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Riqueza e composição de espécies de insetos visitantes florais de algodoeiro Bt e não-Bt

O objetivo deste estudo foi verificar se existe diferença entre a comunidade de insetos visitantes florais do algodoeirogeneticamente modificado (Bt) e sua isolinha convencional (não-Bt). A pesquisa foi realizada em área de produção comercial no Município de Maracaju, MS, Brasil. A área amostral compreendeu dois campos, um de algodão não-Bt e outro de algodão Bt. As coletas dos insetos foram realizadas no período matutino com intervalo de três dias. Ao final da floração foram coletados 1.310 espécimes de visitantes florais, destes, 56,56% nas flores do algodoeiro Bt e 43,44% do não-Bt. Embora a abundância de insetos no cultivar Bt ter sido maior, a riqueza de espécies no cultivar não-Bt foi superior. Assim, apresentando diversidade de 73 espécies na cultivar Bt e 84 espécies na não-Bt. A riqueza de espécies variou entre os horários de coleta para ambos os tratamentos, entre os dias de floração onde no início e no final da floração, constatou-se a menor riqueza independentemente do cultivar de algodão. Por outro lado, a riqueza de espécies não variou entre os cultivares de algodão. Com relação à composição das espécies houve variação entre os horários de visitação, entre os tipos de algodão e também entre a interação, desses dois fatores. Também variou entre os dias de floração, mas não entre as classes da interação os dias e o tipo de algodão. Com base neste estudo, concluímos que houve diferença entre as espécies de insetos que visitaram as flores do algodoeiro Bt e sua isolinha convencional.

Year

2012

Creators

Dutra,C.C Meotti,C Fernandes,M.G Raizer,J

Distribuição do sistema radicular da cana de açúcar var. co. 290, em solo tipo terra-roxa-legítima

No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos no estudo do sistema radicular da cana de açúcar var. Co. 290, sob condições normais de cultivo em terra-roxa-legítima, na Usina Tamôio, município de Araraquara e em três idades: seis, doze e dezoito meses. Empregou-se o mesmo método já utilizado para o cafeeiro, com as alterações convenientes à cana de açúcar. Os resultados mostraram que a distribuição do sistema radicular da variedade estudada se apresentou bem homogênea nas diferentes camadas de solo, sendo que o maior adensamento se deu nos primeiros 30 cm com uma média, nas três idades, de 59,3%. Observou-se que aos seis meses as raízes iam além de 2,10m de profundidade, para atingir 3,30 m na planta adulta. O máximo de raízes vivas foi encontrado aos 12 meses, período de intenso crescimento da planta. Calculou-se a quantidade de raízes que essa cultura deixa incorporada ao solo, após o corte. Para uma produção de 100 toneladas de cana por hectare a planta, aos seis meses, já fornece 1,8 toneladas de raízes nessa mesma área, atingindo a 8 toneladas na planta adulta.

Year

1957

Creators

Inforzato,Romeu Alvarez,Raphael

Desenvolvimento da semente do amendoim cultivado, Arachis hypogaea L.

Sendo esparsos na literatura os dados sôbre o desenvolvimento da semente do amendoim cultivado, realizamos um estudo, o mais detalhado possível, das fases desse desenvolvimento. Não tendo sido possível colher óvulos com idades determinadas, relacionamos o desenvolvimento com tamanhos crescentes, desde óvulos microscópicos até a semente madura. O aumento de tamanho do óvulo se dá, segundo nossas medições, principalmente, pelo crescimento dos tegumentos. Nos menores óvulos examinados já não encontramos nucelo. Os exames revelaram que o endosperma do amendoim é do tipo nuclear e que persiste até o estado final de semente, só desaparecendo quando esta se encontra fisiologicamente madura. O embrião se diferença logo de início; tem crescimento lento no princípio e muito rápido no fim, preenchendo toda a cavidade embrionária e constituindo a massa da semente. Os tegumentos, que de início ocupam a maior parte do volume do óvulo, constituem finalmente a película fina e colorida da semente. O endosperma, o embrião e os tegumentos foram estudados anatomicamente.

Comportamento de variedades de cana de açúcar no arenito de Bauru

Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos em um ensaio de variedades de cana de açúcar, realizado a partir de 1952 na Usina Miranda, no município de Presidente Alves. A finalidade do ensaio foi determinar as melhores variedades de cana existentes na ocasião, para os solos do Arenito Bauru, completando estudos iniciados no ano anterior em outros tipos de solo. Foram estudadas 16 variedades: Co.290, Co.413, Co.419, Co.421, C.B.36/14, C.B.40/19, C.B.40/69, C.B. 40/77, C.B.41/18, C.B.41/61, C.B.41/70, C.P.27/139, C.P.29/291, I.A.C.34/536, I.A.C. 34/553 e P.O.J.2961. Fizeram-se três cortes, cana-planta, soca e ressoca, sendo analisadas as produções de cana e de açúcar provável do primeiro corte e dos totais dos três cortes. Os resultados obtidos indicaram que podem ser cultivadas naquela região as variedades: Co.419, C.B.40/69, C.B.40/77, C.B.41/61, Co.290 e C.B.41/70. A Co.421, apesar de produtiva, apresenta alguns inconvenientes. São feitas restrições às variedades C.B.36/14, C.B.41/18, C.P.27/139 e C.P.29/291, esta suscetível ao carvão da cana. As outras variedades estudadas não são recomendáveis, devido às baixas produções apresentadas.

Feijoeiro manteiga, planta-teste para os vírus de vira-cabeça e da necrose branca do fumo

Entre cêrca de 200 variedades de feijoeiro ensaiadas, a Manteiga foi mais sensitiva aos vírus de vira-cabeça e da necrose branca, formando, nas fôlhas primárias, lesões locais adequadas para contagens. Com o vírus de vira-cabeça as lesões locais apareceram de 3 -6 dias após as inoculações, sob a forma de manchas cloróticas, às vezes com anéis necróticos; com o vírus da necrose branca as lesões se manifestaram em 1 - 4 dias, sob a forma de pontuações necróticas, pequenos anéis necróticos ou, em casos de certas estirpes do vírus, como pintas cloróticas. Feijoeiros com as fôlhas primárias tendo 2/3 de sua expansão ou mais desenvolvidas deram melhores resultados para o vírus de vira-cabeça; para o vírus da necrose branca os melhores resultados foram obtidos com fôlhas que tinham 2/3 ou ligeiramente menos de sua expansão total. O vírus de vira-cabeça não se tornou sistêmico em plantas inoculadas mecanicamente. A maioria das estirpes do vírus da necrose branca também não se tornou sistêmica em feijoeiros inoculados mecanicamente. Uma estirpe amarela deste tem a capacidade de se tornar sistêmica em feijoeiros sob determinadas condições. O sulfito de sódio em solução 0,0125 M, usado na extração do inóculo, aumentou ligeiramente o número de lesões formadas nas fôlhas do feijoeiro Manteiga pelo vírus de vira-cabeça; aumento consideravelmente maior foi obtido com a extração em presença de búfer de fosfato 0,1 M com pH 7, sendo êsse efeito atribuído a um aumento da sensitividade da planta-teste. A mistura de ambos causou aumento igual ou ligeiramente menor que o búfer só. Para o vírus da necrose branca a presença de sulfito de sódio 0,0125 M durante a extração aumentou consideravelmente o número de lesões, sendo esse efeito atribuído à diminuição na perda de atividade do vírus, devida à oxidação; o búfer sozinho ocasionou pequeno aumento em comparação com a testemunha, mas a mistura de búfer e sulfito de sódio deu o maior aumento.

Adubação da cana de açúcar. I - Adubação fosfatada em solo massapê-salmourao

Neste trabalho são apresentados os resultados preliminares obtidos em terra massapê-salmourão da Usina Itaiquara, município de Tapiratiba, em três ensaios com diferentes fertilizantes fosfatados. No ensaio instalado em 1950, em presença de nitrogênio e potássio foram estudados oito tipos de adubos fosfatados, na dose de 120 kg/ha de P2O5 verificando-se que, estatísticamente, deram os mesmos resultados: superfosfáto'simples, serranafosfato, farinha de ossos degelatinados, farinha de ossos autoclavados, hiper-fosfato, fosfato argeliano e fosfato do Morro do Serrote. A bauxita fosforosa mostrou-se inferior ao superfosfáto e às duas farinhas de ossos. Em outros dois experimentos, instalados em 1952, foram estudados cinco tipos de fertilizantes fosfatados, nos níveis de 0, 40, 80 e 120 kg/ha de P2O5. e os resultados mostraram que não houve diferença entre o superfosfato simples, farinha de ossos degelatinados, fosfato bicálcico (fertifós) e hiperfosfato; o fosfato do Morro do Serrote foi inferior a êsses fertilizantes.

Year

1957

Creators

Alvarez,R. Segalla,A. L. Catani,R. A. Arruda,H. V. de

Lixiviação do B. H. C. (isômero gama) em solo tipo arenito Bauru

No presente trabalho são descritos os resultados obtidos em um experimento sobre determinação da lixiviação do B. H. C. em solo tipo arenito Bauru. Foram utilizados lisímetros monolíticos com estrutura indeformável, que receberam certa quantidade de B.H.C, e água destilada. Tôda a água percolada foi dosada em seu teor em B. H. C. Posteriormente os lisímetros foram abertos e também pesquisado o B. H. C. no solo, a diferentes profundidades. Pelos resultados obtidos verificou-se que, nas condições da experiência, o B. H. C. (isômero gama) não é arrastado em profundidade, ficando retidos nos primeiros 10 cm de solo praticamente 90% do B. H. C. colocado na parte superior.

Year

1957

Creators

Gargantini,H. Giannotti,O. Tella,Romeu de

O uso de substâncias inibidoras da brotação de tubérculos de batatinha

A conservação de tubérculos de batatinha para o consumo vem preocupando os pesquisadores em diferentes países, por se tratar de um produto fácilmente perecível. Além dos trabalhos sôbre frigorificação, já bem conhecidos, iniciou-se o emprêgo de substâncias químicas inibidoras da brotação e que impedem as podridões causadas por Fusarium. Dentre essas drogas sobressairam-se o éster metílico do ácido alfanaftaleno acético e o tetracloronitrobenzeno. Os resultados alcançados, embora contraditórios em alguns pontos, vieram demonstrar a viabilidade do seu uso, principalmente em países onde o inverno é rigoroso. Das experiências e observações feitas no Instituto Agronômico de Campinas a partir de 1946, chegou-se à conclusão que as referidas drogas somente trouxeram bons resultados quando os tubérculos tratados foram conservados a baixa temperatura (4°C). Por outro lado, as batatinhas armazenadas a essa temperatura tornaram-se adocicadas e de má aceitação pelos consumidores, devido à formação de açúcares. Mantendo-se as temperaturas entre 18 e 26°C não houve, na maioria dos casos, influência nítida das drogas sôbre a redução da brotação, constatando--se, ao contrário, um aumento na porcentagem de tubérculos deteriorados devido à podridão mole causada por bactérias.

Resultados experimentais relativos à poda da figueira, variedade roxo de Valinhos

Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos durante quatro anos (1951/54) em um experimento conduzido desde 1949 em Monte Alegre do Sul, com a finalidade de estudar o comportamento de figueiras submetidas a tipos de poda de renovação anual da copa, de severidade menor que a comumente empregada nas culturas comerciais do Estado de São Paulo. O experimento, compreendendo 192 plantas, foi delineado em blocos ao acaso, com três repetições e quatro tratamentos, a saber: copas de 10, 20, 30 e 40 ramos. O tratamento de 10 ramos foi tomado como testemunha, por ser o mais próximo do tipo usual. Os dados obtidos, relativos à produção em número e em peso de figos, analisados estatisticamente, revelaram resultados altamente significativos e permitiram várias conclusões, que resumimos a seguir. a) As produções totais do ensaio, obtidas de 1951 a 1954, foram respectivamente as seguintes: 5.200, 9.039, 8.895 e 15.990 kg/ha, as quais mostram os aumentos havidos à medida que as plantas se tornaram mais velhas. A produção obtida aos cinco anos após a plantação definitiva é bastante satisfatória quando confrontada com a média das grandes regiões produtoras mundiais e indica que são altamente favoráveis as condições de Monte Alegre do Sul, para o cultivo da figueira. b) Os resultados de três anos (1952/1954), analisados separadamente e em conjunto, mostraram a tendência da produção aumentar quando diminuiu a severidade da poda da copa. Em 1954 as produções médias, observadas para as plantas deixadas com 10, 20, 30 e 40 ramos foram, respectivamente, 10.381, 16.288, 18.411 e 18.607 kg/ha, de modo que os aumentos porcentuais verificados nos tipos de 20, 30 e 40 ramos, em relação ao de 10, foram respectivamente: 56,9, 77,3, e 79,2. O aumento de produção se refere exclusivamente aos figos maduros, porquanto, com relação aos verdes colhidos no fim da safra, não se observaram diferenças significativas. c) Os dados de produção permitiram verificar que o pêso dos figos maduros diminui quando aumenta o número de ramos da copa. Em 1954 o peso médio dos figos produzidos nas plantas de 10, 20, 30 e 40 ramos foi, respectivamente: 65,5, 63,7, 59,7 e 60,0 g. d) Não se verificaram diferenças acentuadas entre os pesos dos ramos cortados, nos quatro tipos de copa; as médias observadas nas podas de 1953 e de 1954, para as figueiras de 10, 20, 30 e 40 ramos, foram respectivamente: 5,3, 5,2, 4,7 e 5,4 kg por planta. e) Verificou-se uma tendência para os figos amadurecerem mais precocemente nas plantas deixadas com maior número de ramos. Na primeira década de janeiro de 1954 - período correspondente às maiores colheitas dos tratamentos 2, 3 e 4 - as plantas deixadas com 10, 20, 30 e 40 ramos mostraram, respectivamente, as seguintes porcentagens de figos colhidos em relação à produção total do tratamento: 12,9, 21,2, 31,7 e 36,8; ao passo que na última década de fevereiro - período correspondente às maiores colheitas do tratamento 1 - foram as seguintes as porcentagens respectivamente verificadas: 18,7, 12,3, 9,4 e 9,5. f) Nas condições da experiência o tipo de copa mais vantajoso à produção de figos maduros parece encontrar-se entre os de 15 a 25 ramos por planta, enquanto para a produção de figos verdes destinados às fábricas de doces, entre os de 25 a 35 ramos. Entretanto, a adoção de tipos de copa com maior número de ramos do que o usual acarreta certas modificações, como: diminuição do tamanho dos figos, antecipação das colheitas, aumento de despesas com pulverizações e adubações, as quais sugerem várias considerações econômicas. Complexos como são os problemas econômicos, pela dependência em que se acham de numerosos fatôres, não se podem estabelecer regras fixas. Em última análise, é o próprio fruticultor quem decidirá o melhor caminho a seguir, de posse das informações aqui relatadas.

Variedades de cavalos de videira e sua melhor época de enraizamento

A indicação prática de que as melhores épocas para plantio de formação de vinhedo no Estado de São Paulo eram os meses de junho, julho e agosto, se baseavam em observações locais. No entanto, o atual progresso da viticultura paulista estava exigindo que se comprovassem experimentalmente essas informações. Por este trabalho se verificou ser possível a plantação, para formação de vinhedos em São Paulo, desde meados de junho a meados de setembro. Verificou-se também que, desde que seja possível, será melhor plantar os bacelos em junho, julho e agosto. Conseguiu-se ainda estabelecer mais nitidamente a preferência das variedades de bacelos estudadas com referência às suas melhores épocas de plantação. Verificou-se, também, corresponder à plantação nesses meses a ocorrência de melhor pagamento e formação de vegetação mais sadia e vigorosa, o que, indubitavelmente, deverá influir na formação de vinhedos mais homogêneos e de maior produção.

Year

1957

Creators

Ribas,Wilson Corrêa Conagin,Armando

Ensaios de variedades de amendoim. II - Oitava e nona séries de ensaios

No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos em duas séries de ensaios instalados com o objetivo de estudar o comportamento, em três diferentes regiões agrícolas do Estado, das variedades de amendoim que se revelaram mais promissoras em ensaios anteriores, cujos dados já foram publicados. De um modo geral, as duas séries compreenderam seis experiências plantadas em três Estações Experimentais do Instituto Agronômico. Pelos resultados obtidos destacaram-se, pela maior produtividade, as variedades Roxo 40 e 54 e a Tatuí 76. Os maiores rendimentos foram obtidos em solo terra-roxa-misturada da Estação Experimental Central em Campinas, em 1952-53, com uma produção mínima de 2.990 quilos por hectare e máxima de 5.170 quilos por hectare.

Year

1957

Creators

Pilho,Vicente Canecchio Tella,Romeu de Abramides,Eduardo

Adubação do algodoeiro: II - Ensaios com tortas de mamona e algodão

No presente artigo são apresentados os resultados de 37 ensaios - seis dos quais repetidos por dois ou mais anos consecutivos nos mesmos canteiros - realizados com o objetivo de estudar-se o efeito fertilizante das tortas de mamona e de algodão na cultura do algodoeiro. Nesses ensaios, efetuados entre 1937 e 1945 e distribuídos em onze diferentes localidades, abrangendo os principais tipos de solo do Planalto Paulista, foram comparadas doses crescentes de torta de algodão, formas de adubos azotados (torta de mamona, salitre do Chile, sulfato de amónio, Calnitro IG, Urecal IG etc.) e maneiras de se aplicar a torta de algodão. Aplicadas pelo método usual - nos sulcos destinados às sementes, no momento do plantio - somente em poucos casos as tortas de mamona ou algodão aumentaram satisfatoriamente a produção; em regra seu efeito foi medíocre e, em vários casos, foi nulo ou francamente negativo. Assim aconteceu tanto na ausência como na presença de adubos fosfatados e potássicos. Doses de 600 e 800 kg/ha de torta de algodão geralmente não deram melhor resultado que a de 400 kg/ha. A torta de mamona se mostrou inferior aos adubos azotados solúveis. Deve-se isso ao sério prejuízo que as tortas causaram ao "stand" e à pequena eficácia do replantio das falhas verificadas. A responsabilidade pelos danos no "stand" coube ao método de aplicação usado nos ensaios. A presença de fósforo mais potássio (provavelmente devido ao sulfato de cálcio contido no superfosfato) atenuou esses danos, mas não foi suficiente para reduzi-los a proporções desprezíveis. Aplicadas nos próprios sulcos destinados às sementes, mas cerca de um mês antes do plantio, as tortas não prejudicaram a germinação. A aplicação, no momento do plantio, em sulco aberto 10 cm ao lado do destinado às sementes, mostrou-se, quanto à germinação, ligeiramente inferior ao emprêgo antecipado. Condições desfavoráveis ao aproveitamento dos adubos nos ensaios em que os dois últimos métodos foram estudados não permitiram tirar conclusões definitivas sôbre o mais eficiente para a produção. Entretanto, tendo-se em vista inconvenientes que se opõem à aplicação antecipada, e, por outro lado, fatôres que militam a favor da aplicação lateral, parece que esta é a mais apropriada para se conseguir das tortas - e de vários outros adubos - muito melhores resultados que os obtidos pelo método usual. Sugere-se, por isso, que se continui a experimentá-la com as modificações apresentadas.

Melhoramento do cafeeiro: XI - Análise da produção de progênies e híbridos de bourbon vermelho

Um conjunto de 24 progênies, derivadas de plantas matrizes selecionadas da variedade Bourbon Vermelho, e outro de 19 grupos de híbridos F1 entre essas plantas matrizes, cada um dêles com 20 plantas, tiveram a produção individual controlada durante os seis primeiros anos. Após esse período, cinco melhores progénies e cinco híbridos F1 num total de 200 plantas, continuaram a ser colhidos individualmente por mais de oito anos consecutivos. De outras progênies e híbridos F1, 139 indivíduos também tiveram a produção controlada por 14 anos. Com os dados obtidos realizou-se um estudo a fim de verificar se a eliminação precoce de progénies menos produtivas, logo após o 2.° ano de produção, redundaria em eliminação de progênies que, após seis anos de produção, passassem a pertencer ao grupo mais produtivo. Como resultado verificou-se que hão haveria desvantagem em se realizar essa seleção precoce, pois as progênies que aos dois anos de produção total se mostraram menos produtivas assim se conservaram até aos seis anos, com raras exceções. A seleção das progênies mais produtivas, feita com base em apenas duas primeiras produções, é menos eficiente. A análise, dos dois e dos seis anos de produção total individual dos 856 cafeeiros tomados como uma população única, mostra que há uma acentuada tendência de os indivíduos mais produtivos aos seis anos pertencerem a progênies e híbridos melhor classificados logo após os dois primeiros anos de produção. Também quanto a êste particular não haveria inconveniência em se eliminarem as piores progênies precocemente. Os dados relativos às 339 plantas, selecionadas após seis anos e com produção controlada por 14 anos, foram analisados quanto aos efeitos que teria a eliminação precoce das piores progênies logo depois do primeiro biênio. Verificou-se que tal efeito seria mínimo, pois na verdade, se uma tal seleção precoce tivesse sido realizada, o número de boas plantas perdidas seria bem reduzido. Dentre êstes cafeeiros 200 pertencem a cinco progênies e a cinco híbridos. As médias de suas produções acumuladas por biênios mostram que entre eles se nota tendência de os melhores conjuntos também se revelarem cedo, pois a sua classificação aos dois anos se altera pouco quando comparada com a classificação após 14 anos consecutivos de produção. A comparação entre as produções totais individuais de 14 anos dessas 200 plantas e as comparações com as médias de seis anos apresentadas por êsses conjuntos, mostram também que maior número de melhores plantas aos 14 anos pertence a progénies melhor classificadas aos seis anos. Ainda neste conjunto de plantas comparou-se a distribuição das produções totais individuais aos seis e aos 14 anos, verificando-se que as plantas que aos 14 anos se situam acima da média correspondem a cafeeiros que, em sua maioria, já se encontravam bem classificados aos seis anos. Esta análise indica que é boa a probabilidade de se efetuar seleção individual das melhores plantas após os seis primeiros anos de produções consecutivas. Como medida de segurança aconselha-se, todavia, que a seleção das progênies seja efetuada com base em seis anos de produção, e que a seleção dos cafeeiros individuais seja feita com base em 12 anos de produção, quando o cafeeiro atinge completo desenvolvimento.

Year

1957

Creators

Antunes Filho,H. Carvalho,Alcides

Melhoramento do cafeeiro: XII - Variabilidade em linhas puras de café

Três progênies isogênicas de café Bourbon Vermelho, duas oriundas de cafeeiros haplóides (357-21 e RP 13) que tiveram os cromossomos duplicados e outra correspondente ao F1 (H 1934) do cruzamento entre esses dois cafeeiros, foram estudadas com relação a vários característicos, em um ensaio tipo látice balanceado, onde entraram 13 outras progênies de origens diversas. Dentre estas destacam-se as progênies Bourbon Vermelho 959 correspondente a S0, 43-18-11 correspondente a S3 do cafeeiro 43 e 43-7-7-15 e 43-7-19-13 correspondente a S4 dessa mesma planta, as quais também foram analisadas com detalhes. Com relação à altura das plantas no campo não se notou heterose no híbrido Fr que apresenta altura média intermediária. Também as autofecundações sucessivas parecem não influir na redução do vigor vegetativo. Os dados obtidos foram aproveitados para análise da variabilidade desse característico, calculando-se a variância para os canteiros e a variância total, bem como sua homogeneidade. Notou-se que Fx apresenta variância igual à de uma das linhas puras e muito próxima da outra. Das duas linhas puras, a de número 357-21Dp mostrou-se pouco mais variável, cinco anos após a transplantação para o local definitivo. Embora o híbrido F1 tenha produzido mais café cereja no conjunto de três anos do que as linhas puras, a diferença não foi significativa. O híbrido se mostrou menos variável quanto a este característico, embora as variâncias não sejam também significativamente diferentes. Nas outras progénies estudadas os valores da variância foram bem maiores, com tendência de aumento com as sucessivas autofecundações. As linhas isogênicas analisadas ano por ano deram indicações de que a variância do híbrido permaneceu menor, com exceção de um ano apenas. Variação bem acentuada foi encontrada entre as progénies constantes do ensaio no tocante às porcentagens de sementes do tipo moca. O híbrido H 1934 apresentou menor quantidade de sementes moca do que as linhas puras e significativamente menos que a progênie 357-21 Dp. Quanto à variabilidade, a do híbrido se mostrou intermediária, aproximando-se da linha pura com variância maior. As variâncias das outras progênies estudadas são bem mais elevadas, notando-se tendência de aumento com as autofecundações sucessivas. Com relação às sementes concha, a porcentagem média para o híbrido não difere das linhas puras e o valor da variância é intermediário. Para as demais progênies analisadas os valores das variâncias são maiores e mostram tendência de redução com as autofecundações. O valor da peneira média correspondente ao tamanho das sementes não difere para as três linhas isogênicas, a variabilidade sendo, porém, menor para o híbrido. Para as outras progênies não se notou redução do tamanho como efeito da autofecundação e as suas variâncias não mostram tendência de aumento ou redução nas gerações estudadas. Dos itens analisados, destacam-se como mais promissores do ponto de vista da produção e altura das plantas (a qual pode representar o vigor vegetativo) a progénie de Bourbon Vermelho 959 e a de Bourbon Amarelo J 24ex. Dependendo do característico analisado, notou-se que a variância entre plantas nos canteiros do híbrido F1 pode ser igual, intermediária ou menor do que a das linhas puras. Em nenhum caso, porém, a variância do híbrido se mostrou maior que a das linhas puras.

O farelo de torta de mamona na adubação da batatinha

Na composição de fórmulas de adubação para a cultura da batatinha com freqüência entrava o farelo de torta de algodão, com resultados satisfatórios (1). Em conseqüência da proibição do seu emprêgo como fertilizante, para ser usado exclusivamente na composição de rações para animais, procurou-se um outro farelo que pudesse substituí-lo e que não tivesse emprêgo "in natura", na alimentação animal. Dentre eles sobressaiu-se o farelo de torta de mamona, que possui um princípio tóxico, a ricinina. No presente trabalho são fornecidos os resultados da sua utilização na composição de fórmulas de adubação para batatinha. As conclusões a que se chegou vieram recomendar o seu uso em confronto com o farelo de torta de algodão e sulfato de amónio. Os resultados alcançados, em experiências levadas a efeito em seis localidades do Estado e em épocas diferentes, mostraram que a mistura dêsse fertilizante com o sulfato de potássio e superfosfato, ou outro adubo nitrogenado, em partes iguais, pode substituir o farelo de torta de algodão

Adubação do algodoeiro: III - Ensaios sôbre a aplicação de azôto em cobertura

Nêste trabalho são apresentados os resultados de três ensaios realizados entre 1937-38 e 1941-42 nas Estações Experimentais de Mococa (em solo massapê), Tietê (em solo argiloso) e Tatuí (em terra-roxa-misturada), nos quais canteiros adubados com fósforo e potássio foram comparados com outros que receberam esses nutrientes e mais azoto. O azôto, nas formas de salitre do Chile e de Calnitro IG (mistura de nitrato de amônio e carbonato de cálcio), foi aplicado pelo método usual - nos sulcos destinados às sementes, no momento do plantio - ou em cobertura, ao achar-se o algodoeiro em pleno desenvolvimento. O fósforo e o potássio foram sempre empregados nos sulcos de plantio. Em Mococa e Tietê os ensaios foram conduzidos, nos mesmos canteiros, por três anos; em Tatuí, por dois. Os dois adubos azotados deram o mesmo resultado. Em Mococa eles aumentaram apreciavelmente a produção, não se notando diferença entre os dois métodos de aplicação, mas em Tietê e Tatuí o azôto empregado nos sulcos de plantio em regra pouco aumentou ou mesmo deprimiu a produção, ao passo que a elevou consideravelmente quando aplicado em cobertura. • Em Mococa, tendo chovido nos dias imediatos ao plantio, os adubos azotados não prejudicaram o "stand"; por outro lado, as chuvas caídas não foram suficientes para lixiviar o azôto do massapê utilizado para o ensaio. Em Tietê o motivo principal da inferioridade da aplicação dos adubos azotados nos sulcos de plantio foi o prejuízo que eles causaram às sementes em germinação, devido à elevada concentração local de sais. Num dos dois anos de ensaio em Tatuí ficou patente que o azôto empregado nos sulcos foi arrastado antes de o algodoeiro o ter podido absorver, enquanto o aplicado em cobertura não sofreu esse inconveniente. O arrastamento do azôto, que se dá sobretudo quando êle é empregado por ocasião do plantio, não teve grande influência nos presentes ensaios, porque os solos usados para dois deles (Mococa e Tietê) eram argilosos e as chuvas caídas durante sua execução foram relativamente moderadas. Em terras leves, como são em grande parte as utilizadas para a cultura do algodoeiro, tanto esse fator como o excesso de concentração de sais teriam assumido muito maior importância, e, com isso, a superioridade da aplicação em cobertura se tornaria ainda mais pronunciada.

Fermentação alcoólica do caldo de cana-de-açúcar var. co. 290. IV - Efeito da adição de tiamina e manganês sôbre o rendimento alcoólico

Realizou-se uma experiência comparativa para verificar a influência da adição de tiamina e sulfato de manganês sôbre o rendimento alcoólico obtido pela fermentação do caldo de cana de açúcar da variedade Co. 290. Verificou-se que tanto a tiamina como o sulfato de manganês provocam um aumento no rendimento alcoólico. Pela adição das duas substâncias ao caldo de cana a ser fermentado, obtêm-se rendimentos alcoólicos superiores àquêles resultantes da adição de cada uma delas em separado. Rendimentos alcoólicos mais elevados foram ainda obtidos pela adição de farelo de arroz ao caldo de cana a ser fermentado. O farelo de arroz parece ser altamente benéfico na fermentação alcoólica em virtude do seu teor elevado em tiamina e, talvez, outras substâncias de importância para a nutrição e atividade do fermento alcoólico, tais como o ácido pantotênico e o manganês.

O emprêgo de leveduras selecionadas na fermentação do vinho

Ensaios foram realizados para estudar o comportamento de 25 leveduras na fermentação vinária, com o objetivo de selecionar aquelas que pudessem influir na obtenção de vinhos com grau alcoólico satisfatório e teores de ácidos voláteis e aldeído acético baixos. Os resultados obtidos mostraram que as leveduras n. 13, 14, 16, 25, 20, 15, 4, 3, 2 e 17 atingiram essa finalidade, podendo servir como ponto de partida para novas observações nas cantinas industriais

Year

1957

Creators

Toledo,Odette Zardetto de Teixeira,Cyro G.

Determinação do período de tempo para amonificação e nitrificação de diversos fertilizantes nitrogenados

Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos em estudos preliminares sôbre a determinação da intensidade e evolução do fenômeno de amonificação e nitrificação em diversos fertilizantes nitrogenados, empregando-se terra roxa-misturada e os seguintes fertilizantes: sulfato de amônio, uréia, torta de mamona, farinha de sangue, farinha de chifres e cascos e calciocianamida. Os resultados obtidos permitem concluir que a calciocianamida foi o fertilizante que se amonificou mais intensamente, vindo a seguir a uréia, a torta de mamona, a farinha de sangue e, finalmente, a farinha de chifres e cascos. Já para o fenômeno de nitrificação, os resultados indicam a seguinte ordem decrescente: torta de mamona, uréia, farinha de chifres e cascos, farinha de sangue e sulfato de amônio. A calciocianamida, dosada no seu teor em nitrogênio nítrico, apresentou sempre traços, mostrando que foi praticamente nula a sua nitrificação no prazo de 40 dias de duração do ensaio.