Repositório RCAAP

Uso de microalgas no tratamento de efluentes da indústria sucroalcooleira

UFU - Universidade Federal de Uberlândia

Ano

2021-03-09T17:46:57Z

Creators

Queiroz, Luana Rosa de

Metodologia e aplicação de um modelo integrado de mecânica do voo e aeroelasticidade

Pesquisa sem auxílio de agências de fomento

Ano

2021-03-11T19:08:46Z

Creators

Miyadaira, Guilherme Hiroiti Gomes

Código computacional para cálculo de derivadas de estabilidade de aeronaves convencionais

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)

Ano

2021-03-11T19:46:12Z

Creators

Vasconcelos, Duran Silva

Capacidades Dinâmicas no Agronegócio Sustentável: caminhos e desafios

As capacidades dinâmicas são formas de realocações de recursos baseando-se no contexto em que determinada empresa se encontra em busca de vantagem competitiva. Elas são baseadas na visão de recursos (VBR) e são construídas a partir de uma trajetória de aprendizado deliberada (Zollo & Winter, 2003), quando pensadas à luz da sustentabilidade pressupõe formas de transformar a produção mais limpa em resultados de desempenho superior. Um dos setores mais importantes da economia brasileira na atualidade é o Agronegócio, contribuindo com altas taxas de exportação de produtos in natura. Todavia muito se discute a respeito do quanto esse setor contribui ou dificulta o desenvolvimento sustentável no Brasil. Sendo assim, o objetivo proposto neste trabalho é identificar as capacidades dinâmicas para sustentabilidade do agronegócio de exportação à luz do modelo ajustado de Cezarino et al. (2018). O estudo é qualitativo e foi desenvolvido por meio de entrevistas em profundidade com gestores de empresa do setor de grãos atuante no cerrado brasileiro. Os resultados obtidos no contexto do agronegócio brasileiro apontaram que a tríade integração estratégica, cultura e inovação são constructos válidos, todavia as relações da cadeia produtiva e as inovações para a economia circular compõem as competências essenciais para o desenvolvimento sustentável no Brasil.

Os determinantes socioeconômicos da obesidade infantojuvenil no Brasil

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Ano

2021-03-12T14:42:57Z

Creators

Valle, Sinara do

Impacto do Método Canguru na autoeficácia da amamentação e nas taxas de aleitamento materno exclusivo pós-alta hospitalar em recém-nascidos de baixo peso

Introdução: O nascimento prematuro ou de baixo peso pode resultar em menores taxas de sucesso do aleitamento materno. A imaturidade fisiológica e práticas hospitalares prejudiciais são causas comuns desse insucesso. Evidências demostram que fatores psicossociais, como a motivação e a crença da nutriz em amamentar são determinantes para que esta possa vencer os desafios, e a autoeficácia da amamentação pode atuar como fator de proteção. Uma estratégia de intervenção biopsicossocial é o Método Canguru, um modelo de assistência neonatal destinado à qualificação e humanização do cuidado ao recém-nascido de baixo peso e sua família desenvolvido em três etapas. Objetivo: Comparar a autoeficácia da amamentação e a taxa de aleitamento materno exclusivo entre mães de recém-nascidos de baixo peso que participaram das três etapas do Método Canguru, com aqueles que participaram somente da primeira etapa, pós-alta hospitalar. Método: Coorte prospectiva, realizada na Unidade Neonatal de um hospital universitário brasileiro entre setembro de 2018 e março de 2020. A amostra foi composta por 114 recém-nascidos com peso ≤1800 gramas e suas mães. Estes, foram divididos em dois grupos: aqueles que passaram por todas as etapas do Método Canguru, categorizados como grupo Canguru e aqueles que foram admitidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e posteriormente destinados a Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional sem terem sido assistidos na segunda etapa (Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru) e, posteriormente, terceira etapa (seguimento ambulatorial), categorizados como grupo Convencional. Esta divisão ocorreu de acordo com a rotina do serviço onde o estudo foi realizado, considerando os critérios de elegibilidade propostos pela Norma de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru. Para avaliar a autoeficácia da amamentação foi utilizada a Breastfeeding Self Efficacy Scale - Short-Form. Para comparar as taxas de aleitamento materno exclusivo ao longo do tempo, realizou-se a análise de sobrevivência de Kaplan-Meier. A razão de riscos para abandono do aleitamento materno exclusivo para os grupos foi obtida a partir da análise de regressão de riscos proporcionais de Cox. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Não foi encontrada relação entre a autoeficácia da amamentação e a duração do aleitamento materno exclusivo. O grupo Convencional apresentou risco aproximadamente 1,5 vezes maior de abandonar o aleitamento materno exclusivo que o grupo Canguru (p=0,070). No sexto mês de idade gestacional corrigida 5% da amostra do grupo Canguru referiu amamentar exclusivamente, enquanto nenhum recém-nascido do grupo Convencional amamentou até este momento. Conclusões: A presença contínua junto ao filho, proporcionado por todas as etapas do Método Canguru promove maior segurança e confiança a mulher, impactando positivamente na amamentação.

Tendência temporal dos indicadores do estilo de vida de grávidas brasileiras na última década (2007 a 2017) e sua associação com fatores sociodemográficos

Introdução: A gravidez é um fenômeno fisiológico e deve ser vista como uma experiência de vida saudável que envolva mudanças positivas no estilo de vida pois tanto a mulher quanto o feto podem experimentar potenciais riscos à saúde. É ideal a adoção de uma alimentação saudável e prática regular de atividade física. Outros comportamentos devem ser evitados durante a gravidez, como o uso do tabaco e o consumo de bebidas alcoólicas, pois ambos estão relacionados a desfechos maternos e fetais negativos. A análise da tendência do estilo de vida durante a gravidez é relevante para avaliar e propor políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil. Objetivo: Analisar a tendência dos indicadores do estilo de vida de grávidas residentes nas capitais brasileiras e no Distrito Federal e sua associação com fatores sociodemográficos na última década (2007 a 2017). Métodos: Estudo de série temporal com dados provenientes de inquéritos transversais anuais do Sistema de Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL) realizados entre 2007 e 2017. Os indicadores do estilo de vida foram: consumo regular (≥5x/semana) de feijão, hortaliças (cruas e cozidas) frango, carne, fruta, suco de fruta, leite e refrigerante, consumo de álcool e uso de fumo (sim/não), e prática de atividade física (sim/não). Foi utilizada regressão linear ponderada pela variância para obter a variação anual média (expressa em pontos percentuais- p.p.) dos indicadores do estilo de vida e regressão de Poisson, com estimativa da razão de prevalência (RP), para verificar a associação da idade, escolaridade, macrorregião e trabalho e os indicadores do estilo de vida. Resultados: Houve aumento do consumo de frango (+0,74p.p./ano) e da prática de atividade física (+1,36p.p./ano) e redução do consumo de refrigerante (-1,64p.p./ano) e tabaco (-0,26p.p./ano). Entre as gestantes com idade superior a 20 a anos, houve maior prevalência do consumo de hortaliça (RP=1,19; IC95%=1,01;1,42), hortaliça crua (RP=1,43; IC95%=1,15;1,78) e leite (RP=1,22; IC95%=1,06;1,39), e menor prevalência do consumo de carne (RP=0,84; IC95%=0,70;0,99) e refrigerante (RP=0,80; IC95%=0,62;1,03). As grávidas com nove a 11 anos e doze ou mais ou mais anos de escolaridade apresentaram, respectivamente, maior prevalência do consumo de hortaliça cozida (RP=1,28; IC95%=1,02;1,60/ RP=1,70; IC95%=1,36;2,12) fruta (RP=1,17; IC95%=1,06;1,30/ RP=1,35; IC95%=1,22;1,49), prática de atividade física (RP=1,71; IC95%=1,33;2,20/ RP=2,33; IC95%=1,82;2,99) e menor prevalência do consumo de carne (RP=0,82; IC95%=0,71;0,95/ RP=0,84; IC95%=0,72;0,97), frango (RP=0,72; IC95%=0,55;0,95/ RP=0,49; IC95%=0,36;0,67), refrigerante (RP=0,78; IC95%=0,64;0,94/ RP=0,56; IC95%=0,45;0,70) e fumo (RP=0,21; IC95%=0,13;0,33/ RP=0,17; IC95%=0,10;0,29). Conclusões: Entre 2007 e 2017, houve evolução favorável à saúde em função da redução do consumo regular de refrigerantes, hábito de fumar e aumento da prática de atividade física. Independentemente do ano do inquérito, estilo de vida mais saudável é prevalente em grávidas com idade superior a 20 anos e com maior escolaridade.

Efeito do tipo de carboidrato no desempenho e no desconforto gastrointestinal induzido pelo exercício

Introdução: Está bem estabelecido que o consumo de carboidrato (CHO) melhora o desempenho em exercícios de endurance. Entretanto, dependendo do tipo e da quantidade, o CHO pode causar desconforto gastrointestinal (GI), podendo piorar o desempenho. Objetivo: Avaliar o efeito do consumo de diferentes tipos de CHO no desconforto GI e desempenho em ciclistas treinados durante ciclismo de 1h. Métodos: Em três ocasiões, de modo cruzado, randomizado, duplo cego e controlado por placebo, sete ciclistas treinados (idade: 37,7 ± 3 anos, potência pico relativa: 4,5 ± 0,4 W·kg-¹, VO2máx: 52,1 ± 5,5 ml·kg·min-¹) ingeriram Placebo (PLA), Maltodextrina (MAL) ou Maltodextrina mais Frutose (MAL+FRU); e realizaram 45 min de exercício a 65% da potência pico, imediatamente seguidos por 15 min de ciclismo contrarrelógio (CR). As soluções de CHO tinham concentração de 8% e eram oferecidas em 1,5 g·min-¹, sendo MAL+FRU na proporção de 2:1 (maltodextrina:frutose). Questionários de desconforto GI foram aplicados e o sangue foi coletado para análise da glicose plasmática. O desempenho foi avaliado utilizando a Menor Diferença Importante (SWC) e o tamanho do efeito de Cohen D (ES). Resultados: As queixas de desconforto GI foram baixas e semelhantes nos três grupos (PLA 4,4 ± 3,2; MAL 5,5 ± 4,9; MAL+FRU 5,7 ± 5,8 p = 0,89). O desempenho em CR foi melhor na situação MAL+FRU quando comparado com PLA (8415,7 ± 772,6 m versus 7900,7 ± 345,5 m, respectivamente, 6,5% > SWC, ES = 0,86) e não foi diferente entre MAL versus PLA ou MAL versus MAL+FRU. Não houve diferença nas concentrações plasmáticas de glicose entre os grupos em nenhum momento. Conclusão: O consumo de MAL+FRU melhorou o desempenho de ciclistas quando comparado com o consumo de placebo, mas não em relação ao consumo de MAL de forma isolada. Esta melhora no desempenho não parece ter relação com os sintomas GI, pois não houve correlação entre o desempenho e desconforto GI.

Validação e calibração da versão em português do Banco de Itens Pain Interference do PROMIS adulto

Objetivo: Validar e calibrar a versão em português do Banco de Itens Impacto da Dor do PROMIS®. Método: A versão em português do Banco de Itens Impacto da Dor do PROMIS® foi validada e calibrada, seguindo a metodologia PROMIS® por meio de análise das propriedades psicométricas baseadas na Teoria Clássica dos Testes (TCT) e Teoria de Resposta ao Item (TRI). Para a validação e calibração, os 41 itens do banco foram aplicados em 605 pacientes e acompanhantes no ambulatório da Universidade Federal de Uberlândia. A análise da confiabilidade foi avaliada por meio do teste-reteste utilizando-se o coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e por meio da consistência interna verificada pelo coeficiente de alfa Cronbach. A validade dos itens foi mensurada a partir da análise de validade convergente (coeficiente de Spearman) e de validade de construto utilizando a Análise Fatorial Confirmatória (AFC). Para calibração, parâmetros da TRI foram estimados pelo método da Resposta Gradual de Samejima e foram verificados os seguintes pressupostos: unimensionalidade, independência local e monotonicidade. A análise do Funcionamento Diferencial do item (DIF) foi avaliada para diferentes grupos (sexo, idade, escolaridade, doente x saudável e linguagem americana x brasileira). Resultados: A confiabilidade foi satisfatória, com alfa Cronbach=0,984 e CCI=0,993. A validade convergente foi confirmada avaliando-se o coeficiente de correlação de Spearman, que variou entre 0,450 a 0,720 e a validade de construto foi satisfatória devido forte correlação com o modelo fatorial baseado nos índices de ajuste global da AFC: Comparative Fit Index (CFI >0,95), Root Mean Square Error Approximation (RMSEA <0,06) e Tucker-Lewis Index (TLI >0,95). Os pressupostos da TRI de unidimensionalidade, idenpendência local e monotonicidade foram confirmados. O parâmetro discriminação variou de 1,52 a 3,94 atendendo ao critério de alto padrão de discriminação, e a cobertura do construto foi de -1,35 a 2,51. Todos os 16 itens que apresentaram DIF tiveram um impacto insignificante, considerando o Pseudo R² <0,13. Conclusão: A avaliação das propriedades psicométricas do banco de itens impacto da dor demonstrou-se precisa, confiável e válida para ser utilizada na população brasileira.