RCAAP Repository

Variations in the Prevalence of Risk Factors for Coronary Artery Disease in Rio Grande do Sul-Brazil: A Comparative Analysis between 2002 and 2014

Abstract Background: Due to the importance of coronary artery disease (CAD), continuous investigation of the risk factors (RFs) is needed. Objective: To evaluate the prevalence of RFs for CAD in cities in Rio Grande do Sul State, and compare it with that reported in a similar study conducted in the same cities in 2002. Methods: Cross-sectional study on 1,056 healthy adults, investigating the prevalence and absolute and relative frequencies of the following RFs for CAD: obesity, systemic arterial hypertension (SAH), dyslipidemias, smoking, sedentary lifestyle, diabetes mellitus, and family history, as well as age and sex. Data was collected in 19 cities, host of the Offices of the Regional Coordinators of Health, as in the 2002 study. Results: Twenty-six percent of the sample consisted of older adults and 57% were women. The prevalence of sedentary lifestyle was 44%, history family 50%, smoking 23%, overweight/obesity 68%, dyslipidemia (high cholesterol levels) 43%, SAH 40%, and diabetes 11%. When compared to the 2002 study, the prevalence of active smoking and sedentary behavior decreased, whereas the prevalence of hypertension, dyslipidemia and obesity increased. Obesity is the most prevalent RF in women, and SAH the most prevalent in men. Conclusions: The prevalence of RFs for CAD in Rio Grande do Sul State remains high. Hypertension, obesity and dyslipidemia are still prevalent and require major prevention programs. Smoking and physical inactivity have decreased in the state, suggesting the efficacy of related campaigns.

Year

2015

Creators

Gus,Iseu Ribeiro,Rodrigo Antonini Kato,Sérgio Bastos,Juliano Medina,Claudio Zazlavsky,Claudio Portal,Vera Lucia Timmers,Rita Markoski,Melissa Medeiros Gottschall,Carlos Antônio Mascia

Risk Factors for Cardiovascular Disease, Metabolic Syndrome and Sleepiness in Truck Drivers

Abstract Background: Truck driver sleepiness is a primary cause of vehicle accidents. Several causes are associated with sleepiness in truck drivers. Obesity and metabolic syndrome (MetS) are associated with sleep disorders and with primary risk factors for cardiovascular diseases (CVD). We analyzed the relationship between these conditions and prevalence of sleepiness in truck drivers. Methods: We analyzed the major risk factors for CVD, anthropometric data and sleep disorders in 2228 male truck drivers from 148 road stops made by the Federal Highway Police from 2006 to 2011. Alcohol consumption, illicit drugs and overtime working hours were also analyzed. Sleepiness was assessed using the Epworth Sleepiness Scale. Results: Mean age was 43.1 ± 10.8 years. From 2006 to 2011, an increase in neck (p = 0.011) and abdominal circumference (p < 0.001), total cholesterol (p < 0.001), triglyceride plasma levels (p = 0.014), and sleepiness was observed (p < 0.001). In addition, a reduction in hypertension (39.6% to 25.9%, p < 0.001), alcohol consumption (32% to 23%, p = 0.033) and overtime hours (52.2% to 42.8%, p < 0.001) was found. Linear regression analysis showed that sleepiness correlated closely with body mass index (β = 0.19, Raj2 = 0.659, p = 0.031), abdominal circumference (β = 0.24, Raj2 = 0.826, p = 0.021), hypertension (β = -0.62, Raj2 = 0.901, p = 0.002), and triglycerides (β = 0.34, Raj2 = 0.936, p = 0.022). Linear multiple regression indicated that hypertension (p = 0.008) and abdominal circumference (p = 0.025) are independent variables for sleepiness. Conclusions: Increased prevalence of sleepiness was associated with major components of the MetS.

Year

2015

Creators

Mansur,Antonio de Padua Rocha,Marcos ABS Leyton,Vilma Takada,Julio Yashio Avakian,Solange Desirée Santos,Alexandre J Novo,Gisele C Nascimento,Arledson Lima Muñoz,Daniel Romero Rohlfs,Waldo J C

Avaliação tomográfica de parâmetros morfométricos do processo odontoide relacionados à fixação interna com parafusos

OBJETIVOS: avaliar, por meio da tomografia computadorizada, os parâmetros morfométricos do processo odontoide relacionados com a sua fixação interna. MÉTODOS: cinquenta e cinco exames de tomografia computadorizada (TC) da coluna cervical que permitissem o estudo do áxis foram utilizados para o estudo. Destes, 24 (47%) pertenciam a pacientes do sexo masculino e 31 do sexo feminino. A média de idade foi de 42,05 anos (± 15,82). Foram excluídos os casos com diagnóstico de tumores, infecções, sequelas de fratura, artrose muito avançada ou malformações congênitas. Nenhum dos exames tinha como indicação problemas relacionados à coluna cervical alta. Foram avaliados os seguintes parâmetros: 1 - comprimento estimado do implante (CEI), 2 - angulação do parafuso (aP), 3 - diâmetro transverso mínimo (DTmín) e 4 - diâmetro anteroposterior mínimo (DAPmín). Foi utilizado o teste t de Student para comparar os resultados entre o grupo de pacientes do sexo masculino e do feminino. RESULTADOS: o valor médio do CEI foi de 37,95 mm ± 3,44 para a população geral do estudo. O valor médio da angulação do parafuso (aP) foi de 60,91º ± 4,06. O diâmetro transverso mínimo (DTmín) foi de 9,05 mm ± 0,88 e o diâmetro antero-posterior mínimo DAPmín foi de 10,35 mm ±1,04. Os valores do CEI e do DAPmín na população masculina foram significativamente maiores do que aqueles encontrados na feminina, enquanto os outros parâmetros não apresentaram diferenças entre os dois sexos na população estudada. Dos 55 pacientes, 39% apresentaram DTmín < 9 mm, valor mínimo considerado para a colocação de dois parafusos de 3,5 mm. CONCLUSÕES: em nossa população, o sexo masculino apresentou valores significativamente maiores de CEI e DAPmín do que os encontrados no sexo feminino.

Year

2010

Creators

Daher,Murilo Tavares Daher,Sérgio Defino,Helton LA

Comparação do desfecho radiográfico das escolioses idiopáticas do adolescente tratadas com instrumentação híbrida, parafusos pediculares ou ganchos

OBJETIVOS: comparar os resultados radiográficos dos pacientes portadores de escoliose idiopática do adolescente (EIA) tratados cirurgicamente, com instrumentação com ganchos, híbrida ou parafusos pediculares, com seguimento mínimo de um ano. MÉTODOS: avaliação radiográfica retrospectiva dos pacientes portadores de escoliose idiopática do adolescente tratados com diferentes instrumentações, nos períodos pré-operatório, pós-operatório imediato e pós-operatório de um ano utilizando o método de medição de Cobb. RESULTADOS: não houve diferença estatística no comportamento das curvas durante o primeiro ano de seguimento nas curvas torácica, lombar ou na cifose. Quando analisadas de forma quantitativa, não se encontrou diferença estatística nas curvas torácica (p=0,052) e lombar (p=0,332) no período pré-operatório entre os três grupos. Os três instrumentais apresentaram comportamento semelhante, não havendo diferença quantitativa na correção das curvas torácica (p=0,052) e lombar (p=0,267) nos períodos pós-operatório imediato e após um ano de seguimento. CONCLUSÕES: as três estratégias de instrumentação rendem resultados radiográficos similares em pacientes portadores de EIA flexíveis.

Year

2010

Creators

Sakai,Denis Seguchi Umeta,Ricardo Shigueaki Galhego Caffaro,Maria Fernanda Silber Meves,Robert Landim,Elcio Avanzi,Osmar

Sternal and vertebral fractures, a well-known association, usually overlooked: review of six clinical cases

OBJECTIVE: the association of sternal and vertebral fractures has previously been described in the literature. These lesions are frequently overlooked at the initial evaluation. The purpose of this study was to review and discuss the diagnostic methods used to diagnose these lesions and to highlight the importance of early recognition of these fractures. METHODS: we performed a retrospective analysis of six patients who suffered sternal and concomitant vertebral fractures. Clinical charts and imaging studies were reviewed. RESULTS: all patients were diagnosed with sternal fractures at the initial evaluation, but only two were diagnosed with vertebral fractures. CONCLUSION: failure to recognize these fractures at initial evaluation may be associated with the fact that the upper thoracic region is difficult to explore. In the presence of sternal fractures, a vertebral fracture must be ruled out even though major injuries are not present. A computer tomography (CT) scan and magnetic resonance imaging (MRI) should be obtained despite negative X-rays if clinical suspicion is present.

Year

2010

Creators

Silva G.,Alvaro la Fuente D,Paulina de Schmidt-Hebbel N,Andrés Valencia C.,Manuel Antonio Riera M,José A,Javier del Río Merello T,Bernardo Thibaut L.,Carlos

Spontaneous idiopathic spinal epidural hematoma: two different presentations of the same disease

We report two cases of spontaneous spinal epidural hematoma with different clinical presentations without precipitating factors and a brief review of the literature. Our case first developed acute and had progressive cervical spinal cord signs that determined emergency decompressive laminectomy. On the other hand, the second patient, who was chronic, was operated almost five months after the initial symptoms and the radiological diagnosis was a large facet cyst. Early surgical intervention is the chosen treatment for spontaneous spinal epidural hematomas. Spinal surgeons should bear in mind that spontaneous spinal epidural hematomas may have different clinical presentations according to their location in order to perform a differential diagnosis.

Year

2010

Creators

Falavigna,Asdrúbal Righesso,Orlando Teles,Alisson Roberto Hoesker,Thiago

Metastatic adrenal pheochromocytoma to the thoracic spine

To report on a case of pheochromocytoma metastases to the spine occurring more than 20 years after initial diagnosis. A 34-year-old female with a history of metastatic pheochromocytoma diagnosed at age 12 presented with weakness, heart palpitations, and circumferential back pain of five months duration. The patient had undergone multiple laparatomies for abdominal and hepatic metastases. Work-up revealed a destructive lesion at T9. After two weeks of preoperative phenoxybenzamine to control her hypertension, she underwent decompression, posterior fixation and fusion. Surgical intervention was followed by radiation therapy, zoledronic acid, and only one cycle of chemotherapy due to intolerance of side effects. The patient survived 25 years after original diagnosis, which far exceeds the average survival of less than 15 years. The patient died 26 months postoperatively due to progression of disease. Pheochromocytoma with spine metastases occurring more than 20 years after diagnosis is very uncommon, and should be considered in the differential diagnosis of a patient with a history of pheochromocytoma.

Year

2010

Creators

Scalfani,Michael T. Arnold,Paul M. Anderson,Karen K.

Estudo radiológico do valor angular da cifose torácica em adolescentes

OBJETIVO: determinar a diferença dos valores angulares da cifose torácica utilizando como vértebra terminal cranial diferentes níveis (T2 a T5). MÉTODOS: foram avaliadas radiografias em perfil de cem adolescentes voluntários saudáveis da Escola Industrial do Serviço Social da Indústria (SESI) de Ribeirão Preto (SP), com prévia autorização dos pais ou responsáveis. Foram excluídas as radiografias de dez indivíduos por falhas na qualidade. Os parâmetros avaliados foram: mensuração da cifose torácica pelo método de Cobb, utilizando T2, T3, T4 ou T5 como vértebra terminal cranial e T12 como vértebra terminal caudal. RESULTADOS: foram avaliados 90 indivíduos (46 do sexo masculino e 44 do feminino), com idade variando de 13 a 15 anos (média 14±6). O valor angular da cifose torácica nos diferentes níveis variou entre 45º (T2-T12) e 35º (T5-T12) no sexo masculino, e valor angular entre 43º(T2-T12) e 30º (T5-T12) no sexo feminino. CONCLUSÃO: foi observada diferença constante de aproximadamente 5º quando comparados os valores angulares da cifose torácica utilizando diferentes níveis (T2 a T5) como vértebra terminal cranial.

Year

2010

Creators

Moreira,Juan Javier Moreira Fuentes,Andres Edgar Rodriguez Corrêa,Paulo Henrique De Castro

Escolha da via cirúrgica para tratamento das fraturas cervicais

OBJETIVO: definir características epidemiológicas da população vitimada, classificar as fraturas subaxiais e analisar como foram os tratamentos cirúrgicos, tendo como desfecho a via cirúrgica escolhida - anterior, posterior ou combinada - reunindo tais dados para observar padrões de tratamento para o melhor cuidado desses doentes. MÉTODOS: análise retrospectiva em prontuários médicos de 222 pacientes atendidos e tratados entre o ano de 2004 e o mês de Março de 2009 com fraturas, fraturas-luxações e luxações cervicais. Desses 222 pacientes, 163 correspondiam àqueles que tinham fraturas subaxiais classificáveis pelo método AO, ou seja, correspondiam a aproximadamente 73,4% do total. RESULTADOS: dentre os pacientes, 83% eram homens e aproximadamente 78% tinham entre 21 e 60 anos. Foram classificados como Tipo A 54 pacientes, e 50% foram operados - 85,18% via anterior, com corpectomia associada ou não à artrodese; foram classificados como Tipo B 77 pacientes, e 85,7% foram operados - 77,3% via posterior, considerando-se a lesão ligamentar; como Tipo C foram classificados 21 pacientes, e 81% foram operados - 94,1% via posterior; como Múltiplos Níveis foram considerados 11 pacientes, e 54,5% foram operados - 83,3% via posterior, nenhum por via anterior isoladamente. CONCLUSÃO: os dados obtidos podem contribuir para a padronização do atendimento ao paciente com traumatismo cervical e tornar os resultados do tratamento mais previsíveis. A experiência acumulada e revertida em números facilitará a escolha da via cirúrgica.

Year

2010

Creators

Letaif,Olavo Biraghi Damasceno,Marcelo Loquette Cristante,Alexandre Fogaça Marcon,Raphael Martus Iutaka,Alexandre Sadao Oliveira,Reginaldo Perilo Barros Filho,Tarcísio Eloy Pessoa de

Comparação entre dois métodos de posicionamento para realização do raio X e sua repercussão na avaliação da cifose torácica utilizando o método de Cobb e no equilíbrio sagital

INTRODUÇÃO: o tratamento da cifose torácica é baseado na aferição da magnitude da curva baseada em mensurações radiográficas, e proporcionar o correto equilíbrio sagital pela correção cirúrgica de uma gibosidade é de importância fundamental. OBJETIVO: análise radiográfica prospectiva do efeito da variação da posição dos braços sobre a aferição da cifose torácica e do equilíbrio sagital entre pacientes com idades pré-estabelecidas. MÉTODOS: foram realizadas radiografias na posição lateral da coluna vertebral utilizando-se dois métodos posicionais: posição 1, em que o paciente permanecia de pé, com os joelhos juntos, pés alinhados com os ombros, cabeça reta direcionada para a frente, braços estendidos a 90º em relação ao tronco, mantendo os membros superiores estendidos e paralelos ao chão; uma segunda radiografia foi obtida com o paciente de pé, com os joelhos juntos, pés alinhados com os ombros, cabeça reta direcionada para a frente, com os cotovelos fletidos e os dedos repousando sobre a fossa supraclavicular bilateralmente. Os braços devem formar um ângulo de aproximadamente 45º com o corpo. Foram mensurados os ângulos de Cobb e o equilíbrio sagital nas duas radiografias. RESULTADOS: não houve correlação entre a posição dos braços, os valores angulares de Cobb e o equilíbrio sagital. CONCLUSÃO: em nosso trabalho, observamos que a posição dos braços (90º versus 45º), não interfere estatisticamente no valor da cifose torácica e na variação do equilíbrio sagital.

Year

2010

Creators

Maçaneiro,Carlos Henrique Miyamoto,Ricardo Kiyoshi Lauffer,Rodrigo Fetter Martins,Luciano Leandro

Avaliação radiográfica do colapso sagital do Mal de Pott

OBJETIVO: avaliar o colapso sagital dos pacientes com tuberculose vertebral tratados pelo modo conservador. MÉTODOS: revisão dos prontuários de pacientes do Grupo de Cirurgia da Coluna atendidos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A deformidade em cifose foi aferida pelo método de Cobb e da cifose segmentar. RESULTADOS: do total de 123 pacientes, 33 (68,8) foram submetidos a tratamento conservador, sendo 17 (51%) pacientes do sexo masculino e 16 (48,8%) do sexo feminino. A idade variou de 3 a 87 anos com média de 44,1 anos. Houve aumento da cifotização local em 20 pacientes (60,6%) e da cifose segmentar em 23 (69,6%), sendo que o de pior prognóstico de progressão foi a nível toracolombar (11,3º; p<0,05). CONCLUSÃO: nesta série de casos de tuberculose vertebral tratados sem cirurgia a evolução radiológica foi satisfatória.

Year

2010

Creators

Moreira,Carlos Humberto Targa Umeta,Ricardo Shigueaki Galhego Caffaro,Maria Fernanda Silber Meves,Robert Landim,Elcio Avanzi,Osmar

Estudo retrospectivo dos resultados da utilização do halo craniano nas fraturas-luxações subaxiais

OBJETIVO: avaliar o emprego do halo craniano em fraturas e luxações cervicais no atendimento inicial, relacionado com a taxa de sucesso na redução fechada de lesões cervicais nos diferentes tipos de fraturas. MÉTODOS: investigação retrospectiva de prontuários de pacientes atendidos e tratados de Janeiro de 2004 até Março de 2009, em um total de 222 pacientes, categorizando as lesões encontradas de acordo com a classificação AO. RESULTADOS: encontramos alta taxa de sucesso de redução fechada em pacientes com lesões cervicais por compressão axial (AO tipo A) no emprego do halo craniano; em lesões por distração (AO tipo B) e movimento rotacional (AO tipo C) observamos aproximadamente 50% de redução fechada da luxação; além disso, lesões em níveis mais craniais apresentam maior taxa de sucesso na redução. CONCLUSÃO: o emprego do halo craniano é encorajado, pois, além de realizar um papel imobilizador no atendimento inicial, apresenta resultados satisfatórios na tentativa de redução fechada da lesão cervical, melhorando o conforto do paciente, facilitando a abordagem cirúrgica posterior e o cuidado da equipe de enfermagem.

Year

2010

Creators

Damasceno,Marcelo Loquette Letaif,Olavo Biraghi Cristante,Alexandre Fogaça Marcon,Raphael Martus Iutaka,Alexandre Sadao Oliveira,Reginaldo Perilo Barros Filho,Tarcísio Eloy Pessoa de

Avaliação clínica e radiográfica da cifoplastia no tratamento das fraturas vertebrais por osteoporose

OBJETIVO: analisar os resultados clínicos, radiológico e possíveis complicações de pacientes submetidos à cifoplastia no tratamento das fraturas por osteoporose dolorosas que não respondem ao tratamento conservador. MÉTODOS: foram avaliados 24 pacientes com fraturas osteoporóticas tratados através da cifoplastia. Destes, 19 (76%) eram do sexo feminino e 5 (24%) do masculino. A média de idade foi de 71,3 anos. A média de seguimento foi de 19 meses, variando de 3 a 29 meses. Os pacientes foram avaliados em relação à dor por meio da escala visual analógica (EVA) no pré-operatório e no último dia de seguimento. Também foi realizada uma análise radiográfica na qual se comparou o ganho de altura do muro anterior (A), terço médio do corpo vertebral (M), muro posterior (P) e ganho de cifose local (C). RESULTADOS: foram analisados 24 pacientes com 34 fraturas. Destes, 15 (62,5%) apresentavam fratura única e 9 (37,5%) apresentavam fraturas múltiplas. Dessas fraturas, 20 (58,8%) eram na coluna torácica e 14 (42,2%) lombares. A média do EVA no pré-operatório era de 9,3, passando para 3,2 no último seguimento (melhora de 6,1 pontos). O ganho médio de altura do corpo vertebral foi de 0,73 mm na porção anterior, 1,3 mm na porção média e 0,5 mm na porção posterior. A melhora da cifose foi, em média, de 1,32º - de 11,06º no pré para 12,4º no pós-operatório. Em relação a complicações, houve um caso de extravasamento do cimento para o espaço discal superior, assintomático e um caso de fratura do nível adjacente tratado com nova cifoplastia. CONCLUSÃO: a cifoplastia se mostrou uma técnica cirúrgica segura e efetiva para o tratamento da dor. Não foi observado ganho significativo da altura vertebral e da cifose vertebral.

Year

2010

Creators

Mendonça,Fábio Peres de Daher,Sérgio Daher,Murilo Tavares Cardoso,André Luiz Passos Tristão,Newton Antônio Pimenta Júnior,Wilson Eloy Daher,Ricardo Tavares

Avaliação radiográfica do colapso sagital na fratura toracolombar tipo B de Magerl

INTRODUÇÃO: a cifose pós-traumática é uma complicação do tratamento conservador da fratura toracolombar tipo flexo-distrativa de Magerl (B21). A maioria das séries avalia todos os subtipos de Magerl e discute seus achados com base na perda média de cifose no acompanhamento. OBJETIVO: avaliar o desfecho radiográfico quanto à cifose nos portadores de fraturas do subtipo B21 de Magerl, de acordo com a variação das médias entre os indivíduos após acompanhamento mínimo de seis meses. MÉTODOS: estudo retrospectivo com 34 pacientes submetidos à realização de gesso antigravitacional ou colete TLSO. A mensuração da cifose foi realizada pelo método de Cobb no momento da admissão no hospital e no final do acompanhamento médio de 84,5 meses. RESULTADOS: não houve diferença estatística entre a cifose antes e após o tratamento (14,18º versus 14,15º; (p=0,967). CONCLUSÃO: a cifose radiográfica no final do acompanhamento é similar à cifose encontrada nas radiografias iniciais nesse grupo de pacientes.

Year

2010

Creators

Esperidião,Adriano Passaglia Umeta,Ricardo Shigueaki Galhego Caffaro,Maria Fernanda Silber Meves,Robert Landim,Elcio Avanzi,Osmar

Análise radiológica comparativa entre espondilodiscite tuberculosa e inespecífica

OBJETIVO: comparar as imagens radiológicas da espondilodiscite tuberculosa e a inespecífica. MÉTODOS: estudo retrospectivo mediante revisão de prontuários e exames de imagem dos pacientes portadores de discite inespecífica e específica pelo Micobacterium tuberculosis, que realizaram tratamento, pelo Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia no período de 1989 a Agosto de 2009. RESULTADOS: foram analisados 48 prontuários e arquivos de imagens de pacientes portadores de discite tuberculosa (Tbc) e 31 de pacientes portadores de discite inespecífica. Dos portadores de espondilite tuberculosa, também denominada mal de Pott, 54% eram do sexo masculino. A idade variou de 3 a 87 anos com média de 44,1 anos. Nos pacientes portadores de discite inespecífica, 68% eram do sexo masculino, e a idade variou de 2 meses a 76 anos. O padrão radiográfico predominante na discite por Tbc foi o acunhamento da região anterior do corpo vertebral em 88,2% dos casos. Nos pacientes com discite inespecífica, a diminuição do espaço discal foi o achado mais prevalente, encontrado em 87% dos casos. CONCLUSÃO: A discite por Tbc apresentou nesta série uma maior prevalência de alterações estruturais importantes na coluna vertebral, como a cifose, e reação paravertebral em relação à discite inespecífica. Enquanto a prevalência de infecção inespecífica foi maior em pacientes pediátricos, a discite por Tbc teve prevalência progressivamente maior com o aumento da idade dos pacientes.

Year

2010

Creators

Couto,Bruno Brasil do Umeta,Ricardo Shigueaki Galhego Caffaro,Maria Fernanda Silber Meves,Robert Landim,Elcio Avanzi,Osmar

Correlação entre as classificações de Pfirrmann e Modic na degeneração do disco intervertebral lombar

OBJETIVO: correlacionar as alterações encontradas nas ressonâncias magnéticas lombares quanto às classificações de Pfirrmann e Modic. MÉTODOS: foram selecionadas 54 ressonâncias lombossacras de pacientes ambulatoriais (23 homens e 31 mulheres) que já se encontravam em investigação por sua comorbidade. Foram classificados 264 discos intervertebrais (L1 a S1) quanto ao grau de degeneração segundo Pfirrmann. A presença de alterações de sinal de corpo vertebral foi registrada quanto à classificação de Modic. Foi aplicado teste χ2, adotando níveis de significância inferiores a 0,05 (a=5%). RESULTADOS: a média de idade pesquisada foi de 48,4 anos (26 a 77 anos). Observou-se maior prevalência de Pfirrmann tipo IV (31,1%). Em 88,3% da amostra o sinal de Modic estava ausente, assim como Modic 3; 60% das alterações Modic 2 foram relacionadas ao Pfirrmann tipo V, e 36,4% das alterações Modic 1 foram igualmente distribuídas entre Pfirrmann tipo IV e V. Encontrou-se associação estatisticamente significante entre as alterações de Modic e de Pfirrmann (p<0,001). CONCLUSÃO: houve uma clara associação entre as classificações estudadas ao se comparar os estágios mais avançados de Pfirrmann (IV e V) com Modic tipo 1 e 2.

Year

2010

Creators

Leite,Marcio Squassoni Luciano,Rafael Paiva Martins,Délio Eulálio Wajchenberg,Marcelo Puertas,Eduardo Barros

Influência do trauma cirúrgico no comportamento dos níveis séricos de albumina após cirurgia da coluna vertebral

OBJETIVO: avaliar a variação da concentração da albumina nas cirurgias de coluna vertebral e relacioná-la às repercussões clínicas no pós-operatório. MÉTODOS: estudo prospectivo observacional sobre os valores do nível sérico da albumina de 55 pacientes submetidos à cirurgia na coluna vertebral. As amostras de sangue foram coletadas um dia antes da cirurgia e 24 horas após o procedimento. Foi aplicado o teste t pareado na avaliação da variação (pré versus pós) nos parâmetros albumina, hemoglobina e hematócrito. A presença de associação entre grau de variação nos níveis de albumina (<1 g/dL ou &gt;1 g/dL) e as variáveis de interesse: presença de complicações, necessidade de transfusão, procedimento realizado, idade e gênero do paciente e diagnóstico foram avaliadas pelo teste do χ2 de Pearson ou teste do χ2 da razão de verossimilhança quando apropriado. RESULTADOS: a redução média dessa proteína foi de 0,58 g/dL, variando de 0 a 1,8 g/dL. Dos pacientes, 78,2% apresentaram valores da albumina no período pós-operatório abaixo da faixa considerada normal. Somente dois pacientes da amostra apresentaram complicações durante os 30 dias de seguimento. O grupo com correção de deformidades apresentou 100% de pacientes com variação &gt;1 g/dL. CONCLUSÃO: houve influência do trauma cirúrgico na redução sérica da albumina, em média, de 0,58 g/dL nas cirurgias da coluna vertebral. Não foi possível associar essa queda às complicações no período pós-operatório após seguimento de 30 dias desses pacientes.

Year

2010

Creators

Luciano,Rafael Paiva Leite,Marcio Squassoni Martins,Délio Eulálio Wajchenberg,Marcelo Puertas,Eduardo Barros

Análise do diâmetro transverso do processo odontoide com uso da tomografia computadorizada

INTRODUÇÃO: o diâmetro reduzido do odontoide é um desafio para o cirurgião no planejamento pré-operatório e escolha na fixação da fratura com um ou dois parafusos. OBJETIVO: analisar a medida do diâmetro transverso (DT) do processo odontoide por meio da tomografia computadorizada para o planejamento pré-operatório da osteossíntese com um ou dois parafusos. MÉTODOS: foram analisadas 79 tomografias computadorizadas cervicais de pacientes adultos, sem deformidades congênitas ou queixas de dor em coluna cervical alta, atendidos em uma clínica privada de Blumenau - Santa Catarina. RESULTADOS: as médias de idade não revelaram diferença estatisticamente significante entre os sexos, mas observou-se diferença estatisticamente significante entre as médias do DT do odontoide de homens e mulheres. A média do diâmetro transverso nos homens foi de 10,29 mm, e nas mulheres de 9,39 mm. CONCLUSÃO: a tomografia computadorizada mostrou-se útil para a medição do diâmetro transverso do processo odontoide. A fixação com um parafuso cortical de 3,5 mm seria possível em todos os casos analisados e a fixação com dois parafusos seria possível em 83,9% dos homens e 62,5% das mulheres.

Year

2010

Creators

Soejima,Fábio Kazuo Maçaneiro,Carlos Henrique Lauffer,Rodrigo Fetter Rodacki,Marco Antônio

Avaliação pré-operatória visando ao uso do halo craniano no tratamento de deformidades rígidas da coluna vertebral

OBJETIVO: avaliar a eficácia e a segurança do uso do halo craniano gravitacional como técnica de tratamento de deformidades rígidas da coluna vertebral e rever complicações associadas ao seu tratamento. MÉTODOS: análise retrospectiva de dez pacientes com deformidades rígidas da coluna vertebral: cifose, escoliose, cifoescoliose e hiperlordose cervical. O critério para inclusão dos pacientes foi o uso do halo craniano gravitacional em um período pré-operatório e interoperatório em deformidades rígidas da coluna vertebral. Foram avaliados os prontuários dos pacientes e suas mensurações radiográficas foram feitas em um período pré-operatório, após instalação do halo craniano gravitacional, e no período pós-operatório. As variáveis estudadas foram idade, sexo, valor angular da curva principal, valor angular da curva secundária, valor angular da curva sagital maior, protocolo de tração e tipo de procedimento utilizado. RESULTADOS: em relação ao plano frontal, avaliou-se, no período pré-operatório, a média angular de 89,9º, decrescendo para 65º após a instalação do halo e 56,9º no pós-operatório. Analisando o plano sagital, observou-se no período pré-operatório o valor angular de 77,7º, decrescendo para 55,4º, com o uso do halo-colete, e 46,5º no pós-operatório tardio. CONCLUSÃO: pode-se concluir que o uso da tração halo craniana é um método eficaz no auxílio da correção das deformidades rígidas da coluna vertebral, visto que se conseguiu uma correção significativa das deformidades do período pré-operatório para os períodos pós-instalação do halo e pós-operatório, sem se observar lesão neurológica ou outra grave complicação.

Year

2010

Creators

Oliveira,Lucas Sasdelli Soares de Cavali,Paulo Tadeu Maia Santos,Marcus Alexandre Mello Rossato,Alexander Junqueira Lehoczki,Maurício Antonelli Risso Neto,Marcelo Italo Veiga,Ivan Guidolin Pasqualini,Wagner Landim,Elcio

Avaliação da dor e morbidade local da retirada do enxerto ósseo da crista ilíaca para artrodese cervical anterior

OBJETIVO: avaliar as possíveis complicações associadas à retirada de enxerto da crista ilíaca anterior em cirurgia para artrodese cervical anterior, em especial a dor residual. MÉTODOS: foi realizado estudo retrospectivo com análise de prontuários e aplicação de questionário via telefone com 20 pacientes no período compreendido entre Agosto de 2008 e Novembro de 2009. Todos os pacientes foram submetidos à mesma técnica cirúrgica para extração do enxerto, sendo operados pela mesma equipe no Hospital de Clinicas da Unicamp (HC Unicamp). As variantes analisadas foram dor residual, taxa de infecção, lesão neurológica ou vascular e ocorrência de fratura da asa do ilíaco. Os dados foram colocados em uma tabela e as médias e porcentagens foram calculadas. RESULTADOS: dos 20 pacientes, 12 homens e 8 mulheres, com média de idade de 51,75 anos (29-74) e follow-up médio de 11,83 meses (2-29), não houve nenhuma lesão grave, como fratura, lesão arterial ou neurológica. Houve um caso de infecção superficial (5%) e 25% dos pacientes queixaram-se de desconforto leve e dificuldade para deambular não incapacitante. CONCLUSÃO: a retirada de enxerto da crista ilíaca anterior está associada a muitas complicações, sendo importante o conhecimento de outras opções de enxerto e exposição ao paciente das possíveis complicações. Por meio deste levantamento, não verificamos nenhuma complicação grave, e o percentual de pacientes com dor residual acompanha os achados na literatura, podendo ser diminuído com uma dissecção cuidadosa da crista ilíaca.

Year

2010

Creators

Silva,Rafael Barreto Cavali,Paulo Tadeu Maia Veiga,Ivan Guidolin Risso-Neto,Marcelo Italo Pasqualini,Wagner Santos,Marcus Alexandre Mello Rossato,Alexander Junqueira Lehoczki,Maurício Antonelli Landim,Elcio