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Condições higiênico-sanitárias de uma dieta hospitalar
Buscou-se avaliar as condições higiênico-sanitárias da dieta branda servida em um hospital geral da cidade de Belém, Pará, através da análise microbiológica de seus componentes (coliformes fecais, Staphylococcus aureus e Salmonella) e dos utensílios, equipamentos e mãos de funcionários (coliformes fecais, Staphylococcus aureus), bem como elaborar um Relatório Técnico de Inspeção da Unidade de Alimentação e Nutrição do hospital, baseado no Anexo II da Portaria 1428 de 26/11/1993, para a implantação das Boas Práticas de Fabricação. Em nenhuma das amostras foi detectada a presença de Salmonella ou Staphylococcus aureus; entretanto, os componentes da dieta, equipamentos e utensílios apresentaram 100% de coliformes fecais, assim como as mãos de duas funcionárias. Os principais pontos observados para o relatório técnico foram: padrão de identidade e qualidade, condições ambientais, instalações e saneamento, equipamentos e utensílios, recursos humanos, tecnologia empregada, controle de qualidade, garantia de qualidade, armazenagem, desinfecção e desinfestação. Através desta avaliação foram constatadas as péssimas condições higiênico-sanitárias da referida Unidade de Alimentação e Nutrição.
2022-12-06T14:05:11Z
Sousa,Consuelo Lúcia Campos,Gizella Diniz
Atuação dos conselhos municipais de alimentação escolar na gestão do programa nacional de alimentação escolar
Este trabalho avaliou a atuação dos Conselhos Municipais de Alimentação Escolar, criados para assessorar e fiscalizar o programa de alimentação escolar. Analisando-se informações obtidas entre setembro de 1997 e abril de 1998, em 1.378 municípios brasileiros, verificou-se que a atribuição principal dos Conselhos é a fiscalização da aplicação dos recursos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (76,90% dos municípios), seguida pelo acompanhamento do Programa nas escolas (63,45%), pela participação na elaboração do cardápio (50,41%) e pela assessoria na programação, execução e avaliação do Programa (38,90%). O ajuste de modelos próbites multivariados identificou variáveis relevantes para a participação dos Conselhos em diferentes atribuições e mostrou que a descentralização do gerenciamento do Programa aumentou a efetividade da atuação dos Conselhos. Contudo, o conjunto dos resultados evidencia a necessidade de uma atuação mais efetiva dos Conselhos Municipais de Alimentação Escolar como espaço de participação popular e de promoção do Programa Nacional de Alimentação Escolar.
2022-12-06T14:05:11Z
Pipitone,Maria Angélica Penatti Ometto,Ana Maria Holland Silva,Marina Vieira da Sturion,Gilma Lucazechi Furtuoso,Maria Cristina Ortiz Oetterer,Marilia
Níveis séricos de hemoglobina em adolescentes segundo estágio de maturação sexual
A adolescência constitui etapa de risco para o desenvolvimento da anemia ferropriva, uma vez que ocorre aumento da necessidade de ferro decorrente do crescimento estatural e da maturação biológica. Estudaram-se 130 adolescentes, de ambos os sexos, para verificar os valores de hemoglobina sérica em diferentes fases de maturação sexual. Utilizou-se o método de fotometria para dosar a hemoglobina sérica e realizou-se auto-avaliação do estágio de maturação sexual com base nos critérios de Tanner. Os níveis médios de hemoglobina foram semelhantes entre sexos, bem como entre meninas que menstruavam ou não. O nível médio de hemoglobina foi de 13,3g/dL tanto para os meninos como para as meninas (p=0,64), com desvios-padrão de 1,12 e de 0,83, respectivamente. Entre os adolescentes estudados, 7,7% tinham anemia ferropriva. Recomenda-se atenção ao grupo de adolescentes, devido ao aumento da necessidade de ferro durante o estirão de crescimento, principalmente entre as meninas, aumentando a suscetibilidade à anemia.
2022-12-06T14:05:11Z
Frutuoso,Maria Fernanda Petroli Vigantzky,Vanessa Alves Gambardella,Ana Maria Dianezi
Anemia ferropriva e estado nutricional de crianças com idade de 12 a 60 meses do município de Viçosa, MG
Este estudo transversal abrangeu crianças com idade de 12 a 60 meses assistidas pelo serviço público de saúde do município de Viçosa, objetivando avaliar a prevalência de anemia e anemia grave, e a relação entre o estado nutricional e a anemia ferropriva, nessas crianças. Para o diagnóstico de anemia, foi utilizado o beta-hemoglobinômetro (Hemocue), considerando o ponto de corte proposto pela Organização Mundial da Saúde de 11,0 g/dL para anemia, e para a anemia grave considerou-se 9,5g/dL. Das 171 crianças atendidas, 63,2% estavam anêmicas e 43,5% destas apresentavam anemia grave. Analisando o estado nutricional, encontrou-se uma alta porcentagem de crianças desnutridas, sendo considerados os índices de peso/idade, peso/estatura e estatura/idade (11,7%, 7,0% e 5,8%, respectivamente). Observou-se alta prevalência de anemia entre as faixas etárias mais precoces. Não foi verificada associação entre anemia e estado nutricional. Torna-se, portanto, necessário trabalhar de forma preventiva a anemia, bem como alertar os profissionais da área de saúde quanto ao diagnóstico precoce, profilaxia e tratamento.
2022-12-06T14:05:11Z
Miranda,Adriana da Silva Franceschini,Sylvia do Carmo Castro Priore,Silvia Eloiza Euclydes,Marilene Pinheiro Araújo,Raquel Maria Amaral Ribeiro,Sônia Machado Rocha Netto,Michele Pereira Fonseca,Marília Machado Rocha,Daniela da Silva Silva,Danielle Góes da Lima,Nerilda Martins Miranda Maffia,Úrsula Comastre de Castro
Fatores de risco para o baixo peso ao nascer em gestantes de baixa renda
Foram analisadas, quanto à exposição a fatores de risco para o baixo peso ao nascer, 77 gestantes no último trimestre da gestação, residentes em favelas da região de Vila Mariana, município de São Paulo, acompanhadas pelo Projeto Favela, desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. As variáveis maternas de maior impacto sobre o peso ao nascer foram paridade e estatura. Primíparas geraram crianças com diferença média de peso ao nascer de -264g em relação aos recém-nascidos das multíparas. Mulheres com estaturas abaixo de 150cm tiveram crianças com diferença média de peso ao nascer de -287g em comparação com os neonatos de mães com estaturas maiores. Apenas 2,6% das crianças nasceram com baixo peso, apesar da alta exposição da população estudada aos fatores de risco.
2022-12-06T14:05:11Z
Franceschini,Sylvia do Carmo Castro Priore,Sílvia Eloiza Pequeno,Nila Patrícia Freire Silva,Danielle Góes da Sigulem,Dirce Maria
Osteoporose em mulheres na pós-menopausa, cálcio dietético e outros fatores de risco
O objetivo deste trabalho foi examinar os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento de osteoporose primária em mulheres na pós-menopausa com osteopenia. Setenta e seis pacientes entre 46 e 85 anos foram selecionadas; 56,6% apresentaram diagnóstico de osteopenia e 43,4%, de osteoporose, de acordo com o critério da Organização Mundial da Saúde. Os fatores de risco foram pesquisados por meio de registro clínico e questionário de freqüência alimentar. O odds ratio foi calculado por meio do aplicativo Statistica. Oitenta e seis por cento das mulheres com osteopenia e 84,8% das com osteoporose apresentaram baixa ingestão de cálcio através de produtos lácteos. O teste "t" para amostras independentes foi aplicado e não inferiu diferença significativa (p= 0,99) entre os dois grupos. No grupo com osteopenia, os fatores de risco assumiram a seguinte forma hierárquica: ausência de terapia de reposição hormonal (2,000), não-exposição ao sol (1,516), consumo de bebidas alcoólicas na juventude (1,346), consumo atual inadequado de cálcio (1,163), ausência de atividade física atual (1,145), história familiar de osteoporose (1,101), ausência de atividade física na juventude (1,006), tabagismo (0,851) e consumo atual de bebidas alcoólicas (0,827). Em conclusão, a ausência de terapia de reposição hormonal foi o fator de risco que indicou maior probabilidade de ocorrência de osteoporose entre as mulheres com osteopenia.
2022-12-06T14:05:11Z
Lanzillotti,Haydée Serrão Lanzillotti,Regina Serrão Trotte,Ana Paula Rocha Dias,Alessandra Silva Bornand,Bruna Costa,Eduardo André Moura Martins
Obesidade em adultos de segmentos pauperizados da sociedade
O aumento da incidência de obesidade em segmentos pauperizados da sociedade levanta a questão sobre sua etiologia. Este trabalho pretende caracterizar a prevalência de sobrepeso e obesidade nestas populações. Participaram da pesquisa 390 famílias, incluindo 782 indivíduos com idades iguais ou maiores de 19 anos, dos quais 360 (46,0%) eram homens e 422 (54,0%) mulheres. As prevalências de obesidade entre os homens das zonas urbana e rural foram de 5,6% e 5,8%, respectivamente. Em relação ao sobrepeso, esta incidência foi de cerca de 25% em ambas as regiões, evidenciando-se aumento com a idade. As prevalências de obesidade entre homens e mulheres foram, respectivamente, de 5,6% e 21,6% (p<0,05). Entre as mulheres a ocorrência de obesidade aumentou discretamente com a idade, com prevalências padronizadas de 19,8% na zona urbana e 23,4% na rural. Considerando tratar-se de uma população pauperizada, o excesso de peso, que atinge principalmente as mulheres, tem etiologia complexa e precisa ser melhor estudado.
2022-12-06T14:05:11Z
Marinho,Sheila Pita Martins,Ignez Salas Perestrelo,José Paulo Pires Oliveira,Denize Cristina de
Dieta cetogênica no tratamento das epilepsias graves da infância: percepção das mães
Este estudo teve como propósito perceber os sentimentos e dificuldades de mães de crianças com epilepsia resistente ao tratamento medicamentoso em relação à adoção e ao seguimento da dieta cetogênica, bem como auxiliar a influência dessa dietoterapia na rotina familiar. A metodologia utilizada foi a da pesquisa qualitativa, tendo como técnica de coleta de dados a entrevista semi-estruturada, realizada com três mães atendidas pelo Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Em virtude das características da dieta cetogênica, os resultados mostram que o período inicial, o da sua adoção, é bastante difícil, tanto para a criança como para toda a sua família. Entretanto, com a diminuição das crises epilépticas e a adaptação ao tratamento, uma mudança de sentimentos é observada. O estudo revela também a importância da atuação de profissionais, não apenas com competência técnica mas também com sensibilidade e empatia, no apoio às famílias das crianças em tratamento.
2022-12-06T14:05:11Z
Tomé,Alexsandra Amorim,Suely Teresinha Schmidt Passos de Mendonça,Deise Regina Baptista
Adições crescentes de ácido fítico à dieta não interferiram na digestibilidade da caseína e no ganho de peso em ratos
O crescente consumo de alimentos de origem vegetal, sejam como fontes protéicas com baixo teor de gordura ou como fontes de fibras, tem acrescido à dieta humana o ácido fítico. Devido à sua carga altamente negativa, o ácido fítico tem sido visto como componente de ação antinutricional capaz de quelar minerais bivalentes, proteínas e amido, podendo comprometer a biodisponibilidade destes nutrientes. No presente estudo investigou-se a influência da adição de ácido fítico à dieta de caseína, em concentrações iguais ou até oito vezes superiores àquelas encontradas no feijão-comum Phaseolus vulgaris, cultivar IAC-Carioca (14,7mg de ácido fítico/g feijão cru), durante período experimental de dez dias, sobre os índices nutricionais Ganho de Peso, Quociente de Eficiência da Dieta, Quociente de Eficiência Protéica Líquida, Digestibilidade Aparente e Digestibilidade Verdadeira. Trinta e seis ratos machos SPF da linhagem Wistar, recém-desmamados, divididos em grupos experimentais com seis ratos cada, foram alimentados com dieta purificada AIN-93G isenta de ácido fítico (Controle) e dietas teste AIN-93G acrescidas de 218, 436, 872 e 1744mg de ácido fítico/kg de dieta (Tratamentos). Os ganhos de peso (g) e os índices de qualidade dietética e protéica não apresentaram diferença estatística (p>0,05), e os valores médios entre os grupos foram: Ganho de Peso: 59,5 ± 5,0g; Quociente de Eficiência da Dieta: 0,39 ± 0,01; Quociente de Eficiência Protéica Líquida: 3,64 ± 0,12; Digestibilidade Aparente: 92,7 ± 1,1% e Digestibilidade Verdadeira: 94,4 ± 0,9%. Os resultados demonstraram que nas condições experimentais utilizadas, o ácido fítico não foi capaz de alterar o valor nutritivo da caseína.
2022-12-06T14:05:11Z
Oliveira,Admar Costa de Reis,Soely Maria Pissini Machado Carvalho,Érika Mirian de Pimenta,Fernanda Motta Veiga Rios,Karina Ribeiro Paiva,Kelly Cristina Sousa,Lucilene Maria de Almeida,Marconi de Arruda,Sandra Fernandes
Teores de ácidos graxos trans de alguns alimentos consumidos no Rio de Janeiro
Desconhecem-se os teores de ácidos graxos trans em diversos alimentos. Este estudo analisou os teores de ácidos graxos trans, saturados, monoinsaturados e poliinsaturados em batatas fritas, biscoitos e sorvetes. As batatas fritas foram dos tipos chips e de duas redes de fast food, os sorvetes, de duas marcas comerciais e de duas lojas de fast food, e os biscoitos, de marcas diferentes. As amostras de batatas chips e de biscoitos pertenciam a lotes distintos e foram adquiridas em supermercados da região. Analisaram-se seis amostras por produto, através de cromatografia gasosa. O valor médio dos ácidos trans de batatas fritas de redes de fast food foi de 4,74g/100g, enquanto em batatas chips estes ácidos graxos não foram detectados. Nos sorvetes os valores variaram de 0,041g a 1,41g e em biscoitos, de 2,81g a 5,60g. Biscoitos tipo cream cracker apresentaram teores de ácidos graxos trans mais altos e de insaturados mais baixos. Concluiu-se que alguns produtos apresentaram, em 100g, teores de ácidos graxos trans superiores aos recomendados para ingestão total diária em diversos países.
2022-12-06T14:05:11Z
Chiara,Vera Lúcia Sichieri,Rosely Carvalho,Tatiana dos Santos Ferreira de
O espaço social alimentar: um instrumento para o estudo dos modelos alimentares
Pensar a alimentação a partir das Ciências Sociais supõe a superação de certos obstáculos epistemológicos que baseiam as posições teóricas da fundação dessa disciplina: o positivismo e a autonomia do social. O conceito de espaço social proposto por Georges Condominas para compreender as inter-relações entre um grupamento humano e o seu meio encontra na alimentação um campo de aplicação particularmente fecundo. Assim, propõe-se o conceito de "espaço social alimentar" como um instrumento de estudo dos modelos alimentares, assinalando a conexão bioantropológica de um grupamento humano ao seu meio. Nele destacam-se seis dimensões principais que focalizam espaços e sistemas diversos: o comestível, a produção alimentar, o culinário, os hábitos de consumo alimentar, a temporalidade e as diferenciações sociais. Um modelo alimentar é uma configuração particular do espaço social alimentar.
2022-12-06T14:05:11Z
Poulain,Jean-Pierre Proença,Rossana Pacheco da Costa
Redução do dispêndio energético e excesso de peso corporal em adolescentes
A contemporânea redução no dispêndio energético apresenta-se como fator determinante da atual epidemia de obesidade observada em centros urbanos. Em adolescentes esta modificação intensifica-se quando associada a atividades passivas de lazer, como assistir televisão, brincar com jogos eletrônicos e usar a Internet. Este trabalho procurou analisar a inatividade física e a influência da televisão na prática alimentar de adolescentes, aspectos preditivos ao excesso de peso. Participaram deste estudo 155 indivíduos com média de 11,5 ± 1,43 anos de idade. Os diagnósticos de sobrepeso e obesidade basearam-se no índice de massa corporal para adolescentes. Foram detectadas associações estatisticamente significativas entre apresentar sobrepeso e obesidade e praticar atividades passivas e consumir alimentos em frente à televisão para ambos os sexos. Estes achados mostraram que a inatividade física, associada ao aumento no consumo de alimentos energéticos enquanto assistem televisão ou em decorrência da influência de comerciais de produtos alimentícios por ela veiculados, representa um dos fatores determinantes para o desenvolvimento de peso corporal excessivo durante a adolescência.
2022-12-06T14:05:11Z
Frutuoso,Maria Fernanda Petroli Bismarck-Nasr,Elizabeth Maria Gambardella,Ana Maria Dianezi
Consumo de suplementos por alunos de academias de ginástica em São Paulo
O aumento do número de academias de ginástica na cidade de São Paulo, em conjunto com o aumento da oferta de diferentes suplementos no mercado, despertou interesse para o estudo do consumo de suplementos entre seus alunos. O uso de suplementos pelo público em geral não é bem quantificado e pouca informação sobre este assunto está publicada na literatura. O seu aparecimento no mercado tem sido mais rápido do que a elaboração de regulamentações e a realização de pesquisas científicas que comprovem seus efeitos na saúde dos consumidores e determinem a segurança de seu uso a longo prazo. Em uma amostra de 309 freqüentadores de sete academias de ginástica de São Paulo em 1999, 74 (23,9%) consumiam algum tipo de suplemento, dos quais 77,0% eram do sexo masculino e 23,0% do sexo feminino. Os suplementos mais consumidos foram aminoácidos ou outros concentrados protéicos (38,9%) e o consumo maior foi o diário (90,3%). A correlação entre gasto com suplemento e renda individual foi de 27,5% (p = 0,0483; n=52), sendo o gasto com suplementos maior entre homens do que entre mulheres; a correlação com renda familiar foi de 36,1% (p = 0,0137; n = 46) e com Índice de Massa Corporal foi de 17,1% (p = 0,1564; n = 70). Conclui-se que o uso de suplementos é significante no grupo analisado, ficando clara a necessidade de novos estudos sobre o consumo desses produtos e seus efeitos, enfocando aspectos de educação nutricional do consumidor de suplementos para aumentar o nível de informação sobre os mesmos e garantir segurança na sua utilização.
2022-12-06T14:05:11Z
Pereira,Raquel Franzini Lajolo,Franco Maria Hirschbruch,Marcia Daskal
Consumo alimentar de gestantes adolescentes atendidas em serviço de assistência pré-natal
O presente estudo analisou o consumo alimentar de 99 gestantes adolescentes atendidas no serviço de assistência pré-natal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, na cidade de Fortaleza, Brasil. Os dados foram levantados por meio de entrevistas no próprio serviço e em visitas domiciliares, com a utilização de um instrumento para obtenção de dados socioeconômicos e do inquérito alimentar recordatório de 24 horas para obtenção de dados alimentares. Os resultados mostraram que as dietas estavam desbalanceadas e monótonas: 63,6% delas tinham menos de 90,0% das necessidades energéticas de gestantes e mais da metade estava adequada em seu conteúdo protéico, com excesso de lipídeos e inadequado conteúdo de carboidratos. Alguns micronutrientes, como ferro, cálcio, ácido fólico, zinco e vitamina B1, foram consumidos em quantidades bem abaixo do recomendado. Sugere-se a implementação de ações educativas na área de alimentação e nutrição durante o pré-natal, no sentido de explorar os conhecimentos e práticas alimentares já existentes, auxiliando na escolha de alimentos saudáveis e compatíveis com a situação de vida das gestantes.
2022-12-06T14:05:11Z
Azevedo,Daniela Vasconcelos de Sampaio,Helena Alves de Carvalho
Utilização de vídeo como estratégia de educação nutricional para adolescentes: comer... o fruto ou o produto?
Este artigo consiste na avaliação do vídeo "Comer... o fruto ou o produto?", concebido como estratégia de educação nutricional para trabalhar com adolescentes. Os objetivos da pesquisa foram identificar elementos do vídeo que despertaram reflexão dos participantes sobre os tópicos da argumentação e identificar elementos do roteiro facilitadores e dificultadores da aproximação ao tema. O método caracterizou-se pelo emprego de análises qualitativas e quantitativas. Os sujeitos foram 14 mensageiros de instituição pública. Os dados foram levantados em dois momentos: o primeiro, coletivamente, em oficina, e o segundo, individualmente, através de entrevista, três meses após assistirem ao vídeo. Os elementos que despertaram reflexão nos adolescentes foram os personagens simbolizando a influência das marcas e o poder da publicidade, e uma cena de um homem comendo no lixo. Os fatores dificultadores foram as cenas mudas, as muito abstratas e as baseadas em valores de classe social diferente daquela a qual pertenciam os mensageiros.
2022-12-06T14:05:11Z
Boog,Maria Cristina Faber Vieira,Carla Maria Oliveira,Nayara Lúcia Fonseca,Odila L'Abbate,Solange
Nutricionistas egressos da Universidade Federal de Santa Catarina: áreas de atuação, distribuição geográfica, índices de pós-graduação e de filiação aos órgãos de classe
OBJETIVO: Esta investigação teve como objetivo avaliar o perfil dos nutricionistas egressos da Universidade Federal de Santa Catarina, no período de 1983 a 2000, buscando identificar as áreas e cidades de atuação profissional e os índices de realização de Pós-Graduação, bem como observar a filiação às entidades de classe. MÉTODOS: A metodologia consistiu na aplicação de um questionário auto-resposta, previamente testado, o qual foi remetido aos egressos via Correios, endereços eletrônicos e fax. Para análise dos dados, foi utilizado o programa Microsoft Access. RESULTADOS: As áreas de atuação que mais absorvem este recurso profissional são Alimentação Coletiva (28,9%), Nutrição Clínica (27,0%), Ensino (20,7%), Saúde Pública (12,6%) e Outras (10,8%). Evidencia-se que 51,4% dos nutricionistas atuam no município de Florianópolis, 8,1% em Balneário Camboriú e 8,1% em Blumenau. A maioria dos egressos está filiada aos Conselhos Regionais de Nutricionistas e um grande contingente (84,7%) ao Conselho Regional de Nutricionistas da segunda região, mas vinculam-se à Associação Catarinense de Nutrição apenas 27,5% dos egressos. CONCLUSÃO: Esta investigação vem confirmar a migração profissional entre as áreas de atuação do nutricionista prevista em estudos anteriores.
2022-12-06T14:05:11Z
Alves,Emilaura Rossi,Camila Elizandra Vasconcelos,Francisco de Assis Guedes de
Efeitos do flavonóide quercetina e dos corantes bixina e norbixina sobre parâmetros sanguíneos de coelhos
Avaliou-se a ação terapêutica da quercetina, bixina e norbixina, na dose diária de 0,01mol/kg, em coelhos hiperlipidêmicos induzidos por colesterol a 0,5% e ácido cólico a 0,1%, durante o período de vinte e oito dias, após o qual foram dosados colesterol, colesterol-HDL, triacilgliceróis, uréia, creatinina, ácido úrico, proteínas totais, cálcio, aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase. Estes estudos são importante para se verificarem os efeitos de flavonóides e corantes sobre o metabolismo destas substâncias, permitindo a interpretação de desordens hepáticas ou renais. Os resultados mostraram que os teores de colesterol foram menores para os animais tratados com bixina (-4,03%) e quercetina (-35,07%), enquanto sua associação reduziu o nível de uréia em 5,73%. Nenhuma das substâncias testadas apresentou efeitos deletérios, todavia, não é possível demonstrar a inocuidade destes compostos.
2022-12-06T14:05:11Z
Lima,Leonardo Ramos Paes Oliveira,Tânia Toledo de Nagem,Tanus Jorge
Suplementação nutricional com antioxidantes naturais: efeito da rutina na concentração de colesterol-HDL
O estresse oxidativo está freqüentemente associado com alterações nas concentrações séricas de glicose e lipídios. O objetivo deste trabalho foi verificar se as alterações bioquímicas séricas, induzidas pela suplementação nutricional com o flavonóide rutina, estão associadas a propriedades antioxidantes. A administração de rutina (120mg/kg/semana), durante 15 dias, não induziu variação na glicemia de jejum e no teste de tolerância à glicose. Embora não tenham sido observadas mudanças significativas nas concentrações séricas de lipoperóxidos, triacilglicerois, colesterol-LDL e proteínas totais, a suplementação nutricional com rutina demonstrou importante papel na prevenção da aterosclerose, pois induziu elevação significativa da lipoproteína de alta densidade (colesterol-HDL de 35,82 ± 2,31mg/dL para 44,40 ± 3,11mg/dL). Como não foram observadas alterações na glutationa peroxidase, enquanto as atividades da superóxido dismutase foram elevadas pela ingestão de rutina. Pode-se concluir que os efeitos antioxidantes deste flavonoide, aumentando a concentração de colesterol-HDL, estão relacionados à elevação nas atividades da superóxido dismutase. A ação antioxidante da rutina pode estar relacionada à destruição do radical superóxido (O2-).
2022-12-06T14:05:11Z
Rodrigues,Hosana Gomes Diniz,Yeda Sant'Ana Faine,Luciane Aparecida Almeida,Jeane Alves Fernandes,Ana Angélica Henrique Novelli,Ethel Lourenzi Barbosa
Ganho de peso, hemoglobina e hematócrito de ratos recebendo dieta de Quissamã, RJ, com ou sem suplemento alimentar alternativo
Avaliou-se o suplemento alimentar alternativo adicionado à Dieta de Quissamã, consumida por crianças desnutridas inscritas no Subprograma da Multimistura da Secretaria de Saúde do município de Quissamã, RJ. O ensaio biológico foi desenvolvido durante 28 dias com 42 Rattus norvegicus, Wistar, machos (26 dias), do Laboratório de Nutrição Experimental da Universidade Federal Fluminense, divididos em sete grupos: 1) Grupo Controle (dieta à base de caseína) adicionado de vitaminas e minerais; 2) GCvm adicionado do Suplemento Alimentar; 3) Grupo Controle adicionado do Suplemento Alimentar; 4) Grupo Quissamã, à base da Dieta de Quissamã; 5) Grupo Quissamã adicionado de vitaminas e minerais; 6) GQvm adicionado do Suplemento Alimentar; e 7) Grupo Quissamã adicionado do Suplemento Alimentar. Água e ração foram ofertados com livre acesso, e o pesos dos animais e o consumo de ração foram medidos a cada dois dias. O sangue foi coletado no 28º dia para análise. O Grupo Controle adicionado do Suplemento Alimentar apresentou perda de peso significativa (p<0,05) comparada aos demais grupos e níveis de hemoglobina e hematócrito significativamente elevados em relação aos demais Grupos Controles. O Grupo Quissamã apresentou o maior valor de hemoglobina e o Grupo Controle adicionado do Suplemento Alimentar obteve o maior valor de hematócito, dentre todos os grupos que receberam ração de Quissamã. A suplementação da Dieta de Quissamã não se mostrou necessária neste experimento.
2022-12-06T14:05:11Z
Boaventura,Gilson Teles Silva,Renata Helena de Lima e Tostes,Laura Fraga Azeredo,Vilma Blondet de
Aspectos recentes da absorção e biodisponibilidade do zinco e suas correlações com a fisiologia da isoforma testicular da Enzima Conversora de Angiotensina
A associação estável a macromoléculas e a flexibilidade da esfera de coordenação são propriedades intrínsecas do zinco e sua essencialidade encontra-se intimamente relacionada ao seu papel biológico, seja na ativação da função catalítica de enzimas, seja na estabilização das estruturas conformacionais de proteínas e ácidos nucléicos. O zinco é o segundo elemento traço essencial mais abundante no organismo humano e é necessário à atividade de mais de 300 enzimas dos 6 tipos de classes existentes. Estas características tornaram o metal e seus ligantes fontes de grande interesse para a nutrição experimental, já que o seu estudo converge para a determinação da biodisponibilidade do metal. Dentre esses ligantes, a isoforma testicular da Enzima Conversora de Angiotensina, sintetizada pelas células germinais masculinas, pode ser considerada um exemplo marcante de regulação molecular a partir da ligação do zinco, influenciando tanto a atividade quanto a concentração desta enzima e conseqüentemente a função testicular.
2022-12-06T14:05:11Z
Henriques,Gilberto Simeone Hirata,Mário Hiroiuki Cozzolino,Sílvia Maria Franciscato