Repositório RCAAP

Dilemas e perspectivas do ensino de História nas escolas públicas estaduais de Uberlândia, 1986-1994

A avaliação dos resultados da prática do ensino de História de 5a a 8a séries do primeiro grau, em Uberlândia, através do programa de ensino de História de Minas Gerais de 1986 a 1994, é o objetivo principaLdeste trabalho. Sua elaboração surgiu para entender os verdadeiros motivos das críticas advindas, sobretudo dos meios acadêmicos, sobre as formas e as condições de sua prática e metodologia nas escolas públicas locais. Para um diagnóstico de sua gestão, foram consideradas, além de uma análise das reformas educacionais, as contradições existentes no momento histórico de sua consolidação, devido às mudanças que se deram em decorrência do processo de redemocratização, no qual Estado, na intenção de manter sua hegemonia, passa a veicular a ideologia do resgate da dignidade da população brasileira através da democratização do ensino e, para isso propõe à sociedade que reivindique as mudanças necessárias para a reconquista da democracia. Para nos certificarmos dessas estratégias, procuramos enfocar nossas análises nos discursos contidos nas leis e normas que deram sustentação à regulamentação das reformas educacionais e do ensino de História, desde os anos 30, considerando as ideologias contidas nos interesses das classes dominantes, representadas pelo Estado. Concluímos portanto que, apesar do ensino de História de Minas Gerais não atingir totalmente os objetivos propostos pelo programa, despertai o senso crítico no processo de ensino e aprendizagem em História e que, qualquer programa que se defina, se não for acompanhado de uma política que estabeleça uma estrutura de qualificação e carreira para o magistério, estará fadado ao insucesso.

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, Minas Gerais. 2006

A dinâmica de uma comunidade arbórea foi descrita baseando-se em duas amostragens sucessivas num intervalo de 14 anos, com o objetivo de analisar as mudanças ocorridas na comunidade neste período. O estudo foi realizado em uma área de floresta semidecidual utilizando 50 parcelas de 10 m x 10 m, onde foram amostradas todas as árvores com CAP > 10 cm em 1990 e novamente em 2004. Em 1990 registrou-se um total de 95 espécies e 818 indivíduos, enquanto que em 2004, 95 espécies e 866 indivíduos. A área basal do primeiro inventário foi 14,43 m2 e no segundo foi 13,42 m2. A composição florística mudou, mas o número de espécies permaneceu igual. As espécies que desapareceram foram Aspidosperma parviflorum, Byrsonima laxiflora, Casearia decandra, Guarea guidonea, Machaerium nictitans, Maprounea guianensis, Maytenus sp., Qualea dichotoma, Xylopia sericea e Zanthoxylum rhoifolium e as que ingressaram foram Casearia gossypiosperma, Eugenia sp., Ficus sp., Machaerium stipitatum, Myrcia rostrata, Myrcia sp., Ocotea lanceolata, Ocotea percoriacea, Pavonia malacophylla e Unonopsis lindmanii. O índice de diversidade de Shannon foi de 4,05 nats.indivíduo’1 e a eqüabilidade de Pielou 0,62 em 1990 e 3,72 nats.indivíduo’1 e 0,57, em 2004. A taxa média anual de mortalidade foi de 4,1% e a de recrutamento 4,5%. As espécies que mais contribuíram para as taxas de mortalidade foram Casearia grandiflora e Siparuna guianensis e para o recrutamento Siparuna guianensis e Trichilia pallida. A mortalidade e o recrutamento foram maiores na primeira classe de diâmetro. A meia-vida, o tempo de duplicação, a estabilidade e a reposição, para o número de indivíduos foi 16,92, 15,04, 1,88 e 15,98 anos, respectivamente. Mudanças ocorridas na comunidade florestal entre os levantamentos indicam que este fragmento possivelmente ainda se encontra em estágio de adaptação às interferências sofridas com a fragmentação e o isolamento em relação a outras florestas semideciduais.

Dinâmica das comunidades arbóreas de mata de galeria da Estação Ecológica do Panga, Uberlândia - MG (1989 - 2002)

Foi realizado um estudo de dinâmica de duas comunidades arbóreas de mata de galeria, localizadas às margens do Ribeirão Panga na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais - Brasil. O objetivo deste trabalho foi analisar os processos de mortalidade, crescimento e recrutamento do estrato arbóreo, no intervalo de 13 anos (1989 - 2002). Em duas áreas de aproximadamente 1,0 hectare cada, foram alocadas 30 parcelas de 10 x 10 m, distribuídas eqüitativamente, segundo as variações ambientais presente na área (Dique, Meio e Borda da Mata). Foi realizado um levantamento em cada área de estudo (área 01 e 02), onde foram registradas as medidas de circunferência na altura do peito (CAP), de todos os indivíduos vivos com CAP >15 cm. As espécies foram reorganizadas em agrupamentos com o objetivo de facilitar a visualização da distribuição das espécies nos ambientes e comparação com os grupos formados no primeiro estudo (1989). Para área 01, o levantamento realizado em 1989 (T1) registrou um total de 47 espécies e 501 indivíduos. O segundo levantamento, realizado em 2002 (T2), apresentou 50 espécies, incluindo 10 novas ocorrências e 444 indivíduos demonstrando que a área apresenta taxas médias anuais de 1,81% e 2,63% para mortalidade e recrutamento, respectivamente. A perda em área basal (2,596 m2) foi superior ao crescimento dos sobreviventes (2,381 m2) e ao acréscimo promovido pelo recrutamento (0,566 m2). Para a área 02, encontrou-se um total de 73 espécies e 488 indivíduos no T1 e 73 espécies e 451 indivíduos no T2. A comunidade arbórea amostrada apresentou para número de indivíduos, taxas médias anuais de 0,71% e 2,23% para mortalidade e recrutamento, respectivamente. A perda em área basal (1,44 m2) foi superior ao crescimento dos sobreviventes (1,04 m2) e ao acréscimo promovido pelo recrutamento (0,064 m2). A área 01 apresentou maior instabilidade devido âs mudanças ambientais ocorridas, principalmente nas condições de umidade do solo, proporcionando algumas substituições de espécies. A área 02, caracterizada no T1 como ambiente mais maduro, permaneceu sem grandes mudanças, com maiores indicações de estabilidade

Dinâmica de transmissão do dengue na cidade de Uberlândia, MG: uma abordagem ecoepidemiológica

A paisagem é um elemento importante na transmissão de várias doenças, principalmente daquelas transmitidas por vetores. A forma como o homem se organiza no espaço e interage com o meio natural pode causar danos irreversíveis ao ambiente e essa interação negativa afeta a sua saúde. Desde 1993, anualmente ocorrem surtos epidêmicos de dengue em Uberlândia, MG. Medidas emergenciais e permanentes de combate ao vetor Aedes aegypti e de conscientização da população quanto aos riscos da doença têm sido tomadas. Entretanto, a doença tem aumentado de forma preocupante. O presente estudo objetivou: determinar os coeficientes de incidência de dengue na área urbana do município, segundo sexo, grupo etário e localidade; avaliar a distribuição da incidência do dengue na população, no tempo e no espaço; analisar a possível associação dos índices de infecção e de infestação com variáveis ambientais selecionadas, incluindo: altitude e drenagem, índice de infestação, densidade populacional, adensamento domiciliar, frequência de coleta de lixo, número de centrais de entulho e de lotes vagos. O quadro epidemiológico da dengue foi estabelecido por meio da incidência da doença e da infestação por Aedes aegypti, tendo como referência os dados do ano de 1999, obtidos junto à Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia. O zoneamento da área de estudo foi realizado por meio de uma análise gráfica da distribuição dos bairros da área urbana (mapeamento). A divisão da cidade em setores correspondeu, grosso modo, à nova distribuição dos bairros integrados. Cada setor incluiu dez unidades espaciais (correspondentes a bairros e/ou bairros integrados). Foram aplicados métodos estatísticos não-paramétricos, com nível de significância de 0,05. Foram registrados 2.424 casos de dengue na área pesquisada, o que correspondeu a um coeficiente geral de incidência de 52,677ooohab. A incidência não apresentou correlação com grupos etários (rs=0,6071, p=0,148), entretanto foi diferente entre as diversas faixas etárias (Z=2,5766, p=0,01) e entre os períodos (seco e chuvoso) do ano (Z=2,6785, p=0,0074). Em relação ao espaço, a incidência do dengue foi significantemente diferente (X2=9,98, p=0,0408). A incidência não diferiu segundo sexo nos setores, mas variou para o sexo feminino (X2 =9,57, p=0,0483). Houve diferença significante nas faixas etárias entre 0 a 09 anos (grupo menos infectado), entre os setores (X2=ll,84, p=0,0186) sendo que os índices mais elevados ocorreram nos setores Norte e Oeste e entre 20 a 29 anos (grupo com o maior índice de infecção e a maior discrepância entre os setores), (X2=ll,46, p=0,0219). A incidência foi significante também nos setores Oeste e Norte (X2= 16,32, p=0,0120; X2= 12,92, p=0,0444, respectivamente) A incidência de dengue foi diferente entre os setores nos meses: janeiro, março e abril (X2=10,87, p=0,0280; X2=12,13, p=0,0164; X2=l 1,10, p=0,0254, respectivamente). A infestação por Aedes aegypti, não foi estatisticamente diferente entre os setores: (Central, 0,80%, Leste, 1,25%, Oeste, 1,16%, Sul, 1,81% e Norte, 0,99%). Não houve correlação entre infestação x infecção (rs=0,0144, p=0,921). Houve correlação entre: adensamento domiciliar x infestação na área de estudo (rs= -0,3015, p=O.O33), altitude x infecção no Setor Central (rs=0,6758, p= 0,032), altitude x infecção no Setor Leste (rs= - 0,6636, p=0,036) e adensamento de lotes vagos x infecção no Setor Oeste (rs=0,6606, p=0,038). Conclui-se que a situação epidemiológica do dengue em Uberlândia, MG é preocupante e muito complexa, apresentando uma multiplicidade de fatores mantenedores da infecção, o que exige uma urgente avaliação das estratégias de controle do dengue adotadas na cidade, bem como, uma política de uso e ocupação do solo que não permita a especulação imobiliária, fato que vem contribuindo para a ocorrência de lotes vagos e servirem de depósitos de lixo, formando potenciais criadouros para vetores nesses espaços.

O direito à educação como direito social na realidade brasileira

Esta dissertação dedica-se ao estudo das relações entre o direito e a educação escolar, e pretende contribuir para o desenvolvimento do direito educacional. Atualmente, verifica-se que vários estudiosos estão procurando estabelecer uma perfeita definição e abrangência do direito educacional, como mais um ramo da ciência jurídica. A educação, como ciência complexa, sempre buscou a colaboração de várias ciências, inclusive a história, a psicologia e a sociologia, entre outras. Como as relações ensino-aprendizagem escolar são relações essencialmente humanas, elas também são relações jurídicas, e por isso o direito tem muito a colaborar com a educação, no sentido de delimitar e definir com clareza o conceito jurídico de educação. Partindo-se de uma visão tridimensional do direito, analisamos inicialmente o caráter valorativo das normas educacionais, e para tanto, foi necessário estabelecer o conceito de educação, inclusive com breves incursões sobre a sua evolução histórica. Definido o conceito de educação, iniciamos o estudo das normas educacionais, procurando a sua extensão e sua definição nas normas constitucionais, como preparação para uma investigação mais ampla e abrangente: o conceito jurídico de educação. O conceito de educação é 7inseparável de sua análise constitucional, e por isso esses dois temas são estudados seqüencialmente. O conteúdo íático é traduzido pelo levantamento de dados que demonstram a realidade brasileira da educação entre a população, e pelo resultado encontrado cliega-se a conclusão de que o direito à educação ainda é simples expectativa, não estando efetivado na maioria dos cidadãos. Assim, percorrido esse caminho, chegamos à educação pelo seu ângulo jurídico, devendo ser caracterizada como direito social, decorrente dos direitos da personalidade. Em vista da carência da educação escolar, que ainda não atingiu a sociedade como um todo, nos dois últimos capítulos busca-se a análise dos instrumentos judiciais para a efetivação do direito educacional, pesquisando-se como esse direito tem sido aplicado pelos tribunais. Ao final do trabalho, numa síntese da pesquisa, concluímos que a educação tem muito a ganhar com a colaboração da ciência jurídica, pois a conceituação da educação como direito social, advindo da personalidade humana, traduz, de forma eficaz, uma educação que pode assegurar o pleno desenvolvimento da pessoa, sua qualificação para o trabalho e o exercício consciente da cidadania.

Divergência genética entre duas populações de Melipona scutellaris (Hymenoptera, Apidae, Meliponini) por marcadores RAPD

criação racional das abelhas sem ferrão (Meliponíneos) pode ser uma alternativa para preservar muitas espécies que estão sendo seriamente ameaçadas de extinção, em consequência das alterações de seus habitats, além de facilitar as pesquisas cientificas com as mesmas. Com esse intuito, foi criado o Meliponário Uberlândia-MG com colônias te Melipwa MOelIm-l, (Uruçu) trazidas da região de Lençóis e Catu-BA. Com a finalidade de analisar geneticamente a população de Uberlândia em relação às populações naturais originais, esse trabalho avaliou a divergência genética, por marcadores RAPD (Random Amplified Polymorphic DNA) entre tais populações. Foram testados 32 prímers arbitrários que revelaram 136 marcadores RAPD, permitindo a separação das populações de Mellpona satell^ com dissimilaridade genética máxima de 6 7%. Dentre os primei testados, 11 demonstraram divergência entre as duas populações gerando 16,2% de bandas polimórficas. Contudo, as amostras do Meliponário Uberlândia mostraram menor divetgência genética, o que pode ser justificado pelo fato de estarem isoladas reprodutivamenté há 12 anos de suas populações origina.s, O contrário foi observado nas amostras da Bahia, que estão em permanente contato com populações nativas, , renrodutiva 0 pritner OPM 15 revelou um marcador possuindo assim uma grande area P • j 1X0 nb entre as duas populações, separando-as em 2 grupos polimórfico, de aproximadamente 38 p , , , ' «noulacão de Uberlândia e outro a da Bahia). Esses dados distintos (um correspondente a populaçao nnnhcão de Uberlândia, pode ter sofrido alguma alteraçao sugerem que esta especie, na populaçao de u «rnrbcâo A primeira suposição é que a banda populaçaorespecrfica genetica apos sua fundaçao. ah ., f nresente na população original, porem numa baixa proporção, represente um alelo que ja estava p t . - 4 Uberlândia foi submetida à uma pequena area reprodutiva, a Unra vez que a popuiaçao d Uberland^ ter ° proporção desse alelo na popu a hibndação com Melipom captxaba. Os resultados de diferentes alelos nesta populaçao devido J 4 f-m muita aplicabilidade em relaçao a populaçao de Uberlândia e apresentados neste estu o e variabiiidade genética na população, esforços maiores mesmo com tentativas de aumen .^^^5 novos indivíduos e colônias da área de precisam ser feitos com consta poderosa ferramenta para identificar a origem. A técnica RAF _ Primas detectando o nível de variabilidade entre diversidade genética entre duas pop»^ ^imS' elas.

Divergência genética entre Populações de melipona rufíventris (hymenoptera, apidae, Meliponinae)

A abelha sem ferrão da espécie Melipona rufiventrís, Lepelletier 1836, existente desde o norte do Brasil estendendo-se até Santa Catarina, assim como outros Meliponíneos têm tido seu número grandemente reduzido pelos desmatamentos e queimadas das nossas florestas, e pela ação indiscriminada dos meleiros . A enorme ocupação territorial de Melipona rufiventrís tem ocasionado o fracionamento de suas populações e concomitantemente, o seu isolamento geográfico. Por meio de métodos moleculares estimou-se as relações evolucionárias envolvidas no processo de especiação em suas populações. Análises moleculares permitiram comparações de sequências de DNA nuclear e do gene rRNA 16S mitocondrial produzindo dados que convertidos possibilitaram estimar seqüências divergentes.entre as populações analisadas. A análise de 84 marcadores RAPD permitiu a separação de três grupos distintos com 27% de distância genética. O grupo 1 representado pela população de Minas Gerais como o geneticamente mais distante dos demais. O grupo 2 representado pela população de Santa Catarina como o segundo mais divergente e o terceiro grupo representado pelas populações do Espírito Santo, Bahia, Piauí e Maranhão. Houve grande similaridade intra populacional para todas as populações amostradas. Pequena similaridade foi encontrada entre populações com exceção das mais próximas geograficamente como as do Piauí e Maranhão e entre as do Espírito Santo e Bahia. A análise de mutações do fragmento do gene mitocondrial 16S rRNA pela técnica de SSCP revelou três haplótipos entre as populações analisadas. O primeiro reuniu as populações do Maranhão, Piauí e Bahia. O segundo grupo foi formado pelas populações de Santa Catarina e Espírito Santo e o terceiro pela população de Minas Gerais. Houve concordância entre as taxas de divergência do DNA nuclear e mitocondrial (para o gene analisado). Houve variação entre os resultados obtidos pelas metodologias empregadas para a população do Espírito Santo. O mesmo haplótipo foi obtido para as populações de Santa Catarina e Espírito Santo, sendo que tais populações por marcadores RAPD encontram-se em grupos distintos. Estes resultados revelam uma possível zona de contato entre dois grupos com taxas diferencias de evolução para o DNA nuclear e mitocondrial.

Divergência genética por marcadores RAPD em Tetragonisca angustula Latreille, 1811 (Hymenoptera, Apidae, Meliponidae)

Tetragonisca angustula (Latreille, 1811), conhecida popularmente como jatai, é uma das abelhas sem ferrão mais comuns da região Neotropical. Ela apresenta locais de nidificação bem variados e é encontrada do México à Argentina. Este trabalho determinou a distância genética por marcadores RAPD em populações de T. angustula provenientes de 26 lugares (3 países da América Latina), de duas amostras de Tetragonisca buchwaldi (jatai do Acre), usando Apis mellifera como “outgroup”. Foram analisados 18 “primers” (11 curtos) e (7 longos) que produziram 218 bandas com uma média de 3,8 polimorfismos por “primer” para o grupo de jatai. A distância genética por Porcentagem de Desacordo e UPGMA dividiu a população de T. angustula em dois grupos a 0,139. O grupo 1 foi composto por Panamá, Mirador, Barra do Corda, Domingos Martins, São Francisco, Araxá, Canaã, Pedreira, Curitiba, Blumenau, Maricá e Bocaiuva. O grupo 2, foi constituído por Porangatu, Rio Verde, Uberlândia 1 e 2, Ribeirão Preto, Pilar do Sul, Prudentópolis, Campinápolis, Campina Verde, Grupiara, Ladário, Cerro Azul, Posadas e Aristóbulo dei Valle. Panamá foi o genótipo mais externo do grupo 1 com uma distância genética de 0,121 enquanto que a distância genética máxima do grupo 2 foi de 0,072 para o grupo Argentino (Posadas, Aristóbulo dei Valle e Cerro Azul). O genótipo de Pilar do Sul obtido pela análise de “cluster” (grupo 2) aparentemente, não correspondeu à distribuição geográfica. Isto pode ter ocorrido devido ao local de coleta desta amostra. Esta e, também, a de Prudentópolis, foram coletadas de colônias provenientes destes locais que estão em um meliponário em Ribeirão Preto desde 1993 e 1992, respectivamente. Os “primers” longos foram mais eficientesna distinção de grupos mais distantes não sendo, porém, para os genótipos mais similares. Os “primers” curtos por sua vez, foram mais eficientes na distinção de genótipos mais próximos. O grau de distância genética entre T. angustula e T. buchwaldi que pertencem ao mesmo gênero (0.519) foi maior do que entre T. angustula e A. mellifera (0.525) que são de sub-famílias diferentes. Quatro suposições foram levantadas: 1). O número de amostras de A. mellifera e T. buchwaldi, usado neste trabalho, foi pequeno. 2). O número de “primers” longos (separa “clusters” mais altos) foi pequeno. 3). A eficiência da técnica de RAPD foi comprometida em grupos hierárquicos mais altos. 4). T. buchwaldi está mais distante de T. angustula do que é observado pela morfologia. Para elucidar esta questão, novos experimentos RAPD usando mais amostras de T. buchwaldi e “primers” longos, além de trabalhos de biologia e revisão sistemática do grupo, serão relevantes. Foram encontrados 5 marcadores moleculares (provenientes de dois “primers”) capazes de distinguir os dois grupos de T. angustula. Um padrão de distribuição mais abrangente para o “cluster” 2 (correspondente à T. a. fiebrigi) foi encontrado, correspondendo ao nordeste da Argentina, oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O grupo 1 (correspondente à T. a. angustula) encontrou-se distribuído no Panamá, Maranhão, Norte de Minas Gerais e pela Mata Atlântica alcançou o Estado de Santa Catarina. Exceto para as amostras do Norte de Minas (Bocaiúva e São Francisco) e Araxá, o “cluster” 1, de uma maneira geral, encontrou-se distribuído em florestas úmidas. Não foi possível estabelecer os limites entre os grupos na região norte de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Amazônia, por falta de coleta nestes locais. Marcadores RAPD mostraram ser uma eficiente ferramenta molecular para estudos de populações em Meliponíneos.

Doença de chagas e gravidez

A doença de chagas é endêmica na América Latina, com prevalência em gestantes entre 20 a 58%. O risco de transmissão congênita varia de 1 a 10%. A forma indeterminada corresponde a 70% dos chagásicos, tem bom prognóstico, com taxas de mortalidade similares a indivíduos sadios de mesma faixa etária. A gravidez promove alterações no sistema cardiovascular e respiratório, hormonais e metabólicos como sendo prováveis fatores de descompensação e maior incidência de arritmia cardíaca. O estudo foi desenvolvido no Ambulatório de cardiopatia e gravidez no setor de Gravidez de Alto Risco do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia e na Disciplina de Obstetrícia e Cardiologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia. Foram estudadas 54 mulheres grávidas portadoras de Doença de Chagas e 50 mulheres grávidas normais. O grupo chagásíco foi subdividido em grupo sem cardiopatia aparente (indeterminado) constituído por 34 gestantes e o grupo com cardiopatia chagásica crônica, portadoras de miocardiopatia e/ou arritmia composta por 20 gestantes. Foram avaliadas idade gestacional, número de gestações, número de consultas no pré-natal, tipo de parto, tipo de anestesia, apgar, peso do recém-nascido, associação entre o peso do recém-nascido e tipo funcional, assim como idade gestacional, tipo de partos, apgar, na doença de chagas sem cardiopatia aparente e com cardiopatia; também foram avaliadas as alterações eletrocardiográficas e ecocardiográficas dos grupos chagásicos e complicações durante a gestação. Utilizaram-se análise estatística do Qui quadrado, teste t destudent, e análise de variança para observar estatisticamente os dados obtidos. O que se observou foram gestações com número pouco elevado de complicações, mesmo na presença de alterações importantes do ritmo e condução. O maior número de consultas realizadas no Pré-Natal do grupo com cardiopatia foi determinante no menor número de complicações materno-fetais. Em relação à prematuridade, abortamentos, apgar, peso, estes não diferem significativamente entre o grupo chagásico e o grupo controle; porém, a incidência do Apgar, nas gestantes do grupo controle foi menor. Conclui-se que, no grupo chagásico crônico, o número de complicações foi pequeno na maioria das variáveis estudadas, porém merece uma atenção médica especial pelos riscos potenciais próprios da enfermidade acrescidos aos da gravidez.

Ecologia da Reprodução de Myrcia rostrata DC. e Myrcia tomentosa (Aubl.) DC. (Myrtaceae) em Uberlândia, Minas Gerais

A família Myrtaceae é bem representada nos Neotrópicos, sendo seus indivíduos sempre verdes e seus frutos camosos uma importante fonte de recursos alimentares para vertebrados e invertebrados, tanto em áreas conservadas quanto em áreas degradadas, o que mostra sua importância para esses ecossistemas. Este estudo enfocou a biologia da reprodução de Myrcia rostrata DC e Myrcia tomentosa (Aubl.) DC, espécies de um dos maiores gêneros da família e amplamente distribuídas nas matas e cerrados lato sensu da América do Sul. Suas flores pequenas e hermafroditas apresentam síndrome de melitofilia, típica para a família. O pólen é o único recurso oferecido para pequenas abelhas sociais (Trigona, Apis e Augocloropsis). A floração de M. rostrata é do tipo “multiple bang” e a de M. tomentosa é do tipo “pulsed bang”, após as chuvas da primavera, padrão semelhante a outras espécies de Myrtaceae. Seus botões florais podem manter-se quiescentes por até 3 meses, à espera do aumento de umidade. As polinizações controladas indicaram que as espécies são xenógamas facultativas, como a maior parte das espécies de Myrtaceae estudadas, com maior frutificação por polinização cruzada do que por autopolinização manual. A alta frutificação natural de M. rostrata e M. tomentosa sugere que a polinização natural na E. E. do Panga foi eficiente para essas espécies, contudo, a predação por larvas no interior de botões florais, principalmente de M. tomentosa, diminuiu seu sucesso reprodutivo pré-emergente. Outros estudos relacionados são necessários para determinar as consequências dessas interações no sucesso reprodutivo dessas espécies.

Ecologia de Alouatta guariba clamitans (Humbolt, 1812 -Primates, Atelidae), em mata estacional semidecídua no sudeste do Brasil

louatta é considerado o gênero mais folívoro entre os primatas neotropicais. O consumo de folhas nos seus diversos estados fenológicos, bem como um padrão de atividades conservador de energia, são argumentos utilizados para explicar a ocorrência desse primata em habitais marginais como pouca quantidade de frutos. A ecologia de um grupo de sete indivíduos de Alouatta guariba foi estudada durante o período de abril de 2001 até abril de 2002, em uma reserva particular de 120 ha formada por mata estacionai semidecídua, localizada próxima à cidade de Araçatuba, região noroeste do Estado de São Paulo. Determinou-se para o grupo, o padrão de atividades, área de uso, dieta, a ocorrência de parasitos intestinais e a dispersão de sementes. Para a coleta de dados do padrão de atividades e dieta, foi utilizado o “scan sampling method” com dois minutos de amostragem e oito minutos de intervalo entre uma amostragem e outra. A área de uso foi determinada pelo método do esquadrinhamento. Para a ocorrência dos parasitos, as amostras de fezes foram coletadas durante o acompanhamento do grupo e analisadas em laboratório. A dispersão de sementes foi feita coletando-se sementes de Nectandra cissiflora contidas nas fezes dos bugios e o controle foi realizado com as sementes que tiveram queda espontânea de três indivíduos utilizados na dieta pelo grupo. O grupo alocou 71,1% do tempo no descanso, seguido pela alimentação 15,99 %, deslocamento 9,81 %, social 1,8 % e outros 1,1%. Nos meses mais quentes e chuvosos os bugios descansaram menos e aumentaram as interações sociais. O tempo dedicado ao descanso foi maior nas horas mais quentes do dia, à tarde os animais dedicaram mais tempo na alimentação. A área total de uso foi de 6,5 ha, utilizada de modo diferenciado nas duas estações consideradas, uma seca e fria e outra chuvosa e quente. Praticamente não houve diferença no tamanho da área utilizada entre as estações. Durante a estação seca o grupo utilizou a área de maneira mais homogênea. Na estação chuvosa o grupo percorreu uma distância maior em relação à estação seca. Vinte e quatro árvores encontradas na área de uso dos bugios, foram utilizadas como dormitório. A área de uso individual foi de 0,93 ha e o número de bugios estimado para reserva é de 129 indivíduos.ix Os bugios utilizaram na dieta 62% de folhas nos diversos estados fenológicos, frutos contribuiu com 26%, flores 10% e 2% da dieta não foi possível fazer a identificação. A utilização sazonal de certos recursos alimentares foi feita dando-se preferência aos itens mais energéticos e com melhor conteúdo protéico. Acaciapolyphylla, Tabebuia avellanedae, Nectandra cissiflora e Inga edulis, foram às espécies que mais contribuíram na dieta durante o acompanhamento. As famílias que tiveram mais espécies na dieta foram: Leguminosae, Moraceae, Myrtaceae e Bignoniaceae. Em 59% das amostras fecais coletadas dos bugios, ocorreram parasitos intestinais. Enterobius vermiculares foi à espécie que mais ocorreu nas amostras com 21,7% seguido por Entamoeba coli com 8,6%. Um total de 76 sementes de Nectandra cissiflora foram utilizadas para a realização dos testes de germinação. As sementes defecadas pelos bugios tiveram uma porcentagem de germinação superior a 60%, enquanto que a do controle foi de 35,8%. Os resultados obtidos para o grupo de estudo concordam de modo geral para o padrão do gênero estudados em áreas fragmentadas e contínuas. A ocorrência desses animais em ambientes fragmentados para o futuro é incerta; queimadas, caça, corte seletivo de madeira e o isolamento em que vivem essas populações, colocam sua existência em risco para o futuro.

Acompanhamento da evolução da Distribuição de Tamanho de Partículas (DTP) no processo de floculação de água com cor elevada

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Ano

2022-12-06T17:28:54Z

Creators

Silva, Adolfo Freitas Terra

Ecologia e Comportamento de Formigas Tecelãs (Camponotus) do Cerrado Brasileiro

A forma de construção de ninhos em insetos eussociais revela importantes passos de sua história evolutiva. Os ninhos de formigas tecelãs são construídos a partir da seda que é produzida pelas suas próprias larvas. Esta forma de construção de ninhos é um dos mais notáveis exemplos de cooperação social em animais. O comportamento de construção de ninhos nas tecelãs restringe-se a três gêneros, Oecophylla, Polyrhachis e Camponotus (Karavaievia), das regiões Paleotropicais e Australianas e dois da região Neotropical, Dendromyrmex e Camponotus (Myrmobrachys'). O comportamento e a estrutura dos ninhos das tecelãs C. senex e C. formiciformis é pouco conhecido. Estas espécies têm sido por nós estudadas na região dos cerrados do Triângulo Mineiro, na Univ. Fed. de Uberlândia, e os resultados revelam que C. senex e C. formiciformis constroem seus ninhos em árvores de copa densa, com muitos ramos e folhas, geralmente, nas partes externas das copas. Os ninhos são ovóides, apresentam várias galerias construídas ao redor de galhos e folhas, são poligínicos e têm entre 30.000 e 60.000 indivíduos. A reprodução começa com o início da estação chuvosa, setembro a outubro. São diurnas e alimenta-se de pequenos artrópodes e secreções animais e vegetais. C. senex possui mecanismos defensivos proximais como lançamento de jatos de ácido fórmico, uso das mandíbulas e distais como a produção de som semelhante ao de ninhos de vespas Polibinae. C. formiciformis apresentou um repertório comportamental complexo com mais de 50 atos comportamentais, sendo o primeiro etograma realizado para uma espécie tecelã. Os estudos destas espécies de formigas tecelãs contribuem para uma melhor compreensão do comportamento social em animais.

A educação ambiental no curso de licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia, na percepção dos recém-formados

A problemática ambiental contemporânea tem despertado a atenção de muitos países para os atuais fundamentos que sustentam o trajeto da espécie humana sobre a Terra. A crise ambiental tem provocado reflexões, causando a sensação de que optamos por caminhos que nos conduziram, até o presente momento, à destruição das condições de sobrevivência no planeta. Neste contexto, a Educação Ambiental vem recebendo, nas últimas décadas, uma atenção de caráter científico, provocando maior mobilização social. O sistema educativo tem sido eleito como um segmento essencial na luta pela preservação do presente e do futuro do planeta. Desde abril de 1999, o Brasil passou a possuir uma legislação ambiental que dispõe, entre outros, sobre a dimensão ambiental nos programas de formação de professores. Esta pesquisa buscou perceber qual a ênfase dada para a Educação Ambiental nos cursos de formação inicial de professores visto que se trata de um tema transversal e, portanto, deve ser tratado por todas as disciplinas. Entretanto, as limitações diante de uma pesquisa tão abrangente, nos conduzem à abordagem de apenas um desses cursos. Assim, escolhemos o de Ciências Biológicas, ministrado na Universidade Federal de Uberlândia. A fim de alcançar resultados mais esclarecedores que mero levantamento de disciplinas afins, optamos pelo método fenomenológico que busca a compreensão do fenômeno através da experiência vivida, ou seja, do retomo ao mundo vivido. Os participantes da pesquisa foram recém- formados do curso de Biologia que cursaram a modalidade Licenciatura. Os participantes da pesquisa foram solicitados a discorrer sobre a seguinte questão geral: Qual foi a atenção dispensada à Educação Ambiental em seu curso? Em que momento isso ocorreu? De que forma? Após a coleta de dados, passamos às etapas de transcrição e análise, segundo o método apresentado anteriormente. Primeiramente realizamos a análise Ideográfica que acontece em nível individual. Logo a seguir, realizamos a análise Nomotética que ocorre em nível geral, aproximando e distanciando os sujeitos participantes a fim de compreender o fenômeno como um todo. Os resultados deste estudo revelaram que, apesar de não aparecer na grade curricular do curso, a Educação Ambiental vem ocupando alguns espaços a partir da iniciativa de alguns professores e alunos. A formação de um núcleo de Educação Ambiental, bem como a ocorrência da temática no PET e na Semana Científica são indícios dessa presença no curso. Outra constatação é que a Licenciatura aborda mais o tema que o Bacharelado. Os entrevistados, ao contrário do que orientam os educadores ambientais, defendem a inclusão de uma disciplina de Educação Ambiental no curso. Embora estas mudanças estejam ocorrendo, no modo de ver dos recém-formados, o curso tem como foco principal a pesquisa ligada aos conteúdos das disciplinas específicas e encontra-se distante de um tratamento adequado para a Educação ambiental.

Educação e cidadania na pós-modernidade

Considerando a referência recorrente à formação da cidadania como objetivo prescípuo das políticas e práticas educacionais, o presente trabalho consistiu num processo de auto-crítica pedagógica que teve como objetivo entender a relação entre educação e cidadania no contexto da Pós-Modemidade, com vistas a compreender o significado de se educar para a cidadania hoje. Para tanto, fizemos a crítica das bases liberais modernas do conceito de cidadão, que associou mais conhecimento/razão a progresso e transformação social, colocando a educação escolar no centro da vida social, como locus cultural racionalista, dissociado do mundo social, por uma interpretação enviezada do significado da cidadania. Partimos do pressuposto de que a cidadania se define não pelo conteúdo racional enquanto produto da socialização de conhecimentos universalmente válidos, mas pelo processo histórico de lutas por qualificação existencial através das práticas e movimentos sociais, isto é, o sujeito é concebido enquanto movimento social. Metodologicamente, analisamos, num primeiro momento, a cidadania à luz das conformações histórico-societais da Pós-Modemidade, por nesse período a cidadania estar se expressando através dos mais novos movimentos sociais emancipatórios e/ou contestatórios ao nível da sociedade civil. Num segundo momento, consideramos criticamente os pilares do pensamento moderno em função das suas interpretações acerca das relações entre as condições históricas e o próprio conhecimento e de suas influências nas principais teorias pedagógicas modernas que têm marcado as atuais práticas e políticas em educação.Num terceiro momento recuperamos alguns pressupostos teóricos pós-modernos, concernentes às condições societais da Pós-Modernidade, no sentido de identificar elementos de uma teoria crítica pós-modema que possam fundamentar os discursos educacionais acerca da cidadania. Concluímos que a cidadania é uma categoria epistêmica fundamental na educação escolar porque permite a percepção das experiências culturais coletivas e individuais ligadas a um padrão democrático global de relações sociais, possibilita uma inversão das concepções acerca da Modernidade enquanto espaço de lutas e contradições sociais e, por fim, para além do âmbito do saber formai dominante, considera as dimensões de outros saberes, enquanto produções culturais e simbólicas, incorporando novas linguagens e padrões de racionalidade correspondentes à pluralidade das práticas sociais. Nesse sentido, a reconstrução do conceito de cidadania no campo educacional mostrou-se importante como categoria que articula as dimensões constitutivas da práxis sócio-histórica - a epistemológica, a histórico-societal e a pedagógica - que sintetizam as relações dos sujeitos ou subjetividades com o conhecimento, com o social e com a educação.

Efeitos da suplementação de Ômega-3 na resposta imune inata em culturas de endométrio ex vivo de bovinos

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)

Ano

2022-12-06T17:27:32Z

Creators

Almeida, Mariana de Oliveira

Educação e etnografia : a experiência do Museu do índio Universidade Federal de Uberlândia (1987-2000)

Este trabalho pretende reconstituir a trajetória do Museu do índio da Universidade Federal de Uberlândia, no período de 1987-2000, destacando sua ação educativa, particularmente, o Programa Museu Escola. Composto de atividades, projetos e cursos, esta proposta busca mudar uma concepção, por vezes distorcida da realidade, qual seja: a forma com que professores e alunos compreendem a questão indígena brasileira. Estas ações, não parecem ter passado despercebidas. Porém, é objetivo desta dissertação identificar se houve algum impacto, por menor que seja, sobretudo, junto aos professores do ensino fundamental. Em outras palavras, o Museu tem tentado provocar uma reflexão e uma mudança de mentalidade acerca das populações indígenas, nesse sentido, é interessante perceber se esta transformação aconteceu de fato. A interface com a Etnografia e Museologia são fundamentais neste trabalho. Em primeiro lugar, por situar a questão indígena, vista pela antropologia, e, difundida pelo Museu do índio. Portanto, dialogando e se contrapondo à visão tradicional presente nos meios escolares do período. Num segundo momento, é relevante trazer o contexto da museologia e dos museus em geral, cuja abordagem procura identificar as bases teóricas e referências conceituais do Museu do índio. O levantamento e análise das fontes documentais é sustentado por documentação existente no Museu do índio. Além disso, utilizo fotografias e material bibliográfico, também pertencentes a este acervo.

Educação e transformação social no enfoque da educação libertadora

Este estudo: Educação e Transformação Social no enfoque da Educação Libertadora, se desenvolve a partir da metade dos anos 50 e coloca seu refletor sobre a questão da Transformação Social. Busca contextualizar o processo educacional e analisar o estabelecimento de seu vínculo com o tecido social, tornando mais explícito seus limites, suas possibilidades e sobretudo suas perspectivas, frente aos desafios da contemporaneidade.