Repositório RCAAP
Atividades com Comunicação & Educação Ano X - N. 3
A autora propõe a atividade com o objetivo de discutir o ato de contar histórias como uma poderosa ferramenta de comunicação, que utiliza diferentes estruturas, desde o início da humanidade, e o efeito delas sobre o ser humano quando as ouve. Essa questão é abordada no artigo de Sunwolf – Era uma vez, para a alma –, que trata das narrativas nas tradições espirituais. A segunda atividade tem como tema gerador a imagem em movimento na construção do conhecimento. Para fundamentá-la, foram escolhidos os artigos Pedagogia de Humberto Mauro: a natureza em Azulão e o João de Barro e Das escavações à sociedade: a divulgação científica sob a ótica das crianças de Peirópolis, que trata da relação entre Arte e Ciências, na perspectiva da produção de vídeos para a divulgação científica e como instrumento facilitador da educação científica dos jovens, desde que possa ser idealizada por eles em seu cotidiano. Na terceira atividade, o tema gerador é a humanidade da era virtual diante de si mesma, em que é proposta uma discussão sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação nas sociedades atuais. Abordam-se questões como a inclusão digital nas atuais relações sociais e as redes nas escolas e sociedades. O artigo de referência é Tecnologia e sociedade: entre os paradoxos e os sentidos possíveis, de Fabio B. Josgrilberg.
A linguagem entre a comunicação e a educação
Apresenta como coloca-se à escola o desafio de trabalhar num universomarcado pelas linguagens complexas dos meios de comunicação. As sociabilidades singularizadoras da existência dos jovens que acorrem à escola estão marcadas por novos modos de ver, sentir e compreender.Aponta que esse contexto tem motivado a promoção de pesquisas, reflexões e práticas por parte de comunicadores e educadores. Surge assim o conceito de ecossistema comunicativo. A questão do redesenho dos modelos educadores deve ser vista e entendida como decorrência das novas formas de perceber e mesmo sentir o mundo. No entanto, é preciso,igualmente, apreender tal processo em suas ligações com as mudanças ocorridas nos instrumentos de produção, nas características que vão reconfigurando as forças produtivas e, sobretudo, nas estratégias organizadoras do capital no mundo contemporâneo.
Discurso e suas condições: vestígios de dizer
A presente reflexão, resultado das reuniões de estudo entre profissionais dediferentes áreas, levanta questões sobre a prática pedagógica, discutindo a escola como lugar de produção de alunos e professores. Nesse lugar, onde se trabalha com a palavra, ainda circulam os “discursos de máscaras”, há apropriação das idéias do outro, impedindo o avanço do conhecimento. Seguindo o curso da palavra e do seu silenciamento em sala de aula, o artigo levanta pistas na relação do dizer com sua exterioridade, suas condições deprodução, na linha da análise de discurso, da Escola Francesa.
Retórica dos títulos em reportagens impressas
Este artigo aborda o papel persuasivo e sedutor desempenhado pelo título nas reportagens das revistas de informação geral: a escolha das expressõese da estrutura é orientada pela expectativa de vender não só a revista, mas também a reportagem. Assim, a persuasão é desenvolvida por meio de uma retórica que apóia a racionalidade da argumentação objetiva na sensibilidade da razão estética. Se a conjugação desses aspectos orienta quem escreve, também serve de ponto de partida para quem lê. Na área educacional, o conhecimento dessas estratégias de persuasão pode ajudar a desenvolveruma leitura de melhor qualidade.
A televisão e a prática do zapping: interatividade com a audiência
O presente trabalho discute a interatividade da audiência com a televisão a partir da tecnologia da TV a cabo. O grande número de canais aliado ao controle remoto deixou o telespectador mais ansioso. Com base no resultado de uma pesquisa qualitativa, feita com a técnica de grupo focal, e nos depoimentos de profissionais que trabalham com televisão, percebe-se que parte da audiência deixou de assistir a programas inteiros e passou apassear pelos vários canais sem se prender a nenhum deles. Este artigo mostra que a interatividade se destaca como traço característico da audiência, parecendo resultar das possibilidades técnicas oferecidas pelos novos meios e induzindo a condutas fragmentárias ou intermitentes.
A concepção de infância na literatura infantil
A construção da idéia de infância que, a partir do século XVI, conheceu uma importante mudança, ou seja, a consideração pelo adulto da especificidadeda criança, acabou por aprisioná-la nessa fase de desenvolvimento. A partirdo século XIX, a cumplicidade entre o artesão anônimo e a criança desapareceu: escritores e ilustradores dirigiram-se cada vez mais à criança por meio da mediação ilegítima das suas próprias preocupações, das modas predominantes e dos discursos pedagógicos. Todo esse arsenal pedagógico,bastante útil para o mercado editorial e a indústria cultural do brinquedo, pode colocar-se como obstáculo entre a criança e o mundo a ser explorado, experimentado, justamente por dificultar a capacidade imaginativa. Este artigo propõe algumas perguntas que só poderão ser respondidas empiricamente, por meio da análise de livros produzidos para o público infantil.
2006
Wenzel, Maria Cristina Rosa Batista, Sueli Soares dos Santos
Perspectivas ocidentais sobre um filme do Oriente: Nenhum a menos
Análise estrutural do filme Nenhum a menos, do diretor Zhang Yimou,baseada em diferentes autores que, como Giambattista Vico, Sigmund Freud, Claude Lévi-Strauss e Christian Metz, consideram o cinema como espaço de produção de mitos contemporâneos. Assim, buscando as oposições que o filme propõe – cidade/campo, criança/adulto, carência/prosperidade,escrita/imagem televisiva – a autora disserta a respeito das contradições domundo atual, e dos questionamentos que trazem à educação.
O papel do imaginário na construção da identidade
A cidade de Guarulhos apresenta uma dificuldade na construção de sua identidade histórica. Um novo enfoque sobre o papel do imaginário na construção da identidade é a proposta deste trabalho. Este estudo elege o mito fundador da cidade de Guarulhos como tema para o projeto de intervenção no Arquivo Histórico, que tem procurado construir formasde resgate, preservação e divulgação da memória do município através da comunicação. A partir da análise das transformações dos processos comunicacionais da contemporaneidade, este trabalho tem como objetivo materializar a construção da identidade da cidade com uma propostade comunicação que privilegie o cotidiano, no qual se manifestam tanto a consciência social quanto a consciência estética.
A música para crianças da dupla Palavra Cantada
A dupla Paulo Tatit e Sandra Peres, da Palavra Cantada, soma dez anosde carreira e a conquista de um espaço para a música infantil de qualidade, consolidada por um selo independente e com um portfólio composto de clássicos como Canções de ninar, Canções de brincar, Cantigas de roda, Canções curiosas, Meu neném, Canções do Brasil, Pé com pé, entre outros. Paulo Tatit e Sandra Peres cantam e encantam as crianças ao mostrarema força da inovação criativa e da cultura popular em músicas infantis. Elescomentam também a opção pela independência na indústria fonográfi ca e a relação desejada entre a produção artística e a divulgação da obra. Falam, ainda, como as escolas podem construir uma relação diferente com a música para ampliar o conhecimento e a cultura de seus alunos.
Fale com eles: mídia jovem e visibilidade juvenil
A crítica proposta apresenta de modo sintético possíveis operadores conceituais para a análise da mídia jovem, focando especificamente sua inserção emprocessos sociais e culturais de visualidade e visibilidade. Discute, em um estudo de caso específi co, como a dinâmica midiática, de um ponto de vista formal e no modo como agencia seus conteúdos, interage e interfere na produção imaginária do jovem e do juvenil.
2006
Rocha, Rosamaria Luiza de Melo
O que é a montagem num filme?
Neste depoimento, a montadora Mirella Martinelli conta como surgiu o interesse por fazer cinema, ainda na adolescência. Lembra-se dos clássicos que marcaram sua visão de mundo e de toda uma geração, e que fazem parte de sua formação como cineasta. Foi isso que a levou a desejar seexpressar através da sucessão de imagens, de cenas, do drama de personagens fictícios. Descobriu que isso tinha uma função específica: a montagem. Mirella nomeia três pontos básicos para o leitor desvendar o trabalho do montador: o que é um plano, o que é uma cena e uma seqüência e, por último, a informação de que um filme não é filmado na sua ordem histórica. Tudo para que o leitor possa compreender o que um montador pode fazer por um fi lme. Exemplifi ca o depoimento com trabalhos recentes e conhecidos do público, como Contra todos, Extremo Sul e Terra do mar.
Comunicação, educação e mídia. Por um ensino motivador e alegre: estudo de caso da EE Godofredo Furtado
Com base nos pressupostos da educomunicação, aprendidos no curso deGestão da Comunicação da ECA/USP, a autora defende, através de pesquisa realizada na escola onde leciona, o uso dos meios de comunicação na prática educativa. Para desenvolver um projeto de intervenção com esse objetivo, realizou pesquisa de consumo midiático entre os alunos.
Casa das Rosas: resistência poética no caos paulistano
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2006
Barbosa, Frederico Correia, Donny
Imagem para pensar histórias
Alguns marcos tornaram-se verdadeiros ícones da história da humanidade, como o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. A atividade pretende uma reflexão sobre o filme 11 de setembro. Onze minutos, nove segundos e uma imagem, baseado na idéia original de Alain Brigand, em que 11 diretores consagrados foram convidados para contar histórias de 11 minutos e nove segundos relacionadas com os atentados de 11 de setembro de 2001. Os olhares dos cineastas que o realizaram revelam acontecimentos e histórias de povos que dificilmente compõem o repertório de sala de aula, como do Afeganistão, do Paquistão, da Bósnia-Herzegóvina, do Chile e de Burkina Fasso.
2006
Magno, Maria Ignês Carlos
Atividades com Comunicação & Educação Ano XI, N. 1
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Editorial
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2006
Costa, Maria Cristina Castilho Citelli, Adílson Odair
Educação, telenovela e crítica
A autora propõe questionamentos sobre os fatores capazes de justificar aomissão da escola com relação ao gênero telenovela, sabendo-se que afeta não só a expressiva parcela da população brasileira que a assiste, mas atinge indiretamente todos os outros segmentos, uma vez que mecanismos de repercussão a difundem para toda a sociedade. Observa que ignorá-la, quando se objetiva trabalhar a comunicação e a cultura, equivale a fugir não de uma ficção sem nobreza para entrar no espaço da educação formal, porém desprezar um elemento, um componente significativo na constituição da própria realidade. Avalia que descobri-la como espaço educativo é o grande desafio. Espaço que deve ser construído pelos educadores através da análise e crítica do produto.
A teoria do valor de Marx e a educação do gosto
O objetivo deste trabalho é propor uma crítica ao caráter não-democráticoda indústria cultural e da educação formal em geral, à luz da teoria do valor de Marx, de modo a identificar certa operacionalidade complementar de ambas as instâncias na perpetuação da cisão entre prazer e conhecimento, que a noção de gosto carrega. O fio condutor dessa reflexão, que tem por objeto a subordinação do gosto à economia, começa com uma análiseda cisão na própria etimologia do termo gosto; em seguida, uma breve história da mercantilização da música deverá ilustrar a forma como tal subordinação tem ocorrido. A escolha da música como exemplo deveseao fato de se tratar do único objeto de prazer e conhecimento massificado pela indústria cultural que já existia antes de sua emergência, o que nos fornece uma boa referência para a compreensão do processo histórico mais amplo da subordinação do gosto às leis de ferro do valor.