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As espécies Brasileiras do gênero Axonopus (Gramineae)

O gênero Axonopus faz-se merecedor de estudos intensivos por duas razões: primeiramente, pelo importante papel que pode desempenhar na agronomia, dado o grande valor forrageiro de muitas das suas espécies e, em segundo lugar, pelo fato de apresentar, até os dias atuais, uma taxonomía extremamente confusa. Na verdade, devido às várias interpretações e conceitos que diversos autores lhe emprestaram, o gênero Axonopus, reunindo espécies de afinidades discutidas apresenta-se taxonómicamente mal definido, fazendo-se necessários urgentes estudos, não só morfológicos, como também anatômicos e citológicos das suas diversas espécies, visando ao esclarecimentos das suas afinidades. No presente trabalho são estudadas detalhadamente, do ponto de vista morfológico, 38 espécies brasileiras, distribuidas nas mesmas três seções já estabelecidas por Chase, em 1911, a saber: 1) Seção Euaxonopus, compreendendo 28 espécies; 2) Seção Cabrera, com oito espécies e 3) Seção Lappagopsis, com duas espécies. Além dessas, breves referências são feitas a outras seis espécies; assinaladas para a flora brasileira e que não puderam ser estudadas por motivos diversos. Quatro novas combinações são aqui propostas, representando transferências de espéeies do gênero Paspalum L. para Axonopus Beauv., a saber: Axonopus conplanatus (Nees) nov. cob., A. polydactylus (Steudel) nov. comb., A. ulei (Häckel) nov. comb. e A. triglochinoides (Mez) nov. comb., baseadas respectivamente em Paspalum complanatum Nees, P. polydactylon Steudel, P. ulei Häckel e P. triglochinoides Mez. Completam o trabalho chaves artificiais para a classificação das seções e das espécies, descrições destas últimas, sua distribuição geográfica, ilustrações das espécies e uma relação dos binômios válidos e seus sinônimos à luz dos conhecimentos atuais.

O melhoramento do amendoim cultivado (Arachis hypogaea L.), por meio de cruzamentos: Técnica empregada

O melhoramento do amendoim cultivado (Arachis hypogaea L.) por meio de cruzamentos é relativamente recente entre nós. Procurando combinar as características de boa produção, alta riqueza em óleo e boas qualidades culturais, foram cruzadas as melhores variedades até agora existentes em Campinas com as melhores dos Estados Unidos. Nêsse trabalho adotou-se uma delicada técnica de cruzamento, que é descrita no presente artigo. Cincoenta híbridos foram obtidos, os quais já estão estudados através de uma a três gerações.

Adubação do algodoeiro: I - Influência dos adubos, quando aplicados em contato com as sementes, sobre a germinação

Os autores do presente artigo relatam os resultados de um ensaio realizado cm 1936-37, na Estação Experimental Central, para estudar a influência de alguns adubos sobre a germinação das sementes do algodoeiro. Para isso foram estabelecidas comparações entre canteiros sem adubo e canteiros adubados com 0-50-0, 0-50-50 e 10-50-50 kg/ha de N-P2O5-K2O e, ainda, com outros que receberam o dôbro dessas doses. N e K2O foram empregados respectivamente nas formas de salitre do Chile e cloreto de potássio: P2O5, em cada uma das três formas: farinha de ossos, Renania-fosfato e superfosfato. Comparou-se, também, a aplicação desses adubos nas covas e nos sulcos de plantio. Os 38 tratamentos do ensaio tiveram três repetições. Cada canteiro, de 25 m², constou de uma fileira de 20,90 m, espaçada de 1,20 m das vizinhas. Nas fileiras, 53 covas propriamente ditas foram plantadas a cêrea de 0,40 m uma das outras, cada cova recebendo seis sementes; no plantio em sulcos, de 0,40 em 0,40 m foram depositadas seis sementes. As correspondentes doses de adubo foram aplicadas em cada cova ou distribuídas continuamente nos sulcos, e, após ligeira mistura com a terra, semeou-se no solo adubado. Durante 36 dias a partir do plantio foram feitas contagens diárias das covas em que nasceram plantas. Dos dados assim obtidos concluiu-se que, aplicados isoladamente, nos sulcos ou nas covas, o superfosfato e a farinha de ossos não prejudicaram o "stand". Entretanto, as aplicações isoladas de Renania-fosfato, assim como as adubações em que ao fósforo, sob qualquer forma, se adicionou cloreto de potássio, e sobretudo as que, além dêsses adubos, também tiveram salitre, reduziram fortemente o "stand" quando aplicadas nas covas; empregadas nos sulcos, prejudicaram muito menos. Além de reduzir o "stand", o salitre e o cloreto de potássio retardaram a emergência das plantas. Em regra, os danos cresceram com a concentração de adubos em tôrno das sementes, que foi muito maior nas covas. O período imediato ao plantio foi bastante chuvoso, concorrendo de um modo geral para diminuir os prejuízos. Com tempo sêco ou pouco chuvoso após o plantio, como acontece com freqüência, por certo a aplicação nos sulcos também teria sddo altamente prejudicial. Daí a conclusão de que certos adubos não devem ser aplicados pela maneira usual, como nos ensaios, e que, para avaliar o efeito dêsses adubos sôbre a produção do algodoeiro, se devem usar métodos outros que não os da aplicação nas covas ou nos sulcos de plantio.

Novas linhagens de repôlho e couve-flor para o Estado de São Paulo

A experimentação com repôlho (Brassica oleracea L. var. capitata L.) e couve-flor (B. oleracea L. var. botrytis cauliflora, Gars, D.C.) foi intensificada no Instituto Agronômico a partir de 1941 e, em 1944 iniciaram-se os trabalhos sôbre o seu melhoramento. No presente trabalho são feitas referências sobre florescimento, polinização, genética, problemas da produção de sementes, deficiência de boro, época de semeação para produção de cabeças e de sementes, pragas e moléstias. Experimentaram-se 74 variedades de repôlho e 59 de couve-flor. O maior grupo de variedades produz bem na época fresca do ano, quando as temperaturas médias mensais variam em tôrno de 22,5°C durante o crescimento, e de 16,5°C, na época de formação de cabeças. Para plantio na época quente do ano, com temperaturas médias mensais variando de 20,4 a 22,6°C, durante o crescimento, e de 18 a 22,2°C, na formação de cabeças, prestam-se a variedade de repôlho paulista "Louco" (I.A.C. n.° 758) melhorada no Instituto Agronômico, e a couve-flor "Early Benares", n.° 1383, procedente de Sutton's Seed, Índia, também adaptada às nossas condições climáticas. Em 1944 iniciou-se em Campinas, na E. E. Central, o melhoramento do repolho "Louco" com material procedente de Mogí das Cruzes, São Paulo. Seus defeitos foram eliminados, possuindo-se dêle boas linhagens. Dêsse repôlho foram produzidas, em campos de cooperação da Divisão de Fomento Agrícola, em 1950 e 1951, respectivamente 750 e 722,5 kg de sementes, obtendo-se em média, 26,5 g por planta ou 53 g por m2. Visando à produção de sementes, a melhor época de semeadura é dezembro. As cabeças formam-se em março e abril; após a retirada da cabeça as gemas do caule brotam; desses brotos, dois dos mais fortes devem ficar para a produção de sementes. O florescimento e a colheita das sementes dão-se em épocas favoráveis. As sementes são colhidas desde 160 dias após o corte da cabeça, e a colheita dura cêrca de 60 dias. Iniciou-se o melhoramento da couve-flor "Campinas" em 1944, de material adquirido em casa comercial de São Paulo, com o nome "Quatro Estações". Após alguns anos de trabalho, criaram-se na E. E. Central em Campinas e na E. E. de Monte Alegre do Sul, linhagens muito boas. A variedade "Campinas" (I.A.C. n.° 1587) é de média precocidade, tendo produzido em 1950 e 1951, em campo de cooperação, respectivamente 398 e 1244 kg de sementes, ou uma média de 30 g por planta, ou sejam, 60 g por m², Para produção de sementes a melhor época de semeadura é fevereiro. As cabeças formam-se em junho e desde 120 dias após, as sementes são colhidas, durando a colheita 16 dias em média.

A inoculação de sementes de soja tratadas com Arasan

A fim de estudar o efeito do tratamento com "Arasan" sôbre a germinação das sementes de soja, e também de verificar a compatibilidade entre êsse tratamento e a inoculação das sementes com Rhisobium japonicum, foi instalada uma série de ensaios nas localidades de Campinas, Ribeirão Prêto e Pindorama, empregando as variedades Abura e Mogiana, esta apresentando o defeito de rachaduras ("cracking") na casca das sementes, enquanto a primeira é isenta dêsse defeito. Os resultados mostraram que houve aumento moderado na porcentagem de germinação de sementes, devido à aplicação de "Arasan". A inoculação com R. japonicum, na véspera do plantio, ocasionou aumento significativo do número de nódulos e da produção de grãos. Concluiu-se também que, sob as condições dos ensaios realizados, a aplicação de fungicida "Arasan" é compatível com a inoculação das sementes, uma vez que foram insignificantes as diferenças entre as produções dos tratamentos "Arasan + Inoculante" e "Inoculante".

Year

1956

Creators

Miyasaka,Shiro Silva,J. Gomes da

Estudo do sistema radicular do algodoeiro nos três principais tipos de solo do estado de São Paulo

O presente trabalho refere-se ao estudo do sistema radicular de duas variedades de algodoeiro, em três tipos de solo do Estado de São Paulo. Os dados demonstram que para as variedades consideradas e nos tipos de solos pesquisados, o sistema radicular do algodoeiro alcançou profundidades apreciáveis. Dentre as variedades em questão, a LA. 7387-24940 foi a que apresentou sistema radicular mais profundo e mais abundante. Considerando o tipo de solo, a maior profundidade foi atingida na terra-roxa-misturada, seguindo-se em ordem decrescente a massapê e o arenito de Bauru. Independentemente da variedade e do tipo de solo, 80% em pêso do total de raízes situaram-se nos primeiros 20 cm da superfície do solo. Com base nêste fato é lembrada a importância de tratos culturais superficiais, para não prejudicar o sistema radicular dessa planta.

Year

1956

Creators

Cavaleri,Popílio A. Inforzato,Romeu

Espaçamento das mudas de café na cova

Quatro distâncias entre as mudas na mesma cova foram estudadas, com a finalidade de determinar quais as mais indicadas para a plantação de um cafèzal em terra anteriormente ocupada por culturas diversas. O presente ensaio foi instalado em solo tipo terra-roxa-misturada, na Estação Experimental Central em Campinas e compreende as distâncias de 10, 20, 30 e 40 cm entre as quatro mudas plantadas numa mesma cova. Os resultados obtidos dizem respeito às quatro primeiras colheitas. Diferentes observações foram feitas, dando as seguintes indicações: 1) quanto ao desenvolvimento das plantas, indicou a análise estatística das alturas correspondentes à terceira medição: a) haver diferenças entre as alturas médias das plantas nas covas, dentro dos canteiros, as quais são da mesma ordem para os diferentes tratamentos; b )os cafeeiros plantados a 10 e 20 cm nas covas, apresentam, em média, plantas mais altas, e os plantados a 30 e a 40 cm, mais baixas; a diferença entre os dois grupos é significativa e de ordem menor que 10%; 2) as produções estudadas mostram um aumento linear de acordo com o aumento do espaçamento entre as plantas na cova, estatisticamente significativo: 3) as diferenças entre as peneiras médias dos diferentes tratamentos são pequenas, indicando, portanto, não haver influência das distâncias no tamanho das sementes.

Adubação da batatinha resultados preliminares referentes ao emprêgo parcelado do N e K

Procurando estudar a influência da aplicação parcelada de nitrogênio e potássio, sôbre o desenvolvimento e produção de tubérculos de batatinha, foi organizado um plano preliminar com a duração de três anos, executado em Campinas, em solo pertencente ao grande tipo Glacial. Nêsse plano foram subdivididas as doses de nitrogênio e potássio, provenientes respectivamente do salitre do Chile e cloreto, de maneira a têrmos a aplicação de uma só vez (no ato do plantio), em duas, três e quatro vezes. Os resultados obtidos vieram demonstrar que houve um pequeno aumento de produção quando se subdividiu o nitrogênio três ou quatro vêzes, aumento êsse mais substancial no ano em que foi mais acentuada a queda pluviométrica durante o período de cultivo da batatinha. Quanto ao potássio, já não verificamos esse fato, pois, tanto aplicando-o em uma só vez como em três ou quatro, os resultados foram praticamente semelhantes. Em relação ao tipo dos tubérculos, também não foram notadas diferenças acentuadas entre os diversos lotes adubados.

Perdas de elementos nutritivos pela erosão: II - Elementos minerais e carbono

No presente trabalho procurou-se conhecer as perdas por erosão, dos elementos minerais e carbono na terra-roxa-misturada, quando submetida a práticas agrícolas diversas. Com essa finalidade foram usados coletores de enxurrada, do tipo Geib. No material sólido arrastado pela erosão, como também na enxurrada, foram feitas análises químicas dos principais elementos minerais e carbono. Procurou-se, também, estudar as relações entre a quantidade de material arrastado e volume de enxurrada com a composição química desses mesmos materiais. Procurou-se verificar a influência das diversas práticas agrícolas na composição da enxurrada, bem como a influência do material sólido em suspensão, na composição química da enxurrada.

Year

1956

Creators

Grohmann,F. Verdade,F. C. Marques,J. Quintiliano A.

Ensaios de variedades de cana de açúcar. I - série de ensaios realizados no período de 1951 a 1954

No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos em quatro ensaios de variedades de cana de açúcar, realizados de 1951 a 1954, nas usinas Junqueira, Porto Feliz e Itaiquara e na Fazenda Pau-a-pique. O objetivo foi determinar, dentre as variedades estudadas, as mais recomendáveis para os diversos tipos de solo e clima do Estado de São Paulo. Estudaram-se 16 variedades, sendo cinco indianas, Co.290, Co.331, Co.413, Co.419 e Co.421, quatro americanas, CP. 27/139, C.P.29/137, C.P.29/291 e C.P.34/120, uma argentina, Tuc. 2645, uma javaneza, P.O.J.2961 e cinco brasileiras, sendo três do Instituto Agronômico de Campinas, I.A.C.34/373, I.A.C.34/536 e I.A.C.34/553, e duas da Estação Experimental de Campos, no Estado do Rio, C.B.36/14 e C.B.38/1. Em cada ensaio foram feitos três cortes, cana planta, soca e ressoca, sendo analisados os resultados de produção de cana e de açúcar provável do primeiro corte e do total dos três cortes. Os resultados obtidos mostraram que podem ser recomendadas para todo o Estado de São Paulo as variedades Co.419 e C.B.36/14 juntamente com a Co.290, que é a variedade mais cultivada. Co.421 e Co.413 revelaram maior exigência quanto a solo e clima, especialmente esta última, C.P.34/120 e Co.331, apesar de produzirem bem como a Co.290, não são recomendadas por serem sucetíveis ao carvão, o mesmo acontecendo com a C.P.29/291, que também apresentou produções satisfatórias.

Observações sôbre métodos de determinação da capacidade de troca de cations do solo

Ao se procurar estudar a capacidade de troca de cations (T) da matéria orgânica do solo, verificou-se que o método mais adequado para êsse estudo era o do acetato de amônio. Para êsse processo procurou-se adaptar a percolação, como é utilizada na Seção de Agrogeologia, verificando-se que o emprêgo da relação 1 (pêso de solo) : 5 (volume de solução de acetato de amónio) é adequada para deslocar as bases e os Hidrogênios substituíveis. Após lavagens do solo com quatro porções de 25 ml de álcool etílico a 95%, o deslocamento do amônio adsorvido é feito com uma solução N em NaCl e 0,005N em HCl, na relação de 1 (pêso de solo) : 5 (volume do extrator). Verificou-se que o manuseio da amostra, quando se empregam os tubos percoladores é pequeno e o inconveniente da lentidão do processo pode ser evitado pelo emprêgo de tubo mais largos. As diferenças entre os resultados obtidos pelo processo do acetato de cálcio + KCl para determinar T-S (donde se obtém T) e os determinados pelo processo do acetato de amônio, são devidas ao maior poder de extração do H+ + Al+++ do primeiro extrator, não existindo relação com a soma das bases, pH e matéria orgânica do solo. Os diferentes processos levam a obter valores crescentes da capacidade de troca de cations na seguinte ordem: processo do acetato e amônio, processo do acetato de cálcio (a partir das titulações), processo do acetato de cálcio (calculando-se pela equação hiperbólica) e processo do acetato de cálcio + KCl.

Produção e qualidade do leite de cabras de torneios leiteiros

O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção diária, a qualidade microbiológica e físico-químicas do leite das cabras participantes de Torneios Leiteiros no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Foram analisadas 111 amostras de leite de 106 cabras (39 Saanen, 6 Toggenburg e 61 mestiças) agrupadas em categorias pela ordem de parto (primíparas e pluríparas) e estágio de lactação [inicial (0 a 30 dias), pico (30 a 45 dias) e pós-pico (mais de 45 dias)], utilizando o delineamento inteiramente casualisado. As cabras pluríparas apresentaram maiores médias de produção no início (4,41 kg/dia) e no pico (5,42 kg/dia) de lactação. Entre raças não houve diferença para produção media (4,62 kg/dia), ponto de congelamento (-0,488º C), pH (6,64), densidade (1,030 g/L), gordura (3,60%), proteína (2,90%), lactose (4,89%), extrato seco desengordurado (8,41%) e extrato seco total (12,06%). As análises microbiológicas revelaram a presença de mesófilos e coliformes fecais, sem diferença entre as ordens de parto ou entre raças. Cabras pluríparas apresentaram maiores produções de leite, mas não diferiram das primíparas quanto à composição, características físicas e microbiota do leite. As amostras de leite dos três genótipos (Saanen, Toggenburg e mestiças) analisados mostraram características físico-químicas, microbiológicas e de produção semelhantes.

Year

2012

Creators

Rangel,A.H.N. Pereira,T.I.C. Albuquerque Neto,M.C. Medeiros,H.R. Araújo,V.M. Novais,L.P. Abrantes,M.R. Lima Júnior,D.M.

Aspectos sanitários e produtivos das unidades de terminação suinicolas do Estado de Mato Grosso, Brasil

O presente trabalho analisou os aspectos sanitários e produtivos das Unidades de Terminação (UT) suinícolas do Estado de Mato Grosso. Foram levantados dados oficiais junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso, referentes a 55 granjas de terminação, distribuídas em 18 municípios, no período de dezembro de 2005 a janeiro de 2006. As características foram descritas e analisadas pelo teste de correlação Spearman, segundo o número de animais por UT, aspectos produtivos, sistemas de proteção sanitária, controle de possíveis veiculadores de agentes patogênicos e manejo dos animais. A população suína cadastrada totalizou 74.650 animais, sendo que 44 (80,0%) UT encontravam-se na região do cerrado. Segundo o número de suínos 10,9%, 9,1%, 14,%, 18,2%, 21,8% e 25% possuíam de 1 a 10, 11 a 100, 101 a 500, 501 a 1.000, 1.001 a 2.000 e acima de 2.000 suínos, respectivamente. As granjas integradas totalizaram 63,6% sendo que 89,1% empregavam manejo intensivo. As analises de correlações positivas (P < 0,05) foram observadas em diversos tipos de granjas, apresentando relação com: assistência veterinária, sistemas all-in all- out, incineração de carcaças, vassoura de fogo, compostagem, edificações de alvenaria e madeira, consumo de ração própria e comercial, abastecimento de água de represa, rio ou córregos e controle de moscas. Mesmo observando diferentes índices de correlação, detectaram-se inúmeros déficits de manejo sanitário em diversos segmentos das UT, por isso, questões relativas à biosseguridade das granjas do Estado de Mato Grosso devem ser revistas para que, futuramente, possa ser ava-liado o grau de vulnerabilidade delas.

Year

2012

Creators

Corrêa,M.B.V. Aguiar,D.M. Caramori Júnior,J.G.

Propolis: a natural product as an alternative for disinfection of embryonated eggs for incubation

During the cooling process of embryonated eggs, there is a natural air flux from the surface to the inner part of the eggs, carrying contaminants such as bacteria and fungi through the shell's pores, infecting embryos and resulting in the inability to hatch or poor chick quality. Formaldehyde, a toxic product, is still the most used disinfectant for embryonated eggs in the aviculture industry. In order to evaluate the antimicrobial activity of the green propolis ethanolic extract as an alternative to formaldehyde, 140 hatching eggs from laying hens were collected and submitted to disinfection with five different treatments: T1 - without disinfection; T2 - formaldehyde fumigated eggs; T3, T4 and T5 disinfection by immersion in propolis solution in the concentrations of 2,400 µg, 240 µg and 24 µg, respectively. The contamination levels by total mesophiles and fungi of the egg shells (Aspergillus sp. and other moulds) after disinfection with propolis were lower than when compared to the control without disinfection. In comparison with formaldehyde, the 240 µg and 24 µg propolis concentrations did not differ regarding antibacterial activity, but for antifungal activity the 2,400 µg and 240 µg concentrations were more efficient. The 2,400 µg and 240 µg propolis treatments presented a hatching rate of 94.1%, compared to only 84.6% for the formaldehyde treatment. The green propolis ethanolic extract presented antibacterial and antifungal activities in embryonated eggs showing that it can be a new natural disinfectant product substituting formaldehyde.

Year

2012

Creators

Vilela,C.O. Vargas,G.D. Fischer,G. Ladeira,S. Faria,R.O. de Nunes,C.F. Lima,M. de Hübner,S.O. Luz,P. Osório,L.G. Anciuti,M.A.

Ocorrência de equídeos soropositivos para os vírus das encefalomielites e anemia infecciosa no Estado de Mato Grosso

O presente trabalho determinou a ocorrência de equídeos com sorologia positiva para os vírus das encefalomielites virais dos tipos Leste (EEL), Oeste (EEO) e Venezuelana (EEV) e Anemia Infecciosa (AIE) nos biomas Amazônico, Pantaneiro e Cerrado do Estado de Mato Grosso. A detecção de anticorpos para AIE foi realizada em 886 soros pela prova de Imunodifusão em Gel de Ágar (IDGA), enquanto que para EEL, EEO e EEV foi realizada em 473 soros pela Microtécnica de Soroneutra-lização viral em culturas de células VERO. Para AIE, 46 (5,1%) equídeos foram positivos, não sendo observados animais positivos da região amazônica e a maior frequência ocorrendo no ambiente do pantanal com 36,6% de animais positivos (P < 0,05). Para as encefalites virais, foram detectados 168 (35,5%) equídeos positivos para EEL e 31 (6,5%) para EEV. Não houve soros positivos para EEO. As maiores frequências de animais positivos para EEL foram observadas nos ambientes pantaneiro e amazônico com 45,8% e 62,0%, respectivamente (P < 0,05). Os três biomas estudados apresentaram ocorrência similar (P &gt; 0.05) de animais positivos para EEV, com 4,1%, 6,4% e 10,3% para o pantanal, cerrado e amazônia, respectivamente. Embora não apresentando equídeos reagente ao vírus da AIE na região amazônica, a presença de positivos em Mato Grosso encontra-se dentro do relatado no Brasil. O comportamento diferenciado do vírus da EEL e EEV nos três ecossistemas estudados reforça a presença de animais reservatórios, condições ambientais e climáticas que favorecem a proliferação de vetores que propiciam a infecção pelos vírus no Estado de Mato Grosso.

Year

2012

Creators

Melo,R.M. Cavalcanti,R.C. Villalobos,E.M.C. Cunha,E.M.S. Lara,M.C.C.S.H. Aguiar,D.M.

Sensitivity profile of Rhipicephalus (Boophilus) microplus ticks of dairy cattle to acaricides in small farms in the northwestern São Paulo State, Brazil

Rhipicephalus (Boophilus) microplus tick is one of the most important parasite afflicting cattle, mainly in taurine breed. Chemical application is still the most widely used way of control, although there are reports of tick resisting to many active principles in different countries. The goal of this study was to obtain the in vitro sensitivity profile of dairy cattle ticks to six commercial acaricides in five small farms in northwestern São Paulo state, located in Bady Bassitt and Ipiguá municipalities, and to investigate the productive characteristics and tick control methods applied in these farms. R. (B.) microplus engorged females were collected from naturally infested cattle and subjected to adult immersion test using the following drugs: amitraz, cypermethrin, deltamethrin, chlorpyrifos/cypermethrin mix, dichlorvos/cypermethrin mix, and dichlorvos/chlorpyrifos mix. In each farm, a questionnaire was also administered. Considering the mean efficacy level from all farms, there was no product with appropriate efficacy level. Pyrethroids had the worst results (cypermethrin and deltamethrin having mean efficacy of 17% and 27% respectively), with resistance observed in all farms. Conversely, amitraz (73%), chlorpyrifos/cypermethrin (79%), and chlorpyrifos/dichlorvos (76%) exhibited the highest mean efficacies. The ticks were resistant to all formulations in two herds. The cattle farmers were not aware of tests that detect ticks susceptibility to acaricides and did not adopt proper technical procedure when using chemicals. These indicate the need to educate cattle farmers on considering resistance as a product choice criterion. A constant monitoring of resistance is also relevant. Further investigations in the region should be conducted to better understand the resistance levels.

Year

2012

Creators

Ueno,T.E.H. Mendes,E.E.B. Pomaro,S.H.K. Lima,C.K.P. Guilloux,A.G.A. Mendes,M.C.

Caracterização ovariana e definição do número de gerações de mosca-das-frutas sul-americana durante o ciclo das culturas em dois pomares na região de Porto Alegre, RS, Brasil

A mosca-das-frutas sul-americana, Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) (Diptera: Tephritidae), é a principal praga das frutíferas no Sul do Brasil. Este trabalho buscou caracterizar as populações de moscas-das-frutas desta espécie capturadas em armadilhas com atrativos alimentares, através da comparação do estágio de maturação dos órgãos reprodutivos de fêmeas de campo e de laboratório. Realizaram-se coletas em dois pomares, um de pessegueiro, com manejo convencional e um de goiabeira, sem manejo, durante uma safra, com dois diferentes atrativos alimentares, em diferentes fases das culturas. Foram utilizadas armadilhas do tipo McPhail com suco de uva a 25% e proteína hidrolisada a 5%. As fêmeas coletadas foram dissecadas, seus ovários medidos em largura e comprimento e foi determinado o grau de maturação sexual, assim com as de laboratório, com a idade controlada. Foram capturadas 895 fêmeas de A. fraterculus no pomar de goiabeiras e 139 no de pessegueiros. Determinaram-se três estágios fisiológicos das fêmeas a partir da diferenciação celular dos ovários: imaturas, em desenvolvimento e maduras. Fêmeas maduras de laboratório apresentaram ovários significativamente menores que as de campo. No pomar de pessegueiros identificaram-se, através dos picos de coletas de moscas imaturas, três gerações durante o ciclo da cultura, até a colheita. Nas goiabeiras, o maior pico populacional de moscas imaturas ocorreu no final do ciclo, indicando uma população apta a colonizar outras frutíferas.

Year

2012

Creators

Reyes,C.P. Jahnke,S.M. Redaelli,L.R.

Diversidade de predadores em coentro, endro e funcho sob manejo orgânico

Espécies vegetais da família Apiaceae podem proporcionar recursos vitais para insetos predadores de pragas agrícolas, promovendo sua eficiência como agentes de controle biológico devido à oferta de recursos como sítios de refúgio, proteção e alimentação. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atração de insetos predadores pelas apiáceas coentro (Coriandrum sativum L.), endro (Anethum graveolens L.) e funcho (Foeniculum vulgare Mill.). O experimento foi conduzido no campus da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, em blocos completos ao acaso, com três tratamentos e quatro repetições. Coletas semanais foram realizadas por meio de batida das plantas em bandejas, sendo os predadores aspirados e acondicionados em frascos com álcool 70%. Determinaram-se a curva do coletor, a riqueza de espécies, o índice de diversidade de Shannon-Wienner e o índice de similaridade (análise de Cluster). O funcho apresentou maior índice de Shannon-Wienner (H' = 1,104) e riqueza, enquanto o coentro mostrou maior abundância, sobretudo para a espécie Orius insidiosus (Hemiptera: Anthocoridae), um importante predador de tripes em hortaliças. Outras espécies predadoras de pragas de hortaliças foram encontradas, de maneira geral, em todas as apiáceas, destacando-se os adultos e larvas de coccinelídeos, importantes predadores de pulgões. A análise de Cluster indicou maior similaridade entre funcho e endro (55,03%). O período de floração promoveu considerável aumento na abundância de predadores, sobretudo no coentro.

Year

2012

Creators

Resende,A.L.S. Haro,M.M. de Silva,V.F. da Souza,B. Silveira,L.C.P.

Efeito do fosfito de potássio isolado e em mistura com fungicidas no controle da requeima do tomateiro

Três experimentos foram realizados, um em casa-de-vegetação e laboratório e os demais em campo, com o objetivo de estudar a ação do fosfito de potássio isolado e em mistura com fungicidas no controle de Phytophthora infestans do tomateiro. A aplicação de 300 g 100 L-1 de fosfito de potássio associado com mancozebe foi mais eficiente no controle da requeima nos cultivares 'Rebeca' e 'Giuliana', em relação à aplicação isolada desses produtos, no quarto e sétimo dia após a inoculação em discos foliares. No campo, clorotalonil/metalaxil-M + mancozebe/propamocarbe associados com fosfito de potássio nas doses de 100, 200 e 300 g 100 L-1 foram mais eficientes no controle da requeima que o cimoxanil + mancozebe/fenamidona/iprovalicarbe + propinebe e o uso isolado de fosfito de potássio. O uso de dimetomorfe + mancozebe + fosfito de potássio reduziu drasticamente a severidade da doença quando comparado à aplicação isolada de mancozebe, de fosfito de potássio ou da mistura mancozebe + fosfito de potássio. A mistura entre mancozebe e fosfito de potássio (300 g 100 L -1) proporcionou maior controle da requeima em relação ao uso isolado.

Year

2012

Creators

Töfoli,J.G. Mello,S.C. Domingues,R.J.

Ação protetora, residual, curativa e anti-esporulante de fungicidas no controle da requeima e da pinta preta da batata em condições controladas

A ação de fungicidas em diferentes fases do processo infeccioso da requeima (Phytophthora infestans) e da pinta preta (Alternaria solani) da batata foi estudada em condições de casa-de-vegetação e laboratório. A ação protetora e residual foi avaliada através de inoculações realizadas com os respectivos patógenos a 1, 3, 6, 9, 12 e 15 dias após a pulverização (DAP). Para avaliar a ação curativa, os fungicidas foram aplicados 1, 12, 24 e 48 horas após a inoculação (HAI) para requeima e 1, 24, 48 e 72 HAI para a pinta preta. As ações preventiva, residual e curativa foram avaliadas com base na porcentagem de área foliar afetada e a ação anti-esporulante através da contagem de esporângios e conídios. Todos os fungicidas promoveram elevada proteção contra a requeima e a pinta preta. Os fungicidas sistêmicos apresentaram redução de controle a partir dos 12 DAP, enquanto que os fungicidas translaminares e mesostêmicos a partir dos 9 DAP. Quanto à ação curativa e anti esporulante, destacaram-se principalmente os fungicidas sistêmicos aplicados até as 24 horas após a inoculação (HAI). Fungicidas translaminares e mesostêmicos foram capazes de inibir a requeima quando aplicados até 12 HAI. Os fungicidas de contato destacaram-se apenas para ação protetora.

Year

2012

Creators

Töfoli,J.G. Melo,P.C.T. Domingues,R.J.