RCAAP Repository
Análise da estrutura de comunidades fitoplanctônicas e de alguns fatores abióticos em trecho do Rio Jacuí, Rio Grande do Sul, Brasil
São apresentados os resultados do estudo do fitoplâncton e de algumas variáveis físicas e químicas da água em um trecho do Rio Jacuí, com base em amostragens realizadas em julho de 1986. As coletas foram efetuadas em três secções do rio, incluindo, além da área de influência direta de efluentes industriais, ricos em resíduo de carvão mineral, uma secção anterior e outra posterior às indústrias, visando a uma avaliação ambiental preliminar. Foram registrados 130 táxons de microalgas, sendo que seis constituem-se em primeira citação de ocorrência para o Estado. Destacaram-se as Bacillariophyta, as Chlorophyta e as Cyanophyta, quanto à densidade celular. Alterações na estrutura das comunidades fitoplanctônicas e em fatores abióticos do sistema, esperadas como decorrência da poluição industrial e orgânica local, não foram comprovadas, pois os valores de diversidade específica do fitoplâncton, bem como de algumas variáveis físicas e químicas analisadas, não apresentaram diferenças significativas para as secções estudadas, devido, provavelmente, ao alto poder de diluição do Jacuí, em decorrência de sua vazão.
1988
Rosa,Zulanira Meyer Torgan,Lezilda Carvalho Lobo,Eduardo A Herzog,Lise Anne Wunderlich
Distribuição geográfica das pteridófitas ocorrentes no Estado de Pernambuco, Brasil
Apresenta-se um levantamento das espécies de pteridófitas coletadas em cerca de 55 municípios do Estado de Pernambuco, visando ao estudo da distribuição da flora pteridofítica pelas várias zonas fisiográficas. Com este trabalho, aumentou-se o número de espécies de pteridófitas para o Estado, de 121 referidas anteriormente, para 194 espécies, com a freqüência e a dispersão por cada zona fitogeográfica. Das 194 espécies encontradas, três ocorrem na zona do litoral, nenhuma sendo exclusiva desta zona; 162 na subzona de mata úmida, sendo 96 exclusivas da área; 37 na subzona de mata seca, sendo quatro exclusivas da área; 65 na subzona de mata serrana ou brejos de altitude, sendo 16 exclusivas da área; oito na zona das savanas (tabuleiros), ocorrentes em outras zonas fisiográficas; e 26 nas diferentes zonas de caatinga do agreste e sertão. Destas, a espécie Selaginella sellowii Hieron é exclusiva da zona fisiográfica das caatingas, embora Selaginella convoluta (Arn.) Spring, apresente sua maior ocorrência nessa zona. As espécies se distribuem pelas famílias Ophioglossaceae, Marattiaceae, Schizaeaceae, Gleicheniaceae, Hymenophyllaceae, Cyatheaceae, Pteridaceae, Vittariaceae, Dennstaedtiaceae, Thelypteridaceae, Dryopteridaceae, Aspleniaceae, Davalliaceae, Blechnaceae, Polypodiaceae, Marsileaceae, Salviniaceae, Psilotaceae, Lycopodiaceae e Selaginellaceae. A espécie de maior distribuição é Anemia tomentosa (Sav.) Sw., ocorrendo desde a subzona de mata úmida até a subzona de caatinga do sertão do Jatinã.
1988
Barros,Iva Carneiro Leão Lira,Osvaldo Carneiro de Silva,Albanita de Jesus R. da
Distribuição dos diâmetros numa faixa de cerrado na Fazenda Água Limpa (FAL), em Brasilia-DF
Com os dados de 21 parcelas permanentes de 1.000m² (20 x 50m) alocadas no inventário contínuo de uma faixa de cerrado com 152ha (400 x 3.800m) na Fazenda Água Limpa (FAL)-DF (15º56'14"S e 47º46'08"W), foi realizado o estudo da distribuição diamétrica dos indivíduos com mais de 5cm de diâmetro a 30cm do solo. Foram estudadas também as 17 espécies com maior índice de importância (IVI). Para a população total, 63,85% dos indivíduos concentram-se na primeira classe de diâmetro (5-9cm), fato atribuído ao pequeno porte que geralmente apresentam algumas das espécies do cerrado e/ou à incidência de incêndios em intervalos que, na maioria das vezes, não ultrapassam três anos.
1988
Felfili,J.M Silva Júnior,M.C. da
Distribuição dos diâmetros dos troncos das espécies mais importantes do cerrado na Estação Florestal de Experimentação de Paraopeba (EFLEX) - MG
Este estudo foi realizado no cerrado (sensu stricto) da Estação Florestal de Experimentação de Paraopeba-MG, pertencente ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF). Para o levantamento florístico utilizou-se o método de quadrantes, incluindo-se os indivíduos com diâmetro mínimo do tronco de 5cm ao nível do solo. Foram alocados 25 pontos de amostragem em cada uma das 20 áreas selecionadas pela homogeneidade fisionômica. A distribuição dos diâmetros dos 2.000 indivíduos amostrados apresentou-se não balanceada, indicando uma grande representação (66,55%) na menor classe de diâmetro (5-10cm), podendo isto ser devido ao restabelecimento das populações na área após o desmatamento ocorrido em 1952. Esta hipótese sugere que 30 anos seria um prazo insuficiente para o estabelecimento da rotação de corte naquele cerrado. Levantaram-se a situação atual e as hipóteses quanto aos prováveis problemas enfrentados para o estabelecimento de algumas das populações que mais se destacaram pelo índice do valor de importância (IVI) e pelo número mínimo de indivíduos amostrados (n = 50): Qualea parviflora Mart., Byrsonima crassa Nied., Qualea grandiflora Mart., Erythroxylum suberosum St. Hill., Eugenia dysenterica D.C., Kielmeyera grandiflora (Wawra) Saddi, Dimorphandra mollis Benth., Curatella americana L., Terminalia argêntea Mart., Annona crassiflora Mart., Machaerium opacum Vog. Concluiu-se que a atividade de extração de minhocuçus na Estação tem contribuído negativamente para o estabelecimento de novos indivíduos na área e, para a recuperação das populações, recomenda-se o plantio de mudas produzidas na própria EFLEX. Para o sucesso de qualquer medida com este objetivo é essencial uma efetiva fiscalização da área.
1988
Silva Júnior,Manoel Cláudio da Silva,Alexandre Francisco da
A flórula invasora da cultura do café (Coffea arabica L.) no Estado de Minas Gerais, Brasil
Nas áreas de cultura de café (Coffea arábica L.), no Estado de Minas Gerais, foram coletadas e identificadas 388 espécies de plantas invasoras (= plantas daninhas), pertencentes a 51 famílias botânicas, representando 182 gêneros, sendo que as famílias Compositae, Gramineae, Leguminosae, Malvaceae, Solanaceae, Euphorbiaceae, Rubiaceae, Amaranthaceae, Convolvulaceae e Verbenaceae, são as mais importantes em relação à cultura. As plantas coletadas, devidamente etiquetadas e identificadas, foram anexadas, parte delas no PAMG (Herbário da EPAMIG, Belo Horizonte, MG) e, a outra parte, no Herbarium ESAL (Herbário do Departamento de Biologia da Escola Superior de Agricultura de Lavras - ESAL, Lavras - MG).
1988
Gavilanes,Manuel Losada Brandão,Mitzi Laca-Buendia,Julio Pedro
Ocorrência de Setaria magna Griseb. e S. hassleri Hack. (Gramineae) no sul do Brasil
Foi constatada a ocorrência, no Estado do Rio Grande do Sul, de Setaria hassleri Hack, na região das Missões e de S. magna Griseb., no Litoral, sendo essa última espécie uma citação nova para o Brasil. São fornecidas descrições dessas duas espécies, distribuição geográfica, ilustrações, bem como uma chave analítica das espécies de Setaria Beauv. ocorrentes no Estado.
1988
Boldrini,Ilsi Iob
Análise da vegetação de floresta pluvial tropical de terra firme, pelo método dos quadrantes: Serra Norte, Carajás, PA
Aplicou-se o Método dos Quadrantes em uma floresta densa sobre mina de arenito em Serra Norte, PA. Foram amostrados todos os indivíduos vivos ou mortos com DAP > 10 cm (um indivíduo por quadrante). Trinta e oito famílias, 85 gêneros e 110 espécies foram registrados nos 104 pontos (ou 416 indivíduos) amostrados. Sapotaceae (40,90), Leguminosae sensu latu (26,76) e Rutaceae (25,82) foram as famílias que apresentaram maior índice de valor de importância - VIF - (13,63%, 8,9% e 8,61% respectivamente). Erisma uncinatum Warm. (15,86) foi a espécie que apresentou maior índice de importância (IVI), as árvores mortas apresentaram o 2o. maior índice: 14,07. A densidade por área (DTA) calculada foi de 1065 indivíduos/ha. A área basal encontrada foi de 28,9057m² para os 416 indivíduos amostrados (74,0502 m²/ha). Tanto a densidade quanto a área basal por unidade de área (ha) estimadas foram consideradas muito altas para a região. A estrutura da vegetação foi também analisada: o diâmetro médio foi de 31,21 cm; as alturas médias do fuste, copa e total estimados foi de 12,4, 5,8 e 18,2 m, respectivamente. A vegetação do sub-bosque foi também descrita qualitativamente.
1988
Salomão,Rafael de Paiva Rosa,Nelson de Araújo
Controle de qualidade de madeiras da região amazônica
O grande número de espécies encontrado nas florestas tropicais úmidas tem sido mencionado freqüentemente como um dos principais obstáculos a uma utilização mais intensiva da madeira em países em desenvolvimento. Este trabalho descreve dois exemplos de como o conhecimento da anatomia e das propriedades físicas e mecânicas das espécies abundantes, aliado a um esquema adequado de controle de qualidade, pode viabilizar uma maior utilização de madeiras da amazónia brasileira. O primeiro exemplo se refere à produção de dormentes para a Estrada de Ferro Carajás (E.F.C.) com 890 km de extensão, onde foram empregados cerca de 2.100.000 dormentes; o segundo trata do uso de madeira serrada para habitação de baixo custo, no Estado de São Paulo, cuja construção é administrada pelas Companhias Habitacionais - COHABs.
1988
Chimelo,João Peres
Contribuição preliminar aos tipos polínicos da Tribo Mutisieae (Compositae)
O presente trabalho é um estudo palinilógico de quartoze espécies brasileiras da Tribo Mutisieae, pertencentes ao Herbário do Museu Nacional - RJ (R). São dadas as respectivas descrições polínicas com desenhos dos grãos em vistas equatorial e polar, da L.O. e detalhe da exina. Acompanham uma tabela referente ao tratamento estatístico e dois diagramas comparativos.
1988
Pastana,Grace Irene Imbiríba
Contribuição ao estudo das plantas medicinais no Estado de Alagoas: VII
O presente trabalho é uma continuação do estudo sobre as plantas medicinais ocorrentes no Estado de Alagoas, cuja finalidade principal é encaminhá-las, após um estudo prévio, aos laboratórios de produtos naturais, onde serão determinados os princípios ativos e outros para, posteriormente, serem utilizados na fabricação de medicamentos. As espécies foram coletadas em diversos municípios do Estado de Alagoas e, após preparadas e identificadas, foram incorporadas ao Herbário "Professor Honório Monteiro" (MUFAL) da Universidade Federal do Alagoas. O nosso estudo prévio abrange: nomes científicos, famílias, nomes vulgares, descrição sucinta para cada espécie e uso medicinal. Foram estudadas 20 espécies utilizadas na medicina caseira.
1988
Campelo,Cornélio Ramalho Ramalho,Rita de Cássia
Estudo da vegetação relacionada com a alimentação do "pacu" (Colossoma mitrei-Berg(1895) no Pantanal mato-grossense
Os 102 aparelhos digestivos analisados foram provenientes de espécimes capturados no Pantanal de Mato Grosso, nos municípios do Poconé e Barão de Melgaço. O estudo da vegetação aquática, ciliar e de áreas inundáveis foi conduzido nas áreas onde os espécimes de "pacu" foram capturados. Foram considerados também dados biométricos do "pacu", tais como: comprimento total do esôfago, do intestino e do estômago.
1988
Paula,José Elias de Morais Filho,Manoel Batista de Bernardino,Geraldo Melo,José Sávio Colares de Ferrari,Valdir Aparecido
Trombose venosa profunda como complicação da escleroterapia química no tratamento de telangiectasias dos membros inferiores
Os autores relatam dois casos de escleroterapia de telangiectasias, as quais complicaram com trombose venosa profunda. O primeiro caso foi confirmado por flebografia, e o segundo, por duplex scan. Um paciente, 8 anos após, apresentou uma tromboflebite espontânea de veia safena parva, que resultou em pesquisa de trombofilia positiva para o Fator V Leiden. A outra paciente teve pesquisa de trombofilia negativa. Os relatos de tromboembolismo relacionado à escleroterapia são escassos na literatura. O objetivo do trabalho é alertar para essa possibilidade, valorizando as queixas de dor e edema após a escleroterapia. Havendo suspeita clínica, o duplex scan deve ser realizado.
2005
Paschôa,Adilson Ferraz Hayashida,Luciana Siqueira,Marcelo Kurz van Bellen,Bonno
Derivação carótido-carotídea por via retrofaríngea: seguimento tardio
Existem diversas opções para o tratamento da doença oclusiva dos troncos supra-aórticos, de acordo com a apresentação clínica e a localização das lesões arteriais. As abordagens cervicais são aceitas como alternativas de baixa morbimortalidade, com elevada perviedade em longo prazo. Os autores relatam um caso tratado com sucesso através de derivação carótido-carotídea cruzada por via retrofaríngea associada à endarterectomia da bifurcação carotídea. São discutidos também os aspectos clínicos e as opções cirúrgicas ou endovasculares para o melhor tratamento desses pacientes.
2005
Aerts,Newton Roech Erling Jr.,Nilon Lichtenfels,Eduardo
Blue toe syndrome
The authors report the case of a man with blue toe syndrome, who developed bilateral foot ischemia and underwent successful repair of an abdominal aortic aneurysm and associated renal artery stenosis. Blue toe syndrome is characterized by tissue ischemia secondary to embolization of cholesterol crystals or atherothrombotic debris. Microembolization most often occurs in elderly men who undergo an invasive vascular procedure or have an aneurysm.
2005
Reis,Paulo Eduardo Ocke
Enxerto aorto-femoral por via laparoscópica: modelo experimental
OBJETIVO: Verificar a exeqüibilidade de enxerto aorto-femoral por via laparoscópica. MÉTODO: Operamos porco de 75 kg sob anestesia geral. Empregando a técnica do avental (apron) de Dion, expusemos a aorta por laparoscopia. Brevemente, em decúbito dorsal horizontal, dissecamos um "avental" do peritônio parietal esquerdo. A dissecção prosseguiu com rotação medial do cólon esquerdo. O avental, posteriormente fixo à linha mediana, serviu de anteparo às alças intestinais. Pinçamos a aorta e realizamos enxerto aorto-femoral com o tempo abdominal totalmente laparoscópico. RESULTADO: O enxerto foi realizado com sucesso, e o fluxo sangüíneo na prótese foi demonstrado através da incisão femoral. CONCLUSÃO: O enxerto aorto-femoral experimental laparoscópico é exeqüível através da exposição com a técnica do avental.
2005
Fusco,Pedro E. B. Marino,Hélio L. T. Natal,Silvia R. Bottini Ducatti,Liliana S. S. Poggetti,Renato S. Kauffman,Paulo Puech-Leão,Pedro Birolini,Dario
O papel da oxigenação hiperbárica na estrutura do fígado e baço após ligadura das veias hepáticas: estudo em ratos
OBJETIVO: Avaliação morfológica do fígado e baço de ratos submetidos à oxigenoterapia hiperbárica após a ligadura das veias hepáticas. MÉTODO: Foram utilizados 30 animais machos adultos da espécie Holtzman, distribuídos aleatoriamente em dois grupos de 15 animais cada, assim designados: grupo 1 - ligadura das veias hepáticas; grupo 2 - ligadura das veias hepáticas associada à oxigenoterapia hiperbárica. Todos os animais foram submetidos à anestesia geral por meio de solução contendo cloridrato de cetamina (40 mg/ml) e cloridrato de meperidina (10 mg/ml) na dose de 50 mg/kg/peso, laparotomia mediana e ligadura das veias hepáticas. A oxigenoterapia hiperbárica foi aplicada nos animais do grupo 2, a partir da oitava hora do pós-operatório, por 120 minutos, sendo 90 minutos sob pressão de 2,5 atmosferas e 15 minutos no início e final da terapêutica, para promover a compressão e descompressão gradativa no período de 20 dias consecutivos. No 21° dia de pós-operatório, os animais foram mortos por inalação de éter e submetidos à laparotomia e extirpação dos fígados e baços para exame histológico. Foram comparados os resultados da histologia hepática e esplênica aplicando-se o teste exato de Fisher, considerando-se a diferença significante de P < 0,05. RESULTADOS: Os exames histológicos dos fígados e baços dos animais dos grupos 1 e 2 mostraram as seguintes alterações: presença de trombose nas veias hepática, porta e centro-lobular em cinco (33,3%) animais do grupo 1 e ausência no grupo 2; presença de necrose dos hepatócitos caracterizada como acentuada em sete animais (46,7%) e leve em oito (53,3%) animais do grupo 1, enquanto que, em todos os animais do grupo 2, esta alteração foi caracterizada como leve; presença de células de Kupffer muito proeminentes e hipertrofiadas em 14 (93,3%) animais do grupo 1 e pouco proeminentes e hipertrofiadas em todos os animais do grupo 2; congestão da polpa vermelha considerada acentuada em seis (40%) e moderada em nove (60%) animais do grupo 1 e em todos os animais do grupo 2; hemossiderose moderada ou acentuada em 14 (93,3%) animais do grupo 1 e leve em todos os animais do grupo 2. As análises estatísticas realizadas entre os dois grupos mostraram diferenças significativas em todas a variáveis estudadas (P < 0,05). CONCLUSÕES: A oxigenoterapia hiperbárica em ratos submetidos à ligadura das veias hepáticas atenuou os efeitos deletérios e precoces sobre o fígado e o baço, analisada pela histologia destes órgãos.
2006
Costa-Val,Ricardo Nunes,Tarcizo Afonso Silva,Roberto Carlos de Oliveira e
Aterogênese em artéria ilíaca comum de suínos submetidos à homocisteinemia induzida pela ingestão de metionina
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da homocisteinemia induzida na artéria ilíaca de suínos. MATERIAL E MÉTODO: Realizou-se estudo experimental comparativo em dois grupos homogêneos de sete suínos da raça Macau, com peso entre 20 e 30 kg durante 30 dias. Os animais foram divididos em dois grupos, sendo um deles alimentado com metionina adicionada à dieta por um período de 4 semanas. Foram colhidas amostras de sangue para a dosagem de colesterol, triglicerídeos, HDL e homocisteína. Os animais foram submetidos à arteriografia para avaliação da perviedade das artérias ilíacas e, posteriormente, sacrificados. As artérias ilíacas foram enviadas para análise histológica. RESULTADOS: Os animais sobreviveram ao experimento, e não houve alterações significativas nos níveis de colesterol total, triglicerídeos e HDL nos dois grupos. O exame microscópico do grupo-controle não apresentou alterações patológicas e foi semelhante em todas as preparações examinadas. No grupo da dieta com metionina, as placas eram formadas por macrófagos espumosos, mas não foram observadas células musculares lisas, cristais de colesterol ou células inflamatórias. A túnica média apresentava-se com lâmina elástica interna íntegra. No grupo-controle, não houve alteração nos níveis de homocisteína durante o experimento. No grupo-metionina, houve aumento dos níveis séricos da homocisteína, com valor médio de 59,80 µmol/l após 30 dias de dieta rica em metionina. CONCLUSÃO: A homocisteinemia induzida pela metionina causa aterogênese nas artérias ilíacas de suínos.
2006
França,Luís Henrique Gil Pereira,Adamastor Humberto Perini,Sílvio César Aveline,Celso Curcio Argenta,Rodrigo Mollerke,Roseli de Oliveira Soares,Marcos Eugenio Nóbrega,Fernanda Ferreira,Márcio Poletto
Estenose carotídea acima de 70% em pacientes no pré-operatório de cirurgia da aorta abdominal: freqüência e fatores de risco
OBJETIVO: Analisar a freqüência e os fatores de risco associados à estenose carotídea acima de 70% em pacientes que serão submetidos a cirurgias de aorta abdominal. MATERIAL E MÉTODO: Foram analisados 94 pacientes que realizaram ultra-som Doppler de carótidas no pré-operatório de cirurgias de aorta abdominal entre janeiro de 2000 e janeiro de 2003, pela disciplina de Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo. RESULTADOS: Sessenta e sete pacientes (71%) eram homens. Dentre os 94 pacientes, 42 (44,6%) tinham doença oclusiva aorto-ilíaca, e 52 (53,4%), aneurismas da aorta abdominal (AAA). A análise dos dados mostrou uma prevalência de estenose de carótidas acima de 70% em 8,33% dos pacientes com AAA e em 13,51% dos pacientes com doença oclusiva aorto-ilíaca, diferença esta sem significância estatística (P = 0,5). Nos pacientes que apresentavam antecedente de isquemia cerebral - acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT) -, houve uma prevalência estatisticamente maior de estenose carotídea entre 70 e 99%. Outros fatores de risco para aterosclerose, como sexo masculino, diabetes, hipertensão arterial e tabagismo, não foram preditivos da presença de estenose carotídea acima de 70%. CONCLUSÃO: A freqüência de estenose da carótida acima de 70% em pacientes no pré-operatório de cirurgia de aorta foi de 9,57%, e a presença de antecedente de AVC ou AIT na história foi preditiva de estenose acima de 70% neste grupo de pacientes.
2006
Ferreira,André Ventura Santos,Vanessa Prado dos Caffaro,Roberto Augusto
Tratamento endovascular da doença obstrutiva carotídea em pacientes de alto risco: resultados imediatos
OBJETIVO: Tratamento endovascular - angioplastia carotídea com stent (ACS) - tem se mostrado como opção atual no tratamento da estenose da artéria carótida em pacientes considerados de alto risco para endarterectomia de carótida (ECA). Este trabalho reporta a experiência do Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular (ICVE) de São Paulo nos casos de ACS em pacientes de alto risco. MATERIAL E MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo descritivo baseado na análise dos prontuários de 113 pacientes (84 homens e 29 mulheres) submetidos a 130 procedimentos de ACS pelo ICVE, no período de março de 2000 a junho de 2004. A idade média dos pacientes foi de 74 anos (variando de 51 a 86 anos). Os pacientes assintomáticos (55%) apresentavam estenose > 75%, enquanto nos sintomáticos (45%) as lesões encontradas foram > 70%. Foi indicado ACS nos seguintes pacientes: alto risco para ECA (45%), reestenose pós-ECA (15%), estenose carotídea severa bilateral (14%), oclusão da carótida contralateral (12%), bifurcação alta (no nível ou acima da segunda vértebra cervical) (6%), estenose pós-radioterapia (5%) e pescoço hostil (3%). As lesões encontradas localizavam-se na bifurcação carotídea (46%), carótida interna (32%), origem da artéria carótida comum (9%), tronco braquiocefálico (8%) e artéria carótida comum (5%). RESULTADO: Foi observado um total de sete eventos neurológicos (cinco casos de acidente vascular encefálico e dois pacientes que apresentaram ataque isquêmico transitório). A taxa de óbito foi de 0%. A taxa total de complicações (acidente vascular encefálico, acidente isquêmico transitório, óbito) foi de 5,3%. CONCLUSÃO: ACS demonstrou ser um procedimento com baixa taxa de complicações, sendo uma opção segura e eficaz nos pacientes de alto risco para ECA.
2006
Lujan,Ricardo Augusto Carvalho Lucas,Leonardo Aguiar Gracio,Andréa de Fátima Lobato,Armando de Carvalho