Repositório RCAAP

SUSCETIBILIDADE À COVID-19 EM SANTA CATARINA: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA

Apresenta-se uma proposta metodológica de avaliação da suscetibilidade à COVID-19 no Estado de Santa Catarina. O interesse é contribuir com a análise da difusão espacial da doença e oferecer um parâmetro técnico-científico que auxilie os processos decisórios e gestão da saúde no Estado no que tange à previsibilidade de áreas e regiões mais propensas à observação, aumento e distribuição espacial da doença. O índice contemplou 47 variáveis dimensionadas em indicadores que agravam os quadros da COVID-19, considerando população residente, riqueza material e processo saúde-doença para as unidades espaciais dos 293 municípios catarinenses. Para construção dos índices os valores demográficos e de saúde foram submetidos à testes de normalidade, multicolinearidade, análise de componentes principais. A transformação de valores estatísticos para índices de suscetibilidade foi assumida a partir de duas componentes principais que explicou 84,8% da variância da matriz. Na espacialização, os índices se apresentam com padrão de distribuição, associados na maioria dos municípios com população mais alta e com os maiores casos confirmados Nestes aspectos o índice pode, em sua primeira versão, ser apresentado como uma estratégia para a análise e controle da epidemia no Estado, principalmente, na indicação de municípios para ação prioritária.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Nascimento Júnior, Lindberg Augusto Werneck Ribeiro, Eduardo Augusto Menegon, Fabrício Salaib Springer, Kalina Monguilhot, Michele Fernando Meliani, Paulo da Silva Celestino Reginato, Vivian

EQUIDADE, JUSTIÇA SOCIAL E CULTURA DE PAZ EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM OLHAR SOBRE A VULNERABILIDADE MUNICIPAL E A COVID-19

Quando surge um novo vírus, com potencial pandêmico, comumente ocorre a partir do contato dos seres humanos com animais silvestres portadores. Nestes casos, o organismo humano não possui mecanismos para combater essa nova infecção, por não ter imunidade natural. Assim, devido à possibilidade de uma alta taxa de transmissão, pesquisadores em todo o mundo buscam estratégias que sejam eficazes contra quaisquer vírus da gripe. Neste artigo, o olhar científico foi direcionado à gestão pública municipal, sendo pertinente compreender de que forma as cidades minimizam a vulnerabilidade das pessoas em seus territórios e, a partir de suas ações, compreender como as medidas tomadas pelo poder público estão contribuindo para o enfrentamento da pandemia gerada pela doença Covid-19. Realizou-se, portanto, um estudo sobre o plano de contingenciamento brasileiro para infecção humana pelo novo coronavírus e, a partir deste, buscou-se compreender quais medidas podem contribuir para a equidade, a justiça social e a cultura de paz. O estudo buscou demonstrar que a adoção de indicadores de sustentabilidade no planejamento pode ser uma forma capaz de minimizar a vulnerabilidade das pessoas e dos lugares, no entanto as cidades brasileiras evidenciaram suas fragilidades, devido aos desafios impostos pela gestão territorial em países em desenvolvimento. Ainda é preciso avançar nas discussões e evidências. Até o momento, o que se sabe é que o distanciamento social é a única forma de evitar o contágio e ser capaz de achatar a curva de contaminação.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Gonzaga, Eunir Augusto Reis Lacerda, Isabella do Carmo Jesus, Tuila Tachikawa de Lima, Samuel do Carmo

CONDIÇÕES DE DESIGUALDADES E VULNERABILIDADES SOCIOESPACIAIS EM CIDADES DA AMAZÔNIA PARAENSE: ELEMENTOS PROMOVEDORES DA EXPANSÃO E DISPERSÃO DA COVID-19?

O objetivo do artigo é identificar e analisar as condições de desigualdades e vulnerabilidades socioespaciais das populações urbanas e populações tradicionais da Amazônia paraense, e como essas condições podem ser um elemento de dispersão e avanço espacial da Covid-19. O estudo se pautou a partir de pesquisa documental (de relatórios, atlas e sites institucionais de Organização Não-Governamental, Fundação e institutos de pesquisa estaduais e nacionais) acerca de desigualdades e vulnerabilidades e da Covid-19, porém também calcada em experiências, pesquisas e observações prévias da Amazônia paraense. Evidencia-se que as condições das populações urbanas são precárias em termos de saneamento básico, sistema adequado de esgoto, renda domiciliar baixa ou inexistente (mesmo contando com a renda emergencial), domicílios sem banheiro; tudo isso, associado com grandes aglomerações. Já populações tradicionais (sobretudo, indígenas, quilombolas, agroextrativistas e ribeirinhos) estão mais vulneráveis, devido a distâncias físicas, diferenciações na escala regional em termos de hospitais, leitos de UTI e dinâmicas sociais, econômicas e culturais específicas. As condições de desigualdades socioespaciais e vulnerabilidades constituem um dos principais elementos que contribuem para a dispersão e dificuldade do controle da Covid-19 em cidades amazônicas paraenses, bem como em espaços urbano-rurais onde residem populações tradicionais, com elevados níveis de vulnerabilidades.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Cardoso Rodrigues, Jondison Cardoso Rodrigues, Jovenildo

ESPACIALIZAÇÃO DOS CASOS DE SARS-COV-2 NA REDE URBANA DE MATO GROSSO DO SUL: UMA ANÁLISE DA 11ª À 18ª SEMANA EPIDEMIOLÓGICA DE 2020

A pandemia da COVID-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde, é uma emergência de saúde pública de importância internacional. Os agravos à saúde humana pelo vírus SARS-CoV-2, e os impactos socioambientais e econômicos dele decorrentes, exigem respostas imediatas e articuladas, envolvendo estudos de diferentes áreas do conhecimento. Nesta perspectiva, este artigo é resultado de um estudo em desenvolvimento, de caráter exploratório, descritivo e analítico, que objetiva mapear a distribuição espaço-temporal dos casos confirmados e dos óbitos registrados no estado de Mato Grosso do Sul. Da mesma forma, visa identificar, na rede urbana, a associação espacial entre os níveis de centralidade e os 280 casos positivos. Considerando sete semanas epidemiológicas, pode-se afirmar que, de forma geral e preliminarmente, o contágio evolui dos centros urbanos de maiores níveis de centralidade para os de menores níveis. Por outro lado, as interações espaciais heterárquicas também contribuem para compreender o início do contágio em centros de menor nível hierárquico. Ressalta-se que os resultados podem contribuir com a vigilância em saúde estadual, oferecendo subsídios para a priorização de locais para ações, para o monitoramento e para estudos que possam identificar riscos e vulnerabilidades socioambientais.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Mota, Adeir Archanjo da Calixto, Maria José Martinelli Silva

Dispersion of Covid-19 in the state of Paraná

O presente texto tem como objetivo apresentar análise do processo de difusão espacial da Sars-Cov-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2), também conhecida como Covid-19 ou Coronavirus, no estado do Paraná. Para tanto, a análise dos dados é focada no primeiro mês após a confirmação do primeiro caso, ocorrido no dia 12 de março de 2020. Subjacente à análise está a compreensão de que a Covid-19, como um evento de saúde pública de interesse mundial, está atrelada às estruturas e dinâmicas do espaço geográfico. Dialeticamente, como singularidade e universalidade, simultaneamente faz parte do espaço geográfico, mas, também, é espaço geográfico. Metodologicamente, são considerados: 1) dados produzidos pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde; 2) dados sobre Síndromes Respiratórias Agudas Graves do sistema Sivep-Gripe do Ministério da Saúde; 3) dados demográficos, de infraestruturas e organização do território do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); 4) dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A partir da análise conjunta dos dados, subsidiada pela teoria da produção do espaço geográfico, foi possível chegar a algumas constatações: a) a dispersão do vírus pelo território se dá em dependência com as estruturas e dinâmicas territoriais; b) os pontos e rotas predominantes são as cidades médias e eixos rodoviários economicamente mais importantes que constituição basicamente em espaços de contágio e de dispersão; c) cidades médias são espaços estratégicos de contensão ou de aceleração da dispersão, pois as decisões nelas tomadas determinarão os impactos nas cidades pequenas sob sua influência; d) as cidades pequenas, que ainda não foram significativamente afetadas, têm redes de atenção à saúde muito frágeis, o que permite antever cenários de grande risco para as populações que nelas residem. A análise geográfica, por fim, pode dar uma dupla contribuição: reconhecer os padrões espaciais das rotas de dispersão, fornecendo informações relevantes para o planejamento das ações em saúde, por um lado, e aprofundar a compreensão dos modos de ser do espaço geográfico contemporâneo, através dos eventos em saúde, por outro.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Martinuci, Oseias da Silva Lima, Valeria Maria Endlich, Ângela Cristiano Montanher, Otávio Grochoski Felini, Matheus Cristina Rigoldi, Kelly Milene Caraminan, Laine Balieiro Crestani, Rafael Blaudt Lima da Silva, Rodrigo Henrique Sorato da Silva, Gabriel Rafaela Ferreira, Monique

COVID-19 NA REGIÃO INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO (RIDE): DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E MEDIDAS SANITÁRIAS DE CONTINGÊNCIA

Este artigo visa analisar a espacialização das taxas de incidência e mortalidade por COVID-19 na RIDE, a capacidade de atendimento da rede de saúde e as medidas sanitárias de contingência adotadas. Foram analisadas as taxas de incidência, mortalidade e ocupação dos leitos de UTI, a disponibilidade de respiradores e ambulâncias de emergência bem como as recomendações de saúde disponibilizadas pelo MS e secretarias estaduais de saúde. Desde o primeiro caso, observou-se um progressivo aumento diário e a taxa de incidência variou de 2,2 a 271,7 (casos por 100 mil habitantes) concentrando-se em Brasília-DF (53,6), Goianésia-GO (40,0) e Valparaíso de Goiás-GO (10,1) enquanto a maior taxa de mortalidade ocupa as regiões mais periféricas. Apenas 10 municípios e o DF apresentam o mínimo de leitos estabelecidos e o número de respiradores e ambulâncias atuais não atendem à demanda. Apesar do fluxo de pessoas em busca dos serviços de saúde em outro estado, não foi identificada essa previsão nas medidas de contingência estabelecidas pelas secretarias de saúde do DF, GO e MG. A experiência adquirida nesta pandemia evidencia a relevância de um sistema de saúde público, universal e gratuito e revela as fragilidades resultantes do subfinanciamento crônico do SUS.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Silva, Eliane Lima e Miranda, Marina Jorge de Bezerra, Amarílis Bahia Matos, Karina Flávia Ribeiro Gurgel, Helen da Costa

RELAÇÕES ENTRE REDE URBANA E COVID-19 EM MINAS GERAIS

The year 2020 marked the first pandemic of the 21st century caused by COVID-19, a disease transmitted by the SARS-CoV-2 virus. Having emerged in the chinese city of Wuhan, the virus spread rapidly to other parts of the world, arriving in Brazil in late February. Since then, the brazilian population has been amazed at the spatial spread of the virus in the national territory. It entered the country through São Paulo, the largest and most important urban center in Brazil, and today it is present in all states. In this text we will deal specifically with the state of Minas Gerais, with the aim of analyzing the relationship between the spatial dynamics of COVID-19 and the configuration of the urban network of the Minas Gerais state. For that, we take as a base the data made available by IBGE, as well as by the Minas Gerais State Department of Health (SES-MG). The results allow a series of reflections on the spatial dynamics of the disease, particularly on its diffusion process, as well as its strong relationship with interactions and spatial concentrations of people.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Batella, Wagner Koiti Miyazaki, Vitor

A DIFUSÃO ESPACIAL DA COVID-19 NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Objetivo: caracterizar o processo de difusão espacial da Covid-19 pelos municípios do Estado do Rio de Janeiro. Método: Para análise da difusão espacial dos primeiros casos confirmados de Covid-19 segundo municípios do estado foi utilizada a metodologia de interpolação pelo IDW. Resultados: Foram identificados três eixos principais de difusão no Estado do Rio de Janeiro, todos partindo da Região metropolitana. O primeiro eixo segue em direção a São Paulo pela via Dutra promovendo a difusão pelo Vale do Paraíba. O segundo eixo segue em direção ao Espírito Santo pela BR-101. O terceiro eixo segue em direção a região da cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais pela BR-040.Conclusão: A caracterização da difusão da Covid-19 no estado do Rio de Janeiro demostrou seu processo de espalhamento tanto por saltos (seguindo a hierarquia urbana) quanto por contágio uma vez instalada nos novos centros de difusão. A interiorização da difusão impõe a urgente tomada de ações articuladas e solidárias considerando que as políticas de saúde para contenção da Covid-19 se baseiam majoritariamente em medidas não farmacológicas e que a capacidade médico-hospitalar dos municípios de médio e pequeno porte que se encontram nessa rota de difusão é limitada.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Pereira Caldas dos Santos, Jefferson Levy Ferreira Praça, Heitor Vouga Pereira , Leandro Gomes Albuquerque , Hermano San Pedro Siqueira, Alexandre

ANÁLISE GEOGRÁFICA DA COVID-19 EM MARINGÁ/PR

O presente artigo objetiva caracterizar e analisar a introdução do vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, na cidade de Maringá-PR. Maringá é a segunda maior cidade do interior do estado e, como cidade média, desempenha importantes papéis regionais. Estudos e análises preliminares indicam que a doença se dissemina no território estreitamente associada às estruturas espaciais preexistentes. Os eixos econômicos mais vigorosos, identificados pelas rodovias de maior fluxo e as cidades com destacados papeis regionais, que sediam aeroportos com voos comerciais, modulam significativamente a direção e a intensidade nos novos casos. Apesar de se tratar de uma cidade específica no interior do Paraná, no presente texto podem ser reconhecidos padrões espaciais, processos e dinâmicas que conectam e determinam diferentes territórios. Para tratar dessas questões, o texto está composto por três partes: 1) contextualização da situação geográfica de Maringá; 2) caracterização e análise dos dados de casos confirmados e notificados no período de 18/03/2020 a 30/04/2020, e; 3) Análise dos principais fatores de risco à Covid-19 na escala intraurbana. A análise permite concluir que: 1) os primeiros casos confirmados na cidade de Maringá foram importados diretamente do exterior, sem mediação de São Paulo ou Curitiba; 2) No primeiro mês, os casos estiveram fortemente concentrados nas áreas mais valorizadas, onde se situam as classes com os maiores rendimentos; 3) Após o primeiro mês, contado a partir da confirmação do primeiro caso, iniciou-se a tendência de dispersão para as áreas mais vulneráveis da cidade. Esta breve análise fornece importantes características geográficas de processos pandêmicos, sua configuração e dinâmica espacial na escala intraurbana. Além disso, contém elementos importantes para pesquisas futuras não só da Covid-19, mas de eventos de saúde de modo geral.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Martinuci, Oseias da Silva Janete Veltrini Fonzar, Udelysses Francisco Pestana Biatto, Jair da Costa Francisco, Icaro Januário Augusto, Ingrid Diana Gazola, Bianca

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA TRANSMISSÃO DA COVID-19 NO NORTE DE MINAS GERAIS, BRASIL

O Brasil é um país com extensa dimensão territorial e com acentuadas desigualdades socioeconômicas entre suas regiões, o que reflete diretamente no acesso à saúde, principalmente da população mais carente. O mesmo ocorre nos estados, como é o caso de Minas Gerais, com diversidade regional, com características sociais, econômicas e culturais variadas. Daí a importância de se promoverem estudos de cunho regional na tentativa de evidenciar as potencialidades e fragilidades que as regiões apresentam, para que, assim, as políticas públicas de saúde possam ser desenvolvidas com maior eficácia, possibilitando as autoridades sanitárias ações mais assertivas no combate a COVID-19. Em face a essa realidade, o presente artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre a situação epidemiológica da transmissão da covid-19 no norte de Minas Gerais, Brasil. Considerando que a pandemia de Covid-19 ainda não chegou definitivamente ao Norte de Minas, e que a relação leitos de UTI/população não é adequada, isso impõe ao Estado e às autoridades sanitárias da Região de Saúde tomar medidas urgentes para ampliar o número de leitos com respiradores para atender a demanda crescente que se espera, quando a região enfrentar o  pico da pandemia. Outra questão importante é que a hora de estabelecer medidas que imponham o isolamento social com mais rigor é agora, para achatar a curva de transmissão, antes que o número de casos da doença cresça e a situação fique fora de controle.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Magalhães, Sandra Célia Muniz Santos, Flávia de Oliveira Lima, Samuel do Carmo Fonseca, Elivelton da Silva

VULNERABILIDADES PARA GESTANTES E PUÉRPERAS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NO ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL

Objetivo: Identificar as vulnerabilidades existentes para gestantes/puérperas no estado de Santa Catarina, ofertando subsídios para elaborar estratégias de enfrentamento à COVID-19. Métodos: Este é um estudo ecológico e exploratório em que foram utilizados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil e Secretaria de Vigilância em Saúde - Portal Coronavírus Brasil. Foram analisados dados oriundos dos municípios de Santa Catarina compreendendo: IDHm, idade gestacional, número de consultas de pré-natal, número de leitos de UTI adulto e número de casos da COVID-19 notificados. Para identificar vulnerabilidades existentes para gestantes/puérperas considerou-se correlação de Pearson para as variáveis: idade materna (em anos), escolaridade materna, e o número de consultas no pré-natal. Resultados: Foi encontrada correlação negativa entre porcentagem pré-natal (mais que 6 consultas) e porcentagem idade abaixo de 20 anos (r= -0,44); e entre IDH e porcentagem idade abaixo de 20 anos (r= -0,63). Foi observada uma interiorização dos casos da COVID-19 em Santa Catarina. Notou-se uma possível carência de leitos de UTI nas regiões em que há mais vulnerabilidades para gestantes e puérperas. Considerações finais: As informações sobre a COVID-19 em gestantes/puérperas não são numerosas, contudo, a partir da análise das condições sociais e de saúde dos municípios no estado de Santa Catarina, podemos inferir as áreas que demandam maior investimento/atenção das autoridades sanitárias, em função das vulnerabilidades encontradas.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Wagner, Adriana Soares, Alex Silva Ribeiro, Eduardo Augusto Werneck Friestino, Jane Kelly Oliveira Lovatto, Marcos Vinicius Perez Faria, Rivaldo Mauro Weissheimer, Werner André

PREPARAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM CENÁRIOS DE EMERGÊNCIA SANITÁRIA: FRAGILIDADES ANUNCIADAS NUM CONTEXTO DE ECONOMIA GLOBAL

No presente texto, o autor apresenta um conjunto de dados históricos que documentam a progressiva unificação microbiana do mundo à medida que a agricultura, o comercio e a tecnologia de transporte nos tornaram mais próximos. Nas últimas décadas, fundamentalmente através da intensificação do processo de globalização e de hiperconetividade de pessoas e bens, a frequência de surtos pandémicos tem crescido significativamente, obrigando à revisão do Regulamento Sanitário Internacional (2005) e à adoção de compromisso internacionais de preparação em saúde global, cujos níveis de alerta ainda são escassas em diversas partes do globo. Partindo das lições aprendidas com as mais recentes epidemias de ébola, discutem-se as fragilidades encontradas ao nível local e regional, bem como o modelo de atuação de atores internacionais relevantes. A eclosão da atual pandemia gerada pelo SARS-CoV2, pela rapidez de propagação e pela sua extensão, obriga-nos a refletir para além dos dados epidemiológicos básicos, propondo-se uma leitura geográfica, analisando o contexto de interdependência gerado globalização dos transportes e pela segmentação das cadeias de produção abruptamente interrompidas com a emergência da epidemia. As consequências futuras a retirar deste cenário disruptivo ainda são incertas, mas algumas evidencias sugerem que este tipo de acontecimentos poderá ter algum potencial para acelerar processo de mudança no contexto da globalização das trocas.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Nossa, Paulo Nuno Maia Sousa

ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE COVID-19 NA MESORREGIÃO SUL/SUDOESTE DE MINAS GERAIS

A pandemia de COVID-19 apresenta desafios significativos para o Brasil. O conhecimento geográfico pode contribuir para compreender a dinâmica de distribuição dessa doença e assim compor mecanismos de seu enfrentamento. A partir do recorte da mesorregião sul/sudoeste de Minas Gerais, analisou-se como o novo coronavírus se disseminou nesses municípios, quais os principais nexos geográficos e os riscos. Para isso, analisou-se geograficamente um conjunto de informações como hierarquia urbana, população total e proporção de idosos, casos confirmados e mortes em decorrência da doença, e o papel das vias de transporte. Como conclusão, aponta-se para o destacado papel da estruturação da rede urbana e dos eixos rodoviários na disseminação da COVID-19 no sul de Minas Gerais. Elabora-se também a hipótese a ser verificada por pesquisas posteriores de que os estabelecimentos que margeiam as rodovias (postos de gasolina, conveniência, restaurantes, borracheiros, etc) sejam eixos de disseminação da doença. É proposto ao poder público a manutenção do isolamento social e a instalação de postos de controle nas entradas rodoviárias dos municípios, visando a medição de temperatura e orientação dos cidadãos. 

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Teixeira, Sérgio Henrique de Oliveira Souza, André Lopes de

FASE INICIAL DA PANDEMIA DA COVID-19 EM MATO GROSSO: DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E AVALIAÇÃO

Este estudo visa a apresentar a situação da fase inicial da pandemia da COVID-19 em Mato Grosso e avaliar a atuação do poder público. Trata-se de estudo retrospectivo descritivo em que são utilizados dados secundários obtidos em diversas fontes oficiais. Mato Grosso apresentava até o início do mês de maio de 2020 ritmo lento de crescimento do número de casos da COVID-19. A doença se concentrava nas cidades-polo e com pouca dispersão para as cidades vizinhas. O estado apresenta razoável estrutura hospitalar, porém com graves discrepâncias regionais. O conhecimento sobre a disseminação da COVID-19 mostra que as medidas de isolamento e distanciamento social foram importantes para frear o rápido crescimento da pandemia e que outras estratégias de combate à pandemia devem estar apoiadas em pesquisas acadêmicas e científicas e em levantamentos, análises e planos de atuação dos governos com a participação de atores sociais e da população. Acreditamos que, com a flexibilização das medidas de isolamento e intensificação dos fluxos entre as cidades do estado, a rede urbana terá papel fundamental na difusão espacial da doença e disseminação do vírus. Dessa maneira, as teorias e técnicas geográficas de análise urbano-regional serão imprescindíveis para melhor entendimento e elaboração de estratégias para contenção da COVID-19.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

de Lima, Diogo Marcelo Delben Ferreira Silva, Marcia Alves Soares da Santos, Emerson Soares dos

MODELAGEM AMBIENTAL PARA COVID-19 (SARS-COV-2) EM SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO COMO INSTRUMENTO AUXILIAR NAS AÇÕES DE SAÚDE PÚBLICA

Diante da ocorrência de RNA do SARS-CoV-2 em fezes de pacientes infectados, este artigo apresenta informações acerca das vantagens do uso de modelagem ambiental de sistemas de esgotamento sanitário para o diagnóstico coletivo da COVID-19, especialmente no Brasil. A revisão da literatura foi conduzida, principalmente, em bases de dados científicas eletrônicas, nacionais e internacionais. Apesar de, até o momento, poucos estudos indicarem o potencial de contaminação do SARS-CoV-2 pelo esgoto sanitário, as análises realizadas direcionam para que esta proposição seja considerada nas ações de vigilância à saúde. A abordagem da Epidemiologia de Esgotos tem sido utilizada com sucesso em alguns países para rastrear e fornecer alertas precoces de surtos de vírus. No Brasil, considerando o aumento de casos da COVID-19, as restrições da testagem em massa e as condições fragilizadas do saneamento, focar na vigilância dos sistemas de esgotamento sanitário poderá auxiliar as ações adotadas pelo Sistema Único de Saúde e demais setores no enfrentamento da pandemia. Assim, o emprego da modelagem é oportuno para simular e conhecer a extensão da contaminação da população pela COVID-19, bem como o espalhamento da doença em determinada região, constituindo alternativa complementar aos procedimentos de triagem clínica, visando a auxiliar na promoção da saúde pública.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Soares, Alexandra Fátima Saraiva Nunes, Bárbara Caroline Ricci Costa, Flávia Cristina Rodrigues Silva, Luís Fernando de Morais Souza, Luís Paulo Souza e

DIFUSÃO ESPACIAL DA COVID-19 NO ESPÍRITO SANTO: UMA ABORDAGEM INICIAL

Compreender a difusão espacial da COVID-19 no território do Espírito Santo se faz necessário para pensar as estruturas de saúde e as redes de serviços que serão mobilizadas para o enfrentamento da doença. Assim com os fluxos que percorrem o estado e estruturam em rede de municípios. A partir dos dados disponíveis no Painel COVID-19 do Estado do Espírito Santo, elaboramos uma análise em duas escalas, uma regional e uma do espaço urbano, para compreender a difusão espacial e a distribuição dessa doença. Foram elaborados mapas de difusão espacial e sobreposto às informações espaciais da doença. Verificamos que a difusão se inicia pela Região Metropolitana da Grande Vitória - RMGV e se difunde na rede urbana, mobilizando as capitais regionais mais distantes além dos municípios contíguos. O processo de interiorização em curso é observado, mas ainda há uma grande concentração dos casos na RMGV. Na escala do espaço urbano verificamos o processo de periferização com um aumento de letalidade nas áreas mais periféricas.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Catao, Rafael de Castro Ribeiro, Flora Antonia Soares Veltem, Cheylla da Penha Carli de Castro Freitas, Marcone Henrique de Chrisóstomo, Felipe Cunha

COVID-19, REGIÕES DE SAÚDE E OS DESAFIOS DO PLANEJAMENTO TERRITORIAL NO BRASIL

Este artigo tem como objetivo central discutir os desafios do planejamento territorial para o enfrentamento da pandemia da COVID-19 no Brasil a partir do resultado da análise da demanda do Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande (CODEVAR). Composto por 25 municípios com cidades de médio e pequeno porte no oeste do Estado de São Paulo, a preocupação dos gestores municipais do CODEVAR era o detalhamento do planejamento da cobertura hospitalar para os casos mais graves de COVID-19 na região, em especial os leitos de UTI destinados aos pacientes com necessidade de respiradores. Ainda que os municípios do CODEVAR procurem atuar em conjunto, constatou-se que eles são pertencentes à diferentes pactuações de saúde. Assim, o presente estudo demonstra a necessidade de aprofundamento de pesquisas acerca da regionalização em saúde. Para isso, o objetivo principal do trabalho é demonstrar as dificuldades encontradas para o planejamento territorial neste momento pandêmico e de emergência em saúde pública. Foram produzidos mapas temáticos para visualização e compreensão da pactuação de saúde na região consorciada, utilizando-se da análise cartográfica da sobreposição de diferentes recortes regionais e da análise da distribuição dos equipamentos existentes. Diante da dificuldade para obter os dados regionais, o estudo aponta a necessidade de maior detalhamento do marco regulatório da regionalização da saúde no Brasil, considerando a contribuição conceitual da Geografia.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Guimarães, Raul Borges Simon, Carolina Russo Lima, João Pedro Pereira Caetano de

AVANÇO DA COVID-19 NO ESTADO DA PARAÍBA E PERFIL DOS PACIENTES QUE FORAM A ÓBITO NOS PRIMEIROS QUARENTA E CINCO DIAS DE CASOS REGISTRADOS

A velocidade da expansão espaço-temporal da Covid-19 nos cinco continentes será considerado como marco da ruptura da atual lógica global/capitalista, haja vista as consequências socioeconômicas que serão deixadas em todos os países. No caso do Brasil a situação torna-se ainda mais complicada devido aos embates políticos entre o Governo Federal e os Governos Estaduais cujo resultado torna imprevisível qualquer precisão quanto ao controle da doença e redução da letalidade a exemplo dos casos evidenciados nos primeiros 45 dias de registros oficiais da Covid-19 no Estado da Paraíba. Desta forma, este artigo busca analisar o avanço da Covid-19 no estado da Paraíba e o perfil dos pacientes que foram a óbito nos primeiros quarenta e cinco dias de casos registrados. Para esta pesquisa foram realizadas as seguintes etapas: a) levantamento de referências; b) levantamento documental; c) levantamento de dados estatísticos; d) espacialização dos casos da Covid-19 no estado da Paraíba. Como resultados principais, percebeu-se que o avanço da Covid-19 no Estado da Paraíba ocorreu inicialmente seguindo o curso das principais rodovias do estado, chegando aos municípios de maior centralidade, e desses para municípios de menor; com exceção dos casos importados. Os dados de mortalidade apontam para uma maior vulnerabilidade de pessoas a partir de quarenta anos, se agravando para pacientes com mais de sessenta anos. Entre as comorbidades mais significativas que levam a óbito parece até o momento ser: a diabetes, a hipertensão e cardiopatias em geral. As fontes de dados, indicadores e variáveis estão disponíveis em vários endereços eletrônicos, sendo necessário o esforço da sistematização em trabalhos futuros.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Pereira, Martha Priscila Bezerra Sales, Andréa Leandra Porto Souza Júnior, Xisto Serafim de Santana de

RODAS DE CONVERSA E FONOAUDIOLOGIA: ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO NAS ALTERAÇÕES DE COMUNICAÇÃO

A concepção da clínica cada vez mais próxima da realidade considerando para tal as variáveis que podem interferir no processo e que não estejam necessariamente no escopo deste tem sido cada vez mais discutido. A metodologia de roda de conversa como forma de empoderamento e capacitação de familiares tem sido descrita como uma estratégia eficaz nessa perspectiva. Objetivo: compreender como a utilização da estratégia da roda de conversa como forma de intervenção junto às famílias de crianças com diagnóstico de alteração de linguagem auxilia no processo de desenvolvimento comunicativo destes indivíduos. O formato de intervenção sem padronização prévia possibilitou que as famílias pudessem elaborar suas dúvidas e angustias, assim como seus anseios e em muitos casos a troca de informações e conhecimento se deu na base dos grupos e não necessariamente com a intervenção do profissional. Método: participaram vinte e dois pais e ou cuidadores de crianças com diagnóstico de alteração de linguagem divididos em dois grupos: Gagueira Desenvolvimental Persistente (GDP) e Transtorno do Espectro Autista (TEA) em atendimento fonoaudiológico. Resultados: pode-se constatar que os sentimentos e relações quanto o impacto da comunicação são comuns a ambos os grupos. Conclui-se que, em ambos os grupos, os relatos perpassam.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Cardoso, Carla Silva, Michele Batista da Mota, Priscila Cruz Alvarenga, Aline Silva Lara de Rocha, Juliana Fernandes Araújo Fernandes, Fernanda Dreux Miranda

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E DIFUSÃO DA COVID-19 PELA REDE URBANA EM MINAS GERAIS, BRASIL

O Estado de Minas Gerais apresenta, diferentemente da maioria dos Estados brasileiros, um patamar de transmissão ainda baixo, porque suas principais cidades, Belo Horizontes, Uberlândia, Juiz de Fora, Contagem, Montes Claros não atingiram ainda o nível de transmissão da doença que pode colocar o Sistema de Saúde Pública em colapso, por falta de leitos de UTI, respiradores e equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde, como já se vê em Manaus, Belém, São Luiz, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. O que se percebe é que, no início, a entrada do novo coronavírus no Estado seguiu o mesmo ocorrido nos demais Estados, desembarcando de avião na capital e nas cidades que tinham maior conectividade com a Europa, principalmente com a Itália, que era o epicentro da pandemia mundial nos meses de fevereiro e março de 2020. No início, a pandemia no Estado se manteve em níveis baixos porque as medidas de isolamento social foram suficientes para achatar a curva de transmissão. Mas, logo veio o crescimento da curva e o número de casos cresceu, porque o isolamento social foi enfraquecido pelos decretos municipais que flexibilizavam a quarentena e abria o comércio, mandando as pessoas para a rua. O momento agora é de apreensão, com o número de casos e óbitos por Covid-19 crescendo na capital e nas cidades médias polos regionais. No memento, o novo coronavírus está viajando de ônibus e de carro, das cidades polos regionais para as pequenas cidades do interior. A intensificação da transmissão nessas cidades pode ser catastrófica, porque nelas só tem a atenção básica à saúde, conforme diretrizes do SUS e elas se valem do sistema hospitalar de atenção secundária e terciária das cidades médias, que já estão chegando no limite de sua capacidade de leitos de UTI. Este trabalho tem por objetivo avaliar a situação epidemiológica e a Covid-19 no Estado de Minas Gerais, considerando a sua difusão pela rede urbana do Estado, a partir das cidades polos regionais.

Ano

2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Lima, Samuel do Carmo Fonseca, Elivelton da Silva Santos, Flávia de Oliveira