Repositório RCAAP
Manuseio Anestésico da Lavagem Pulmonar em Homem com Proteinose Alveolar – Caso Clínico
A proteinose alveolar é uma doença rara caracterizada pelo acúmulo alveolar de material lipoproteinaceo secundário ao processamento anormal de surfactante pelos macrófagos. O gold standard do tratamento consiste na lavagem pulmonar total. Descrevemos a complexidade do manuseio anestésico de um paciente com proteinose alveolar submetido a uma lavagem unipulmonar. Por ser uma patologia rara, a experiência no seu manuseio é escassa, pelo que se torna primordial a partilha de experiências com promoção à sua discussão.
2022-11-18T13:07:28Z
alves, ana rita Queijo, Joana Gonçalves, Lúcia Muendane, Paulo
Estudos Avançados em Anestesia para Transplantação: Muito mais que um estágio de cirurgia de transplante
Sem resumo
2022-11-18T13:07:28Z
Carrão, André Remelhe, Mafalda
Perioperative management of a girl with hemophilia B undergoing dorsolumbar spine posterior instrumentation
Hemophilia B is a coagulation disorder characterized by a deficiency of clotting factor IX. Women are often heterozygous carriers of the disease, however if their clotting factor levels are less than 60%, they may have an increased bleeding tendency. This is even higher if levels are under 40%. We present a case of a 14-year-old female, with mild hemophilia B (hemophilia B carrier with factor IX level < 40%) who underwent a major surgery: a posterior spinal instrumentation from D6 to L1. The perioperative management was discussed, including the perioperative administration of blood products and coagulation adjuncts. This was coordinated by a multidisciplinary team (orthopedists, anesthesiologists, hematologists and nurses) to provide the best perioperative care and follow-up. Close collaboration and communication among/with the team members and the patient/family was vital throughout.
2022-11-18T13:07:28Z
Martinho, Liliana Perry da Câmara, Luisa Batalha, Sara Rodrigues, Joana Carioca, Filipa Marques, Joana
Editorial
No summary/description provided
Bertolotti’s syndrome: The risk of a stress frature
No summary/description provided
2022-11-18T13:07:28Z
Felix, Ana Filipa Oliveira, Elsa
Abordagem de Dor Complexa em Criança com uma Crise Vaso-Oclusiva: Um Caso Clínico
A dor da crise vaso-oclusiva da drepanocitose é uma manifestação frequente e debilitante. Enquanto o componente nocicetivo é facilmente reconhecido e potencialmente controlado com terapêutica convencional, o componente neuropático é subdiagnosticado e pouco tratado. Existe pouca evidência da utilização de estabilizadores de membrana, indicados na dor neuropática (DN), na drepanocitose. Apresentamos o caso de uma criança de 7 anos com múltiplos internamentos e dor não controlada sob terapêutica convencional e opióides. A gabapentina mostrou-se eficaz no controlo da dor, contribuindo o presente trabalho para a evidência de que a DN é uma realidade nestes doentes.
2022-11-18T13:07:28Z
Morais, Larissa Portela, Inês Paulino, Ana Xavier , Célia
Ineficácia de bomba perfusora de baclofeno por catéter perfurado: relato de caso
O tratamento da espasticidade refratária com bombas de perfusão intratecal de baclofeno tem sido uma realidade cada vez mais frequente. Não é por isso de estranhar que as complicações associadas a este tipo de dispositivos, ainda que raras, sejam também cada vez mais frequentes. Aqui apresentamos e discutimos o caso de uma jovem com bomba de perfusão de baclofeno implantada há vários anos e que iniciou quadro de agravamento da espasticidade habitual. Após excluídas as causas mais comuns para este agravamento e depois de ter disso aumentada a dose perfundida sem melhoria sintomática, é efetuada cirurgia de revisão. Durante este procedimento foram constatados três pontos de perfuração do catéter a montante da peça de conexão, com extravasamento ativo de líquido transparente e límpido. Este caso demonstra a importância da alta suspeição clínica e do tratamento atempado das complicações associadas a este tipo de equipamentos.
Alterações comportamentais após anestesia pediátrica em cirurgia de ambulatório: estudo prospetivo observacional
Introdução: As alterações comportamentais após anestesia pediátrica são frequentes (15-40% duas semanas após a cirurgia). O Post-Hospitalization Behavior Questionnaire é um instrumento que possibilita essa avaliação, com uma versão adaptada para cirurgia de ambulatório. O objetivo principal deste estudo foi avaliar essas alterações após cirurgia de ambulatório. Métodos: Foi realizado um estudo prospetivo, observacional, incluindo crianças dos 6 meses aos 18 anos, ASA 1 ou 2, submetidas a cirurgia de ambulatório, de fevereiro a março de 2020. Após uma semana, o questionário foi aplicado aos pais por telefone. Resultados: Foram incluídas 87 crianças, das quais 48,3% apresentaram pelo menos uma mudança comportamental negativa e 25,3% mais de uma, uma semana após a cirurgia. As alterações mais comuns foram “dificuldade em adormecer” e “perda de apetite” (cerca de 20% dos pacientes). Das variáveis analisadas, houve relação estatisticamente significativa com nível de dor uma semana após a cirurgia, dor máxima, presença de náusea durante a semana, necessidade de analgesia na unidade de cuidados pós-anestésicos e necessidade de pernoita (p <0,05). Discussão: Houve alta incidência de pelo menos uma mudança comportamental negativa, uma semana após o procedimento anestésico-cirúrgico de ambulatório. A intensidade da dor durante a semana, a necessidade de analgesia na unidade pós-anestésica, as náuseas e a necessidade de pernoita estiveram relacionadas com essas alterações, o que revela a importância da otimização analgésica e da profilaxia de náuseas e vómitos na população pediátrica. Conclusão: A incidência de pelo menos uma mudança comportamental negativa em crianças após cirurgia ambulatorial é poderá ser diminuída pela otimização analgésica e profilaxia de náuseas e vómitos.
Gestão anestésica de tirotoxicose em doença trofoblástica gestacional - caso clínico
A doença trofoblástica gestacional está associada a hipertiroidismo clínico e bioquímico. Nestas situações o estudo da função tiroideia é primordial, uma vez que a anestesia em doentes com hipertiroidismo correlaciona-se com uma maior taxa de complicações. Uma otimização pré-operatória com recurso a fármacos anti-tiroideus, beta-bloqueantes e corticoterapia é recomendada. O anestesiologista deve estar alerta para a ocorrência desta possibilidade para antecipar e gerir este tipo de situação. Reportamos a abordagem anestésica de um caso clínico inesperado de tirotoxicose numa curetagem uterina urgente, em contexto de mola hidatiforme.
2022-11-18T13:07:28Z
Afonso Queijo, Joana Catarina de Alves, Ana Gonçalves, Lúcia Moleirinho, Carla
General Anesthesia in a patient with a lung carcinoid tumor with hepatic and bone metastases: a case report
Introduction: Carcinoid tumors have the potential to metastasize and the ability to secrete bioactive substances. Carcinoid crisis is a serious event that may be triggered during anesthesia. It is a challenge to the anesthesiologist because it can provoke oscillations of blood pressure, flushing, bronchospasm and arrhythmias. Case Report: We report our anesthetic management of a 63-year-old male with a lung carcinoid tumor with liver and bone metastases that was submitted to surgical correction of bilateral inguinal hernia. Octreotide infusion was initiated at 25 µg/h preoperatively and was maintained for 24 hours after the surgery. There were no complications, with hemodynamic and ventilatory stability. Discussion: Carcinoid crisis is a life-threatening complication. The anesthesiologist must focus on preventing stressful situations that can provoke the release of bioactive substances. Octreotide is the drug of choice to prevent and treat carcinoid crisis and should be readily available for patients with carcinoid tumors.
Porquê Anestesiologia? Inquérito nacional aos Internos de Formação específica em Anestesiologia Portugueses durante o primeiro ano de internato.
Introdução: A escolha de uma carreira médica é um processo complexo. A Anestesiologia tem sido um percurso médico com especial interesse no panorama nacional. Contudo, os fatores motivacionais subjacentes são desconhecidos. Este estudo pretende identificar os fatores motivacionais envolvidos na escolha de anestesiologia pelos médicos internos em Portugal. Materiais e métodos: Desenvolveu-se um estudo transversal através da realização de questionários acerca da motivação para escolher a carreira de Anestesiologia. A motivação foi avaliada através de uma escala de Likert com 5 pontos, entre “nada” e “extremamente preponderante”. O questionário foi aplicado via email a todos os internos de formação específica em anestesiologia a frequentar o primeiro ano em 2021 (N=80). Foram aplicados métodos de estatística descritiva e o teste de chi-quadrado. Resultados: A taxa de resposta foi 82,5%. O sexo feminino representou 63,6% da amostra. A maioria dos internos (77,3%) teve contato com a Anestesiologia durante o internato. A Anestesiologia foi a primeira opção para 86,4% dos participantes. Virtualmente todos os inquiridos escolheriam a mesma opção. Relativamente à motivação para escolher anestesiologia, os seguintes factores foram considerados como “muito/extremamente preponderantes” por mais de 50% dos inquiridos: transversalidade, especialidade hands-on, adaptação às características pessoais, perceção da satisfação profissional, empregabilidade, equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, contacto com o doente crítico, fisiologia e farmacologia, predomínio de trabalho em bloco operatório, pouco contacto com trabalho em enfermaria e perspetivas de carreira. Discussão e Conclusão: Os fatores relacionados com a componente pessoal e a transversalidade parecem ser os mais relevantes na escolha de uma carreira em Anestesiologia. Recomenda-se que anualmente sejam aplicados questionários nesta área, assim como comparados os fatores motivacionais na escolha de diferentes especialidades.
2022-11-18T13:07:28Z
Correia, André Mendes-Castro, Alfredo
The ROLE OF DEXMEDETOMIDINE IN THE PERIOPERATIVE MANAGEMENT OF HEAD AND NECK NEOPLASMS – A RETROSPECTIVE STUDY
The incidence of head and neck neoplasms is increasing worldwide. Extensive surgical resection and reconstruction with a microvascular free flap is often proposed, challenging the maintenance of the airway patency. After the implementation of dexmedetomidine in our anesthetic protocol most patients maintained spontaneous ventilation in the early postoperative period, therefore reducing the need of mechanical ventilation and admission in the Intensive Care Unit (ICU), the incidence of complications and the overall costs. This strategy has proven to be especially valuable during the COVID-19 pandemic since it allowed our team to maintain the surgical management for this cancer patients without burdening the Intensive Care Unit.
Prophylactic ondansetron and pregabalin for postoperative nausea and vomiting: a randomized comparative study
Introduction: Pregabalin is an antiepileptic drug with antiemetic properties. We evaluated prophylactic oral pregabalin as compared with ondansetron for postoperative nausea and vomiting (PONV) in patients undergoing mastoid surgery in a randomized double-blind study. Material and Methods: Two hundrd patients of ASA physical status I and II, scheduled to undergo mastoid surgery, were randomly assigned into two groups to receive 150 mg pregabalin or 8 mg ondansetron one hour before surgery. Standard anaesthesia technique was used in all patients. Episodes of PONV were recorded during the first 24 h for two time periods: 0–2 and 2–24 h. Data regarding adverse effects, such as dizziness, headache and drowsiness, were also collected. Categorical variables were expressed as frequency (%) and chi-square test was applied to test the significance of association between groups and variables. Continuous variables were expressed as Mean with 95% confidence intervals. T-test was performed to compare the mean of variables between two groups. Kaplan-Meier survival analysis was performed for comparing mean or median time of events. Log-rank test was used to test the median survival time. Kolmogorov-Smirnov test was used for testing the equality of the distribution function of sedative score at each time point. Results: Pregabalin prophylaxis in patients undergoing mastoid surgery delays the onset and decreases the episodes of vomiting within 2-hours of surgery as compared to ondansetron 8mg. It also reduces the incidence of nausea in the postoperative period, albeit at the cost of higher incidence of sedation. Conclusions: Pregabalin effectively suppresses PONV in mastoid surgery.
2022-11-18T13:07:28Z
Raihan, Uzma Dubey, Prakash
Formação Especializada em Anestesiologia – um retrato dos estágios internacionais
Artigo de perspetiva
2022-11-18T13:07:28Z
Roxo, Miguel Vaz, Mariana Vieira, Inês
Analgesia Regional em Medicina Intensiva – Posição de Consenso no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte
A qualificação dos serviços de saúde representa um objetivo nuclear, inscrito na demanda da melhoria contínua dos cuidados. Definir modelos de intervenção com impacto incontornável na qualidade da medicina é, pois, um imperativo de atuação. A gestão da dor, sintoma nuclear com maior capacidade de afetar a qualidade de vida dos doentes, é determinante na prossecução desse objetivo. Em Medicina Intensiva, a dor é universal. Visível ou mitigada, é fundamental existir uma estratégia multidisciplinar, diferenciada e profissionalizada que entenda a dor como uma expressão dominante de doença crítica. A dor não controlada deteriora a qualidade de cuidados e tem efeitos clínicos conhecidos, como aumento do tempo de internamento, incidência de delirium ou stress pós-traumático1, condicionando pressão acrescida sobre o sistema de saúde. Na visão tradicional, a mitigação da dor dependia da gestão de uma farmacopeia bem definida. Este modelo é arcaico, porque é clinicamente ineficaz e exclui novas linhas de ação multimodal. A inclusão de equipas especializadas parece, portanto, difícil de contestar. A capacidade de implementar modalidades terapêuticas analgésicas multimodais, privilegiando técnicas de analgesia regional (AR), associa-se a ganhos clínicos, traduzidos em métricas de qualidade e de desempenho assistencial. É, no entanto, necessário reconhecer a inerente complexidade e a especificidade destes algoritmos, exigindo-se o envolvimento de anestesiologistas com diferenciação específica e reconhecida na área da AR aplicada ao doente crítico. A capacidade na execução de técnicas guiadas por ecografia ou o conhecimento rigoroso das inovações na área da AR são apenas exemplos de competências core exigíveis a estes profissionais. Fundamentando-nos neste racional, foi implementada em 2020, na dependência do Serviço de Anestesiologia, em articulação protocolada com o Serviço de Medicina Intensiva, o núcleo profissional autónomo de Dor em Medicina Intensiva. A premissa funcional deve ser fluida, com definição de um circuito de referenciação, discussão precoce à cabeceira do doente, com prescrição e implementação de planos preventivos e personalizados de analgesia multimodal. A evidência de ganhos clínicos e de qualidade de cuidados é evidente, pelo que defendemos a criação de sistemas orgânicos similares nos diversos hospitais com serviços de Anestesiologia e Medicina Intensiva. Teríamos, com uma rede de cuidados médicos assim definida, forte possibilidade de impactar favoravelmente sobre a doença crítica aguda, estimulando adicionalmente a criação de registos multicêntricos, desenvolvimento de planos formativos partilhados entre a Medicina Intensiva e a Anestesiologia e promover a investigação clínica de qualidade.
2022-11-18T13:07:28Z
Veiga, Mariano Galacho, João Santos Silva, João Ribeiro, João Miguel Ormonde, Lucindo
SERÁ A METADONA A FÉNIX DOS OPIOIDES? – O USO DA METADONA NO PERI-OPERATÓRIO
A metadona é um opióide sintético desenvolvido pela Alemanha, na década de 30 do século XX, e em 1965, começou a ser usado para o tratamento da dependência da morfina e heroína. Em 2022, faz 45 anos, que se iniciaram, em Portugal, os programas terapêuticos com agonistas opiáceos que visam a substituição temporária de uma substância ilícita opióide em doente dependente. No entanto, esta data não vai ser relembrada, nem os 40 anos o foram, pois, o problema de adição de opiáceos deixou de ter o peso socioeconómico de outras décadas. Porém, nos últimos anos, o consumo de metadona aumentou, em especial durante os recentes confinamentos devido à pandemia de COVID-19, surgindo cada vez mais doentes para cirurgia de urgência e cirurgia eletiva em programas de substituição com metadona. Estes doentes representam um desfio para a anestesia no que toca ao controlo da dor pós-operatória e cada vez mais é questionado se a utilização de outros opióides será a estratégia mais adequada. Na verdade, este fármaco constituiu, desde os anos 90, uma das opções analgésicas no tratamento da dor crónica e devido às suas características farmacodinâmicas, cada vez mais surge evidência que o uso no intraoperatório e pós-operatório pode ser benéfico no controlo da dor, e não só em doentes em terapêutica de adição.
A Frailty – A preoperative index to be screened
No summary/description provided
2022-11-18T13:07:28Z
Martins, Ana Margarida Castro, Maria de Lurdes