Repositório RCAAP
A formação profissional BAD e o processo de Bolonha
Na transição do século XX para o século XXI, nota-se a tomada de consciência pela quase totalidade dos responsáveis europeus pelo Ensino Superior da necessidade de uma reforma do mesmo no sentido de o tornar verdadeiro catalisador de uma sociedade com maior mobilidade e acesso ao conhecimento. Às Ciências da Informação e Documentação cabe qualificar o acesso à nova esfera de bens culturais disponibilizados em simultâneo em todo o planeta de forma inaudita respeitando os valores da pós-modernidade: a ecologia e a felicidade humana, o bem-estar do homem concreto, a partilha responsável do saber, a transparência dos actos económicos e políticos, a denúncia da corrupção e a desmistificação. A prodigiosa capacidade de acumulação de informação técnica, científica e humanista coloca desafios mais prementes aos profissionais BAD, de certa forma intermediários entre as duas principais esferas nos âmbitos do saber e da cultura: a dos autores e a dos consumidores, a do conhecimento e a da acção. A sua formação deve, pois, assumir, em simultâneo e a todos os níveis, as características de unitária e plural, técnica e humanista e incluir tanto a Sociologia, a Cultura e a Psicologia, como o Direito, a Gestão e as técnicas de informação.
A Universidade Autónoma de Lisboa, o Processo de Bolonha e a área das Ciências Documentais e da Ciência da Informação
Pretende-se apresentar de forma sucinta mas esclarecida os traços específicos que caracterizam os projectos de formação na área das ciências documentais ⁄ ciência da informação da Universidade Autónoma de Lisboa já enquadrados no modelo de Bolonha. Ao nível pós-secundário é referido o Curso de Especialização Tecnológica, nível IV, em Documentação e Informação. No ensino superior o curso de 1.° ciclo (licenciatura) em Ciência da Informação, a pós-graduação em Ciências Documentais e o curso de 2.° ciclo (mestrado) em Ciências Documentais.
O Mestrado em Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais do DCTI ⁄ ISCTE e o processo de Bolonha
A adequação ao processo de Bolonha do Mestrado em Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais (MEIBD) do Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação (DCTI) do ISCTE foi um processo tratado com mais de ano e meio de avanço sobre a data prevista para a leccionação segundo o novo paradigma. No ano lectivo de 2005-2006 o MEIBD já funcionou segundo os novos moldes. A aprovação pelo Ministério do modelo e documentação do MEIBD, aquando da submissão de conformidade ao processo de Bolonha, foi imediata e sem alterações. Neste texto dá-se conta da reestruturação introduzida no MEIBD de modo a melhorar a formação oferecida e simultaneamente adequar o mestrado ao processo de Bolonha.
O processo de Bolonha e a inevitável mudança na área da Ciência da Informação
São descritos os princípios fundamentais da Declaração de Bolonha e algumas alterações que ela pressupõe. Evoca-se a história da formação dita BAD, em Portugal, destacando-se o aparecimento das primeiras licenciaturas nacionais, dentre as quais a de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI) da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto, demonstrando-se o modo como foi feita a adequação da referida licenciatura de CTDI, ao abrigo de Bolonha, e sublinhando-se, no novo modelo de ensinoaprendizagem, o protagonismo, a autonomia e a responsabilização dos alunos. Caracteriza-se a actual licenciatura multidisciplinar, de banda larga, referindo-se as competências que um licenciado deve adquirir, tendo em conta a necessidade do surgimento de um novo perfil para os actuais Profissionais da Informação.
A formação em Ciências da Informação e da Documentação
O actual contexto educativo, a nível do ensino superior, está marcado pela implementação do Processo de Bolonha. As mudanças que estão a ocorrer devem ser encaradas como uma oportunidade não só para reestruturar a actual oferta formativa pelas instituições universitárias, mas também para oferecer novas formações que estejam em sintonia com a evolução da sociedade e do mercado. Entre outros campos do saber que primam pela inovação, as Ciências da Informação e da Documentação têm nos últimos anos constituído uma área que vê multiplicar-se a oferta de formações a nível internacional. Urge, portanto, a nível nacional complementar a oferta formativa neste domínio, oferecendo cursos que se norteiem pelos parâmetros “bolonheses” da empregabilidade, mobilidade e formação ao longo da vida. Com este artigo pretendemos dar um contributo para que a nível nacional seja ministrada uma formação adequada aos profissionais da informação e da documentação. A nossa análise centra-se, essencialmente, numa retrospectiva sobre a oferta de formação a nível europeu e nacional, para depois descrevermos as linhas gerais da oferta formativa que a Universidade de Évora pretende implementar.
Percursos de formação: o lugar das Ciências da Informação e da Documentação
O processo de Bolonha e as configurações da sociedade actual impõem novos desafios à formação superior na área das ciências da informação e da documentação, tendo como referência, nomeadamente, as competências centrais que é preciso desenvolver. A Universidade Aberta procura corresponder a essas questões apresentando uma proposta formativa perspectivada para possibilitar uma intervenção activa em determinados contextos, com especial destaque para as bibliotecas escolares.
A licenciatura em Ciências da Informação e Documentação da Faculdade de Filosofia de Braga
Neste artigo pretende-se explicar como partindo da sua experiência de sete anos na formação de pós-graduados em Ciências da Informação e Documentação (CID), a Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa preparou o lançamento de uma licenciatura em CID que pretende responder aos desafios lançados pela Sociedade da Informação e do Conhecimento e pelo denominado processo de Bolonha. O plano de estudos apresentado visa dotar os futuros licenciados com novas responsabilidades e competências, de forma a tornarem-se verdadeiros especialistas da informação, agentes profissionais conhecedores, eficazes, eficientes na gestão e recuperação da informação.
2006
Alves, Aida Barros, Ana Paula Andrade, António Galvão, Esmeralda Afonso, Gorete Costa, Isabel
Leituras
Memorias de Portugal: la experiência archivística portuguesa. TABULA: Acal, n.° 8, 2005. 175 p. Encoding across frontiers: Proceedings of the European Conference on Encoded Archival Description and Content (EAD and EAC), Paris, France, 7-8 October 2004, edited by Bill Stockting and Fabienne Queyroux, The Haworth Press, 2005. E-LIS http://www.eprints.org/ Acesso aberto a documentos sobre documentação e informação
2006
Sousa, Ana Barros Mariz, José Sequeiros, Paula
Editorial
A problemática das políticas de salvaguarda do património e da constituição de uma memória digital são, desde há muito, preocupação da área das bibliotecas e dos arquivos em geral, dado que estes organismos constituem casos complexos, devido não só à sua dimensão, mas sobretudo à sua natureza, uma vez que contêm acervos múltiplos, correspondentes a lógicas e modelos institucionais multisseculares. Contando com o contributo de vários especialistas nacionais e internacionais, são abordadas questões relativas à salvaguarda e valorização do património arquivístico à guarda das instituições, quer em suporte tradicional quer em suporte digital, e é discutida a necessidade de dotar os organismos públicos e privados dos meios técnicos e humanos para o seu tratamento e disponibilização, com o necessário recurso às tecnologias adequadas. Sendo os fundos arquivísticos as primeiras fontes da nossa memória individual e colectiva, têm particular e reconhecido relevo para o conhecimento e a investigação científica, hoje também já noutras actividades como a gestão e a administração, com particular ênfase na “gestão documental” e no apoio aos processos de decisão, permitindo obter níveis de eficácia e eficiência fundamentais para o desenvolvimento e o bem-estar na sociedade actual. Com a temática do presente número dos Cadernos BAD, a Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas, pretendeu lançar as bases de discussão e reflexão sobre o enquadramento conceptual e a implementação das POLÍTICAS DE SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO E MEMÓRIA DIGITAL, que assumem extrema importância na actual sociedade da informação e do conhecimento. A edição do n.° 2 de 2005 dos Cadernos BAD sofreu considerável atraso que se deve a condicionalismos vários, decorrentes de imprevistos ao longo de todo o processo. Aos nossos associados e leitores, apresentamos as nossas desculpas pelo atraso na edição mas estamos certos que o resultado final justificou a espera.
Arquivos Digitais: da origem à maturidade
A preservação digital é uma área científica crítica para os profissionais de informação. A complexidade crescente dos objectos digitais e a rápida desactualização tecnológica provoca problemas que incluem tanto a manutenção do valor operativo dos documentos electrónicos numa organização, como o provável desaparecimento de memória social. Diversas tentativas e projectos têm sido desenvolvidos no sentido de dar resposta, apesar de parcial, a estes problemas. O IAN/TT tem seguido os esforços desenvolvidos nesta vertente, preparando alguns projectos que permitam lançar as bases de uma futura estrutura capaz de receber, gerir e acessibilizar os documentos de arquivo electrónicos produzidos pelo sector público.
A Biblioteca Nacional e a memória digital do património bibliográfico português: a experiência da Biblioteca Nacional Digital
A Biblioteca Nacional Digital (BND), serviço da Biblioteca Nacional para utilizadores à distância desde 2002, é analisada nas suas vertentes estratégica e de conteúdos. A análise contextualiza a BND no ambiente nacional e internacional e equaciona os principais desafios e oportunidades que, no futuro próximo, se oferecem às bibliotecas digitais, em geral, e à BND, em particular.
Memória institucional e gestão universitária o caso da Universidade Federal da Bahia
A memória institucional de natureza arquivística raramente está disponível de forma sistêmica e articulada para as instâncias decisórias das universidades federais brasileiras. Ainda que, reconhecidamente, a memória institucional possua as características e possa ser compreendida como informação estratégica, indispensável à gestão e ao planejamento organizacional, os recentes avanços das tecnologias digitais foram apenas timidamente voltados para a qualificação digital da informação de natureza arquivística identificada com a memória institucional. Com efeito, a memória institucional dificilmente é percebida e compreendida como informação estratégica dotada de real valor decisório para as atividades de gestão e planejamento das instituições universitárias. Assim, foi elaborado e distribuído um questionário aos gestores dos dois últimos e do atual reitorado da UFBA. As respostas foram agregadas, analisadas e discutidas, identificando que há um discurso formal, mas ainda insuficiente, na UFBA regulamentando, do ponto de vista organizacional, a dinâmica indispensável à manutenção da vitalidade da memória institucional como fonte de informação estratégica. Na Conclusão, apresentam-se recomendações discorrendo sobre diretrizes para um sistema digital de memória estratégica e analisando o impacto administrativo (notadamente na avaliação institucional e na autonomia da universidade), na UFBA, de uma memória institucional ativa, estruturada e orgânica.
2005
Matos, Maria Teresa Navarro de Britto
Arquivo Digital Humberto Delgado Um caso de divulgação documental pela Internet
O Arquivo Digital Humberto Delgado é um veículo de divulgação pela Internet de imagens digitalizadas de documentos existentes em arquivos portugueses e estrangeiros, relacionados com o General Humberto Delgado, figura marcante do século XX português. O motor de busca do Arquivo Digital Humberto Delgado permite uma complexa combinação de tipos de pesquisa, com fácil acesso a mais de 45 000 imagens digitalizadas de documentos e respectiva descrição.
Pricipales mecanismos para la localización y recuperación de la información de la Unión Europea
Nos últimos tempos a União Europeia assistiu à diminuição da sua credibilidade e como os cidadãos se mostram cada vez mais cépticos. Por esta razão, as autoridades comunitárias apostam na implementação de estratégias da informação concretizadas em mecanismos que sirvam para transmitir à população os objectivos atingidos e os futuros projectos da União. Entre esses mecanismos, sobressaem, por um lado, as redes de centros de informação tanto no território europeu como em países terceiros e, por outro, o portal oficial da Comunidade Europeia: Europa.
A abordagem contemporânea sobre a cognição humana e as contribuições para os estudos de usuários da informação
Este artigo discute questões presentes na ciência da informação que mostram as suas relações com as ciências cognitivas, especificamente no que se refere aos estudos sobre os usuários da informação. Apresenta, inicialmente, conceitos-chave da ciência da informação, cujas influências podem ser encontradas nas abordagens cognitivas tradicionais, que têm influenciado sobremaneira as pesquisas e a prática profissional no que se refere aos usuários da informação. No final, aponta caminhos para que os estudos sobre os usuários possam ter como base os princípios das abordagens contemporâneas sobre o conhecer humano no sentido de demonstrar que é possível observar os usuários não somente do ponto de vista individual ou subjectivo, como muitos autores preferem, mas também como seres inseridos em contextos sociais.
Leituras
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto, ed. lit. ; SAVARD, Réjean, ed. lit. – The virtual customer: a new paradigm for improving customer relations in libraries and information services: satellite meeting, São Paulo, Brasil, August 18-20, 2004 : um novo paradigma para melhorar o relacionamento entre clientes e serviços de informação e bibliotecas : reunião satélite : un nouveau paradigme pour améliorer le service à la clientèle dans les bibliothèques et services d'information : colloque satellite : un nuevo paradigma para mejorar el relacionamento entre clientes y servicios de información y biblioteca : reunión satélite. München: K. G. Saur, 2005. xvi, 385 p. ISBN 3-598-21845-1 ICA – International Council on Archives Documentos de arquivo electrónicos: manual para arquivistas. [Lisboa]: Torre do Tombo, D.L. 2005. (ICA, Estudo n.º 16). Trad. de Electronic records: a workbook for archivists. S.l.: ICA, 2005 SAORÍN PÉREZ, Tomás – Los portales bibliotecários. Colab. de José Vicente Rodrigúez Muñoz. Madrid: Arco Libros, 2004. 251 p. ISBN 84-7635-573-4.
2005
Patrício, Helena Cannas, Ana Proença, Maria Carla
Editorial
Foi com o objectivo de dar conta da discussão internacional sobre o tema do livre acesso ao conhecimento científico que este número dos Cadernos BAD foi pensado, procurando ser mais um contributo para o estudo daquela problemática. O importante desafio que a investigação representa, tanto em matéria de conhecimento como de desenvolvimento, salienta-se num dos artigos, obriga a que se comecem a utilizar, de forma sistemática, canais optimizados de livre comunicação entre a comunidade académica e, por isso, a acção concertada entre instituições e indivíduos se revela tão importante na implementação das políticas de livre acesso. A impossibilidade de encarar o futuro da comunicação académica sem ter em linha de conta o livre acesso é abordada mais adiante, apontando-se para a importância da política de auto-arquivo, de acordo com os princípios do paradigma de acesso livre, e para o papel que os repositórios institucionais desempenham nas universidades em Portugal, na Europa e no mundo. A forma como estes novos modelos se tornam essenciais em áreas onde os princípios de livre acesso à informação e ao conhecimento se prendem aos do direito a esse acesso, como é o caso das ciências da saúde, é aqui assinalada sendo apontados exemplos em que as duas vias alternativas e complementares do livre acesso têm coexistido pacificamente: a publicação de trabalhos científicos em revistas editadas em open access e a de artigos publicados em revistas científicas tradicionais disponíveis em open archives. O potencial desta nova forma de acesso à literatura científica não nos pode deixar indiferentes. Todos os intervenientes no processo sabem ser irreversível o caminho já percorrido por este movimento, apenas subordinado, em última análise, às preocupações de estímulo à criatividade e à inovação. Os profissionais de informação portugueses, reunidos no 8.º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, em Maio de 2004, no Estoril, já reconheceram e apoiaram as definições, objectivos e princípios do acesso livre tal como definidos na Declaração da Budapest Open Access Initiative e na Declaração de Berlim sobre o Acesso ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades. Que este número dos Cadernos BAD cumpra o seu objectivo ao reintroduzir a reflexão directa e indirecta em questões sobre as quais nunca está tudo dito… Porque suscitam a vontade de repensar. Para aprender. Para agir.
Open Access: the future of scholarly communication
A evolução do conhecimento assenta numa eficaz comunicação dos resultados da investigação. As descobertas necessitam ser largamente disseminadas para que outros investigadores possam construir a partir delas o seu próprio saber, contribuindo, assim, para dar corpo e expandir o conhecimento. A Internet dá-nos oportunidades nunca antes sonhadas para nos assegurarmos de que todos aqueles que podem beneficiar do acesso à investigação tenham efectivo acesso a ela. Infelizmente, o actual modelo económico (subscrições, “grandes negócios”, etc.) restringe o acesso àqueles que podem proceder ao pagamento. Este facto retarda todo o processo de pesquisa e conduz às ineficiências da comunicação do conhecimento. O Open Access dá-nos um modelo em que o acesso é alargado a toda a comunidade académica, em todo o mundo. Este artigo descreve duas modalidades complementares do acesso livre (repositórios e artigos de publicações periódicas em acesso livre) e dá exemplos dos passos que estão a ser dados no sentido de implementar o acesso livre para benefício dos autores, dos leitores e da sociedade em geral.
Concretizando o acesso livre à literatura científica: o repositório institucional e a política de auto-arquivo da Universidade do Minho
A Universidade do Minho (UM) tem tomado diversas iniciativas relevantes na promoção do acesso livre à literatura científica. No presente artigo descrevem-se algumas dessas iniciativas, como a criação e desenvolvimento do RepositóriUM, o repositório institucional da UM, e a definição de uma política de auto-arquivo da sua produção científica. Finalmente, apresentam-se os resultados já alcançados e as conclusões extraídas da experiência acumulada.
New iniciatives in biomedical scholarly communication: removing barriers, enhancing progress
Objectivo: Rever a forma como a comunicação e a publicação científica se desenvolveram na área da investigação biomédica, identificar as mudanças e os modelos novos que estão a ser explorados e implementados, e explorar os actuais desafios e oportunidades. Resultados: É revista a comunicação e a publicação científica tradicional, assim como os factores que conduzem à exploração de modelos novos: custo excessivo na publicação, na distribuição; novas tecnologias que oferecem soluções para problemas existentes e novas oportunidades para a comunicação dos resultados da pesquisa; a atenção ao copyright e às regras da propriedade intelectual; reivindicações pelos vários intervenientes de um acesso mais fácil e menos oneroso aos resultados de pesquisa; e a globalização que cria exigências no que diz respeito ao acesso à informação nos países em desenvolvimento permitindo oportunidades de colaboração recíproca. Conclusões: Nenhum modelo novo emergiu ainda, que seja a solução para toda esta problemática. Os investigadores e os bibliotecários têm oportunidades e obrigações novas para dar forma e controlar o acesso às novas descobertas e ao conhecimento biomédico.