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Reassessing museum archaeological collections: unprecedented osteological and ceramic data for the Sucuriju site at the Urubu River, Central Amazon, Brazil

Abstract This article presents laboratory studies of the archaeological collection from the Sucuriju site which has been stored for decades at the technical reserve of the Museu Paraense Emílio Goeldi. These materials result from Mário Simões’ investigations at the Urubu River area, in the municipality of Itacoatiara, Amazonas, Brazil, in the late 1970’s and 80’s. Recently, this region has been hypothesized as a cultural frontier and is considered key to understanding ethnogenetic and cultural interaction processes in late pre-Columbian times. The reassessment of this old collection, which remained untouched for over 20 years, yielded unprecedented osteological (dental) data for the site. The new analysis of Sucuriju ceramics enabled a better understanding of the local ceramic complexes. We highlight the need for integration between past and current research in this region in order to improve archaeological data both at local and regional scales.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Lima,Helena Pinto Cunha,Claudia M.

Conversações desassossegadas: diálogos sobre coleções etnográficas com o povo indígena Ka’apor

Resumo Este artigo trata do processo de diálogo sobre coleções etnográficas de objetos Ka’apor e da curadoria compartilhada da exposição “A Festa do Cauim”, atividades promovidas pelo Museu Nacional de Etnologia de Leiden (NME), Holanda, junto ao Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Brasil, e o povo indígena Ka’apor da Terra Indígena Alto Turiaçu, localizada no estado de Maranhão, na Amazônia brasileira. É reflexo de uma mudança de filosofia no NME em direção a uma atividade mais inclusiva e colaborativa, como também dos processos de atuação com povos indígenas promovidos no Museu Goeldi e da necessidade política dos Ka’apor de chamar atenção, em nível nacional e internacional, para a defesa de seus direitos territoriais, continuamente ameaçados por atores envolvidos com a exploração ilegal de madeira no seu território. Considerando diferentes enfoques disciplinares, principalmente da antropologia e da museologia, em consonância com o pensamento indígena, assim como com as negociações de interesses e encontro de diversas perspectivas cognitivas e posicionamentos políticos, este artigo, além de documentar e refletir sobre a produção cocriativa de uma exposição etnográfica, procura repensar as dimensões cognitiva, política e ética deste tipo de trabalho com povos indígenas.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Garcés,Claudia Leonor López Françozo,Mariana Broekhoven,Laura Van Ka’apor,Valdemar

Museus, coleções etnográficas e a busca do diálogo intercultural

Resumo O presente artigo enfoca aspectos ligados ao patrimônio cultural indígena depositado em museus e as coleções etnográficas. Ressalta as articulações, cada vez mais intensas, entre as noções de bens, de direitos, de identidades, de pertencimentos, que influenciam as políticas da diferença e do reconhecimento demandadas pelos povos indígenas e nas quais o patrimônio musealizado tem um importante papel a cumprir. O artigo destaca, ainda, aspectos e possíveis caminhos sobre os processos e as perspectivas de documentação e de acesso a esses acervos, os quais permanecem essenciais para a renovação de práticas interativas em museus. Finalmente, discorre sobre o programa Museus da Amazônia em Rede (MAR), que congrega quatro museus da Amazônia Oriental e que visa, essencialmente, à disponibilização de seus acervos e aos efeitos positivos que essa atividade pode gerar no sentido de expandir e aprofundar o diálogo intercultural no espaço museal.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Velthem,Lucia Hussak van Kukawka,Katia Joanny,Lydie

Looking back ahead: a short history of collaborative work with indigenous source communities at the Weltmuseum Wien

Abstract In the last few years, collaborating with representatives of indigenous communities became an important topic for European ethnographic museums. The Weltmuseum Wien (former Museum of Ethnology Vienna, Austria) adheres to this form of sharing cultural heritage. Its Brazilian collection offers rich opportunities to back up Amazonian cultures in their struggle for cultural survival. However, to establish collaborative work in a European museum on a sustained basis is still a difficult endeavor. The article will discuss the projects which have been realized during the past five years with several groups from Amazonia, such as the Warí, Kanoé, Makushí, Shipibo and Sateré-Mawé. Projects were carried out in Austria, Brazil, and Guyana and ranged from short visit to longer periods of co-curating an exhibition. As for the Museum, results are documented in the collection, in two exhibitions and in the accompanying catalogues. It is less clear what the indigenous communities might take away from such collaborations. It will be argued that museum collaborations can help establish a new contact zone, ‘indoors’ and ‘outdoors’, in which members of heritage communities are able to break through the silence in the old contact zone and finally make their own voices heard.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Augustat,Claudia Kapfhammer,Wolfgang

Objeto, sujeito, inimigo, vovô: um estudo em etnomuseologia comparada entre os Mebêngôkre-Kayapó e Baniwa do Brasil

Resumo A etnomuseologia visa engajar os povos indígenas em um diálogo com a sua cultura material. Este artigo reflete sobre uma experiência efetuada no acervo etnográfico do Museu Paraense Emílio Goeldi com interlocutores Mebêngôkre-Kayapó e Baniwa sobre importantes coleções de seus respectivos povos, as quais datam do início do século XX. Além de perceber diferenças entre conceitos museológicos, ou científicos, e indígenas sobre as peças e os processos de musealização, também foi possível observar uma série de diferenças culturais entre os Mebêngôkre-Kayapó e os Baniwa no que concerne à maneira de se relacionar com os objetos de seu passado. Ambos os grupos atribuíram características subjetivas aos objetos no acervo, mas, no caso dos Mebêngôkre-Kayapó, a subjetividade das peças antigas representava uma ameaça aos visitantes do acervo, levando a um certo receio em manusear as peças, concebidas com troféus de guerra capturados de inimigos perigosos. Os Baniwa, ao contrário, expressavam grande carinho com os ‘objetos do vovô’ e sentiam-se no direito de manusear as peças que representam o patrimônio de clãs patrilineais. Esta experiência em etnomuseologia comparada ressalta a diversidade de conceitos, atitudes e expectativas dos povos indígenas perante às coleções museológicas, e a necessidade desta nova abordagem de pesquisa colaborativa.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Shepard Jr.,Glenn H. Garcés,Claudia Leonor López Robert,Pascale de Chaves,Carlos Eduardo

O colecionismo etnográfico no Brasil (1955-1975): entrevista com René Fuerst

Resumo Esta entrevista trata da trajetória do etnógrafo suíço René Fuerst, que trabalhou como pesquisador, fotógrafo e colecionador de cultural material entre diversos povos indígenas no Brasil entre 1955 e 1975. Suas coleções de objetos estão, hoje, presentes em museus no Brasil e na Europa, e em particular no Museu de Etnografia de Genebra, Suíça. Suas fotografias podem ser apreciadas em livros de memórias que ele vem publicando mais recentemente. A entrevista traz à tona aspectos práticos e políticos do colecionismo etnográfico no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970, e enfoca a carreira e as atividades de René Fuerst assim como do colecionador polonês Borys Malkin.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Françozo,Mariana

As classes verbais da língua Paresi (Aruák)

Resumo O objetivo deste artigo é descrever as classes de verbos em Paresi, uma língua Aruák, falada por aproximadamente 3.000 pessoas no estado do Mato Grosso, Brasil. Em Paresi, os verbos são classificados como intransitivos, transitivos e bitransitivos. Em geral, verbos intransitivos em línguas Aruák são subclassificados em intransitivos ativos e intransitivos estativos. A divisão no grupo de intransitivos é morfologicamente marcada, já que sujeitos de intransitivos estativos e objetos de transitivos são marcados da mesma forma, enquanto os sujeitos de transitivos recebem uma forma diferente. A maioria das línguas Aruák exibem alinhamento semântico, isto é, a seleção da marcação de concordância depende do parâmetro de eventividade. Em Paresi, a divisão nos intransitivos é morfologicamente marcada da seguinte forma: a) alguns intransitivos recebem a mesma marca de sujeito do que os transitivos (proclíticos do grupo A); b) outros intransitivos recebem uma marcação diferente (proclíticos do grupo B). Semanticamente, os verbos são classificados em agentivos e não agentivos. Os traços semânticos de [agentividade] e de [controle] têm um papel fundamental na assignação dos verbos a subclasses. Os dados foram coletados durante pesquisa de campo e a análise tem por base uma abordagem funcionalista-tipológica.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Brandão,Ana Paula Barros

Os indígenas na cartografia da América lusitana

Resumo Na cartografia realizada a partir da conquista colonial da América lusitana e da Amazônia, foram recorrentes as representações indígenas, como forma de reinventar e de localizar os povos nativos. Muitas vezes, essas representações eram pictóricas, com forte presença de elementos figurativos e de ornamentos, aspectos particulares ao período dos anos Quinhentos aos Setecentos. Contudo, na era pombalina (1750-1777), houve mudança nas representações cartográficas e nos valores estéticos relativos à simplicidade. Logo, a simetria na composição dos mapas passou a sobressair em detrimento da ornamentação. Os indígenas pouco apareciam na produção cartográfica, a não ser quando eram indicadas, nominalmente, as povoações e as aldeias estabelecidas dentro da nova configuração territorial resultante das reformas pombalinas, as quais fundaram administrativamente vilas, lugares, freguesias e povoações ou, economicamente, fazendas, engenhos, roças e terrenos. Essa nova ordem colonial intensificou os processos de desterritorialização e de reterritorialização das sociedades indígenas na Amazônia, que, de maneira diversa, se relacionaram às conquistas portuguesas (e espanholas). O objetivo deste artigo é discutir as representações indígenas no âmbito do espaço (chamado de concebido) da Amazônia colonial, por meio da investigação dos mapas coloniais, na perspectiva teórico-metodológica da cartografia histórica.

A experiência do conhecimento em Tim Ingold e as etnociências: reflexões a partir de um estudo de caso etnoecológico

Resumo Neste artigo, tomamos como ponto de partida um estudo de caso etnoecológico, desenvolvido entre quilombolas, no Vale do Ribeira, São Paulo, para lançar algumas reflexões sobre como articular as proposições de Tim Ingold à pesquisa etnocientífica. A proposta teórica de Ingold conecta práxis, percepção e conhecimento do ambiente. Aqui, veremos que a proposta ingoldiana pode ser tomada como: (1) modelo interpretativo para padrões observados em repertórios etnobiológicos/etnoecológicos; (2) modelo hipotético passível de teste empírico; e (3) referencial teórico para análises dirigidas à gênese do conhecimento na práxis. Este último caso é particularmente significativo, pois nele o conhecimento é concebido fenomenologicamente, o que implica um registro qualitativo de sua manifestação, sendo mediado pelo método etnográfico. Por fim, ressaltamos o caráter incipiente do diálogo entre Ingold e o campo etnocientífico, que representa um desafio ainda maior no ambiente acadêmico brasileiro, onde as etnociências figuram mais como um ramo da biologia do que da antropologia, diferente de suas raízes históricas na Europa e nos EUA.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Prado,Helbert Medeiros Murrieta,Rui Sérgio Sereni

Jeitos, sujeitos e afetos: participação das plantas na composição de médiuns umbandistas

Resumo A partir de um trabalho de campo de caráter etnográfico realizado em um terreiro de umbanda da capital paulista, este artigo analisa o processo de ‘tornar-se médium’ através do engajamento, contato e contágio que os adeptos estabelecem com as plantas. A narrativa se constrói com relatos de membros iniciantes – chamados ‘médiuns em desenvolvimento’ –, mães e pais-de-santo e suas experiências de sentir, perceber e permitir a ação das plantas na composição de seus estados e modos de ser. Os relatos compartilhados nesta etnografia indicam que, ao passo que os umbandistas coletam, rezam e preparam as plantas para uso em suas práticas cotidianas, como forma também de se elaborarem (ou, numa linguagem mais próxima do terreiro, de ‘se desenvolverem’), as plantas igualmente se desenvolvem através dos homens: promovem encontros e construções a partir de suas próprias (e autônomas) habilidades. Neste processo, cabe aos humanos aceitar e ensinar aos mais novos certa percepção dos afetos promovidos pelas plantas na composição daquilo que são.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Carlessi,Pedro Crepaldi

O muiraquitã da estearia da Boca do Rio, Santa Helena, Maranhão: estudo arqueológico, mineralógico e simbólico

Resumo O muiraquitã é um artefato arqueológico raro e característico das sociedades pré-coloniais do baixo Amazonas e de área circum-caribenha. Foi confeccionado por meio de diversos tipos de minerais, sendo os mais conhecidos os de pedra verde, sobretudo a nefrita. Embora sua função ainda seja desconhecida, a literatura etnográfica e arqueológica sugere que estes objetos conotavam símbolos de poder, haja vista a ampla rede de circulação em que estavam inseridos. Este artigo descreve um muiraquitã encontrado na estearia da Boca do Rio, região das estearias maranhenses. As análises foram feitas por MicroRaman, com auxílio do equipamento de bancada BWTEK, da GemExpert, difração de raios X (DRX), evidenciando que o artefato foi confeccionado em tremolita/actinolita, um mineral inexistente no Maranhão. Propõe-se uma possibilidade acerca da cadeia operatória do artefato e analisam-se as possíveis redes regionais de interação comercial e simbólica nas quais este muiraquitã esteve envolvido.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Navarro,Alexandre Guida Costa,Marcondes Lima da Silva,Abrahão Sanderson Nunes Fernandes Angélica,Rômulo Simões Rodrigues,Suyanne Santos Gouveia Neto,João Costa

Na sombra das pedras grandes: as indústrias líticas das ocupações pré-coloniais recentes da região de Diamantina, Minas Gerais, Brasil

Resumo As ocupações pré-coloniais do Holoceno Superior da região de Diamantina (na serra do Espinhaço, no Centro-Norte de Minas Gerais) são representadas por diversificada indústria lítica em variados sítios com abrigos. Neste artigo, busca-se construir um entendimento articulado, sistêmico, de um conjunto de sítios dessa área, a partir da disponibilidade de matérias-primas, das morfologias e das implantações dos sítios, da variabilidade artefatual presente neles e da associação deste aspecto com outros vestígios e estruturas. Para isso, articulam-se os conceitos de cadeia operatória e organização tecnológica com reflexões sobre o uso e a atribuição de sentido aos lugares. O estudo toma por objeto coleções geradas por um conjunto de intervenções realizadas em dez sítios, incluindo sondagens, escavações e diferentes métodos de coleta de superfície. Centrada nas indústrias líticas, a análise procura articulá-las a outros elementos das ocupações indígenas pré-coloniais recentes.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Isnardis,Andrei

História das pesquisas bioarqueológicas em Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil

Resumo A região de Lagoa Santa, Minas Gerais, apresenta uma história de pesquisas que cruza as fronteiras disciplinares da antropologia, arqueologia e biologia. Neste artigo, traçamos um panorama dos debates que permeiam 180 anos de pesquisa na região. As primeiras intervenções na área foram realizadas pelo naturalista Peter Lund, no século XIX. Desde então, intervenções nacionais, como as do Museu Nacional do Rio de Janeiro, e internacionais, como as das missões Americana e Francesa, aconteceram na região. Enfatizamos neste artigo o impacto produzido na pesquisa local pelas mudanças teóricas e pela intensidade de diálogo entre as disciplinas envolvidas. Por fim, destacamos a importância de manter as pesquisas na região centradas em questões científicas interdisciplinares.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Da-Gloria,Pedro Neves,Walter Alves Hubbe,Mark

Museu da Maré: entre educação, memórias e identidades

Resumo Entrelaçando memória, espaços educativos não formais e identidade, a análise da dimensão educativa do Museu da Maré, no Rio de Janeiro, revela a possibilidade de fortalecimento identitário de grupos populares através da valorização e da ressignificação da história, bem como da construção das memórias locais. O Museu da Maré gera visões ‘de nós e dos outros’, estabelecendo um jogo sutil e constante entre identidades e alteridades em suas memórias construídas e em histórias narradas em um museu contra-hegemônico, segundo conceito de Boaventura de Souza Santos.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Araújo,Helena Maria Marques

A saga de Payaré Akrãtikatêjê frente ao Estado brasileiro no contexto da construção da hidrelétrica de Tucuruí

Resumo Este texto é fruto de pesquisa realizada durante o ano de 2011, construída com base na metodologia de história de vida, por via – principalmente – da história oral. O resultado desta pesquisa foi o meu trabalho de conclusão de curso de graduação, finalizado no mesmo ano, revisitado agora para contar a história de Payaré. Cacique Akrãtikatêjê, ele travou uma batalha judicial, por mais de trinta anos, contra o Estado brasileiro, para ver reparado um erro histórico da justiça brasileira, que negou a identidade indígena a ele e ao seu povo no contexto da construção da hidrelétrica de Tucuruí. Com a construção da barragem da hidrelétrica, as terras do povo Akrãtikatêjê foram inundadas, iniciando-se a saga de Payaré para garantir os direitos de sobrevivência de seu povo.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Guimarães,Mariana Teixeira

Para além de Santarém: os vasos de gargalo na bacia do rio Trombetas

Resumo As cerâmicas Konduri (XI-XV AD) e Santarém (XIII-XVI AD), pertencentes à Tradição Inciso Ponteada, são encontradas em áreas vizinhas ao baixo Amazonas. Uma das vasilhas mais emblemáticas da cerâmica Santarém são os vasos de gargalo, caracterizados pela presença de um gargalo constrito com flange, base em pedestal e bojo lobado, geralmente com dois pares de apliques formando eixos de simetrias perpendiculares. No presente estudo, a proposição de que esse grupo de vasos ocorria exclusivamente associado à cerâmica Santarém será reavaliada. A partir da análise de dezenas de vasos de gargalo Santarém, foi possível identificar elementos diagnósticos capazes de ser reconhecidos em fragmentos isolados. A análise de coleções cerâmicas oriundas de contextos Konduri, por sua vez, permitiu isolar mais de uma centena de casos com atributos diagnósticos. A revisão da literatura confirma a presença desses fragmentos em coleções que não puderam ser diretamente observadas. Os vasos de gargalo associados à cerâmica Konduri apresentam padrões incisos e aplicados particulares, sem equivalentes nos vasos Santarém. O compartilhamento de um tipo cerâmico tão distinto em escala regional reforça as sugestões encontradas nos estudos etno-históricos e arqueológicos sobre a existência de interações sociais entre os coletivos produtores das cerâmicas Santarém e Konduri.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Alves,Marcony Lopes