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A máquina retórica de Barthes: mitologia e conotação nas redes digitais
RESUMOEste artigo explora a representação social da Tecnologia Informática e a Sociedade em Rede a partir da semiologia de Barthes, utilizando suas ideias sobre a criação de mitos e a conotação de discursos ideológicos por meio da sua naturalização. Complementando com alguns conceitos de Peirce e Santaella, buscou-se identificar e entender elementos dos mecanismos desses processos de mitificação e como eles incidem na criação de uma ordem informacional; neste caso, uma ordem digital. Conclui-se a iminência da percepção de que se presencia um alinhamento discursivo evangelizante baseado em elementos míticos e apoiados na aversão à incerteza, no princípio de poupança de energia e na engenharia discursiva guiada pelo alvo de lucro e poder. Destaca-se o viés da estrutura narrativa que reitera, de forma irreflexiva, a necessidade imperiosa da presença da informática e da digitalização sem o pleno contraponto de seus custos ou efeitos colaterais.
2022-12-06T14:16:24Z
Berrio-Zapata,Cristian Moreira,Fábio Mosso Sant'Ana,Ricardo César Gonçalves
CASTRO, Gilberto de. Discurso citado e memória – Ensaio bakhtiniano sobre Infância e São Bernardo. Chapecó: Argos, 2014. 158 p.
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2022-12-06T14:16:24Z
Lima,Sandra Mara Moraes
RAMÍREZ VIDAL, Gerardo. La palabra y el puño: perfiles de la retórica nazista en el Mein Kampf de Adolfo Hitler [A palavra e o punho: perfis da retórica nazista no Mein Kampf de Adolfo Hitler]. México D.F.: Instituto de Investigaciones Filológicas, Universidad Nacional Autónoma de México, 2013. 152 p. [Colección de Bolsillo; 40]
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2022-12-06T14:16:24Z
Vitale,María Alejandra
Entre o semiótico e o ideológico
RESUMOO objetivo deste artigo é apresentar e discutir a importância da articulação existente entre semiótica e ideologia como marca original e fundante do pensamento do linguista brasileiro José Luiz Fiorin. Dentre tantos trabalhos por ele publicados, explicitando e explorando essa constitutiva relação, a escolha aqui recai sobre suas duas primeiras obras - Linguagem e ideologia e O regime de 1964: discurso e ideologia. Esses livros inauguram, no final dos anos 1980, conforme os títulos explicitam, a coerência da maneira como o autor compreende linguagem em consonância com a vida e, especialmente, com os valores em tensão que regem a vida social e cultural de uma comunidade. Essa postura pioneira dentro das áreas do conhecimento em que se insere, com destaque para a Semiótica greimasiana, oferece e inspira, já nesses dois estudos, caminhos teóricos e práticos para a constituição das pesquisas semiótico-ideológicas e, a partir daí, para a pertinente leitura de um Brasil submetido a uma truculenta ditadura.
2022-12-06T14:16:24Z
Brait,Beth
O projeto didático de José Luiz Fiorin para o ensino de leitura e de produção de texto
RESUMOEm setembro de 2014, um grupo de professores e de pesquisadores reuniu-se para refletir sobre as contribuições que os trabalhos publicados por José Luiz Fiorin trazem para os estudos do discurso, do texto e para os avanços das investigações em semiótica. Este trabalho, com o qual participei do colóquio, procura examinar como o projeto didático estabelecido por esse estudioso das manifestações da linguagem tem uma importância significativa para o ensino de leitura e de produção de textos, ao mesmo tempo em que reflete os avanços realizados pelos semioticistas brasileiros e estrangeiros em relação ao aprimoramento do projeto metodológico realizado por essa teoria que investiga a constituição do sentido do texto.
2022-12-06T14:16:24Z
Cortina,Arnaldo
As astúcias d'As astúcias da enunciação
RESUMOEste artigo tem por objetivo discutir questões ligadas à enunciação, dimensão de fundamental importância na concepção e estudo da linguagem, focalizando, de forma especial, a maneira como, no Brasil, essa questão é tratada pelo linguista José Luiz Fiorin em sua obra As astúcias da enunciação. Um dos aspectos a ser observado é, precisamente, a construção enunciativa da obra, cuja importância pode ser percebida nos estudos discursivos brasileiros em geral, mas sobretudo nas pesquisas relacionadas à semiótica francesa.
2022-12-06T14:16:24Z
Fulaneti,Oriana de Nadai
O conceito de ethos do enunciador na obra Em busca do sentido: estudos discursivos, de J. L. Fiorin
RESUMOObjetiva-se, com este artigo, mostrar o conceito de ethos do enunciador, tal como discutido por Fiorin na obra Em busca do sentido: estudos discursivos, para, com isso, analisar como o autor, em diálogo com os estudos da Retórica e da Análise do Discurso sobre o ethos, cria um lugar teórico e analítico para este conceito no campo de estudos da Semiótica Discursiva.
2022-12-06T14:16:24Z
Gonçalves,João Batista Costa
Manual de manuais: Elementos de análise do discurso
RESUMOEste trabalho tem como objetivo analisar semioticamente a obra Elementos de análise do discurso, de José Luiz Fiorin, como um "manual de manuais", isto é, um manual didático que reúne características prototípicas da prática didática de manuais universitários e que marcou um modo de pensar e ensinar a semiótica discursiva no Brasil. Partindo da análise de textos integrados à prática editorial, como o título da obra, sua capa e a apresentação do autor, chegou-se ao inventário e à análise dos segmentos textuais concebidos pelo enunciador do manual no âmbito da prática didática, como a exemplificação e a explicação teóricas. A leitura aqui proposta busca colocar em evidência e compreender a originalidade e a atualidade dessa obra que completou 26 anos em 2015 e que desempenhou um papel estratégico na formação de várias gerações de semioticistas e analistas do discurso.
2022-12-06T14:16:24Z
Portela,Jean Cristtus
Retórica e estudos do discurso
RESUMOO objetivo deste artigo é discutir as articulações retórica/discurso, tendo como centro das reflexões o livro Figuras de retórica do semioticista José Luiz Fiorin. A obra examina a contribuição da retórica clássica aos estudos do discurso e resgata, para ressignificá-la, a noção de ornamento, que relegou a retórica a um simples estudo de figuras. Apresenta estas últimas como operações enunciativas que intensificam o sentido de algum elemento do discurso, o que acaba por lhes restituir sua dimensão argumentativa. O artigo incorpora, à sua própria argumentação, figuras de linguagem e recursos retóricos explicados pelo autor no livro.
2022-12-06T14:16:24Z
Teixeira,Lucia
O cronotopo bakhtiniano do romance (auto)biográfico: da Antiguidade à contemporaneidade
RESUMONeste artigo, retomamos as reflexões sobre 'As formas de tempo e de cronotopo no romance' feitas por Mikhail Bakhtin e apresentadas em Questões de literatura e de estética: a teoria do romance, a fim de verificar as variações do cronotopo de 'Biografias e autobiografias antigas' no romance autobiográfico contemporâneo. Para isso, analisamos os cronotopos nos romances autobiográficos Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, e Chá das cinco com o vampiro, de Miguel Sanches Neto. Nossa leitura do cronotopo bakhtiniano nessas narrativas nos leva a relacionar as formas de configuração entre espaço público e espaço privado e diferentes estratégias de representação.
2022-12-06T14:16:24Z
Amaral,Pauliane Rodrigues,Rauer Ribeiro
Diálogos da dúvida: O eterno marido, de Dostoiévski e Dom Casmurro, de Machado de Assis
RESUMOEste artigo estabelece uma análise dialógica dos romances O eterno marido (1870), de Dostoiévski, e Dom Casmurro(1899), de Machado de Assis, com foco no tratamento da dúvida como categoria estética pelos dois escritores. Nesse diálogo, abre-se espaço para questões relativas às especificidades da prosa machadiana e dostoievskiana no contexto do realismo e às marcas do dialogismo na escritura dos dois autores.
2022-12-06T14:16:24Z
Barros,Andréa de
Linguagem e criação: constituintes singulares do conhecimento humano
RESUMOO estudo pretende destacar a maneira como a palavra poética pode ser uma forte aliada para a diversidade do saber na busca de novas formas de ver, entender e interpretar o homem e o mundo. No artigo, nosso propósito é articular recortes teóricos e textos ou fragmentos poéticos que despertem, prioritariamente, para a experiência da língua, como organismo vivo em permanente transformação, e da literatura como espaço desautomatizador da percepção e do conhecimento.
2022-12-06T14:16:24Z
Bastazin,Vera
A arena discursiva das ruas e a condição pós-moderna: da manifestação à metacarnavalização
RESUMONeste artigo, o objetivo é rastrear, na emergência de enunciados realizados em cartazes nas séries de manifestações de rua no Brasil em 2013 e mobilizados em rede, movimentos discursivos que sinalizam relevante alteração ética e política. De um ponto de vista dialógico de linguagem, descrevem-se as manifestações como cadeia comunicativa discursiva inspirada pelo processo de carnavalização. O espaço da rua e da praça pública, a alteração momentânea da ordem social cotidiana e a tensão ideológica que pode fomentar mudanças sociais autorizam a comparação entre a natureza discursiva das manifestações e a do processo de carnavalização. A partir daí, articulam-se teoria enunciativa e conceitos da filosofia contemporânea, como metanarrativa e condição pós-moderna, para interpretar a mudança de perspectiva axiológica flagrada em cartazes das manifestações. A análise esboçada indica que, discursivamente, de uma manifestação com pauta múltipla encaminha-se um movimento ideologicamente fragmentado que permite emergirem enunciados sem sentido, sugerindo a metacarnavalização do evento.
2022-12-06T14:16:24Z
Magalhães,Anderson Salvaterra Queijo,Maria Elizabeth da Silva
A noção de autor na obra de M. Bakhtin e a partir dela
RESUMOElegendo tanto contraposições a outros pensadores - Barthes entre eles -, quanto confluências com correntes do pensamento filosófico, caso em que se ressaltam os conceitos de mundo da vida e mundo da cultura, retoma-se a reflexão sobre a noção de autor, e também de sujeito, na obra de M. Bakhtin. Nesse caminho, mostra-se a relação dessas noções de autor e sujeito com outros importantes conceitos do pensamento bakhtiniano e, passando-se por quase toda a obra de Bakhtin, acaba-se por assinalar também o desenvolvimento da obra do pensador, bem como os princípios que a embasam, desde sempre, como um todo. Ao final, espera-se ter destacado que os conceitos de mundo da vida e mundo da cultura, que revelam uma importante filiação filosófica de Bakhtin, semelhante a que se verifica em G. Simmel, particularizam as contribuições bakhtinianas, inclusive em relação ao paradigma estruturalista, em contraposição ao qual se iniciou a reflexão.
2022-12-06T14:16:24Z
Marchezan,Renata Coelho
Bakhtin e Heidegger: caminhos para a compreensão e interpretação do acontecimento do ser na linguagem
RESUMOO presente estudo tem como objetivo colocar em diálogo os caminhos sinalizados por Bakhtin e Heidegger para a compreensão e interpretação do acontecimento do ser na linguagem. Para esse fim examinamos a proposta comum, a ambos os filósofos, de instituir uma filosofia primeira, que pergunte acerca da origem do sentido, o que equivale a indagar sobre as vias de acesso à realidade que toda a linguagem e, por conseguinte, todo o discurso/texto/enunciado comportam. Foram examinados também o caráter ontológico do ser-aí (Dasein) e o papel do pensamento para a interpretação do ato ético concretizado no acontecimento do ser. Para fundamentar os caminhos de uma arquitetônica e hermenêutica da facticidade ontológicas, Bakhtin e Heidegger, respectivamente, revisitaram diversas tradições. Que papel restaria à filosofia para a compreensão e interpretação do acontecimento do ser? A resposta a esta questão parece apontar para uma compreensão/interpretação ontológico-hermenêutica cujos caminhos tentamos desvelar.
2022-12-06T14:16:24Z
Sampaio,Maria Cristina Hennes Araújo,Karla Daniele de Souza Macedo,Ezequiel Bezerra Izaias de
Por uma nova ética audiodescritiva: a recriação como procedimento
RESUMOA audiodescrição (AD) consiste em fornecer a pessoas com cegueira e baixa visão a tradução sonora de processos comunicativos visuais e audiovisuais, como programas de TV, obras de artes plásticas ou ópera. Esta atividade se formalizou na década de 1980, nos Estados Unidos, a partir do modelo "descreva o que você vê". Tal proposição, o audiodescritor, empunhando a controversa bandeira da "objetividade", oferece leitura supostamente isenta - e em certa medida protocolar - sobre aquilo que observa. A escola americana prosperou e se disseminou pelo mundo, tornando-se o padrão da AD realizada, inclusive, no Brasil. Recuperando, contudo, a melhor tradição tupiniquim da "transcriação" ou "recriação", defendida pelos poetas concretos, lançaremos, ao menos para as artes visuais, outra proposta metodológica/experimental: o uso de diagramas poéticos sonoros para a realização da AD, compreendida como tradução intersemiótica. Acredita-se que a camada sensível, tão cara às artes, é muitas vezes perdida no tecnicismo da AD normatizada, e que construções diagramáticas talvez possam recuperar esta dimensão através de signos sonoros inteligíveis mas, sobretudo, sensuais. Há, conforme explicamos, certa articulação estética, ética e semiótica que referenda a proposta aqui apresentada.
2022-12-06T14:16:24Z
Santos,Marcelo
AMOSSY, R. Apologie de la polémique. Paris: Presses Universitaires de France, 2014. 240 p. [Coleção L'interrogation philosophique]
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2022-12-06T14:16:24Z
Carlos,Josely Teixeira
FIORIN, José Luiz. Argumentação. São Paulo: Contexto, 2015. 272 p.
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2022-12-06T14:16:24Z
Grácio,Rui Alexandre
A virada histórica de Bakhtin e seus antecedentes soviéticos
RESUMO Baseado em trabalhos anteriores, o artigo oferece uma nova compreensão das ideias de Bakhtin sobre a estratificação e o desenvolvimento histórico da linguagem, apoiado em material de arquivo do Instituto para a História Comparativa das Literaturas e Línguas do Ocidente e Oriente (ILIaZV), não publicado. O foco é o trabalho de Bakhtin do final dos anos 1930, quando ele desvia sua atenção da língua para o desenvolvimento histórico de imagens específicas, séries semânticas e estruturas de enredo. Bakhtin ainda manteve conexões próximas com o trabalho desenvolvido no ILIaZV, mas baseou seu trabalho em diferentes intelectuais, Aleksandr Vesselóvski (1838-1906) e Izrail Frank-Kamenetski (1880-1937), que se tornam influências importantes para ele, especialmente em relação a sua ideia sobre o modo como o ritual sincrético do Carnaval se torna um aspecto estruturador da literatura e em sua análise das estruturas de enredo e metáforas. O artigo oferece algumas informações sobre as assunções por trás das noções bakhtinianas de cronotopo e carnaval e a perspectiva de retomar essas noções, de modo que se tornem ferramentas úteis para pesquisa futura.
2022-12-06T14:16:24Z
Brandist,Craig
Maneiras criativas de não gostar de Bakhtin: Lydia Ginzburg e Mikhail Gasparov
RESUMO Este artigo contribui para nossa compreensão de como os russos receberam os conceitos de Bakhtin, principalmente dois influentes estudiosos russos, críticos de Bakhtin, cada um a partir de uma perspectiva diferente. O estudo de tais críticas é valioso, uma vez que nos incentiva a reexaminar nossas próprias percepções, por vezes complacentes, das teorias de Bakhtin. Mikhail Gasparov (1937-2005), um importante classicista e preeminente erudito do verso, publicou críticas virulentas contra Bakhtin entre 1979 e 2004. Seu problema com Bakhtin era essencialmente metodológico. Lydia Ginzburg (1902-1990), conhecida por suas Notes of a Blockade Person, e por estudos sobre os gêneros do diário, das memórias, da carta pessoal e do caderno do escritor, questionou os pressupostos psicológicos por trás das teorias bakhtinianas de simpatia e amor. Ginzburg também tinha sérias dúvidas quanto à ideia bakhtiniana do romance polifônico e a respeito do uso que Bakhtin fazia da oposição entre o monológico e o dialógico para caracterizar os romances de Tolstoi e Dostoiévski. Um exame atento das posições de Bakhtin e Ginzburg sobre o amor revela paralelos e diferenças interessantes. O artigo termina com sugestões sobre como as críticas de Ginsburg e de Gasparov podem nos ajudar a ler Bakhtin de maneiras criativas.
2022-12-06T14:16:24Z
Emerson,Caryl