Repositório RCAAP

Um novo olhar : prática educomunicativa com a pinhole

A necessidade de compreender os processos de construção de um saber, que permita posicionar-se de modo crítico e reflexivo frente aos desafios propostos pela atualidade, leva a busca por novos caminhos educativos. A Educomunicação se apresenta como uma dessas formas procurando aglutinar as dimensões educativas e comunicativas. Em face dessa realidade, almeja-se desenvolver um Guia para Oficinas de Fotografia de pinhole direcionado aos professores do ensino médio. Partindo de uma pesquisa bibliográfica, procura-se elucidar os conceitos e a história da imagem, da fotografia, da interpelação entre educação e comunicação e a pinhole. Essa técnica foi escolhida por sua simplicidade no processo de produção, o que facilita a compreensão dos educandos sobre os métodos fotográficos básicos e primordiais da fotografia. Acredita-se que quando se compreende o caminho percorrido para o desenvolvimento dessa técnica, é possível melhor o entendimento sobre o ato fotográfico, o que, consequentemente, provoca uma reflexão sobre o olhar. A partir desse entendimento, a produção do Guia baseou-se na pesquisa de campo realizada com estudantes do ensino médio, com idade entre 16 e 18 anos, da cidade de Montes Claros, Minas Gerais. Todos os sujeitos eram alunos matriculados em uma escola da rede particular da cidade. A escolha da escola se deu por sua abrangência, pois acolhe estudantes de outras cidades e com uma variação na estratificação social. Os sujeitos que participaram da pesquisa já tinham certo envolvimento com a realidade fotográfica, o que serviu como critério de escolha. Em vista da elaboração do Guia, procedeu-se a realização de uma oficina de pinhole, previamente organizada, que serviu de laboratório de estudo. Para a avaliação do método empregado na oficina piloto, utilizou-se de questionários, bem como do registro digital (vídeo e áudio) dos encontros. A avaliação dos participantes e o resultado de suas produções práticas permitiram a confecção do Guia. Esse produto considera as bases educomunicativas e, com o acréscimo da percepção dos participantes, se estruturou de modo a corresponder com a intenção de favorecer melhor compreensão da prática, permitindo assim um desenvolvimento crítico frente às imagens. Os roteiros apresentados no Guia estão de acordo com as respostas obtidas durante e após as oficinas. Destaca-se a percepção dos sujeitos quanto à necessidade de se trabalhar de modo mais efetivo com o conhecimento, não apenas das técnicas fotográficas, mas também com o entendimento do processo e sua ampliação para vivência e compreensão crítica do uso e da produção de imagens.

Ano

2022-12-06T17:28:04Z

Creators

Santos, Lidiane da Silva

Eficácia da doramectina administrada por via oral e intramuscular em equinos.

Este trabalho teve o objetivo de avaliar a eficácia e as possíveis alterações musculares decorrentes do uso do anti-helmíntico doramectina em equinos. Utilizou-se 22 animais, que foram divididos em dois grupos, um grupo tratado com uma formulação via oral e o outro com a formulação para aplicação via intramuscular. O exame de fezes OPG foi realizado antes do tratamento, e aos 14 e 28 dias após tratamento. Foram coletadas amostras de sangue antes do tratamento, 6, 24 e 48 horas após o tratamento, para determinação das concentrações séricas das enzimas AST, FA, CK e LDH. Nos D+14 e D+28 houve a redução significativa do OPG no grupo tratado por V.O, com taxas de eficácias do tratamento de 99,2 e 98,5%, respectivamente. Enquanto o grupo tratado por via IM apresentou eficácia de 48,2% (D+14) e 65,4% (D+28). Os niveis séricos da AST e FA aumentaram após o tratamento tanto pela via oral com intramuscular. A CK e LDH tiveram seus valores séricos reduzidos pós-tratamento, em ambos os grupos. A doramectina promove o controle eficaz dos nematódeos gastrintestinais dos equinos quando administrada por via oral. Enquanto o tratamento pela via IM teve eficácia insuficiente. Não se observou nos animais do grupo tratado pela via IM, reação inflamatória no local de aplicação, e nem o aumento significativo das enzimas CK e LDH, demonstrado que não houve lesões musculares. O aumento sérico das enzimas AST e FA nos dois tratamentos sugerem sobrecarga hepática pela metabolização da doramectina.

Ano

2022-12-06T17:29:43Z

Creators

Mendes, Aline Pereira

Avaliação clínica, imuno-histoquímica e genética dos pacientes com câncer de mama

Vários são os fatores de risco que podem atuar como promotores no desenvolvimento do câncer de mama. A análise destes fatores, juntamente com os dados epidemiológicos, clínicos, imuno-histoquímicos e genéticos e suas influências na sobrevida global e na sobrevida livre de doença foram avaliados neste estudo. Pacientes e Métodos Foram estudados 177 pacientes com câncer de mama no Setor de Oncologia da Universidade Federal de Uberlândia, no período de janeiro a dezembro de 2001. Os dados epidemiológicos, os fatores de risco, a avaliação clínica e laboratorial a resposta ao tratamento e a toxicidade, o polimorfismo do gene da multi-resistência às drogas e os receptores hormonais foram avaliados estatisticamente, estabelecendo o nível de significância em 0,05, empregando-se, basicamente, os testes t de Student, Qui-quadrado e Log Rank. Resultados Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes de sobrevida avaliações que envolveram análises de: raça, idade da menarca, período menstruai história obstétrica, uso de reposição hormonal, história familiar, índice de mas corpórea, uso de bebidas alcoólicas e cigarros, localização do tumor, polimorfismo do gene MDR 1, positividade para C-erb-B2, índice de positividade para Ki-67 e grau de toxicidade. Houve diferença estatisticamente significante de sobrevida conforme o número de linfonodos dissecados e comprometidos pela neoplasia, idade diagnóstico, tempo de sintomatologia, tipo de cirurgia realizada, estadiamento patológico, esquema de quimioterapia ou hormonioterapia utilizado, positividade para receptor estrogênico e de progesterona e expressão do p53. Conclusões Os diversos fatores de risco e promotores do câncer de mama não mostraram interferências na sobrevida dos pacientes estudados. No entanto, na análise de sobrevivência, foi demonstrado que inúmeras outras variáveis podem melhorar ou piorar a sobrevida global e a sobrevida livre de doença, influenciando na indicação do tratamento.

Avaliação comparativa da latência e da duração do Cloridrato de Levobupivacaína 0,5% sem e com vasoconstritor em anestesia terminal infiltrativa

Este estudo avaliou comparativamente o período de latência e duração do cloridrato de levobupivacaína 0,5% sem vasoconstritor e com epinefrina 1:200.000 (NOVABUPI®), após anestesia terminal infiltrativa na maxila. As injeções foram realizadas no canino superior, escolhido previamente pelo voluntário de forma aleatória em um estudo triplo-cego, onde o mesmo dente foi anestesiado com as duas soluções, com intervalo de no mínimo 48 horas. O período de latência e duração da anestesia pulpar, foram analisados através do teste de sensibilidade elétrico (Analytic Technology) e o tempo de duração em tecidos moles foi relatado pelo voluntário. Os resultados obtidos revelaram diferenças estatisticamente significantes (p< 0,05) em relação à adição do vasoconstritor, quanto à duração da anestesia pulpar (p= 0,0004) e a duração em tecidos moles (p= 0,0019), porém com relação ao período de latência não houve diferença estatisticamente significante (p= 0,6547). Concluiu-se que ambas as soluções foram eficazes na perda da sensibilidade dos tecidos duros e moles e a adição de epinefrina 1:200.000 prolongou o tempo de duração do cloridrato de levobupivacaína 0,5%.

Avaliação da função mastigatória de pacientes reabilitados por próteses totais muco-suportadas

Este estudo comparou a performance mastigatória de indivíduos reabilitados por próteses totais muco-suportadas com a de indivíduos com dentição natural e investigou a relação entre a performance e a habilidade mastigatória, qualidade e tempo de uso das próteses. Vinte e um pacientes reabilitados com próteses totais muco-suportadas e quinze indivíduos com dentição natural executaram 20 e 40 ciclos mastigatórios em porções de 17 cubos de Optocal, cujas partículas foram separadas em sistema de oito tamanhos de peneiras granulométricas. Com base na proporção do peso do Optocal retido em cada peneira calculou-se o diâmetro geométrico médio (DGM) das partículas mastigadas. A habilidade mastigatória e a avaliação subjetiva da qualidade das próteses foram verificadas por meio de escala analógica visual e questionário estruturado. Após 20 e 40 ciclos mastigatórios as médias do DGM das partículas mastigadas pelos pacientes reabilitados por próteses totais muco-suportadas foram significativamente maiores do que as dos indivíduos com dentição natural completa e a sua performance mastigatória de 12% e 31%, respectivamente, da alcançada pelos indivíduos com dentição natural. A comparação das médias do DGM das partículas dos pacientes cujas próteses foram classificadas como de boa retenção e estabilidade com as de retenção e estabilidade adequadas não demonstrou diferenças significantes. Os pacientes que usavam próteses há mais de seis meses obtiveram médias do DGM das partículas significativamente menores do que os que usavam por um período inferior. Não foram verificadas relações estatisticamente significantes entre performance mastigatória e habilidade mastigatória e também entre a performance mastigatória e a qualidade das próteses.

Avaliação da nova fixação de complemento (Garcia & Sotelo, 1991) para o diagnóstico da doença de chagas crônica

Até hoje não foi encontrado um teste sorológico definitivo para diagnosticar a doença de Chagas, recomendando-se a avaliação da mesma amostra de soro através de duas ou três metodologias. Empregada desde o início do século, a reação de fixação do complemento apresenta-se como um método barato e sensível. Porém, sua difícil e demorada execussão, a instabilidade dos reagentes utilizados e o desenvolvimento de técnicas mais sensíveis e simples como a IFI e a HAI, a estão levando a um gradativo abandono. GARCIA e cols (1995), avaliaram uma nova microtécnica de fixação de complemento (NFC) rápida (2hs) e sensível utilizando reagente estáveis e facilmente preparados (complemento e hemolisina obtidos de Guinea pig e eritrócitos humanos), a qual apresentou elevadas sensibilidade e especificidade para diagnosticar a moléstia de Chagas crônica em soro não diluído, utilizando um antígeno etanólico obtido a partir de formas epimastigotas do T. cruzi. No presente trabalho, avaliou-se a NFC, comparativamente a IFI, para o diagnóstico da doença de Chagas crônica utilizando quatro preparações antigênicas de T. cruzi.-. um extrato aquoso (GA) e um extrato etanólico (EP) de epimastigotas obtidos de cultura em meio LIT e extratos etanólicos de íripomastigotas (TR) e amastigotas (AM) obtidas de cultura celular Empregaram-se 236 amostras testadas por IFI: 109 positivas- entre elas 20 com diagnóstico parasitológico- e 127 amostras negativas- entre elas 96 de doadores de sangue, 6 de portadores de lues, 5 de portadores de toxoplasmose, 10 de portadores de leishmaniose tegumentar americana, 8 de portadores de malária e duas de portadores de doença reumática. Nossos resultados mostram que realizando a titulação do sistema hemolítico em duas etapas rápidas, é possível obter reação positiva em amostras diluídas até 1:16. Comparando a NFC com a IFI os melhores limiares dereatividade encontrados foram a diluição 1:4 para o antígeno AM e 1:2 para os demais antígenos. O antígeno EP mostrou-se ser o mais adequado entre as preparações testadas, pois apresentou eo-positividade (CP) com a IFI de 0,92207 e co-negatividade de 0,90000. Os valores de CP para os demais antígenos foram de 0,68807 para o antígeno GA; 0,81118 para TR e 0,84000 para AM, enquanto os valores de CN foram 0,85454 para GA; 0,87719 para TR e 0,90000 para AM. A NFC mostrou-se ser uma microtécnica semi-quantitativa rápida, sensível, barata e de fácil execussão, aplicável ao diagnóstico da doença de Chagas.

Avaliação da suplementação, do perfil nutricional e dos biomarcadores salivares em um teste de esforço em cicloergômetro com jogadores de futebol profissionais

Os biomarcadores salivares estão sendo investigados nos últimos 20 anos. A saliva oferece diversas vantagens, em relação a outros fluidos, no monitoramento de biomarcadores do estado fisiológico do organismo. Sabe-se que durante o exercício ocorre um aumento nas concentrações de amilase e proteínas salivares, bem como de lactato e que existe uma alta correlação entre o comportamento dessas curvas. Os objetivos desta pesquisa foram: 1- avaliar a relação entre exercício, produção de lactato e alteração da composição salivar em termos de proteínas totais e amilase salivar durante exercício em cicloergômetro num teste com incremento de carga; 2- comparar a produção de lactato e a performance de jogadores de futebol durante um teste de esforço após a suplementação de - carboidrato puro, carboidrato com creatina e carboidrato com aminoácidos; e 3- identificar o perfil alimentar, antropométrico e de reidratação dos jogadores de futebol, visando estabelecer as possíveis metas de intervenção nutricional. Método: Homens saudáveis, não fumantes, jogadores profissionais de futebol, realizaram um teste num cicloergômetro com incremento de carga. A pesquisa baseou-se em duas etapas, com intervalo de 30 dias, sendo a primeira um teste de esforço para se determinar a frequência cardíaca, o volume de VO2 máximo e a carga máxima e a segunda dividiu-se em um protocolo para depleção do glicogênio muscular, seguido de suplementação e novamente um teste de esforço. Durante os testes, a cada dois minutos, foram coletados sangue e saliva e avaliava-se a freqüência cardíaca. Resultados: em resposta ao 1o objetivo verificou-se que durante 0 exercício ocorreu um aumento nas concentrações de amilase e proteínas salivares, bem como de lactato. Logo, há uma similaridade no ponto do limiar anaeróbico analisado pelas proteínas salivares com o do limiar do lactato sanguíneo. Concluiu-se que houve uma alta correlação (r=0.95, p<0.05) entre o limiar de proteína total salivar e o limiar de lactato durante exercício físico com incremento de carga, evidenciando a saliva como uma alternativa consistente para avaliação do limiar anaeróbio e conseqüentemente da performance atlética. Em resposta ao 2o objetivo verificou-se que as médias dos valores de lactato da primeira e da segunda fase são estatisticamente diferentes (p<0,05). No 5o minuto do pós-teste, as médias de lactato, entre uma fase e outra variaram conforme a suplementação. O grupo suplementado com carboidrato e creatina obteve as médias de lactato menores na segunda etapa. Este grupo teve melhora da performance e menor produção de lactato. Em relação ao 3o objetivo concluiu-se que os jogadores apresentaram uma dieta habitual inadequada em macronutrientes, perfil antropométrico satisfatório e ingestão hídrica aquém das recomendações, sendo necessária a intervenção nutricional visando modificações comportamentais.

Avaliação de JBE (“Jacalin Binding Exoantigen”- Exoantígeno Ligante de Jacalina) na fagocitose de leveduras de Paracoccidioides brasiliensis por macrófagos peritoneais murinos

Componentes antigênicos presentes na superfície de Paracoccidioides brasiliensis são capazes de promover interação com as células do hospedeiro, favorecendo a patogênese da infecção. O presente estudo buscou verificar a presença de JBE (“Jacalin Binding Exoantigen” - Exoantígeno Ligante de Jacalina) no sobrenadante de cultura líquida de leveduras do isolado BAT de P. brasiliensis e, também, nas leveduras, bem como investigar seu efeito na fagocitose de leveduras deste fungo por macrófagos peritoneais murinos. JBE foi obtido no sobrenadante de cultura líquida ao 16° dia de cultivo de leveduras, em meio F-10 acrescido de 0,5 % de D-Glicose, sua análise, por SDS-PAGE c coloração pela prata, evidenciou uma banda de 190 kDa e, sob condições redutoras uma de 70 kDa. O ensaio imunohistoquímico utilizando IgG de coelho anti-gpl90 e IgG ligada ao ouro coloidal, localizou o componente de JBE, predominantemente, na superfície das leveduras. Macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c foram tratados com JBE (50 e 100 pg/mL) e incubados com leveduras de P. brasiliensis marcadas com FITC pré-tratadas com 50 mM de monossacarídeos: N-acetil-D-glicosamina (GlcNAc), ou D-Glicose, ou D-Galactose ou D-Manose. JBE, quando presente nos macrófagos, foi capaz de promover a inibição da fagocitose (40 %) e a produção de NO, e ao serem incubados com leveduras pré-tratadas com GlcNAc a inibição foi ainda maior (64 %), porém houve inibição na produção de NO. As leveduras de P. brasiliensis marcadas com FITC foram tratadas com fragmentos F(ab) da IgG de camundongo anti-JBE (50 e 100 pg/mL) e os macrófagos foram tratados com 50 mM de monossacarídeos, esse tratamento promoveu inibição na fagocitose e essa inibição aumentou quando houve a incubação de ambos. A inibição da fagocitose foi verificada também em macrófagos tratados com JBE (50 pg/mL) incubados com leveduras pré-tratadas com fragmentos F(ab) da IgG de camundongo anti-JBE (50 pg/mL) (61,5 %). Esses resultados sugerem que JBE esteja envolvido na interação entre o fungo e as células do hospedeiro, inferido por sua localização, bem como, JBE mostrou-se capaz de potencializar a fagocitose de leveduras de P. brasiliensis por macrófagos peritoneais murinos. Provavelmente, a inibição da fagocitose e da produção de NO promovida por GlcNAc possa ser pela afinidade da gp70 de JBE por esse monossacarídeo. Os fragmentos F(ab) da IgG de camundongo anti-JBE, provavelmente, ocupam os sítios de interação nas leveduras e aumentam a taxa de inibição da fagocitose pelos monossacarídeos ou por JBE, nos macrófagos. Em conclusão, JBE possui componente capaz de promover a invasão do fungo.

Avaliação do catalisador 10% Co/Nb2o5 na Síntese de Fischer -Tropsch em reator de leito de lama agitado

O presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho do catalisador 10%Co/Nb2O5 na Síntese de Fischer-Tropsch (SFT) em um reator de leito de lama agitado, mediante metodologia e unidade reacional desenvolvida pelo autor, além de avaliar três possíveis modelos da taxa de reação da Síntese de Fischer-Tropsch (SFT) para este catalisador, estimando os parâmetros destas equações cinéticas. O catalisador foi preparado pelo método de precipitação homogênea de forma a obter um teor de cobalto de 10% em peso. As reações foram realizadas, após redução ex-situ. a 500°C, de 20g do catalisador 10%Co/Nb2O5, em um reator de leito de lama de 500mL, carregado com 150g do solvente octacosano (C28H58). Variaram-se a temperatura reacional de 180 a 220°C e a vazão inicial da carga reacional de 18 a 65mL/min. As pressões de reação utilizadas foram 10, 20 e 28bar. As seletividades foram calculadas mediante análises cromatográficas do efluente gasoso, relacionando as frações molares deste efluente com a composição da lama reacional, através de uma modelagem assimétrica y-(/> do equilíbrio líquido-vapor (ELV). Uma estimativa para o parâmetro de probabilidade de crescimento da cadeia carbônica (a) foi realizada, para a mistura total de produtos e para a mistura gasosa, utilizando-se o modelo de distribuição de produtos de Anderson-Schulz-Flory (ASF). Os parâmetros dos três modelos cinéticos de mecanismos reacionais plausíveis foram estimados por intermédio de análise de regressão não linear. Os resultados obtidos mostraram que o catalisador 10%Co/Nb2Os apresentou alta estabilidade com poucas horas de reação, pouca seletividade para metano e CO2, e alta seletividade para C5+, especialmente para gasolina (C5-Cn) e diesel (C12-C20). Os valores calculados para a foram todos maiores que 0,74, o que demonstra o potencial da SFT em reatores de leito de lama. Os parâmetros estimados dos modelos cinéticos distinguiram-se levemente dos parâmetros de outros catalisadores de cobalto, provenientes da literatura. O ajuste destes modelos aos dados experimentais apresentou coeficientes de correlação superiores a 0,94.

Avaliação do efeito da meia elástica na hemodinâmica venosa dos membros inferiores de pacientes com insuficiência venosa crônica

A insuficiência venosa crônica (1VC) dos membros inferiores é caracterizada por sinais e sintomas produzidos pela hipertensão venosa, resultando em alterações funcionais e estruturais da veia. A meia elástica é considerada o melhor tratamento clínico da IVC dos membros inferiores. O mecanismo de ação das meias elásticas é motivo de discussão na literatura, mas, através da análise da hemodinâmica venosa, avaliou-se a eficácia das meias elásticas. O objetivo deste estudo foi avaliar, através da pletismografia a ar (PGA), o efeito que o uso das meias de compressão elástica (30/40mmHg) exerce na hemodinâmica venosa de pacientes em estágio avançado de insuficiência venosa crônica. Avaliaram-se 29 membros de 16 pacientes com idade média de 44,3 anos (3 do sexo masculino e 13 do sexo feminino). Em 19 membros havia insuficiência venosa primária, em 10 membros havia insuficiência venosa secundária e, de acordo com a classificação clínica CEAP, 12 membros em grau C4 (pacientes com lipodermatoesclerose e pigmentação de pele) e 17 membros em grau C5 (pacientes com lipodermatoesclerose e pigmentação de pele e úlcera de perna cicatrizada), para avaliar os efeitos da hemodinâmica venosa, usando a PGA1. Inicialmente, os pacientes foram submetidos a 1 Pletismógrafo a ar - modelo SDV 2000, Angiotec, Belo Horizonte, Brasil.pletismografia a ar, sem o uso da meia elástica (TO); após o exame, o paciente foi orientado a usar meia elástica2 (30/40mmHg, %), por um período de 7 a 10 dias. Após este período de adaptação, o paciente foi submetido a novo exame de pletismografia com a meia (T1). Finalmente, após o paciente retirar a meia, nova avaliação pletismográfica foi realizada 1 hora após (T2). Foi realizado duplex scan3 venoso, para avaliar o refluxo e/ou obstrução no sistema venoso profundo e superficial. Pacientes com índice braço - perna < 0,8 e incapazes de realizar a pletismografia a ar foram excluídos. * Meia extra alta - Kendall, Sara Lee Brasil. 3 ATL Phillips, modelo HDI 5000, transdutor L47. As meias foram mais efetivas para controlar o VV, IEV e FE em pacientes com IVC primária. Com o uso das meias, reduziu-se o refluxo venoso, verificando-se a queda do índice de enchimento venoso (IEV) de TO -6,03mL/s para T1 - 4,84mL/s (p< 0,0000). A melhora se verificou, também, no volume venoso que diminuiu de T0 - 137,11mL para T1 - 104,52mL (p= 0,0004). Com o uso da meia, observou-se a melhora da FE, ao comparar-se os momentos T0, 64,55% e T1, 71,24% (p= 0,0126). Ao retirar a meia, no momento T2, 62,93% houve uma piora da FE. As diferenças encontradas na fração de volume residual não foram estatisticamente significantes. As meias elásticas foram eficazes na melhora do volume venoso e fração de ejeção e redução do refluxo venoso, principalmente nos pacientes com IVC primária. E, apesar de mostrar efeitos benéficos, os dados demonstraram que o efeito das meias ocorreu apenas enquanto ela estava em uso.

Avaliação do potencial antigenotóxico da melatonina em células somáticas de Drosophila melanogaster irradiadas com raios gama

Diante da necessidade de revelar substâncias que possam exercer algum tipo de efeito protetor contra a exposição a agentes que causam danos à saúde do homem, utilizou-se o teste para detecção de mutações e recombinações somáticas (Somatic Mutation And Recombination Test -SMART) em células somáticas de Drosophila melanogaster, para avaliar os potenciais genotóxico e/ou antigenotóxico da melatonina quando associada aos raios gama. Para tanto, foram realizados dois cruzamentos; padrão (Standard cross - ST) e de alta capacidade de bioativação (High bioactivation cross - HB) que, pelo fato de apresentar um alto nível constitutivo de enzimas citocromo P-450, permite detectar substâncias xenobióticas. De ambos cruzamentos foram obtidos descendentes marcadores trans-heterozigotos (MH) e balanceadores heterozigotos (BH), que na fase larval (3o estágio), foram submetidas ou não ao pré-tratamento com diferentes concentrações de melatonina (1,0; 2,5 e 5,0 mg) e, posteriormente, foram irradiadas ou não com raios gama (10 Gy). O SMART de asa permite identificar, fenotípicamente, pêlos mutantes nas asas das moscas e, também, quantificar as taxas de mutação e recombinação induzidas pelo agente genotóxico. Os dados obtidos demonstraram que a melatonina não possui efeitos genotóxicos, mas que exerce uma proteção dose dependente contra os efeitos causados pelos raios gama, nos descendentes MH do cruzamento ST. As análises dos descendentes BH revelaram que os efeitos causados pela radiação gama são devidos, príncipalmente, à recombinação, e que a radioproteção da melatonina se deve apenas aos seus efeitos anti-recombinogênicos. Foram encontradas diferenças entre os resultados dos ^uzamentos padrão e de alta capacidade de bioativação, o que permite53 sugerir uma possível interação entre a melatonina e as enzimas citocromo P- 450. Considerando estes resultados, é possível afirmar que, dentro das condições laboratoriais trabalhadas, a melatonina apresentou efeitos que possam amenizar os danos causados pela radiaçgo gama, condizendo assim com os relatos da literatura.

Avaliação genotóxica da hidroxiuréia em células somáticas de Drosophila melanogaster

A Hidroxiuréia (HU) foi sintetizada na Alemanha em 1869 por Dresler e Stein, mas somente em 1928 demonstrou-se sua atividade biológica em experimentos com coelhos, devido à presença de leucopenia, anemia e alterações megaloblásticas na medula óssea desses animais (Rosenthal et al., 1928 apud Timson, 1975). Entre 1960 e 1970 uma série de estudos e relatos de casos documentou a atividade da HU em psoríase e em uma variedade de condições hematológicas (Kennedy e Yarbro, 1966; Leavell e Yarbro, 1970). Em um desses relatos foi demonstrado que a HU possuía atividade antitumoral contra o sarcoma 180, o que despertou interesse no composto como um possível agente antineoplásico (Stock etal,, 1960). A HU é utilizada no tratamento de distúrbios mieloproliferativos (Malpas, 1967; Weil e Tanzer, 1967), síndrome hipereosinofílica (Parrillo et al., 1978), melanoma maligno metastático, tumores sólidos (Becloff, 1967), infecções pelo HIV (Lori, 1999; Seminari et al., 1999), hemoglobinopatias, dentre as quais destacam se a anemia falcíforme (Platt et al., 1984; Dover et al., 1986; Charache et al,, 1987; Charache, 1996) e a talassemia beta (Fucharoen et al., 1996; Voskaridou etal., 1995). A HU é rapidamente absorvida no trato gastrintestinal após ingestão oral, sendo bem distribuída em todas as partes do corpo (Becloff, 1967; Blacow, 1972). A HU alcança os níveis de pico no sangue uma a duas horas após administração, penetra nas células por difusão passiva, entra rapidamente no fluído cerebroespinhal e é excretada na urina com uma meia-vida menor que oito horas (Donehower, 1982; Yarbro, 1992). A HU inibe a ribonucleosídeo difosfato redutase (NDPR), enzima que converte ribonucleotídeos em trifosfatos de desoxirribonucleotídeos (dNTPs) para a síntese e reparo do DNA (Krakoff et al. 1968; Moore and Hurlbert, 1985), enzima alvo para os quimioterápicos.

Avaliação histomorfométrica do reparo ósseo após levantamento de soalho de seio maxilar em humanos, utilizando enxerto autógeno associado a xenógeno (BONEFILL)

O objetivo do presente estudo foi avaliar histomorfometricamente as áreas enxertadas na elevação do seio maxilar para fins implantodônticos. Foi realizado em seis pacientes adultos sem distúrbios sistêmicos e os enxertos consistiram em uma associação de osso particulado autógeno e biomaterial xenógeno (Bonefill®, 1: 1). Após seis meses, os implantes foram instalados. Nesse momento, foram removidos fragmentos ósseos das áreas enxertadas e de controle (não enxertadas) por meio de procedimento de trefinação de 2 mm. As amostras foram fixadas em solução de formalina a 10%, desmineralizadas em EDTA e embebidas em metacrilato de glicol (Historesin® - Leica). Cortes histológicos longitudinais (largura da 3pm) foram corados em azul de toluidina e estudados por microscopia óptica de luz. Nos dois grupos, observou-se que o osso trabecular de aspecto normal envolve pequenas cavidades com tecido medular. O software HLlmage foi então empregado para quantificar a matriz óssea. O teste t pareado demonstrou uma diferença estatística significativa entre as áreas enxertadas e de controle em três das seis pessoas estudadas. Dois deles apresentaram mais matriz óssea nas áreas não enxertadas. No entanto, a análise não pareada (teste t de Student) não foi capaz de mostrar diferença estatisticamente significante entre as áreas experimental e de controle quando todas as seis amostras foram agrupadas. Os resultados obtidos sugerem que a associação de osso autógeno e Bonefill® pode ser útil na elevação do seio maxilar em pacientes com crista residual de pelo menos cinco micrômetros de largura pré-operatória, com satisfatória reparo ósseo.

Avaliação morfométrica histológica e radiográfíca do remanescente dental da raiz mésio vestibular do primeiro molar superior após preparo cervical anticurvatura

O objetivo deste estudo foi realizar análise morfométrica histológica e radiográfíca dos remanescentes dentinário e dental (dentina e cemento) da parede distai da raiz mésio vestibular (MV) do Io molar superior, após o preparo pela técnica de Goerig. Vinte dentes foram divididos em dois grupos: controle e experimental. As raízes MV do grupo experimental foram instrumentadas pela técnica de Goerig e o grupo controle não foi submetido a nenhum tratamento. Todos os canais MV receberam solução de contraste (sulfato de bário 100%) e foram radiografados antes e após a instrumentação. As raízes foram descalcificadas em ácido nítrico 5% e seccionadas abaixo da furca. Os segmentos cervicais das raízes foram processados para inclusão em parafina, obtendo-se cortes perpendiculares com 5pm de espessura, que foram analisados ao microscópio de luz. Através do programa HL Image, obteve-se medidas da parede distai do terço cervical da raiz MV nos cortes histológicos e nas radiografias. A análise estatística dos valores mostrou redução significativa no remanescente dentinário e dental do grupo experimental quando comparado ao controle. A espessura do remanescente dental radiográfico reduziu significativamente após o preparo. Nos dois grupos o remanescente dental radiográfico foi maior que o remanescente histológico, com diferença significante. Os resultados indicam que a técnica de preparo de Goerig desgasta significativamente a parede distai no terço cervical em raízes MV de los molares superiores e que os valores do remanescente dental radiográfico apresentaram espessura maior que o real.

Avaliação numérica e experimental de absorvedores dinâmicos de vibrações ativos e adaptativos

A utilização de Absorvedores Dinâmicos de Vibrações (ADVs) é uma solução bastante interessante do ponto de vista da eficiência e do custo de implementação para o problema de controle de vibrações em sistemas vibratórios. Em sua configuração mais simples, tais dispositivos são denominados ADVs passivos, sendo constituídos por parâmetros concentrados de inércia, rigidez e amortecimento. Contudo, a utilização dos ADVs passivos é restrita, uma vez que eles devem ser projetados para atenuar componentes vibratórias a uma dada freqüência fixa (diz-se então que o ADV é sintonizado para este valor de frequência). Caso o valor dessa freqüência venha se modificar, o absorvedor perde sua eficiência. Afim de se evitar tal problema causado pela má sintonização dos ADVs passivos, vem sendo explorada a utilização de ADVs ativos, dispositivos dotados de atuadores que são realimentados com sinais vibratórios do sistema a controlar, e ADVs adaptativos, dispositivos cujos parâmetros físicos podem ser contínua e automaticamente variados de modo que os mesmos estejam sempre sintonizados, independentemente de variações na freqüência de excitação. Neste trabalho são avaliadas numérica e experimentalmente três configurações de ADVs ativos: a) ADV ativo com realimentação dada por uma combinação linear dos sinais de deslocamento, velocidade e aceleração relativos entre o ADV e o sistema a controlar; b) ADV ativo cuja lei de controle é obtida com a teoria de controle ótimo e c) ADV ativo com lei de controle ótimo modificado associado às Redes Neurais Artificiais, e uma configuração de ADV alternativo, o qual substitui um ADV puramente mecânico por um sistema eletromecânico e um circuito elétrico RLC, o qual pode ser adaptado para funcionar como um ADV adaptativo mediante variação nos parâmetros do circuito elétrico.

Avaliação numérica e experimental dos métodos ERA e ERA/OKID para a identificação de sistemas mecânicos

Este trabalho apresenta dois algoritmos de identificação de sistemas lineares em espaço de estados, quais sejam: o ERA (Eigensystem Realization Algorithm), desenvolvido por Juang e Pappa (1985), e o ERA/OKID (Observer/Kalman Filter Identification), por Phan et al. (1992). Ambos foram concebidos no ambiente da Engenharia Aeroespacial, onde se fazia imprescindível o surgimento de uma ferramenta confiável para identificação das complexas estruturas e dos sistemas inerentes. O primeiro requer que o sistema seja submetido a uma entrada impulsiva e que a saída (Parâmetros de Markov) decorrente seja organizada numa matriz conhecida como matriz de Hankel. Esta matriz é então decomposta em valores singulares, o que permite, com o auxílio dos conceitos de controlabilidade e observabilidade, uma manipulação matemática conveniente que fornece a realização desejada, ou seja, o sistema em espaço de estados. O segundo foi concebido para sistemas pouco amortecidos e, por isso, incorpora, matematicamente, um observador de estado para que seja acrescido um amortecimento virtual no sinal. Este recurso permite uma compressão dos dados e, por conseguinte, menor esforço computacional. Assim sendo, o OKID fornece, a partir de qualquer tipo de entrada, os parâmetros de Markov do observador e do sistema, onde estes últimos “alimentarão” o ERA. A motivação do trabalho é a de auxiliar a Engenharia de Controle na identificação, em espaço de estados, de sistemas complexos, cuja modelagem analítica é dificultada por razões diversas, além de auxiliar a simulação destes. Para tanto, o trabalho apresenta a Teoria de Realização de Sistemas, os algoritmos ERA e ERA/OKID, onde, a partir destes preceitos, foi feita uma avaliação numérica de um sistema mecânico com 2 GDL’s usando o ERA e uma avaliação experimental de um duto acústico empregando o ERA/OKID. A dissertação concluiu que, para os casos estudados, as técnicas apresentadas são eficientes, constituindo, assim, poderosas ferramentas de identificação, e aponta, ainda, alguns desdobramentos futuros da pesquisa ora realizada.

Avaliação transversal da qualidade de vida em portadores de esclerose múltipla por meio de um instrumento genérico (SF-36)

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que pode ter efeitos profundos na vida dos pacientes. O Expanded Disability Status Scale (EDSS) ainda é o instrumento mais utilizado como medida de evolução de incapacidade na EM, mas não é capaz de determinar outros efeitos da doença na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). Um dos instrumentos mais usados para medir conceitos gerais de saúde é o Medicai Outcome Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36). Sua versão brasileira ainda não foi utilizada em portadores de EM. Este estudo tem como objetivos verificar as propriedades psicométricas da versão brasileira do SF-36 e avaliar a QVRS em portadores de EM da cidade de Uberlândia por meio deste instrumento. O SF-36 foi aplicado em 23 portadores de EM e em 69 doadores de sangue na cidade de Uberlândia. O EDSS foi aplicado no grupo de portadores durante exame neurológico à entrevista. Confiabilidade e validade do SF-36 foram determinadas. Foram comparados os escores médios dos domínios do SF-36 entre os grupos de portadores e controle, entre os portadores com EDSS < 3,5 e os controles, e os portadores com EDSS < 3,5 e > 4,0. Correlações entre aspectos clínicos da doença e escores do SF-36 foram medidas. O SF-36 se mostrou confiável e válido para a avaliação da QVRS em EM. Os portadores de EM apresentaram escores mais baixos em todos os domínios do SF-36 que a população geral, principalmente nos domínios de função física (p<0,05). Portadores com EDSS < 3,5 também pontuaram menos em todos os domínios que o grupo controle (p<0,05). Pacientes com escores de EDSS <3,5 apresentaram maiores escores nos domínios capacidade física, dor, estado geral da saúde e vitalidade que os pacientes com EDSS > 4,0 (p<0,05). Não houve correlação da duração da doença e do tempo de diagnóstico com os domínios e componentes do SF-36. Sintomas depressivos e intolerância ao calor mostraram correlação com domínios e componentes do SF-36. Concluindo, a versão brasileira do SF-36 é válida para avaliar a QVRS em portadores de EM. A doença provoca um impacto negativo significante em todos os domínios do SF-36, comparados à população geral, mesmo nas fases de menor incapacidade. Escores físicos diminuem com a progressão do EDSS, mas os escores mentais e sociais são baixos nos estágios iniciais, refletindo o impacto psicológico do diagnóstico de EM, e se mantém relativamente estáveis com a progressão da doença.

A avaliação no contexto do regime de ciclos em Minas Gerais nos anos de 1990: novos saberes e novas práticas

O presente estudo investiga a experiência dos Ciclos de Formação Básica implementada na rede estadual de ensino de Minas Gerais, no final dos anos 90, do século XX, tomando como foco a questão da avaliação da aprendizagem no âmbito dessa experiência. Ao lado de outras políticas educacionais implementadas nesse mesmo período em outras regiões, a proposta dos Ciclos de Formação Básica, aqui analisada, visava a se constituir em uma das alternativas para o enfrentamento dos altos índices de repetência e evasão escolar e os baixos níveis de aprendizagem. Por isso, estudar tais experiências e alternativas é de fundamental importância para melhor entendermos a realidade contemporânea no campo da educação, pois este se toma cada vez mais plural e diverso. A presente pesquisa tem como objetivos: compreender a avaliação no contexto da proposta dos Ciclos de Formação Básica; discutir os fatores que estariam contribuindo para a existência tanto de resistências à proposta quanto à aceitação e adesão à mesma e analisar o impacto das mudanças preconizadas na proposta da prática docente, especialmente avaliação da aprendizagem. Adotamos como metodologia a trabalhando tanto com pesquisa documental, por meio da levantamento sustentam a procurou-se profissionais estruturado em quatro capítulos. No capítulo um, são analisadas as diferentes concepções de avaliação e seu significado no contexto do regime de Ciclos, a partir do mapeamento das principais perspectivas teóricas presentes na área. No capítulo dois, são discutidas as políticas educacionais implementadas em Minas Gerais nos anos de 1990, especialmente dentro do Programa de Gerenciamento da Qualidade rfo(al e do Pró-Qualidade, bem como da Escola Sagarana. No capítulo três, as políticas educacionais de Minas Gerais são situadas no contexto mais amplo, a partir da análise sobre as principais mudanças do papel c organização do Estado a partir da hegemonia do ideário neoliberal e da influência do Banco Mundial. No capítulo quatro, são apresentados e analisados os dados coletados por meio das entrevistas realizadas. Nas conclusões ressaltamos como os princípios construtivistas e sócio-intcracionistas fundamentam a proposta dos Ciclos de Formação Básica cm Minas Gerais e o ideário pedagógico dos professores. Além disso, ficou evidenciado que as resistências levantadas em relação aos Ciclos decorrem, principalmente, do processo sua implantação e das condições de funcionamento das escolas. Por fim, constatou-se a ausência de uma compreensão da proposta dos Ciclos em Minas como algo que se insere no contexto mais amplo das políticas educacionais nas Gerais nos anos de 1990.