RCAAP Repository

Proteção cerebral no tratamento cirúrgico dos aneurismas do arco aórtico: estudo experimental em cães

Os autores realizaram estudo experimental comparativo entre dois métodos de proteção cerebral utilizados na abordagem cirúrgica dos aneurismas do arco aórtico, avaliando a sua eficácia. Os métodos comparados foram a hipotermia sistêmica profunda isolada (menor que 20ºC) com pinçamento arterial braquiocefálico e a hipotermia sistêmica profunda associada à perfusão carotídea seletiva. Dois grupos de 15 cães cada foram submetidos, respectivamente, a hipotermia sistêmica profunda com pinçamento arterial braquiocefálico (GRUPO I) e a hipotermia sistêmica profunda associada a perfusão seletiva da carótida direita (GRUPO II). Foram colhidas amostras seriadas de sangue para análise das alterações metabólicas de pH e PaCO2 que ocorreram no retorno venoso cerebral, aferidas na veia jugular interna, bem como as alterações histopatológicas encontradas com 45 min, 90 min e 135 min de cada procedimento. Os resultados demonstraram que, apesar de ambos os métodos de proteção cerebral serem eficazes por um período de 45 minutos, o método utilizado no GRUPO II mostrou ser superior em períodos de até 90 minutos. Em períodos de 135 minutos os métodos tiveram resultados semelhantes, não oferecendo proteção cerebral adequada.

Year

1993

Creators

Murad,Henrique Lopes,Gaudêncio E Jazbik,Antônio de Pádua Bastos,Eduardo Sérgio Brito,João de Deus e Feitosa,José L Giambroni Filho,Rubens Nascimento,Francisco José do Palhares,Márcia S Gomes,Eliane C

Controle ácido-básico na hipotermia

O emprego da hipotermia profunda tem se constituído, atualmente, numa Importante estratégia para melhoria da qualidade técnica e resultados em cirurgia cardiovascular. A hipotermia reduz os danos teciduais induzidos pela isquemia por diminuir o metabolismo e preservar os fosfatos energéticos. A regulação do pH tecidual durante a hipotermia é fundamental para a manutenção da homeostasia celular, já que a hipotermia induz alterações desse pH pela mudança provocada na constante de dissociação da água. A questão do melhor manuseio dos gases sangüíneos durante a hipotermia induzida tem sido objeto de controvérsia. Duas abordagens têm sido preconizadas para o manejo das alterações iónicas durante a hipotermia. A regulção pH-stat envolve a manutenção do pH constante de 7,40 em todas as temperaturas com ajustes da PaCO2 e a regulação α-stat permite a variação do pH sangüíneo, que aumenta conforme a diminuição da temperatura e o conteúdo total corpóreo de CO2 é mantido constante. Nesta presente revisão a relação entre pH sangüíneo e intracelular e as alterações iónicas induzidas pela hipotermia são discutidas.

Year

1993

Creators

Gomes,Walter José Buffolo,Ênio

Alguns aspectos da função endotelial em cirurgia cardíaca

Este estudo mostra alguns aspectos da função endotelial relacionados, diretamente, com a cirurgia cardíaca: 1) Após isquemia miocárdica global seguida de reperfusão, o endotélio coronariano perde a habilidade de expressar vasodilatação endotélio-dependente mediada por receptores, ao passo que o relaxamento endotélio-dependente mediado pelo cálcio ionóforo A23187 e a fosfolipasec C, que não dependem de estimulação de receptores, encontra-se inalterada. O relaxamento produzido pelo fluoreto de sódio, o qual atua através de G-proteína(s), encontra-se comprometido. Estes experimentos indicam que o comprometimento da produção de EDRF/NO mediada por receptores após a lesão de reperfusão possa ser devido a uma disfunção de G-proteínas que liga os receptores da célula endotelial à via da síntese de EDRF/ NO; 2) Quarenta e cinco minutos de parada cardioplégica de corações de cães, pela solução St.Thomas não comprometem a produção de EDRF/NO em artérias epicárdicas coronárias. Estudos farmacológicos in vitro semelhantes, testando-se os efeitos da solução UW, suportaram o conceito de que ela não lesa o endotélio coronariano sendo segura para a preservação cardíaca durante transplantes cardíacos; 3) Em segmentos de artérias coronárias, renais, femorais, e em segmentos de artéria pulmonar, a protamina induziu vasodilatação endotélio-dependente, mediada pela estimulação da liberação de EDRF/NO. Nas circulações coronariana e sistêmica, ao contrário do que se verificou nos experimentos envolvendo a circulação pulmonar, este efeito foi independente da presença de heparina; 4) Em 83% dos ensaios biológicos, o efluente da AMI esquerda induziu um relaxamento maior do anel coronariano bioensaiado do que o efluente da AMI direita,por liberação basal de EDRF/NO. Este inibe a adesividade e a agregação plaquetárias e a aterogêne, contribuindo para os resultados superiores obtidos quando se utiliza esta artéria para a revascularização do miocárdio. Quando expostos à hipoxia, as atividades vasodilatadoras da AMI e da veia safena foram maiores. Esta acentuação da vasodilatação causada pela hipoxia foi inibida pelo tratamento com a indometacina, e, rapidamente, revertida, quando se restabeleceu a normóxia.

Year

1993

Creators

Évora,Paulo Roberto B Pearson,Paul J Schaff,Hartzell V

Crioablação subendocárdica interpapilar (CSIP) para o tratamento da taquicardia ventricular recorrente chagásica (TVR)

Uma nova técnica, a crioablação subendocárdica interpapilar (CSIP), foi empregada em 9 pacientes portadores de taquicardia ventricular recorrente chagásica (TVRCh). O local da TVRCh foi determinado pré-operatoriamente através do mapeamento eletrofisiológico (EEP). Em 8 pacientes encontravase na parede lateral do ventrículo esquerdo (VE) na região interpapilar (IP) e em 1 na face diafragmática do VE com extensão IP. A operação constituiu na abordagem direta da região IP, eliminando-a, após ventriculotomia, com CSIP. Não foi usado TEF intra-operatório. Em 8 dos 9 pacientes no TEF não pode ser desencadeada a TVRCh. Em 1 paciente, foi desencadeada, em uma única oportunidade; este paciente está assintomático 21 meses após a operação, sem crises de TVRCh. Sete pacientes estão assintomáticos, sem medicação antiarrítmica e em classe funcional I. Uma paciente com miocardiopatia difusa encontra-se em CF II com medicação cardiotônica exclusivamente. Os resultados obtidos permitem acreditar na validade da técnica cirúrgica proposta.

Year

1993

Creators

Barbero-Marcial,Miguel Sosa,Eduardo Auler Júnior,José Otávio C Scanavacca,M Jatene,Adib D

Técnica de Cox sem crioablação para tratamento cirúrgico da fibrilação atrial

Seis pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico da fibrilação atrial (FA) pela técnica do labirinto (Cox), sem a uitilização da crioblação. Quatro pacientes apresentavam estenose mitral (EM) associada, 1 insuficiência mitral e 1 dupla lesão mitral. Um dos pacientes apresentava estenose tricúspide e 2 insuficiênciatricúspide associadas. O diâmetro médio do átrio esquerdo, medido pelo ecocardiograma era de 6,0 cm (5-7,3). A etiologia era reumática em 5 pacientes e degenerativa em 1. Plastia valvar mitral foi realizada em 3 pacientes, comissurotomia mitral em 2 e troca valvar mitral em 1. Em 4 pacientes havia trombos no átrio esquerdo, um deles também no átrio direito. O tempo médio de circulação extracorpórea foi de 123 minutos (110-142) e de anóxia do miocárdio de 91 minutos (80-108). Na sala de operações o ritmo inicial era juncional em 4 e sinusal em 2. No pós-operatório imediato, todos apresentavam ritmo juncional, passando para ritmo sinusal em todos, exceto em 1. Os pacientes receberam alta hospitalar (8-27 dias) em boas condições, sem utilização de drogas antiarrítmicas e o Holter de 24 horas mostrava ritmo sinusal em 5 pacientes e ritmo atrial ectópico em 1 paciente. O estudo hemodinâmico e o ecodoppler revelaram contração atrial sincrónica em todos os casos, exceto em 1. O diâmetro atrial esquerdo médio era de 4,8 cm (3,7 - 5,2).

Year

1993

Creators

Gregori Jr,Francisco Cordeiro,Celso Goulart,Marcos Couto,Nilson Rosa,Valmir Silva,Samuel S Façanha,Luciano Moure,Osney Ribeiro,Icanor Aquino,Walace Hayashi,Sérgio Rezende,Ricardo Nechar Jr,Antônio

Resultados imediatos e tardios da correção do aneurisma do ventrículo esquerdo

Foram analisados 305 casos operados entre janeiro de 1984 e dezembro de 1991, abrangendo os resultados imediatos e a evolução tardia, de 8 meses a 8,5 anos de pacientes operados de aneurisma do VE. A evolução clínica a longo prazo foi integral, isto é, todos os pacientes que receberam alta hospitalar foram acompanhados. A maioria (88,5%) era masculina, com idade entre 33 e 78 anos, sendo que 46% dos pacientes se situavam entre 51 e 60 anos. O sintoma mais freqüente foi dor precordial (73,3%), insuficiência cardíaca (45,9%) e arritmias (24,9%). Quanto à classe funcional (NYHA) 54% dos pacientes estavam na classe 1,52% na classe II, 12,7% na classe III e 28,7% na classe IV, respectivamente. O estudo hemodinâmico revelou aneurisma e deiscência em todos os casos e com lesão coronária obstrutiva em 1 vaso em 20,9% dos pacientes, 2 vasos em 45,9%, 3 vasos em 25,9% e, finalmente, 4 ou mais vasos em 7,2% dos casos. De acordo com a fração de ejeção das porções contrateis do VE foram divididos em Grupo Bom (Fe = 0,58) 34,7% pacientes, Grupo Regular (Fe = 0,35) 54,7% pacientes e Grupo Ruim (Fe = 0,22) 10,4% pacientes. A técnica cirúrgica empregada foi a de corrigir com auxílio da CEC, o aneurisma, com o coração batendo, de maneira a permitir avaliação funcional das áreas contrateis versus fibrose, reconstruir a anatomia contrátil da melhor forma possível e preservar o miocárdio em condições fisiológicas durante o procedimento. Em casos selecionados, logo após a abertura do aneurisma e remoção dos trombos intracavitários, eram revascularizadas as artérias coronárias interessadas através de pinçamentos intermitentes, da aorta (32ºC), deixando-se a reconstrução da cavidade para o final do procedimento. A aneurismectomia isolada foi o único procedimento em 21,3% dos casos, associados a RM em 77,3% e a outros procedimentos em 1,3%. A mortalidade hospitalar global foi de 6,2% sendo de 2,8% no Grupo Bom, 2,9% no Grupo Regular e de 34,3% no Grupo Ruim. Obtiveram alta hospitalar 286 (93,8%) pacientes, dos quais 44,3% se encontram assintomáticos (Grupo Bom 60%, Grupo Regular 40%, Grupo Ruim 57,1%). Ocorreram 7,6% óbitos tardios, distribuídos no Grupo Bom 4,8%, Grupo Regular 7,4% e Grupo Ruim 23,8%. Analisando as curvas atuariais numa evolução até 8,5 anos, os autores concluem que a expectativa de vida para os portadores de aneurisma, de VE que se submetem a tratamento cirúrgico, com ou sem procedimentos associados, é de 85,5% com Fe = 0,58; 87,7% com Fe = 0,35 e 59,3% com Fe = 0,22.

Year

1993

Creators

Dinkhuysen,Jarbas J Santos,Magaly Souza,Luiz Carlos Bento de Chaccur,Paulo Abdulmassih Neto,Camilo Arnoni,Antoninho S Pinto,Ibrahim Paulista,Paulo P Jatene,Adib D

Revascularização do miocárdio no paciente octogenário: 15 anos de observação

Com o objetivo de avaliar a mortalidade hospitalar atual e comparar a evolução da revascularização convencional do miocárdio nos pacientes octogenários, tratados evolutivamente de Janeiro/1978 a Janeiro/ 1993, no InCór, foram analisados, retrospectivamente, todos os pacientes operados no período. Dos 47 pacientes, 35 (74,46%) eram do sexo masculino e 12 (25,53%) do sexo feminino. A média de idade foi igual a 81,85 (80 a 88) anos. A indicação operatória ocorreu devido ao quadro de angina instável em 29 (61,70%) pacientes, angina estável em 17 (36,17%) pacientes e em 1 (2,12%) paciente devido a dissecção de placa de ateroma quando da realização de angioplastia. As operações foram realizadas em caráter eletivo em 33 (70,21%) pacientes, em caráter de urgência em 10 (21,27%) paciéntese em caráter emergencial nos outros 4 (8,51 %). Os condutos utilizados foram a veia safena autógena em 41 (87,23%) pacientes e a artéria torácica interna pediculada em 6 (12,76%). A mortalidade hospitalar foi de 8,5% e as causas de óbito foram: encefalopatia anóxica, insuficiência respiratória, hemorragia digestiva e choque cardiogênico secundário a infarto agudo do miocárdio. O tempo médio de seguimento foi de 17,6 (1 a 75) meses. As causas de óbito tempo-relacionadas foram: neoplasias em 3 (27,27%) pacientes, infecção em 3 (27,27%) pacientes, acidente vascular cerebral em 2 (18,18%) pacientes, trombose mesentérica em 1 (9,09%) paciente, síndrome depressiva em 1 (9,09%) paciente e choque cardiogênico em 1 (9,09%). Analisando a sobrevida tempo-relacionada, observamos que nos 3 últimos períodos: 91,92 e Janeiro/93 a mortalidade caiu para zero. A grande maioria dos pacientes estava livre de angina e de sinais e/ou sintomas de insuficiência cardíaca. Concluímos que a revascularização convencional do miocárdio representa boa alternativa terapêutica para o paciente octogenário portador de doença arterial coronária, não só devido ao risco operatório decrescente, como também à redução/abolição dos sintomas, melhorando a qualidade e/ou a expectativa de vida.

Year

1993

Creators

Iglézias,José Carlos R Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Ferreira de Ramires,José Antônio F Oliveira,Sérgio Almeida de Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Ectopia "cordis": relato de 2 casos operados. Discussão do manuseio cirúrgico e revisão da literatura

A ectopia "cordis" verdadeira é uma doença congênita, rara e caracterizada pela presença do coração fora do tórax, havendo, como principal característica, a ausência das camadas que o recobrem. Na grande maioria dos pacientes portadores da ectopia "cordis" verdadeira existe associação de defeitos intracardíacos complexos. No presente trabalho, os autores relatam sua experiência com 2 casos operados, na Unidade de Tratamento Cardiotorácico - UNITÓRAX - do Real Hospital Português do Recife, bem como discutem o manuseio cirúrgico e fazem uma revisão da literatura.

Year

1993

Creators

Escobar,Mozart Lima,Ricardo de Carvalho França,Nadja Arraes Belém,Haydee Schmidt,Eugênia Souza,Maria P Alecrim,Roberto Santa,Renato Della Mello,Nereide Granja,Luiz G Pontes,Joel

Acotovelamento de enxerto de artéria torácica interna na revascularização do miocárdio: relato de caso

Os autores apresentam caso de revascularização do miocárdio, complicado por acotovelamento da artéria torácica interna esquerda, tratado com sucesso.

Year

1993

Creators

Lourenção Jr,Artur Iglézias,José Carlos R Dallan,Luís Alberto Pereira,Ana Nery R Oliveira,Sérgio Almeida de Jatene,Adib D

Dez anos de experiência com artéria torácica interna direita através do seio transverso na revascularização da artéria circunflexa e seus ramos

No período de abril de 1983 a novembro de 1993, 185 pacientes foram submetidos à revascularização do miocárdio utilizando-se a artéria torácica interna direita (ATI D) através do seio transverso do pericárdio, associada a artéria torácica interna esquerda (ATIE) e a pontes de veia safena (PVS). A ATIE foi anastomosada nos ramos descendente anterior e diagonais, enquanto que a ATID foi anastomosada por via retro-aórtica para a artéria circunflexa, ramos marginais ou diagnonais. Cento e quarenta e quatro pacientes eram do sexo masculino e 41 do feminino. A idade variou de 35 a 68 anos (média de 49,8 anos). Cento e vinte e três pacientes tinham doença triarterial, 41 bilateral e 15 lesão de tronco de coronária esquerda isolada ou associada a outras lesões coronarianas. A média de ramos coronarianos revascularizados foi de 2,9 por paciente com uma variação de 2 a 6 enxertos, sendo 73,4% com as ATIE e ATID e 26,5% com PVS. A mortalidade imediata foi de 3,2% (seis casos). As causas de óbito foram; fibrilação ventricular em 3 pacientes, úlcera perfurada em 1, hemorragia digestiva alta em 1 e acidente vascular cerebral em 1. A morbidade hospitalar incluiu: reoperações em 6 casos (3,2%), infarto do miocárdio em 5 (3%), alterações respiratórias em 8 (4,3%), alterações gastrointestinais em 2 (1 %), alterações de parede torácica em 5 (3%) e acidente vascular cerebral em 1 (0,5%). O seguimento pós-operatório variou de 6 a 127 meses, tendo sido localizados 85% dos pacientes. Seis pacientes (3,8%) foram a óbito tardiamente e as causas foram: edema agudo de pulmão em 1 caso, insuficiência renal em 1, acidente vascular cerebral em 1 e em 3 não foi possível a sua identificação. A sobrevida atuarial foi de 95,1% em 1 ano, 89,4% em 5 anos e 87,6% em 10 anos de seguimento. Dos pacientes seguidos tardiamente, 123 (81%) estavam em classe funcional I e 34 (19%) estavam em classe funcional II. Seis pacientes foram submetidos a angioplastia, 7 apresentaram infarto do miocárdio não fatal e 1 paciente foi reoperado por oclusão das duas artérias torácicas internas. Foram realizados 69 cateterismos pós-operatórios, sendo 38 imediatos e 31 tardios, num período que variou de 3 a 120 meses (média de 51,6 meses). No período pós-operatório imediato, ATIE estava pérvia em 37 casos (97%) e a ATID em 36 (95%). No reestudo tardio, a ATIE estava pérvia em 30 pacientes (97%) e a ATID em 29 (92,7%). A análise atuarial mostrou que a percentagem de casos que apresentavam a ATIE pérvia foi de 97,6% em 1 ano e de 93,8% aos 5-10 anos de seguimento, enquanto que a incidência de casos em que a ATID estava pérvia foi de 92,1% em 1 ano e de 84,1% em 5 e 10 anos. Os resultados apresentados mostram que a revascularização de ramos da artéria coronária esquerda com as ATI E e ATI D proporciona aos pacientes uma boa evolução tardia, em decorrência da baixa incidência de eventos cardíacos durante o período estudado. A alta incidência de enxertos pérvios em 10 anos, com a utilização da ATID posicionada através do seio transverso, sugere que esta opção técnica deve ser sempre lembrada na revascularização da artéria circunflexa e seus ramos.

Year

1993

Creators

Gerola,Luís Roberto Puig,Luiz B Moreira,Luiz Felipe P Gemha,Guilherme P Cividanes,Gil Vicente I Santos,Rosângela C. M Oppi,Egle C

Reconstrução geométrica do ventrículo esquerdo: avaliação intraoperatória por ecocardiograma transesofágico

O tratamento cirúrgico do aneurisma do VE teve seus resultados incrementados com a aplicação do princípio da reconstrução da geometria da cavidade do VE através da aplicação de diferentes técnicas cirúrgicas. No auxílio da avaliação imediata dos resultados da cirurgia, além dos parâmetros hemodinâmicos, a ecocardiografia transesofágica vem se mostrando um método útil e eficiente. No período de julho/91 a janeiro/92, 22 pacientes consecutivos portadores de aneurisma de VE foram operados, sendo 20 masculinos com idade variando de 35 a 72 anos (57,1a). Dois grupos foram individualizados, sendo o grupo 1 (GI) composto por 11 pacientes que, além do tratamento do aneurisma de VE, receberam revascularização para outro território coronariano além da descendente anterior (DA) e GII com 11 pacientes que corrigiram o aneurisma de VE e não revascularizaram outras coronárias, além da DA.. Todos os pacientes apresentavam ICC prévia á operação e 8 pacientes sintomas anginosos no GI e 3 no GII. Os dois grupos eram similares quanto a idade, sexo e presença de ICC. Todos os pacientes foram operados com auxílio de circulação extracorpórea (CEC) em hipotermia moderada e pinçamento intermitente de aorta, pelo mesmo cirurgião. A técnica cirúrgica empregada constou da reconstrução da geometria da cavidade do VE com aplicação de sucessivas plicaturas da região septal e ântero-apical, além da RM nos casos já citados. Não houve óbitos e, além de suporte hemodinâmico com drogas inotrópicas, 4 pacientes fizeram uso de balão intra-órtico, com boa evolução posterior. A avaliação ecocardiográfica foi realizada antes do início da CEC e após saída de CEC em quadro de estabilidade hemodinâmica. Vários parâmetros foram avaliados como: espessamento da parede inferior que no pré-CEC era 31 % no Gl e 28% no G11 e no pós-CEC mudou para 62% e 60% no G1 e G11 (p,05). A fração de ejeção variou de 24% e 26% em G1 e G11 no pré-CEC para 51 % e 53% em G1 e G11 no pós-CEC (p,05). O diâmetro diastólico variou de 66 e 64 mm em G1 e G11 no pré-CEC para 54 e 52 mm após a correção em G1 e G11 (p,05). Em conclusão, a técnica de reconstrução da geometria do VE se mostrou eficiente, confirmada por parâmetros hemodinâmicos e ecocardiográficos durante o intraoperatório.

Year

1993

Creators

Jatene,Marcelo B Moraes,Álvaro Jatene,Fábio B Medeiros,Caio Rezende,Marcos V Dallan,Luís Alberto Jatene,Adib D

Rotura cardíaca após infarto agudo do miocárdio (IAM): uma complicação passível de correção cirúrgica?

Foram estudados 9162 pacientes atendidos no INCOR, com o diagnóstico de IAM, de janeiro de 1983 a dezembro de 1993. Destes, 1,05% apresentaram rotura cardíaca de origem isquêmica como complicação do infarto miocárdico. A faixa etária média foi de 69,5 anos, predominando os pacientes de raça branca (93,75%) e do sexo feminino (55,3%). Os dados estudados incluíram história clínica, exames laboratoriais subsidiários, drogas utilizadas e achados cirúrgicos ou de necropsia. As roturas cardíacas foram classificadas, de acordo com a literatura, em agudas e sub-agudas. Observamos 72 casos de rotura miocárdica aguda com taxa de mortalidade de 98,6% e 24 casos de rotura sub-aguda com 41,6% de óbitos. Foram operados 4 pacientes na forma aguda e 15 na forma sub-aguda, resultando em 78,9% de sobrevida pósoperatória. Dos pacientes que receberam terapia trombolítica com sucesso 76,4% faleceram, enquanto que, dos pacientes tratados convencionalmente, esse número chegou a 86,1 %. Quando a terapia trombolítica foi administrada até 1 hora após o IAM, a mortalidade foi de 33,3%, dentre 3 e 6 horas foi de 60% e após 6 horas foi de 100%. A rotura ocorreu após 5 dias do IAM somente em 5,9% dos pacientes que receberam trombolíticos, enquanto que nos pacientes submetidos à terapêutica convencional esse índice elevou-se para 40,5%. Concluímos pela gravidade e necessidade de atuação imediata nos pacientes com rotura cardíaca, mesmo nos casos sub-agudos, quando 30% dos pacientes com suspeita ecocardiográfica de expansão em área isquêmica transmural falecem. Nas roturas agudas, a situação é dramática e a sobrevida está associada a fatores logísticos. Em condições sub-agudas, entretanto, pode-se dispor de técnicas que dispensam suturas e circulação extracorpórea, constituindo um importante recurso para o tratamento dessa grave complicação do IAM.

Year

1993

Creators

Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Abreu Filho,Carlos Cabral,Richard H Jatene,Fábio B Pêgo-Fernandes,Paulo M Iglésias,José Carlos R Jatene,Marcelo B Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Tratamento do canal arterial persistente em neonatos prematuros: análise de 18 casos

A presente investigação tem o propósito de analisar, retrospectivamente, os resultados obtidos em 18 pacientes neonatos prematuros, submetidos a operação para oclusão da PCA, no período entre julho de 1990 e dezembro de 1993 (42 meses), sendo 12 (66,6%) pacientes do sexo feminino, com idade que variou entre 10 e 44 (20,8±8,3) dias, idade gestacional entre 26 e 28 (27,2±0,9) semanas. No dia da operação o peso dos pacientes esteve compreendido entre 700 e 1380 (985,8±181,6) gramas. A insuficiência respiratória aguda ocorreu em todos os pacientes sendo a principal indicação cirúrgica, estando em 6 (33,3%) pacientes associada à insuficiência cardíaca congestiva. A indometacina endovenosa foi utilizada no período pré-operatório em 9 (50%) pacientes na tentativa de se obter o fechamento farmacológico, sem sucesso, do canal arterial e apesar de não influenciar nos resultados pós-operatórios, apresentou como principal efeito secundário a redução significativa da diurese (p<0,001), que se normalizou após quatro dias do uso da droga. A técnica operatória empregada foi a toracotomia póstero-lateral esquerda trans-pleural com fixação de três ou quatro clipes metálicos para oclusão do canal arterial. O exame ecocardiográfico pré-operatório, realizado em 15 (83,2%) pacientes, mostrou que a relação entre o diâmetro do átrio esquerdo/aorta estava aumentada em todos os pacientes, sendo observado em 4 (22,2%) com até 30 dias da operação e apenas 1 (55%) paciente com quatro meses após a operação, evidenciando tendência de normalização da função cardíaca. Um (5,5%) paciente apresentou reabertura do canal arterial no pós-operatório imediato, sendo submetido à reoperação para ligadura do canal. Não foi observada diferença significativa no tempo necessário de intubação orotraqueal (IOT) (p=0,586) bem como do tempo de permanência com fração inspiratória de oxigênio (FIO2) < 40% e &gt; 40% < 60% no período pré e pós-operatório (p=0,841 e p=0,692, respectivamente), mas com redução significativa do tempo de permanência com FIO2 &gt; 60% (p=0,033). O período de internação hospitalar variou de 43 a 157 (96,0±24,8) dias. Não houve mortalidade operatória, observando-se ainda baixa morbidade com este método. As causas de óbito, no período pós-operatório, não estiveram relacionadas com o tratamento cirúrgico. Pode-se concluir que a ligadura cirúrgica da PCA, nos pacientes neonatos e prematuros, é método eficaz e seguro podendo ser praticado com baixa morbidade e mortalidade.

Year

1993

Creators

Ciongoli,Wagner Fiorelli,Alfredo I Gaioto,Fábio A Busnardo,Fábio F Cruz,Luiz N. F Meira,Enoch B. S Bittar,Roberto Daniel Filho,Durval Anibal

Cirurgia conservadora da valva tricúspide na endocardite infecciosa

O comprometimento valvar direto do coração pela endocardite infecciosa, com indicação cirúrgica, tem sido classicamente tratada por excisão da valva e tecidos adjacentes comprometidos, associada ou não a implante de prótese. Dois casos de operação conservadora em endocardite infecciosa da valva tricúspide com 42 e 3 meses de evolução são descritos. Os autores discutem as vantagens de, quando possível, não retirar toda a valva tricúspide na endocardite bacteriana.

Year

1993

Creators

Pomerantzeff,Pablo M. A Corso,Ricardo Barros Mansur,Alfredo José Auler Júnior,José Otávio C. Grinberg,Max Stolf,Noedir A. G Jatene,Adib D

Nova metodologia para ensino e ensaio de técnicas operatórias em cirurgia cardíaca

Utilizando-se os equipamentos e reproduzindo-se as instalações de um centro operatório, simulam-se todas as condições para operações com circulação extracorpórea (CEC). Estas são realizadas num manequim que tem peças anatômicas humanas frescas fixadas em suporte especialmente desenvolvido e colocado dentro da sua cavidade torácica. Os procedimentos são gravados em vídeo e projetados em telão para o auditório, que mantém intercomunicação com a equipe cirúrgica. O sistema foi utilizado no XI Simpósio Internacional Unicór em julho de 1993, no 3º Congresso da SCICVESP em novembro de 1993 e no 21º Congresso Nacional de Cirurgia Cardíaca em março de 1994, com os seguintes procedimentos: Operação de Senning, Anastomose cavo-pulmonar, Operação de Jatene, Operação de Konno, Operação de Monaghian, Cardioplegia retrógrada, Ampliação do anel aórtico com retroplegia sanguínea normotérmica contínua, Ampliação simétrica do anel aórtico (Nova proposição técnica), Plastia da valva mitral, Substituição da valva mitral, Operação do labirinto, Desfibrilador implantável e Transplante cardíaco. O método, recebido com entusiasmo pela coletividade médico-cirúrgica, mostrou ser uma eficiente técnica de ensino e de ensaio de cirurgia cardíaca, permitindo: 1) perfeita reprodução de atos operatórios em ambientes coletivos; 2) excelente imagem dos procedimentos através da projeção de vídeo (telão); 3) melhora na capacidade de transmissão dos ensinamentos pela clareza do campo operatório e descontração da equipe cirúrgica; 4) interrupção da "operação", sem o risco das cirurgias habituais e à qualquer momento para esclarecimentos técnicos ou táticos; 5) formação de material didático de uso permanente (videoteca) de excelente qualidade; 6) realização das "operações" em cardiopatias congênitas ou adquiridas, através da criação de um arquivo de peças anatômicas congênitas ou adquiridas, congeladas; 7) antevisão da extensão desse procedimento a outras especialidades.

Plástica da valva mitral: resultados tardios de doze anos de experiência e evolução das técnicas

Foram estudados 301 pacientes, sendo 151 (50,2%) do sexo masculino, com idade variando de 3 meses a 79 anos (média de 37,96 com desvio padrão de 21,4 anos). A etiologia das lesões foi reumática em 128 (42,52%), degenerativa em 78 (25,91%), congênita em 21 (6,97%), isquêmica em 18 (5,98%), endomiocardiofibrose em 9 (2,99%), endocardite infecciosa em 8 (2,65%), valvulite crônica inespecífica em 5 (1,66%), e não definida em 34 (11,29%) pacientes. Duzentos e quatro (67,8%) pacientes apresentavam insuficiência mitral e 97 (32,2%) dupla lesão mitral. Cirurgia associada foi realizada em 45% dos pacientes sendo a mais freqüente a substituição da valva aórtica em 41 (13%) pacientes. As principais técnicas utilizadas foram: ressecção quadrangular da cúspide posterior em 97 (30,99%) pacientes, associada a deslizamento em 3, anel de Carpentier em 93 (29,71%), e tira posterior em 76 (24,28%) pacientes. Encurtamento de cordas tendíneas foi realizado em 56 pacientes e encurtamento de papilar em 6. A mortalidade imediata foi de 12 (3,9%) pacientes. Foram reoperados no pós-operatório imediato 3 (0,9%) pacientes por disfunção da plástica. As taxas linearizadas para tromboembolismo, morte, replastia e troca valvar mitral no pós-operatório tardio foram respectivamente 0,2%, 0,5%, 1,0% e 1,1 % pacientes/ano. A curva actuarial de sobrevida é de 83,6% em doze anos e a curva actuarial livre do evento reoperação é de 83%. Setenta e nove por cento dos pacientes encontram-se em classe funcional I (NYHA) no pós-operatório tardio (evolução de 10077 meses/pacientes). Podemos concluir que os pacientes submetidos a plástica da valva mitral apresentaram evolução satisfatória, e que o aprimoramento das técnicas com o passar dos anos tem contribuído para melhoria dos resultados.

Year

1994

Creators

Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Carlos M. A Monteiro,Ana Cristina M Nersessian,Ana Carolina Zeratti,Antonio E Stolf,Noedir A. G Barbero-Marcial,Miguel Oliveira,Sérgio A Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Substituição da valva mitral por aloenxerto valvar aórtico preservado em glutaraldeído

No período de setembro de 1984 a dezembro de 1992, 145 pacientes selecionados foram submetidos a substituição isolada de valva mitral, utilizando-se valvas aórticas de cadáver obtidas durante autopsia, processadas em glutaraldeído e montadas em suporte flexível de Celcon recoberto com Dacron. Os pacientes apresentavam idade média de 22,5 anos, variando de 5 a 77 anos e 79 (54,5%) pacientes tinham idade igual ou inferior a 15 anos. Operações cardíacas prévias haviam sido, realizadas em 26 (18%) pacientes e 20 (13,8%) deles eram portadores de biopróteses de porco, pericárdico bovino ou dura-máter calcificadas. A mortalidade hospitalar (30 dias) foi de 3 (2,1 %) pacientes. A evolução tardia coletou 709 pacientes-ano de seguimento total, correspondendo a um seguimento médio de 5 anos por paciente e máximo de 9 anos e 5 meses. Segmento completo foi obtido em 130 (91,5%) pacientes e parcial nos 12 pacientes restantes. Complicações relacionadas ao aloenxerto ocorreram em 48 pacientes, incluindo a fibrocalcificação, tromboembolismo, endocardite e escape para-valvar, correspondendo a uma incidência de 6,8% ± 0,9% por paciente-ano. A fibrocalcificação levando a disfunção valvar representou a principal complicação, presente em 37 pacientes com uma incidência de 5,2% ± 0,8% por paciente-ano. Todos os casos de calcificação ocorreram em pacientes com idade igual ou inferiora 15 anos, com um intervalo médio entre o implante valvar e a calcificação de 46 meses, variando de 14 a 100 meses. Reoperações foram realizadas em 44 pacientes com substituição da alobioprótese em 39, representando uma incidência de reoperações de 6,3% ± 0,9% por paciente-ano e uma incidência de substituição da alobioprótese de 5,5% ± 0,9% por paciente-ano. A principal causa da reoperação foi a calcificação, presente em 36 aloenxertos, sendo as outras causas representadas pela endocardite, escape para-valvar e insuficiência aórtica em valva natural. Ocorreram 15 óbitos tardios, representando uma mortalidade tardia de 2,1 % ± 0,5% por paciente-ano, porém apenas 3 óbitos estavam relacionados diretamente à alobioprótese, 10 à doença cardíaca (ICC, miocardiopatia e morte súbita) e 2 a outras causas (tuberculose e diabetes). A sobrevida atuarial em 10 anos foi de 82,9% ± 4,8%. A sobrevida atuarial em 10 anos livre de disfunção valvar devido a fibrocalcificação foi de 62,1 % ± 8,4% sendo de 100% para pacientes acima de 15 anos e 34,2% ± 11,2% para pacientes com idade igual ou inferior a 15 anos. Embora a fibrocalcificação tenha representado a principal complicação tardia ocorrida com as alobiopróteses levando a disfunção valvar e representando a principal indicação para reoperações no grupo pediátrico, sua incidência foi significativamente menor que a incidência relatada na literatura para pacientes pediátricos portadores de xenobiopróteses.

Year

1994

Creators

Salles,Claudio A Buffolo,Ênio Andrade,José Carlos S Vieira,Gilberto Lino Borém,Paulo M Andrade Jr,Marcos A. M Mendonça,José Teles de Wanderley Neto,José

Cardiomioplastia: novo gerador da Biotronic

Na cardiomioplastia, a contração do músculo esquelético, submetido à estimulação elétrica sobre a parede ventricular dilatada, aumenta a função ventricular, que é dependente das condições prévias do coração e da doença de base. Um dos problemas principais que interfere no sucesso da substituição do músculo cardíaco é a estimulação sincrónica do miocárdio e o músculo esquelético. A estimulação desse músculo a longo prazo tem sido possível graças a eletrodos especiais associados à estimulação progressiva seqüencial, adaptando-o à função cardíaca, através da transformação gradual de fibras glicolíticas expostas à fadiga em oxidativas lentas altamente resistentes. O gerador de pulsos "Myos" (Biotronik) tem sido utilizado em nosso Serviço para estimulação elétrica do músculo grande dorsal em sincronização com o miocárdio. Esse tipo de cardiomioestimulador com circuito eletrônico e bateria de lítio armazena um programa de estimulação responsável por diferentes modos operacionais, adaptados por um programa de computação. Para a programação do cardiomioestimulador, o momento da sincronização do trem de pulso com a abertura da valva aórtica é de extrema importância. O modo M de alta velocidade é utilizado para avaliar este sincronismo. A avaliação clínica da cardiomioplastia tem como base os resultados obtidos de 32 pacientes, com idade de 22 a 72 anos (média = 46,2 anos). A maioria (72%) dos pacientes apresentou miocardiopatia dilatada por causa indeterminada, 24% de origem chagásica, 3% virótica e 3% por periparto. Os índices de mortalidade hospitalar e tardia foram ambos de 12,5% e de 3,1%, respectivamente, excluindo-se os chagásicos. A sobrevida atuarial foi de 81,3+-0,22% após 6 anos e de 94.4+-0,1 % após 5 anos, retirando-se os chagásicos. Os índices médios de diâmetros sistólico (55,1 mm), diastólico (70,7 mm), encurtamento segmentar (22,8%) e fração de ejeção (51,0%), referentes a seguimento médio de 14,2 meses, refletem que a cardiomioplastia pode ser efetiva na assistência do ventrículo esquerdo. A escolha do paciente parece ser a chave para o bom resultado operatório a curto e longo prazos.

Year

1994

Creators

Braile,Domingo M Soares,Marcelo J. F Souza,Dorotéia R. S Schaldach,Max

Correção cirúrgica dos aneurismas da aorta: novo dispositivo que transforma qualquer tipo de prótese em prótese intraluminal

Os autores propõem o tratamento dos aneurismas da aorta com prótese intraluminal. É usado um novo dispositivo que transforma prótese de tipo, tamanho e diâmetro diferentes em prótese intraluminal, excluindo qualquer tipo de sutura para a fixação, e usando apenas uma ligadura circunferencial extravascular. Entre maio de 1989 e janeiro de 1993, 22 pacientes foram submetidos a aneurismectomia da aorta usando esta técnica: 12 pacientes com dissecção aguda da aorta tipo I e II de DeBAKEY, 1 paciente com dissecção aguda da aorta tipo III de DeBAKEY, 2 pacientes com aneurisma da aorta descendente, 2 pacientes com aneurisma da aorta toracoabdominal e 5 pacientes com aneurisma da aorta abdominal. Três pacientes evoluíram para o óbito no pós-operatório por acidente vascular cerebral, trombose mesentérica e infecção pulmonar, respectivamente. Os pacientes sobreviventes estão sendo seguidos trimestralmente em ambulatório e encontram-se assintomáticos. O uso do anel rígido sulcado de Delrin (R) simplifica a técnica cirúrgica, reduzindo o tempo de circulação extracorpórea e de parada cardíaca, dispensando o uso de hipotermia profunda e reduzindo o sangramento. Permite ainda o seu uso em qualquer local da aorta de maneira rápida, fácil e a baixo custo.

Year

1994

Creators

Bernardes,Rodrigo de Castro Reis Filho,Fernando Antônio Roquette Castro,Atena Cipriano Rabelo,Walter Marino,Marcos Antônio Marino,Roberto Luiz Rabelo,Raul Correa

Bioprótese aórtica porcina "Stentless": acompanhamento clínico a médio prazo

O presente trabalho visa apresentar os resultados obtidos a médio prazo com o uso da prótese valvar aórtica porcina sem suporte "Stentless" Biocor. De maio de 1990 a dezembro de 1993,120 pacientes foram submetidos à troca de valva aórtica usando-se a prótese "Stentless", no Biocor Instituto de Belo Horizonte, Brasil. A idade dos pacientes variou de 11 a 76 anos (média: 36 anos), sendo 85 com menos de 40 anos. O sexo predominante foi o masculino com 69% dos casos. A seqüela de cardite reumática foi a etiologia mais freqüente (64 casos), seguida da disfunção de prótese aórtica (20), estenose aórtica congênita (11), endocardite em prótese aórtica (10), endocardite em valva aórtica (6), degeneração mixomatosa (5) e calcificação senil (4 casos). A técnica cirúrgica incluiu o uso de circulação extracorpórea com hipotermia moderada, cardioplegia cristalóide e aortotomia transversa dirigida para o seio de Valsalva não coronariano. A bioprótese foi implantada usando-se sutura contínua, interrompida, ou uma combinação das duas. A aortotomia foi ampliada com retalho de pericárdio bovino em 47 pacientes e outros procedimentos associados foram empregados em 30 casos. A mortalidade hospitalarfoi de 5%. Quatorze (11,6%) pacientes apresentaram complicações pós-operatórias, a maioriasem maiores problemas. No entanto, 5 (4,1 %) pacientes, operados no início da experiência, tiveram de ser submetidos a implante de marcapasso definitivo. Ocorreram seis óbitos tardios, todos não relacionados à bioprótese. Foram necessários quatro reoperações tardias, duas para correção de deiscência da sutura inferior e duas devido a endocardite bioprótese implantada. Estudos ecocardiográficos seriados realizados ao longo do seguimento tardio mostram função adequada com gradientes desprezíveis em todos os pacientes. A bioprótese encontra-se suficiente em 95.3% dos casos e nos demais, pequenos jatos de regurgitação sem significado hemodinâmico podem ser detectados. Concluímos que, a médio prazo, a bioprótese aórtica sem suporte, Biocor apresentou ótimos resultados clínicos e excelente desempenho hemodinâmico. Um seguimento mais longo ainda é necessário.

Year

1994

Creators

Vrandecic,Mário O Gontijo Filho,Bayard Fantini,Fernando Antônio Silva,João Alfredo Paula E Oliveira,Ozanan C Martins Jr,Idail Costa Barbosa,Juscelino Teixeira Oliveira,Roberto M Avelar,Sandra O. S Miotto,Hebert C Barbosa,Mauricio R Vrandecic,Érika Vrandecic,Ektor