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Avaliação da atividade dos inibidores de tripsina após digestão enzimática em grãos de soja tratados termicamente
Este trabalho avalia a reativação dos inibidores de tripsina, após proteólise in vitro, de grãos de soja tratados termicamente. Para a inativação térmica dos inibidores, os grãos foram embebidos em água destilada (1:5 p/v) durante 12 horas e aquecidos em placas sob refluxo por 30 minutos. A reativação dos inibidores foi avaliada em comparação com a atividade das amostras cruas e aquecidas. A digestibilidade in vitro das proteínas variou de 47% ('OC-13') a 59% (Paraná), apresentando uma melhora, em média, de 32,6% com o aquecimento. A atividade dos inibidores de tripsina para os grãos crus variou de 122 a 206 UTI/mg de amostra, e os valores correlacionaram-se negativamente com a porcentagem de digestibilidade (r = -0,9177). Os inibidores tiveram suas atividades totalmente inativadas com o aquecimento dos grãos, os quais apresentaram porcentagem de recuperação, em média, de 40%. Com o aquecimento, a inativação dos inibidores provavelmente ocorre por complexação com os componentes do grão, o que leva à recuperação da atividade com o processo de digestão enzimática.
2022-12-06T14:05:11Z
CARVALHO,Maria Regina Barbieri de KIRSCHNIK,Peter Gaberz PAIVA,Kelli Cristina AIURA,Felipe Shindy
Perfil socioeconômico, nutricional e de saúde de adolescentes recém-ingressos em uma universidade pública brasileira
Objetivou-se delinear o perfil socioeconômico, nutricional e de saúde de adolescentes recém-ingressos em uma universidade pública brasileira. As variáveis comportamentais foram obtidas por meio de questionário, o percentual de gordura corporal (%GC) pelo somatório das dobras cutâneas e o estado nutricional pelo Índice de Massa Corporal. A maioria dos adolescentes era do sexo feminino (57,3%), não residia com familiares (89,8%), consumia bebida alcoólica (73,5%), omitia alguma refeição principal (57,3%) e rejeitava um ou mais alimentos do grupo das hortaliças (79,5%). Cerca de 57,0% não realizavam atividade física e 7,0% fumavam. Em torno de 72,0% e 25,0%, respectivamente, consumiam hortaliça e fruta cinco ou mais vezes na semana. Os eutróficos predominavam, mas 58,7% destes apresentavam %GC elevado. Concluiu-se que considerável parcela dos indivíduos estudados residia sem os familiares e apresentava, além de inadequação da composição corporal e do comportamento alimentar, outros fatores de risco à saúde, como o consumo de álcool e a inatividade física.
2022-12-06T14:05:11Z
VIEIRA,Valéria Cristina Ribeiro PRIORE,Sílvia Eloiza RIBEIRO,Sônia Machado Rocha FRANCESCHINI,Sylvia do Carmo Castro ALMEIDA,Laerte Pereira
Alterações metabólicas induzidas pela restrição energética e pela suplementação com vitamina E em ratos submetidos ao exercício
Este estudo investigou os efeitos da restrição energética (em carboidratos) e da suplementação com vitamina E em parâmetros metabólicos associados ao exercício físico. Ratos machos Wistar, de onze semanas de idade, após receberem dieta controle, restrita (controle modificada) ou suplementada (controle, adicionada de vitamina E), por cinco meses, foram subdivididos em duas categorias: exercitados e não exercitados. Antes do sacrifício, os ratos do grupo exercitado foram submetidos a exercício em esteira até a exaustão. Determinaram-se glicogênio hepático e muscular, glicemia, insulina plasmática e lactato sanguíneo, e registrou-se o tempo para alcançar a exaustão. A restrição energética aumentou o glicogênio hepático e a resistência ao exercício exaustivo e, quando associada ao exercício, reduziu a glicemia. A suplementação com vitamina E reduziu a resistência à exaustão, quando comparada à restrição energética, mas esta redução não foi significativa em relação à dieta controle. Estes resultados indicam que a restrição energética melhorou o desempenho físico, mas a suplementação com vitamina E não apresentou o mesmo efeito.
2022-12-06T14:05:11Z
OLIVEIRA,Suzana Lima de DINIZ,Derlange Belizário AMAYA-FARFAN,Jaime
Ingestão de alimentos e adequação de nutrientes no final da infância
Este trabalho reúne informações sobre a ingestão de alimentos e a adequação dos nutrientes no período final da infância. O grupo estudado foi composto por 247 escolares, sendo 150 do sexo feminino e 97 do masculino, com idade de nove e dez anos, pertencentes a escolas públicas municipais de Maceió. Os dados sobre ingestão de alimentos foram coletados através do recordatório de 24 horas e comparados com as recomendações preconizadas pelo National Research Council de 1989. De acordo com os resultados, a ingestão alimentar dos escolares apresentou-se deficiente em relação à energia e aos micronutrientes, especialmente as vitaminas e alguns minerais pesquisados, com exceção do ferro. Essa deficiência foi encontrada independente do sexo. Tais achados sugerem que o aporte insuficiente dos nutrientes estudados, se persistente, poderá contribuir negativamente para o desempenho do crescimento linear durante a fase da adolescência.
2022-12-06T14:05:11Z
ALBUQUERQUE,Maria de Fátima Machado de MONTEIRO,Adriana Maria
Anemia ferropriva em crianças de 6 a 12 meses atendidas na rede pública de saúde do município de Viçosa, Minas Gerais
Este estudo teve como objetivos verificar a prevalência de anemia em lactentes de 6 a 12 meses atendidos na rede pública de saúde do município de Viçosa, MG e analisar alguns possíveis fatores de risco. As informações foram obtidas através de questionário aplicado aos responsáveis pela criança e através da verificação de medidas antropométricas e da dosagem de hemoglobina por hemoglobinômetro portátil. No diagnóstico de anemia, utilizou-se o ponto de corte de 11 g/dL. A prevalência de anemia ferropriva nas 204 crianças estudadas foi 60,8%, e 55,6% dos casos de anemia eram graves. A média da hemoglobina foi 9,28<FONT FACE=Symbol>±</FONT>1,07 nos anêmicos e 12,07<FONT FACE=Symbol>±</FONT>0,89 mg/dL nos não-anêmicos. A baixa escolaridade paterna e a idade materna mostraram associação estatística com a anemia (p<0,05). A alta prevalência e a gravidade da anemia encontrada neste estudo comprovam a necessidade de prevenção e controle desta carência no município.
2022-12-06T14:05:11Z
SILVA,Danielle Góes da FRANCESCHINI,Sylvia do Carmo Castro PRIORE,Silvia Eloiza RIBEIRO,Sônia Machado Rocha SZARFARC,Sophia Cornbluth SOUZA,Sônia Buongermino ALMEIDA,Laerte Pereira LIMA,Nerilda Martins Miranda de MAFFIA,Úrsula Comastri de Castro
Aspectos nutricionais relacionados ao ciclo menstrual
O objetivo da presente revisão é apresentar os principais tópicos discutidos na literatura quanto à associação da nutrição com o ciclo menstrual, contribuindo para a implementação do atendimento nutricional de mulheres. São revisados aspectos referentes à fisiologia da menstruação, alterações metabólicas durante o ciclo menstrual e comportamentos alimentares associados a ele. Considerando-se o ciclo menstrual dividido em duas fases, a folicular e a lútea, é nesta última que são descritas mais alterações, como retenção de água, elevação de peso, aumento de demanda energética, modificações no perfil lipídico e no metabolismo de vitamina D, cálcio, magnésio e ferro, hipersensibilidade emocional, dores generalizadas e mudança do comportamento alimentar. Em relação a este último item, podem ocorrer maior ingestão energética e o desenvolvimento de compulsões alimentares, principalmente por chocolate, doces e alimentos muito salgados. É fundamental que todos os aspectos citados sejam investigados durante a consulta nutricional, a fim de serem adotadas condutas mais específicas.
2022-12-06T14:05:11Z
SAMPAIO,Helena Alves de Carvalho
Amenorréia e osteoporose em adolescentes atletas
A participação feminina no esporte foi crescendo ao longo dos anos. Trabalhos científicos têm mostrado os benefícios trazidos por esta prática para a saúde da mulher, mas quando se trata de esporte competitivo podem surgir problemas. A complicação mais comum descrita pela literatura é a "tríade da atleta", a qual envolve três processos: o distúrbio alimentar, a amenorréia e a osteoporose. A amenorréia atinge, nos Estados Unidos, até 66% das atletas de competição, e algumas de suas possíveis causas são: perda de peso, excesso de treino, quantidade insuficiente de gordura corporal, perda de estoques específicos de gordura corporal e dieta inadequada. Como conseqüência da amenorréia, a esportista pode desenvolver osteoporose precoce. Não se sabe ao certo a porcentagem de atletas com osteopenia, mas há indícios de que a falta de estrógeno, a dieta inadequada e o consumo insuficiente de cálcio serem fatores que as predispõem a desenvolver a doença.
2022-12-06T14:05:11Z
MANTOANELLI,Graziela VITALLE,Maria Sylvia de Souza AMANCIO,Olga Maria Silverio
Alterações do metabolismo da glicose na deficiência de magnésio
O magnésio é um cátion essencial o qual age como co-fator para adenosina trifosfatases em inúmeras reações enzimáticas. Vários estudos mostram seu envolvimento na ação e secreção de insulina e os efeitos deste hormônio sobre o metabolismo e transporte do magnésio. Entretanto, os resultados são conflitantes. Sugerem que a deficiência de magnésio está implicada direta ou indiretamente com a resistência à insulina no diabetes mellitus, enquanto outros descrevem uma relação inversa ou, ainda, um aumento da captação de glicose decorrente da falta de magnésio. A interação deste cátion com outros íons, os mecanismos hormonais e neuro-hormonais compensadores e possivelmente a duração da deficiência são alguns dos fatores descritos como responsáveis pelas variações na regulação glicêmica observadas durante a deficiência de magnésio.
2022-12-06T14:05:11Z
REIS,Marise Auxiliadora de Barros VELLOSO,Lício Augusto REYES,Felix Guillermo Reyes
Ácidos graxos trans: doenças cardiovasculares e saúde materno-infantil
Este estudo revê a literatura sobre o tema nas últimas décadas, destacando seu efeito no metabolismo humano quanto às doenças coronarianas e à saúde materno-infantil. Recentemente, os ácidos graxos trans foram incluídos entre os fatores dietéticos de risco para doenças cardiovasculares. Discute-se ainda sua relação com o processo de crescimento e desenvolvimento da criança desde a fase fetal e período gestacional. Os trans originam-se dos ácidos graxos insaturados no processo de hidrogenação e bio-hidrogenação, apresentando ação diferenciada destes. Diversas pesquisas ressaltam seu efeito hipercolesterolêmico e o bloqueio e inibição da biossíntese de ácidos graxos essenciais. Estas ações têm repercussões na saúde materno-infantil e elevam o risco de doenças cardiovasculares. Recomenda-se a redução do consumo de alimentos que contenham gordura hidrogenada, adotando os limites de 2% a 5% de gorduras trans/energia totais, já empregados em outros países.
2022-12-06T14:05:11Z
CHIARA,Vera Lucia SILVA,Rosilaine JORGE,Renata BRASIL,Ana Paula
Pirâmide alimentar para crianças de 2 a 3 anos
Com a finalidade de promover orientação nutricional e hábitos alimentares saudáveis para crianças de 2 a 3 anos de idade, fez-se a adaptação da Pirâmide Alimentar. A pirâmide foi baseada em dieta padrão (1300kcal) com seis refeições, calculada de acordo com as recomendações para a idade. As porções e os equivalentes foram estabelecidos de acordo com o total de energia de cada alimento utilizando-se o software Virtual Nutri. Foi avaliada a distribuição percentual dos macronutrientes em relação ao valor energético total, obtendo-se 15% para proteínas, 59% para carboidratos e 26% para lipídios. Foram calculados ainda os valores para ferro total e ferro biodisponível. Os alimentos estão organizados em oito grupos: arroz, pão, massa, batata, mandioca (5 porções), verduras e legumes (3 porções), frutas (3 porções), carnes e ovos (2 porções), leite, queijo e iogurte (3 porções), feijões (1 porção), óleos e gorduras (1 porção) e açúcares e doces (1 porção). A pirâmide alimentar apresenta-se como um instrumento importante para orientação nutricional, servindo como guia para o planejamento de uma alimentação saudável para crianças de 2 a 3 anos de idade.
2022-12-06T14:05:11Z
Philippi,Sonia Tucunduva Cruz,Ana Teresa Rodrigues Colucci,Ana Carolina Almada
Sobrepeso em crianças menores de 6 anos de idade em Florianópolis, SC
Verificou-se a prevalência de sobrepeso através do índice de peso para altura, classificação expressa em escore-Z, padrão de referência do National Center for Health Statistics, em 3 806 crianças menores de seis anos de idade, residentes no município de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. Obteve-se uma prevalência de 1,9% de desnutrição e 6,8% de sobrepeso, sendo este predominante em crianças residentes em áreas não carentes, do sexo feminino e menores de dois anos de idade. A prevalência de sobrepeso deste estudo foi comparada com aquelas encontradas em outras regiões do Brasil e em outros países. Aplicou-se o teste chi2 (Mantel-Haenszel), para verificar a associação de casos com sobrepeso entre áreas carentes e não carentes, sexo e faixa etária. Observou-se associação estatisticamente significante (p<0,05) entre as crianças menores de dois anos de idade, resultado semelhante ao encontrado pela Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição para o Brasil em 1989.
2022-12-06T14:05:11Z
Corso,Arlete Catarina Tittoni Botelho,Lúcio José Zeni,Lúcia Andréia Zanette Ramos Moreira,Emília Addison Machado
Impacto da farinha de mandioca fortificada com ferro aminoácido quelato no nível de hemoglobina de pré-escolares
OBJETIVO: Avaliou-se o impacto da farinha de mandioca fortificada com ferro aminoácido quelato em 80 pré-escolares de uma Unidade Filantrópica de Manaus, AM, distribuídos aleatoriamente em quatro grupos de 20 crianças cada, por um período de 120 dias. MÉTODOS: Foram utilizadas farinha de mandioca sem fortificação (Grupo zero) e fortificada com 1, 2 e 3mg de Fe/dia, correspondendo a quantias diárias de 5, 10 e 15g de farinha, respectivamente, as quais foram distribuídas no horário do almoço, sendo ainda entregue às famílias a quantidade destinada ao consumo do final de semana. O estado nutricional das crianças foi avaliado no início e ao final do experimento, adotando-se como limite discriminatório entre eutrofia/desnutrição o ponto de corte <-2 escores-Z, de acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde, e estabelecendo-se como ponto de corte para a ocorrência de anemia ferropriva o teor de hemoglobina inferior a 11g/dL. RESULTADOS: Houve uma recuperação das crianças com desnutrição crônica ao final do estudo, e ocorreu um aumento significativo (p<5%) dos valores de hemoglobina de todos os pré-escolares, independentemente da concentração de ferro, de 11,4 ± 0,9g/dL para 12,2 ± 0,8g/dL. As crianças anêmicas que receberam a farinha de mandioca fortificada com 2mg de Fe/dia foram plenamente recuperadas ao final da pesquisa, demonstrando um bom desempenho desse grupo em relação aos demais. CONCLUSÃO: Sugere-se um estudo duplo cego para a consolidação da recomendação da farinha de mandioca fortificada com ferro na prevenção de anemia ferropriva em pré-escolares da região amazônica.
2022-12-06T14:05:11Z
Tuma,Rahilda Brito Yuyama,Lucia Kiyoko Ozaki Aguiar,Jaime Paiva Lopes Marques,Hedylamar Oliveira
Estado nutricional e consumo alimentar de adolescentes de um centro de juventude da cidade de São Paulo
Foram avaliados o estado nutricional e o consumo alimentar de 153 adolescentes dos sexos masculino e feminino, com média de idade de 11,90 ± 1,26 anos, de baixo nível socioeconômico, matriculados em um Centro de Juventude da cidade de São Paulo. Para a classificação do estado nutricional foram utilizados como pontos de corte os percentis da distribuição de Índice de Massa Corporal por idade e sexo. Aplicou-se recordatório de 24 horas, com auxílio do álbum de registros fotográficos, para estimar o consumo alimentar. Calculou-se o Índice de Qualidade Nutricional para cálcio e ferro. As médias dos valores de energia, proteína, carboidrato, lipídios, cálcio, ferro e colesterol foram de 1953kcal, 69g, 264g, 69g, 517mg, 10mg e 329mg, respectivamente. Com relação ao estado nutricional, 78,4% dos adolescentes encontravam-se na faixa de normalidade, 11,8% apresentavam risco de sobrepeso, 7,8% estavam com sobrepeso e 2,0% tinham baixo peso. Detectou-se consumo insuficiente de cálcio, especialmente entre as meninas (98,4%), que também apresentaram maior proporção de qualidade da dieta "pobre" e "regular" em ferro (73,8%).
2022-12-06T14:05:11Z
Garcia,Giorgia Christina Barbosa Gambardella,Ana Maria Dianezi Frutuoso,Maria Fernanda Petrole
Hábitos e comportamentos alimentares de adolescentes com sintomas de anorexia nervosa
Foram avaliados os hábitos e comportamentos alimentares de adolescentes do sexo feminino com sintomas de anorexia nervosa de uma escola particular. Foi identificada a presença de sintomas através do "Teste de Atitudes Alimentares". O recordatório de 24 horas "modificado" foi usado para avaliar os alimentos consumidos e um questionário foi aplicado para investigar as preferências e aversões alimentares. Das 279 alunas estudadas, 21,1% apresentaram sintomas. Os alimentos mais consumidos entre estas estudantes foram frutas, hortaliças, leite desnatado e bala, e os menos consumidos foram refrigerante, chocolate, massa e batata frita. Os alimentos de que "mais gostam" foram, em ordem decrescente: massas, carnes, hortaliças e doces; e os de que "menos gostam" foram: hortaliças, carnes e gorduras. Houve aversão maior por doces nas adolescentes com sintomas de anorexia nervosa. Concluiu-se ter havido um alto número de alunas com sintomas apresentando aversões alimentares semelhantes às de anoréxicas.
2022-12-06T14:05:11Z
Dunker,Karin Louise Lenz Philippi,Sonia Tucunduva
Avaliação antropométrica e dietética de hipertensos atendidos em ambulatório de um hospital universitário
O objetivo deste trabalho foi avaliar o estado nutricional e o consumo de nutrientes de hipertensos, na faixa etária de 18 a 74 anos, atendidos ambulatorialmente no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. A amostra, escolhida ao acaso, foi composta por 156 indivíduos de ambos os sexos (51 homens e 105 mulheres). As análises mostraram uma elevada prevalência de pacientes (73,1%) com peso acima da média e entre eles a hipertensão se associou significativamente com a obesidade (Índice de Massa Corporal > 30 Kg/m²) e com o sobrepeso (Índice de Massa Corporal >25 e < 30 Kg/m²) mas não com a distribuição central de gordura. Em relação ao consumo de nutrientes, os achados desta pesquisa revelaram um baixo consumo energético, o qual não pode explicar a alta prevalência de sobrepeso e obesidade. De uma forma geral, exceto pelo cálcio, a ingestão média diária de nutrientes esteve adequada. No entanto, o consumo diário de sódio foi alto, 270 e 260 mEq para homens e mulheres, respectivamente.
2022-12-06T14:05:11Z
Cabral,Poliana Coelho Melo,Ana Maria de Carvalho Albuquerque Amado,Tânia Campos Fell Santos,Rijane Maria de Andrade Barros dos
Farinha de mandioca enriquecida com bioproteínas (Saccharomyces cerevisiae), em associação ao feijão e arroz, na dieta de ratos em crescimento
Avaliou-se o efeito da mistura de feijão, arroz e farinha de mandioca enriquecida com bioproteína (Saccharomyces cerevisiae), em ratos wistar machos recém-desmamados (n=60), durante 28 dias. Foram utilizadas as seguintes dietas: experimentais (feijão, arroz e farinha de mandioca enriquecida com leveduras; feijão, arroz e farinha de mandioca comum); controle (farinha de mandioca enriquecida com levedura); e padrão (caseína). Determinaram-se os testes biológicos. Os orgãos foram removidos para análise de pesos úmido e seco (rim esquerdo, baço e amostras do fígado e cérebro), teor de proteína (fígado e cérebro) e histopatologia (fígado, coração e rim direito). Foram ainda quantificados os lipídios totais da carcaça dos animais. Os dados foram estatisticamente avaliados pelo teste Não Paramétrico de Kruskal-Wallis e pelo teste de Comparações Múltiplas (p<0,05). Em todos os parâmetros foram evidenciados melhores resultados com a dieta padrão, seguida das experimentais. Conclui-se que a farinha de mandioca enriquecida com bioproteína poderá ser usada como complemento alimentar para humanos, visando combater as deficiências nutricionais de segmentos populacionais carentes.
2022-12-06T14:05:11Z
Metri,Anastácia Cavalcanti Bion,Francisca Martins Oliveira,Silvana Ribeiro Passos de Lopes,Silvia Maria Limonge
Influência da multimistura na gestação de ratas: pesos materno e fetal e triglicerídeos séricos
O presente estudo visa determinar a influência da multimistura (MM) sobre o ganho de peso materno e fetal e sobre a hipertrigliceridemia materna no final do período gestacional. Foram utilizadas ratas Wistar (n= 120), divididas em quatro grupos: a) à base da dieta habitual do Estado do Rio de Janeiro (HERJ); b) à base da dieta habitual do Estado do Rio de Janeiro adicionada de 2% de MM (HERJ+MM); c) à base de caseína (CAS1) com 12% de proteína; d) controle caseína (CAS2) com 20% de proteína. Os pesos materno e fetal foram registrados semanalmente nos dias 7, 14 e 21 do experimento. Para a determinação dos triglicerídeos séricos (mg/dL) foram usados Kits BioClin (Química Básica-Quibasa, BH). De acordo com os resultados, a complementação da dieta HERJ com 2% de multimistura não aumentou o ganho de peso materno e fetal e não alterou a hipertrigliceridemia fisiológica. Conclui-se que a utilização da multimistura, na proporção usada durante a gestação, não possui nenhum efeito sobre os parâmetros estudados.
2022-12-06T14:05:11Z
Azeredo,Vilma Blondet de Dias,Marcelle Mattos Boaventuara,Gilson Teles Caro,Maria das Graças Tavares do Fernandes,Núbia Regina
Um novo referencial antropométrico de crescimento: significados e implicações
Um novo referencial antropométrico de crescimento foi publicado recentemente pelo Centers for Disease Control and Prevention, órgão do United StatesDepartment of Health and Human Services, em substituição àquele elaborado pelo National Center for Health Statistics, padrão amplamente usado desde 1977, recomendado para uso internacional pela Organização Mundial da Saúde e adotado pelo Ministério da Saúde do Brasil. O objetivo desta revisão é discutir os pressupostos que levaram à substituição do referencial do National Center for Health Statistics/1977, bem como as mudanças procedidas e suas implicações.
2022-12-06T14:05:11Z
Soares,Nádia Tavares
Plantas transgênicas e seus produtos: impactos, riscos e segurança alimentar (Biossegurança de plantas transgênicas)
Este trabalho aborda tópicos relacionados com plantas transgênicas, também chamadas de Organismos Geneticamente Modificados, alimentos derivados delas e segurança alimentar. As biotecnologias modernas são ferramentas de grande potencial de reprogramação dos seres vivos. Contudo, o maior problema na análise de risco destes organismos gerados pela biotecnologia é que seus efeitos não podem ser previstos em sua totalidade. Os riscos à saúde humana incluem aqueles inesperados, alergias, toxicidade e intolerância. No ambiente, as conseqüências são a transferência lateral de genes, a poluição genética e os efeitos prejudiciais a organismos não-alvo. O princípio da equivalência substancial, até agora utilizado, deveria ser abandonado em favor de um cientificamente embasado. Com a aprovação em janeiro de 2002 do Protocolo Internacional de Biossegurança, o princípio da precaução foi estabelecido como básico e a rotulagem tornou-se obrigatória. A percepção pública obriga empresas e cientistas a um maior uso da ciência na análise de risco antes do consumo destes alimentos.
2022-12-06T14:05:11Z
Nodari,Rubens Onofre Guerra,Miguel Pedro
Mídia e subjetividade: impacto no comportamento alimentar feminino
Este ensaio analisa alguns dos subprodutos do processo de globalização, tais como a massificação e a importação de modelos culturais hegemônicos, os quais destituem o homem do sentimento de pertença a grupos humanos e invadem seu universo simbólico, expropriando o centro de referência cultural balizador do psiquismo humano. Nessa fratura desalojadora de significação humana e que se sustentam algumas doenças modernas e emergentes, como os Transtornos do Comportamento Alimentar, problemática que se expressa no campo da Saúde Pública como uma epidemia silenciosa e simbólica, nesta virada de milênio.
2022-12-06T14:05:11Z
Andrade,Angela Bosi,Maria Lúcia Magalhães