Repositório RCAAP

What indicators to use when measuring Services of General Interest?

The services of general interest (SGI) have received increasing attention of the European Union, which considers them a key element of the European model of society. They not only play an important role in the ongoing competitiveness of the European economy, but are also essential for achieving the goal of promoting social and territorial cohesion. Their potential role in the pursuit of the objectives of European cohesion and convergence policies may be significant which calls for an appropriate measurement and analysis of territorial distribution. The indicators are assumed to be a key element in measuring and describing the SGI, however, it is necessary to make a serious reflection how such indicators should be selected. The selection of indicators can be conditioned by several factors, however, it is imperative to make a qualitative reflection on the adequacy and relevance of indicators to analyse the SGI. This reflection runs through the paper. The concept of indicators is addressed, and their strengths and weaknesses are discussed. The indicators are classified according to the role they play in the cause-effect relations in distinct territories. Three types of indicators are identified. Appraisal of indicators and review of literature render it possible to identify the most frequently used indicators and to see SGI analysis from several perspectives, thus verifying that indicators can present different meanings and relevance, based on a range of factors and the scale of analysis. Some of the uncertainties arising in the SGI territorial analysis, which can contribute to the success of the policy making process, are recognized through an example based on the ICT Telecommunication SGI sub-domain. Some procedures connected with the integration of different types of indicators are proposed in order to limit the emergent uncertainties resulting from their interpretation.

Ano

2025-10-28T12:08:55Z

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Marques da Costa, Eduarda Palma, Pedro Rauhut, Daniel Humer, Alois Constantin, Daniela Luminita Velasco Echeverria, Xavier

Refugiados : a nova geração

O presente relatório resulta do estágio curricular, que decorreu de setembro de 2021 a maio de 2022, no âmbito do Mestrado em Educação e Formação, na especialidade em Desenvolvimento Social e Cultural, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. O estágio foi realizado no Centro de Acolhimento de Refugiados II (CAR II), nos seguintes departamentos: Social, de Emprego e de Integração. Incidiu em atividades relacionadas com os três programas que estão a decorrer no Conselho Português para os Refugiados (CPR): Reinstalação, Barcos Humanitários (Recolocação), Operação Humanitária do Afeganistão e Operação Humanitária da Ucrânia. No presente relatório, é abordado teoricamente temas estruturantes do estágio, tais como: os refugiados, a inclusão, a mediação cultural, a educação informal e a animação sociocultural. Sendo estes os temas onde incidirá, numa primeira fase, a estruturação deste relatório, contando com uma descrição, análise e definição dos mesmos. Posteriormente, irei caracterizar, descrever e analisar as dinâmicas que sucederam ao longo do estágio e que desempenhei durante os nove meses, apropriando essas dinâmicas com a teoria apresentada no primeiro capítulo. Este segundo capítulo tem o intuito de dar a conhecer as minhas funções enquanto estagiária, justificando as práticas e decisões que foram sendo realizadas. Posso considerar que no estágio que realizei consegui ter um melhor entendimento acerca da organização onde o exerci, adquirindo alguma experiência profissional dentro do ramo. A experiência nesta Organização Não Governamental (ONG), o Conselho Português para os Refugiados, revelou-se ser muito enriquecedora, por ter definido aquela que será a minha área de atuação futura, fornecendo-me bases ao nível das políticas sociais, em estreita ligação com a intervenção educacional.

Ano

2025-10-28T12:10:04Z

Creators

Lopes, Luana Teresa Delgado

Os deslocamentos das pessoas com mobilidade reduzida na construção de uma Seixal Saudável

No summary/description provided

Ano

2025-10-28T12:28:20Z

Creators

Ribeiro Filho, Vitor Marques Da Costa, Eduarda

Gestão de risco em qualidade :

A autoridade regulamentar de medicamentos do Brasil – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – tem vivenciado um processo de convergência regulatória nos últimos anos. Nesse contexto, a ANVISA, através da participação em foros internacionais, como a International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use (ICH) e o Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme (PIC/S), atualizou o marco legal referente às Boas Práticas de Fabrico de medicamentos tornando-o semelhante aos das demais autoridades participantes. A publicação da RDC N. 301 e Instruções Normativas, em 2019, internalizou as diretrizes presentes nas guidelines de qualidade da ICH, as quais também estão descritas nos guias da PIC/S. Dentre as novas diretrizes, destacam-se os conceitos do Gerenciamento de Risco da Qualidade (ICH Q9) e do Sistema de Qualidade Farmacêutico (ICH Q10) que passaram a ser necessários para garantir qualidade, segurança e eficácia aos medicamentos a serem comercializados no país. Por meio da avaliação de documentos denominados análises de risco das lacunas regulatórias, produzidos por algumas empresas fabricantes de medicamentos do Brasil, foi possível traçar um panorama acerca da forma de incorporação e utilização do conceito de Gerenciamento de Risco da Qualidade (GRQ) e perceber o grau de maturidade do Sistema de Qualidade Farmacêutico (SQF) no que concerne à gestão dos riscos dos itens autodiagnosticados como ausentes ou não conformes às diretrizes de Boas Práticas de Fabrico nacionais e internacionais. Após a avaliação de documentos produzidos por vinte e quatro (24) empresas, verificou-se que as indústrias farmacêuticas brasileiras ainda carecem de melhor entendimento sobre os conceitos e vantagens do GRQ e do SQF, a utilização das ferramentas de gestão do risco e da perceção sobre a importância da Gestão do Conhecimento. Também, percebeu-se que a autoridade regulamentar necessita de ferramentas de apoio para melhor uso e promoção do conhecimento sobre o GRQ.

Ano

2025-10-28T12:28:07Z

Creators

Giorgis, Lúcia Sciortino

The role of retrieval for the correction of memory errors across development : a comparison between young adults and adolescents

Pragmatic inference sentences (e.g., “The baby stayed awake all night”) are a robust way to study false memories through the dissociation between what people remember and what they know from general semantic knowledge (e.g., “The baby cried all night”), by inducing memory errors that can later be corrected after receiving corrective feedback. Previous research on false memories has shown that adults benefit from active retrieval versus passive reading when memorizing sentences with pragmatic inferences. However, there is little information regarding how adolescents correct memory errors, as cognitive control abilities are still under development. The present study aims to analyse how adolescents (12-17 years old) and young adults (22-27 years old) correct false memory errors generated by pragmatic inference sentences. For that, we compared performance in active (giving an answer) and passive (reading someone else’s answer) recognition tasks followed by corrective feedback. Critically, the proportion of errors in both conditions was matched thanks to the yokedpair design and the counterbalance of the sentences. In a final cued-recall task, memory of both age groups was compared as a function of their performance in the active vs. passive tasks, and we calculated a measure of persistence of the correct responses and an index of error correction. Overall, error correction for actively retrieved sentences was higher than for those passively read. This effect was replicated in adolescents, even though it was not modulated by age. Our results demonstrated that adolescents benefit from the incorporation of feedback after retrieval compared to the passive processing of information, as adults do.

Ano

2025-10-28T12:08:55Z

Creators

Almeida, Joana Filipa Reis de

The effect of retrieval on the correction of memory errors stemming from pragmatic inferences

A current debate concerns whether error production benefits or hinders learning. According to the Memory Updating After Retrieval framework (Finn, 2017), the act of retrieval makes memory more malleable to incorporate new information, and thus, if error retrieval is followed by corrective feedback, memory should be updated and benefit learning. In the present study, to elicit errors similar to everyday memory errors, we chose the Pragmatic Inferences Paradigm (Brewer, 1977), comprising sentences such as “The baby stayed awake all night” which often leads individuals to pragmatically imply and later remember that “The baby cried all night”. To investigate if these retrieval errors, followed by feedback, benefit learning, we manipulated retrieval (active vs. passive recognition) and feedback (with vs. without). Therefore, participants (n=120) were randomly assigned to one of these four groups. In line with Finn’s (2017) framework, we hypothesized that participants in the active recognition condition would produce more correct responses and less pragmatic inference errors than participants in the passive condition, and that this benefit would be greater in the feedback condition, since feedback represents the new information that is more easily incorporated during retrieval of an error. Overall, our results showed an interaction between type of retrieval and feedback, such that participants who engaged in active recognition produced more correct responses and generated less pragmatic inference errors, when compared to those in the passive condition, and these differences were greater in the feedback than no feedback condition. Importantly, feedback promoted error correction in the active recognition condition in a greater extent than error correction in the passive condition. These results support Finn’s framework, by showing that the active retrieval of information (even if it contains errors) promotes learning (in a greater extent than passive recognition) as long as it is followed by corrective feedback.

Ano

2025-10-28T12:29:27Z

Creators

Gonçalves, Filipa Margarida Rodrigues Bastos

Caracterização dos erros de medicação do metotrexato:

O metotrexato é o medicamento de primeira escolha mais utilizado em reumatologia, sendo também utilizado em oncologia. O seu uso em duas áreas terapêuticas diferentes, a envolver também dois esquemas posológicos diferentes, revela a problemática dos erros de prescrição, dispensação e administração, a trazer prejuízos para a vida do doente, ou seja, está associado a erros de medicação significativos e evitáveis, que podem causar danos irreparáveis ao doente. Esse estudo teve como objetivo caracterizar os erros de medicação com metotrexato notificados em Portugal, com o objetivo de quantificar o número mais próximo da realidade dos erros de medicação, e avaliar as tendências que levam ao erro e estratégias para evitá-lo. Para tanto, foram tabuladas as notificações de RAMs, ocorridas em Portugal e em outros países associados da OMS, no período de 2013 a agosto de 2021, enviadas ao Vigibase e avaliados as variáveis relacionadas a caracterização demográfica dos afetados pelas RAMs notificadas; caracterização da reação principal; caracterização das RAMs; caracterização do tipo de RAMs notificadas e caracterização da consequência do erro. Dentre os países membros da OMS com o maior número de notificações registadas, destacam-se os Estados Unidos e Canadá com 3.521 (41,4%) e 1.569 (20%). E os principais responsáveis pelas notificações dos países associados a OMS, os médicos foram os profissionais responsáveis pelo maior quantitativo de notificações (33,4%), seguido por outro profissional da saúde (32,4%). A idade dos doentes notificados em Portugal variou entre 12 e mais de 75 anos e a dos países associados a OMS, variou entre 0 dias e maior ou igual a 75 anos. Em se tratando dos tipos de notificação em Portugal relacionados aos erros com a dose, foi observado overdose acidental ou não (21,5%), envenenamento acidental (2,0%), dose incorreta administrada (2,0%). Do total de notificações em Portugal, 79,6% foram graves e as outras 29,4% foram não-graves. Foi possível concluir que quando o metotrexato é utilizado nas condições corretas, o seu benefício é superior ao risco, porém quando envolve os erros de medicação, os danos causados nos doentes podem ser graves, e por vezes fatais. Dado isto, foi sugerido uma estratégia que visa evitar o erro de medicação, através de uma rotina prática, onde é possível acompanhar a terapêutica do doente, através do “Cartão do Doente Reumático”, e assim minimizar e prevenir os erros.

Ano

2025-10-28T12:14:15Z

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Martins, Noelly Bruna Pereira

Technical and regulatory basis for pharmaceutical development and manufacture of autologous somatic cell advanced therapies:

Cancro de pâncreas é um dos mais letais tipos de neoplasias e seu diagnóstico tardio é um fator importante no mau prognóstico. Diferentes abordagens terapêuticas disponíveis para este tipo de cancro, sendo frequentes a ressecção do tumor combinada com quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. O desenvolvimento de novas e melhores abordagens poderá promover uma ativação direcionada do sistema imunitário com medicamentos celulares para identificar e gerar uma resposta contra as células tumorais. O produto hipotético PANC-XDC é descrito nesta tese como um medicamento autólogo à base de células dendríticas para o tratamento do cancro do pâncreas, tendo como objetivo acelerar uma resposta imunitária, fazendo também com que seja mais forte e direccionada através da aplicação de antigénios específicos do doente. O desenvolvimento, manufatura e aspetos regulatórios são descritos e comparados a outras abordagens terapêuticas.

Ano

2025-10-28T12:18:14Z

Creators

Branco, Fabio da Silva

Suplementos alimentares no combate à osteoporose na terceira idade

A osteoporose é uma patologia descrita por muitos como a doença silenciosa do século afetando de forma bastante severa a saúde óssea, em particular das camadas mais idosas da população. É um grave problema de saúde pública que está em franca expansão pois os idosos representam o segmento da população com maior crescimento e à medida que a expectativa de vida aumenta para a maioria da população mundial, os custos humanos e financeiros associados às fraturas osteoporóticas ampliarão dramaticamente caso ações preventivas não sejam tomadas. São vários os fatores de riscos que podem levar um individuo a ser diagnosticado com esta patologia. Ainda que não haja controlo sobre alguns deles, existem outros que podemos controlar e desta forma diminuir a probabilidade de ser confrontado com esta patologia no futuro. Um dos fatores de risco capazes de ser alterados por qualquer individuo passa por ter uma correta alimentação de forma a que este possa estar munido dos nutrientes essenciais à saúde óssea. No entanto, esta é uma situação que muitas vezes é difícil de se conseguir através de uma dieta alimentar, particularmente nas populações mais idosas. Desta forma, os suplementos alimentares ganharam particular relevo ao tornarem-se numa ferramenta importante para colmatar as ausências de alguns nutrientes, nomeadamente a vitamina D e o cálcio, que são dados na literatura como sendo os mais relevantes, não só na prevenção como também na importante parceria que é feita com agentes os farmacológicos normalmente utilizados nesta patologia. Contudo, apesar da mais-valia destes suplementos, eles trazem riscos associados que podem e devem ser colmatados pela sociedade no seu todo. O presente trabalho bibliográfico tem como objetivo relacionar a importância da suplementação de cálcio e vitamina D com seu impacto no combate à osteoporose e, desta forma informar o leitor de como é possível contribuir para uma sociedade mais preparada e informada nomeadamente na prevenção desta patologia.

Ano

2025-10-28T12:13:20Z

Creators

Nunes, Gilberto Doirado

Traces: a visual essay with photography by Lilla Szász and words by Elsa Peralta

This visual essay is the result of a long collaboration between an anthropologist who studies the memory of the end of the Portuguese empire and a visual artist who uses her artistic sensibility to give expression to places of memory for which there is an absence of words. In it we present images that convey small fragments of past experiences of violence, war and displacement related to Portuguese colonialism and decolonisation. These include objects found in forgotten personal archives or in Lisbon’s flea markets, together with a plethora of material spoils of the former life of colonial Portugal, such as letters sent by soldiers to their war godmothers, photo albums from which the images have been torn away by time and where only captions remain, and negatives of lost and unclaimed photographs. They are no more than traces of memory of an illegitimate history, with no place in written and spoken memory, but that nonetheless reveal the feelings, the affect and the life of the time that has passed.

Ano

2025-10-28T12:13:06Z

Creators

Peralta, Elsa Szász, Lilla

Best-Sellers in Portugal: the case of Bridget Jones

Portugal continua a consumir em grande quantidade ficção traduzida. Em 2001, um dos maiores êxitos foi O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, obra que fez rir milhares de pessoas mesmo antes do filme, que saiu no mesmo ano. Contudo, o humor desta obra é culturalmente muito específico, baseado numa rede semiótica que só pode ser apreciada por quem vive dentro da cultura de origem. Qual foi a política da tradutora relativa a estes elementos tão dificilmente traduzíveis? Conseguiu transmitir as complexidades da sociedade contemporânea britânica? Ou será que houve outro motivo menos definido por detrás desta apropriação e que teria a ver com o modo de representar o Outro neste vasto mundo globalizado?

Ano

2025-10-28T12:19:40Z

Creators

Bennett, Karen

Identificação de oportunidades e propostas de melhoria para o aumento da competitividade de Portugal na investigação clínica

O investimento em investigação clínica, para além de beneficiar os doentes, traz valor económico e conhecimento científico associado à realização de ensaios clínicos. Por outro lado, contribui para a redução da despesa pública, para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e para a criação de emprego. Portugal tem potencial para se tornar um país atrativo para a investigação clínica, graças à excelência dos seus centros de investigação, à elevada capacidade de trabalho e competência dos seus investigadores. No entanto, e de acordo com a última atualização do estudo sobre “Ensaios Clínicos em Portugal”, realizado pela PwC por solicitação da APIFARMA, os seguintes fatores tornam o País pouco atrativo para a investigação clínica: a inexistência de sistemas informativos integrados; a burocracia associada aos processos dos ensaios; a limitada cooperação e articulação entre as várias unidades e profissionais de saúde, reduzindo a referenciação de doentes; a limitação da carreira de investigador e de tempo disponível para que os profissionais de saúde se possam dedicar à investigação clínica, o que se traduz num número reduzido de equipas especializadas. Por outro lado, com a implementação do regulamento europeu para a investigação clínica e a rigidez dos prazos de aprovação que impõe, o cenário que se vislumbra no futuro próximo não é animador para Portugal se se mantiverem os atuais constrangimentos, sendo por isso necessário agir e tomar medidas concretas de adaptação que tornem o País competitivo para a realização de investigação clínica, sob pena desta vir a ser fortemente reduzida. Deste modo, o presente projeto de dissertação tem como principal objetivo propor medidas concretas que melhorem a competitividade do País para a investigação clínica, tendo por base a análise das medidas que contribuíram para aumentar a competitividade em países com dimensão populacional semelhante à de Portugal e elevado número de ensaios clínicos (por exemplo, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca e região da Catalunha) e, também, pela análise das propostas e medidas já implementadas por diversas empresas e instituições nacionais do setor.

Ano

2025-10-28T12:09:36Z

Creators

Araújo, Diana Vieira de Castro Reis

Characteristics analysis of covid-19 observational and Interventional studies registered in portugal between 2020 and 2021

A Doença por Coronavírus 2019 (COVID-19) é uma doença infeciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2 que foi identificada pela primeira vez em Dezembro de 2019 na China, na cidade de Wuhan. Face à sua rápida disseminação e elevada escala de transmissão, em Março de 2020, foi declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde. Este vírus, nunca tinha sido identificado anteriormente e demonstrou poder causar pneumonia grave ou até morte. A partir deste momento, os estudos COVID-19 tornaram-se o principal foco dos investigadores para a descoberta de novas formas de diagnóstico, tratamento e prevenção a fim de regredir o mais rápido possível o avanço da pandemia. Mundialmente este vírus já causou mais de 6,04 milhões de mortes, totalizando 445 milhões de casos confirmados. Aparentemente, a facilidade de disseminação do vírus SARS-CoV-2 nos humanos, deve-se ao facto de este se ligar com alta eficácia a uma proteína chamada enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) localizada na superfície de diversas células. Uma vez que não existia um tratamento específico e eficaz contra a COVID-19, recorreu-se a medicação para o tratamento sintomático da doença. Já foi demonstrada a eficácia de medicamentos antivirais para tratar o COVID-19, uma vez que estes são capazes de prevenir a entrada do vírus na célula hospedeira e consecutivamente evitar a replicação viral. Por outro lado, a vacinação é considerada a opção mais preventiva para a COVID-19 uma vez que permite atingir a imunidade da população. A incrível pressão que a pandemia exerceu sobre investigadores, reguladores e decisores políticos, e reconhecendo o esforço coletivo de todos para conseguir desenvolver rapidamente mas em segurança numa época de tremenda incerteza opções terapêuticas eficazes numa escala mundial voltou a sublinhar a importância de investigação clínica, nomeadamente dos ensaios clínicos em grande escala estruturados de acordo com um protocolo metodologicamente bem desenhado, de forma coordenada e colaborativa para que os resultados obtidos sejam robustos, a importância de ter estruturas e incentivos para permitir uma partilha de dados mais rápida de conjuntos de dados anonimizados, ter mecanismos céleres de financiamento assim como a necessidade de proporcionar oportunidades semelhantes às dos países de elevado rendimento para a realização de ensaios clínicos em regiões de baixos recursos, com consideravelmente menos financiamento para a investigação clínica. Desde o aparecimento da doença têm sido propostos o repurposing de vários medicamentos já aprovados para outras indicações terapêuticas e surgiram em menores números algumas terapêuticas inovadoras. O benefício risco de todas estas opções terapêuticas (medicamentos, vacinas) têm vindo a ser demonstrado em ensaios clínicos de várias fases e com desenho adaptativo que permite acelerar o processo de desenvolvimento. Posto isto, o principal objetivo sempre passou pela realização de novos ensaios clínicos para o desenvolvimento de medicamentos com potenciais benefícios para tratamento e de vacinas para prevenção. Para uma melhor compreensão do envolvimento que Portugal teve nos estudos clínicos realizados para a COVID-19, dada a sua importância na saúde pública, seria relevante caracterizar e analisar os estudos registados em Portugal e por sua vez, identificar os centros de pesquisa que mais estiveram envolvidos. Assim, o principal objetivo deste trabalho é caracterizar o tipo de estudos (observacionais e de intervenção) registados nas bases de dados de registo que envolvem Portugal entre 2020 e 2021. O presente estudo tem como objetivo secundário analisar características como os tipos de promotores do estudo, os financiadores, ensaios nacionais ou internacionais), número de participantes recrutados, tipos de intervenção, publicação e centros nacionais envolvidos. Para melhor compreender as adaptações que tiveram que ser realizada na implementação e condução de estudos clínicos em contexto pandémico, tanto a nível de autoridades reguladoras, como promotores, centros de ensaio, equipas de investigação e participantes começou-se por recolher os dados das publicações relativas às orientações nacionais e internacionais. Estas medidas excecionais foram sendo emitidas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), e a nível nacional pela Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde (INFARMED) e o Comité Nacional de Ética para Investigação Clínica (CEIC). Para atingir o objetivo principal do estudo, foi realizada uma pesquisa sistemática dos registos entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021 utilizando quatro plataformas de registo de ensaios clínicos - ClinicalTrials.gov, EUCTR ANZCTR e RNEC. A pesquisa nestas quatro plataformas de registo de ensaios clínicos, permitiu a identificação e caracterização de estudos observacionais (ClinicalTrials.gov) e com intervenção a decorrer em Portugal para a COVID-19. Após a identificação de todos os estudos registados em Portugal no período mencionado anteriormente, foi feita a análise e caracterização de todas as informações recolhidas. Para isso, os dados foram organizados e registados numa tabela do Microsoft Office Excel, divididos por diversos parâmetros (de acordo com as informações dos estudos mais relevantes para o trabalho. Através desta análise, no presente estudo foram identificados em Portugal 29 estudos clínicos para a COVID-19 dos quais 14 são estudos observacionais e 15 são estudos de intervenção (ensaios clínicos). Durante o ano de 2020, Portugal esteve envolvido em mais estudos observacionais (n=11) do que estudos de intervenção (n=6). Em contraste, em 2021 Portugal registou mais estudos de intervenção para COVID-19 (n=9) do que estudos observacionais (n=3). Estes ensaios têm sido promovidos maioritariamente por universidades e companhias farmacêuticas. Os estudos observacionais foram promovidos maioritariamente por universidades, em que se destacaram a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto e a Universidade do Minho, e os estudos de intervenção por companhias farmacêuticas. Nos estudos com intervenção, em oposição aos estudos observacionais, verificou-se uma grande percentagem de estudos multinacionais, provavelmente por 60% por serem ensaios comerciais e possuírem maior capacidade de financiamento. Os tipos de financiadores vêm de encontro aos promotores, isto é, os estudos observacionais são maioritariamente financiados por organizações públicas e em estudos com intervenção por organizações privadas, principalmente empresas farmacêuticas com o objetivo da comercialização do produto. Todos os estudos de intervenção feitos no âmbito da COVID-19, foram ensaios clínicos randomizados já que permitem entender e avaliar o efeito de cada intervenção realizada, uma vez que cada grupo recebe uma intervenção diferente. A análise de dados destes estudos revelou que 80% dos estudos registados em Portugal eram para estudar medicamentos capazes de tratar e regredir o avanço da doença. A identificação dos centros de investigação nem sempre era possível, pois nem sempre eram mencionados. No entanto, quando se trata de estudos de intervenção, utilizando o RNEC foi possível identificar a maior parte. As áreas com maior número de centros de investigação concentram-se nas grandes áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Braga, coincidindo com as áreas com mais estudos de COVID-19 registados em Portugal. No distrito de Lisboa, destacaram-se a Nova Medical School, da Universidade NOVA de Lisboa, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central e o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte. No Porto, o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia e o Centro Hospitalar de São João foram os que mais participaram. Relativamente à publicação dos estudos, conclui-se que dos 29 estudos clínicos realizados para COVID-19 registados em Portugal entre 2020 e 2021, 66.67% dos que estão concluídos nos registos já deram origem a uma publicação. Apesar de todo o esforço feito por muitas entidades reguladoras nacionais, Portugal ainda apresenta várias lacunas e falta de harmonização que atrasam a implementação de ensaios clínicos internacionais. Por conseguinte, o desenvolvimento da investigação clínica deve basear-se numa estratégia nacional que reúna as autoridades de saúde para promover um conjunto estimulante de políticas públicas e financiamento.

Ano

2025-10-28T12:08:55Z

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Maatar, Jéssica Gouveia

Nanofibras na obtenção de embalagens ativas e inteligentes

A presente dissertação consiste em efetuar um estudo acerca da utilização de nanofibras no fabrico de embalagens ativas e inteligentes. Esta consiste numa revisão bibliográfica e na análise dos resultados obtidos num inquérito desenvolvido para avaliar a perceção geral do público no que a este tipo de embalagens diz respeito. Na revisão bibliográfica encontram-se várias definições genéricas e específicas essenciais à compressão do tema. O inquérito foi dividido em seis secções e obteve um total de 25 respostas. Após a análise dos resultados, conclui-se que a maioria dos inquiridos não tem conhecimento acerca deste tipo de embalagens, no entanto, reconhece as suas vantagens quando comparadas com as embalagens tradicionais, e mostra-se, inclusive, bastante recetivo quanto à aquisição e utilização das mesmas no seu dia-a-dia em detrimento das alternativas convencionais. Atualmente, este tipo de embalagens ainda não se encontra difundido em Portugal e muito pouco difundido a nível mundial, e tal pode dever-se a variadas circunstâncias, como a falta de informação a nível processual, legal e de segurança alimentar; falta de conhecimento por parte do público; e a falta de investimento por parte de quem desenvolve e de quem comercializa.

Ano

2025-10-28T12:20:34Z

Creators

Mota, Gonçalo Filipe Bernardo

Memórias e contra-memórias do império e do colonialismo no espaço público de Lisboa

Focando-se no caso de Lisboa, este artigo aborda a forma como a experiência do imperialismo moderno deixou fortes marcas sociais e materiais no espaço urbano das antigas capitais dos centros imperiais europeus. Apesar do fim formal do colonialismo, estas marcas continuam ativas, e permanentemente ativadas, em tempos pós-coloniais, mantendo-se geralmente um sentido apologético relativamente à experiência imperial europeia e adaptando-o às novas exigências das cidades globais do mundo contemporâneo. Neste processo, as “heranças difíceis” do colonialismo, a escravatura, o trabalho forçado, a violência racial e de género, são relegadas ao esquecimento. Contudo, em tempos recentes, tem-se verificado um questionamento de fundo sobre os legados da experiência colonial, dinamizando-se o debate e a intervenção no espaço público através da ação do movimento anti-racista global e também através de várias ações de memorialização dos legados problemáticos do colonialismo. O objetivo deste artigo é abordar esta dinâmica no espaço público da cidade de Lisboa e está dividido em duas partes: numa primeira é analisado o processo de impressão ao longo do tempo de uma memória do império no espaço da cidade de Lisboa; numa segunda parte, são analisadas as ações de memorialização contra-hegemónicas que se afirmam no campo institucional e no das formas culturais alternativas, muitas vezes pela mão daqueles que são eles próprios objeto das estratégias representacionais das políticas e das instituições.

Ano

2025-10-28T12:11:16Z

Creators

Peralta, Elsa

Foreword

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Ano

2025-10-28T12:09:50Z

Creators

Bastos, Cristiana

Uma nota sobre as políticas das cidades em Portugal nos anos noventa

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Ano

2025-10-28T12:11:02Z

Creators

Marques da Costa, Eduarda

Projeto Seixal saudável: o que podemos aprender com esta proposta

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Ano

2025-10-28T12:15:39Z

Creators

Alves, Marlúcio Anselmo Lima, Samuel do Carmo Marques Da Costa, Nuno Marques da Costa, Eduarda

Serviços e competitividade nas cidades médias em Portugal

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Ano

2025-10-28T12:14:42Z

Creators

Marques da Costa, Eduarda

O papel do lúdico na aprendizagem matemática

Este projecto tem como objectivo saber qual o papel do lúdico na aprendizagem Matemática, utilizando o Origami como recurso. Tendo em conta este objectivo formularam-se as seguintes questões de investigação: (i) Como se dão as aprendizagens no quadro de aprendizagens realizadas com a utilização de recursos de natureza lúdica? (ii) Qual o papel de mediação que o recurso a materiais de natureza lúdica tem na aprendizagem Matemática? (iii) Como se caracterizam os cenários de aprendizagem enriquecidos com recursos lúdicos? O estudo realizou-se numa turma de 2º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico onde, foram observados mais pormenorizadamente quatro alunos. A metodologia adoptada é de carácter qualitativo, sendo que a recolha de dados foi realizada em contexto natural (na sala de aula dos alunos). A recolha de dados teve como base a observação das aulas e respectiva recolha de notas de campo, as entrevistas realizadas à professora e a alguns alunos, os questionários realizados a todos os alunos da turma e a análise documental de fotografias tiradas ao longo das actividades e dos trabalhos realizados pelos alunos. Este estudo foi realizado ao longo de três aulas (sem uma duração pré-definida) e consistiu na realização de três actividades em Origami. As aulas começaram sempre com uma breve explicação do que iria acontecer, passando à realização do origami (feita por demonstração) e finalizando com uma discussão com os alunos orientada professora, onde esta foi colocando questões relacionadas com o que se queria trabalhar em cada uma das aulas. Com a realização deste estudo verificou-se que os alunos demonstraram interesse e gosto pelas aulas de carácter lúdico, nomeadamente na realização dos origamis. Ao longo das aulas também foi evidente a curiosidade e partilha que os alunos e mostraram em todo o processo em que estiveram envolvidos, onde os alunos com mais conhecimentos explicavam e ajudavam os outros (Participação Legítima Periférica). O estudo revelou que para a aprendizagem através dos recursos lúdicos é importante a observação, discussão e manuseamento do material. Este material tem um importante papel de mediação na aprendizagem doa alunos.

Ano

2025-10-28T12:14:42Z

Creators

Duarte, Cátia Alexandra, 1982-