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O ESTADO E AS REFORMAS PÓS DÉCADA DE 90: MOVIMENTOS SOCIAIS, TERCEIRO SETOR E EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL
O presente texto tem como objetivo discutir em que medida as reformas sociais, políticas e econômicas, desencadeadas pós-década de 90 no Brasil, impulsionaram o surgimento de projetos no âmbito da educação não-formal. Com o enxugamento das funções do Estado, há o desvio para o terceiro setor, com ênfase nas ONGs, que não realizam uma análise da raíz dos problemas sociais. Dentro desta lógica, se desperta o princípio do esfacelamento dos movimentos sociais combativos e novos grupos sociais entram em cena, representados pelo terceiro setor, no qual suas ações são de caráter assistencialista. À luz deste contexto, se insere a educação não-formal, que visa atender as necessidades não garantidas pelo Estado.
2022-12-06T14:05:49Z
ARAÚJO, FRANCIELI BARBOSA, RENATA PERES
O PAPEL DOS GRUPOS DE INTERESSE E PRESSÃO NA FORMATAÇÃO E FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA BRASILEIRA: O CASO DO DEPARTAMENTO INTERSINDICAL ASSESSORIA PARLAMENTAR (DIAP) DURANTE O PROCESSO DA CONSTITUINTE (1987/1988) BRASILEIRA.
O objetivo do presente artigo é discutir como grupos de interesse, se utilizando do lobby, contribuem para uma democracia mais forte em nosso país. Para os fins do artigo lobby não é o mesmo que corrupção, como a mídia e o senso comum usualmente o definem. Lobby será caracterizado como o modo democrático pelo qual demandas de diferentes grupos chegam ao poder público. Após a discussão sobre o lobby o artigo se concentrará em um grupo especifico: o Departamento Intersindical Assessoria Parlamentar (DIAP). Esse grupo nasce para defender os interesses dos trabalhadores usando lobby e teve uma forte participação durante os anos nos quais o Legislativo brasileiro discutia uma nova Constituição durante os anos de 1987/1988. Essa nova Constituição estabeleceu diversos direitos sociais e diferentes autores identificam essa característica em razão da ação do DIAP que foi capaz de contra balançar o poder de outros grupos, especialmente quando o neoliberalismo era uma discussão corrente em diversos círculos influentes.
2022-12-06T14:05:49Z
CARVALHO, FAGNER DOS SANTOS
DO DIREITO À EDUCAÇÃO DO CAMPO: A LUTA CONTINUA!
Pretende-se, nesse artigo, desvelar as relações históricas entre Estado e movimentos sociais, no que diz respeito à oferta de educação pública aos povos do campo. Apesar de haver um debate nacional e produções teóricas acerca desse objeto de estudo, admite-se a necessidade de continuar essas reflexões sobre as políticas para a Educação do Campo e sobre a luta dos movimentos sociais do campo com essa finalidade. Entende-se o campo como espaço de vida e resistência, onde trabalhadores(as) lutam por reforma agrária e pela educação pública. Parte-se da Colônia, mas sem pretensões cronológicas e sim, tentando verificar nas raízes históricas do fenômeno a explicação para sua manifestação
2022-12-06T14:05:49Z
COUTINHO, ADELAIDE FERREIRA
Paradigmas de Segurança no Brasil: da Ditadura aos nossos dias
Para melhor compreender a dinâmica atual da violência e as alternativas de políticas públicas disponíveis para sua prevenção e controle, é imprescindível retomar a reflexão sobre o histórico das políticas de Segurança no país. Considerando as múltiplas possibilidades de especialização e diferenciação das instituições e suas respectivas formas de atuação, a configuração exata escolhida em determinado local e período estará fortemente relacionada aos conceitos e paradigmas que são a base da formulação da política pública de segurança. Dessa forma, este artigo realiza uma análise histórica e propõe a caracterização de três paradigmas que influenciaram a formulação de políticas de Segurança no período compreendido entre a Ditadura Militar e os nossos dias: a Segurança Nacional, a Segurança Pública e a Segurança Cidadã. Primeiramente, são apresentadas as características fundamentais de cada um dos paradigmas. Em seguida, é realizada uma análise comparada dos elementos que formam o núcleo paradigmático dessas três perspectivas conceituais. Segue-se o exame da trajetória que caracterizou a transição entre paradigmas, no qual são adotados como marcos o advento da Constituição de 1988 e as tendências em políticas públicas que acompanharam a promulgação da constituição. Por fim, é realizado o debate sobre os desafios e limites à aplicação prática da nova tendência paradigmática examinada: a Segurança Cidadã.
2022-12-06T14:05:49Z
FREIRE, MOEMA DUTRA
OS INTELECTUAIS DO ISEB, CULTURA E EDUCAÇÃO NOS ANOS CINQÜENTA E SESSENTA.
A finalidade do presente artigo é empreender uma análise da relação estabelecida entre os intelectuais do ISEB e a produção cultural brasileira nos anos cinqüenta e sessenta, pois se vislumbrava nesta esfera um importante elemento difusor daquilo que um intelectual isebiano denominava consciência crítica. Entendendo que a cultura no sentido de um conjunto de manifestações artísticas conjuntamente com a atividade educacional pudesse aproximar a massa da população a realidade do país,esta esfera passou a ser paulatinamente realçada e estimulada por vários isebianos, que sem perderem de vista a esfera da política, optam pela luta pela cultura e educação como principal elemento transformador da sociedade brasileira.
2022-12-06T14:05:49Z
MARTINI, RENATO RAMOS
O FIM DA GUERRA FRIA E OS ESTUDOS DE SEGURANÇA INTERNACIONAL: O CONCEITO DE SEGURANÇA HUMAN
Com o fim da Guerra Fria consolida-se uma nova agenda internacional, o que dá luz às ameaças não-estatais à segurança internacional. Nesta nova conjuntura internacional, emerge o conceito de Segurança Humana que possui dois aspectos principais: manter as pessoas a salvo de ameaças crônicas como a fome, as doenças, a repressão (freedom from want) e protegê-las de mudanças súbitas e nocivas nos padrões da vida cotidiana, por exemplo, das guerras, dos genocídios e das limpezas étnicas (freedom from fear). O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 1994, centrou o seu Relatório nesse conceito, o que promoveu uma ampla divulgação em nível internacional. Dentro da concepção de Segurança Humana, questões que antes eram encobertas pelo Conflito Leste-Oeste, tornam-se as novas pautas da agenda internacional a partir da década de 90. Os problemas ambientais, as epidemias, o desemprego, o narcotráfico, a fome, os conflitos étnicos e religiosos, o terrorismo, os refugiados, a violação dos direitos humanos, dentre outros. E como estes problemas afetam diretamente os indivíduos, principalmente as populações mais vulneráveis, o conceito de segurança internacional estritamente relacionado às questões militares; torna-se cada vez mais insuficiente para explicar essas novas questões internacionais. Com base nisto, este trabalho abordará as condições e os debates teóricos durante a Guerra Fria, que permitiram o desenvolvimento do conceito de Segurança Humana, na década de 90. Além disso, o texto apresentará os seus debates e as críticas à proposta da Segurança Humana.
2022-12-06T14:05:49Z
OLIVEIRA, ARIANA BAZZANO DE
O sacerdote judeu e a rebelião escrava na moral: uma análise sob o ponto de vista das reflexões de Nietzsche
O artigo tem por objetivo fazer alguns apontamentos acerca daquilo que Nietzsche denomina a “rebelião escrava na moral”. Para tanto, a exposição terá como foco a figura do sacerdote judeu, seus instrumentos de poder, e sua obra. Tratase de uma tentativa de localizar e indicar historicamente este movimento no qual Nietzsche identifica a emergência de uma interpretação metafísicoteológica da história de Israel, com a qual o sacerdote põe em cena um mecanismo de pensamento onde a história dos hebreus, em especial a época do declínio, é interpretada como punição por desobediência a Deus. Com este gesto, de acordo com filósofo, o sacerdote inicia um processo onde gradativamente a realidade é despojada de sua inocência, sendo instituída em seu lugar, concomitantemente, uma “ordem moral do mundo”.
2022-12-06T14:05:49Z
Rocha, Rodrigo
AS VEIAS ABERTAS: ACERCA DO DEBATE EM TORNO DE “MUDAR O MUNDO SEM TOMAR O PODER” DE JOHN HOLLOWAY
Parte-se de um contexto do tempo presente que concentra todas as forças produtivas e relações de produção sob a órbita da “mundialização do capital” (CHESNAIS, 1996) e, concomitantemente, um período em que a produção simbólica aproxima-se, cada vez mais, nos círculos de produção e reprodução da mercadoria atendendo a definição de Fredric Jameson (2006) de “lógica cultural” do capitalismo ontemporâneo. Nesse contexto, o destaque do livro Mudar o mundo sem tomar o poder de John Holloway tem ocupado um lugar privilegiado, sendo debatido por muitos pensadores, no interior do marxismo contemporâneo. Nossa hipótese é que a exposição de Holloway seria um exemplo de uma teoria “eclética” alimentando o descompasso entre texto e contexto que, conseqüentemente, vem empobrecer os contextos dos debates teóricos discutidos pelo autor. Almeja-se ilustrar e confrontar algumas insuficiências teóricas e práticas do autor, demonstradas pelo alinhamento dos argumentos de Daniel Bensaïd e Michel Löwy, que vem, além de colocar a pertinência de muitos dos temas de Holloway (por exemplo, a categoria do fetichismo), demonstrar uma fratura (principalmente no âmbito político, histórico e prático) entre texto e contexto que percorre na obra aludida. Procurar-se-á atribuir às características que estruturam a ossatura teórica de Holloway e as possíveis diferenças interpretativas pela ótica dos dois autores assinalados.
2022-12-06T14:05:49Z
RUBBO, DENI IRENEU ALFARO
A REPRESSÃO AO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA DITADURA MILITAR.
Durante os anos da ditadura militar os movimentos populares no Brasil sofreram intensa repressão. Dentre estes movimentos se destacou o Movimento Estudantil (ME) que liderou diversas manifestações e protestos. O ME foi alvo de disputas entre alguns partidos e organizações políticas nestes anos e suas ações refletiam a influência destes grupos. O objetivo deste artigo é analisar as ações do ME no período da ditadura militar correspondente a 1964-1979. Faz-se necessário também analisar a situação da esquerda na época, os ideais revolucionários e as formas de luta desenvolvidas pelos partidos e organizações políticas, principalmente as influências destes grupos no ME.
2022-12-06T14:05:49Z
SANTOS, JORDANA DE SOUZA
Apresentação
No final deste semestre, a Revista Aurora completa três anos de existência. Para celebrar esse momento, o comitê executivo, com o apoio do programa de pós-graduação da UNESP, organizou uma edição especial impressa da revista. Nessa edição, na qual se buscou contemplar as quatro linhas de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UNESP de Marília, foram reunidos alguns trabalhos publicados anteriormente na versão eletrônica. O resultado veio reafirmar o caráter da revista: plural nas temáticas e abordagens, mas unitária na perspectiva crítica.
2022-12-06T14:05:49Z
Hidaka, Renato Kendy
CRISE ECONÔMICA ATUAL E SEUS IMPACTOS PARA A ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA
A atual crise pela qual passa o capitalismo contemporâneo permite resgatar ao menos duas coisas fundamentais para o entendimento da natureza de funcionamento do capitalismo. Em primeiro lugar, o fato de que o processo de acumulação de capital se dá em ciclos. Em segundo lugar, a perspectiva marxista como um referencial teórico sólido para o entendimento desse fato.
2022-12-06T14:05:49Z
CARCANHOLO, MARCELO DIAS
OS INÍCIOS DAS ORGANIZAÇÕES DOS TRABALHADORES
A s primeiras lutas operárias, antes inclusive da Revolução Industrial, trouxeram consigo os primórdios da organização. Em 1724, os operários chapeleiros de Paris declararam greve por causa da redução injustificada de seus salários. Criaram, para financiar essa ação, um "caixa de greve". Os primórdios do movimento operário, na Inglaterra, por sua vez, vincularam-se ao movimento democrático radical, por direitos políticos iguais para todos. Filho de um rico comerciante, John Wilkes começou sua carreira política atacando desde seu jornal, o North Briton, o Rei Jorge III, transformando-se no paladino das liberdades civis fundamentais. Logo virou líder de massas em Londres, com grande apóio para seu movimento de reforma democrática. Foi perseguido e detido diversas vezes. A 10 de maio de 1768, uma multidão se reuniu para exigir sua liberdade. A repressão da manifestação provocou seis mortos e muitos feridos.
2022-12-06T14:05:49Z
COGGIOLA, OSVALDO
A EMPREGABILIDADE COMO ESTRATÉGIA DO CAPITAL PARA A PULVERIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA
Esta reflexão resulta de nossa pesquisa sobre a política de educação profissional de nível básico, modalidade não formal para trabalhadores pobres, financiada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, no período de 2001 a 2005. Tem por objetivo analisar a empregabilidade enquanto estratégia do capital para a pulverização da classe trabalhadora, expressão do aprofundamento da polarização das qualificações, que impõe perfis de trabalhador que mudam, de acordo com as vicissitudes do mercado de trabalho. Aparentemente, existe uma contradição em que a noção de empregabilidade pode ser entendida como um instrumento de valorização dos conhecimentos do trabalhador, certificados no capitalismo, que sobrevive da elevação dos níveis de exploração. Interrogamo-nos se a empregabilidade é uma noção que contribui à valorização do trabalho ou um recurso de destituição do valor do trabalho e, consequentemente, de intensificação da exploração da mais-valia, e quais são as consequências da empregabilidade sobre o processo de pulverização da classe trabalhadora pelo capital. A hipótese é a de que a empregabilidade é uma noção construída na nova organização do trabalho toyotista, embora desde sempre o capital estabelece perfis de trabalhador a ser definidos como critério de recrutamento e seleção, e que tem servido a ratificar o argumento liberal da responsabilização do próprio trabalhador pelo desemprego, mas que, na verdade, se deve às oscilações do mercado.
2022-12-06T14:05:49Z
COSTA, ÁUREA DE CARVALHO
FRANÇA, LUTAS SOCIAIS E OPERÁRIAS E A QUESTÃO DA CENTRALIDADE REVOLUCIONÁRIA DA CLASSE TRABALHADORA
Os acontecimentos dos últimos dez a quinze anos na França são expressivos quando se pretenda xaminar o papel da classe operária nas lutas sociais em um grande país contemporâneo e, ao mesmo tempo, os limites e travas que aquela classe enfrenta para tornar-se hegemônica politicamente.
2022-12-06T14:05:49Z
DANTAS, GILSON
MOVIMENTO OPERÁRIO DO ABC PAULISTA (1978-2010): CONTESTAÇÃO, INTERMEDIAÇÃO E COLABORACIONISMO
Temos como foco o movimento de organização da classe operária do ABC paulista. Considerando que as transformações em suas formas organizativas ao final da década de 1970 e 1980. Discutimos alguns dos desdobramentos organizativos das greves operárias no ABC decorridas nos anos 1978, 1979 e 1980, tal com a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Consideramos tais metamorfoses face às transformações pelas quais passou o sistema produtivo brasileiro, e as entidades que reivindicam a representação dos trabalhadores. Consideramos ainda, a partir de 1990 as transformações ligadas ao novo período histórico da mundialização do capital. Trata-se de um período mundial de contra-reformas, onde o capital (enquanto relação social onde impera a dominação de classe) reorganizado impera de forma diferenciada sobre o trabalho. Subsumindo a classe operária do mundo todo.
2022-12-06T14:05:49Z
MOURA, ALESSANDRO DE
AS RELAÇÕES SOCIAIS DE GÊNERO NO TRABALHO E NA REPRODUÇÃO
relações sociais de gênero, entendidas como relações desiguais, hierarquizadas e contraditórias, seja pela exploração da relação capital/trabalho, seja pela dominação masculina sobre a feminina, expressam a articulação fundamental da produção/reprodução. De certa forma, essa articulação nos remete ao binômio da exploração/opressão de gênero confirmando a nossa opção de refletirmos, sobre a divisão sócio-sexual do trabalho, tanto no espaço produtivo, quanto no reprodutivo, pois, dessa forma, temos a oportunidade de salientar as dimensões objetivas e subjetivas, individuais e coletivas existentes nessa relação.
2022-12-06T14:05:49Z
NOGUEIRA, CLAUDIA MAZZEI
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TEORIA MARXISTA CLÁSSICA DO IMPERIALISMO
Nos trabalhos da teoria marxista clássica do imperialismo, especialmente o de Lênin (Imperialismo, fase superior do capitalismo), o imperialismo é analisado como expressão das mudanças na esfera social, econômica e política das sociedades capitalistas. Esse é ponto de partida para se entender os conceitos de capital financeiro, parasitismo econômico, exportações de capitais e as estratégias políticas no sistema mundial de Estados.
2022-12-06T14:05:49Z
SILVA, CRISTIANO MONTEIRO DA
NOTAS SOBRE O CONCEITO DE INDIVÍDUO NA TEORIA SOCIAL CONTEMPORÂNEA: Um percurso a partir das obras de Stuart Hall, Norbert Elias, Richard Sennett e Zygmunt Bauman
O artigo investiga o modo como alguns autores da Teoria Social contemporânea (Stuart Hall, Norbert Elias, Richard Sennett e Zygmunt Bauman) desenvolveram diversas críticas à noção de Indivíduo pertencente ao pensamento social clássico. Em comum, estes pensadores consideraram necessário reformular o arcabouço teórico legado pela Sociologia Moderna, julgando que muitos dos instrumentais teóricos utilizados por ela não são mais capazes de captar a complexidade e a multiplicidade dos processos de individualização que ocorrem na época contemporânea. Com base numa leitura aberta destas diversas críticas levantadas por estes autores, o artigo busca demonstrar que o conjunto destas objeções pode ser visto como uma nova forma de representar a noção de Indivíduo, que atribui poderes, funções e expectativas a estes novos sujeitos muito diferentes daquelas apresentadas pelo pensamento clássico. Após apresentação deste novo quadro conceitual concedido à categoria de Indivíduo no mundo contemporâneo, o artigo se encerra colocando para a discussão quais os novos problemas e os desafios contidos no surgimento deste novo modelo.
2022-12-06T14:05:49Z
ARRUDA, RODOLFO
O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO PERIFÉRICA: A FRATURA BRASILEIRA DO CAPITALISMO MUNDIAL
Desde a gênese da formação social brasileira, a teoria social e a experiência estética nacional assumiram formas variadas na tentativa de adequar os conceitos e as categorias teóricas clássico-européias às características singulares do Brasil. Pretende-se neste ensaio reconstruir alguns elementos da dialética entre as nossas singularidades e o ritmo universal e desigual da acumulação capitalista, assim como sublinhar algumas das formas através das quais nossa experiência intelectual e estética respondeu a ela. Busca-se igualmente versar algumas notas preliminares sobre a importância e o significado dessas questões no mundo atual, quando o próprio processo de modernização, naquele seu sentido clássico (que determinou boa parte da nossa melhor tradição teórica), parece estar se esgotando, a ponto de o ritmo desigual e dualista da nossa modernidade, recheada de grandes bolsões de pobreza, tornar-se enfim uma das expressões mais sintomáticas da fratura social do capitalismo contemporâneo.
2022-12-06T14:05:49Z
QUERIDO, FABIO MASCARO
AS RELAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA NOS PROCESSOS DE SEPARAÇÃO/DIVÓRCIO
A proposta do trabalho é refletir sobre o valor histórico de homens e mulheres, enfatizando a trajetória das mulheres na história, identificando as relações humanas. Inicialmente, pretende-se discutir a trajetória feminina, fazendo abordagens acerca do casamento, salientando o processo de reconfiguração das subjetividades femininas e masculinas os espaços e contextos que estão inseridos. Em seguida, discutimos o fato de a sociedade contemplar modelos de famílias que correspondem a diferentes papéis para homens e mulheres, onde as mulheres pesquisadas confirmam o que dizem os autores acerca da família, da construção de gênero, das dificuldades e desafios, a inserção da mulher no mercado de trabalho, violência, sexualidade, como também sobre políticas públicas, que estudam esse fenômeno.
2022-12-06T14:05:49Z
SANTANA, ANABELA MAURÍCIO DE