RCAAP Repository
Can nutritional status influence the quality of life of cancer patients?
Objective This study aimedto evaluate the influence of nutritional status on the quality of life of a cohort of cancer patients submitted to chemotherapy. Methods Patients receiving chemotherapy for the first time in a University Hospital in Pelotas (RS), Brazil, were evaluated prospectively. Their nutritional risk was determined by the Patient-Generated Subjective Global Assessment scores and their quality of life by the World Health Organization's quality of life questionnaire, administered at the beginning and end of the study. Results One hundred and forty-three patients were studied, 76.2% being females. The prevalence of malnutrition at baseline was 14.0%. The present study found that malnourished patients had a poor quality of life. The nutritional risk of 41.6% of the patients increased after chemotherapy. A significant association was found between the presence of symptoms and increased nutritional risk (p<0.001). Additionally, there was a significant negative correlation between physical domain and nutritional risk scores, showing that quality of life increases as nutritional risk decreases. Conclusion Nutritional risk is inversely associated with quality of life in cancer patients after chemotherapy. Early nutritional interventions could minimize the side effects of treatment with a positive impact on quality of life.
2010
Borges,Lúcia Rota Paiva,Silvana Iturriet Silveira,Denise Halpern Assunção,Maria Cecília Formoso Gonzalez,Maria Cristina
Associação entre comportamento alimentar, consumo de cigarro, drogas e episódios depressivos em adolescentes
Objetivo Identificar a prevalência de sintomas de transtornos alimentares em estudantes do sexo feminino matriculadas no ensino fundamental da rede estadual do município de Toledo (PR), bem como relacionar esses sintomas com o hábito de fumar, o uso de drogas e episódios depressivos. Métodos Foram utilizados os instrumentos Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo, com escala de sintoma e gravidade, e o Eating Attitudes Test-26, acrescido de perguntas sobre tabagismo, uso de drogas e episódios depressivos. A amostra constituiu-se de cerca de 300 estudantes do sexo feminino, na faixa etária entre 10 e 15 anos. Resultados Os resultados demonstraram que as estudantes apresentaram prevalências de sintomas de transtornos alimentares na ordem de 4,2% para a escala Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo e 3,6% para o Eating Attitudes Test-26. A prevalência de consumo de cigarro foi de 4,2%, do uso de drogas, 4,9% e de episódios depressivos, 10,7%. Observaram-se associações significativas entre episódios depressivos e os seguintes parâmetros: Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo - escala de sintomas (p=0,04) e Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo - escala de gravidade (p=0,02). Os hábitos de fumar (p=0,01) e de usar drogas (p=0,04) também apresentaram associação com Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo - escala de sintomas. Conclusão Verificou-se nas estudantes deste estudo elevada probabilidade de desenvolver comportamentos de risco, tais como transtornos alimentares e episódios depressivos.
2010
Gomes,Juliany Piazzon Legnani,Elto Legnani,Rosimeide Francisco dos Santos Gregório,Nicolly Patrícia Souza,Raphael Klein de
Pirâmide alimentar para gestantes eutróficas de 19 a 30 anos
Objetivo O objetivo deste estudo foi desenvolver uma pirâmide alimentar adaptada para as gestantes eutróficas na faixa etária de 19 a 30 anos, fundamentada nas diretrizes do guia alimentar para a população bra-sileira. Métodos A construção da pirâmide alimentar foi baseada em dois planos alimentares (2.188kcal referentes ao primeiro trimestre gestacional e 2.502kcal para o segundo e terceiro trimestres gestacionais) calculados segundo reco-mendações para esse grupo. Resultados A distribuição percentual dos macronutrientes no plano alimentar proposto para o primeiro trimestre é de: 12% de proteínas, 62% de carboidratos e 26% de lipídeos. No segundo e terceiro trimestres gestacionais os percentuais obtidos são de: 11% para proteínas, 60% para carboidratos e 29% para lipídeos. As porções e os equivalentes foram estabelecidos a partir de adaptações do total energético de cada alimento obtido por Philippi et al. e disponível no guia alimentar para a população brasileira. Os alimentos estão organizados em oito grupos na pirâmide alimentar, independentemente do período gestacional, variando apenas a quantidade de porções recomendada. Conclusão Espera-se que a pirâmide alimentar desenvolvida seja útil aos profissionais de saúde na atenção pré-natal, favoreça a orientação alimentar e nutricional e contribua para promover a adequação do estado de nutrição e saúde da gestante eutrófica, além de contribuir também para reduzir a ocorrência de baixo peso ao nascer, prematuridade e macrossomia.
2010
Demétrio,Franklin
Suco de laranja reduz o colesterol em indivíduos normolipidêmicos
Objetivos Neste estudo foi investigado o efeito do consumo habitual de suco de laranja no perfil dos lípides e lipoproteínas em homens e mulheres normolipidêmicos. Métodos Todos os voluntários (n=29) consumiram 750mL/dia de suco de laranja durante 60 dias. Variáveis bioquímicas como perfil lipídico, apolipoproteínas, glicose, paraoxonase1 e o tamanho de HDL foram medidas antes e após o período de suplementação com suco de laranja. Também foram realizadas medidas antropométricas e inquéritos dietéticos. Resultados O consumo crônico de suco de laranja reduziu significativamente o colesterol total nos homens (11%, p<0,05) e nas mulheres (10%, p<0,05) e o LDL-C nos homens e mulheres (15%, p<0,05). O HDL-C e a apoA-I também diminuíram, refletindo a redução do colesterol total. Os triacilgliceróis, apo B, PON1, tamanho da HDL, IMC, gordura corporal e circunferência abdominal não foram modificados com o tratamento com suco de laranja. Conclusão Neste estudo, mostrou-se que o suco de laranja apresenta propriedade redutora sobre o colesterol, e foi sugerido que a associação dos flavonóides cítricos com a vitamina C previne o estresse oxidativo e o desenvolvimento da aterosclerose.
2010
César,Thais Borges Rodrigues,Layane Urzedo Araújo,Milena Salomão Peres de Aptekmann,Nancy Preising
Estudio bibliométrico de la producción científica de la Revista de Nutrição através de la Red SciELO (2001 a 2007)
Objetivo Evaluar, mediante el análisis bibliométrico, la actividad científica, la producción y el consumo de información de la Revista de Nutrição, como publicación científica del área de las ciencias de la salud, en el periodo 2001 a 2007. Metodos Estudio descriptivo trasversal de la actividad y la producción de información científica publicada en la Revista de Nutrição, a través de la Red Scientific Electronic Library Online, en el periodo estudiado. Resultuado Se publicaron un total de 368 artículos. El número de artículos originales fue de 241 (65,49%), con un índice de productividad del 2,38. Se identificaron 85 instituciones con trabajos publicados en la revista. El idioma predominante es el portugués, con 349 artículos (94,84%). Se contabilizaron 1574 palabras clave, de las cuales 1135 (72,11%) correspondían a los términos DeCS o MeSH;102 artículos (27,72%) presentaban todas las palabras clave equivalentes a Descriptores. El estudio de las palabras clave muestra una orientación claramente comunitaria. La obsolescencia de las referencias citadas en Revista de Nutrição, medida por la Mediana es de 11 y el Índice de Price es del 11,69%. El porcentaje de autocitas es de 2,08%. Conclusione En términos generales la Revista de Nutrição, publicación de ámbito internacional, se mantiene dentro de los indicadores bibliométricos de las revistas de las ciencias de la salud publicadas en países iberoamericanos. Presenta un porcentaje excelente de equivalencia entre las Palabras Clave y los Descriptores de Ciencias de la Salud. La obsolescencia de sus referencias es algo elevada, situación que fue corregida en los años 2006 y 2007, los últimos del estudio.
2010
Tomás-Casterá,Vicente Sanz-Valero,Javier Wanden-Berghe,Carmina
Programa nacional de alimentação escolar: há segurança na produção de alimentos em escolas de Salvador (Bahia)?
Objetivo Avaliar a segurança da produção de alimentos em escolas atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, em Salvador (BA). Métodos Realizou-se um estudo transversal, com aplicação de formulários elaborados com base na Resolução de Diretoria Colegiada nº 216/04 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Ministério da Saúde, em amostra estratificada formada por 235 escolas atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, contemplando a rede estadual e municipal de ensino da cidade de Salvador. No formulário, os itens avaliados apresentavam pontuação diferenciada em função do grau de risco associado à segurança dos alimentos. De acordo com a pontuação obtida, as escolas foram classificadas em cinco grupos em relação à condição higiênico-sanitária: crítico; insatis-fatório; regular; bom e excelente. Resultados Na avaliação global de adequação, 57,0% (134) das unidades apresentaram condições insatisfatórias, 42,6% (100) regulares e 0,4% (1) boa. Os itens que mais contribuíram para o baixo desempenho estão relacionados aos seguintes blocos: edificação, instalações, equipamentos, móveis e utensílios; higienização; abastecimento de água; manipuladores de alimentos; preparo dos alimentos e exposição do alimento preparado para consumo. Em condição intermediária de atendimento ficaram os blocos controle integrado de vetores e pragas urbanas, manejo de resíduos e matérias-primas, ingredientes e embalagens. Conclusão Verificou-se elevado nível de não conformidade quanto ao atendimento dos requisitos sanitários vigentes, o que evidencia falhas na segurança da produção da alimentação escolar. Os resultados indicam a necessidade de adoção de medidas corretivas com vistas a reduzir riscos à saúde das crianças assistidas e aumentar a eficiência do Programa Nacional de Alimentação Escolar, no município de Salvador (BA).
2010
Cardoso,Ryzia de Cassia Vieira Góes,José Ângelo Wenceslau Almeida,Rogéria Comastri de Castro Guimarães,Alaíse Gil Barreto,Danile Leal Silva,Sueli Alves da Figueiredo,Karla Vila Nova de Araújo Vidal Júnior,Permínio Oliveira Silva,Edleuza Oliveira Huttner,Larissa Brito
Hortaliças in natura ou minimamente processadas em unidades de alimentação e nutrição: quais aspectos devem ser considerados na sua aquisição?
Objetivo O objetivo do estudo foi avaliar as perdas ocorridas no processamento de hortaliças in natura, comparar o custo da aquisição de hortaliças in natura e das minimamente processadas e discutir as vantagens e desvantagens da utilização destas últimas. Métodos Foram calculados fatores de correção de sete hortaliças por meio da determinação do peso bruto e do peso líquido em triplicata e o peso aferido por balança digital. Foram calculados média, desvio-padrão e coeficiente de variação. Os custos do peso bruto, considerando a correção pelo seu rendimento líquido, foram comparados aos custos das hortaliças minimamente processadas fornecidos pelo fabricante em dois períodos. Resultados Os valores da abobrinha, cenoura, chuchu e mandioquinha minimamente processados foram, respectivamente, 8,6%, 14,1%, 4,6% e 13,5% menores em relação ao custo do alimento bruto no tempo 1, mas isso não se repetiu no tempo 2, quando os alimentos in natura apresentavam menor custo. Conclusão Conclui-se que inúmeros fatores inerentes ou externos aos alimentos influenciam diretamente na magnitude das perdas durante o processamento. Os métodos de trabalho e objetivos finais de cada unidade produtora é que devem definir qual produto é o mais vantajoso, considerando que os custos são variáveis, uma vez que a produção pode ser comprometida pela sazonalidade e pela oferta e procura dos alimentos, com repercussão na gestão de qualidade da unidade.
2010
Degiovanni,Gabriel Carvalho Japur,Camila Cremonezi Sanches,Ana Paula Lara Michelin Mattos,Cecília Helena Peinado de Sampaio Martins,Luzania dos Santos Reis,Cecília Vilela dos Vieira,Marta Neves Campanelli Marçal
Consumo de charque e técnicas de dessalga adotadas por uma população de hipertensos da região nordeste do Brasil
ObjetivoDescrever o impacto de técnicas de dessalga sobre o teor de sal no charque consumido por hipertensos nordestinos.MétodosEstudo transversal com 404 hipertensos. Mediante consentimento, aplicou-se questionário sobre frequência, quantidade consumida e técnicas de dessalga do charque empregadas pela população. Por meio da "técnica de determinação de cloretos", foi analisado o impacto das técnicas mais citadas sobre o teor de sal no alimento e comparadas àquela considerada padrão neste estudo (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 2006), que reduz em 75% o teor de cloretos.ResultadosEntre as 69,0% mulheres e 31,0% homens com idade média de 57,5 e desvio-padrão de 13,6 anos, 74,0% (299/404) referiu consumir charque, sendo 63,5% semanalmente (190/299) e 23,0% diariamente (69/299), num consumo per capita de 34g/dia e 160g/dia, respectivamente. A técnica de dessalga mais utilizada, por 67,0% da população, foi a fervura. Ferver duas vezes e lavar uma vez atingiu a maior redução de cloretos (57,0%). Verificou-se que: (1) para 63,5% da população, o charque contribui com 37,0% da recomendação de sódio, considerando a técnica utilizada nesta pesquisa, para 21,0% que utiliza a técnica descrita na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, e (2) para os 23,0% (consumo diário), o charque sozinho atinge 169,0% das recomendações considerando a nossa técnica e atingiria 97,9% com a técnica descrita na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos.ConclusãoO charque é um alimento frequentemente consumido por essa população e constitui na dieta uma importante fonte de sal, manipulável por diferentes técnicas de dessalga. A maior redução no conteúdo de sal ocorreu após a aplicação das técnicas que utilizavam a fervura do charque, no entanto em níveis menores que o padrão adotado pela Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Recomenda-se analisar as outras técnicas referidas (22,0% da população), diminuir o per capita dos 160g/dia e adotar a dessalga descrita na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, que obtém maior redução de cloretos.
2010
Vasconcelos,Sandra Mary Lima Vieira,Evla Darc Ferro Chagas,Nidyanne Patrícia Mesquita Silva,Patricia Maria Candido Santos,Tatiana Maria Palmeira dos
Avaliação da redução de potássio em hortaliças submetidas a diferentes métodos de cocção para possível utilização na dietoterapia renal
Objetivo Julgou-se relevante avaliar a concentração de potássio em vegetais crus submetidos ao remolho e cozidos sob diferentes formas - ebulição, micro-ondas e sob pressão - a fim de verificar se o remolho e as técnicas de cocção têm eficácia na redução da concentração desse mineral. Métodos O experimento foi realizado em delineamento casualizado, com esquema fatorial 3x5 (3 vegetais x 5 proce-dimentos) e 3 repetições nas análises. As hortaliças - batata, cenoura e brócolis - foram submetidas à análise dos teores de potássio por fotometria de chama IL, e compararam-se os tratamentos: cru, remolho em água, cocção em ebulição, micro-ondas e sob pressão. Resultados Nas amostras analisadas, para a batata o método remolho (232,2mg/g), ebulição (197,3mg/g), micro-ondas (170,3mg/g) e pressão (187,2mg/g) não diferiram de forma estatisticamente significativa entre si, da mesma forma para a cenoura, que obteve os valores de redução de 315,0mg/g, 309,9mg/g, 243,3mg/g e 210,6mg/g, respectivamente para remolho, ebulição, micro-ondas e pressão. Entretanto, para os brócolis, pode-se observar que os métodos de preparo em micro-ondas (280,1mg/g) e pressão (167,3mg/g)diferiram estatisticamente em relação aos outros métodos, mostrando-se mais eficazes na redução dos teores de potássio dessa hortaliça. Conclusão O remolho e os métodos de cocção mostraram-se eficazes na redução dos teores de potássio nas hortaliças, no entanto fatores como tempo, temperatura, recipiente, potência e frequência das ondas eletromagnéticas do micro-ondas podem influenciar os diferentes tipos de cocção.
2010
Copetti,Cristiane Oliveira,Viviani Ruffo de Kirinus,Paula
Estado nutricional e fatores associados em escolares domiciliados na área rural e urbana
Objetivo Verificar o estado nutricional de escolares domiciliados nas áreas urbana e rural da Região Sul do Brasil e analisar sua associação com fatores demográficos e nível de atividade física. Métodos Participaram do estudo 1.415 escolares (720 rapazes e 695 moças), sendo 878 da área urbana e 537 da área rural. Foram pesquisadas informações demográficas (sexo, idade, área de domicílio), antropométricas (massa corporal, estatura) e do nível de atividade física. O estado nutricional - desnutrição e excesso de peso - foi determinado pelo índice de massa corporal a partir dos critérios propostos pela International Obesity Task Force. O nível de atividade física foi classificado em duas categorias: mais ativo ou menos ativo. Resultados A prevalência de desnutrição foi de 11,4% (IC95%=9,85-13,16) e excesso de peso de 11,2% (IC95%=9,66-12,95). A prevalência de excesso de peso foi superior nos escolares domiciliados na área urbana (14,0%; IC95%=12,29-15,91) em relação aos da área rural (6,7%; IC95%=5,51-8,12). Foi verificado, nos rapazes, que os menos ativos fisicamente (OR=1,74; IC95%=1,03-2,94) apresentaram chance maior de ter desnutrição. Além disso, os adolescentes da área urbana (OR=3,40; IC95%=1,88-6,17) e os menos ativos fisicamente (OR=1,88; IC95%=1,07-3,33) apresentaram maiores chances de excesso de peso. As moças de 10 a 13 anos apresentaram maior chance de desnutrição (OR=1,95; IC95%=1,17-3,24) e aquelas residentes na área urbana (OR=1,75; IC95%=1,03-2,99), mais chance de excesso de peso. Conclusão A prevalência de desnutrição encontrada ainda é elevada em escolares. O excesso de peso assemelha-se ao que tem sido observado nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Rapazes com baixo nível de atividade física e moças de 10 a 13 anos apresentam maior exposição à desnutrição. Moças e rapazes domiciliados na área urbana e rapazes com baixo nível de atividade física apresentam maior exposição aos riscos decorrentes do excesso de peso corporal.
2010
Pelegrini,Andreia Silva,Diego Augusto Santos Petroski,Edio Luiz Glaner,Maria Fátima
Desenvolvimento e pré-teste de um questionário de frequência alimentar para graduandos
Objetivo Desenvolver e aplicar em um projeto-piloto um questionário de frequência alimentar quantitativo de autopreenchimento destinado a graduandos da área da saúde. Métodos Trata-se de um estudo transversal realizado em 151 universitários de ambos os sexos, usuários do ambulatório de Nutrição do Corpo Discente da Universidade Federal de São Paulo, Brasil. O questionário inicial foi composto a partir dos alimentos e preparações informados no Registro Alimentar de Três Dias. As informações em medidas caseiras foram transformadas em gramas ou mililitros com o auxílio de tabelas, e os alimentos foram ordenados segundo a porcentagem de contribuição para o valor energético total informado. Foram selecionados 198 ali-mentos responsáveis por 95% do consumo energético e agrupados em 77 itens alimentares de acordo com a similaridade nutricional. O tamanho das porções alimentares foi classificado conforme o valor do percentil 50 da distribuição dos pesos correspondentes às medidas caseiras referidas. Definiu-se como porção pequena, aquela cujo valor foi igual ou inferior ao percentil 25; como média, o percentil 50 e grande, o valor igual ou superior ao percentil 75. Resultados Após o pré-teste do questionário inicial, o questionário final resultou em uma lista com 89 alimentos, agrupados em 70 itens alimentares. As instruções para o autopreenchimento foram refeitas, objetivando-se um melhor preenchimento. Conclusão Após as modificações realizadas, o questionário de frequência alimentar quantitativo encontra-se pronto para o estudo de validação e calibração.
2010
Carvalho,Fernanda Sanches Van Laer,Nathalie Marie Sachs,Anita Salvo,Vera Lúcia Morais Antonio de Coelho,Lucíola de Castro Santos,Gianni Mara Silva dos Akutsu,Rita de Cássia Asakura,Leiko
Café da manhã: caracterização, consumo e importância para a saúde
O café da manhã é uma das três principais refeições do dia, mas, apesar da sua importância para a saúde, a diminuição do seu consumo é uma modificação importante no comportamento alimentar atual. Neste estudo, reflete-se sobre a caracterização dessa refeição e a implicação de seu consumo para a saúde; discutem-se, também, sua importância e as recomendações de consumo. Após revisão de artigos e respectivas contribuições científicas em bases de dados da área, pode-se afirmar que o café da manhã, objeto desta comunicação, é ainda bastante carente de pesquisas na literatura científica. Contudo, evidências científicas associam o consumo habitual de café da manhã a baixo risco de sobrepeso e obesidade, bem como melhoria na capacidade de aprendizagem. Estudos identificam que o perfil dos consumidores frequentes dessa refeição é de não fumantes que praticam atividade física, que controlam o peso e que não fazem uso frequente de álcool. Os autores pesquisados sugerem, assim, uma relação positiva entre o consumo de café da manhã e um estilo de vida saudável, justificando a recomendação de programas de incentivo ao seu consumo.
2010
Trancoso,Suelen Caroline Cavalli,Suzi Barletto Proença,Rossana Pacheco da Costa
Efeito dos ácidos graxos n-3 e n-6 na expressão de genes do metabolismo de lipídeos e risco de aterosclerose
A aterosclerose, principal responsável pela patogênese do infarto miocárdico e cerebral, bem como pela gangrena e por outras doenças vasculares periféricas, permanece como principal causa de morbidade e mortalidade nas populações "ocidentalizadas". Estima-se que 17,5 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares em 2005, o que representou 30% das causas de morte nesse ano, e que, em 2015, 20 milhões de pessoas morrerão por doenças cardiovasculares no mundo. Os ácidos graxos n-3, principalmente os de cadeia longa, encontrados nos peixes, têm-se mostrado particularmente úteis na prevenção e tratamento de doenças como dislipidemias, diabetes mellitus e obesidade, apresentando importante efeito cardioprotetor. Nesse contexto, pesquisas têm evidenciado que ao menos parte dos benefícios dos ácidos graxos eicosapentaenóico e docosahexaenóico sobre o risco de doenças cardiovasculares é decorrente da modulação de genes responsivos aos receptores ativados por proliferadores de peroxissomos e envolvidos no metabolismo lipídico. Nesta revisão, pretende-se expor alguns mecanismos de ação dos ácidos graxos n-3 e n-6 sobre o metabolismo de lipídeos e de lipoproteínas. Conclui-se que muitos aspectos que contribuem para o risco de doenças cardiovasculares são afetados pela ingestão de n-3. Além da redução de triglicérides, fatores como o aumento de adiponectina, a redução da concentração de colesterol plasmático e a melhora do transporte reverso de colesterol também são responsáveis pela redução do risco de aterosclerose promovida pelos ácidos graxos n-3. No entanto, ainda são necessários estudos adicionais para definir mais claramente os mecanismos celulares e moleculares responsáveis pelo efeito cardioprotetor dos ácidos graxos n-3.
2010
Raposo,Helena Fonseca
Associação da deficiência de ácido fólico com alterações patológicas e estratégias para sua prevenção: uma visão crítica
A deficiência de ácido fólico está associada às doenças crônicas não-transmissíveis, complicações na gestação e doenças neurodegenerativas. Objetivou-se discutir o papel do ácido fólico na prevenção de doenças, os aspectos epidemiológicos de sua deficiência, fortificação dos alimentos e suplementação medicamentosa. Realizou-se levantamento bibliográfico, consultando as bases de dados para a obtenção dos artigos completos: MedLine, SciELO, PubMed, Highwire Press e Science Direct. Foram selecionados estudos realizados com seres humanos publicados entre 2004 e 2010. O ácido fólico é importante para as reações de metilação do ácido desoxirribonucléico, prevenção da hiper-homocisteinemia e atua como antioxidante. A deficiência dessa vitamina é descrita em adolescentes, mulheres em idade fértil, gestantes e em idosos. Seu alcance pela dieta é difícil, sendo necessária a inclusão de alimentos fortificados ou suplementos. É importante avaliar o estado nutricional de ácido fólico dos indivíduos antes e após a adoção dessas estratégias, de modo a gerar subsídios para ela-boração de medidas governamentais mais adequadas e eficazes. Destacamos ainda a necessidade da reeducação nutricional para a população brasileira a fim de aumentar o consumo de alimentos fontes de ácido fólico.
2010
Uehara,Sofia Kimi Rosa,Glorimar
Diretrizes curriculares nacionais para os cursos de nutrição: avanços, lacunas, ambiguidades e perspectivas
As orientações curriculares e pedagógicas para a formação do profissional de nutrição receberam influência da dinâmica das transformações do ensino superior no Brasil. Em 2001, o Ministério da Educação instituiu as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação da área da saúde, em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As diretrizes curriculares conformam uma nova baliza para o ensino em saúde a partir da extinção do currículo mínimo, considerado demasiadamente teórico, rígido e inflexível, não atendendo às exigências particulares de cada região, instituição ou curso, bem como às demandas sociais. As diretrizes curriculares representam ainda o desejo de superação da hegemonia do modelo biomédico e do ensino centrado no professor. O objetivo deste artigo é analisar criticamente os conteúdos das diretrizes curriculares para a graduação em nutrição e refletir sobre avanços, ambiguidades e lacunas, na perspectiva de uma implementação participativa e de avaliações constantes. O texto discute perfil do egresso, competências e habilidades e conteúdos de estudo, apontando para novas discussões sobre o que está proposto, fomentando possíveis cenários para o aperfeiçoamento do processo da formação em nutrição.
2010
Soares,Nadia Tavares Aguiar,Adriana Cavalcanti de
Tratamento nutricional da bulimia nervosa
A bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por compulsões alimentares e métodos compen-satórios recorrentes. Os pacientes apresentam ingestão alimentar inadequada e comportamentos alimentares disfuncionais. O adequado tratamento do transtorno requer uma equipe multiprofissional e terapia nutricional especializada. Compreender as características desse transtorno, os padrões de consumo e o comportamento alimentar, bem como atentar para as atitudes alimentares dos pacientes, é fundamental para o planejamento e para a adequada condução da abordagem nutricional. A terapia nutricional para esse transtorno é diferenciada, exigindo do nutricionista maiores habilidades de aconselhamento nutricional. Educação nutricional e acon-selhamento nutricional, com ênfase na abordagem de atitudes alimentares e insatisfação corporal, são o foco da terapia nutricional. Para o atendimento eficaz desses pacientes e o sucesso no tratamento nutricional, é importante que o profissional se mantenha atualizado sobre nutrição e transtornos alimentares e procure especialização e experiência nessa área do conhecimento.
2010
Alvarenga,Marle dos Santos Scagliusi,Fernanda Baeza
A ciência da nutrição em trânsito: da nutrição e dietética à nutrigenômica
No cenário mundial, a emergência do campo da Nutrição foi um fenômeno característico do início do século XX. No Brasil, a emergência da Nutrição localizou-se na área das Ciências da Saúde (ou Ciências da Vida), caracterizando-se, à primeira vista, como uma ciência de natureza biológica. Este artigo tem por objetivo analisar a trajetória do processo de produção do conhecimento científico que garantiu especificidade ao campo da Nutrição no Brasil, da emergência aos dias atuais. Os pressupostos teóricos que norteiam o artigo são: o conceito de campo científico, desenvolvido por Pierre Bourdieu e os conceitos de paradigma e comunidade científica, introduzidos por Thomas Samuel Kuhn. A análise histórica evidencia que desde o seu nascimento, além da natureza biológica, a Nutrição brasileira assumiu dimensões sociais e ambientais, caracterizando-se como um campo de conhecimento multidisciplinar, constituído a partir da integração de Ciências Biológicas, Ciências Sociais e Ciências dos Alimentos e Nutrição. Nas últimas décadas, com o intenso desenvolvimento da comunicação e informática, da genética e das teorias sobre a sustentabilidade ecológica do planeta Terra, importantes mudanças paradigmáticas têm ocorrido no campo da Nutrição. Portanto, pode-se afirmar que a Nutrição estaria vivenciando a era pós-genômica, constituindo-se uma ciência multidisciplinar, caracterizada pela integração das dimensões biológica, social e ambiental.
2010
Vasconcelos,Francisco de Assis Guedes de
Efeito do índice glicêmico no gasto energético e utilização de substrato energético antes e depois de exercício cicloergométrico
OBJETIVO: No presente artigo, avaliou-se o efeito do consumo, durante cinco dias consecutivos, de refeições diferindo em índice glicêmico no gasto energético, na oxidação de substrato energético e no consumo excessivo de oxigênio após o exercício. MÉTODOS: Participaram do estudo 15 homens bem treinados, com idade de M=24,4, DP=3,70 anos e consumo máximo de oxigênio (VO2max) de M=70,00, DP=5,32mL (kg.min)-1. Após o consumo das refeições, os participantes permaneceram por noventa minutos no calorímetro indireto Deltatrac®, para a avaliação dos parâmetros metabólicos. A seguir, foi realizado um exercício de 85 a 95% da frequência cardíaca máxima, em três estágios de dez minutos. Os parâmetros metabólicos foram novamente avaliados durante os sessenta minutos pós-exercício. RESULTADOS: Os tratamentos aplicados no estudo não afetaram o gasto energético, o consumo excessivo de oxigênio e a oxidação lipídica após o exercício. Entretanto, a taxa de oxidação de gordura foi maior durante os noventa minutos no grupo que consumiu a refeição de alto índice glicêmico antes do exercício, em relação ao da refeição de baixo índice glicêmico. Além disso, a taxa de oxidação lipídica do período pós-prandial foi inferior àquela obtida no período pós-exercício. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que enquanto o consumo de refeições de baixo índice glicêmico pode não exercer efeito benéfico, a realização de exercício físico pode promover maior oxidação lipídica e consequentemente afetar a redução do teor de gordura corporal.
2010
Cocate,Paula Guedes Alfenas,Rita de Cássia Gonçalves Pereira,Letícia Gonçalves Bressan,Josefina Marins,João Carlos Bouzas Cecon,Paulo Roberto
Efeito da dieta hipoenergética sobre a composição corporal e nível sérico lipídico de mulheres adultas com sobrepeso
OBJETIVO: Verificar o efeito de 12 semanas de dieta hipocalórica sobre a composição corporal e o nível sérico lipídico de mulheres adultas com sobrepeso. MÉTODOS: A amostra foi composta por vinte mulheres (23,80, desvio-padrão de 2,73 anos) da academia Westfit-Bangu, divididas randomicamente em dois grupos de dez: grupo controle e grupo dieta hipoenergética. Foi realizada uma avaliação da composição corporal (massa corporal, percentual de gordura, índice de massa corporal e massa magra) e do nível sérico lipídico (colesterol total, triglicerídeos, lipoproteína de baixa densidade, lipoproteína de alta densidade e lipoproteínas de muito baixa densidade). Utilizou-se a estatística descritiva (média e desvio-padrão) e o teste t de Student na análise inter e intragrupos. O nível de significância foi de p<0,05. RESULTADOS: O grupo dieta hipoenergética apresentou reduções significativas (p<0,05) nas variáveis antropométricas (massa corporal, percentual de gordura, índice de massa corporal e massa magra) e nas variáveis lipídicas (triglicerídios, colesterol total, lipoproteína de baixa densidade e lipoproteínas de muito baixa densidade). Quanto à variável: lipoproteína de alta densidade, foi observada uma redução, porém não significativa. CONCLUSÃO: A partir dos resultados apresentados pode-se concluir que a dieta hipoenergética foi uma excelente opção no tratamento da obesidade e no controle do nível sérico dos lipídeos, contribuindo desta forma, para a redução dos riscos cardiovasculares na população estudada.
2010
Valle,Valéria Sales do Biehl,Cíntia Mello,Danielli Braga de Fortes,Marcos de Sá Rego Dantas,Estélio Henrique Martin
Perception of risk from electric and magnetic fields: Stress effects and psychological aspects
The present study aimed to investigate the perception of risk in the Brazilian population related to electric and magnetic fields. Six hundred adults were recruited from the surrounding communities. Three hundred of them lived in large cities and an equal number lived in small towns. A short questionnaire was constructed to assess risk perception, trust in government to control risk exposure, level of comfort with exposure to extra-low-frequency electromagnetic fields, measures perceived as necessary to reduce emotional discomfort, and trust in the regulatory agencies. The Lipp Inventory of Stress Symptoms for Adults was applied to assess stress levels. Findings indicate that the majority of the participants in this study did not trust the Government to provide protective measures from exposure to electric and magnetic fields, did not trust the regulatory agencies, felt that there is no adequate risk control and thought about it frequently, and some felt that line installations were being performed in excess and that this should be stopped. Results endorse the need for risk education and indicate that risk perception and feelings should be considered before starting new line installations. Risk communication should incorporate knowledge regarding social cognition since a large proportion of the people were concerned about electric and magnetic fields. Lack of communication can lead to a rejection of necessary transmission line installation, and to unnecessary or exaggerated fear.
2013
Lipp,Marilda Emmanuel Novaes Barbieri,Flavio Eitor Santánna,Leonel Justo,Ana Paula Cabral,Ana Carolina Santos,Flavia Urbini dos Gallo,Sabrina Kheifets,Leeka