RCAAP Repository

Resultados a longo prazo da reconstrução da via de saída do ventrículo direito com monocúspide porcina

O benefício hemodinâmico e funcionamento tardio das monocúspides implantada na via de saída do ventrículo direito são pontos que continuam controversos na literatura. Com o objetivo de se estudar o comportamento tardio de uma monocúspide porcina montada em remendo de pericárdio bovino, 45 pacientes selecionados, portadores de diversos tipos de cardiopatia congênita operados entre junho de 1989 e abril de 1996, foram acompanhados até dezembro de 1996. A idade variou de 2 semanas a 18 anos (média 4,8 ± 4,7 anos). Ocorreram 5 óbitos hospitalares, diretamente relacionados à condição clínica pré-operatória e à complexidade da doença. Com 3 pacientes não tendo sido encontrados para acompanhamento, 37 foram seguidos por um período que variou de 6 a 90 meses (média 4,8 ± 19,0 meses). Não houve mortalidade tardia. Dois pacientes foram reoperados, sendo o primeiro após 24 meses devido a insuficiência pulmonar grave em criança portadora de síndrome da valva pulmonar ausente e o segundo após 23 meses devido a estenose pulmonar infundibular residual. À reoperação, os enxertos mostravam-se bem conservados e sem sinais de calcificação, o que foi confirmado pelos estudos histológicos das peças retiradas. O segundo paciente recebeu uma nova monocúspide. Os demais 35 pacientes encontram-se assintomáticos. Trinta e seis pacientes têm sido avaliados periodicamente, através de ecocardiogramas seriados. A monocúspide permanece móvel e funcionante em todos os casos, sem sinais de calcificação, estenose ou dilatação. O gradiente sistólico médio de pico através da via de saída do ventrículo direito tem sido de 19,0 ± 5,8 mmHg. Regurgitação pulmonar está ausente em (33%) 12 pacientes, é leve em 15 (42%) e moderada em 9 (25%). Em conclusão, a monocúspide porcina apresenta excelente desempenho hemodinâmico a longo prazo, sem evidências de estenose tardia. Apresenta-se funcional e sincrônica com o ciclo cardíaco até 7 anos após o implante.

Year

1997

Creators

Fantini,Fernando Antônio Gontijo Filho,Bayard Martins,Cristiane Lopes,Roberto Max Silva,João Alfredo Paula Horta,Maria da Glória Castro,Marcelo Frederigue de Drumond,Leonardo Ferber Ferrufino,Arturo Vrandecic,Mário O.

Fatores prognósticos na revascularização do miocárdio em pacientes idosos

O receio em nosso meio, em se retardar, erroneamente, a revascularização do miocárdio (RM) em pacientes idosos determinou a realização deste estudo. Um total de 361 pacientes foram, consecutivamente, submetidos a RM entre 1992 e 1995, no InCór, dos quais 30,7% eram mulheres, 69,3% homens; 36,7% encontravam-se em classe funcional III/IV. Foi realizada análise univariada com 19 fatores perioperatórios e, a seguir, multivariada (regressão logística) com as variáveis que mostraram associação significativa (p < 0,005). Os fatores prognósticos da morbidade operatória foram: diabete melito, ICC, angina instável. Os pós-operatórios foram: acidente vascular cerebral, insuficiência renal, infecção e suporte respiratório prolongado. Concluímos que a revascularização do miocárdio pode ser realizada em pacientes com idade avançada, acompanhada de excelentes resultados (baixa mortalidade operatória) especialmente pacientes em classe funcional de ICC não muito avançada, propiciando melhora significativa da qualidade de vida.

Year

1997

Creators

IGLÉZIAS,José Carlos R. OLIVEIRA JÚNIOR,José de Lima FELS,Klaus Werner DALLAN,Luís Alberto STOLF,Noedir A. G. OLIVEIRA,Sérgio Almeida de VERGINELLI,Geraldo JATENE,Adib D.

Miniesternotomia: um acesso seguro para a cirurgia cardíaca

Atualmente, na constante busca de minimizar o tempo de intemação hospitalar e melhorar a recuperação no pós-operatório, várias altemativas cirúrgicas têm sido aventadas. Iniciamos o uso da estemotomia parcial como acesso para diversos tipos de operações cardíacas. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a evolução hospitalar dos pacientes operados através desta técnica. No período de novembro de 1996 a março de 1997, estudamos 51 pacientes operados através da esternotomia parcial. A idade média foi de 46,8 anos, sendo 26 pacientes do sexo feminino. Os procedimentos mais realizados foram o tratamento cirúrgico valvar e as revascularizações miocárdicas. O acesso utilizado para os pacientes com lesões valvares foi a esternotomia parcial em "T" invertido no segmento superior do esterno; para outras lesões, uma esternotomia em "T" no segmento inferior e, pela dificuldade técnica imposta nas re-operações e nos procedimentos múltiplos, utilizou-se uma terceira variação, que foi a esternotomia parcial em "H" deitado, estendendo-se no corpo esternal do primeiro ao quarto espaço intercostal. O comprimento médio da incisão de pele foi de 9,9 cm. Foram realizadas 19 incisões em "T", 17 em "T" invertido e 15 em "H" deitado. O tempo médio de ventilação mecânica foi de 2,8 horas, de permanência na UTI de 31,5 horas e de internação hospitalar de 5,9 dias. Não houve complicação diretamente relacionada com o acesso e em apenas 1 caso foi necessária a conversão para a esternotomia total. Analisando a evolução destes 51 pacientes, pudemos concluir que a esternotomia parcial é um acesso seguro para o tratamento cirúrgico de diversas cardiopatias, isoladas, associadas ou re-operações. Traz um resultado estético favorável e facilita a recuperação no pós- operatório, devendo fazer parte do repertório de todo o cirurgião cardiovascular.

Year

1997

Creators

MULINARI,Leonardo Andrade Tyszka,André Luiz COSTA,Francisco Diniz Affonso da CARVALHO,Roberto Gomes de SILVA Jr,Arlindo Zacarias GIUBLIN,Roberto MULASKI,José Carlos COSTA,Iseu Affonso da LOURES,Danton R. da Rocha

Cardioplegia sangüínea normotérmica intermitente anterógrada: II. Com e sem aminoácidos: estudo comparativo em coelhos

0bjetivos: Investigar se a adição de aspartato e glutamato à solução cardioplégica sangüínea normotérmica, infundida de forma intermitente, acrescentaria benefício a esta técnica de proteção miocárdica. Material e Métodos: Estudaram-se 32 coelhos da raça Nova Zelândia, divididos em grupos Experimental e Controle. O estudo constou de 2 fases: Fase I: Estudo metabólico após isquemia sem reperfusão, Fase II: Estudo metabólico e funcional após reperfusão. A reperfusão foi realizada utilizando-se um sistema de perfusão parabiótica. Determinou-se o glicogênio miocárdico e a respiração mitocondrial no miocárdio ventricular, imediatamente ao final do período de infusão intermitente das soluções cardioplégicas (Fase I) e após reperfusão (Fase II), durante a qual analisou-se, também, a função ventricular esquerda (dP/dtmax). Resultados: Detectou-se queda significativa nos níveis de glicogênio miocárdico, de 53% e 58%, nos grupos com e sem aminoácidos, respectivamente, na fase sem reperfusão. Após reperfusão, não houve diferenças significativas nos níveis de glicogênio miocárdico entre os grupos experimentais e entre estes e seus respectivos controles. A análise da respiração mitocondrial não mostrou diferença significativa entre os grupos experimentais, nem entre cada grupo experimental e seu controle, quer seja com ou sem reperfusão. Quanto à função ventricular, os resultados da dP/dtmax não mostraram diferença significativa em relação aos controles, nem entre os grupos experimentais. Conclusões: A adição de aspartato e glutamato à solução cardioplégica sangüínea a 37°C, infundida anterogradamente e de forma intermitente, não acrescentou benefícios a este método de proteção miocárdica em corações normais de coelhos.

Year

1997

Creators

Rodrigues,Alfredo José Sader,Albert Amin Vicente,Valter Villela de Andrade Bassetto,Solange

Fatores de risco em operações valvares: análise de 412 casos

O tratamento cirúrgico das valvopatias é muito freqüente e sua mortalidade ainda não se aproxima de zero. Neste estudo, procuramos identificar diversos fatores que poderiam aumentar o risco cirúrgico nestes procedimentos. Para isso, foram analisadas, retrospectivamente, 412 operações valvares realizadas no período de janeiro de 1994 a dezembro de 1995. A média de idade dos pacientes foi de 48,3 anos, com predomínio do sexo feminino (59,3%). Consistiam em reoperação 154 (37,4%) casos e 24 (5,8%) pacientes necessitaram revascularização miocárdica (RM) associada. As valvas acometidas foram: mitral isolada (55,1%), aórtica isolada (27,2%), mitral e aórtica (11,4%), mitral e tricúspide (4,4%), tricúspide (0,7%), mitral aórtica e tricúspide (1,2%). A mortalidade hospitalar geral foi de 8,3%. Apresentaram-se como fatores de risco, relacionados à maior mortalidade, os seguintes: idade superior a 60 anos, presença de fibrilação atrial (FA) no pré-operatório, necessidade de troca valvar (impossibilidade de preservação), classe funcional IV da NYHA no pré-operatório, redução da função ventricular (FE menor que 0,50), tempo de anôxia miocárdica superior a 75 minutos e tempo de circulação extracorpórea (CEC) superior a 120 minutos. Pacientes submetidos a reoperação valvar e aqueles com RM associada apresentaram mortalidade mais elevada (11,7% e 20,8%, respectivamente), mas sem significância estatística. Por outro lado, a valva acometida, sexo, tipo de prótese utilizada nas trocas valvares (biológica ou metálica), número de operações valvares realizadas previamente (nas reoperações), intervalo de tempo entre a última operação e a atual (nas reoperações), e também nas reoperações o fato de ter sido submetido à troca valvar ou cirurgia conservadora previamente não alteram a mortalidade. Indicação cirúrgica precisa e no momento adequado, controle de arritmias pré-operatórias, novos medicamentos para controle da ICC e melhora da função ventricular, aprimoramento e surgimento de novas técnicas para preservação valvar, e novos mecanismos para suporte hemodinâmico pré, per e pós-operatório são medidas que podem reduzir ainda mais a mortalidade.

Year

1997

Creators

BUENO,Ronaldo Machado ÁVILA NETO,Vicente MELO,Ricardo F. A.

Biopróteses de pericárdio bovino Fisics-Incor: 15 anos

No período de março de 1982 a dezembro de 1995 foram implantadas biopróteses de pericárdio bovino Fisics-Incor em 2259 pacientes. A média de idade foi de 47,2 ± 17,5 anos e 55% eram do sexo masculino. A principal etiologia das lesões foi a febre reumática em 1031 (45,7%) pacientes. Foram realizadas 1073 substituições da valva aórtica, 1085 mitral, 195 mitro-aórtica, 27 tricúspide e 16 substituições combinadas. Cirurgias associadas foram realizadas em 788 (32,9%) pacientes, predominando a plástica da valva tricúspide (9,2%) e a revascularização do miocárdio (7,7%). A mortalidade hospitalar global foi de 194 (8,6%) pacientes, 8,6% na substituição mitral isolada, 4,7% na aórtica e 12,8% na mitro-aórtica. As taxas linearizadas para os eventos calcificação, tromboembolismo, rotura, escape e endocardite são, respectivamente: 1,1%; 0,2%; 0,9%; 0,1% e 0,5% pacientes/ano. A curva actuarial de sobrevida é de 56,7% ± 5,4% em 15 anos. Livre de endocardite foi de 91,9% ± 2%, livre de tromboembolismo de 95 ± 1,7%, livre de rotura de 43,7 ± 19,8%, livre de escape 98,9 ± 4,5% e livre de calcificação de 48,8 ± 7,9% em 15 anos. No pós-operatório tardio 1614 (80,6%) pacientes encontram-se em classe funcional I (NYHA). Podemos concluir que os pacientes submetidos a implante de biopróteses de pericárdio bovino apresentaram evolução satisfatória.

Year

1997

Creators

POMERANTZEFF,Pablo M. A. BRANDÃO,Carlos M. A. CAUDURO,Paulo PUIG,Luiz Boro GRINBERG,Max TARASOUTCHI,Flávio CARDOSO,Luís F. LERNER,Adolfo STOLF,Noedir A. G. VERGINELLI,Geraldo JATENE,Adib D.

Defeito do septo atrioventricular forma total associado a tricuspidização da valva atrioventricular esquerda na infância

Entre maio de 1987 e dezembro de 1996, o reparo do defeito do septo atrioventricular, forma total (DSAVT), com duplo retalho de pericárdio bovino e tricuspidização da valva atrioventricular (VAV) esquerda, foi realizado em 34 pacientes consecutivos com mortalidade global de 5 (14,7%) pacientes (pac.). Grupo I: abaixo de 6 meses (m) com 12 pac. (1 óbito; 8,3%); Grupo II: entre 7m e 12m, com 15 pac. (4 óbitos; 26,6%) e Grupo III: entre 1 e 5 anos (a) com 7 pac. sem óbitos. Ocorreram 2 óbitos tardios (1 por Insuficiência mitral residual + insuficiência cardíaca congestiva e outro por pneumonia + insuficiência respiratória). Duas crianças receberam implante de marcapasso definitivo (após 45 dias e 4 anos). Nenhum paciente foi reoperado, apesar de mais 2 apresentarem insuficiência da VAV esquerda e 1 VAV direita, controlada clinicamente, e as restantes encontram-se nos graus I e II da New York Heart Association (NYHA). Apesar de 29 pacientes apresentarem peso abaixo de 10 kg, utilizou-se circulação extracorpórea (CEC) e hipotermia a 25°C sem parada circulatória total. Iniciou-se o reparo pela zona de "aposição" da VAV única com um ou dois pontos em "x", mantendo tricúspide. Sutura-se o primeiro retalho de pericárdio bovino (PB) em forma de "gota", insinuando-o entre as cordas do lado direito do septo; a seguir, sutura-se o segundo retalho, fazendo uma aposição concomitante com a VAV única, septando-se, desta forma, as quatro cavidades. As vantagens desta técnica são: preservação da integridade valvar, maior durabilidade funcional da VAV esquerda, menor possibilidade de reoperação mesmo em pacientes mais jovens e que devem ser preferencialmente operados em torno de 6º mês de vida.

Year

1997

Creators

DOBRIANSKYJ,Aleksander GEBRIN,Marta C. RODRIGUES,Maria S. BITENCOURT,Ricardo BRANCO,Rita F. RORIZ,Márcio A. RAPOSO,Railda E. L.

Formato em sela do ânulo valvar mitral: imagem obtida com a ecocardiografia transtorácica tridimensional

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Year

2006

Creators

Vieira,Marcelo Luiz Campos Maddukuri,Prasad Pandian,Natesa G. Mathias Jr.,Wilson Ramires,José Antônio F.

Aspecto evolutivo da repolarização ventricular em bloqueio de ramo esquerdo no miocárdio não-compactado

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Year

2006

Creators

Saraiva,Lurildo Ribeiro Parente,Giordano Bruno Loureiro,Ricardo Leão,Thiago B. Saraiva

Utilidade do ultra-som intracoronariano na decisão do tratamento de pacientes com lesões duvidosas no tronco da coronária esquerda

OBJETIVO: Avaliar a segurança e eficácia da estratégia de tratamento cirúrgico ou conservador em pacientes com de lesões duvidosas de tronco da coronária esquerda (TCE), baseada nos achados do ultra-som intracoronariano (USIC). MÉTODOS: Incluídos 66 pacientes consecutivos com lesões angiograficamente duvidosas no TCE submetidos a avaliação ao USIC. Foram divididos em dois grupos de acordo com os achados do USIC. Grupo I, mantidos em tratamento clínico [área mínima da luz (AML) > 6,0 mm² e/ou diâmetro mínimo da luz (DML) > 2,5 mm] e Grupo II, encaminhados a revascularização (AML < 6,0 mm² e/ou DML < 2,5 mm). Avaliou-se a ocorrência de eventos cardíacos maiores (óbito, infarto agudo do miocárdio e/ou revascularização da lesão alvo) durante a evolução. RESULTADOS: Quarenta e um (62%) pacientes foram alocados no Grupo I e 25 (38%) no Grupo II. A média de seguimento foi de 42,1 meses. A angiografia coronariana não conseguiu diferenciar os dois grupos pela gravidade da lesão (DML 1,98 mm Grupo I versus 1,72 mm Grupo II, p = 0,75) ao contrário do USIC (DML 3,41 mm Grupo I versus 2,01 mm Grupo II, p < 0,001). Não houve óbito ou infarto do miocárdio no Grupo I. A sobrevida livre de eventos cardíacos maiores foi de 95% no grupo I versus 87,5% no Grupo II (p=ns). CONCLUSÃO: A estratégia de decisão de tratamento de pacientes com lesões angiograficamente duvidosas no TCE, guiada pelos achado do USIC, mostrou-se segura e eficaz.

Year

2006

Creators

Vaz,Vinicius Daher Abizaid,Andrea Claudia Leão de Souza Abizaid,Alexandre Antonio Cunha Feres,Fausto Staico,Rodolfo Mattos,Luiz Alberto Piva Pinto,Ibraim Tanajura,Luiz Fernando Leite Sousa,Amanda G. M. R. Sousa,José Eduardo M. R.

Perfil dos hormônios tireoidianos nas síndromes coronarianas agudas

OBJETIVO: Descrever o perfil hormonal tireoidiano em pacientes com síndromes coronarianas agudas (SCA), e nos grupos: 1) angina instável e/ou infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento de segmento ST (AI/IAM sem supra ST); 2) infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento (IAM com supra ST), e nos pacientes que evoluíram ou não a óbito conforme os grupos. MÉTODOS: Foram estudados prospectivamente setenta pacientes portadores de SCA, internados na unidade coronariana do Hospital dos Servidores do Estado/RJ. As amostras sangüíneas foram coletadas nos primeiro, quarto e sétimo dias de internação. Exame clínico e eletrocardiograma foram realizados no período de internação. RESULTADOS: Dos 70 pacientes admitidos, 13 (18,6%) apresentaram a "síndrome do eutireoidiano doente" (SED), que consiste na queda do hormônio T3 e ou T3 livre, aumento do hormônio T3 reverso (rT3) e inalteração dos hormônios TSH, T4 e T4 livre. Nos pacientes do grupo IAM com supra ST, observaram-se elevação precoce e maiores médias do hormônio tireoidiano T3 reverso (rT3) e menores médias dos hormônios T3 e T3 livre. Nos coronariopatas que evoluíram a óbito, observamos achados hormonais condizentes com os encontrado na SED, com valores médios expressivos dos hormônios rT3 e T3. CONCLUSÃO: Os resultados apresentados neste estudo mostram a importância do reconhecimento da "síndrome do eutireoidiano doente" nos pacientes coronariopatas, sugerindo associação com pior prognóstico nos pacientes com síndrome coronariana aguda.

Year

2006

Creators

Pimentel,Rodrigo Caetano Cardoso,Gilberto Perez Escosteguy,Claudia Caminha Abreu,Luiz Maurino

Doenças periodontais em pacientes com doença isquêmica coronariana aterosclerótica, em Hospital Universitário

OBJETIVO: Verificar a freqüência das doenças periodontais (DP) em pacientes com cardiopatia isquêmica. As DP representam grave problema de saúde pública odontológica, com distribuições diferenciadas quanto a gravidade, faixa etária, tipo de infecção, comorbidades e fatores de risco. MÉTODOS: Foram examinados 480 pacientes no Ambulatório de Cardiopatia Isquêmica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e 154 pacientes sem cardiopatia na mesma instituição. Preencheram os critérios de inclusão para a investigação periodontal, respectivamente, 58 e 62 pacientes, de trinta a 79 anos. Foram utilizados o Índice Periodontal Comunitário (IPC) e o Índice de Perda de Inserção Periodontal (PIP), recomendados pela OMS (1999). RESULTADOS: Houve predomínio de sextantes com DP moderada e grave nos pacientes com cardiopatia (76,3% versus 20,2%; p < 0,00001). Nesses pacientes, 1,1% dos sextantes exibiram saúde periodontal, contra 32,0% nos sem cardiopatia (p < 0,00001). No tocante à história pregressa das DP, 6,0% dos sextantes não exibiram perda de inserção entre os pacientes com cardiopatia, contra 68,0% nos sem cardiopatia (p < 0,00001). Observou-se biofilme dental em 100,0% dos pacientes com cardiopatia e em 82,3% dos sem cardiopatia (p < 0,001). Necessitavam de tratamento de bolsas periodontais > 6 mm, 79,3% dos pacientes com cardiopatia contra 9,7% dos sem cardiopatia (p < 0,0001). CONCLUSÃO: As DP mostraram-se muito prevalentes nos grupos estudados, sendo de maior gravidade naquele com cardiopatia isquêmica. A elevada prevalência de fatores de risco encontrada aponta para a necessidade de adoção de estratégias de intervenção.

Year

2006

Creators

Barilli,Ana Lúcia Azevedo Passos,Afonso Dinis Costa Marin-Neto,José Antônio Franco,Laércio Joel

Valor preditivo da angina em detectar doença coronariana em pacientes com estenose aórtica grave a partir da quinta década de vida

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é verificar o valor de previsão da angina de peito no diagnóstico da DAC em pacientes portadores de EA, a partir da quinta década de vida. MÉTODOS: A população estudada foi constituída por 186 pacientes consecutivos com EA e idade e" 50 anos, referidos para cirurgia de troca valvar aórtica entre junho de 1989 e setembro de 2004. Cinecoronariografia de rotina foi realizada em todos os pacientes. Cento e um eram homens (54,3%) e 85, mulheres (45,7%), com idade de 66±8 anos. Angina estava presente em 124 pacientes (66,7%). O gradiente máximo transvalvar aórtico foi de 89,4±27,6 mmHg e a área valvar aórtica de 0,59±0,17 cm2. Calculamos a sensibilidade, a especificidade, o valor de previsão positivo e negativo e a razão de verossimilhança positiva da angina na predição da presença de DAC. RESULTADOS: DAC estava presente em 93 pacientes (50%). Dos 124 pacientes com angina, 68 (54,8%) apresentavam DAC; enquanto dos 62 sem angina, 25 apresentavam DAC (40,3%). Portanto, a sensibilidade da angina para DAC foi de 73,1%, a especificidade de 39,7%, valor preditivo positivo de 54,8%, valor preditivo negativo de 59,6% e razão de verossimilhança positiva de 1,6. CONCLUSÃO: A angina de peito não é bom preditor da presença de DAC em pacientes com EA a partir da quinta década de vida.

Year

2006

Creators

Gonçalves,Aline Alves Vargas Cardão,Fabíola Lúcio Soares,Maria Gabriela Gomes Weksler,André Weksler,Clara Tura,Bernardo Rangel Silva,Paulo Roberto Dutra da Rocha,Antônio Sérgio Cordeiro da

Área valvar mitral através de medidas de meia-pressão em átrio esquerdo e capilar pulmonar

OBJETIVO: Testar a validade do cálculo da área valvar mitral (AVM) aplicando o método de meia-pressão do Doppler (MP) diretamente às curvas de pressão de átrio esquerdo (AE) e capilar pulmonar (Cap). MÉTODOS: Trinta e cinco pacientes com estenose valvar mitral (EVM) foram submetidos a valvotomia mitral percutânea pela técnica de Cribier com monitorização por cálculos de AVM feitos pelos métodos tradicionais (Gorlin e Eco-Doppler) e pelo proposto. Os valores de AVM calculados antes e após os procedimentos foram comparados entre si e foi aplicado modelo de regressão linear para cálculos recíprocos de AVM. RESULTADOS: Observou-se correlação entre os valores calculados por todos os métodos. O método proposto correlacionou-se fortemente com os demais (p< 0,05) notadamente antes da abertura valvar. Foram encontradas fórmulas simples para cálculo recíproco de AVM. CONCLUSÃO: O método proposto para cálculo de AVM seja sobre a curva pressórica de AE ou Cap mostrou-se preciso e simples monitorizando com segurança os procedimentos de valvotomoa mitral percutânea.

Year

2006

Creators

Osterne,Evandro Cesar Vidal Haddad,Jorge Motta,Vicente Paulo da Motta,Paulo Antonio Marra da Osterne,Thomas E. C. Osterne,Noeme M. A. C. Gomes,Otoni M.

Curvas de percentis de valores normais de medidas ecocardiográficas em crianças eutróficas procedentes da região centro-sul do Estado de São Paulo

OBJETIVO: Avaliar os valores de medidas ecocardiográficas em crianças eutróficas sem cardiopatia, relacionando-os com a superfície corporal (SC, m²), e construir curvas de percentis que relacionem as variáveis ecocardiográficas estudadas com a SC. MÉTODOS: Foram analisadas medidas ecocardiográficas unidimensionais de crianças entre 1 e 144 meses de idade. Avaliaram-se: diâmetros diastólicos dos ventrículos direito (VDd, mm) e esquerdo (VEd, mm), sistólico do VE (VEs, mm), da via de saída do VD (VSVD, mm), da aorta (DAo, mm) e do átrio esquerdo (DAE, mm); fração de ejeção do VE (FEVE, %); porcentagem da variação do diâmetro ventricular esquerdo (deltaVE, %); espessura diastólica do septo interventricular (ESIV, mm) e da parede posterior do VE (EPPVE, mm); massa (MVE, g) e índice de massa muscular do VE (IMVE, g/m²). RESULTADOS: Ao final do estudo, 595 crianças (326 do sexo masculino) foram avaliadas. Os valores das medidas ecocardiográficas apresentaram boa correlação com a SC e possibilitaram a construção de curvas de percentis (3%, 25%, 50%, 75% e 97%). Diferenças estatisticamente significantes, entre os sexos, foram evidenciadas para as variáveis VEs, VEd, VSVD, DAo, MVE e IMVE, sendo os maiores valores observados em crianças do sexo masculino. CONCLUSÃO: As curvas de percentis dos valores obtidas podem ser utilizadas como referência para a avaliação de crianças com suspeita de cardiopatia ou para o acompanhamento daquelas já diagnosticadas como cardiopatas ou em tratamento com agentes potencialmente cardiotóxicos.

Year

2006

Creators

Bonatto,Rossano César Fioretto,José Roberto Okoshi,Katashi Matsubara,Beatriz Bojikian Padovani,Carlos Roberto Manfrin,Thiago Colletti Remond Gobbi,Michelle de Farias Martino,Rodolfo Silva De Bregagnollo,Edson Antônio

Dislipidemia entre crianças e adolescentes de Pernambuco

OBJETIVO: Descrever a prevalência de dislipidemia e sobrepeso entre crianças e adolescentes no Estado de Pernambuco, Brasil. MÉTODOS: Durante a avaliação clínica, um questionário foi respondio por meio de entrevista com os pais, incluindo dados pessoais de cada criança e adolescente. Os critérios de exclusão foram história pessoal ou familiar de diabetes ou doença arterial coronariana (DAC). Amostras de sangue foram coletadas após jejum de 12 horas, e as seguintes avaliações foram realizadas por métodos enzimáticos: níveis séricos de colesterol total, colesterol LDL, colesterol HDL e triglicerídeos. Os dados foram analisados com o programa estatístico SPSS 11.5 que inclui o test-t de Student e o teste exato de Fisher. RESULTADOS: Das 414 crianças e adolescentes analisados no presente estudo, cerca de 30% apresentaram um perfil lipídico aterogênico, caracterizado por altos níveis de triglicerídeo, colesterol total e colesterol LDL. A prevalência de sobrepeso nesta amostra de Pernambuco foi 4%. As meninas apresentaram níveis de triglicerídeo e colesterol total mais elevados do que os meninos. Crianças e adolescentes apresentaram os mesmos valores de lipídios no sangue, o que não é esperado para crianças nessa fase do desenvolvimento. CONCLUSÃO: Na presente população, um prefil lipídico desfavorável sugere que programas objetivando a prevenção de doenças cardiovasculares e obesidade devem começar precocemente.

Year

2006

Creators

Franca,Everaldo de Alves,João Guilherme Bezerra

Índice de massa corporal e circunferência abdominal: associação com fatores de risco cardiovascular

OBJETIVO: Determinar a associação entre índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal (CA) com fatores de risco para doenças cardiovasculares. MÉTODOS: Estudou-se 231 servidores da Universidade Federal de Viçosa, sendo 54,1% do sexo masculino (21-76 anos). Analisou-se glicemia de jejum, colesterol total e frações, triglicérides, pressão arterial, IMC, CA, relação cintura-quadril e percentual de gordura corporal. Informações sobre tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas e atividade física também foram obtidas. RESULTADOS: As freqüências de sobrepeso/obesidade foram bastante elevadas, principalmente em mulheres. A obesidade abdominal foi observada em 74% das mulheres e 46,1% dos homens. Os homens apresentaram valores médios e medianos de colesterol total, HDL, triglicérides, IMC e percentual de gordura corporal maiores do que as mulheres (p<0,05). O sedentarismo apresentou-se como fator de risco para obesidade e o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas foram mais freqüentes entre homens e entre eutróficos. A maioria das correlações entre índices antropométricos e fatores de risco foram significativas, entretanto apresentaram-se fracas. A CA foi o indicador antropométrico que se correlacionou mais fortemente e com maior número de variáveis. Observou-se que com o aumento do IMC e da gordura abdominal houve elevação principalmente da glicemia, dos triglicérides, da pressão arterial e redução do HDL. A freqüência de síndrome metabólica foi maior no grupo sobrepeso/obesidade e em homens. CONCLUSÃO: Neste estudo, a freqüência de fatores de risco cardiovascular aumentou com aumento do IMC e CA.

Year

2006

Creators

Rezende,Fabiane Aparecida Canaan Rosado,Lina Enriqueta Frandsen Paez Lima Ribeiro,Rita de Cássia Lanes Vidigal,Fernanda de Carvalho Vasques,Ana Carolina Junqueira Bonard,Ivana Sales Carvalho,Carlos Roberto de

Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001

OBJETIVO: Analisar as tendências do risco de morte por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, no período de 1981 a 2001. MÉTODOS: Dados de mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares nas cinco regiões brasileiras foram obtidos através do Ministério da Saúde. A fonte de dados foi o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Departamento de Análise da Informação de Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A população das regiões e estados teve por fonte o IBGE, censos 1991 e 2000, contagem populacional de 1996 e estimativas populacionais, disponibilizado pelo Datasus. Os dados do SIM foram relativos às seguintes causas de morte: doença cerebrovascular (Código Internacional de Doenças CID-9 430-438, CID-10 I60-I69) e a doença isquêmica do coração (CID-9 410-414, CID-10 I21-I25). O estudo estatístico utilizou-se para as análises inferenciais de modelos lineares generalizados ajustados. RESULTADOS: A tendência da mortalidade por doença cerebrovascular mostrou declínio nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste em todas as faixas etárias e sexo. Também a mortalidade por doença isquêmica do coração declinou nas regiões Sudeste e Sul, com estabilização do risco na região Centro-Oeste e aumento na região Nordeste. CONCLUSÃO: O risco de morte para as doenças circulatórias, cerebrovasculares e isquêmicas do coração diminuiu no Sul e no Sudeste, regiões mais desenvolvidas do país, e aumentou nas menos desenvolvidas, principalmente no Nordeste.

Year

2006

Creators

Souza,Maria de Fátima Marinho de Alencar,Airlane Pereira Malta,Deborah Carvalho Moura,Lenildo Mansur,Antonio de Padua

Avaliação da pressão arterial em bombeiros militares filhos de hipertensos através da monitorização ambulatorial da pressão arterial

OBJETIVO: Avaliar a influência do antecedente familiar de hipertensão arterial sistêmica (HASF) sobre o efeito do estresse do trabalho em bombeiros militares comunicantes (BMC), através da monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA). MÉTODOS: Estudo prospectivo caso-controle. Foi realizada a MAPA em 66 BMC saudáveis, durante 12 horas de trabalho na central de comunicações (CC), sendo 34 filhos de hipertensos (grupo 1) e 32 filhos de normotensos (grupo 2). RESULTADOS: O grupo 1 diferiu do grupo 2, pois apresentou, no trabalho, maiores médias sistólicas (134,1 ± 9,9 mmHg X 120,8 ± 9,9 mmHg p < 0,0001) e diatólicas (83,8 ± 8,3 mmHg X 72,9 ± 8,6 mmHg p < 0,001) e maiores cargas sistólicas (31,4 ± 25,6 % X 9,4 ± 9,4 % p = 0,0001) e diastólicas (28,3 ± 26,6 % X 6,1 ± 8,9 % p = 0,0001). A prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) no grupo 1, no trabalho, foi de 32,3 %. Estes indivíduos, monitorados fora do trabalho, normalizaram a pressão arterial (hipertensos funcionais). O grupo 2 revelou pressão arterial (PA) normal no trabalho. CONCLUSÃO: A pressão arterial mais elevada em BMC filhos de hipertensos é explicada de maneira independente pela HASF e aqueles que desenvolveram HAS durante o turno de trabalho na CC, podem ser considerados hipertensos funcionais, enquanto, os BMC filhos de normotensos, submetidos ao estresse psicológico, estão livres de alterações na pressão arterial.

Year

2006

Creators

Mattos,Carlos Eduardo de Mattos,Marco Antonio de Toledo,Daniele Gusmão Siqueira Filho,Aristarco Gonçalves de