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Intervenção do Estado e (re)estruturação urbana. Um estudo sobre gentrificação

De acordo com este artigo, gentrificação é consequência de mudanças, não apenas na qualidade, composição e distribuição da força de trabalho, mas principalmente, e primeiramente, na reorganização do espaço para produção, circulação e consumo de mercadorias. Isso coloca a compreensão do conceito como parte de um amplo e complexo processo de (re)estruturação urbana ligando o conceito também a processos específicos de (re)organização espacial, expandindo assim seu significado de forma a dar conta de alguns processos de gentrificação que, de outra forma, ficariam obscurecidos. Para tanto apresentamos o estudo de caso de “Dona Teodora” em Porto Alegre, onde o Estado aparece não só como o principal condutor dos processos de reestruturação urbana que aí ocorrem, mas, também, como o agente do processo de gentrificação.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Furtado,Carlos Ribeiro

Antigos processos e novas tendências da urbanização norte-americana contemporânea

Em 2010, a suburbanização permanece como característica dominante da urbanização contemporânea norte-americana (US Census, 2010), colaborando para o desinvestimento e declínio das áreas urbanas consolidadas. Projetos de renovação se multiplicam em harmonia às estratégias políticas e econômicas neoliberais e, muitas vezes, ocasionam a gentrificação, foco dos estudos referenciais de Neil Smith. Nesse cenário, duas tendências se fortalecem e introduzem novas relações socioespaciais às dinâmicas urbanas. De naturezas completamente diversas, as gated communities e a teoria urbanística do New Urbanism crescentemente são incorporadas ao repertório dos projetos urbanos elaborados para subúrbios e para áreas centrais, objetivando promover qualidade, sustentabilidade e/ou equilibrar desigualdades. A experiência empírica do Vale de Las Vegas ajuda a compreender como se dá essa complexa equação na prática.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Silva,Maria Floresia Pessoa de Souza e

Entre o fundamental e o contingente: dimensões da gentrificação contemporânea nas operações urbanas em São Paulo

Opondo-se à importação direta de teorias, este artigo desenvolve um modelo analítico para o estudo da gentrificação que abarca tanto sua generalização como principal política do urbanismo neoliberal quanto sua localização em contextos urbanos específicos. O modelo analítico baseia-se em três dimensões necessárias e definidoras do processo: 1) produção do espaço gentrificável; 2) elitização social com expulsão de grupos vulneráveis; e, 3) transformação da paisagem construída. O estudo das operações urbanas em São Paulo demonstra que estas dimensões fundamentais são mediadas por estruturas locais e, nestes casos, contextualizadas em projetos urbanísticos individuais. Este artigo, portanto, explora as múltiplas escalas de promoção da gentrificação, enfatizando que formas de produção desigual do espaço e resistência às mesmas também são produzidas localmente.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Siqueira,Marina Toneli

A evolução das formas de gentrificação: estratégias comerciais locais e o contexto parisiense

A literatura atual sobre os processos de gentrificação concentra-se principalmente na análise de áreas impactadas por operações de renovação urbana. O presente artigo resulta de uma reflexão qualitativa sobre a evolução das dinâmicas de gentrificação que prioriza o detalhamento de um processo de transformação urbana espontâneo e pontual, espacializado em um quartier parisiense. A pesquisa descrita visa a expandir a tradicional interpretação da gentrificação residencial e focar-se nas lógicas comerciais, que constituem elementos capitais na construção do espaço urbano. Para tanto, desenvolve-se uma abordagem pluridisciplinar que se propõe a identificar os impactos socioespaciais, as tensões traçadas, assim como as representações urbanas decorrentes do processo em questão.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Cerqueira,Eugênia Dória Viana

Gentrificação no Bairro 2 de Julho, em Salvador: modos, formas e conteúdos

Este artigo tem como objetivo entender os processos recentes de reestruturação urbana que vêm tomando corpo no centro antigo de Salvador, mais particularmente, as ações corporativas e públicas apoiadas na lógica da gentrificação e da privatização do espaço urbano. Para tanto, concentramos a presente análise na proposta de intervenção no Bairro 2 de Julho, buscando entender como esse processo vem se constituindo nesta área reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Nos empreendimentos privados apoiados pelo poder público, evidencia-se processos de exclusão social, produzidos por um modelo de planejamento urbano excludente pautado na concepção do urbanismo corporativo, que se utiliza de mecanismos de desvalorização e revalorização de patrimônio histórico-cultural. Contribuindo assim, para facilitar e ampliar o processo de ressignificação do patrimônio urbano e a expulsão da população mais pobre.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Mourad,Laila Figueiredo,Glória Cecília Baltrusis,Nelson

Reflexões sobre o conceito e a ocorrência do processo de gentrification no Parque Histórico do Pelourinho, Salvador – BA

Gentrification é um processo urbano que ocorre em bairros históricos comumente centrais. Estando associado às transformações desencadeadas em um momento posterior à década de 1930, o processo implica a substituição de uma população de baixo poder aquisitivo por outra mais abastada. Essas características agregam a esse objeto de estudo um tipo específico de recorte espacial, temporal e social. A presente análise sobre o processo de gentrification poderá ser dividida em três momentos. O primeiro com a reflexão sobre o conceito em si, o segundo com a análise de alguns estudos de caso e o terceiro com o estudo de caso sobre o Parque Histórico do Pelourinho, Salvador, Bahia, que abrange três bairros tradicionais da cidade: Maciel, Carmo e Santo Antônio Além do Carmo.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Ribeiro,Daniel de Albuquerque

Gentrificação e políticas de reabilitação urbana em Portugal: uma análise crítica à luz da tese rent gap de Neil Smith

O artigo problematiza o papel que as políticas de reabilitação urbana no centro histórico das cidades portuguesas detêm no facilitar do processo de gentrificação, afirmando-se como condições necessárias, não sendo, todavia, por si só suficientes para induzir tal processo socioespacial. Ainda assim, os programas de reabilitação urbana, ao visarem estimular a requalificação de edifícios e criar condições favoráveis à atração de capitais privados para a regeneração das áreas da cidade centro, constituem um fator estratégico para a fixação das novas classes médias, contribuindo, em última análise, para a expulsão de antigos moradores, promovendo segregação residencial e desenvolvimento urbano desigual. A problemática será enquadrada pela tese de rent gap de Neil Smith mobilizando os aspectos estruturais do processo de acumulação de capital (e dos seus movimentos cíclicos) e relacionando-os com o (re)desenvolvimento urbano e com a produção de ambiente construído pela gentrificação.

As desigualdades fontes de dinâmicas urbanas no centro histórico de Lisboa

O centro histórico de Lisboa tornou-se, nos anos 1980, ponto fulcral para os agentes públicos locais que tentam torná-lo vitrine da capital e um dos motores das dinâmicas urbanas. Diferentemente do que foi escrito pelos anglo-saxões nos anos 1960, o enobrecimento socioespacial não aparece como objetivo. Pelo contrário, as políticas públicas procuram claramente manter e ajudar as populações instaladas nos bairros históricos da capital. Esse esforço está patente nas estatísticas ou nas próprias desigualdades persistentes, observadas nesse espaço. Longe de ser uma barreira, parece pelo contrário que essas políticas são um dos motores das dinâmicas em centro histórico.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Galhardo,Jacques

Museus e revitalização urbana: o Museu de Artes e Ofícios e a Praça da Estação em Belo Horizonte

Uma das condições principais em que se observa o nascimento de novos espaços museológicos são os museus implantados durante os chamados processos de revitalização urbana. Se o que se pretende com essas iniciativas é dar “nova vida” a espaços antes considerados “degradados”, cabe se perguntar qual o papel que essas instituições têm a desempenhar nesses processos. Observando que no Brasil, no final do século XX e início do atual, se desenvolveram diversas propostas e projetos de requalificação urbana, selecionaram-se, como alvo da presente reflexão, o processo de implantação do Museu de Artes e Ofícios (MAO) e sua correlação com os processos de revitalização urbana de parte da região central da cidade de Belo Horizonte.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Hoffman,Felipe Eleutério

Captura desigual de renta de suelo y desplazamiento exclusionario. Indicadores generales del proceso de gentrificación en Santiago de Chile, 2000-2012

Santiago viene experimentando un proceso de re-estructuración, coherente al ingreso de lógicas neoliberales de producción del espacio desarrollado las últimas décadas. El proceso de renovación urbana del área central y pericentral de la ciudad es en la actualidad el modo de producción espacial dominante, el cual se apropia de espacios bien dotados de infraestructura pública pero que presentan históricamente una baja inversión pública y privada. Se problematiza así la gentrificación, con foco en los procesos de captura desigual de renta del suelo urbano y consecuente desplazamiento exclusionario, en cuatro comunas del área central y pericentral con alta producción inmobiliaria: Recoleta, Ñuñoa, Macul y Santiago.

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2022-12-06T14:16:13Z

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López-Morales,Ernesto Klet,Ivo Gasic Corvalán,Daniel Meza

Revitalização para quem? Política urbana e gentrificação no Centro de Santos

O artigo aborda, a partir do conceito de gentrificação de Neil Smith, o processo de enobrecimento do território santista e de revitalização do Centro Histórico que vem ocorrendo no município desde meados da década de 1990. A partir da análise de quatro administrações municipais – 1997-2000; 2001-2004 do PPB e 2005-2008; 2009-2012 do PMDB – e suas respectivas políticas de planejamento urbano, é interpretado como visões pró-mercado, referente à temática urbana, têm influenciado na elitização do município e na gentrificação da área central, somado-se à falta de uma política de inclusão social dos moradores de cortiços e habitações precárias.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Santos,André da Rocha

Eu não tenho onde morar, é por isso que eu moro na rua. Os “sem-teto”: moradores ou transgressores?

O texto apresenta uma análise das expulsões dos sem-teto, durante a preparação do Rio de Janeiro para sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, emolduradas pelos conflitos sociais, pelo direito à cidade, superpondo políticas de segurança das elites e desrespeito aos direitos das classes subalternas. Os discursos midiáticos e oficiais classificam essa população como “moradores de rua”, naturalizando sua condição de “sem-teto”, instituindo o mito de que, apesar de não ter casa, essa população “mora”, o que esvazia a natureza conflitante das relações sociais que operam nas cidades como razões da exclusão econômica e social e acentuando as oportunidades para milionários investimentos imobiliários em processos acelerados de gentrificação.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Ferraz,Sonia Maria Taddei Machado,Bruno Amadei

Da lama ao caos: um estuário chamado Baía de Guanabara

O objetivo deste artigo é analisar os “fluxos da água” na metrópole fluminense, as relações desiguais de poder envolvidas na gestão bem como a consequência dessa situação em áreas periféricas. Para tanto, lançamos mão de revisão bibliográfica, entrevista com gestores, usuários de água e representantes da sociedade civil; além de uma análise do “Cadastro de Usuários de Água”, disponibilizado pelo órgão gestor. Verifica-se que no contexto de mutações sociais e espaciais ligadas à industrialização e aos investimentos vultosos para uma (nova) despoluição da Baía de Guanabara, a garantia de acesso à água, bem como o tratamento dado aos usuários, continua a variar de forma expressiva na metrópole fluminense.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Costa,Maria Angélica Maciel

Belém do Pará: cidade e água

O artigo aborda o caso de Belém, Pará, Norte do Brasil, cidade onde a rede hidrográfica é um importante condicionante e definidor da morfologia urbana, dos usos do solo e dos atributos das atividades econômicas dispostas territorialmente. A partir de casos históricos, e de fenômenos contemporâneos de urbanização nas proximidades da água (rios, baía, estuário), nota-se sua dimensão enquanto como paisagem, veículo, substância e recurso; em paralelo, fenômenos como os waterfronts, os portos modernizados, a engenharia ambiental e a gestão de águas representam casos de materialização, e aprofundamento, de vetos no acesso à água e ao ambiente urbano em geral, apesar das diretrizes da política ambiental atual.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Ponte,Juliano Pamplona Ximenes

Governança da água e inovação na política de recuperação de recursos hídricos na cidade de São Paulo

A degradação ambiental de rios e córregos urbanos nas grandes cidades tem suscitado a formulação de diferentes políticas públicas. Este artigo analisa políticas públicas visando a recuperação ambiental de córregos urbanos, como novo paradigma na gestão dos recursos hídricos. O texto aborda o padrão de urbanização da cidade de São Paulo que resultou na degradação de seus recursos hídricos e o alcance das políticas públicas voltadas à sua recuperação. Em um contexto de córregos contaminados, várzeas ocupadas por favelas, ausência de rede coletora e de tratamento de esgotos, políticas de recuperação ambiental da rede hídrica podem transformar esses córregos em importantes prestadores de serviços ecossistêmicos. As políticas de recuperação de rios e córregos urbanos têm um potencial reconhecidamente inovador e podem contribuir para a construção de uma cidade mais sustentável.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Jacobi,Pedro Roberto Fracalanza,Ana Paula Silva-Sánchez,Solange

A urgência das águas: intervenções urbanas em áreas de mananciais

As relações entre políticas urbanas e ambientais representam grandes desafios para a formulação de respostas às pressões urbanas versus a preservação ambiental. Nas áreas de mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, os desafios são significativos, sobretudo porque as políticas ambientais e urbanas se confrontam com processos de ocupação espontâneos e precários em áreas protegidas. Este artigo situa o panorama da institucionalização das políticas públicas ambientais e urbanas na área de mananciais da bacia hidrográfica do reservatório Billings, aprofundando o caso do município de São Bernardo do Campo, com destaque para a implementação dos instrumentos urbanísticos que integram habitação e meio ambiente. Os desafios para a recuperação das áreas de mananciais vão além da instituição dos marcos legais. Dependem de estratégias de intervenção inovadoras que envolvem a sociedade civil e que podem sinalizar uma real transformação da realidade das bacias hidrográficas protegidas.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Alvim,Angélica Tanus Benatti Kato,Volia Regina Costa Rosin,Jeane Rombi de Godoy

Gestão das águas e sustentabilidade: desafios globais e respostas locais a partir do caso de Seropédica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Este artigo versa sobre o desenvolvimento territorial e a questão hídrica da região abrangida pela Bacia Sedimentar de Sepetiba, onde se situa Seropédica, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A partir de investigação tipomorfológica na escala regional, busca enfatizar sua relação com o abastecimento de água para a RMRJ; a presença do Aquífero Piranema, recurso hídrico em permanente risco ambiental devido às atividades de extração mineral; a expansão urbana/industrial em consequência dos grandes investimentos em curso; e a infraestrutura urbana precária, especialmente saneamento e drenagem pluvial. São apresentados, na escala regional, dados quali-quantitativos sobre potencialidades e fragilidades do território e, na local, propostas de intervenções e boas práticas para mitigação dos problemas hídricos verificados nos núcleos urbanizados.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Alcântara,Denise de Schueler,Adriana Soares de

O Programa Minha Casa Minha Vida nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas: aspectos socioespaciais e segregação

Lançado em 2009, o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), atual política habitacional do Governo Federal, vem desencadeando impactos territoriais significativos nas cidades brasileiras. Embora o programa tenha alçado o tema da habitação a uma posição de destaque na agenda do Governo Federal, incluindo grandes subsídios, o padrão de inserção urbana de seus empreendimentos reafirma a predominância de um modelo de urbanização excludente e precário na maior parte das cidades do país, especialmente nas principais regiões metropolitanas. É o que o artigo procura demonstrar, a partir de uma análise dos padrões de inserção urbana dos empreendimentos produzidos no âmbito do PMCMV, entre 2009 e 2012, nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Rolnik,Raquel Pereira,Alvaro Luis dos Santos Moreira,Fernanda Accioly Royer,Luciana de Oliveira Iacovini,Rodrigo Faria Gonçalves Nisida,Vitor Coelho

Gentrificação da cidade modernista: Brasília

Este artigo procura a ocorrência da gentrificação em Brasília. Há críticas em relação aos custos econômicos e sociais, relativo aos efeitos da arquitetura panóptica na sociedade, e, principalmente, o papel e grau de intervenção do Estado presentes na alta carga de regulação urbanística e no monopólio do mercado fundiário, restringindo a oferta habitacional, resultando num padrão de ocupação territorial enquadrada no modelo de cidade COM-FUSA, compactas e difusas no território. A gentrificação generalizada é percebida na afirmação de que Brasília é a cidade do automóvel, observada pela maior proporção de automóveis por habitantes, mas principalmente devido à quantidade de carros para uso na roça, CAR-ROÇAS. Constata-se que o problema do déficit habitacional não é de escassez de solo, é de propriedade.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Lauriano,William

As faces (in)visíveis da regeneração urbana: rua Riachuelo e a produção de um cenário gentrificado

Projetos de recuperação de centros urbanos vêm se apresentando como importante campo de investigação. Existe uma preocupação em interpretar os deslocamentos de significados urbanos e as consequências da silenciosa substituição social e cultural que vêm naturalizando o enobrecimento como estratégia de gestão da imagem da cidade. Neste trabalho, analisa-se o projeto “Novo Centro” de Curitiba focando especificamente as transformações da Rua Riachuelo desde 2009. São exploradas as contribuições de Hamnnet (2003), Smith (2002; 2006), Vargas e Castilho (2009), entre outros teóricos. Em uma paisagem ainda não totalmente transformada, a Riachuelo tem impactos sensíveis, ainda que não totalmente visíveis, de um processo em que a gentrificação é tida como instrumento de política urbana que subsidia sua remodelagem socioespacial, cultural e econômica.

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2022-12-06T14:16:13Z

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Crestani,Andrei Mikhail Zaiatz