RCAAP Repository
Análise comparativa histopatológica entre a hérnia de disco contida e extrusa
OBJETIVO: Nosso estudo tem o objetivo de estudar as alterações histopatológicas, tais como neovascularização, infiltrado inflamatório, celularidade, apoptose, degeneração mucoide, alterações granulares e calcificação presentes nos tipos de hérnia (contida e extrusa), e também avaliar essas diferenças entre o núcleo pulposo e ânulo fibroso. MÉTODOS: Foram analisados 65 discos lombares, os quais foram divididos em três grupos: hérnia extrusa com 25 casos, hérnia contida com 28 casos e 12 discos sem alteração degenerativa. Os fragmentos removidos foram separados em ânulo fibroso e núcleo pulposo. Foi realizada análise semiquantitativa por microscopia óptica das alterações histopatológicas. RESULTADO: Em relação aos parâmetros avaliados na análise comparativa entre ânulo fibroso e núcleo pulposo não houve variação estatística significativa entre os grupos, o que mostra que ambas as regiões são semelhantes. A hérnia extrusa apresentou maior proporção de infiltrado inflamatório e neovascularização. As alterações degenerativas não apresentaram uma variação significante conforme o tipo de hérnia. CONCLUSÕES: Na hérnia de disco há uma relação entre neovascularização, infiltrado inflamatório e o tipo de hérnia. Não há diferença histopatológica em relação à porção do disco intervertebral analisada.
2011
Rodrigues,Luciano Miller Reis Rachell,Thérèse Theodoro Mader,Ana Maria Milani,Carlo Ueno,Fabrício Hidetoshi Pinhal,Maria Aparecida da Silva
Avaliação da trajetória dos parafusos bicorticais pela técnica de harms e melcher em relação à artéria carótida interna: estudo experimental em cadáveres
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é estudar, em peças anatômicas; a relação entre os parafusos bicorticais pela técnica de Harms e Melcher e a artéria carótida interna. MÉTODOS: Nossa amostra consiste em cinco cadáveres. RESULTADOS: Os resultados encontrados foram: a média da menor distância entre o orifício de saída do parafuso e a borda medial da artéria carótida interna direita foi de 11,55 mm (com variação de 10,05 a 14,23 mm), enquanto do lado esquerdo a média foi de 7,50 mm (variando de 2,75 a 12,42 mm). A média da menor distância entre a borda posterior da artéria carótida interna e a cortical anterior da massa lateral de C1 à direita foi de 4,24 mm (variando de 2,08 a 7,48 mm), enquanto do lado esquerdo a média obtida foi de 2,98 mm (com variação de 1,83 a 3,83 mm). CONCLUSÃO: Os resultados encontrados estão de acordo com os estudos similares existentes na literatura que enfatizam a necessidade de uma avaliação imaginológica criteriosa da posição anatômica da artéria carótida interna antes da utilização de parafusos bicorticais na massa lateral de C1 por via posterior.
2011
Rocha,Guilherme Zanini Arantes Junior,Aluízio Augusto Reis,Cassius Vinicius Correa dos Gusmão,Sebastião Nataniel Silva Martins,Warley Nicolato,Arthur Adolfo Reis,Guilherme Lourenço Lima Gonçalves,Fernando Flavio Vasconcelos Santiago,Julio César Boynard
Instrumentos de avaliação clínica e funcional em cirurgia da coluna vertebral
Alguns dos indivíduos submetidos à cirurgia de coluna vertebral terão desfechos pós-operatório desfavoráveis, independente do êxito técnico. Esse insucesso gera aumento da morbidade e dos custos socioeconômicos. Sabe-se que fatores psicossociais interferem na impressão do sujeito. Com o propósito de identificá-los, tem-se estimulado a busca de preditores prognósticos por meio de instrumentos de triagem. Porém, a eleição do mais adequado pode ser difícil, já que existe um grande número de questionários. Entre os aspectos abordados por eles, podemos citar: incapacidade funcional, qualidade de vida, satisfação, dor, depressão, distúrbios do humor e atividade funcional. O trabalho objetiva revisar as particularidades, indicações e limitações dos instrumentos de avaliação do paciente com doença na coluna vertebral.
2011
Falavigna,Asdrubal Teles,Alisson Roberto Braga,Gustavo Lisbôa de Barazzetti,Daniel Ongaratto Lazzaretti,Lucas Tregnago,Aline Caldart
Tratamento cirúrgico da escoliose idiopática do adolescente utilizando parafusos pediculares: análise dos resultados clínicos e radiográficos
OBJETIVO: Realizar avaliação clínica e radiográfica de pacientes com escoliose idiopática do adolescente (EIA) submetidos à artrodese por via posterior utilizando parafusos pediculares e correlacionar os resultados por imagem com os escores obtidos através do questionário SRS-24. MÉTODOS: Foram avaliados 25 pacientes com diagnóstico de escoliose idiopática do adolescente, submetidos à artrodese da coluna por via posterior com parafusos pediculares. O seguimento médio foi de 23,7 meses, variando entre 12 e 35. Analisamos critérios radiográficos referentes à correção das deformidades e aplicamos o questionário SRS-24, específico para esta doença, padronizado pela Scoliosis Research Society. RESULTADOS: A amostra foi composta por 92% de pacientes do gênero feminino e a média de idade foi de 14,2 anos. A média do índice de Cobb na radiografia ântero-posterior pré-operatória foi de 24,4° para curva torácica proximal, 54,9° para torácica principal e 38,5° para curva lombar. Os valores angulares médios no pós-operatório foram 11,0°; 16,7° e 12,2° respectivamente, com porcentagem de correção média da curva torácica principal de 69,9%. O valor médio final do questionário SRS-24 foi 98,1 pontos. Dois pacientes apresentaram complicações pós-operatórias, entretanto, nenhuma do tipo neurológica. CONCLUSÃO: A técnica se mostrou eficaz para tratamento cirúrgico da EIA, proporcionando alto percentual de correção das deformidades, com baixo risco de complicações e resultado clínico satisfatório. Não foi encontrada relação estatisticamente significante entre a porcentagem de correção da curva (torácica principal ou lombar) ou seu valor angular pós-operatório com o valor final do questionário SRS-24 nem com os domínios "satisfação" e "auto-imagem pós-operatória".
2011
Gotfryd,Alberto Ofenhejm Franzin,Fernando José Raucci,Giuliana Carneiro Neto,Nicola Jorge Poletto,Patrícia Rios
Corpectomia da coluna toracolombar com colocação de cage por acesso único via posterior: técnica cirúrgica e resultados de seis pacientes
OBJETIVO: Avaliar retrospectivamente os resultados de uma série de pacientes submetidos à corpectomia torácica e/ou lombar por via exclusivamente posterior associado à colocação de cage e à artrodese instrumentada segmentar e descrever a técnica cirúrgica. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente seis pacientes portadores de colapso vertebral, instabilidade biomecânica ou lesão neurológica por diferentes etiologias. Estes pacientes apresentavam indicação de descompressão neural e receberam indicação para a realização de corpectomia e reconstrução circunferencial com cage sendo realizado por via exclusivamente posterior. RESULTADOS: Quatro pacientes eram do sexo masculino e dois do sexo feminino. A idade média foi de 58 anos (22 a 82 anos) com tempo médio de acompanhamento de 10,5 meses (2 a 24 meses). Em três casos a ressecção foi de um corpo vertebral e em três casos de dois corpos vertebrais. Todos os pacientes apresentaram melhora do seu estado neurológico e melhora da dor lombar ou radicular. As indicações ao procedimento foram três casos por espondilodiscite, um por fratura osteoporótica, um tumor metastático e um tumor primário. Três pacientes apresentaram complicações necessitando de revisão cirúrgica evoluindo com melhora dos sintomas. As complicações foram fístula liquórica, radiculopatia lombar, infecção de ferida operatória, meningite e falha da instrumentação. CONCLUSÃO: Os pacientes submetidos à corpectomia por via exclusivamente posterior apresentaram resultados favoráveis com melhora do déficit neurológico ou dor em todos os casos. Esta técnica mostrou-se eficiente na reconstrução circunferencial da coluna evitando as complicações da abordagem tradicional por dupla via.
2011
Nogueira,Fabiano Morais Morais,Dionei Freitas de Adry,Rodrigo Antonio Rocha da Cruz Cohen,Moysés Isaac Chaves,Renato Andrade Rufca,Gibran Franzoni Teixeira,Marco Aurélio Fernandes Martucci Junior,Sérgio Robinson
Avaliação retrospectiva dos casos de síndrome de Grisel (fixação rotatória C1-C2) no IOT-HCFMUSP
OBJETIVO: Avaliar o perfil dos casos de fixação rotatória C1-C2, seu tratamento e complicações. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 35 casos com fixação rotatória C1-C2 no período de 1982 a 2008. Foram analisados a idade, sexo, quadro clínico, classificação, tratamento e complicações. RESULTADOS: Dos 35 casos avaliados, 19 eram meninas e 16 meninos, sendo a idade média de 6,9 anos. O principal sintoma foi dor (85%), seguida por deformidade (71%) e perda de mobilidade cervical (62%). Foram encontrados de acordo com a classificação Fielding e Hawkins 11 casos tipo I, 14 tipo II e 5 casos tipo III. Nenhum caso foi classificado como tipo IV. Em cinco casos a classificação não pode ser obtida. O tratamento mais utilizado foi o uso do colar cervical (20 casos), seguido pela tração (seis casos) e a artrodese C1-C2 (seis casos). CONCLUSÃO: A fixação rotatória C1-C2 é uma doença muito mais frequente na infância, em geral causada por uma contratura do músculo esternocleidomastoideo seguida de uma IVAS. Na maioria dos casos a fixação é reversível somente com tratamento conservador, em especial se o tratamento for precoce. Em casos com evolução tardia, pode ser necessária a tração mentoneira ou craniana e nos casos irredutíveis a artrodese C1-C2.
2011
Gomes,Fabiano Cortese Paula Meyer,Guilherme Pereira Correa Lutaka,Alexandre Sadao Cristante,Alexandre Fogaça Marcon,Raphael Martus Oliveira,Reginaldo Perilo Barros Filho,Tarcísio Eloy Pessoa de
Estudo de acurácia em cirurgia assistida por navegação na revisão cirúrgica de deformidade vertebral
OBJETIVO: Avaliar as vantagens da cirurgia com navegação na revisão cirúrgica de deformidades vertebrais, verificando a acurácia deste método. MÉTODO: Foram revisados cincos pacientes com deformidades vertebrais que tiveram intercorrências na primeira cirurgia. Esses pacientes foram submetidos a um estudo de tomografia computadorizada (TC) com cortes de 2mm da coluna vertebral antes da segunda cirurgia. Nos cinco pacientes submetidos a reabordagem cirúrgica procedeu-se a instrumentação posterior com auxílio da navegação. Foram 84 parafusos pediculares implantados, sendo que 33 destes parafusos foram assistidos por computação. A navegação foi empregada nos níveis da deformidade vertebral onde a anatomia apresentava-se alterada inviabilizando o correto uso dos parâmetros anatômicos para inserção de parafusos pediculares. Nos demais níveis onde era possível a correta identificação desses parâmetros anatômicos foi utilizada a técnica padrão. A TC pós-operatória foi realizada para aferição do posicionamento dos parafusos pediculares. Avaliamos os resultados obtidos no posicionamento com e sem o uso da navegação. O tempo de fluoroscopia e o tempo da cirurgia também foram comparados com o padrão ouro da literatura. RESULTADOS: Dos 33 parafusos implantados com navegação observou-se uma acurácia de 94%, com uma taxa de violação pedicular de 6%. CONCLUSÕES: O uso da navegação é importante nas revisões cirúrgicas das deformidades vertebrais com anatomia alterada, influenciando no bom resultado final da cirurgia.
2011
Jacob Junior,Chárbel Galves,Jefferson Alves Santos,Francisco Prado Eugênio dos Oliveira,Carlos Eduardo Algaves Soares de
Escoliose idiopática do adolescente (eia): perfil clínico e radiográfico da lista de espera para tratamento cirúrgico em hospital terciário de alta complexidade do Sistema Público de Saúde Brasileiro
OBJETIVO: Descrever através de estudo coorte transversal descritivo, os parâmetros clínicos e radiográficos dos pacientes portadores de escoliose idiopática do adolescente (EIA) que estão na lista de espera para tratamento cirúrgico eletivo em hospital universitário terciário de alta complexidade do Sistema Público de Saúde Brasileiro (SUS). MÉTODOS: Para definir o perfil clínico e radiográfico, coletamos os dados referentes à menarca, sexo, idade e dados radiográficos (sinal de Risser, ângulo de Cobb, Nash-Moe, classificação de King e classificação de Lenke), no momento da indicação do procedimento cirúrgico, e tempo de espera para a cirurgia. RESULTADOS: Dos 51 pacientes, 42 eram do sexo feminino e 9 do sexo masculino, com idade média de 15,53 anos (10-46 anos). Todos os pacientes apresentavam idade entre 10 e 17 anos no momento do diagnóstico. Em média a espera foi de 25,41 meses (variando de 2 a 180 meses). A idade média no momento da menarca foi 12,13 anos (11-14 anos), 10 pacientes não apresentavam menarca, e 23 pacientes esqueleticamente imaturas (Risser zero a três). O valor médio da curva principal foi 60,4 graus (variando de 40 a 120 graus). Os tipos de curva mais frequentes foram o tipo King III com 19 pacientes e Lenke 1BN com 11 pacientes. CONCLUSÃO: Em função da morbidade definida na literatura nos portadores de EIA não tratados e do tamanho da amostra, justifica-se medidas em termos de política pública para o tratamento destes pacientes no nosso meio.
2011
Lima Júnior,Paulo Candido de Pellegrino,Luciano Caffaro,Maria Fernanda Silber Meves,Robert Landim,Elcio Avanzi,Osmar
Avaliação clínica da vertebroplastia percutânea transpedicular
OBJETIVO: Avaliar a eficácia do efeito analgésico da vertebroplastia com polimetilmetacrilato (PMMA) e da estabilização vertebral obtida nos pacientes com fraturas vertebrais patológicas e realizar uma revisão detalhada da técnica da vertebroplastia percutânea, analisando suas indicações. MÉTODOS: Análise retrospectiva de 64 procedimentos de vertebroplastia percutânea em 46 pacientes. Foram realizadas avaliações dos prontuários e das radiografias pré e pós-operatórias e em nova consulta de rotina, na qual foi aplicado o questionário de dor (escala analógica visual da dor). RESULTADOS: Entre os 46 pacientes analisados, 37 (80,4%) eram do sexo feminino e 9 (19,6%) do sexo masculino, com média de idade de 71 anos (desvio-padrão +/- 9,2), variando de 50 a 90 anos. Foram operados 64 níveis, com predomínio do segmento toracolombar, sendo realizadas 17 (26,6%) vertebroplastias a maioria em pedículos de T12. Trinta e um pacientes (67,4%) apresentaram apenas um nível fraturado, 12 (26,1%) apresentaram 02 níveis operados e três pacientes (6,5%) apresentaram 03 ou mais níveis operados. O diagnóstico de osteoporose foi o mais comum (33 casos, 71,7%). Quanto ao alívio da dor no pós-operatório, houve um alto índice de satisfação de 90 a 100% em 37 (80%) pacientes. CONCLUSÃO: A vertebroplastia demonstra ser um procedimento eficaz no tratamento da dor por fratura patológica de coluna, sendo também utilizada em investigação diagnóstica (biópsia óssea). É um procedimento seguro com baixas taxas de complicações.
2011
Hubner,André Rafael Carneiro,Marlon Ferreira Nunes,Marcos Ceita Azevedo,Vinicius Gonçalves de Suárez,Alvaro Diego Heredia Ribeiro,Marcelo Spinelli,Leandro de Freitas
A experiência brasileira com o core set da classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde para lombalgia
OBJETIVO: Validar empiricamente o core set da CIF para lombalgia e descrever a funcionalidade de uma amostra de pacientes com lombalgia mecânica crônica inespecífica. MÉTODOS: Vinte e nove pacientes de um centro de reabilitação foram avaliados por meio do core set da CIF para lombalgia e pelo questionário de Roland Morris (QRM) e SF-36. RESULTADOS: Todas as categorias de estruturas do corpo do core set se mostraram comprometidas em ao menos 80% dos pacientes, sendo consideradas validadas. Entre as 19 categorias de Funções do corpo, apenas quatro estavam comprometidas em menos que 80% dos pacientes, sendo consideradas não-validadas, o mesmo foi observado para cinco das 29 de Atividades e participações e cinco das 25 categorias de Fatores ambientais. CONCLUSÕES: As categorias selecionadas para o core set da CIF para lombalgia foram consideradas empiricamente validadas e em conjunto permitiram descrever a multiplicidade de repercussões dessa condição de saúde sobre a funcionalidade das pessoas. O core set da CIF serve para guiar a intervenção terapêutica interdisciplinar.
2011
Riberto,Marcelo Chiappetta,Lorella Marianne Lopes,Kathya Augusta Thomé Battistella,Linamara Rizzo
Estudo retrospectivo das infecções pós-operatórias em cirurgia de coluna: correlação com o número de limpezas cirúrgicas realizadas
OBJETIVO: Avaliar as características das infecções pós-operatórias e determinar a resolução das mesmas em relação ao número de limpezas e de agentes infectantes. MÉTODO: Foram avaliados todos os prontuários dos pacientes que evoluíram com infecção pós-operatória durante 30 meses para análise e correlação de diversas variáveis. Nesses 30 meses, 40 pacientes evoluíram com infecção pós-operatória de um total de 410 cirurgias. Foram excluídos os casos de infecção primária da coluna (osteomielite ou espondilodiscite) totalizando três casos. Variáveis relacionadas ao paciente, ao procedimento e à evolução foram avaliadas e correlacionadas com as variáveis chaves: número de limpezas cirúrgicas e de agentes infectantes isolados nas culturas. RESULTADOS: A taxa de infecção pós-operatória foi de 9,83%. Foram relacionadas as diversas variáveis estudadas com o número de limpezas cirúrgicas realizadas e não foi possível estabelecer uma relação. No entanto verificou-se que os pacientes com maior número de procedimentos cirúrgicos apresentavam maior taxa de dor pós-operatória. CONCLUSÃO: Pacientes submetidos a um maior número de procedimentos apresentaram mais dor na evolução pós-operatória. Não houve correlação estatisticamente significativa entre o número de limpezas ou de agentes com as demais variáveis. Um maior número de pacientes no estudo pode ser necessário para identificar outras relações.
2011
Meyer,Guilherme Pereira Corrêa Gomes,Fabiano Cortese Paula Lima,Ana Lucia Lei Munhoz Cristante,Alexandre Fogaça Marcon,Raphael Martus Iutaka,Alexandre Sadao Oliveira,Reginaldo Perilo Barros Filho,Tarcísio Eloy Pessoa de
Correlação entre instabilidade radiográfica e presença do sinal de modic
OBJETIVOS: Este artigo tem por objetivo avaliar a presença de alterações do platô vertebral (Modic) e a sua associação com a instabilidade demonstrada nas radiografias em flexo-extensão e neutra no plano sagital. MÉTODOS: Análise seccional dos estudos de imagens realizados no serviço de radiologia do Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre (RS), entre o período de julho de 2008 e fevereiro de 2010, em 115 pacientes. Foram analisados os segmentos de L1 a S1, num total de 575 segmentos nos exames radiográficos e de ressonância nuclear magnética. RESULTADOS: Analisou-se 115 pacientes sendo 59 (51,30%) do sexo feminino e 56 (48,70%) do sexo masculino. A idade variou de 13 anos e seis meses a 81 anos e dois meses com uma média de 43 anos e oito meses. Com os critérios utilizados, observou-se 224 segmentos instáveis e 351 segmentos estáveis. O Modic I apresentou-se em sete segmentos instáveis e em 22 segmentos estáveis. Quanto à prevalência, o segmento L4-L5 foi o mais instável, correspondendo por 32,58% de todos os segmentos instáveis. CONCLUSÃO: Este artigo refuta a idéia de que as alterações de Modic tipo I estejam associadas a segmentos instáveis.
2011
Costa,Leandro Medeiros da Hennemann,Sérgio Afonso Abreu,Marcelo Rodrigues de Antoneli,Pedro Henrique Lacombe
Análise de fatores associados à lesão do nervo laríngeo recorrente em cirurgias de discectomia cervical via anterior
OBJETIVO: Estudar os possíveis fatores associados com lesão do NLR após cirurgia de hérnia discal cervical com abordagem anterior. MÉTODOS: No período de junho/2009 a junho/2010, avaliamos 30 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de hérnia discal via anterior no Hospital São Lucas da PUC-RS. No pré-operatório, foi realizada a medida da circunferência cervical (ao nível da cartilagem cricóide) e da altura cervical (do ângulo da mandíbula à borda superior da clavícula). No perioperatório, avaliamos o tempo e a dificuldade de entubação, o tempo cirúrgico, o lado da abordagem, o número de níveis operados, bem como o tipo de incisão (transversa/longitudinal) e o uso de halo craniano. Realizou-se uma avaliação videoendoscópica da laringe (VEL), em busca de lesão do NLR, no pré-operatório e no décimo dia após a cirurgia. Pacientes que apresentaram resultado anormal na VEL foram considerados com lesão do NLR e submetidos à reavaliação mensal até a recuperação espontânea ou no período máximo de seis meses quando a lesão foi considerada definitiva. RESULTADOS: Encontramos 3/30 (10%) casos de lesões não definitivas do NLR que se recuperaram em até 120 dias pós-operatórios. Os pacientes com lesão do NLR apresentaram uma maior circunferência do pescoço, tempo cirúrgico e número de níveis operados em relação aos pacientes sem lesão do NLR. Também, pacientes com lesão do NLR apresentaram um menor comprimento do pescoço. Duas lesões ocorreram na abordagem pelo lado direito e uma pelo lado esquerdo. Todos os pacientes com lesão tiveram incisão transversa e não fizeram uso de halo craniano. CONCLUSÃO: A abordagem pelo lado direito apresentou maior índice de complicações com o NLR. Apesar de o número limitado de pacientes não permitir conclusões estatisticamente significativas, fatores anatômicos intrínsecos do paciente como pescoço curto e diâmetro do pescoço aumentado, bem como tempo cirúrgico, e dificuldades técnicas que possam aumentar o tempo cirúrgico podem estar associados com lesão do NLR. Novos estudos avaliando as variáveis acima estudadas devem ser considerados.
2011
Zardo,Erasmo Abreu Serdeira,Afrane Ziegler,Marcus Sofia Abramczuk,Joel Borba,Alexandre Coutinho
Correção das deformidades sagitais fixas pela técnica de osteotomia de subtração pedicular (PSO)
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados radiográficos, bem como, as complicações precoces e tardias, da técnica de osteotomia de subtração pedicular (PSO) em pacientes com deformidades sagitais fixas. MÉTODOS: Foram avaliados os prontuários e as radiografias panorâmicas em perfil, realizadas no pré- e pós-operatório, de nove pacientes. Todos foram submetidos à osteotomia ao nível lombar (três ao nível L3 e dois ao nível L2). No grupo estudado, quatro pacientes possuíam o diagnóstico de espondilite anquilosante, três cifose lombar pós-artrodese, um cifoescoliose do adulto e um pseudo-hipoparatireoidismo. Foram avaliados os dados do prontuário como: ruptura da dura-máter, lesão neurológica, infecção e falha da síntese. A avaliação radiológica baseou-se nas incidências em perfil panorâmico ortostático das radiografias pré- e pós-operatórias, com a medição do ângulo de cifose torácica, lordose lombar e eixo sagital. RESULTADOS: Os achados radiográficos mostraram um aumento na lordose lombar de 14,6 ° para 44,7° (30°), enquanto que a cifose torácica permaneceu estável em 48°, redução do desequilíbrio sagital de 13,7 para 5,4mm. O tempo médio de cirurgia foi de 08h10min e sangramento médio de 2.460mL. Um paciente sofreu ruptura da dura-máter (durotomia), dois pacientes apresentaram infecção da ferida operatória, com necessidade de revisões e retirada do material de síntese em apenas um. Nenhum dos pacientes apresentou lesão neurológica. CONCLUSÃO: Embora seja um procedimento tecnicamente exigente, com perda sanguínea, elevado tempo cirúrgico e complicações severas, a osteotomia de subtração pedicular obteve uma significativa melhora na correção do equilíbrio sagital, sendo um recurso valioso para efetiva correção dos desequilíbrios posturais no plano sagital, como observada na espondilite anquilosante e complicações de cirurgias prévias.
2011
Costa,Rodrigo José Fernandes da Carelli,Luis Eduardo Barcellos,André Luiz Loyelo Araújo Júnior,Antônio Eulálio Pedrosa Schetino,Luiz Cláudio Villela
Artrodese na coluna cervical utilizando SICAP como substituto de enxerto ósseo
OBJETIVO: Substitutos de enxerto ósseo autólogo foram desenvolvidos para evitar as complicações da retirada de enxerto ósseo autólogo. SiCaP (Actifuse, ApaTech EUA, Reino Unido) é um enxerto ósseo composto de cálcio-fosfato com um substituição de silicato na estrutura química, com uma estrutura tridimensional que parece osso natural. MÉTODOS: 19 pacientes foram submetidos à fusão óssea cervical e analisados retrospectivamente. A avaliação radiográfica e avaliação clínica foram realizadas utilizando o questionário Neck Disability Index e a escala análoga da dor (VAS) pré- e pós-operação. RESULTADOS: O período médio de acompanhamento pós-operatório foi de 14 meses ± 5 meses (7-30 meses). 11 pacientes foram submetidos à fusão via anterior; 5 pacientes via posterior e 3 pacientes via anterior e posterior. A revisão radiográfica mostrou 19/19 (100%) de fusão óssea, nenhum caso apresentou subsidência, quebra ou soltura de material de implante ou movimento nos níveis fusionados. Nenhum exemplo de ossificação heterotópica ou de crescimento ósseo intracanal foi observado. Clinicamente, os escores médios do Neck Disability decresceram 13,3 pontos (media pré-op. de 34,5, pós-op. de 21,2, melhora de 39%), a média da VAS para dor cervical decresceu 2 pontos (2,7 pré-op para 0,7 pós-op.; melhora de 74,1%). Não foram observadas complicações como infecção, osteólise ou edema excessivo das partes moles. CONCLUSÃO: Os resultados preliminares obtidos nesta série foram encorajadores com o uso do SICaP como enxerto ósseo, com sólida fusão óssea obtida em todos os casos e sem formação de ossificação heterotópica ou crescimento de osso intracanal. SIcaP demonstra ser um substituto confiável para o enxerto ósseo autólogo na coluna cervical.
2011
Fratezi,Juliano Gebhard,Harry Härtl,Roger
Confiabilidade de um método de análise histológica da degeneração discal experimental em coelhos
OBJETIVO: Validar um método para avaliação histológica da degeneração discal experimental em coelhos, baseando-se na confiabilidade da análise interobservador. MÉTODOS: Treze coelhos da raça New Zealand foram submetidos a procedimento de indução da degeneração discal através de punção direta de três discos intervertebrais (DIV) consecutivos com agulha 18G sob anestesia. Ao fim de dois meses, coletou-se a coluna vertebral completa de cada coelho e procedeu-se preparo das peças para análise histológica dos discos intervertebrais (Experimentais e Controle), sendo coradas pelo método hematoxilina-eosina. As lâminas histológicas foram avaliadas quanto à ocorrência de degeneração através da análise dos seguintes critérios: presença de vasos sanguíneos; presença de protrusão do núcleo pulposo (NP) através do ânulo fibroso (AF); e ruptura das fibras do AF. RESULTADOS: Ao final dos processos de eutanásia, retirada da coluna e preparo histológico, obteve-se 60 DIV viáveis para avaliação de degeneração. Deste total, 25 peças eram de DIV experimentais e 35 peças de DIV controle. A presença de vaso sanguíneo foi observada em 18 dos 25 DIV degenerados, com concordância de Kappa = 0,95 entre os observadores. A presença da extrusão do NP foi identificada em 19 dos 25 DIV experimentais, com concordância de Kappa = 0,78 entre os observadores. Com relação à ruptura das fibras do AF, pode-se identificar a positividade em 24 dos 25 DIV degenerados, com concordância entre os observadores de Kappa = 0,65. CONCLUSÃO: Este modelo de avaliação histológica da degeneração experimental do DIV mostrou-se viável, com alto grau de concordância entre os observadores na identificação da degeneração discal.
2011
Vialle,Emiliano Neves Vialle,Luiz Roberto Gomes Krieger,Antônio Bernardo De Queiroz Arruda,André de Oliveira Riet,Ricardo Nascimento Barbosa,Misael Gomes Noronha,Lucia de
Motor tic disorder and traumatic cervical myelopathy: a case report
The association between motor tics and cervical myelopathy is rare and not well understood. Only a few papers in the literature reported this disorder until the present date. This is a case report of a cervical myelopathy case secondary to a motor tic disorder. A 23-year-old male with a 10-year history of motor tic disorder, involving sudden forced extension of the head and cervical spine. Disturbed tactile sensation and kinetic posturing that progressed to the Lhermitte sign every time he made the movement were detected over the last six months. Magnetic resonance imaging (MRI) showed hyperintense intramedullary lesion at C2-C3, degeneration at C3-C4, and no signs of spinal cord compression. On sagittal view, functional MRI with head extension showed anterior compression with protrusion of the intervertebral disc and posterior compression of the yellow ligaments causing spinal cord stenosis. Anterior discectomy and fixation of C3-C4 were performed. There were no complications. The patient showed improvement and the motor tics were controlled by haloperidol. The patient remains symptom-free after 2 years of follow-up. Uncontrolled motor tics can compromise spinal cord function. Functional MRI can reproduce the abnormal movements and clarify the physiopathology.
2011
Sfredo,Ericson Cecchini,Felipe Martins de Lima Raupp,Sérgio Fernando Bossardi,Julia Bertholdo Falavigna,Asdrubal
Incapacidade por traumatismo raquimedular secundário a acidentes de trânsito
OBJETIVO: Analisar as vítimas de acidentes de trânsito que apresentam incapacidade decorrente de lesão medular. MÉTODOS: Foram avaliados os prontuários de 719 vítimas de acidentes de trânsito que solicitaram benefício devido as lesões decorrentes e selecionadas as que sofreram traumatismo raquimedular. As variáveis idade, sexo, tipo de acidente, lesões decorrentes, e grau de incapacidade de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde foram então analisadas. RESULTADOS: Dos 32 casos de incapacidade total (4,5%), 11 pacientes eram portadores de traumatismo raquimedular (34,37%) (RR=13,245, IC 95% de 0,267 a 0,966). Incapacidade funcional foi obervada em 360 pacientes (50,1%), e destes sete possuiam TRM (1,9%) (RR=0,508; IC 95% de 0,267 a 0,966). Houve incapacidade leve em 327 pacientes (45,48%), sendo que seis destas vítimas sofreram TRM (1,83%) (RR=0,398, IC 95% de 0,211 a 0,765). Os automóveis foram responsáveis por 70,83% das lesões medulares, a motocicleta 20,83 e o atropelamento 12,5%. CONCLUSÕES: O TRM incapacita mais adultos jovens do sexo masculino, constituindo a segunda maior causa de incapacidade total entre os sobreviventes de acidentes de trânsito e ocupando um segundo plano em relação a incapacidade funcional. A incidência de sequela por TRM foi de 0,38%, a maioria em ocupantes de automóveis (70,83%).
2011
Brito,Jon Mark Praga Xavier De
Reprodutibilidade intra e interobservadores da classificação de hipersinal facetário lombar e correlação com a degeneração discal para ressonância magnética
OBJETIVO: Avaliar a reprodutibilidade intra e interobservadores da "classificação de hipersinal facetário lombar" e avaliar a correlação com a degeneração discal. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de imagens de ressonância magnética obtidas de 41 (N=41) pacientes (18 homens e 23 mulheres), com idade variando de 26 a 84 anos, com média de 48 anos e três meses. As imagens foram revisadas por três ortopedistas especialistas em cirurgia de coluna e um radiologista, para avaliar e quantificar a presença do hipersinal facetário lombar. Posteriormente, foi verificada a relação entre a artrose facetária e degeneração discal. RESULTADOS: Foram avaliados e classificados 205 discos lombares e suas facetas articulares pelos quatro examinadores, com os dados analisados pelo Teste de Cronbach e da Análise de Correlação de Spearman com resultados estatisticamente elevados, confirmando boa relação intra e interobservadores para a "classificação de hipersinal facetário". Não foi observada relação estatisticamente significante entre artrose facetária e degeneração discal. CONCLUSÃO: Foram obtidos resultados suficientes para afirmar que existe boa relação intra e interobservadores para a "classificação de hipersinal facetário lombar". Não se verificou relação estatisticamente significante entre artrose facetária e degeneração discal.
2011
César,André Evaristo Marcondes Yonezaki,Adriano Masayuki Ueno,Fabrício Hidetoshi Valesin Filho,Edgar Santiago Rodrigues,Luciano Miller Reis
Estudo biomecânico da fixação pedicular curta na fratura-explosão toracolombar
OBJETIVO: Comparar a rigidez biomecânica entre a coluna toracolombar intacta, a coluna com fratura explosão e a coluna com fratura explosão associada à fixação pedicular curta em suínos. MÉTODOS: 30 amostras de coluna toracolombar (T11-L3) de suínos foram divididas em três grupos com 10 amostras cada. O Grupo 1 representava a coluna intacta, o Grupo 2 representava a coluna com fratura explosão e o Grupo 3 a fratura explosão associada à fixação pedicular curta. Foi realizado o corte ósseo em "V" do terço médio do corpo vertebral comprometendo a coluna anterior e média de L1 para simular a fratura explosão. No Grupo 3 foi realizada a fixação pedicular com Pinos de Schanz. Os grupos foram submetidos ao teste biomecânico em compressão axial controlada. Os parâmetros de carga (N) e deslocamento (mm) eram gerados em um gráfico instantâneo e a rigidez (N/mm) foi determinada. O teste era interrompido quando ocorria uma queda súbita na curva no gráfico indicando falência da amostra. RESULTADOS: A rigidez das colunas fraturadas foi 53% menor do que a rigidez das colunas intactas, sendo essa diferença estatisticamente significativa (p < 0,05). A fixação pedicular curta apresentou uma rigidez 50% maior do que a coluna fraturada. Esse aumento foi estatisticamente significativo (p < 0,05). A rigidez da fixação pedicular curta foi 30% menor do que a rigidez das colunas intactas. Essas diferenças foram estatisticamente significativas (p < 0,05). CONCLUSÃO: A fixação pedicular curta não é suficiente para restabelecer a rigidez da coluna intacta nos testes biomecânicos in vitro de compressão axial pura em modelos de fratura toracolombar de suínos.
2011
Sonagli,Marcos André Graells,Xavier Soler I Negrisoli,Mayra dal Bianco Sonagli,Marina Benato,Marcel Luiz Zaninelli,Ed Marcelo Oliveira,Luciane Yumi Suzuki de Cunha,Luiz Antonio Munhoz da