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Políticas afirmativas e inclusão: formação continuada e direitos
RESUMO O presente ensaio discute as políticas afirmativas e os direitos dos estudantes com deficiência, e aborda brevemente o histórico das políticas afirmativas no Brasil tecendo reflexões a partir da educação inclusiva. Os objetivos são: a) refletir sobre as intersecções entre direitos, inclusão escolar e ações afirmativas, inserindo o debate da inclusão escolar num âmbito mais amplo da inclusão social e direito, e especificamente; b) reconhecer o estudo das Políticas Afirmativas como fundante para qualificar o debate sobre as políticas públicas em educação inclusiva; c) colaborar com reflexões sobre o processo de ensino-aprendizagem na formação continuada de professores para educação inclusiva. Na discussão proposta, a formação de professores deve subsidiar estudantes para que estes atuem como protagonistas de direitos, no que se refere à inclusão escolar. Ensinar direitos aos estudantes requer construir sua autoestima para argumentar objetiva e solidariamente a favor das diferenças.
2022-12-06T14:16:13Z
Hashizume,Cristina Miyuki Alves,Maria Dolores Fortes
Nem todo surdo é igual: discussões interseccionais preliminares na educação de surdos
RESUMO O presente artigo traz um recorte teórico de pesquisas desenvolvidas pelas autoras nas áreas e subáreas de estudos surdos, interseccionalidade e ensino para surdos na educação básica. Propõe-se discutir a temática da interseccionalidade relacionada ao campo dos Estudos Surdos na educação básica. O artigo reflete sobre os atravessamentos interseccionais que envolvem a comunidade negra surda, em detrimento dos hiatos epistêmicos, sobretudo a falta de discussão sobre as questões étnico-raciais na educação de surdos. Aporta-se nos referenciais teóricos de Buzar (2012); Pereira e Pereira (2013); Silvestre (2014); Solomon (2018); Ferreira (2018); Santos (2019); Chapple (2021); Brito et al. (2021). A metodologia fundamenta-se na revisão bibliográfica e no estudo qualitativo-descritivo de pesquisas brasileiras, circunscritas ao período de 2005 a 2021, relacionadas aos temas “interseccionalidade” e “surdez” nos sistemas de informação dos trabalhos acadêmicos das instituições de ensino superior do país, além de análises de artigos e observações empíricas que versam sobre a negritude surda no campo educacional brasileiro. Os dados compilados permitem evidenciar lacunas epistêmicas e incipiências de pesquisas acadêmicas sobre aspectos interseccionais e multiculturais que vão além de gênero, raça e surdez.
2022-12-06T14:16:13Z
Campos,Sandra Regina Leite de Bento,Nanci Araújo
Inclusão como modo de viver: bem viver
RESUMO Este artigo tem por objetivo trazer à reflexão e discutir inclusão, sob a perspectiva da complexidade de Edgar Morin, visando a uma construção argumentativo-conceitual que dê a esse construto a conotação de modo de vida. Trata-se de um estudo teórico-documental que articula elementos constitutivos da tríade inclusão-complexidade-linguagem, cujos sentidos mantêm estreita relação com os operadores cognitivos do pensamento complexo, pois evidenciam formação e movimentos, ao mesmo tempo, hologramáticos, recursivos e dialógicos, em direção a uma tetralógica de ordem, desordem, interações e organizações, comuns aos sistemas vivos. A tríade é discutida à luz das ideias que versam sobre a complexidade no campo da Educação e de sua interface com a área da linguagem, mais especificamente, com a Linguística Aplicada. A discussão é tecida de forma entrelaçada, por meio de binômios interdependentes que emergiram da convergência dos elementos da tríade com a centralidade teórica da complexidade humana. Os binômios que perpassam a discussão são: (1) singularidade - mundialização, (2) condição humana - ação, e (3) linguagem(ns) - inclusão/exclusão. Finalizando o artigo, apresentamos nossas considerações sobre inclusão, entendida como modo de viver, bem viver - bem pensar.
2022-12-06T14:16:13Z
Guérios,Ettiène Petraglia,Izabel Freire,Maximina M.
Deadly silence: the (lack of) access to information by deaf Brazilians in the context of Covid-19 pandemic
ABSTRACT Although Brazilian Sign Language - Libras - was legally recognized in 2002 as the national language for deaf people, their access to interpreted information (i.e., information in their own language), especially in the media, is still very precarious. In the context of the pandemic, having access to information and guidance in one’s first language can be decisive in caring for and maintaining life. With this in mind, this paper aims at pointing out the barriers experienced by deaf people in Brazil, considering the absence of Brazilian Sign Language translators and interpreters in mainstream journalism and in channels of organizations that are responsible for explanations and guidelines regarding care and prevention. We also seek to reflect about the socio-emotional effects caused by the lack of clear information, and how this may risk causing excessive concern and panic. In order to achieve that, we adopt a qualitative perspective of investigation stemming from the collection of testimonies from deaf people about their experiences in the context of the pandemic. The testimonials, collected by means of a semi-structured questionnaire, allowed us to point out the urgency for greater accessibility in the media context, and the risks resulting from the absence of accurate information both for deaf and hearing people.
2022-12-06T14:16:13Z
Nascimento,Gabriel Silva Xavier Xavier,Eliezer Willian Simões Nascimento Fidalgo,Sueli Salles
Mobilidade urbana: os desafios do futuro
As décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial foram dominadas pelo domínio do automóvel na mobilidade urbana, tanto no que se refere à sua crescente importância na repartição modal, como na definição das políticas públicas e estratégias de acessibilidade. Com a primeira crise dos preços do petróleo, nos anos 1970, e a posterior consciência ambiental dos impactos negativos atribuídos ao setor dos transportes, começaram a desenhar-se outros tipos de políticas, mais orientadas pelos conceitos de intermodalidade e de coesão social, além de mais preocupadas em reduzir os impactos ambientais da mobilidade urbana. Num período em que os novos países emergentes atravessam uma fase de forte crescimento econômico e consequente aumento da motorização individual, será útil analisar essa evolução das políticas de mobilidade e retirar algumas conclusões quanto aos caminhos a prosseguir, pondo em evidência as especificidades que existem nesses países, mas também o que podem aproveitar dos ensinamentos do passado recente.
2022-12-06T14:16:13Z
Silva,Fernando Nunes da
Transporte, fluxo de mercadoria e desenvolvimento econômico urbano na Amazônia: o caso de Belém e Manaus
Este trabalho aborda as carregadas relações entre o comércio de mercadorias, o desenvolvimento econômico urbano e o meio ambiente na maior reserva de floresta tropical do mundo, em forma de narrativa histórica. A estrutura conceitual na qual posicionamos esta narrativa é fornecida por Hesse (2010) nas dimensões de “local” e “situação” da interação entre locais ou localidades, por um lado, e o fluxo de materiais ou cadeias globais de valor por outro. Argumenta-se que a assemblage do local e da situação, que forma as riquezas das cidades. O estudo de caso de Manaus e Belém mostra como a rápida urbanização da Amazônia é acompanhada pelo crescimento do transporte conforme “novas” mercadorias estão sendo extraídos no interior da selva.
2022-12-06T14:16:13Z
Jacobs,Wouter Pegler,Lee Reis,Manoel Pereira,Henrique
A origem do caos ? a crise de mobilidade no Rio de Janeiro e a ameaça à saúde urbana
Este artigo versa sobre a mobilidade urbana e suas consequências na saúde urbana. Pretende igualmente apresentar pesquisas recentes sobre o tema e as razões históricas que transformaram o automóvel no principal meio de transporte brasileiro, ao menos para as classes mais favorecidas, em detrimento dos transportes públicos, utilizados pela grande massa de trabalhadores. O uso excessivo do automóvel compromete a qualidade do ar, que, somado ao estresse, à vibração e ao ruído, atinge a saúde e a qualidade de vida da população exposta aos transtornos causados pelos longos engarrafamentos. No Rio de Janeiro, esse fenômeno atinge uma etapa delicada, no momento em que se prepara para ser sede da Copa de Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
2022-12-06T14:16:13Z
Costa,Renato Gama-Rosa Silva,Claudia G. Thaumaturgo da Cohen,Simone Cynamon
A mobilidade pendular na Macrometrópole Paulista: diferenciação e complementaridade socioespacial
O presente estudo tem como principal objetivo realizar um diagnóstico sobre as tendências e características da mobilidade pendular na chamada Macrometrópole Paulista, utilizando as informações disponíveis nos Censo de 2000 e 2010. O conhecimento da situação atual e da evolução desse fenômeno pode contribuir significativamente para a avaliação do processo de interação e complementariedade socioespacial que se desenvolve entre as aglomerações urbanas, onde já são claras as novas formas de localização tanto da atividade econômica quando da população em geral. O estudo desse fenômeno, portanto, contribui para o diagnóstico do processo de estruturação desses espaços e, sobretudo, para mitigar deficiências existentes em termos de política habitacional, de transportes, de saúde, educação, etc
2022-12-06T14:16:13Z
Cunha,José Marcos Pinto da Stoco,Sergio Dota,Ednelson Mariano Negreiros,Rovena Miranda,Zoraide Amarante Itapura de
O Aglomerado Urbano de Jundiaí (SP) e os desafios para a mobilidade metropolitana paulista
Este artigo enfoca a inserção do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) no ambiente metropolitano paulista, objetivando fornecer elementos para a compreensão da mobilidade intrametropolitana já que essa "aglomeração urbana instersticial" (Emplasa, 2011) se localiza entre as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas com as quais mantém fortes conexões. Pretende ampliar o conhecimento dessa organização regional recém criada, utilizando dados demográficos e indicadores socioeconômicos. Analisa a mobilidade como um fator estrutural da forma urbana do AUJ a partir das relações de interdependência das cidades que o compõem, do estudo dos vetores de expansão intrametropolitana do AUJ, da dispersão urbana ao longo das rodovias e da ampliação da segregação socioespacial que acompanha a redistribuição da população no contexto regional.
2022-12-06T14:16:13Z
Fanelli,Adriana Fornari Del Monte Santos Junior,Wilson Ribeiro dos
Índice de Mobilidade Urbana Sustentável em Goiânia como ferramenta para políticas públicas
Abordam-se conceitos de mobilidade e de mobilidade urbana sustentável e suas interações com o ambiente urbano. Buscando melhorias na movimentação das pessoas e serviços, em especial o uso dos veículos, conduz a investigações para a mobilidade satisfatória nos espaços públicos e qualidade de vida da população. Assim, pesquisadores discutem o assunto, na busca de índices para medir parâmetros. Neste, objetivou-se calcular o Índice de Mobilidade Urbana Sustentável – Imus para a cidade de Goiânia com levantamento dos dados em 2011 e 2012, adotando a metodologia de Costa (2008) . O cálculo efetivou-se no se gundo semestre de 2012, explanando que, para solucionar o problema do trânsito e transporte, necessitava-se vinculá-lo à política urbana. Assim, recomenda que o Imus seja uma ferramenta para auxiliar e contribuir na proposição, formulação, implantação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à mobilidade urbana sustentável de Goiânia.
2022-12-06T14:16:13Z
Abdala,Ivanilde Maria de Rezende Pasqualetto,Antônio
Acessibilidade e mobilidade espaciais da população na Região Metropolitana de Belo Horizonte: análise com base no censo demográfico de 2010
A Região Metropolitana de Belo Horizonte, a exemplo de outras grandes metrópoles nacionais, apresenta condições inadequadas de deslocamento de pessoas e mercadorias. Somadas às precariedades dos transportes públicos coletivos e aos elevados índices de acidentes de trânsito, têm sido agravados os problemas referentes a congestionamentos e poluição, fatores que impactam negativamente a vida das pessoas e as diversas atividades sociais e econômicas. Torna-se relevante, nesse aspecto, aprofundar nas investigações acerca das condições de acessibilidade e mobilidade espaciais nesses aglomerados urbanos. Este artigo tem por objetivo a proposição e a análise de indicadores de acessibilidade e de mobilidade espaciais da população nos fluxos intermunicipais na RMBH, tendo como base os valores de distância, tempo e velocidade média dos deslocamentos identificados na base amostral do censo demográfico de 2010.
2022-12-06T14:16:13Z
Lobo,Carlos Cardoso,Leandro Magalhães,David J. A. V.
A via portuária de Salvador: mobilidade na capital baiana a partir de intervenções viárias
Este artigo analisa as contribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na obra rodoviária da Via Portuária (Bairro do Cabula-Salvador/BA). Como essa obra é capaz de proporcionar maior mobilidade? Utilizou-se pesquisa exploratória e bibliográfica entre os anos de 2007 (início do PAC) a 2010 (finalização da primeira etapa do PAC). Conclui-se que a obra não foi finalizada. Caso seja finalizada, proporcionará uma maior interligação entre o Porto de Salvador, a Base Naval de Aratu e o Centro Industrial de Aratu (CIA), além da região Nordeste com o Sul e Sudeste do país. Apesar de ser uma obra localizada num bairro, constitui um empreendimento que interfere nas redes de transporte intra e interurbano tanto em nível regional como nacional do país.
2022-12-06T14:16:13Z
Pereira,Aliger dos Santos Oliveira,Fabiano Viana
Infraestruturas nas Copas do Mundo da Alemanha, África do Sul e Brasil
O Brasil sediará, em 2014, a Copa do Mundo de Futebol: evento mundial que ocorre a cada quatro anos e é responsável pela movimentação de um grande número de pessoas. A preparação para receber a Copa exige do país-sede grandes investimentos em infraestruturas que muitas vezes permanecem subutilizadas após o evento. O objetivo do trabalho é avaliar se as infraestruturas – estádios e sistemas de transporte – construídas para as copas da Alemanha, África do Sul e Brasil constituem legado positivo para os países-sede. A metodologia utilizada foi o estudo de casos desenvolvido a partir de dados secundários. O trabalho mostrou que (1) no caso do Brasil, os investimentos em sistemas de transporte não atendem as reais necessidades das cidades-sede e (2) diferentemente da Alemanha, na África do Sul os estádios estão em grande parte subutilizados e com dificuldade para serem mantidos. As perspectivas para o Brasil também não são boas e há grandes chances de que o país enfrente problemas semelhantes aos da África do Sul.
2022-12-06T14:16:13Z
Branski,Regina Meyer Nunes,Elisa Eroles Freire Loureiro,Sérgio Adriano Lima Jr,Orlando Fontes
Operação Urbana Consorciada da Linha Verde: limites e oportunidades à luz da gestão social da valorização da terra
Observa-se atualmente o revigoramento dos debates sobre o Estatuto da Cidade, questionando sua efetividade, a baixa participação popular e sua utilização para legitimação de políticas engendradas por interesses particulares. Nesse contexto, este artigo investiga as Operações Urbanas Consorciadas (OU) enquanto mecanismo de recuperação de mais-valias fundiárias. Partindo de um estudo sobre a OU Faria Lima (São Paulo-SP), discute-se de forma prospectiva a OU Linha Verde (Curitiba-PR), em fase inicial de implantação. As análises possibilitam efetuar constatações ao mesmo tempo complementares e contraditórias. Deve-se reconhecer seu potencial na alavancagem da transformação urbana, repartindo os custos da ação pública. Entretanto, evidencia-se sua limitação na gestão social da valorização da terra, carecendo de mecanismos que assegurem o direcionamento adequado dos recursos.
2022-12-06T14:16:13Z
Nascimento Neto,Paulo Moreira,Tomás Antonio
Tensões e contradições na construção de futuros urbanos sustentáveis: o caso de Lisboa
O artigo aborda a (in)capacidade do plano em enfrentar as mudanças de um ocidente envolto numa transição civilizacional em que emerge uma revolução urbana. Para verificar essa (in)capacidade procedeu-se à confrontação entre um conjunto de planos para Lisboa e várias histórias de futuro construídas para essa cidade depois da transição, em 2030. Constata-se que, em relação a uma cidade de Lisboa depois da revolução urbana, o plano positivista – não incoporando nem a incerteza nem o risco – dificilmente contempla cenários mais alargados e especulativos tornando-se desadequado e estruturalmente incapaz para pensar o futuro. A proximidade e da convergência entre os estudos do futuro e os estudos da cidade emerge pois como uma prioridade central para a cidade.
2022-12-06T14:16:13Z
Carvalho,Luís Gonçalves,Jorge
Produção do espaço urbano e processos espaciais em Natal: o conjunto Ponta Negra em foco
O trabalho se propõe a discutir os processos espaciais no espaço intraurbano do conjunto Ponta Negra, em face das transformações ocorridas, fruto da ação dos agentes produtores do espaço. Foi realizada pesquisa de campo que verificou a mudança no uso do solo, com o aumento do número de atividades terciárias, muitas voltadas para a demanda turística. Observou-se também a mudança na forma urbana, com o surgimento de residências multifamiliares e flats, intensificando o processo de verticalização. A análise do conteúdo social foi realizada através de entrevistas junto aos moradores. Conclui-se que tem início a chegada de uma nova população que, no futuro, pode substituir a população original do conjunto Ponta Negra, visto que podem pagar pelo alto preço do solo.
2022-12-06T14:16:13Z
Araújo,Felipe Fernandes de
Restrição ambiental ou oportunidade para o desenvolvimento sustentável? Aquífero Carste na Região Metropolitana de Curitiba
Em termos ambientais, a expansão de áreas urbanas tornou-se um problema mais grave do que o crescimento demográfico em si. Para fazer frente a esse desafio, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica a necessidade de mudanças na gestão das cidades, com a adoção de estratégias participativas de intervenção como forma de reduzir os conflitos socioambientais e diminuir o efeito da poluição sobre o meio natural. Este artigo tem como pano de fundo a formulação de políticas para a ocupação de áreas de mananciais em contextos urbanos, tomando como estudo de caso a percepção da população residente e dos representantes das instituições de governo sobre a conservação de mananciais subterrâneos de formação cárstica na Região Metropolitana de Curitiba.
2022-12-06T14:16:13Z
Bollmann,Harry Alberto Gasparin,Daniele Costacurta Duarte,Fabio
Una lectura de Polanyi desde la economía social y solidaria en América Latina
Se presentan elementos del pensamiento social y de conceptos desarrollados por Karl Polanyi, en confrontación con el liberalismo económico, haciendo un paralelo con la lucha actual contra el neoliberalismo. Se plantean diferencias que surgen al hacer una lectura desde América Latina: un sesgo que podría calificarse como eurocéntrico, que excluye consideraciones sobre la co-constitución de AMérica y Europa, la heterogeneidad estructural que nos hace economías de mercado incompleta. A la vez se muestra la coherencia entre aportes de Polanyi y la propuesta de construir Otra Economía con el aporte de prácticas de Economía Social y Solidaria de la cual se esbozan algunos rasgos.
2022-12-06T14:16:13Z
Coraggio,José Luis
La ciudad capitalista en el patrón neoliberal de acumulación en América Latina
El desarrollo capitalista es desigual y combinado en el tiempo y territorio; por ello la ciudad latinoamericana tiene características particulares, específicas, que no pueden analizarse mediante conceptualizaciones que explicarían a las del mundo desarrollado. La histórica mundialización del capital – ¿globalización? – no homogeniza a las formaciones urbanas; las diferencia. Explicar la ciudad latinoamericana en el neoliberalismo vigente, implica analizarla en la generalidad capitalista y su particularidad latinoamericana, su combinación de lo nuevo y lo viejo, sus rasgos históricos específicos: subsistencia indígena; urbanización acelerada; industrialización tardía; desindustrialización temprana; terciarización informal; autoconstrucción masiva; mercado informal de suelo y vivienda; desempleo estructural, pobreza, informalidad; regímenes de excepción; baja ciudadanización; diversas posturas gubernamentales ante el neoliberalismo; violencia urbana generalizada; etc.
2022-12-06T14:16:13Z
Cobos,Emilio Pradilla
Las palabras y las cosas en la ciudad latinoamericana. Obstáculos epistemológicos en políticas urbanas argentinas
El artículo invita al debate sobre los procesos de producción de saberes, teorías y marcos conceptuales que operaron y operan en el conocimiento sobre la ciudad latinoamericana, junto a la formulación de políticas urbanas. Nos adentramos, fundamentalmente, en la constitución de las categorías dominantes que operan en la reflexión, y la construcción de pseudonecesidades como políticas urbanas. Abordamos la revisión de las bases epistemológicas de este pensamiento, haciendo observable sus limitaciones, y proponemos un retorno a un conjunto de reflexiones, presentes en las investigaciones que venimos desarrollando desde fines de la década de 1980, ancladas empíricamente en dos ciudades intermedias argentinas.
2022-12-06T14:16:13Z
Núñez,Ana Roze,Jorge