Repositório RCAAP
Magnetic signature of t he world-class, Archean Cuiabá gold deposit in the Quadrilátero Ferrífero
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2021-09-08T16:03:42Z
Mariana Débora Vital Bandeira
Inbound marketing funciona? A influência do marketing de conteúdo digital e de mídia on-line em um funil B2B
Com as novas tecnologias favorecidas pelo crescimento da internet, os consumidores e as empresas têm se adaptado em busca de usar os recursos atuais a seu favor. No marketing entre empresas e empresas, conhecido como B2B, a realidade não é diferente. Embora siga etapas semelhantes às estabelecidas há décadas, o processo de compra organizacional encontra nesse cenário mais possibilidades e desafios. Há mais canais de comunicação disponíveis, e os prospectos preferem, às vezes, seguir o seu caminho de forma autônoma e pedir auxílio aos fornecedores só quando já tomaram a sua decisão. Produzir conteúdo e distribuí-lo na internet é imperativo de sucesso de muitos negócios. Nesse contexto, o presente estudo se propôs a medir a influência do Marketing de Conteúdo Digital, explorando o impacto de diferentes tipos de conteúdo e de mídia na mudança do estágio de lead para oportunidade de vendas em um funil de marketing B2B ao longo do tempo. A pesquisa foi realizada a partir de um banco de dados secundário, originado de softwares de marketing e de vendas, e compreende o período entre março de 2018 e fevereiro de 2020. Os dados foram analisados por meio da Regressão de Cox, por ser um método adequado para explicar a influência de variáveis independentes na ocorrência de um evento ao longo do tempo. Foram avaliadas as variáveis: conversão em conteúdo topo de funil; conversão em conteúdo meio de funil; conversão em conteúdo fundo de funil; conversão via mídia própria; conversão via mídia ganhada; conversão via mídia paga; total de conversões; lead importado; e cargo na escola, sendo essas as variáveis independentes; e a variável resposta a probabilidade de mudança do estágio lead qualificado para oportunidade de venda ao longo do tempo. Com exceção das variáveis conversão em conteúdo meio de funil e conversão via mídia própria, todas as variáveis impactaram o funil analisado. Espera-se que este estudo contribua para a compreensão dessa prática de marketing, colaborando tanto em uma perspectiva teórica, especialmente B2B e Marketing Digital, por meio do modelo teórico proposto e dos resultados encontrados, quanto em uma perspectiva gerencial, com insights para alocação mais acertada de recursos de marketing.
Indústrias relacionadas, complexidade econômica e diversificação regional: uma aplicação para microrregiões brasileiras
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Quem fala em nome de quem e com qual autoridade nos movimentos sociais?: um estudo sobre a representação política não eleitoral no movimento social dos surdos
O trabalho discute a contribuição da noção de representação política não eleitoral para os estudos sobre a comunicação dos movimentos sociais. Uma abordagem discursiva com base nas fontes de autoridade (Saward, 2009; 2010) pode auxiliar na compreensão dos processos de legitimação da representação dos porta-vozes ou lideranças. Analisamos o caso do movimento social das pessoas surdas que lutam pelo direito à escola bilíngue, por meio de um mapeamento de claims em três arenas distintas: a) um grupo fechado de lideranças no Facebook, b) uma audiência pública do judiciário e c) o GT de Educação da Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Conclui-se que a principal fonte de autoridade diz respeito à coletivização das questões, seja por meio da ideia de amplo interesse ou das histórias comuns aos surdos.
2021-09-08T18:34:59Z
Regiane Lucas de Oliveira Garcêz
A representação política em uma perspectiva comunicacional
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2021-09-08T19:04:20Z
Regiane Lucas de Oliveira Garcêz
A corporeidade como fonte de autoridade na representação política discursiva: um estudo sobre a presença de surdos sinalizantes em discussões relacionadas à educação especial
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2021-09-08T19:20:36Z
Regiane Lucas de Oliveira Garcêz
Metarepresentação: demandas por representatividade do movimento social dos surdos brasileiros
O trabalho pretende discutir a noção de metarepresentação – questionamento da legitimidade da representação política discursiva (Saward, 2010; Dryzek, 2008) – a partir de um estudo sobre o movimento social das pessoas surdas brasileiras. Investigamos como a metarepresentação se conforma em três arenas: a) um grupo fechado de lideranças surdas organizado no Facebook, b) uma audiência pública do judiciário e c) no GT de Educação da Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Realizou-se um mapeamento dos representative claims (demandas por representação) e uma análise sistêmica. Conclui-se que a metarepresentação pode ser acionado para a) celebrar o protagonismo dos próprios surdos e pessoas com deficiencia, b) questionar a representatividade nas instâncias formais de participação e c) reivindicar o lema da Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência: nada sobre nós sem nós.
2021-09-08T19:38:57Z
Regiane Lucas de Oliveira Garcêz
Direito penal e a concepção de vítima
No summary/description provided
Thermodynamic analysis of a novel trigeneration process of hydrogen, electricity and desalinated water: the case of Na-O-H cycle, GEN-IV nuclear reactors and MED installation
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2021-09-09T18:58:15Z
João Gabriel de Oliveira Marques
Um gesto político intersticial e um histórico palimpséstico: a escrita de si em D'est e Là-bas de Chantal Akerman
Onde está o histórico e o político quando uma cineasta recusa os procedimentos de rememoração documentais como o arquivo, o testemunho e a encenação, para apenas contemplar espaços de conflito no Leste Europeu de 1993 e em Israel de 2006, sem a eles se imiscuir? Buscando responder tal questão, este artigo produz o argumento de que através da escrita de si – de uma autobiografia instituída nas lacunas da memória sobre o Holocausto – os filmes D’est e Là-bas, de Chantal Akerman, alcançam o político por uma via intersticial – aquela dos afetos e das brechas - e formula uma figura palimpséstica para a história, que não encadeia passado e presente.
Cindir a cena, partilhar o cinema: sobre Bamako, de Abderrahmane Sissako
No filme Bamako (2006), o diretor mauritano Abderrahmane Sissako coloca lado a lado, num tribunal imaginário, o povo africano (expropriado de suas formas de vida) e as grandes corporações financeiras mundiais. Assim, permite ao cinema escrever a história a contrapelo. No terreno das ficções cinematográficas, atravessada pelo real, impregnada pelo pó da terra e por rostos negros, num mundo dividido e injusto, onde só os donos do capital têm voz, reescrever a história é conceder ao outro o tempo da imagem e do verbo. É, portanto, reinventar a política.
Trazendo os restos de volta à vida
Inventário dos restos; arquivo do descarte; catálogo de resíduos; acervo de abandonos; depósito de fragmentos; coleção de vestígios; dicionário das insignificâncias: esses são alguns dos termos que poderiam retratar esta pesquisa. Todos eles dizem sobre seres, coisas e espaços pouco identificados com as direções para as quais os olhares são voltados no cotidiano urbano. São materialidades do abandono que compõem uma camada da cidade que a atravessa de forma silenciosa. Encarar esse universo revela uma multiplicidade de tempos e narrativas que constitui um verdadeiro arquivo vivo da cidade e indica como temos nos relacionado com o mundo, pois ao olharmos para estes fragmentos, eles nos retornam o olhar. Através da imersão em espaços marejados pelo abandono e da construção e manutenção de diálogos com agentes ativos dessa trama, compreende-se que, além desses vestígios serem testemunhas da vida que corre ao seu redor, eles também são portadores de uma vida própria. Em um exercício constante de escuta das pessoas, objetos, espaços e memórias deste meio, se constrói um pensamento que se dá por imagens e fragmentos, na tentativa de descobrir o “quem das coisas”.
Os pressupostos epistemológicos das pesquisas sobre criança, infância e educação infantil: análise das contribuições da sociologia da infância
FAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
Livro didático inovador e teoria da atividade: usos de um artefato mediador por professores de química
Esta pesquisa tem como foco a utilização de um dos livros didáticos de Química distribuídos pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Nossa pesquisa se orientou por privilegiar as formas e os contextos do uso de um livro didático de Química considerado inovador. Definimos como livros didáticos “inovadores” os materiais produzidos por grupos de pesquisadores da área de ensino de Química que incorporaram pesquisas e inovações metodológicas. A pesquisa se insere no campo dos estudos sobre os citados livros e está fundamentada nos aportes teórico-metodológicos da teoria histórico-cultural. Para compreender o uso do livro didático enquanto artefato, nos apoiamos na Teoria da Atividade, cujas raízes encontram-se nos estudos de Vygotsky, Leontiev e Engeström. Os dados foram obtidos por meio de um formulário com questões fechadas e abertas, respondido por trinta e sete professores de Química da Educação Básica, cujas escolas adotaram este livro. O questionário apresentava perguntas gerais relativas à formação docente, percurso profissional, o processo de escolha do livro didático, estruturação das aulas e o papel que o livro didático tem na prática dos professores. Posteriormente, realizamos entrevistas semiestruturadas com duas professoras que, após responderem o formulário, concordaram em participar de outras etapas da pesquisa. Para uma porção das questões, utilizamos os resultados em forma de gráfico, obtidos diretamente pelo questionário eletrônico. Para as outras questões, a análise foi feita em etapas. Uma primeira etapa envolveu a leitura das respostas e uma codificação prévia, comparando semelhanças e diferenças. Posteriormente, empregamos o software NVIVVO® e o modelo da Teoria da Atividade para construir as categorias que eram formadas pelos componentes da atividade: o objeto, os artefatos, a divisão do trabalho, as regras e a comunidade envolvida no uso do livro. Avaliamos também as contradições que emergem do questionário respondido sobre o uso do livro. Identificamos em nossa análise que há uma diversidade de usos do livro didático. Na avaliação geral do livro identificamos conflitos e dilemas que envolvem o objeto da atividade, os estudantes e a divisão do trabalho na atividade docente. Nas entrevistas com as duas professoras observamos que o uso do livro está intimamente ligado ao sentido de ensinar química e aos estudantes envolvidos na atividade.
Políticas de extensão universitária brasileira: 1975-1999
Políticas de Extensão Universitária Brasileira consiste num trabalho de sistematização e análise de algumas questões básicas da extensão universitária. Busca apreender, desde as primeiras manifestações da atividade nas universidades brasileiras até os dias atuais, as concepções de extensão que estiveram presentes no texto legal e na prática extensionista seja coordenada pelas universidades, pelos próprios estudantes, pelo MEC, ou por órgãos externos às universidades. Tem como eixo central a análise das três políticas de extensão formuladas no país, buscando compreender o processo de formulação das mesmas a partir dos atores sociais que as elaboraram. Do início do século até a década de 70 não se verifica, a rigor, uma política de extensão para as universidades brasileiras, constituindo-se, de fato, em alguns ensaios. A primeira política de extensão é o Plano de Trabalho de Extensão Universitária, elaborada pelo MEC em 1975. Não se encontra um ator social na concepção e formulação, tanto dos ensaios de política, quanto do Plano de Trabalho de Extensão Universitária. No final da década de 80 cria-se o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, que toma para si a atribuição de definir diretrizes conceituais e políticas para a extensão universitárias nas IES públicas. A criação do Fórum acontece em uma fase em que as discussões no meio acadêmico concentram-se nas questões da autonomia universitária e do papel da universidade pública, no seu compromisso com setores menos favorecidos da população. O Fórum elaborou, em um trabalho articulado com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, duas políticas de extensão para as universidades brasileiras, o Programa de Fomento à Extensão Universitária e o Plano Nacional de Extensão Universitária, respectivamente, em 1993 e em 1998. São analisados os quinze encontros nacionais realizados pelo Fórum, desde 1987, ano da sua criação, até o ano de 1999, nos quais se estabeleceram as diretrizes conceituais e políticas que embasaram as duas políticas de extensão referidas. Para análise da atuação do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão tomou-se como base a Teoria da Ação Comunicativa, de Jürgen Habermas, que se apresentou como um quadro teórico consistente e adequado ao objeto de estudo. Este fórum tem se caracterizado como um ator social em construção, que tem o entendimento lingüístico como mecanismo de coordenação da sua ação. As diretrizes políticas por ele elaboradas baseiam-se em convicções racionalmente construídas, a partir de uma realidade intersubjetivamente compartilhada.
2021-09-10T12:22:44Z
Maria das Dores Pimentel Nogueira Gonçalves
Autobiografia “não-autorizada”: por uma experiência limiar no documentário na primeira pessoa
Com a ampliação das produções audiovisuais caseiras, as formas de exposição do eu se intensificam e ganham novos contornos. Propomos compreender como o documentário na primeira pessoa interpela esse cenário reafirmando a espetacularização ou se abrindo para uma experiência limiar. Pensando a noção de “autobiografia não-autorizada”, a ideia é compreender, a partir de quatro filmes brasileiros, o efeito de eu em jogo, as tensões na figuração da memória, e os modos como o filme diz de seu processo.
Tratamento da taquicardia ventricular na cardiopatia chagásica
A cardiopatia chagásica é uma miocardite crônica fibrosante altamente arritmogênica e a taquicardia ventricular sustentada (TV) é a principal causa de morte súbita nessa população. O cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) é a terapia classicamente utilizada para a prevenção de morte súbita e a ablação por cateter com abordagem dos circuitos epicárdicos está indicada nos casos de arritmia recorrente ou incessante. Objetivos: a) descrever a eficácia do CDI para prevenção secundária na redução da mortalidade total nos pacientes portadores de cardiopatia chagásica; b) relatar a efetividade e as taxas de complicações do acesso epicárdico guiado por laparoscopia, uma técnica desenvolvida em nosso serviço, na ablação da TV. Métodos: foram realizadas revisão sistemática e metanálise comparando-se as taxas de mortalidade total nos pacientes submetidos ao CDI para prevenção secundária com os pacientes tratados clinicamente com amiodarona. Procedeu-se à análise dos dados de efetividade e das taxas de complicações dos primeiros casos submetidos a acesso epicárdico guiado por laparoscopia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG). Resultados: foram incluídos seis estudos observacionais com 115 pacientes no grupo amiodarona e 483 pacientes no grupo CDI. A mortalidade total ajustada foi 9,6 por 100 pacientes/ano no grupo amiodarona (95% CI 6,7-12,4) e 9,7 por 100 pacientes/ano (95% CI 5,7-13,7) no grupo CDI (p=0,95); 11 pacientes portadores de cardiopatia chagásica e TV refratária ao tratamento medicamentoso foram submetidos à ablação epicárdica guiada por laparoscopia de janeiro de 2015 a setembro de 2018. Acesso epicárdico foi obtido em todos os pacientes. As complicações foram: um choque cardiogênico grave durante o procedimento, com necessidade de suporte mecânico; uma paralisia de nervo frênico; e um pequeno fluxo epicárdico de sangue ao final do procedimento (deixado dreno por precaução com remoção em menos de 24 horas). Não houve lesão de órgão intra-abdominal e ocorreu uma morte mais de 30 dias após o procedimento de insuficiência cardíaca refratária (paciente previamente inscrito na fila de transplante cardíaco). Conclusão: a) a melhor evidência disponível derivada de pequenos estudos observacionais sugere que o CDI para prevenção secundária não está associado a baixas taxas de mortalidade total na cardiopatia chagásica; b) o acesso epicárdico guiado por laparoscopia é uma alternativa efetiva e segura para abordagem das arritmias epicárdicas e pode ser empregado em pacientes com taquicardia ventricular e dilatação de órgãos intra-abdominais.
Requisitos de validade do plano de recuperação judicial
O objetivo deste artigo é identificar os requisitos de validade do plano de recuperação judicial, a partir do estudo da sua natureza jurídica, das normas legais aplicáveis e da análise jurisprudencial. Uma vez definidos os parâmetros de validade do plano de recuperação judicial, pretende-se minimizar os riscos de revisão e/ou invalidação judicial do plano, o que pode culminar na decretação da quebra de empresários que não estão em situação de insolvência. Para tanto, a metodologia adotada parte da análise das regras e princípios aplicáveis ao plano, bem como da jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo, com Câmaras especializadas, e do Superior Tribunal de Justiça, que congrega as discussões oriundas de todas as regiões. Visando identificar um padrão nas decisões, foram examinados os Informativos do Superior Tribunal de Justiça, bem como seiscentos e cinquenta e cinco acórdãos de 2005 em diante, cuja pesquisa tomou por base os termos “recuperação judicial”, “plano” e “legalidade”. Ao final, ver-se-á que, enquanto negócio jurídico, de natureza contratual, mas com especificidades próprias, o plano de recuperação judicial sujeita-se aos requisitos gerais de validade de todos os negócios jurídicos (art. 104 do Código Civil). Apesar da identificação de critérios objetivos de fixação dos requisitos de validade do plano de recuperação judicial, sempre haverá um grau de subjetividade na sua avaliação, dado à ausência de limites claros na Lei n. 11.101/2005.
Linguagens urbanas e arte cotidiana no ensino de História: horizontalização crítica dos saberes e a consciência histórica
Um dos objetivos do ensino de história, de acordo com as teorias de Jörn Rüsen, é contribuir para o desenvolvimento da consciência histórica a partir da didática da história, tendo o compromisso de formar um sujeito capaz de orientar seu presente de maneira crítica. Paulo Freire, ao propor as bases da educação libertadora, ressalta a importância de entender o contexto psicológico e social do educando para que o processo de aprendizagem possa ser aplicado na vida prática. Para ambos os objetivos, é preciso que o docente consiga mediar o processo de horizontalização dos saberes. A presente pesquisa procurou reunir teorias do ensino de história e da educação libertadora para pensar maneiras práticas de contornar desafios e problemas enfrentados pelo ensino de história. Teve como laboratório a E.E. Walt Disney (Belo Horizonte. Minas Gerais), onde foram aplicadas metodologias não convencionais nas aulas de história, no intuito de desenvolver a consciência histórica por via da expressão artística ligada às linguagens urbanas. A análise discursiva das criações artísticas produzidas dentro da escola é dotada de historicidade e revela fragmentos da consciência histórica dos jovens envolvidos na pesquisa. Como produto final, apresenta a produção de material audiovisual do gênero documentário que teve por bases metodológicas as pedagogias do cinema desenvolvidas por César Guimarães. A articulação dos processos criativos com as tecnologias, teve também por finalidade, atribuir novas formas de uso para as tecnologias digitais exercitando o letramento digital.
2021-09-10T17:24:09Z
Fernanda Gabriella Silva Ribeiro
Por uma política da rememoração: a potência histórica no cinema de experiência pessoal
Pode o cinema de experiência pessoal cifrar a experiência coletiva? Movida por essa questão, propomos apontar as potências históricas e subjetivas do cinema de escrita de si, a partir das estratégias de evocação, constituição e figuração da memória. Um pequeno inventário de cineastas de referência e filmes brasileiros será traçado no sentido de investigar como, através de seus métodos, esse modo de escritura pode resistir à espetacularização do eu, e se abrir para experimentação de si através de uma tessitura temporal na qual a memória é tomada em sua relação inventiva com o esquecimento, e a história concebida em suas formas fluídas.