Repositório RCAAP

TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA NA AGRICULTURA FAMILIAR: relato de experiência em Goiás e Distrito Federal / AGROECOLOGICAL TRANSITION FAMILY IN AGRICULTURE: report of experience in Goiás and Distrito Federal

Este trabalho apresenta experiências agroecológicas que estão sendo desenvolvidas em diversas propriedades de Goiás e do Distrito Federal, fruto de uma viagem dos coordenados, estudantes e bolsistas do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Agricultura Familiar - NEAF, da Universidade Federal de Goiás, Campus de Jataí, ocorrida no primeiro semestre do ano de 2010. A visita teve como principal objetivo visualizar experimentos de agroecologia que estão sendo desenvolvidos na Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio do Descoberto/GO, além de visualizar as mudanças ocorridas em algumas propriedades que passaram ou estão passando pelo processo de transição agroecológica. Os resultados das visitas apontam para a possibilidade de se implantar sistemas na mesma perspectiva na Microrregião Sudoeste de Goiás.

Ano

2011

Creators

Jesus, Poliana Pereira de Silva, Jesiel Souza Martins, Jaqueline Porn Ribeiro, Dinalva Donizete Assunção, Hildeu Ferreira da

TRANSFORMAÇÕES TÉCNICO-CIENT͍FICAS NA AGRICULTURA E O PAPEL DO ESTADO NA ESPECIALIZAÇÃO PRODUTIVA DO ARROZ EM SANTA CATARINA / TECHNICAL SCIENTIFIC CHANGES IN AGRICULTURE FIELD AND THE GOVERNMENT ROLE IN THE RICE PRODUCTIVE SPECIALIZATION IN SANTA CATARINA

As políticas para a agricultura da última metade do século XX no território brasileiro foram encaminhadas com o objetivo de promover as mudanças na base técnica, promovendo a produção de alimentos em larga escala para atender ao mercado de trabalhadores urbanos e financiar a adoção de novas tecnologias de produção nas lavouras. No campo catarinense, em particular, a especialização na rizicultura refletiu na envergadura dos processos produtivos, os quais subsidiaram e permitiram a intensificação dos fluxos de bens e capital em âmbito intra e inter-regional.

Ano

2011

Creators

Rocha, Fernando Goulart

A TERRITORIALIZAÇÃO CAMPONESA NO ASSENTAMENTO 24 DE NOVEMBRO - CAPÃO DO LEÃO - RS / PEASANT TERRITORIALIZATION IN THE 24 DE NOVEMBRO SETTLEMENT IN CAPÃO DO LEÃO, RS

Este artigo parte de um estudo de caso realizado no assentamento 24 de Novembro, localizado no município do Capão do Leão - RS. Observamos que o processo de territorialização camponesa na Fazenda da Palma, área pertencente à Universidade Federal de Pelotas, a partir da instalação do assentamento de reforma agrária produziu uma diversidade de formas de uso e apropriação do território, identificadas pelas múltiplas estratégias produtivas e pelas diferentes manifestações de sociabilidade encontradas entre os assentados. À luz dos pressupostos teóricos sobre o conceito de território e das relações socioespaciais manifestadas no mesmo, no contexto de luta pela terra, é que se propõe identificar as territorialidades impressas no espaço geográfico, as quais representam as interrelações entre a sociedade e a natureza na constituição do projeto camponês, ou seja, trabalhar para si, com os seus, no que lhes pertence.

Ano

2011

Creators

Soares Ribeiro, Veridiana Salamoni, Giancarla

BACIA DO RIO DOCE SOB REPRESENTAÇÕES DE MÚLTIPLOS SUJEITOS: uma abordagem geográfica / DOCE RIVER BASIN THROUGH THE REPRESENTATION OF MULTIPLE SUBJECTS: a geographical approach

A bacia do Rio Doce constitui-se importante unidade territorial no sudoeste goiano. Localiza-se na divisa dos municípios de Jataí, Rio Verde, Caiapônia e Aparecida do Rio Doce. A importância vital da água e sua correlação com outros componentes naturais, a sua importância econômica, as relações sociais tornam relevante a sua análise a partir de representações de múltiplos sujeitos. O trabalho que se apresenta decorre da pesquisa em nível de mestrado que está sendo realizada no âmbito do Instituto de Estudos Sócio- Ambientais - IESA/UFG. Um problema dirigiu as reflexões: quais são os sentidos políticos que os sujeitos da bacia do Rio Doce dão à água? Para a realização do trabalho utilizou-se de dados qualitativos oriundos de entrevistas semiestruturadas, questionário e diário de campo. Verificou-se que existem intencionalidades diferentes na gama de ações realizadas pelos atores, ao fazerem uso da água. Palavras-chave: bacia hidrográfica; usos da água; múltiplos sujeitos; abordagem territorial; intencionalidades.

Ano

2011

Creators

Araújo de Oliveira, Franciane Calaça, Manoel

A ORGANIZAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR DE BASE AGROECOLÓGICA EM PELOTAS/RS / THE ORGANIZATION OF THE FAMILY FARMS OF AGROECOLOGICAL BASE IN PELOTAS/RS

A agroecologia emergiu como uma estratégia de produção na agricultura familiar que concilia geração de renda, preservação ambiental e valorização social do agricultor. A agricultura familiar tornou-se o principal lócus para o desenvolvimento deste sistema de produção, visto que, as características particulares da organização familiar melhor comportam os princípios e práticas agroecológicas. Diante disso, este artigo tem como objetivo analisar o processo de organização do sistema de produção agrícola de base agroecológica no município de Pelotas, evidenciando seu significado para a reprodução da agricultura familiar. Para a efetivação da pesquisa adotaram-se os seguintes procedimentos metodológicos: realização de entrevistas (semi-estruturadas) com os agricultores familiares de base agroecológica e os informantes qualificados do município que desenvolvem atividades voltadas à produção agroecológica, visitas às unidades de produção e cooperativas no município. O sistema de produção agroecológico começou a se desenvolver em Pelotas na década de 1980 envolvendo, inicialmente, um número reduzido de agricultores. Com o avanço das iniciativas ocorreu à organização dos produtores em associação e cooperativas. A agroecologia tornou-se uma alternativa de renda viável, possibilitando reduzir os impactos ambientais e os riscos em relação à saúde dos agricultores e dos consumidores. Sendo assim, existem possibilidades de expansão da agroecologia, mas, para tanto, se faz necessário maior apoio do poder público.

Ano

2011

Creators

Finatto, Roberto Antônio Corrêa, Walquiria Kruger

O AGROHIDRONEGÓCIO NO CENTRO DAS DISPUTAS TERRITORIAIS E DE CLASSE NO BRASIL DO SÉCULO XXI / THE HYDROAGRICULTURAL BUSINESS IN THE MIDDLE OF TERRITORIAL AND CLASS DISPUTES IN BRAZIL IN THE TWENTY FIRST CENTURY

A expansão da agropecuária capitalista, no Brasil, referenciada no modelo agroexportador, se consolida territorialmente no que denominamos de Polígono do Agrohidronegócio, a contar com o Oeste de São Paulo, Leste do Mato Grosso do Sul, Noroeste do Paraná, Triângulo Mineiro e Sul-Sudoeste de Goiás. Está-se diante de 80% das plantações de cana-de-açúcar, também de concentração das plantas agroprocessadoras, de produção de álcool e de açúcar do país, bem como 30% das terras com soja e onde se registra os maiores avanços em termos de área com plantações de eucaliptos. A partir dos resultados das pesquisas enfatizamos o conteúdo dos conflitos territoriais por meio do qual temos o fio condutor das ações dos sujeitos envolvidos nesse cenário de expansão e consolidação do agrohidronegócio. Isto é, as ações que antepõem trabalhadores e capital, as fissuras intercapital reveladas pela necessidade de terras planas, férteis e com disponibilidade hídrica, portanto aptas à mecanização, e entre os próprios trabalhadores, mediante as ocupações de terra e a ações no âmbito da luta pela terra. Estamos diante de exemplos significativos das disputas territoriais e de classe no Brasil no século XXI, ainda não visíveis para a maioria da sociedade, ofuscada, pois, pelas campanhas de marketing milionárias do capital e/ou afinada ao projeto destrutivo de desenvolvimento da agricultura com base no modelo das grandes áreas monoculturas para exportação, em detrimento da produção de alimentos para o consumo humano, em pequenas unidades familiares.

Ano

2010

Creators

Thomaz Junior, Antônio

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

Este trabalho trata das relações entre a agricultura e a indústria no Brasil. Procura-se, à luz da concepção de que o desenvolvimento do capitalismo tem que ser entendido como processo (contraditório) de reprodução capitalista ampliada do capital, estudar as relações entre a agricultura e a indústria. Deve-se ressaltar também que este processo de reprodução ampliada deve ser entendido como reprodução de formas sociais não-capitalista, embora a lógica, a dinâmica seja plenamente capitalista. Ou seja, a expansão do modo capitalista de produção (na sua reprodução capitalista ampliada ao capital), além de redefinir antigas relações subordinando-as à sua reprodução engendra relações não-capitalistas iguais e contraditoriamente necessárias à sua reprodução. Dessa forma procura-se analisar as relações entre as relações entre a agricultura e a indústria partindo desse pressuposto teórico, através do estudo das formas de apropriação da renda da terra pelo capital. Discute-se pois, a ação do capital monopolista e a produção no campo. Essa ação é estudada a partir da análise da subordinação da circulação à produção (monopólio na produção), e do caso dominante na agricultura brasileira, que é a sua subordinação da produção a circulação, quando são estudadas as formas de subordinação praticadas pelo capital industrial e comercial. Discute-se ainda a permanência e subordinação conseqüente da pequena indústria doméstica no campo, ao capital. Como resultado, discute-se o desenvolvimento da questão política no campo e o atravessamento desta na compreensão das relações entre a agricultura e a indústria no Brasil.

Ano

2010

Creators

Oliveira, Ariovaldo Umbelino de

A MODERNIZAÇÃO DO CAMPO NO CERRADO E AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS EM GOIÁS / THE MODERNISATION OF THE FIELD IN THE CERRADO AND TRANSFORMATIONS SOCIO-SPATIAL ON GOIAS

O potencial econômico derivado da agroindústria foi potencializado pelo processo de modernização dos meios de produção na agricultura, transformando assim a paisagem do Cerrado. A partir da década de 1980, assistimos à territorialização do capital no Cerrado via agronegócio. Goiás foi capturado pela lógica da produção do capital devido às vantagens comparativas de suas terras. A estrutura agrária de Goiás foi conduzida pela atratividade das áreas do Cerrado, que promovem a reorganização produtiva do território. A agricultura familiar, reconhecida no passado como atividade responsável pelo abastecimento interno da população brasileira, é capturada e desarticulada pelo agronegócio. O setor agropecuário, em Goiás, é inteiramente responsável pela consolidação da infraestrutura necessária à instalação e concentração de indústrias. Embora a modernização do campo tenha promovido um expressivo desenvolvimento a Goiás, ainda há regiões que possuem grandes áreas de Cerrado em estado conservado, sendo consideradas como regiões pobres. Goiás se enuncia pela sua pujança da agropecuária, cujo desenvolvimento desigual e combinado reflete a lógica da expansão capitalista no Cerrado. O sul do Estado, articulado ao centro dinâmico do país, se industrializa e o norte se mantém como pecuarista e extrativista.

Ano

2010

Creators

Calaça, Manoel Dias, Wagner Alceu

APRESENTAÇÃO

Esta edição que comemora o 10º número da Campo Território: Revista de Geografia Agrária tem a satisfação de reeditar um dos artigos mais importantes da Geografia Agrária, publicado no Boletim Paulista de Geografia Nº 58 (1981), intitulado de "Agricultura e Indústria no Brasil" de Ariovaldo Umbelino de Oliveira.

RESENHA: "No rancho fundo". Espaços e tempos no mundo rural Carlos Rodrigues Brandão. Uberlândia/MG: EDUFU, 2009. 244 p.

"No Rancho Fundo" é uma obra composta por artigos clássicos e novos estudos, desenvolvidos pelo antropólogo Carlos Rodrigues Brandão sobre o camponês em Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Reúne artigos sobre as relações de vida e trabalho entre tempos e espaços de comunidades camponesas tradicionais.

CONCENTRAÇÃO NAS ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS DE GOIÁS ENTRE 1996-2006: IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL. / CONCENTRATION RATIO IN AGRICULTURAL ACTIVITIES IN GOIÁS DURING 1996-2006: implications for sustainable rural development

O estudo procura avaliar as transformações estruturais na agropecuária de Goiás na última década, destacando a elevada concentração do uso da terra e sua sensível piora entre 1996 e 2006. Em 2006, os pequenos estabelecimentos (com até 200 hectares) somaram 81,85% e 19,79% da área de cultivo e criação. As Curvas de Lorenz e os Coeficientes de Gini calculados mostram maior assimetria nas atividades de florestas plantadas e lavouras temporárias. Goiás tem 65,2% dos estabelecimentos dirigidos por produtores familiares com posse de apenas 13% da área de cultivo, mas que empregam 68,37% da mão-de-obra rural. Em contraste, as grandes propriedades geram apenas 14,36% dos postos de trabalho. O modelo agrário e as políticas de crédito rural adotados ajudam a explicar a elevada concentração fundiária. Uma alternativa plausível para mitigar tais contrastes é apoiar mais efetivamente a agricultura familiar e os produtores rurais de menor porte, que têm importante papel na produção agrícola para o atendimento do mercado interno e na geração de renda e emprego para a população rural. Esta pode ser uma estratégia de desenvolvimento capaz de promover sistemas produtivos locais mais eficientes e de proporcionar uma maior igualdade econômico-social no estado.

Ano

2011

Creators

Teixeira, Luciene Pires Belchior, Ernandes Barboza Sousa, Tito Carlos Rocha de Moreira, José Mauro Magalhães Ávila Paz

MULTIFUNCIONALIDADE DA AGRICULTURA E TERRITÓRIO: notas a partir de um estudo no assentamento Monte Alegre - Araraquara/SP / MULTIFUNCTIONALITY OF AGRICULTURE AND TERRITORY: notes from a study in the Monte Alegre settlement - Araraquara/SP

Nas últimas décadas, a agricultura familiar adquiriu novas conotações associadas não apenas aos aspectos produtivos, mas também à conservação dos recursos naturais e dos territórios rurais, em um reconhecimento de sua multifuncionalidade. Com base nesta noção, que valoriza as funções socioambientais desempenhadas pelas famílias rurais e pelas agriculturas praticadas, o presente artigo faz uma análise de um assentamento rural no estado de São Paulo, marcado pela coexistência de distintas formas de reprodução econômica dos assentados, baseadas ora na canavicultura em integração com usinas, ora na agricultura de base familiar autônoma. Através de uma metodologia de cunho quali-quantitativo, buscou-se identificar quais são e de que forma se expressam as funções para além de produção neste território particular, submetido a influências divergentes e por vezes conflitantes. Observou-se que no assentamento em foco a agricultura de base familiar encerra em si questões de identidade, de coesão territorial, de conservação da agrobiodiversidade e de fomento a outras atividades produtivas, sendo o elemento central da reconstrução de um modo de vida rural neste ambiente.

Ano

2011

Creators

Gavioli, Felipe Rosafa

A PRODUÇÃO E O CONSUMO DE BIOCOMBUSTÍVEIS NO MUNDO ACTUAL: QUESTÕES-CHAVE PARA ANALISAR A SUA SUSTENTABILIDADE / PRODUCTION AND CONSUMPTION OF BIOFUELS IN THE WORLD TODAY: KEY ISSUES TO ANALYSE ITS SUSTAINABILITY

Os biocombustíveis são combustíveis provenientes de matérias-primas naturais e renováveis, como óleos vegetais, plantas ricas em açúcares ou amidos, gorduras animais e óleos ou gorduras residuais, utilizados como substitutos do gasóleo e da gasolina. Esta alternativa ao combustíveis de origem fóssil tem sido apresentada como uma escolha atractiva, sobretudo, devido aos seus benefícios ambientais, dos quais se destacam o facto de ser biodegradável, não ser tóxico e a sua combustão reduzir a emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera. Contudo para se verificar a sustentabilidade de um produto não é suficiente analisar os impactos do seu consumo final, é necessário observar todo o seu ciclo de produção, desde a obtenção das suas matérias-primas. Neste sentido, este artigo pretende para além de caracterizar a produção e o consumo de biocombustíveis no Mundo, apresentar as questões-chave que devem ser ponderadas para analisar a sustentabilidade destes combustíveis.

TEMPO REVERSIVO E ESPAÇO TRANSFIGURADO: ETNOCÍDIO NAS VEREDAS DO SERTÃO / REVERSE TIME AND SPACE TRANSFIGURED: ETHNOCIDE PATHS OF THE SERTÃO

A gente das veredas ou veredeira, população rural sanfranciscana, é compreendida em seus processos sociais vividos na interface entre o afastamento de sua tradicionalidade e a vinculação à modernidade do mundo que os encompassa. A interpretação dos processos vividos pelos veredeiros do assentamento São Francisco e Gentio, no município de Formoso para onde foram transferidos os moradores da área de implantação do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, é o foco de leitura. As transformações ocorridas em suas espacialidades se vinculam a processos de territorializações em temporalidades diversas vividas no decorrer desses mesmos processos. Do encontro entre as gentes das veredas, empresários rurais e ambientalistas emergem temporalidades reversivas, transfigurando os tempos antigos com novas roupagens enquanto os espaços de viver são expropriados na perspectiva da preservação de uma natureza intocada. No imbricamento destes dois processos a etnicidade territorial veredeira se transfigura pela própria ação daqueles que a portam a partir da degradação dos espaços de produção utilizados nas chapadas para onde foram transferidos. Os espaços impróprios à agricultura tradicional passaram a ser apropriados para agricultura atual por força de políticas públicas, de tecnologias que impactam o meio ambiente e contribuem para assorear os cursos de água que banham os buritizais da região.

Ano

2011

Creators

Almeida Costa, João Batista de

RELAÇÃO ENTRE ESTRUTURA AGRÁRIA E PARTICIPAÇÃO CÍVICA: uma análise nas mesorregiões Centro-sul e Sudoeste do estado do Paraná / RELATION BETWEEN THE AGRARIAN STRUCTURE AND CIVILIAN PARTICIPATION: an analysis of the south-center and south-west middle .....

O objetivo do trabalho é analisar a estrutura agrária entre duas mesorregiões a - Centro Sul e Sudoeste do Paraná - relacionando-as com os índices de participação cívica. O ponto de referência para a análise é a estrutura agrária diferenciada das mesorregiões, sendo a mesorregião centro-sul centrada em grandes propriedades e a sudoeste em pequenas propriedades rurais, ligadas a agricultura familiar. Os dados foram coletados do banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - IPARDES e do Tribunal Superior Eleitoral - TSE. Esses dados foram organizados na forma de tabelas Excel ou na forma de mapas temáticos, criados no software Quantum GIS 1.5.1. Os resultados do trabalho mostraram que a mesorregião sudoeste é a que apresenta melhores indicadores de participação cívica. Desta forma, defende-se a agricultura familiar como o modelo que resulta em melhores índices de desenvolvimento regional.

Ano

2011

Creators

Ghisi, Ellen Fernanda Engelmann, Sandra Andrea Cunha, Luiz Alexandre Gonçalves

DESEMPENHO E PROBLEMAS DA CAFEICULTURA NO ESTADO DE MINAS GERAIS: 1934 a 2009 / PERFORMANCE AND PROBLEMS OF THE COFFEE CULTURE IN THE STATE OF MINAS GERAIS: 1934 to 2009

A cafeicultura constitui um dos setores mais dinâmicos da agricultura de Minas Gerais. A despeito de sua importância para a economia e para a sociedade mineira, este setor vivencia, atualmente, um intenso processo de transformações e reajustamento. Com o objetivo de avaliar o desempenho da cafeicultura mineira nas últimas décadas e analisar os problemas da cadeia produtiva do café no Estado, procedeu-se uma pesquisa bibliográfica a respeito das safras de café do Estado, comparativamente aos demais Estados produtores da Federação. Além disso, realizou-se uma pesquisa qualitativa a partir de entrevistas com cafeicultores e técnicos, tomando por base um roteiro previamente estruturado, e estabelecendo-se um diálogo entre entrevistadores e entrevistados. Verificou-se que, entre as décadas de 1970 e 2000, a cafeicultura mineira apresentou rendimento crescente, significativamente superior aos demais Estados. Dentre os problemas identificados, destacam-se as dificuldades no controle de pragas, custo de colheita elevado, e dificuldades na comercialização do produto.

Ano

2011

Creators

Pelegrini, Djalma Ferreira Simões, Juliana Carvalho

A DIVISÃO CAMPONESA DO TRABALHO NO ASSENTAMENTO "16 DE MAIO" - RAMILÂNDIA/PR / DIVISION OF FARMERS IN SETTLEMENT WORK "16 DE MAIO" - RAMILÂNDIA/PR

Os assentamentos de reforma agrária são resultantes de lutas e resistências dos sem-terra. Este foi o caso do assentamento "16 de Maio" no município de Ramilândia/PR. No assentamento, os sem-terra constroem e reconstroem a sua condição de camponeses no qual se destaca o trabalho organizado a partir do núcleo familiar de produção. Embora subordinado à acumulação capitalista, o trabalho dos camponeses apresenta características não-capitalistas, que o diferencia substancialmente do trabalho assalariado, por exemplo. As características não-capitalistas do trabalho do camponês podem ser verificadas na sua divisão, pautada no número, sexo e idade dos membros da família.

Ano

2011

Creators

Gonçalves, Leandro D. Fabrini, João E.

Percursos geográficos de Maria do Carmo Corrêa Galvão

O texto é uma resenha do livro PERCURSOS GEOGRÁFICOS, de Maria do Carmo Corrêa Galvão.

Ano

2011

Creators

Suzuki, Júlio César

APRESENTAÇÃO / PRESENTATION

Este número comemora os cinco primeiros anos da Campo-Território: Revista de Geografia Agrária, trazendo um trabalho clássico de Januário Francisco Megale Geografia Agrária: Objeto e Método, publicado originalmente em 1976 no boletim Métodos em Questão (N°12) do Instituto de Geografia da Universidade de São Paulo.