Repositório RCAAP
Yehudim, dijidios, evraioi, židovi, juden: história da família judaica Eskenazy da antiga Iugoslávia
Esta dissertação reconstitui a trajetória da família de Nissim, Streia e Vivetta Eskenazy, judeus sefaraditas sérvios, sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. A primeira parte da pesquisa (Raízes) traz a história de quatro famílias tipicamente sefaraditas, Eskenazy, Ozmo, Russo e Romano, os antepassados de Nissim e Streia, desde meados do século XIX até antes da Segunda Guerra Mundial. A segunda parte da pesquisa (Ruptura) procura esclarecer o processo histórico que deu origem à invasão nazista na Iugoslávia, a partir de seis de abril de 1941 e quais podem ter sido as ações e decisões dos Eskenazy nesse período. A terceira parte da pesquisa (Travessia ou Travessias?) traz o detalhamento dos percursos dos Eskenazy em busca de um porto-seguro durante a guerra. A quarta e última parte da pesquisa (Refúgio) detalha a busca de refúgio dos Eskenazy após a guerra e, finalmente, como chegaram ao Brasil. Além de colaborar com o arquivo de testemunhos do ArqShoah, da Universidade de São Paulo, nossa pesquisa é inédita em termos de língua portuguesa, pois o judaísmo e o Holocausto na Iugoslávia foram, até hoje, pouco estudados e debatidos para além das suas fronteiras e, em casos esporádicos, em Israel. Para colaborar com esse debate, além dos quatro capítulos centrais da dissertação, apresentamos em anexo uma história resumida do judaísmo na região.
O drama Saul: diálogo como um princípio descentralizador na obra de Vilém Flusser
A tese examina a primeira obra escrita por Vilém Flusser com objetivo de buscar as raízes do pensamento do futuro filósofo e apontar as características nela presentes que se tornariam relevantes na sua obra futura. Trata-se da peça de teatro Saul, redigida em alemão, em 1936, em Praga, sua cidade natal. A primeira parte da pesquisa foca o ambiente no qual Flusser nasceu e onde se formou sua visão do mundo. Esboçamos uma breve história da comunidade judaica nas terras tchecas, mencionamos figuras importantes da vida literária do país, assim como tendências culturais marcantes, para entender particularidades do seu universo. Na parte biográfica da pesquisa acompanhamos a vida intelectual de Flusser, que se desdobrava entre a Europa e o Brasil, encerrando-a com o levantamento da fortuna crítica que mostra o alcance de seu legado. A segunda parte da pesquisa dedica-se à análise do drama Saul e sua contextualização dentro das correntes artísticas e filosóficas da sua época. No campo da arte, identificamos sua proximidade sobretudo com o movimento expressionista e o teatro épico brechtiano; no âmbito da história do pensamento, por sua vez, com os pensadores cuja obra pode ser considerada dialógica e crítica ao pensamento instrumental. Abordamos nomes como Ortega y Gasset, Martin Buber, Mikhail Bakhtin ou Walter Benjamin e nos detemos nos próprios princípios do diálogo socrático. Reconhecemos uma série de pontos comuns entre os pensadores em questão e a obra de Vilém Flusser, tanto no drama Saul como nos ensaios posteriores. Destacamos sobretudo o caráter dialógico e não conclusivo dos seus textos, a busca pelas novas formas de expressão e pelo discurso científico alternativo. Com essa finalidade o pensador desenvolve uma série de estratégias que visam subverter as normas do discurso filosófico tradicional e acadêmico. Para ele, a posição filosófica carrega uma dimensão ética ela é um meio de engajamento social. Encerramos o trabalho com a reflexão sobre a influência do Fausto de J.W. Goethe no jovem praguense. Salientamos a transformação do papel da ciência no período que separa a vida de Goethe da de Flusser e mostramos como a preocupação com o reducionismo e a instrumentalização da ciência tornou-se um dos temas centrais dos textos de Flusser.
Primo Levi: uma leitura dos silêncios em É isto um homem?
Esse trabalho tem como objetivo analisar os diferentes tipos de silêncio presentes na obra É isto um homem?, de Primo Levi. A escrita sobre a Shoá é permeada por diferentes manifestações de silêncio; este, além de se apresentar como uma impossibilidade, pode ser uma chave de leitura, analisada a partir das perspectivas de autores como Sérgio Kovadloff, Renato Lessa e do autor do texto, Primo Levi.
2019
Rebeca Fernanda Gasparini Serrano
Mosseh Rephael d\'Aguilar: origens da literatura judaica em português no Brasil holandês
Os objetivos principais deste trabalho são: o resgate do autor Mosseh Rephael dAguilar e sua obra, a constatação de que foi ele um dos precursores da literatura judaica em português durante o período colonial holandês no nordeste brasileiro e, por fim, a transcrição da única obra da qual se tem a certeza de haver sido produzida no Brasil em sua estadia entre 1642 e 1654. Para tal, foram analisados manuscritos, publicações e documentos situados na Biblioteca Ets Haim Montezinos, Arquivo Municipal da Cidade de Amsterdã, cemitério português de Ouderkerk e coleção Rosenthaliana da Universidade de Amsterdã. Encontramos inúmeros documentos que revelam detalhes sobre sua biografia e a relação com o sobrinho Isaac de Castro Tartas, bem como os postos comunitários ocupados na sua trajetória profissional. Foi atuante durante quarenta anos como rabino, filósofo, autor, professor, tradutor, gramático e filólogo, membro do Beth Din (corte rabínica) em Amsterdã, e rosh ieshivá (chefe de Academia Talmúdica). Procuramos elencar sua obra, que abrange um variado leque incluindo responsa de temas haláchicos (legais), tratados de lógica e retórica, manual de abate ritual de animais, homilias, discursos, índex para estudo do Talmud, interpretações de fontes canônicas, poesia e ascamot (autorizações). Poliglota de biblioteca vasta e interessado além dos muros da sua própria comunidade, teve duas de suas obras publicadas, mas descobrimos milhares de páginas que ainda aguardam catalogação e publicação. Mostramos que não foi somente um acompanhante do célebre rabino Isaac Aboab da Fonseca em seu curto intervalo no Recife, mas produziu aquele que consideramos um dos textos pioneiros da literatura judaica em português produzida em solo brasileiro. Seu texto Explicação do Capítulo 53 de Isaías feita no Brasil, tem transcrição inédita neste trabalho.
Judeus por escolha: um fenômeno de reconfiguração identitária? A A.R.I do Rio de Janeiro (2006-2016)
Pautando-me pelos dados colhidos em formulários enviados a um grupo de pessoas convertidas ao judaísmo, entre os anos de 2006 e 2016, pela sinagoga da Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro, pretendo avaliar se aqueles que se convertem causam augum tipo de reconfiguração na identidade da A.R.I.
2019
Michelle Gonçalves de Castro
Era uma vez uma voz: o cantar ídiche, suas memórias e registros no Brasil
O presente trabalho apresenta um estudo da cultura ídiche através do cantar e do seu significado para os imigrantes e descendentes dessa vertente cultural no Brasil. O cantar ídiche foi um dos elos que esses indivíduos mantiveram com suas raízes. Esses vínculos foram investigados através de entrevistas e relatos de suas memórias. O objetivo desta tese foi retratar o passado vivo de um grupo cultural que sempre cultivou formas de expressão musical no seu cotidiano e seu significado. O resultado do trabalho propõe uma reflexão sobre a importância do cantar na preservação dessa cultura musical e sobre questões relativas à identidade judaica brasileira. Os gêneros musicais ídiches acalentam a saudade velada e simbólica que os imigrantes e seus descendentes sentem do território evocativo do ídiche. O cancioneiro ídiche traz, no plano coletivo e individual, uma herança apreciada de forma universal e crescente, por diversas esferas culturais.
Vozes femininas: trajetórias de sobreviventes do holocausto radicadas no Brasil (1933-1960)
A partir do registro das narrativas orais sobre o Holocausto, pretendemos analisar um conjunto de testemunhos que expressem as trajetórias das mulheres judias sobreviventes do nazismo radicadas no Brasil entre 1933-1960. A historiografia sobre o tema revela que um grande número de mulheres judias foram perseguidas, torturadas e confinadas em guetos, campos de trabalho e de extermínio. No entanto, muito pouco se sabe sobre a trajetória daquelas que optaram por viver no Brasil. Suas histórias de vida estão diretamente relacionadas à política antissemita adotada após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, na Alemanha. É fato que o cotidiano dos judeus foi totalmente alterado a partir deste momento em que o Estado nacional-socialista passou, gradativamente, a segregá-los enquanto seres inferiores. As mulheres judias, por sua vez, foram tratadas como representantes de uma raça degenerada, e, como tais, tornaram-se o foco das ações racistas previstas como parte do plano de exclusão e extermínio idealizado pelo Terceiro Reich. São as narrativas de algumas destas mulheres que, enquanto sobreviventes do Holocausto, nos interessam analisar em busca de suas visões de mundo, seus traumas, dores e alegrias
2014
Lilian Ferreira de Souza
Brasileiros no holocausto e na resistência ao nazifascismo: adentrando aos espaços nazistas, rotas de fuga e nas frentes de combate - 1939-1945
Esta dissertação tem como objetivo reconstituir a trajetória de brasileiros natos, filhos de brasileiros nascidos na Europa e de naturalizados que, por serem estrangeiros ou judeus, foram vítimas do Holocausto, isolados em guetos e/ou levados a campos de concentração e extermínio na Europa ocupada pela Alemanha nazista. São aqui também mencionados aqueles que buscaram rotas de fuga para sobreviver e os que lutaram contra o nazifascismo nas diversas frentes de combate como voluntários nas forças armadas aliadas e em grupos de partisans/maquis/partigiani para destruir a mortal máquina de guerra que criou o Holocausto e libertar os prisioneiros. Seus nomes e histórias de vida são ainda desconhecidos pela historiografia brasileira e internacional enquanto grupo distinto dos judeus europeus, violentados que foram em seus direitos pelo nacional-socialismo e colaboracionistas. A xenofobia, o antissemitismo e o nacionalismo exacerbado instigaram a violência que culminou no Holocausto, dificultando as possibilidades de fuga e sobrevivência desses brasileiros na Europa. Esta pesquisa abrange o período de 1939 a 1945, quando a Alemanha ocupou vários países como a Polônia, Bélgica e França, entre tantos outros, onde muitos cidadãos brasileiros estudavam, viviam e trabalhavam. Com o início da deportação de grande parte da população judaica para os guetos, campos de concentração, de trabalho e de extermínio, é preciso mencionar que entre os prisioneiros estrangeiros havia brasileiros. Apesar de cidadãos de um país que não estava envolvido diretamente no conflito mundial e portarem passaportes legais, foram tratados como \"indesejáveis\" e/ou \"de raça inferior\", de acordo com o discurso intolerante disseminado pela diatribe vigente na época, sendo seus documentos considerados falsos ou sumariamente ignorados.
Erosão e/ou neutralização da flexão de gênero na língua hebraica israelense: relações morfossintáticas entre numerais cardinais e/ou pronomes com substantivos e configurações verbais do futuro em textos selecionados a partir do século XXI
A presente tese de doutoramento insere-se no debate sobre a temática da erosão e/ou neutralização da marca de gênero da Língua Hebraica Israelense nas relações morfossintáticas entre numerais cardinais e/ou pronomes com substantivos e configurações verbais do futuro em textos selecionados a partir do século XXI. O trabalho está fundado na percepção, derivada da literatura especializada sobre o tema, de que existe uma tendência da perda da marca de gênero nestas relações morfossintáticas estabelecidas, além de outras nuances como o apagamento do gênero feminino nas 2ª e 3ª pessoas plurais do sistema verbal no tempo futuro. Em termos de estratégias de pesquisa, a investigação fundamenta-se no estudo da formação e consolidação da identidade israelense e suas implicações equalizadoras no plano linguístico quanto ao uso da flexão de gênero tornando-os como unidade empírica. Nosso objetivo é examinar o funcionamento deste fenômeno linguístico, como isso é expresso na escrita e quais suas implicações na fala. A hipótese de trabalho para esta pesquisa é que o fenômeno de erosão e/ou neutralização da marca de gênero no Hebraico tem causado profundas transformações na estrutura da língua que se caracteriza na distinção clara de dois gêneros, seja nos nomes e numerais ou, ainda, no sistema verbal. Neste quadro, pretendo validar ou refutar conceitos tradicionais utilizados no estudo do Hebraico, tomando como base a medida da variação diglóssica. Por fim, desejamos, através dos dados obtidos nas obras selecionadas, apresentar nossas reflexões e apontar possíveis motivações para uma tendência erosão e/ou neutralização das configurações pesquisadas.
O monstro leonino que surge do mar: um estudo de Daniel 7:1-4 à luz de sua relação intertextual coma Bíblia Hebraica e a literatura e iconografia do antigo oriente médio
Em O monstro leonino que surge do mar, estuda-se a simbologia contida em Dn 7:1 a 4. Nesse capítulo, narra-se uma visão onírica em que quatro feras monstruosas emergem de um mar agitado pelos quatro ventos do céu. A primeira a surgir é semelhante a um leão com asas de águia, as quais lhe são arrancadas, e o animal é posto em pé e recebe um coração humano. Impregnada de simbolismo, a visão é seguida de uma interpretação geral dentro do próprio capítulo, mas ainda assim oculta sentidos que convidam à investigação. Este estudo propõe uma close reading desse recorte, em uma abordagem literária e sincrônica, contemplando diversas perspectivas do debate acadêmico atual. A análise se concentra nos principais elementos simbólicos do texto, culminando na aparição da fera leonina. Trata-se de um mergulho na Bíblia Hebraica (BH), bem como na literatura e iconografia do Antigo Oriente Médio (AOM), e no próprio livro de Daniel, com vistas a iluminar o objeto de estudo. Os resultados dessa investigação identificam a relação umbilical entre a visão de Dn 7 e as narrativas dos cap. 1 a 6, em torno da temática da soberania divina. A composição da cena dos quatro ventos e o grande mar (Dn 7:1, 2) aparenta ser polissêmica e alusiva ao preâmbulo de Gn 1:2 ao mesmo tempo em que mantém evidentes conexões com sentidos encontrados nos Profetas. As feras grandes, monstruosas (Dn 7:3), têm evidentes paralelos na BH, como nações destruidoras, em especial, na tradição profética. A fera semelhante a leão com asas de águia se liga à visão de Dn 2 em que o primeiro dos quatro metais da estátua representa Babilônia. Seu hibridismo comunica a combinação de capacidades, com paralelos conceituais nos mischwesen ou seres híbridos do AOM. Sua natureza política e voracidade imperial o conectam ao motivo leonino utilizado largamente na literatura e iconografia do AOM, que servia para reforçar a ideologia real. Nos Profetas, Babilônia é simbolizada pelo leão e pela águia. Por ter asas e emergir do mar em uma limitada alusão aos mitos de combate antigos, com reflexos na BH , termina por denunciar sua natureza antidivina e cosmológica. Essa fera leonina passa por processos incapacitantes da perda de mobilidade e ferocidade, inversamente ao ocorrido com o rei Nabucodonosor em Dn 4, o que prenuncia sua derrocada e ressalta a soberania de YHWH.
2019
Diogo de Araujo Cavalcanti
O desenvolvimento da escrita argumentativa em francês por meio do gênero carta de protesto e solicitação
Nossa pesquisa teve como objetivo estudar o desenvolvimento das capacidades de linguagem de aprendizes de francês, em nível B2 (CONSEIL DE LEUROPE, 2008 [2001]), necessárias para a escrita argumentativa, por meio do gênero carta de protesto e solicitação. As justificativas de nosso objeto de estudo são três: 1) das quatro habilidades trabalhadas em cursos de FLE, a escrita é a que menos é contemplada didaticamente e a que mais parece necessitar de melhores estratégias de ensino-aprendizagem (ROCHA, 2014); 2) alinhada às constantes inovações tecnológicas, a escrita tem ganho usos que justificam a necessidade de se estudar como melhor desenvolvê-la para esses usos em curso de FLE (BRAGA, 2014) e; 3) para trabalhar a escrita argumentativa no nível B2, a escolha dos gêneros carta de protesto e solicitação parece adequada pelo seu uso social e escolar. Baseamo-nos, para isso, nos pressupostos teóricos do Interacionismo sociodiscursivo, que propõe um modelo de análise textual para estudar os diferentes gêneros (BRONCKART, 2003 [1997]) e em seus desdobramentos didáticos, com os conceitos de Modelo Didático (MD) e de Sequência Didática (SD). Esses conceitos permitem tomar os gêneros como instrumentos, a fim de desenvolver as capacidades de linguagem dos alunos e permitir a estes melhor conhecimento sobre gêneros textuais e seus usos sócio-históricos (SCHNEUWLY; DOLZ, 2013 [2004]). Para atingir nossos objetivos, construímos um MD e uma SD do gênero carta de protesto e solicitação, aplicamos a SD em um curso de extensão de francês oferecido a adultos da comunidade interna e externa de uma universidade brasileira, coletamos suas produções iniciais e finais e fizemos uma análise do desenvolvimento de suas capacidades de linguagem. Além disso, para compreender a atuação da professora e o papel da SD, realizamos um diário de bordo de forma a analisar a influência deles para o desenvolvimento das capacidades de linguagem dos alunos. Os resultados mostraram que tanto o material didático, quanto as ações e ajustes mobilizados pela professora-ministrante, durante a aplicação da SD, serviram de instrumentos para o desenvolvimento das capacidades de linguagem dos participantes, evidenciando, assim, o papel do professor e do material didático na promoção das aprendizagens.
Textos, aprendizagem e desenvolvimento do pesquisador no processo formativo do mestrado acadêmico
Esta pesquisa de doutorado teve como objetivo investigar, de forma longitudinal, o desenvolvimento do pesquisador durante o processo formativo do mestrado acadêmico. De forma mais específica, buscamos verificar qual o papel da linguagem nesse processo por meio da análise das versões comentadas e finais dos textos escritos (projeto de pesquisa, relatório de qualificação e dissertação de mestrado) e dos textos orais (exame de qualificação e defesa de mestrado) prescritos pelo dispositivo formativo. Para isso, apoiamo-nos nos pressupostos teóricos do interacionismo social (VIGOTSKI, 2004, 2007, 2009; VIGOTSKI; LURIA, 1996) e do interacionismo sociodiscursivo (BRONCKART, 1999, 2006, 2008; BULEA; BRONCKART, 2008; BOTA, 2011, 2018). As noções vigotskianas referentes à relação do pensamento com a linguagem, bem como às fases de formação de conceitos foram importantes para a interpretação dos nossos dados e os estudos contemporâneos sobre os trabalhos de Vigotski, sobretudo a noção de instrumento psicológico (FRIEDRICH, 2012), também foram utilizados em nossa pesquisa. Ademais, as noções de desenvolvimento do pesquisador pela linguagem, tipos de discurso, aprendizagem epistêmica e raciocínio, advindas do interacionismo sociodiscursivo (ISD) foram relevantes para atingirmos nossos objetivos. Para as análises, foram coletados os textos pertencentes aos gêneros textuais exigidos no mestrado de três estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, matriculados em diferentes programas de pós-graduação da área de Linguística e Literatura. Portanto, analisamos as versões finais e versões comentadas pelos orientadores, pertencentes aos gêneros textuais projeto de pesquisa, relatório de qualificação e dissertação de mestrado, como também as transcrições das gravações em áudio dos exames de qualificação e das defesas orais. Os textos foram analisados por meio dos níveis da arquitetura textual proposta pelo ISD, complementados com os estudos da linguística textual e da análise do discurso, como Koch (2001, 2006), Mondada e Dubois (1995, 2003), Cavalcante (2000, 2003), Perelman e Olbrecths-Tyteca (2005), Maingueneau (2008), Fiorin (2015), Tutin (2015), Fløttum e Vold (2015). As análises dos textos produzidos no mestrado pelos três participantes nos forneceram alguns índices linguístico-discursivos pelos quais pudemos discutir o desenvolvimento do pesquisador, particularmente da capacidade que os estudantes desenvolvem para fazer interagir o pensamento com a linguagem, a fim de se apropriarem dos conceitos e raciocínios científicos. No tocante à aprendizagem de novos conceitos, verificamos a presença constante de raciocínios indicadores de conceitos não maduros, os quais podem ser encontrados até o final do processo do mestrado, além de outras construções que apontam ora para uma aprendizagem ainda inicial, ora um pouco mais sofisticada. A partir dessas constatações, oriundas das análises das partes de fundamentação teórica, foi possível verificar que a aprendizagem epistêmica de conceitos funciona como instrumento psicológico na construção de processos de generalização e abstração que se materializam nas análises e nos resultados das pesquisas. Em conclusão, constatamos que o processo formativo do mestrado é importante como início de uma aprendizagem de conceitos e raciocínios científicos que estão na base da formação do pesquisador.
2020
Thiago Jorge Ferreira-Santos
Da problemática do oral ao agir de uma professora de francês: formação pela reflexão na ação, sobre a ação e pós-ação na concepção, implementação e avaliação de atividades didáticas para o favorecimento da interação simétrica
Esta tese teve por objetivo investigar as implicações de uma metodologia de pesquisa e formação docente em três etapas para o trabalho de uma professora de francês (docente-participante) no que concerne ao favorecimento de interações simétricas em grupos de aprendizes iniciantes. A pesquisa foi realizada em uma escola de aplicação localizada na Zona da Mata mineira e a primeira etapa (concepção) consistiu no oferecimento de um curso teórico-prático sobre a temática da interação em sala de aula (KERBRAT-ORECCHIONI, 1990; CICUREL, 2002, 2011; KRAMSCH, 1991; SCHIFFLER, 1991; NUSSBAUM, 1998; PENDANX, 1998; WEBER, 2013). A segunda etapa da pesquisa (implementação) teve como objetivo estabelecer uma ponte entre formação docente e ambiente escolar (IMBERNÓN, 2010; ALARCÃO, 2011; PERRENOUD, 2012; ALBUQUERQUE-COSTA, 2017; TARDIF, 2019) e foi concretizada pela implementação de atividades de produção oral (PO) elaboradas pela docente-participante durante a formação, em seu contexto concreto de atuação. Assim, nas etapas de concepção e implementação, a docente-participante efetuou reflexões-na-ação (SCHÖN, 2000) e sobre a ação (PERRENOUD, 2012) pedagógica pela realização de ações características do fazer docente e por meio de relatos escritos e orais por ela efetuados. Como a concepção de agir professoral (CICUREL, 2011; 2017; 2020) adotada nesta tese pressupõe que o trabalho do professor não se restringe às ações que desempenha na interação com os alunos (AMIGUES, 2004; SAUJAT, 2004; SOUZA-E-SILVA, 2004; MACHADO, 2004, 2007; LOUSADA, 2006, 2011; MACHADO & LOUSADA, 2013), a terceira etapa da pesquisa (avaliação) foi realizada com base nos aportes teórico-metodológicos da Clínica da Atividade e da Ergonomia da Atividade e consistiu na realização de uma entrevista em autoconfrontação (CLOT, [1999], 2018, 2001; 2004; FAÏTA, 2007): visualização das aulas ministradas e diálogo entre a docente-participante e a pesquisadora-formadora, dando origem a reflexões pós-ação. A análise dos dados evidenciou que a pesquisa favoreceu uma aprendizagem cíclica (ALARCÃO, 2011) e contínua pela docente-participante, dado o papel ativo por ela desempenhado: autora, agente e observadora da própria ação. Os resultados apontaram que ela obteve êxito em solucionar a situação problemática que motivou sua participação na formação e favoreceu interações simétricas entre seus aprendizes, mesmo confrontada a prescrições e impedimentos de diferentes ordens. Este trabalho doutoral apresenta uma contribuição para pesquisa acadêmico-científica, pois o tripé concepção, implementação e avaliação pode ser um recurso tanto para a formação inicial do professor quanto contínua, permitindo ao pesquisador/formador acompanhar o docente antes, durante e após o \"acontecimento aula\" (GERALDI, 2003), abordando na pesquisa/formação problemáticas relativas ao ensino e aprendizagem de língua estrangeira; seja no que diz respeito à oralidade, como foi o caso desta pesquisa, ou a outras temáticas.
Apocalypse Now & Forever: figurações do presente em The road, de Cormac McCarthy
O romance The Road (2006) representa um desvio na carreira do escritor norte-americano Cormac McCarthy. Sua prosa concisa e seu cenário apocalíptico marcam um distanciamento tanto de seus primeiros romances (mais próximos do gótico sulista) quanto dos mais recentes (westerns). Acompanhando a jornada de um Pai e um Filho por um país devastado, o autor faz um comentário sobre os Estados Unidos contemporâneo do pós-11 de setembro e da ascensão neoconservadora e fortalecimento do neoliberalismo. Com o intuito de investigar como o livro figura o presente, essa dissertação evidencia elementos de nosso tempo que se materializam na narrativa. Para isso, num primeiro momento, situa a obra do escritor no panorama da literatura americana contemporânea, e o papel de The Road dentro da bibliografia de McCarthy, culminando com a análise do foco narrativo, e o que ele representa. A partir disso, o eixo do trabalho se torna a produção literária do 11 de setembro, e novamente como o romance se destaca dentro desta contrapondo-o a outra obra contemporânea a ele: Falling Man, de Don DeLillo. Por fim, a análise formal da narrativa irá discutir o apocalipse e dialética estabelecida entre ele e a distopia, que são duas forças em duelo no livro. Assim, articulando esse movimento investigamos o papel dos personagens, cenário e tempo. Conforme teoriza Fredric Jameson, vivemos na era do Capitalismo Tardio, também chamada de Pós-Modernidade, e esta se concretiza ao longo do romance, conforme demonstramos nessa análise. A principal base teórica, novamente, é dada por Jameson em seu The Political Unconscious, além de conceitos formulados por Tom Moylan sobre utopia/distopia, e Frank Kermode sobre apocalipse, entre outros.
2015
Alysson Tadeu Alves de Oliveira
Do jeitinho brasileiro ao Brazilian little way: uma leitura semiótica
Este trabalho é o resultado de pesquisa sobre o fenômeno sociocultural conhecido como jeitinho brasileiro. A análise foi realizada sob a perspectiva da semiótica discursiva francesa, desenvolvida por A. J. Greimas, tendo por objetivo a busca dos efeitos de sentido que o vocábulo e seus parassinônimos pudessem apresentar. O ponto de partida foi a representação gráfica mostrada por Barbosa (2006), que ilustra o continuum entre o favor e a corrupção, entre os quais o jeito está posicionado, percebido como positivo, quando se aproxima do favor, e negativo, quando próximo da corrupção. Segundo a autora, a passagem de uma categoria para outra deve-se ao contexto e a relação existente entre as pessoas de uma determinada situação. O tema do jeitinho brasileiro requereu um estudo sobre cidadania, na sociedade contemporânea, no tocante à hierarquia e à igualdade. Também abrangeu a problemática da sociedade líquido-moderna, apresentada por Z. Bauman, e o dilema da escolha entre o indivíduo e o cidadão. Para alcançar o objetivo de estudar o campo semântico e discursivo do vocábulo jeitinho e de seus parassinônimos, a minha escolha incidiu sobre o estudo de textos que ilustram diferentes situações de ocorrência e os efeitos de sentido que cada exemplo propicia. Os textos que compuseram o corpus da pesquisa, e nos quais pude identificar as variações do jeitinho, permitiram expansão do eixo apresentado por Barbosa (2006). Dessa forma, propus uma gradação mais detalhada para a gama semântica do jeitinho brasileiro, a partir da colocação de cada caso estudado em um ponto aproximado, entre o favor e a corrupção. Solidariedade, sobrevivência, habilidade, criatividade, flexibilidade, improvisação, charme, simpatia, malandragem, prevaricação, hipocrisia, flexibilidade moral foram algumas das possibilidades presentes nos textos analisados
2014
Valquiria da Silva Moises
O estado totalitário e os cidadãos em Fahrenheit 451 de Ray Bradbury
Esta dissertação busca analisar como o romance Fahrenheit 451 de Ray Bradbury lida com seu contexto histórico e qual é a resolução simbólica sugerida para o problema por ele apontado. Para tanto, traçaremos paralelos entre o cenário político-social da sociedade fictícia do romance e os Estados Unidos entre 1945 até 1953, data de sua publicação oficial.
2014
Danielle Cristina Russo Correia
Análise da forma épica na peça We, the people de Elmer Rice
O presente trabalho tem por objetivo analisar a forma épica na peça We, the People, escrita pelo dramaturgo norte-americano Elmer Rice [1892-1967]. Essa peça, composta por vinte cenas e mais de quarenta personagens, foi escrita em 1932 e encenada em 1933, nos Estados Unidos, dentro de um dos períodos mais conturbados da história norte-americana: a Grande Depressão [1929 até o final dos anos 1930]. Pretende-se analisar a esfera formal de We, the People, dedicando particular atenção aos recursos empregados para a representação de questões sócio-históricas. Considerando-se que essas questões não são representáveis enquanto tais por meio da estrutura dramática convencional, e que pertencem ao âmbito formal do épico, o trabalho tratará de examinar e discutir o uso de recursos épicos de concepção dramatúrgica e seus efeitos dentro da peça.
Representações do aprender inglês no Ensino Fundamental e Médio.
O ensino de inglês em São Paulo, apesar de contar com uma sólida tradição histórica, ainda hoje não acontece de maneira satisfatória nas escolas regulares, sobretudo as da rede pública. Diante dessa dificuldade, a presente pesquisa buscou, com a análise do discurso, investigar as representações que sujeitos-alunos da 5ª série e do 3º ano do Ensino Médio fazem sobre o aprender inglês na escola pública. Para tanto, foram feitas entrevistas com alguns alunos e elas constituem o corpus da pesquisa. Partindo de uma perspectiva discursiva, que entende a língua como um fenômeno histórico, ideológico e social, iniciamos a pesquisa com uma contextualização histórica do ensino público. Nesse primeiro momento, um espaço de memória foi delineado, trazendo a trajetória de um ensino marcado por restrições, improvisos e ausência de qualidade. Assumindo essa memória que constitui o ensino público no Brasil, foram analisados os dizeres dos alunos com o intuito de compreender suas representações sobre a possibilidade de se aprender inglês na escola. Inicialmente encontramos duas representações dominantes: a escola como espaço onde se aprende bastante inglês e escola como espaço onde o ensino não acontece. Essas representações, que inicialmente pareciam opostas, alcançaram um ponto de chegada bastante semelhante devido ao efeito da memória e à capacidade de deslizamento dos significados. Assim, a representação da escola pública como local da não aprendizagem foi identificada como parte de uma formação discursiva predominante. Prosseguindo a análise, focalizamos o olhar nos dizeres sobre o gostar de inglês e, nesse momento, a heterogeneidade discursiva apontou para um sujeito descentralizado que, atravessado pelo inconsciente, construía afirmações conflituosas que estavam de acordo com as representações e memórias que ele trazia da escola. Assim, admitindo os sentidos como elementos históricos que são reconstruídos nos dizeres pela força da memória, concluímos que a representação da escola como espaço onde o ensino não acontece é um já-dito que constitui uma posição ideológica determinante nos processos de representação do aprender inglês na escola pública regular.
2010
Andreia Cristina Alves de Oliveira Silva
Escrita em língua estrangeira no ensino fundamental I: ensino, aprendizagem e desenvolvimento por meio do texto persuasivo
O ensino de Língua Estrangeira para Crianças (LEC) bem como sua pesquisa encontram-se em expansão no Brasil e no mundo (Cameron, 2003; Gimenez 2010). Entre os estudos na área de LEC faltam pesquisas que avaliem e analisem dados que provenham de intervenções do ensino de escrita em LEC para crianças alfabetizadas entre 8 e 10 anos (Figueira, 2010). Com o intuito de contribuir para o ensino da escrita em inglês para o nível fundamental, esta dissertação objetiva demonstrar como uma intervenção pedagógica, realizada com alunos do 5º ano em uma escola particular paulista, ensinou o texto persuasivo em inglês e quais foram as implicações desse ensino para os participantes. Nesta pesquisa de mestrado, a professora-pesquisadora objetivou intervir na compreensão de texto de opinião dos alunos de modo a propiciar a expansão do conhecimento (Daniels, 2011; Magalhães, 2009) e o aprimoramento da escrita deles. Conforme as ações de aprendizagem de Davydov (1988), os alunos responderam à pergunta-problema elaborada para o curso, formularam representações sobre as características da persuasão, analisaram textos biográficos e textos persuasivos e, ao final da intervenção, redigiram textos persuasivos sobre o real inventor do avião. A intervenção pedagógica teve suas bases na Teoria da Atividade Sócio Histórico e Cultural, conforme os teóricos Vygotsky (2007) e Davydov (1988). Para Vygotsky (2007), as funções intelectuais dos seres humanos não são tidas como meros resultados de maturação biológica, como algo natural e inato a todos os seres humanos, pois são construídas socialmente com o auxílio fundamental da linguagem. Isso revela que as funções mentais superiores advêm da interação social, das práticas sociais e da história. Desse modo, a cognição não surge apenas do funcionamento biológico, pois advém da integração do corpo biológico com as práticas sociais (Vygotsky, 2007). Outra base teórica para a intervenção foi a Escola Australiana de Gêneros Textuais. Nessa perspectiva, o gênero textual se materializa no uso da língua, que é um meio pelo qual o ser humano constrói significados em um dado contexto social (Eggins, 2004; Halliday & Matthiessen, 1994; Martin, 2008). Dessa forma, o gênero pode servir como uma ferramenta utilizada para criar Zona de Desenvolvimento Proximal e expandir o conhecimento dos alunos. As perspectivas teóricas adotadas, portanto, objetivaram agir no campo em que atuaram (Lantolf, 2000, 2007; Spinoza, 1998; Vygotsky, 2007). Os resultados obtidos após a realização da intervenção pedagógica apontam para a conscientização dos alunos em relação à função persuasiva dos textos de opinião. Além disso, a análise de dados demonstrou que os alunos melhoraram sua escrita de texto de opinião em relação ao pré-teste, realizado antes da intervenção pedagógica. A conclusão aponta que ainda há muito a ser feito na área do ensino da escrita em língua estrangeira, mas que a criança deve ser sensibilizada a produzir textos de opinião ainda na escola primária (Souza, 2003: 73), uma vez que a argumentação e a persuasão estão presentes nas situações cotidianas, escolares ou familiares, das crianças
2014
Lilian de Melo Fernandes Martinelli
O ensino da escrita em inglês em um curso de idiomas: um estudo de caso
A escrita tem se tornado cada vez mais necessária, devido sua demanda nas esferas profissional e acadêmica (WARSCHAUER, 2000; WINGATE; TRIBBLE, 2011). Pesquisas indicam que 87% dos brasileiros entendem que as habilidades orais e auditivas devam ser priorizadas nas aulas de Inglês (BRITISH COUNCIL, 2014). Nosso estudo de caso investiga o ensino da escrita em Inglês no nível avançado de uma escola de idiomas. Para isso, foram analisados o livro didático e a prática pedagógica na etapa final do curso oferecido pela instituição participante, para identificar qual é a concepção de língua e de seu ensino, e a concepção de ensino-aprendizagem de escrita explicitadas no livro didático nos momentos em que a professora participante trabalha com a habilidade escrita e no contexto escolar. O estudo buscou averiguar a quais teorias preestabelecidas as práticas declaradas e observadas se aproximavam mais. Para isso, a investigação baseou-se nos pressupostos Estruturalista (SAUSSURE, 1969), Cognitivista (CHOMSKY, 2006), e na perspectiva de Língua como Instrumento Ideológico (BAKHTIN; VOLOCHÍNOV 1988, BAKHTIN, 2006). Para tratar da instrução da escrita, apoiamo-nos na abordagem com foco no produto (BADGER; WHITE, 2000; ZAMEL, 1976) na abordagem com foco no processo (ELBOW, 1981; FLOWER; HAYES, 1981; HYLAND), na abordagem social para a instrução da escrita (SWALES, 1990; 2006; HYLAND, 2007), nas propostas dos letramentos acadêmicos (LEA; STREET; 2006;WINGATE; TRIBBLE, 2012) e do Inglês para Propósito Acadêmico (SWALES; 2004; FERREIRA, 2007). Inicialmente, foi realizada uma análise qualitativa do manual do professor e da seção de escrita, e uma análise quantitativa dos exercícios que faziam uso da habilidade escrita. Posteriormente, as aulas de instrução da escrita e os sites da Editora, da Franquia à qual a escola pertencia e da escola foram analisados em busca de palavras-chaves que apontassem para algumas das teorias de concepção de língua e de escrita. Por fim, o gestor e a professora foram entrevistados, visando confirmar os achados da pesquisa. Averiguou-se que os exercícios do LD e suas instruções metodológicas remetiam a um ensino estrutural de línguas e a prática de escrita com foco no produto final. Essas mesmas concepções de ensino e aprendizagem de língua e escrita se estendem à prática da professora participante e às colocações do gestor em relação à instituição. Os dados apontam para a necessidade de se pensar sobre a importância do estudo da escrita em inglês no Brasil e seu ensino, devido sua importância no cenário global. A escrita se torna crucial devido a necessidade de seu domínio nas áreas profissional e acadêmica. Nesse sentido, não prover um ensino de qualidade pode significar a negação de participação global (BRANDT, 2018) e de desenvolvimento financeiro da população brasileira.
2021
Daniela Cleusa de Jesus Carvalho