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Quando prolixidade é arte: entendendo os romances francófonos africanos de Ahmadou Kourouma
RESUMOA ficção de Ahmadou Kourouma, escritor africano da Costa do Marfim, tem constituído um desafio para os críticos, sobretudo pelo intenso uso do registro, do léxico e do ritmo africanos com o escopo de criar um novo idioma francês através do malinkê, língua materna do autor. Embora a linguagem seja central para o entendimento da literatura francófona, a abordagem crítica tradicional tem dado pouca ênfase a esses romances de um ponto de vista linguístico. Propondo que a crítica literária limitada à reflexão isolada de parâmetros contextuais ou textuais ignora a dimensão criativa da arte no romance, este trabalho busca adotar a poética do dialogismo de Bakhtin na leitura do romance Alá e as crianças-soldados, de Kourouma, para compreender o princípio (de linha dialógica) que anima e articula todo o trabalho.
2022-12-06T14:16:24Z
Adhikari,Foara Das Gupta
Um mergulho discursivo sobre A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa
RESUMOPropõe-se, neste artigo, uma reflexão sobre o conto "A terceira margem do rio", de Guimarães Rosa. Há na obra uma riqueza de vozes, marcada pela imagem do próprio rio que ela descreve. O leitor é sequestrado para a terceira margem, já que sua memória discursiva o remete apenas a duas. Em qual tempo e espaço estaria a chamada terceira margem? Na busca de tal resposta, ele permanece prisioneiro de suas próprias indagações, transportando-se para a terceira margem, incapaz de reconhecê-la. Pretende-se com este trabalho demostrar como a língua pode chamar a atenção do leitor para seus diversos cenários, promovendo estudos indissociáveis na articulação língua-literatura, e apresentar alguns caminhos para desvendar a terceira margem apontada por Rosa, observando a riqueza dialógica do texto. Para fundamentar a análise realizada, recorreu-se aos estudos de Bakhtin e seu Círculo, à Estilística e a um viés filosófico.
2022-12-06T14:16:24Z
Andrade,Carlos Augusto Baptista de Cardoso,Diogo Souza
Machado de Assis e a crítica às avessas
RESUMOAo tempo em que colaborou na revista de caricaturas Semana Ilustrada(1860-1876), Machado de Assis, sob o pseudônimo de Dr. Semana, foi autor de uma série de crônicas que alojavam uma modalidade de crítica que Raimundo Magalhães Júnior chamou de "crítica às avessas", e que consistia em elogiar textos que eram péssimos do ponto de vista literário. Com base nas formulações teóricas de Beth Brait e Linda Hutcheon a respeito da ironia, o artigo tem por objetivo a análise de alguns exemplos desse tipo de crítica que surge no espaço da Semana Ilustrada, no interior da qual é possível identificar os primeiros sinais do narrador machadiano não confiável.
2022-12-06T14:16:24Z
Azevedo,Sílvia Maria
O caminhar discursivo do feminino em Mãos vazias, de Lúcio Cardoso
RESUMOO artigo analisa a primeira novela de Lúcio Cardoso, Mãos vazias, lançada em 1938. Durante o percurso interpretativo a psicanálise de Freud e Lacan auxiliará a aproximação com o literário, de modo a ampliar as possibilidades da leitura. O enfoque recai sobre a personagem principal, Ida, e sua tentativa em tornar-se sujeito de seu desejo. Marcada pelo desejo de fuga, ela usa os parcos significantes que tem para tornar visível sua história de insatisfação e transgressões: seu nome e o percurso espacial de algumas quadras. Ida cumpre o anunciado por seu nome, na repetição do ato de chegar e sair, inscrevendo seu desejo por toda a cidade, compondo a novela no movimento de ir.
2022-12-06T14:16:24Z
Cardoso,Elizabeth da Penha
O eu e o outro na enunciação de Jorge Luis Borges
RESUMOO presente estudo aborda a questão da heterogeneidade decorrente do desdobramento do eu, tal como compreendido por Bakhtin mediante a ideia de autoconsciência, aquela que gera sempre um outro para garantir sua própria subjetividade, através do contato com possíveis alteridades: outros gerados como alteridade a partir do mesmo. De acordo com o conjunto ternário (tempo) e trinitário (espaço), teorizado por Benveniste e analisado por Dufour, nossa análise circunscreve-se à abordagem de três contos de Jorge Luis Borges, a saber: O outro, 25 de agosto de 1983 e Borges e eu, em que o duplo e o duplicado são abordados como o mesmo, ainda que outros, pois é a alteridade o que confere condições para o conhecimento do mesmo.
2022-12-06T14:16:24Z
Cavalheiro,Juciane dos Santos
O ensino de literatura em língua inglesa no curso de Letras: uma abordagem dialógico-pragmática
RESUMOEste artigo objetiva participar das discussões sobre o ensino de literatura em língua inglesa (LLI) no cotidiano da sala de aula do Curso de Letras. Para tal, discute os desafios propostos pelas DCN de Letras, bem como a realidade do professor que trabalha com um número pequeno de horas de LLI na matriz curricular e um número alto de alunos com conhecimento limitado dessa língua estrangeira. A partir da concepção dialógica de linguagem e da possibilidade de cooperação entre áreas de conhecimento, apresentamos uma proposta de trabalho entre a ADD e a Pragmática, mostrando as consonâncias e as dissonâncias entre as duas áreas. Além disso, apresentamos parte da análise do conto Her Sweet Jerome, de Alice Walker, feita por alunos que apontaram para a possibilidade de a Pragmática, nesse contexto de trabalho de LLI com alunos com conhecimento limitado dessa língua estrangeira, ser um passo inicial para uma análise dialógica dos textos literários.
2022-12-06T14:16:24Z
Melo Júnior,Orison Marden Bandeira de
A prosificação da cultura e o ensaio criativo do século XX: questões sobre um gênero literário
RESUMO:Este artigo propõe um diálogo entre as teorias sobre o ensaio, gênero híbrido e proteiforme que suscita variadas discussões e tentativas de sistematização, com a teoria de Mikhail Bakhtin, que em seus estudos sobre a prosificação da cultura nos auxilia a compreender as significativas mudanças do gênero ensaístico ocorridas ao longo do século XX.
2022-12-06T14:16:24Z
Iozzi-Klein,Adriana Cavallari,Doris Nátia
A experiência da unidade espaço-tempo na literatura e na psicologia
RESUMONeste ensaio defende-se o argumento de que a configuração cronotópica potencializa a obra literária como forma metafórica para experimentar a vida cotidiana. Esse argumento apoia-se nas declarações em que Bakhtin destacou que a organização de processos psicológicos de personagens no enredo está relacionada com a experiência da unidade tempo-espaço, conceitualmente denominada de cronotopo. Para exemplificar essas questões desenvolveu-se aqui uma análise da configuração cronotópica do autor-personagem no Livro do desassossego de Fernando Pessoa. A dificuldade do autor-personagem para negociar as posições de figura e fundo no seu pensamento refletiu uma experiência de fronteira específica, revelada na frequente associação de termos antagônicos e uso frequente de neologismos. Percebendo o funcionamento cronotópico da narrativa, discute-se o potencial da literatura na provisão de metáforas para vida real. Nessas considerações chamou-se a atenção para a participação do leitor na constituição do cronotopo e da obra.
2022-12-06T14:16:24Z
Macêdo,Gabriel Fortes Cavalcanti de Vieira,Nadja Maria
A poética de Christophe Tarkos: a pasta-palavra
RESUMOO artigo apresenta a produção de Christophe Tarkos (1963-2004), um dos principais nomes da poesia francesa contemporânea, com foco em suas formulações acerca da linguagem. O objetivo é explicitar a teoria linguística que se pode depreender de sua obra, tanto nos escritos mais ensaísticos e entrevistas, quanto em sua realização menos conceitual nos poemas propriamente ditos. Nossa hipótese é que a poética de Tarkos cria um conceito próprio, o de "pasta-palavra" (pâte-mot), trazendo com ele um modo singular e poético de se entender o sentido linguístico.
2022-12-06T14:16:24Z
Malufe,Annita Costa
A angústia de viver na cidade
RESUMONo romance Angústia, de Graciliano Ramos, a gradual dissolução psíquica de Luís da Silva tem uma relação intrínseca com as condições da vida urbana na modernidade, sendo a cidade referida ou semantizada ora como Babel, o caos urbano original, ora como Babilônia, a urbs corrompida pelo vício. Além disso, a recorrência de metáforas como a dos ratos (significando a degradação da vida, a corrupção da sexualidade ou o caráter predatório do materialismo burguês) e a ênfase no estado de angústia revelam as interlocuções com conceitos filosóficos/psicológicos da Angst, tais como expressos em Freud, Kierkegaard e Heidegger.
2022-12-06T14:16:24Z
Martins,Ana Claudia Aymoré
Mikhail Bakhtin e Manoel de Barros: entre o cronotopo e a infância
RESUMONeste artigo aproximamos a infância, o espaço e o tempo através da literatura e da filosofia. Partimos da leitura que Bakhtin faz das obras de François Rabelais, no contexto do realismos grotesco, e do conceito de cronotopo aí formulado. Bakhtin constrói uma perspectiva filosófica de espaço-tempo aberto e coletivo, de liberdade e criação. A literatura de Manoel de Barros, por sua vez, materializa um cronotopo, afirmando uma visão de mundo e de homem no embate entre sentidos e valores. Chegamos ao entendimento de que os poemas de Barros possuem uma estética particular que se aproxima daquela analisada por Bakhtin. É regida por uma relação espaço-temporal que trabalha com a infância associada à criação, envolvendo o espaço-tempo do inútil e da contemplação, o rebaixamento do olhar, o renascimento e a produção de vizinhanças entre elementos heterogêneos.
2022-12-06T14:16:24Z
Silveira,Paloma Dias Axt,Margarete
Cronotopo e metáfora como modos de combinação contextual espaço-temporal: o princípio da relatividade na literatura
RESUMOEste artigo consiste de uma tentativa de aplicar a noção holística de cronotopo sugerida por Bakhtin à investigação do estilo literário como um fenômeno gestáltico. Estilo é um padrão complexo de elementos mutualmente recíprocos, e o cronotopo de Bakhtin foi o primeiro na análise literária a ligar, pelo menos, dois elementos – tempo e espaço – como complementares, isto é, como combinados para melhorar e enfatizar as qualidades um do outro. A análise sugerida é um instrumento para aprofundamento de nossa compreensão das ações dos protagonistas de Vladimir Nabokov pelas matrizes espaço-temporais nas quais eles atuam. Os instrumentos cognitivos de análise são as noções intimamente relacionadas de cronotopo e metáfora conceptual.
2022-12-06T14:16:24Z
Tarvi,Ljuba
MELO JR., Orison Marden Bandeira de. Literatura e racismo: uma análise intercultural. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2013. 111 p. [Coleção Étnico-racial].
No summary/description provided
2022-12-06T14:16:24Z
Santos,Rubens Pereira dos
O que poderia significar o "Grande Tempo"?
RESUMOO Grande Tempo está presente na concepção de cultura e literatura de Bakhtin e na sua antropologia filosófica. Tomado como uma metáfora, o conceito poderia ser compreendido por meio de uma extensa gama de significados: tradição, futuro virtual, história literária e intelectual, memória em seu sentido mais amplo, um nível ontológico de existência, transcendência, etc. O Grande Tempo parece estar relacionado à ideia central de Bakhtin a respeito da responsabilidade pessoal, radicada na situação concreta do ato (postupok). Desse ponto de vista, o conceito implica a presença de um "terceiro" na comunicação ou no inconcluso diálogo da existência. A posição desse "terceiro" no diálogo (um conceito polissêmico em si mesmo: pessoas, o leitor, o futuro, Deus) ocorre sempre a partir de um distanciamento ou exotopia, que permite um julgamento de valor em relação ao ato, e que vai além de sua situação concreta e social. De certa forma, o "terceiro" é uma postura por meio da qual é possível ponderar o ato como transcendência. Minha experiência de vida, como intelectual e professor de Literatura Hispânica e Pensamento Latinoamericano, tem testemunhado a relevância da concepção antropológica bakhtiniana.
2022-12-06T14:16:24Z
Bubnova,Tatiana
Embate dialógico entre leitura e escrita: manifestação de uma ética da ação discursiva a partir do Círculo bakhtiniano
RESUMOEsta investigação, fundamentada em conceitos de Bahktin e Volochinov, discute a relação entre leitura e escrita. A partir dos conceitos de dialogismo, exotopia, autoria, dentre outros, percebeu-se que leitura e escrita constituem uma ação social de dimensão ética. Para o Círculo, leitura e escrita são processos criativos e dialógicos, visto que leitor e autor entram em profundo diálogo em que posições, muitas vezes díspares, se confrontam. Ao ler um texto, o leitor o faz com seu repertório cultural, mediando a leitura por vieses: contexto, gênero, classe social, axiologia, etc., recriando-o a partir dos seus parâmetros. O texto, entretanto, resiste, visto que foi concebido por outrem, cujo horizonte axiológico, temporal e contextual é outro. Qual a possibilidade de convergência e/ou discordância entre autor e leitor? As respostas a essa problematização demonstraram que o processo leitura/escrita é constituído por uma perspectiva ética de base dialógica: a presença do outro ocorre como alteridade, levando à necessidade de se fazer escolhas, intervenções, opções que podem destruir, carnavalizar, exaltar e idealizar esse outro. A centralidade da linguagem na constituição do ser social mostrou a ética discursiva dialógica como categoria fundamental para a compreensão da leitura e da escrita.
2022-12-06T14:16:24Z
Fanini,Angela Maria Rubel
A polêmica do samba entre Noel Rosa e Wilson Batista: a intertextualidade e os meandros da composição
RESUMOO presente artigo tem como objetivo analisar os meandros da composição e suas intertextualidades na polêmica do samba entre Noel Rosa e Wilson Batista, observando o dialogismo na interação verbal e musical entre os autores e os diversos textos da década de 1930. Ao apurar os ouvidos sobre a "polêmica do samba" observa-se que as composições revelam tensões inexoráveis entre um mundo festivo do "malandro" e os limites da realidade da época. Desse modo, com suporte em estudos que tratam deste tema, busca-se trazer à tona um insight sobre este "duelo" musical que está, certamente, muito mais disseminado na sociedade que restrito a questões puramente estéticas.
2022-12-06T14:16:24Z
Luz,Leandro Moreira da Fagundes,Bruno Flávio Lontra Fernandes,Mônica Luiza Sócio
Notas sobre uma estética do trauma no Brasil
RESUMONeste artigo, o objetivo é demonstrar como a midiatização de casos de tosquias de mulheres constroem, na e pela linguagem, uma estética do estranhamento que referenda discursos flagrantes de fronteiras sócio-histórico-culturais. Para isso, articulam-se, teoricamente, o pensamento bakhtiniano, sobretudo sua insistência na dimensão semiótico-ideológica da linguagem, e postulados barthesianos, em especial o entendimento da constituição semiológica de trauma. Metodologicamente, cotejam-se registros e divulgação de tosquia feminina em duas inscrições históricas: na França, por ocasião da chamada Liberação na década de 1940, e no Brasil da atualidade, em comunidades cariocas que convivem com a cultura do tráfico. No estudo apresentado, procura-se responder à seguinte questão: como, depois de tantas décadas, essa voz do pós-guerra francês emerge no contexto brasileiro (res)significando as mesmas práticas? A análise empreendida aqui mostra que a “prosa” das tosquiadas mobiliza vozes diferentes que, ao imprimirem suas marcas nos enunciados, estratificam a linguagem e desenham fronteiras sócio-culturais.
2022-12-06T14:16:24Z
Kogawa,João Marcos Mateus Magalhães,Anderson Salvaterra
Vozes no conto de Machado de Assis sobre um incêndio em Montevidéu
RESUMONa reflexão dialógica sobre a enunciação, Voloshinov enfatiza sua porção subentendida como aquela que é comum a um grupo social e que, portanto, não precisa ser explicitada. Dessa maneira, o autor observa a possibilidade de o enunciador, ao acrescentar, justapor, situações de memória no tempo e no espaço narrados, conjugar percepções acerca da existência em matéria de ficção; vinculá-las a entonações que estreitam ainda mais a interlocução entre as coisas vividas e o enunciado. Diante disso, analisamos, pelo ângulo dialógico, o conto Um incêndio, de Machado de Assis, motivado por notícia de um incêndio ocorrido em região portuária de Montevidéu, que lhe deu o engenheiro Abel Ferreira de Matos, que, por sua vez, ouvira do menino Manuel Bandeira.
2022-12-06T14:16:24Z
Marchezan,Luiz Gonzaga
O papel da música nas atividades de trabalho
RESUMOO artigo discute o papel da música no trabalho, considerando a atividade musical como uma prática discursiva intersemiótica. Para ser capaz de examinar o tema tanto do ponto de vista da música quanto do trabalho, colocados juntos pelo discurso, a abordagem utilizada é interdisciplinar, composta por análise do discurso, etnomusicologia e ergologia. Primeiramente as fronteiras do conceito tradicional de cantos de trabalho são expandidas através da análise de dois exemplos pouco convencionais: uma peça publicitária e uma embalagem de produto. A partir desse viés expandido, o artigo explora cantos de duas comunidades brasileiras, da Bahia e do Maranhão, que cantam enquanto trabalham em atividades agrícolas e extrativistas. A conclusão ressalta que a relação entre música e trabalho ultrapassa em muito a abordagem estreita dos cantos de trabalho. Para compreendê-la, é preciso levar em conta as renormalizações postas em jogo e as comunidades discursivas implicadas por estas práticas discursivas complexas.
2022-12-06T14:16:24Z
Motta,Ana Raquel
Ética na perspectiva bakhtiniana e na formação crítica docente: uma experiência no Estágio Supervisionado de Língua Inglesa
RESUMONeste texto, procuramos estabelecer um diálogo entre fundamentos bakhtinianos e formação crítica de professores/as de línguas, especialmente a respeito do conceito de ética. Para tanto, analisamos as práticas discursivas de três professoras-licenciandas da disciplina Estágio Supervisionado de Língua Inglesa I, de um curso de Letras Português/Inglês, sobre o trabalho desenvolvido com o filme Além da sala de aula. O estudo aponta para a relevância do referencial teórico bakhtiniano sobre ética para a formação crítica docente, uma vez entendido que o/a professor/a em formação universitária precisa problematizar suas próprias concepções, perceber a responsabilidade de seus atos e assumir seu papel de agente.
2022-12-06T14:16:24Z
Silvestre,Viviane Pires Viana Figueredo,Carla Janaína Pessoa,Rosane Rocha