Repositório RCAAP

Tratamento endovascular de doença oclusiva aorto-ilíaca: estudo retrospectivo

Objetivos: Avaliar os resultados técnicos do tratamento endovascular em lesões oclusivas do sector aorto-ilíaco. Material e métodos: Foi efectuada uma análise retrospectiva entre Janeiro de 2008 e Janeiro de 2016 de todos os procedimentos endovasculares realizados num único centro para tratamento de lesões ateroscleróticas aorto-ilíacas. Foram avaliados os tipos de lesões existentes, os procedimentos endovasculares utilizados, as taxas de sucesso técnico e de complicações. Resultados: Foram estudados retrospectivamente 194 doentes (idade média 67,44 anos, DP=10,29; 91% sexo masculino). O tipo de lesão mais frequente foi estenose das artérias ilíacas comuns. A colocação de kissing stents foi a técnica mais utilizada (n=96; 49,5%), seguida da colocação de stent ilíaco único (n=85; 43,8%) e angioplastia com balão isolada (n=8; 4,1%). Em cinco casos (2,6%) não foi possível ultrapassar a lesão oclusiva. Verificaram-se complicações imediatas em 5,2% (n=10), sendo a ocorrência de laceração arterial a complicação mais comum, tendo-se registado casos isolados de migração do stent, hematoma e embolização para a artéria femoral superficial. A taxa de sucesso técnico imediato foi de 96,9%. Conclusões: O tratamento endovascular de lesões estenosantes/oclusivas do sector aorto-ilíaco é tecnicamente eficaz na esmagadora maioria dos doentes, com baixas taxas de complicações associadas.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Pissarra, António Pedro Donato, Paulo Pereira, Bárbara Madaleno, Raquel Candelária, Isabel Costa, João Filipe Carvalheiro, Vítor Agostinho, Alfredo Gil Alves, Filipe Caseiro

Colonografia por TC vs. Colonoscopia óptica – Técnicas equivalentes ou técnicas complementares?

Objetivos: Caracterizar os exames de Colonografia por TC (CTC) da nossa instituição. Comparar os resultados da CTC com a Colonoscopia óptica (CO) de forma a avaliar a sua eficácia num contexto de rastreio. Introdução: O carcinoma coloretal é uma das neoplasias malignas com maior incidência a nível global. A taxa de mortalidade tem vindo a diminuir nas últimas décadas, devido essencialmente a melhores planos de rastreio e à evolução das técnicas de diagnóstico. Para o diagnóstico desta patologia há duas técnicas que são comummente usadas: a colonoscopia óptica e a Colonografia por TC, sendo a primeira destas considerada o gold-standard. Contudo, com a rápida evolução tecnológica que a TC sofreu nos últimos anos, torna-se relevante comparar estas duas técnicas. Métodos: Estudo retrospetivo com amostra consecutiva de 202 exames de CTC (131M:71H, idade média 67±12 anos), tendo sido registados a indicação do exame, resultados, C-RADS e achados extra-cólicos. Foram comparados os resultados da CTC com os da CO. Estudo estatístico com métodos descritivos, qui-quadrado e teste t de Student para um intervalo de confiança de 95%. Resultados: Dezassete (8%) das CTC foram inconclusivas e 37 (18%) mostraram patologia neoplásica. Apenas 58 (29%) casos não tinham realizado CO antes. Sem complicações imediatas em nenhum dos exames de CTC. Dos 202 exames de CTC, 73 dos casos tinham resultado da CO acessível, havendo concordância em 75% deles, sendo que as discordâncias se deviam principalmente a alterações da mucosa intestinal. Não se registaram casos de falsos negativos da CTC no diagnóstico de pólipos ou massas potencialmente neoplásicas. Conclusão: A CTC é semelhante à CO quando a indicação clínica incide sobre o rastreio de carcinoma colo-rectal. Embora sem capacidades terapêuticas, não evitando o uso da CO se uma lesão for encontrada, apresenta outras características que podem tornar esta técnica complementar à CO ou mesmo equivalente em cenários clínicos específicos, nomeadamente em contexto de rastreio populacional.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Oliveira, Carlos Ferreira, Luís Amaral Estevão, Amélia Ilharco, José Teixeira, Luísa Alves, Filipe Caseiro

An Atypical Presentation of Invasive Breast Carcinoma

Ectopic breast tissue (EBT) is found in no more than 6% of the population. The axilla is the most common location. We report a case of a 43-year-old woman that showed a painless small lump on her right anterior axillary line adjacent to the axilla, for three years. On ultrasound it corresponded to a growing unspecific hypochogenic subcutaneous nodule. A core biopsy was performed and the histologic diagnosis was that of an invasive lobular breast carcinoma in an aberrant EBT. A locoregional staging by magnetic resonance (MR) was performed showing no other lesions. Patient underwent wide local excision of the lesion followed by radiotherapy and hormone therapy. This article underlines the possibility of presentation of EBT as an invasive breast carcinoma, emphasizing its clinical and imaging features and the importance of its prompt recognition for a timely treatment.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Loureiro, Ana Rosa, Duarte Palmeiro, Marta Niza, João Pena, Bárbara Macedo Marques, José Carlos

Carcinoma muco-epidermóide da glândula parótida: um caso raro de metastização óssea

Os autores apresentam o caso de um homem de 75 anos de idade que foi referenciado à consulta de cirurgia maxilo-facial por tumefação parotídea esquerda. Realizou TC e RM do pescoço que evidenciaram uma volumosa lesão sólida da glândula parótida esquerda, com invasão das estruturas adjacentes, que foi excisada cirurgicamente. A avaliação histológica revelou carcinoma mucoepidermoide da glândula parótida. O doente manteve-se sem evidência de recidiva ou metastização durante dois anos, altura em que iniciou um quadro de parésia facial esquerda e hipoacúsia homolateral. Fez TC e RM que revelaram uma lesão lítica do rochedo do osso temporal, com envolvimento da mastóide e do ouvido médio, cuja avaliação histológica confirmou a metastização óssea do carcinoma mucoepidermoide inicial. Com a descrição deste caso queremos destacar a raridade da metastização óssea no carcinoma mucoepidermoide das glândulas salivares, bem como enfatizar a importância da conjugação da avaliação clínica com os achados imagiológicos no follow-up oncológico.  

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2022-11-18T14:08:20Z

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Dutra, Sofia Resendes

Lesões Benignas da Mandíbula: Uma revisão Pictórica

As lesões mandibulares constituem um achado imagiológico frequente, representando habitualmente um desafio diagnóstico. Este artigo pretende realizar uma revisão pictórica das lesões benignas mais comuns da mandíbula, estratificando-as de acordo com a sua natureza (quística ou sólida) e também de acordo com a sua origem (odontogénica/não odontogénica e óssea/não óssea). As lesões odontogénicas serão denominadas tendo por base a classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) dos tumores odontogénicos, publicada em 2005. Os principais objectivos deste artigo são descrever as características epidemiológicas, anatómicas e imagiológicas das lesões benignas mais comuns da mandíbula, com ênfase nos aspectos que permitem realizar o diagnóstico diferencial; e apresentar alguns exemplos ilustrativos destas lesões em ortopantomografia, tomografia computorizada e ressonância magnética.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Costa, Francisco Rego Esteves, Cátia Bacelar, Maria Teresa

Classificação em RM das lesões anexiais indeterminadas em ecografia

A Ressonância Magnética (RM) multiparamétrica é essencial na avaliação das lesões anexiais indeterminadas em ecografia, pois possibilita a adequada caracterização destas lesões, classificando-as consoante o grau de suspeita de malignidade. Permite também, orientar a correta abordagem terapêutica e/ou de seguimento, limitando os custos associados. A maioria das lesões anexiais ecograficamente indeterminadas são de natureza benigna, e a sua caracterização por RM evita cirurgias desnecessárias e inapropriadas. Apenas uma minoria destas lesões corresponde a doença anexial maligna, e a sua adequada avaliação por RM permite a implementação atempada da correta abordagem terapêutica, aspecto essencial na conduta destes tumores. Neste artigo as autoras revêm e ilustram as características em RM das lesões anexiais indeterminadas em ecografia, permitindo classificá-las segundo o seu grau de suspeição. É ainda, realçado o protocolo de RM multiparamétrica que deve ser aplicado no estudo destes tumores.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Palmeiro, Marta Morna Cunha, Teresa Margarida

Caso Clínico ARP Nº 8

Paciente do sexo feminino, raça negra, com 16 anos. Emagrecimento marcado desde há 3 meses, astenia, adinamia e dor abdominal difusa. Laboratorialmente mostrava pancitopenia e discreta elevação da PCR.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Rodrigues, Henrique

Caso Clínico ARP Nº7: Coartação da Artéria Aorta

Paciente do sexo masculino com 20 anos inicia seguimento na consulta de hipertensão arterial. O médico assistente para estudo da hipertensão arterial, diagnosticada há cerca de 4 meses, entre outros exames, não imagiológicos, requisitou ao nosso serviço a realização de uma radiografia de tórax e de uma ecografia renal com estudo Doppler, sendo que a informação clínica fornecida foi: “Hipertensão arterial em estudo”.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Carneiro, Carolina Saraiva, José Santos, Bruno

Sinal de Bullhead na Síndrome SAPHO

O síndrome SAPHO – sinovite, acne, pustulose, hiperostose e osteíte – é uma entidade rara caracterizada por alterações osteoarticulares, frequentemente na parede torácica anterior, usualmente associadas a lesões dermatológicas. A variabilidade das manifestações clínicas dificulta o diagnóstico precoce, que é essencial para evitar procedimentos diagnósticos invasivos e terapêuticas desnecessárias. Apresentamos o caso de uma mulher de 41 anos de idade com queixas de dores osteoarticulares generalizadas, sobretudo na parede torácica ântero-superior, e lesões dermatológicas intermitentes. Uma TC torácica revelou alterações esternoclaviculares sugestivas de sequelas de osteomielite. Clinicamente não havia história de infecção. A dor osteoarticular constante e exames não conclusivos desencadearam a requisição de cintigrafia óssea, que revelou o sinal de bullhead, compatível com osteíte e hiperostose nas regiões esternoclaviculares. O sinal de bullhead na cintigrafia óssea é altamente específico de síndrome de SAPHO e foi essencial para estabelecer o diagnóstico final neste caso.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Vieira, Tiago Pinto, Adriana Sá Oliveira, Ana Pereira, Jorge

Síndrome do pinçamento das Artérias Popliteias - Uma causa incomum de claudicação

A artéria popliteia está localizada na fossa popliteia do joelho e continua a artéria femoral superficial após passagem pelo hiato dos adutores, passando posteriormente ao femur e anteriormente à veia popliteia, normalmente localizada entre os músculos gémeos, por cima do músculo popliteo. A síndrome do pinçamento da artéria popliteia é uma anomalia do desenvolvimento que resulta de uma relação anormal entre esta artéria e o músculo gémeo – principalmente a porção interna – ou, raramente, uma banda fibrosa anômala ou o músculo popliteo. Os sintomas comumente são claudicação e, raramente, isquemia devido a trombose. Ao exame físico, podem apresentar pulsos normais que diminuem ou desaparecem com a flexão plantar ou dorso-flexão do pé. Os exames de imagem são frequentemente necessários para confirmar o diagnóstico da síndrome do pinçamento da artéria popliteia. Sem tratamento, a doença progride quase que invariavelmente para uma estenose permanente da artéria popliteia devido a microtraumas repetidos, com subsequente fibrose, tornando o vaso susceptível a fenómenos trombóticos e trombo-embólicos e à formação de aneurismas. O tratamento desta síndrome baseia-se na descompressão cirúrgica da artéria, geralmente por miomectomia, de forma a restabelecer o fluxo arterial para a extremidade.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Duarte, Márcio Luís Dantas, Thaís Nogueira Nóbrega, Bruno Barcelos Scoppetta, Luiz Carlos

Editorial

Tive conhecimento há pouco tempo atrás que a técnica de Radiologia de Intervenção - embolização prostática no tratamento da hiperplasia benigna da próstata, teria sido alvo de criticas e contestação no seio da Ordem dos Médicos. por outras especialidades que não a Radiologia.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Alves, Filipe Caseiro

Pseudoangiomatous Stromal Hyperplasia in Pedia¬tric Age: A Case Report and Review of Literature

Pseudoangiomatous stromal hyperplasia (PASH) is a rare benign disease, characterized by abnormal proliferation of fibroglandular stroma. It was first described in 1986. The authors present a case of a twelve year-old girl with a history of kidney transplantation due to nephrotic syndrome with rapidly progressive and painful breast asymmetry with approximately six months duration. No lymphadenopathy or other signs or symptoms were associated. Ultrasound didn’t reveal specific findings. Breast magnetic resonance (MR) showed a massive heterogeneous nodular mass with regular contours and contrast enhancement. Given the degree of breast asymmetry as well as the patient’s symptoms, surgical excision of the tumor was preferred over core biopsy. Histopathological and immunohistochemical examination showed pseudoangiomatous stromal hyperplasia. The authors describe the clinical presentation, imaging and histological features as well as therapeutic approach in these patients

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Magalhães, Sara Pinto Moreno, Filipa Alves, Nuno Dias Preza, José Miguel Certo, Manuela Reis, Fernanda

Linfocintigrafia na Detecção de Quilotórax – A Propósito de um Caso Clínico

Mulher de 24 anos, com diagnóstico de quilotórax persistente à esquerda. Foi realizada linfocintigrafia e SPECT/CT, que mostrou hiperactividade no hemitórax esquerdo, com maior extensão basal posterior, que correspondeu à origem da fuga. Este caso clínico mostra que a linfocintigrafia SPECT/CT pode apontar para o local da fuga e volume da mesma, sendo uma mais-valia para a orientação terapêutica, nomeadamente a programação pré-operatória.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Fernandes, Ana Rita Faria, Teresa Oliveira, Ana Pérez, Maria Berta Vieira, Tiago Alves, Victor Pinto, Adriana Boaventura, Rita Maciel, João Bastos, Pedro Pereira, Jorge

Síndrome de Parsonage-Turner – omalgia e perda de força com início súbito

Apresentamos o caso de um homem de 65 anos, com omalgia e diminuição da força do membro superior direito. O presente caso pretende ilustrar a importância dos estudos por Ressonância Magnética na avaliação de patologias dolorosas do ombro para a sua caracterização, sendo por vezes o Radiologista o primeiro a considerar algumas hipóteses diagnósticas menos frequentes.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Moreira, Ana Sofia Linhares Castro, Miguel Oliveira

Editorial

Muitas mudanças surgiram na divulgação científica desde a data do 1º número da Acta Radiológica Portuguesa até hoje. O primeiro número da revista foi editado em janeiro-março de 1989 e resultou de uma série de iniciativas tomadas após a organização do “VI Congresso Europeu de Radiologia, ECR 87” organizado pela SPRMN. Iniciativas que incluíram a instalação de meios audio-visuais (programas de vídeo e slides) e a criação de uma biblioteca. Destas, a criação da Acta foi, a nosso ver, a iniciativa que mais retorno teve na formação e divulgação da Radiologia. Quis a Direção de então criar “um jornal periódico com características duma revista internacional.(…) uma alternativa para a publicação dos jovens radiologistas europeus. (…) pretende-se estimular a participação sem fronteiras, por outro, pretende-se atingir um nível qualitativo que assegure o interesse da divulgação internacional dos trabalhos.” [retirado do editorial do 1º número da autoria da Dr.ª Maria Emília Silvestre]

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2022-11-18T14:08:20Z

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Donato, Paulo

Caso Clínico ARP nº10: qual o seu diagnóstico?

Paciente do sexo feminino de 19 anos, assintomática. Sem antecedentes de relevo. Em análises de rotina revelou alterações inespecíficas da função hepática, nomeadamente aumento da GGT, ALT,AST e FA, sem alterações dos valores de bilirrubina. Marcadores tumorais com valores dentro da normalidade.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Torres, Daniel Barbosa, Lígia Correia, Mariana Bilhim, Tiago Gomes, Filipe Veloso Coimbra, Élia

Caso Clínico ARP Nº9: Cardiomiopatia Hipertrofica e Cardiopatia Isquémica

Caso 1 / A 70 anos Ecg com alterações da repolarização ventricular Ecocardiograma com má janela. Queixas de precordialgia atípica. Cardiomiopatia hipertrofica apical com aneurisma apical (burn out ápex). A HCM apical é difícil de diagnosticas por ecocardiograma. Alterações da repolarização são frequentes. Caso 2 / B 55 anos Internamento há 2 meses com dor precordial, ligeiro aumento das troponinas e discinésia ventricular esquerda apical. Fez cateterismo com coronarias normais. Por ausência de recuperação da função 1 mês após o cateterismo, vem fazer RM. Cardiopatia isquémica caracterizada por sequela de enfarte no território habitual da DA. A ausência de doença coronária obstrutiva no cateterismo não exclui em definitivo o EAM, uma vez que em 7-10% dos EAM há reperfusão espontânea das coronárias. Neste caso a ausência de recuperação da função ventricular exclui a hipótese de takotsubo e aumenta a probabilidade de sequela de cardiopatia isquémica, que a RM confirmou.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Marques, Hugo

As “terríveis” urgências

O Serviço de Urgência ou Banco (a sul do Rio Mondego) é para qualquer Radiologista um dos locais de trabalho mais stressante, tal como para as restantes especialidades médicas. Não só pelas constantes e imprevisíveis solicitações como pela especial responsabilidade dos exames efetuados, pois os diagnósticos são muitas vezes confirmados ou não nas horas seguintes nos casos em que os doentes são operados. Todos concordamos que o papel do Radiologista é fundamental no Serviço de Urgência pois permite uma correta avaliação e triagem dos doentes e a identificação dos doentes que necessitam de tratamento urgente ou emergente. Nestes casos a nossa Especialidade pode ser mesmo considerada como “life saving”. Importa ainda destacar o papel de primeira linha da Radiologia de Intervenção neste campo, particularmente na sua vertente terapêutica.

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2022-11-18T14:08:20Z

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Madureira, António José

Um caso de malformação adenomatoide cistica tipo I sobreinfectada

A malformação adenomatoide cística é um defeito incomum do desenvolvimento pulmonar, diagnosticado habitualmente no período pré-natal ou neonatal, no contexto de stress respiratório. Raramente, pode ser detectada em idade mais tardia,  durante  o  estudo de infecções respiratórias recorrentes. Os autores descrevem o caso de um jovem de 16 anos, sem antecedentes de relevo, que recorre ao SU por toracalgia de características pleuríticas, febre e tosse com três dias de evolução. Foi realizada TAC torácica, que revelou a presença de uma área heterogénea constituída por várias formações císticas, de paredes espessadas, compatível com malformação adenomatóide cística tipo I, sobreinfectada. Foi iniciada antibioterapia e, após resolução da infecção respiratória, o paciente foi submetido a segmentectomia. 

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2022-11-18T14:08:20Z

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Costeira, Filipa de Sousa

Ressonância Magnética Cerebral Funcional: qual o Impacto e que Limites?

A ressonância magnética functional(RMf) é uma técnica ainda relativamente recente, tendo surgido no início dos anos 90 do século passado, quando Ogawa(Ogawa et al., 1992) e Bandettini (Bandettini et al., 1992) demonstraram que o sinal hemodinâmico BOLD, com origem no contraste de sinal T2*, se alterava de forma correspondente ao padrão de estimulação sensorial. Esta técnica permaneceu controversa desde o início, pois embora traduzisse padrões de neuroativação, só em 2001 Logothetis e colegas (Logothetis et al., 2001) demonstraram de forma direta que a modulação do sinal BOLD (dependente do nível de oxigenação sanguínea, do Inglês Blood-oxygen-level-dependent) refletia de facto a atividade neuronal.

Ano

2022-11-18T14:08:20Z

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Castelo-Branco, Miguel Castelhano, João Duarte, Catarina Ferreira, Carlos