sistêmica e complexa, devem estar presentes na formação de professores de línguas e, mais especificamente, em seu Conhecimento Sobre a Língua(gem) (CSL). Apresenta o argumento central de que a noção de conhecimento atualmente em uso na área de formação de professores requer revisões, ampliações e reorientações em seu escopo com vistas a uma educação linguística mais eficaz e realista. Desse modo, almeja ainda contribuir para as discussões sobre a formação do professor de línguas e a construção de seu conhecimento no âmbito dos cursos de graduação em Letras.

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2022-12-06T14:16:13Z

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VIAN JR.,Orlando

Estudo comparativo entre interacionismo sociodiscursivo e linguística sistêmico-funcional

RESUMO Apresentamos, neste artigo, um estudo comparativo entre as abordagens teóricas desenvolvidas no Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) e na Linguística Sistêmico-Funcional (LSF). Objetivamos identificar as semelhanças e/ou diferenças entre essas duas correntes teóricas, visto que ambas têm contribuído significativamente para os estudos linguísticos desenvolvidos no Brasil, seja no campo teórico ou aplicado. Embasamo-nos, principalmente, em Bronckart (2003; 2013), e Halliday e Matthiessen (2014). Os resultados da pesquisa demonstram que há semelhanças entre as duas correntes teóricas na forma como ambas concebem a linguagem, em como veem a linguagem em uso e, também, nas suas concepções de texto. Foram identificadas divergências na forma como as teorias linguísticas abordam a questão de tipo de discurso e gênero textual.

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2022-12-06T14:16:13Z

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MENDES,Aliny Sousa SILVA,Wagner Rodrigues LIMA,Paulo da Silva

A enunciação escrita em Benveniste: notas para uma precisão conceitual

RESUMO Este texto apresenta uma proposta de interpretação para a expressão enunciação escrita, presente em “O aparelho formal da enunciação”, de Émile Benveniste, com vistas ao estabelecimento de princípios norteadores do estudo da enunciação escrita no quadro formal de realização da enunciação. Procede-se a um estudo de natureza conceitual para, em seguida, apresentar, em termos prospectivos, possibilidades de abordagem. Para tanto, procede-se a um estudo conceitual não apenas no referido artigo, mas também em outros textos do autor em que o tema da escrita é abordado para, finalmente, precisar-se o sentido que se pode atribuir à expressão. O resultado da pesquisa indica que há diferenças de tratamento do problema da escrita na obra do autor, permitindo concluir que a expressão enunciação escrita, apesar de guardar relações com a noção geral de escrita, se distingue desta em função de sua vinculação ao quadro formal de realização da enunciação esboçado por Benveniste.

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2022-12-06T14:16:13Z

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FLORES,Valdir do Nascimento

O estudo do texto em uma perspectiva enunciativa de linguagem

RESUMO Este trabalho se sustenta na ideia de que a capacidade simbólica, base da significação, é condição de integração humana à linguagem. Parte-se do pressuposto de que, a cada vez que a língua é atualizada em discurso, via enunciação, há uma nova experiência de significação instaurada na linguagem. Nessa perspectiva, o artigo procura responder à seguinte questão: Como estudar o texto a partir de uma concepção enunciativa de linguagem? A resposta a essa questão é formulada a partir da concepção de que o texto, considerado discurso, resulta da atualização da língua por um locutor, que, por nascer na cultura (Benveniste 1995; 1989), a cada ato de enunciação, realiza um acontecimento diferente e novo para fazer a passagem a sujeito e, nessa passagem, registra o modo como se instaura nos valores culturais da sociedade em que vive. É, com esses princípios, que o estudo enunciativo de um texto é proposto.

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2022-12-06T14:16:13Z

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SILVA,Carmem Luci da Costa

As propostas de Nord e Hurtado Albir: aproximações teóricas nos estudos de tradução

RESUMO Pretende-se apresentar as definições de traduções, os princípios e elementos implicados no processo tradutório a partir das propostas de duas autoras, fundamentais nos Estudos de Tradução: Christiane Nord, que segue uma perspectiva funcionalista, e Amparo Hurtado Albir, que defende uma perspectiva integradora da tradução. O objetivo é identificar os elementos de aproximação entre ambas. Para tanto, em primeiro lugar, apresentamos cada uma das propostas, destacando os principais aspectos relacionados à tradução como ato comunicativo. Posteriormente, comparamos esses aspectos para identificar os elementos comuns e distintivos entre ambas. Finalmente, apresentamos uma síntese da análise realizada.

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2022-12-06T14:16:13Z

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BEVILACQUA,Cleci Regina

A sessão oral de teletandem inicial: a estrutura retórica do gênero

RESUMO Este estudo concentra-se no contexto de teletandem, um ambiente virtual e colaborativo de aprendizagem de línguas em que estudantes universitários encontram-se semanalmente por meio de ferramentas de comunicação síncrona para a aprendizagem da língua um do outro (Telles 2006). Neste artigo, temos por objetivo investigar a estrutura retórica dos primeiros 15 minutos de dez sessões orais de teletandem iniciais, isto é, o primeiro encontro via skype entre os parceiros. Nossos resultados apontam para a padronização do discurso na sessão oral de teletandem inicial e evidenciam a relação entre estrutura retórica e cenário de aprendizagem (Foucher 2010).

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2022-12-06T14:16:13Z

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RAMPAZZO,Laura ARANHA,Solange

A ideia por trás do Colóquio Brasileiro de Morfologia (CBM) e os trabalhos do III CBM publicados neste volume

RESUMO: Este artigo configura-se como uma introdução ao conteúdo que o segue, tendo dois objetivos gerais: (i) apresentar brevemente o histórico do Colóquio Brasileiro de Morfologia, CBM, e (ii) oferecer um panorama dos artigos que compõem este volume da Revista D.E.L.T.A.,. O CBM configura-se como um importante evento no cenário nacional, uma vez que supre uma lacuna relevante no cenário linguístico brasileiro, ao colocar no centro das discussões aspectos morfológicos das línguas naturais. A morfologia, sendo naturalmente uma área de interface, com fenômenos sintáticos, fonológicos e semânticos, tem o potencial de contribuir substantivamente para a construção de teorias linguísticas interessantes. Os artigos aceitos para publicação neste volume da Revista D.E.L.T.A., que reúne trabalhos apresentados no III CBM, são evidência para essa afirmação.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Scher,Ana Paula Bassani,Indaiá de Santana Armelin,Paula Roberta Gabbai

Restrições de localidade nas formações de diminutivo do português brasileiro: mapeando uma relação de dependência entre -inh e gênero

RESUMO: Este trabalho investiga a estrutura morfossintática das formações de diminutivo do português brasileiro construídas com o formativo -inh. A partir de uma perspectiva sintática de formação de palavras, propomos que -inh não é capaz de projetar seu rótulo na estrutura sintática. Propomos também que -inh se anexa a uma projeção de gênero, que é entendida como parte da projeção estendida do nome, sendo responsável por categorizar a raiz. Essa estrutura é capaz de derivar as relações de localidade apropriadas entre a raiz, o núcleo de gênero e o morfema de diminutivo, capturando as propriedades empíricas dessas formações.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Armelin,Paula Roberta Gabbai

Concordância nominal variável de número e saliência fônica: um estudo experimental

RESUMO: O português brasileiro exibe um padrão variável de concordância de número em que se destacam duas regras principais: marcação redundante em todos os itens relacionados e, alternativamente, concordância não redundante, com marca obrigatória no determinante ou no pronome possessivo. A saliência fônica, uma propriedade vinculada ao contraste de material fônico quando comparadas as formas singular e plural de um dado item, tem sido apontada na literatura como um fator relevante na alternância entre essas regras. Investigamos aqui experimentalmente o papel desse fator na realização morfofonológica da concordância nominal. Reportamos dois experimentos de produção eliciada conduzidos com falantes adultos, o primeiro utilizando nomes reais e o segundo pseudo-nomes. Os resultados revelam diferenças significativas em virtude da regra empregada - com tempos de reação maiores na condição não redundante - e não permitem sustentar um efeito de saliência nos termos em que esse fator é tradicionalmente caracterizado. A tonicidade da sílaba que carrega o morfema de plural parece ser, no entanto, relevante na alternância entre as regras.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Azalim,Cristina Marcilese,Mercedes Name,Cristina Scher,Lilian Gonçalves,Lydsson

Ter estado resultante não é ter construção resultativa: predicados secundários pseudo-resultativos e orações adjuntas de resultado no português brasileiro

RESUMO: O objetivo deste artigo é retomar a discussão na literatura acerca da presença de construções resultativas no português brasileiro. Este trabalho defende a hipótese de que não existam equivalentes sintáticos - e, consequentemente, semânticos - às construções resultativas nessa língua. Para justificar essa proposta, será demonstrado que línguas com emoldurações diferentes (framing, cf.: Talmy 2000, 2009, 2012) licenciam construções diferentes. Ademais, ao contrário das construções defendidas como resultativas no português brasileiro, construções resultativas genuínas correspondem somente a contextos em que o verbo denota modo/maneira, e o estado resultante da ação é expresso por um predicado secundário, parte de um domínio mono-oracional (vP).

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2022-12-06T14:16:13Z

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Barbosa,Julio William Curvelo

(Des)construindo relações entre agentividade, causa e morfologia em verbos de mudança de estado do português brasileiro

RESUMO: Este artigo propõe a classificação empírica e análise de 136 verbos de mudança de estado em seis tipos de eventos (Incoativo, Causativo, Causativo subespecificado para [ag], Totalmente subespecificado, Causativo agentivo estrito e Causativo estrito com voice) com base em seus comportamentos frente a testes de formação de sentença transitiva com agente, transitiva com causa, intransitiva e passiva. A partir dessa classificação, propomos uma análise de decomposição sintática do evento que atenta, ao mesmo tempo, para a tipologia semântica da raiz e para a morfologia verbal e suas possíveis relações com o argumento externo. Para tal, utilizamos como base teórica o modelo da Morfologia Distribuída.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Bassani,Indaiá de Santana

Sobre a produtividade e a semântica do prefixo des- no português brasileiro atual

RESUMO: O estatuto semântico do prefixo des- no português tem sido um tópico bastante discutido na literatura recente. Neste trabalho, objetiva-se retomar os dados de Bona (2014) para verificar a hipótese de que o prefixo des- tenha passado a denotar apenas a reversão de uma trajetória de mudança (aplicando-se produtivamente a verbos de mudança ou nomes deverbais), não mais se configurando como um prefixo de negação de estado. Para fins de análise, como referencial teórico, elegemos o modelo de Lieber (2004), o qual apresenta um conjunto de traços semânticos para a descrição de afixos, tais como [-Loc], para negações, e [+IELTS], para trajetórias. Concomitante a isso, uma pesquisa diacrônica sobre a datação de entrada desses itens lexicais no português foi feita, além de uma comparação com itens neológicos, para avaliar a produtividade, no português brasileiro atual, do prefixo des-.

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2022-12-06T14:16:13Z

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De Bona,Camila Ribeiro,Pablo Nunes

O traço de gênero na morfossintaxe do português

RESUMO: Neste artigo, intenta-se definir gênero como um traço sintático. É assumido na literatura linguística que gênero não possui papel na sintaxe, sendo apenas relevante para as interfaces. O artigo discute propostas correntes sobre a manifestação formal e funcional de gênero nos nomes, objetivando descrever seu comportamento e possíveis consequências para a sintaxe de línguas como o português brasileiro, que apresenta especificidades na concordância deste traço. Assim, gênero natural/biológico e arbitrário possuem a mesma natureza sintática. Este argumento traz consigo importantes discussões acerca de como este processo determina a distribuição e a interpretação semântica dessas estruturas. Tal complexidade pode ser explicada através da própria computação de gênero.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Carvalho,Danniel