RCAAP Repository
Artrodese lombar minimamente invasiva com acesso intermuscular sem material cirúrgico especial: estudo de série de casos
OBJETIVOS: Analisar os resultados clínicos de uma série de pacientes com doença degenerativa da coluna lombar tratados com artrodese circunferencial com acesso minimamente invasivo intermuscular sem material cirúrgico especial. MÉTODOS: Análise de uma série prospectiva de 12 pacientes consecutivos não-randomizados submetidos à fusão lombossacra de 1 nível para doença degenerativa. Avaliados os Índices de Oswestry 2.0 e a escala visual analógica de dor (VAS) no pré-operatório e seis meses após a cirurgia. A artrodese foi realizada por acesso paramediano bilateral entre os músculos multifidus e longissimus com o uso de afastador cervical simples com lâminas cambiáveis e implantes convencionais. RESULTADOS: Houve uma melhora média de 3,6 pontos na VAS e 27,5 pontos percentuais no Índice de Oswestry quando comparadas as avaliações pré-operatórias e após seis meses de follow-up. As melhoras mais marcadas foram nos pacientes que apresentavam ciatalgia por hérnia discal associada à discopatia. Os quesitos do Índice de Oswestry que apresentaram melhor resultado foram a intensidade da dor e a qualidade do sono. Os que apresentaram pior resultado foram a capacidade de levantamento de pesos e a dor ao sentar. Não houve dificuldade adicional devido à técnica e ao material utilizado. CONCLUSÕES: A artrodese da coluna lombossacra por abordagem minimamente invasiva transmuscular pode ser realizada com afastadores cirúrgicos normais e implantes semelhantes ao da técnica tradicional sem prejuízo técnico ou no resultado clínico.
2011
Oliveira,Bruno de Azevedo Simões,Marcelo Simoni Abreu,Ernani Vianna
Influência do instrumento de perfuração do orifício piloto nas propriedades mecânicas dos parafusos vertebrais
OBJETIVO: Determinar a influência do modo de preparo do orifício piloto utilizando sonda romba, sonda cortante e broca na resistência ao arrancamento dos implantes. MÉTODO: Foram utilizados parafusos do sistema de fixação vertebral (USS) com 5 mm, 6 mm e 7 mm de diâmetro externo. Os parafusos foram implantados nos corpos de prova de osso bovino após a realização do orifício piloto com três diferentes modos de preparo: sonda romba, sonda cortante e broca. O diâmetro de perfuração do orifício piloto era menor, igual e maior que o diâmetro interno dos parafusos. No mesmo corpo de prova, três orifícios do mesmo diâmetro foram confeccionados por meio dos três modos de preparo utilizados no estudo, os parafusos foram inseridos e, em seguida, foram realizados os ensaios mecânicos de arrancamento. Os ensaios mecânicos foram realizados em máquina universal de ensaio Emic®, Software Tesc 3.13, célula de carga de 2000N, velocidade de aplicação de força de 2 mm/min, pré-carga de 5N e tempo de acomodação de 10 segundos. A propriedade avaliada nos ensaios mecânicos foi a força máxima de arrancamento. RESULTADOS: O modo de preparo do orifício piloto influencia na resistência ao arrancamento dos implantes de 5 e 6 mm utilizados no estudo. Foi observada maior resistência ao arrancamento os orifícios piloto que foram confeccionados com sonda. A resistência ao arrancamento dos parafusos de 7 mm não foi influenciada pelo modo de preparo do orifício piloto. CONCLUSÃO: O modo de preparo do orifício piloto influenciou a resistência ao arrancamento dos parafusos de 5 e 6 mm de diâmetro externo.
2011
Rosa,Rodrigo César Silva,Patrícia Shimano,Antônio Carlos Defino,Helton Luiz Aparecido
Brazilian Cardiorespiratory Fitness Classification Based on Maximum Oxygen Consumption
Abstract Background: Cardiopulmonary exercise test (CPET) is the most complete tool available to assess functional aerobic capacity (FAC). Maximum oxygen consumption (VO2 max), an important biomarker, reflects the real FAC. Objective: To develop a cardiorespiratory fitness (CRF) classification based on VO2 max in a Brazilian sample of healthy and physically active individuals of both sexes. Methods: We selected 2837 CEPT from 2837 individuals aged 15 to 74 years, distributed as follows: G1 (15 to 24); G2 (25 to 34); G3 (35 to 44); G4 (45 to 54); G5 (55 to 64) and G6 (65 to 74). Good CRF was the mean VO2 max obtained for each group, generating the following subclassification: Very Low (VL): VO2 < 50% of the mean; Low (L): 50% - 80%; Fair (F): 80% - 95%; Good (G): 95% -105%; Excellent (E) > 105%. Results: Men VL < 50% L 50-80% F 80-95% G 95-105% E > 105% G1 < 25.30 25.30-40.48 40.49-48.07 48.08-53.13 > 53.13 G2 < 23.70 23.70-37.92 37.93-45.03 45.04-49.77 > 49.77 G3 < 22.70 22.70-36.32 36.33-43.13 43.14-47.67 > 47.67 G4 < 20.25 20.25-32.40 32.41-38.47 38.48-42.52 > 42.52 G5 < 17.54 17.65-28.24 28.25-33.53 33.54-37.06 > 37.06 G6 < 15 15.00-24.00 24.01-28.50 28.51-31.50 > 31.50 Women G1 < 19.45 19.45-31.12 31.13-36.95 36.96-40.84 > 40.85 G2 < 19.05 19.05-30.48 30.49-36.19 36.20-40.00 > 40.01 G3 < 17.45 17.45-27.92 27.93-33.15 33.16-34.08 > 34.09 G4 < 15.55 15.55-24.88 24.89-29.54 29.55-32.65 > 32.66 G5 < 14.30 14.30-22.88 22.89-27.17 27.18-30.03 > 30.04 G6 < 12.55 12.55-20.08 20.09-23.84 23.85-26.35 > 26.36 Conclusions: This chart stratifies VO2 max measured on a treadmill in a robust Brazilian sample and can be used as an alternative for the real functional evaluation of physically and healthy individuals stratified by age and sex.
2016
Herdy,Artur Haddad Caixeta,Ananda
Case 2/2016 - 76-Year-Old Male with Hypertensive Heart Disease, Renal Tumor and Shock
No summary/description provided
2016
Benetti,Marcela Anhesini Nunes,Rafael Amorim Belo Benvenuti,Luiz Alberto
Type 1 Brugada Pattern Unmasked During the Recovery Period of an Exercise Stress Test
No summary/description provided
2016
García-Fuertes,Daniel Villanueva-Fernández,Elena Crespín-Crespín,Manuel Puchol,Alberto Pachón,Marta Arias,Miguel Angel
A Very Complicated Inferior Myocardial Infarction: The Role of Multimodality Imaging Approach
No summary/description provided
2016
Cruz,Inês Cotrim,Carlos Lopes,Luís Fazendas,Paula Pereira,Hélder
Case 4/2016: 32-Year-Old Female, with Critical Pulmonary Valve Stenosis. Operated at 4 Months of Age, in Normal Healing Evolution
No summary/description provided
2016
Atik,Edmar
Drug-Coated Balloon Treatment of Very Late Stent Thrombosis Due to Complicated Neoatherosclerosis
Abstract We describe the treatment of a patient presenting with very-late stent thrombosis with the use of a drug-coated balloon. In this patient, optical coherence tomography disclosed that ruptured and complicated neoatherosclerosis was the underlying substrate responsible for the episode of very-late stent thrombosis. The potential use of drug-coated balloons in this unique scenario is discussed.
2016
Alfonso,Fernando Bastante,Teresa Cuesta,Javier Benedicto,Amparo Rivero,Fernando
Cifoplastia no tratamento da fratura vertebral por insuficiência: avaliação funcional prospectiva
OBJETIVO: Avaliar o resultado funcional e o grau de satisfação do tratamento cirúrgico utilizando cifoplastia em pacientes com fratura vertebral por insuficiência localizada na coluna tóraco-lombar. MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo em pacientes adultos, com diagnóstico de fratura vertebral por insuficiência com evolução superior a oito semanas, apresentando dor no local da fratura e edema ósseo evidente ao exame de RM. A avaliação funcional foi realizada através do Oswestry Disability Index 2.0 e da Escala Visual Analógica de Dor no pré- e pós-operatório. A satisfação pessoal com o tratamento foi quantificada pela escala de Johnson. RESULTADOS: Houve melhora significativa da dor com uma queda média de 6.4 pontos na Escala Visual Analógica de Dor ao final de doze meses de seguimento em comparação ao período pré-operatório (p < 00,5). A avaliação funcional mostrou 88% de resultados excelentes ou bons, sendo que sete pacientes (41%) apresentaram excelentes resultados e oito pacientes (47%) tiveram resultados bons. Dois pacientes (12%) mantiveram sua avaliação funcional inalterada. Quanto à graduação subjetiva de satisfação, 82% declararam-se satisfeitos sendo que 59% estavam completamente satisfeitos e 23% satisfeitos com mínimas restrições. Três pacientes (18%) declararam-se insatisfeitos com o resultado do procedimento. CONCLUSÃO: A cifoplastia mostrou-se efetiva em melhorar a função e liberar a dor em pacientes com fratura vertebral por insuficiência. A ocorrência de uma complicação grave (IAM) chama atenção para a necessidade de suporte hospitalar adequado durante a realização do procedimento.
2011
Coutinho Filho,Bartolomeu Ribeiro Silva,Thiago Miller Santana Barsotti,Carlos Eduardo Gonçales Santos,Francisco Prado Eugênio dos Galves,Jefferson Alves Oliveira,Carlos Eduardo Algavez Soares de
Anatomia do plano intermuscular lombar entre os músculos multífidus e longuíssimo e planejamento pré-operatório com imagens de ressonância nuclear magnética para artrodeses lombares minimamente invasivas
OBJETIVO: Revisar a anatomia da musculatura lombar posterior, demonstrá-la no plano axial da ressonância magnética e medir a distância da linha média até o plano intermuscular entre os músculos multífidus e longuíssimo nos níveis L3/L4, L4/L5 e L5/S1. MÉTODOS: Através do programa OSIRIX para Mac foram realizadas medidas em 50 pacientes adultos, 25 homens e 25 mulheres. Mensuramos a distância bilateralmente nos níveis lombares inferiores. RESULTADOS: A distância média foi de 2,42 cm em L3/L4, de 3,13 cm em L4/L5 e de 3,77 cm em L5/S1, quando não separamos os sexos. Houve um aumento da distância média no sentido craniocaudal nos níveis lombares inferiores e quando comparamos os sexos não houve diferença estatisticamente significativa nos níveis L4/L5 e L5/S1. CONCLUSÃO: Concluímos que o exame de ressonância magnética permite mensurar a distância da linha média até o plano intermuscular entre o multífidus e o longuíssimo e consideramos importante para o planejamento pré-operatório dos procedimentos minimamente invasivos.
2011
Schmidt,Fernando Santos,Thiago Soares dos Soares,Marcelo Marques
Left convex thoracic scoliosis: retrospective analysis of 25 patients after surgical treatment
OBJECTIVE: A retrospective analysis of clinical and radiological data was conducted, with an emphasis on perioperative complications and risk factors and a minimum follow-up period of two years. The postoperative quality of life was assessed using the SRS-22 questionnaire. METHODS: Between 1999 and 2009, 25 patients (nine male, 16 female) with LCTS, with a mean age of 13.7 years (2.3-29.8 years), were treated with correction and instrumented fusion at a single institution. Seven patients had congenital scoliosis and 18 patients had noncongenital scoliosis (idiopathic, n = 5; neuropathic, n = 4; neoplasm-associated/iatrogenic, n = 3; secondary to other conditions, n = 6). The average preoperative Cobb angle was 74° (49-102°). RESULTS: A mean correction of 51% was achieved postoperatively. The mean Cobb angle at the final follow-up examination was 45° (19-85°), with a significant loss of correction of 8.8° on average. Major complications affected five patients (20%): respiratory insufficiency requiring prolonged intubation, intraoperative cardiac arrest with resuscitation being necessary twice in one patient, persistent clonus, low-grade infection, implant-based complications requiring revision surgery, and adding-on. Minor complications were observed in 22 patients (88%), mainly gastrointestinal and pulmonary. No cases of paraplegia or death occurred. A noncongenital etiology had been diagnosed before the age of 10 years in all of the patients who had major complications. The best score on the SRS-22 questionnaire was achieved in the domain of pain (87%), while the poorest was in the domain of self-image (68%). CONCLUSIONS: The results of this study emphasize an increased complication rate in patients with LCTS scheduled for scoliosis surgery. Additional preoperative examinations (MRI, paediatric consultation, cardiologic consultation, pulmonary function test) are mandatory in patients with LCTS. Preoperatively, patients should be informed about the increased cardiopulmonary and neurological risk which may be associated with scoliosis surgery.
2011
Deetjen,Birgit Liljenqvist,Ulf Schulte,Tobias L. Schmidt,Carolin Lange,Tobias Osada,Nani Bullmann,Viola
Avaliação dos resultados do tratamento cirúrgico da escoliose na atrofia muscular espinhal tipo 2
OBJETIVO: Avaliar o resultado do tratamento cirúrgico da escoliose em pacientes com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 2. MÉTODO: Estudo retrospectivo com 12 pacientes portadores de AME tipo 2 submetidos à artrodese e instrumentação para correção da escoliose com mais de dois anos de seguimento. Foi avaliado o grau e percentual de correção da deformidade e da obliquidade pélvica no pós-operatório e a perda na última avaliação, além das complicações e o impacto do tratamento sobre a função respiratória. RESULTADOS: O seguimento médio foi de 77,5 meses (6,4 anos) ± 58,9 meses (4,9 anos), o ângulo de Cobb pré-operatório médio foi de 76,1° ± 31,7° (35° a 144°) e no pós-operatório de 29,5° ± 23,2° (5° a 90°), com a correção média de 46,6° (61,29%). A obliquidade pélvica média no pré-operatório foi de 15,1° ± 13,3° (variação de 0° a 37°), e no pós-operatório de 8,5° ± 9,9° (variação de 0° a 30°), com uma correção média de 6,5° (43,37%). Cinco pacientes tiveram complicações (41,6%). A Capacidade Ventilatória Forçada (CVF) média pré-operatória foi de 62,9% ± 38,6% (variação de 23,3% a 89%) e de 45,9% ± 25,0% (variação de 15% a 86,2%), na última avaliação. O declínio foi de 17% da capacidade vital, com redução de 2,4% por ano de seguimento. CONCLUSÕES: O tratamento cirúrgico da escoliose em pacientes com AME permite corrigir a obliquidade pélvica e restabelecer o balanço sagital e coronal liberando as mãos para as atividades da vida diária. A função pulmonar foi afetada positivamente pelo tratamento.
2011
Rocha,Luiz Eduardo Munhoz da Pudles,Edson Lampert,Henrique Bonotto
Mensuração da curva escoliótica pela técnica de cobb intraobservadores e interobservadores e sua importância clínica
OBJETIVO: Analisar a mensuração manual do ângulo de Cobb entre profissionais com diferentes experiências da área de Ortopedia e Traumatologia e Cirurgia da Coluna Vertebral, para observar se existem diferenças na avaliação das radiografias de pacientes portadores de escoliose idiopática intra e interobservadores, a ponto de influenciar no tratamento e seguimento desses pacientes. MÉTODOS: Foram utilizadas para este estudo 22 radiografias simples da coluna toracolombar, póstero-anterior, de pacientes portadores de escoliose idiopática, em acompanhamento regular no ambulatório do Grupo da Coluna do Hospital São Paulo. Os exames foram avaliados por quatro diferentes categorias de profissionais ortopedistas e cirurgiões da coluna vertebral e realizada a mensuração das curvas escolióticas através do método de Cobb. As vértebras terminais das curvas não foram previamente marcadas. Somente foram mensuradas as curvas principais (consideradas as de maior valor angular) de cada radiografia. A reprodutibilidade das mensurações feitas pelos diferentes Observadores (inter-observadores) e entre as duas mensurações de cada Observador (intraobservador) foi analisada pelo Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI). RESULTADOS: Foram observadas, quanto às medidas dos ângulos, concordâncias excelentes entre as avaliações intraobservadores, e observadas concordâncias excelentes entre as avaliações interobservadores, uma vez que o CCI em todas as situações manteve-se maior que 0,75, o que representa excelente reprodutibilidade. CONCLUSÃO: Concluímos que houve concordância excelente (CCI > 0,75) na avaliação dos ângulos nas mensurações das curvas escolióticas intra e interobservadores. Ao mesmo tempo, as mensurações apresentaram variação de até 13,58º intraobservadores, e de até 12,72º interobservadores.
2011
Godinho,Rigel Rego de Sá Ueta,Renato Hiroshi Salvioni Curto,David Del Martins,Délio Eulálio Wajchenberg,Marcelo Puertas,Eduardo Barros
Fraturas vertebrais adjacentes: cifoplastia versus vertebroplastia
OBJETIVO: Comparar a incidência de fraturas de vértebras adjacentes nos pacientes submetidos à vertebroplastia e cifoplastia. MÉTODOS: Estudo retrospectivo baseado na análise de prontuários e exames radiográficos pré e pós-operatórios de janeiro de 2002 a janeiro de 2009. O seguimento mínimo foi de três meses. Os pacientes foram divididos em dois grupos distintos: Vertebroplastia (V) e Cifoplastia (C), de acordo com o procedimento realizado. Foram comparadas entre os dois grupos, a altura dos corpos vertebrais e a cifose angular antes e depois de cada procedimento e correlacionadas com a incidência de fraturas vertebrais adjacentes. A análise estatística foi feita pelos testes qui-quadrado, t de Student e ANOVA de dois fatores seguida por teste post-hoc de Bonferroni. RESULTADOS: Foram analisados os prontuários de 55 pacientes. Dez pacientes foram excluídos do estudo. Vinte e seis pacientes realizaram vertebroplastia e dezenove pacientes realizaram cifoplastia. Foi observada redução da cifose angular média nos pacientes do grupo C de 1,81 graus quando comparados aos pacientes do grupo V. Não houve diferença estatística entre os dois grupos quanto à altura média do corpo vertebral pré- e pós-operatória. Três pacientes do grupo V e dois pacientes do grupo C apresentaram fratura vertebral adjacente. Os dois pacientes com fraturas adjacentes do grupo C estavam em uso de corticosteroides. Os três pacientes do grupo V com fraturas adjacentes apresentaram extravasamento de cimento. CONCLUSÃO: Não houve diferença na incidência de fraturas vertebrais adjacentes entre os dois grupos.
2011
Schettino,Luis Cláudio Silva,Luis Eduardo Carelli Teixeira da Araújo Júnior,Antônio Eulálio Pedrosa Barbosa,Marcello Oliveira
Análise radiográfica comparativa do trunk shift da escoliose idiopática do adolescente entre ganchos, híbrida e parafusos
OBJETIVOS: Analisar radiograficamente a descompensação lateral do tronco (trunk shift) em pacientes com escoliose idiopática do adolescente submetidos à artrodese seletiva da curva torácica principal nas três diferentes técnicas de gancho, híbridas e parafusos. MÉTODOS: Avaliadas e comparadas retrospectivamente radiografias ântero-posteriores no período pré-operatório, pós-operatório imediato e no seguimento mínimo de um ano em nove pacientes com ganchos, 13 híbridas e 13 parafusos, quanto à mensuração do trunk shift e ângulo de Cobb entre essas três diferentes técnicas de instrumentação. RESULTADOS: As médias no período pré-operatório imediato da descompensação do tronco para direita foram de 16,7 mm para ganchos, 13,2 mm para híbridas, 27,3 mm para parafusos. No pós-operatório imediato foram de -16 mm para ganchos, -12,8 mm para híbridas, -10,7 mm para parafusos, com uma correção no seguimento de um ano para -9,6 mm para ganchos, -11,8 mm para híbridas e -10,7 mm para parafusos ocorrendo o deslocamento do tronco para esquerda. Todos os casos com uso de somente parafusos pediculares apresentaram trunk shift menor que 20 mm. Verificamos desequilíbrio no grupo de ganchos em um paciente (11,11%) e de híbridas em dois pacientes (15,38%). CONCLUSÃO: Não houve diferença significativa na descompensação lateral do tronco entre o uso das três técnicas de instrumentação.
2011
Macedo,Cesar Daniel Pellegrino,Luciano Umeta,Ricardo Shigueaki Galhego Cafaro,Maria Fernanda Silber Meves,Robert Landim,Elcio Avanzi,Osmar
Avaliação da lordose da coluna cervical nos pacientes com escoliose do tipo Lenke I submetidos ao tratamento cirúrgico
OBJETIVO: Avaliar a angulação da lordose cervical nos pacientes portadores de Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) do tipo Lenke I, no período pré- e pós-operatório. MÉTODO: Estudo prospectivo e descritivo em que foram avaliados pacientes com EIA, sendo documentadas medidas antropométricas. Foram avaliadas as angulações das radiografias (posição ortostática) em perfil cervical de C3 a C7 no período pré- e pós-operatório, estabelecendo como normal a lordose cervical entre 10 e 30 graus. RESULTADOS: Participaram 26 pacientes com EIA, sendo a maioria do sexo feminino (73%), com média de idade de 14,3 anos. Observamos que no período pré-operatório 80,9% dos pacientes apresentavam angulação cervical não fisiológica, sendo que 42,3% dos pacientes apresentavam diminuição da lordose cervical (<10°) e 38,6%, inversão desta angulação (<0°). No pós-operatório, todos os pacientes apresentaram melhora da angulação cervical em relação aos níveis fisiológicos, sendo que 69,3% dos pacientes obtiveram a angulação normal desejada da coluna cervical e nenhum dos pacientes manteve inversão da lordose cervical. CONCLUSÕES: A correção cirúrgica da escoliose cursou com melhoria secundária da angulação da lordose cervical.
2011
Batista Junior,José Lucas Batista,Priscila Rossi de Barbosa,Diogo Miranda Machado,Igor Cardoso Rezende,Rodrigo
Estudo clínico da eficácia do bloqueio anestésico radicular transforaminal no tratamento da radiculopatia lombar
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia da injeção transforaminal nos pacientes com dor radicular devido à hérnia de disco ou estenose foraminal lombar por meio de estudo prospectivo randomizado. MÉTODOS: Foram avaliados 61 pacientes com quadro de radiculopatia nos membros inferiores. Esses pacientes foram divididos em dois grupos escolhidos aleatoriamente. Desses, 32 foram submetidos à injeção de corticosteroides e 29 foram submetidos à injeção salina. O período de acompanhamento foi de 12 meses. Para avaliar os resultados aplicamos a Escala Analógica Visual de Dor (EAV) e o Índice Oswestry (ODI). RESULTADOS: Houve melhora significativa da intensidade de dor (p < 0,001) na primeira semana nas escalas EAV e ODI, em ambos os grupos estudados (corticosteroides e solução salina). Na observação após o terceiro mês, os dois grupos apresentaram resultados semelhantes. O uso do bloqueio transforaminal evidenciou-se um método eficaz para o tratamento da dor radicular aguda, e sem melhora da patologia se considerado a longo prazo. CONCLUSÃO: O bloqueio transforaminal é um excelente método com alta evidência para tratar a crise de dor radicular e ciática a curto prazo (menor que três meses), porém moderado a longo prazo (maior que seis meses).
2011
Souza,Fabiano Fonseca Rodrigues de Nicolau,Rodrigo Junqueira Longo,Daiane Magioni Rodrigues,Luciano Miller Reis
Opção minimamente invasiva lateral para artrodese intersomática tóraco-lombar
OBJETIVO: O objetivo deste artigo é mostrar resultados clínicos e radiográficos do acesso lateral transpoas na experiência brasileira em condições degenerativas do disco intervertebral. MÉTODOS: 46 pacientes foram submetidos à fusão intersomática lombar por via lateral. Dentre os casos, 18 eram do sexo masculino e 28 do sexo feminino, com idade média de 57,3 (84-32 anos) e média de IMC de 25,9 ± 3,1. Todos os pacientes completaram um ano de acompanhamento. Foram coletados exames radiológicos, como raio X e tomografia computadorizada, exame neurológico e resultados clínicos usando os questionários ODI e VAS (costas e membros inferiores). RESULTADOS: Os procedimentos foram realizados, sem ocorrência de complicações intra-operatórias importantes, em uma média de 103,9 ± 105,5 minutos e com menos de 50cc de perda sanguínea. Em oito dos 46 procedimentos (17,4%) foi utilizada suplementação por parafusos pediculares percutâneos por apresentarem instabilidade segmentar. Foram tratados 80 níveis (de um a cinco níveis) tóraco-lombares (de T12-L1 a L4-L5). Os resultados clínicos avaliados pelos questionários revelaram melhora significante de dor logo após uma semana da cirurgia e da função física após seis semanas. A lordose lombar foi de 36,5 ± 14,7 no pré-operatório para 43,4 ± 12,4 no seguimento de 12 meses. Todos os pacientes apresentaram formação óssea após 12 meses da cirurgia. Sete casos foram revisados (15,2%), ainda de forma minimamente invasiva devido à estenose persistente (três casos; 6,5%), afundamento do espaçador (três casos; 6,5%) ou mal-alinhamento de barra da suplementação (um caso; 2,8%). CONCLUSÕES: Com melhora de parâmetros clínicos e radiológicos, a técnica se mostrou segura e eficaz no tratamento de condições degenerativas da coluna lombar.
2011
Amaral,Rodrigo Marchi,Luis Oliveira,Leonardo Coutinho,Thiago Castro,Carlos Coutinho,Etevaldo Pimenta,Luiz
Avaliação prospectiva dos resultados a longo prazo da terapia intradiscal percutânea lombar por radiofrequência
OBJETIVO: Avaliar os resultados do tratamento da lombalgia crônica discogênica com a técnica IDET (Intradiscal Electrothermal Therapy) em um acompanhamento maior que dois anos de pós-operatório (PO). MÉTODOS: Estudo prospectivo, avaliando 23 pacientes consecutivos com diagnóstico de lombalgia crônica discogênica tratados com IDET entre fevereiro de 2003 e fevereiro de 2006. A dor foi considerada discogênica em caso de discografia positiva ou imagem compatível com a ressonância magnética, segundo os critérios de Horton e Daftari. Os parâmetros clínicos (EVA e Oswestry) foram avaliados no pré-operatório, no retorno com 6, 12, 18, 24 e mais de 48 meses de pós-operatório. RESULTADOS: A média de idade dos pacientes foi de 42,09 (variação de 26 a 51 anos). A média do período do acompanhamento foi de 32,55 meses (variação de 6 a 68 meses). A média do índice de dor (EVA) foi de 7,07 ± 1,90, reduzindo-se para 2,47 ±1,876 em 6 meses, 2,69 ±1,82 em 12 meses, 3,63 ±1,75 em 18 meses e 5,73 ±2,12 em 24 meses. A média do índice Oswestry foi de 39,26 ± 11,96 no pré-operatório, reduzindo-se para 19,44±15,72 em 6 meses, 19,8 8 ±15,45 em 12 meses, 26,62 ±13,84 em 18 meses e 31,87 ±14,94 em 24 meses. Os resultados não se mantiveram no acompanhamento de 48 meses. CONCLUSÃO: O IDET mostrou resultados satisfatórios como alternativa paliativa no controle da dor e da incapacidade funcional num período de 24 meses. Os bons resultados deterioraram-se com 48 meses e houve uma tendência de retorno à sintomatologia inicial.
2011
Ghedini,Daniel Ferreira Resende,Rogério Lúcio Chaves de Campos,Túlio Vinícius de Oliveira Leal,Jefferson Soares Druda,Otávio de Lucca Andrade,Marco Antônio Percope de
Epidemiologia da infecção pós-operatória em pacientes com mielomeningocele, tratados para correção de deformidades da coluna vertebral
OBJETIVO: As cirurgias de coluna realizadas em pacientes com mielomeningocele, apresentam maior risco de infecção pós-operatória. Fizemos um levantamento epidemiológico dessas infecções e fatores possivelmente associados para estabelecer fatores de risco. MÉTODOS: Levantamento retrospectivo de dados de cirurgias de coluna realizadas em pacientes com mielomeningocele, na Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD/Hospital Abreu Sodré. A comparação para possíveis fatores de risco avaliados foi feita através do teste exato de Fisher. Foram considerados significativos os resultados com p < 0,05. RESULTADOS: Avaliamos 27 procedimentos cirúrgicos com um total de sete casos de infecção pós-operatória do sítio cirúrgico (25,92%). Cinco destes pacientes com infecção do sítio cirúrgico apresentaram infecção concomitante do trato urinário (ITU), com p = 0,004. Não encontramos significância estatística para os demais fatores avaliados: via de acesso, tipo de procedimento e linfócitos séricos totais. CONCLUSÃO: a ITU está relacionada à infecção do sítio cirúrgico, mas é necessário um estudo prospectivo com maior número de casos para elucidar esse fator de risco com um possível fator de confusão: estado nutricional e imunológico.
2011
Jaccard,Alexandre Philippe Boss Cavali,Paulo Tadeu Maia Santos,Marcus Alexandre Mello Rossato,Alexander Junqueira Lehoczki,Maurício Antonelli Risso Neto,Marcelo Italo Veiga,Ivan Guidolin Pasqualini,Wagner Landim,Élcio Abboud,Cely Saad Batista,Rosana Megiolaro