Repositório RCAAP
Tabagismo associado a outros fatores comportamentais de risco de doenças e agravos crônicos não transmissíveis
Foram entrevistados via ligação telefônica 1.410 indivíduos, amostra aleatória e representativa da população acima de 18 anos residente em domicílios conectados à rede de telefonia fixa. A prevalência de tabagismo foi de 21,8%, maior em homens (25%) e em indivíduos na faixa entre 18 e 29 anos. Tabagismo e sedentarismo juntos ocorrem em 13,9% dos homens e 14,2% das mulheres; tabagismo e baixo consumo de frutas em 12,9% dos homens e 12,3% das mulheres; e tabagismo e baixo consumo de legumes em 5,8% dos homens e 5,1% das mulheres. A associação de tabagismo e consumo excessivo de álcool foi observada apenas nos homens (em 3,5% deles) e, da mesma forma que verificada para tabagismo isoladamente, sua ocorrência concomitante a outros fatores comportamentais de risco de doenças e agravos crônicos não transmissíveis (DANT) associou-se inversamente à escolaridade. Os dados apontam indícios de efeito de aglomeração entre tabagismo e sedentarismo, tabagismo e álcool em excesso, tabagismo e dieta inadequada, justificando intervenções focadas na prevenção e redução concomitante dos principais fatores comportamentais de risco de DANT.
2010
Berto,Silvia Justina Papini Carvalhaes,Maria Antonieta Barros Leite Moura,Erly Catarina de
Desigualdade sócio-espacial expressa por indicadores do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)
Foram georreferenciadas variáveis do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) de nascimentos de residentes em municípios da Região Metropolitana de Maringá, Paraná, Brasil, por 19 Áreas de Expansão Demográfica (AED). Mapas temáticos e a estatística Moran I e LISA foram utilizadas para avaliar a autocorrelação de mãe adolescente, baixa escolaridade, raça/cor preta e parda, número insuficiente de consultas de pré-natal, parto cesáreo, prematuridade, baixo peso ao nascer e Apgar < 8 no 5º minuto. Baixa escolaridade, raça/cor preta e parda e Apgar < 8 no 5º minuto apresentaram padrão concentrado nas AED periféricas com autocorrelação significativa (Moran I: 0,50; 0,67 e 0,63, respectivamente), enquanto altas proporções de parto cesáreo concentraram-se nas AED centrais (Moran I = 0,59), onde se observaram padrões do tipo "baixo-baixo" para mães adolescentes, baixa escolaridade e raça/cor preta e parda. Foram identificados conglomerados de risco nas AED periféricas da Região Metropolitana de Maringá que mostram a AED como alternativa metodológica viável, juntamente com o SINASC, para monitoramento das desigualdades sócio-espaciais da saúde materno-infantil.
2010
Predebon,Kelen Marja Mathias,Thais Aidar de Freitas Aidar,Tirza Rodrigues,Ana Lucia
Estimativas de insegurança alimentar grave nos municípios Brasileiros
Estimou-se a prevalência de insegurança alimentar grave para os municípios brasileiros, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2004. Inicialmente, foi gerado e testado um modelo por regressão logística multivariada com base nesse banco de dados. O modelo foi aplicado à amostra do Censo Demográfico de 2000, gerando estimativas de prevalências de insegurança alimentar grave para os municípios brasileiros, que foram analisadas de acordo com o percentual de famílias em condição de insegurança alimentar grave. Essa insegurança alimentar está mais concentrada nas regiões Norte e Nordeste, onde 46,1% e 65,3% dos municípios, respectivamente, apresentam altas prevalências de insegurança alimentar grave. Predominam nas regiões Sudeste e Sul municípios com baixa exposição à insegurança alimentar grave. No Centro-oeste a maior parte dos municípios mostra estimativas de insegurança alimentar grave classificadas como médias. Verificou-se grande variação intra-regional na ocorrência da insegurança alimentar, sendo a Região Sul a mais uniforme. Conclui-se que o Brasil apresenta grandes variações inter e intra-regionais na ocorrência da insegurança alimentar, sendo importante realçá-las e analisá-las, no intuito de subsidiar políticas públicas.
2010
Gubert,Muriel Bauermann Benício,Maria Helena D'Aquino Santos,Leonor Maria Pacheco dos
Fatores associados à prática de atividade física global e de lazer em idosos: Inquérito de Saúde no Estado de São Paulo (ISA-SP), Brasil
O propósito deste estudo foi medir a prevalência e os fatores associados à prática de atividade física global e de lazer em idosos (60 anos e mais). Estudo transversal de base populacional, com amostragem em múltiplos estágios que envolveu 1.950 idosos, residentes em áreas do Estado de São Paulo. A prevalência de atividade física global (avaliada pela versão curta do Questionário Internacional de Atividade Física - QIAF) foi de 73,9% e no lazer de 28,4%. Os resultados apontam para diferenças entre os fatores associados à atividade física global e no lazer. Os segmentos sociais mais vulneráveis ao sedentarismo global e, em especial ao sedentarismo no contexto de lazer, devem ser os alvos preferenciais das políticas de saúde que buscam a promoção de estilos de vida mais saudáveis.
2010
Zaitune,Maria Paula do Amaral Barros,Marilisa Berti de Azevedo César,Chester Luiz Galvão Carandina,Luana Goldbaum,Moisés Alves,Maria Cecilia Goi Porto
Sintomáticos respiratórios nas unidades de atenção primária no Município de Vitória, Espírito Santo, Brasil
O objetivo do estudo foi estimar a proporção de sintomáticos respiratórios na população que busca atendimento nas unidades de atenção primária do Município de Vitória, Espírito Santo. Foi realizado um estudo transversal do qual participaram 603 indivíduos que responderam a um questionário referente a dados sócio-demográficos e questão sobre tosse há mais de três semanas. Foi calculada a razão de prevalência com nível de significância de 5%. A proporção de sintomáticos respiratórios encontrada no município foi de 4%, variando de 1,6 a 11,7% entre as regiões. A maioria (71%) não referiu a tosse como motivo de procura do serviço. As variáveis significativamente associadas à condição de sintomático respiratório foram: falta de ar (RP = 6,29; IC95%: 2,22-21,81) e falta de apetite (RP = 2,75; IC95%: 1,08-6,82). Entre os sintomáticos respiratórios, a tosse foi o principal motivo de consulta. Observou-se associação dessa condição com somente duas variáveis, demonstrando a necessidade de adoção de diferentes estratégias para busca e identificação desses indivíduos na demanda diária das unidades de atenção primária.
2010
Moreira,Claudia Maria Marques Zandonade,Eliana Lacerda,Thamy Maciel,Ethel Leonor Noia
Determinantes dos gastos com diálises no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2000 a 2004
O objetivo deste estudo é comparar os gastos ambulatoriais totais entre hemodiálise e diálise peritoneal, de 2000 a 2004, dos pacientes que iniciaram diálise, em 2000, no Sistema Único de Saúde (SUS). Foi desenvolvida coorte histórica de pacientes que iniciaram diálise em 2000, identificados por pareamento probabilístico na base de dados de Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade/Custo (APAC). Utilizou-se modelo de regressão linear múltipla incluindo atributos individuais, clínicos e variáveis de oferta de serviços de saúde. A coorte foi constituída por 10.899 pacientes, 88,5% iniciaram em hemodiálise, e 11,5%, em diálise peritoneal. A modalidade explica 12% da variância dos gastos, os pacientes em diálise peritoneal apresentam um gasto médio anual 20% maior. Os diferenciais nos gastos são explicados pelo estado da federação e nível de oferta de serviços de saúde. As variáveis de risco individual não alteram o poder de explicação do modelo, sendo significativos a idade e a presença de diabetes mellitus. Constata-se a importância do sistema de pagamento do SUS para explicar as diferenças de gastos do tratamento dialítico no Brasil.
2010
Cherchiglia,Mariangela Leal Gomes,Isabel Cristina Alvares,Juliana Guerra Júnior,Augusto Acúrcio,Francisco de Assis Andrade,Eli Iola Gurgel Almeida,Alessandra Maciel Szuster,Daniele Araújo Campo Andrade,Mônica Viegas Queiroz,Odilon Vanni de
Consumo alimentar de crianças menores de três anos residentes em área de alta prevalência de insegurança alimentar domiciliar
O objetivo deste artigo foi descrever a associação entre insegurança alimentar e consumo alimentar de crianças no Município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil. Trata-se de estudo transversal de base populacional, com amostra probabilística de domicílios; com 402 famílias compostas por crianças de 6 e 30 meses de idade. Insegurança alimentar foi avaliada com base na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e o consumo alimentar das crianças foi estimado por dois recordatórios de 24 horas. Comparou-se o consumo dos grupos de alimentos, de energia e de nutrientes entre as categorias de insegurança alimentar. O consumo de doces e de gorduras foi elevado, independentemente do grau de insegurança alimentar, e o consumo de café foi significativamente maior entre crianças com insegurança alimentar. No modelo de regressão linear ajustado por energia, o consumo de proteínas associou-se de forma inversa com a EBIA (p = 0,005). Os resultados encontrados sugerem que a insegurança alimentar das famílias compromete a qualidade da dieta infantil, reduzindo o consumo de alimentos protéicos, aumentando o consumo de café e de alimentos de alta densidade energética.
2010
Antunes,Marina Maria Leite Sichieri,Rosely Salles-Costa,Rosana
Elaboração e avaliação da confiabilidade de um instrumento para medição da qualidade de vida relacionada à saúde de idosos independentes
Este trabalho apresenta um instrumento, o QUASI - Perfil de Qualidade de Vida Relacionada à Saúde de Idosos Independentes, para a medição da qualidade de vida relacionada à saúde de idosos que freqüentam programas ambulatoriais, a partir da adaptação de quatro instrumentos amplamente validados: Short-Form Health Survey, Duke-UNC Health Profile, Sickness Impact Profile e Nottingham Health Profile. Além disso, avalia a confiabilidade, considerando a sua utilização por dois entrevistadores, em intervalo de 15 dias. O instrumento contempla cinco dimensões: Percepção de Saúde, Sintomas, Função Física, Função Psicológica e Função Social e envolve 45 itens. A avaliação da confiabilidade foi realizada a partir das entrevistas de 142 idosos, inscritos em programas ambulatoriais no Município do Rio de Janeiro, Brasil, com base na apreciação da estatística kappa, ajustada por prevalência, para cada um dos 45 itens incluídos, e na correlação dos escores geral e por dimensão. Na avaliação da confiabilidade, 39 dos 45 itens apresentaram kappa superior a 0,60.
2010
Lima,Maria José Barbosa de Portela,Margareth Crisóstomo
Validade e reprodutibilidade dos instrumentos de medida da atividade física do tipo self-report em adolescentes: uma revisão sistemática
Realizou-se revisão sistemática de estudos de reprodutibilidade e validade de instrumentos de medida da atividade física do tipo self-report - medidas subjetivas, em adolescentes (10-19 anos). Buscas foram realizadas em bases de dados (MEDLINE, PsycInfo, SportsDiscus, Scopus, Web of Science, SciELO, Lilacs) e nas referências dos artigos localizados. Sessenta e seis estudos atenderam aos critérios de inclusão. A maioria deles foi realizada em países da América do Norte, apenas cinco no Brasil. Identificaram-se 52 instrumentos diferentes: 42 questionários, 6 diários e 4 entrevistas. A reprodutibilidade "teste-reteste" variou de 0,20 a 0,98; a maioria (28/50) dos coeficientes apresentou valores < 0,70. Os coeficientes de validade apresentaram ampla variação (-0,13 a 0,88), sendo a maioria deles (64/84) < 0,50. Apenas três instrumentos apresentaram correlações > 0,70. Diversos instrumentos foram testados em adolescentes, especialmente questionários. Em geral, tais instrumentos demonstraram melhor reprodutibilidade "teste-reteste" do que validade.
2010
Farias Júnior,José Cazuza de Lopes,Adair da Silva Florindo,Alex Antonio Hallal,Pedro C.
Methodology of a nationwide cross-sectional survey of prevalence and epidemiological patterns of hepatitis A, B and C infection in Brazil
A population-based survey to provide information on the prevalence of hepatitis viral infection and the pattern of risk factors was carried out in the urban population of all Brazilian state capitals and the Federal District, between 2005 and 2009. This paper describes the design and methodology of the study which involved a population aged 5 to 19 for hepatitis A and 10 to 69 for hepatitis B and C. Interviews and blood samples were obtained through household visits. The sample was selected using stratified multi-stage cluster sampling and was drawn with equal probability from each domain of study (region and age-group). Nationwide, 19,280 households and ~31,000 residents were selected. The study is large enough to detect prevalence of viral infection around 0.1% and risk factor assessments within each region. The methodology seems to be a viable way of differentiating between distinct epidemiological patterns of hepatitis A, B and C. These data will be of value for the evaluation of vaccination policies and for the design of control program strategies.
2010
Ximenes,Ricardo Arraes de Alencar Pereira,Leila Maria Beltrão Martelli,Celina Maria Turchi Merchán-Hamann,Edgar Stein,Airton Tetelbom Figueiredo,Gerusa Maria Braga,Maria Cynthia Montarroyos,Ulisses Ramos Brasil,Leila Melo Turchi,Marília Dalva Fonseca,José Carlos Ferraz da Lima,Maria Luiza Carvalho de Alencar,Luis Cláudio Arraes de Costa,Marcelo Coral,Gabriela Moreira,Regina Celia Cardoso,Maria Regina Alves
Impacto do incentivo ao aleitamento materno entre mulheres trabalhadoras formais
Investigar se programas de incentivo ao aleitamento materno ajudam a prevenir o desmame precoce entre filhos de mães trabalhadoras. Foi realizado um estudo de intervenção não randomizado, por meio de inquérito entre mães que voltaram a trabalhar após o parto, participantes e não-participantes de um programa de incentivo ao aleitamento. A amostra consistiu de 200 mães de filhos com idades entre 6 e 10 meses. Para avaliar fatores associados ao desmame precoce, os resultados foram analisados por meio dos testes estatísticos de qui-quadrado, exato de Fisher e análise de regressão logística múltipla (α = 0,05). Os resultados mostraram que houve diferença estatística nas taxas de aleitamento materno exclusivo (p < 0,0001) e de aleitamento materno (p < 0,0001) entre os grupos. Apresentou diferença estatística (p = 0,0056) em relação à época de retorno ao trabalho entre os grupos. Não houve diferença entre o fim da licença-maternidade e a época de desmame. As mães que não conseguem amamentar seus filhos durante a jornada de trabalho têm 4,98 (IC95%: 1,27-19,61) vezes mais chances de desmamá-los antes do quarto mês.
2010
Brasileiro,Aline Alves Possobon,Rosana de Fátima Carrascoza,Karina Camilo Ambrosano,Gláucia Maria Bovi Moraes,Antônio Bento Alves de
Gestão do trabalho, da educação, da informação e comunicação na atenção básica à saúde de municípios das regiões Sul e Nordeste do Brasil
A descentralização das ações no Sistema Único de Saúde requer competências específicas para a gestão municipal. As demandas incluem o gerenciamento de equipes de trabalho, estrutura física e tecnológica, e organização de insumos e estratégias. Por meio de inquérito epidemiológico estudou-se a gestão do trabalho, da educação, da informação e da comunicação na atenção básica à saúde de 41 municípios com mais de 100 mil habitantes das regiões Sul e Nordeste do Brasil. Evidenciou-se uma escassa profissionalização dos gestores e limitações importantes das estruturas e instrumentos de gestão. A precarização do trabalho é um problema relevante na atenção básica. A supervisão do trabalho está pouco direcionada ao planejamento e às práticas de saúde. A educação permanente de trabalhadores se limita a particularidades das ações de saúde. Geralmente, a informação em saúde no âmbito municipal se restringe à coleta e transferência de dados às esferas estadual e federal. Já a comunicação não se constitui em uma estratégia efetiva de vinculação entre gestores, trabalhadores, população e controle social.
2010
Silveira,Denise Silva da Facchini,Luiz Augusto Siqueira,Fernando Vinholes Piccini,Roberto Xavier Tomasi,Elaine Thumé,Elaine Silva,Suele Manjourany Dilélio,Alitéia Santiago Maia,Maria de Fátima dos Santos
Prevalência de excesso de peso e obesidade abdominal, segundo parâmetros antropométricos, e associação com maturação sexual em adolescentes escolares
Este estudo objetivou estimar a prevalência de excesso de peso e obesidade abdominal em escolares segundo antropometria e maturação sexual. Foi um estudo transversal, incluindo 1.405 escolares de 10-14 anos, de ambos os sexos, residentes no Recife, Pernambuco, Brasil, em 2007. Foi avaliado o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura (CC) e razão da cintura-estatura (RCEst). A maturação sexual foi auto-avaliada, definindo-se como precoce quando o escolar apresentava idade cronológica inferior à mediana de idade para o referido estágio. A prevalência de excesso de peso foi de 20,4% (IC95%: 18,3-22,6) e a de obesidade abdominal foi de 14,9% (IC95%: 13,1-16,9) para CC e 12,6% (IC95%: 10,9-14,4) para RCE. O IMC, a CC e a RCEst apresentaram uma forte correlação positiva (rho ≅ 0,8; p < 0,001). A prevalência de excesso de peso e de obesidade abdominal foi maior (p < 0,05) nos estágios finais de maturação sexual em ambos os sexos. A alta prevalência de excesso de peso requer medidas urgentes de prevenção e controle desse distúrbio, sendo recomendada a inclusão da maturação sexual na avaliação do estado nutricional.
2010
Pinto,Isabel Carolina da Silva Arruda,Ilma Kruze Grande de Diniz,Alcides da Silva Cavalcanti,Ana Márcia Tenório de Souza
O idoso institucionalizado: avaliação da capacidade funcional e aptidão física
O objetivo deste estudo foi explorar a relação entre a aptidão física e a capacidade funcional de residentes em instituições de longa permanência para idosos de baixa renda. Foi realizada avaliação em seis instituições localizadas em três regiões do país. Amostra foi composta de 78 idosos, com média de idade de 77,4 anos (DP = 7,9). A avaliação da aptidão física aplicando-se testes da AAHPERD adaptada para idosos institucionalizados, e da capacidade funcional pela escala de Katz, constatou que a aptidão física, em seus cinco componentes, em média era regular na flexibilidade, coordenação, agilidade e resistência aeróbia, era boa no componente força. Já o Índice de Aptidão Física Geral (IAFG), em média era regular. Os resultados demonstram que quanto maior o grau de dependência dos idosos institucionalizados menor é a força e o resultado do IAFG e, quanto melhor é a coordenação e a agilidade melhor é o nível de independência para a realização das atividades da vida diária. As implicações estão em contribuir com os programas de exercícios físicos adequados na manutenção e/ou recuperação da funcionalidade.
2010
Gonçalves,Lúcia Hisako Takase Silva,Aline Huber da Mazo,Giovana Zarpsellon Benedetti,Tânia R. Bertoldo Santos,Silvia Maria Azevedo dos Marques,Sueli Rodrigues,Rosalina A. Partezani Portella,Marilene Rodrigues Scortegagna,Helenice de Moura Santos,Silvana Sidney C. Pelzer,Marlene Teda Souza,Andrea dos Santos Meira,Edmeia Campos Sena,Edite Lago da Silva Creutzberg,Marion Rezende,Tais de Lima
Epidemiologia da sífilis gestacional em Fortaleza, Ceará, Brasil: um agravo sem controle
O objetivo deste estudo transversal foi conhecer o perfil epidemiológico das gestantes com VDRL reagente, em Fortaleza, Ceará, Brasil, no ano de 2008. Foi verificado o percentual das gestantes com sífilis que foram consideradas inadequadamente tratadas e os motivos da inadequação, de acordo com as normas do Ministério da Saúde. Foram entrevistadas 58 gestantes no pós-parto imediato, internadas em cinco maternidades públicas do município, e consultadas as informações do prontuário e do cartão das gestantes. Foram avaliados dados sociodemográficos, obstétricos e variáveis relacionadas ao diagnóstico e tratamento da gestante e do parceiro. Apenas três (5,2%; IC95%: 1,8%-14,1%) gestantes foram consideradas adequadamente tratadas. O principal motivo da inadequação do tratamento foi a falta ou inadequação do tratamento do parceiro (88% dos casos; IC95%: 76,2%-94,4%). Foi possível constatar a necessidade de um segundo VDRL no terceiro trimestre de gestação. Os dados evidenciaram que o atendimento recebido pela gestante não foi suficiente para garantir o controle da sífilis congênita.
2010
Campos,Ana Luiza de Araujo Araújo,Maria Alix Leite Melo,Simone Paes de Gonçalves,Marcelo Luiz Carvalho
Qualidade da notificação de anomalias congênitas pelo Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC): estudo comparativo nos anos 2004 e 2007
Este estudo comparou a validade dos diagnósticos de anomalias congênitas do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), em oito hospitais distribuídos em sete municípios do Brasil, totalizando 27.945 nascidos vivos em 2004 e 25.905 em 2007. Além disso, descreveu ações específicas realizadas para o aprimoramento da qualidade dos dados desse campo. Para a análise da validade, foi utilizado o Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas (ECLAMC) como padrão-ouro. Em 2004, pelo menos 40% dos casos de anomalias congênitas eram subnotificados, situação que não foi modificada em 2007. Observou-se aumento significativo na sensibilidade somente em um hospital, de 56,9% para 96,8%. Em dois hospitais, houve diminuição significativa na sensibilidade, de 62,7% para 41,7% e de 66,5% para 32,2%. Os valores preditivos positivo e negativo e especificidade permaneceram acima de 80%. Apenas duas secretarias municipais de saúde e quatro hospitais fizeram algum tipo de ação específica para a melhoria do campo 34. Os resultados apontam para a necessidade de se investir na qualidade da informação sobre anomalias congênitas no SINASC.
2010
Luquetti,Daniela Varela Koifman,Rosalina Jorge
Estado nutricional dos indígenas Kaingáng matriculados em escolas indígenas do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil
Caracterizar o estado nutricional de 3.254 Kaingáng de escolas indígenas de 12 terras indígenas do Rio Grande do Sul, Brasil. Transversal de base escolar. Obtidas medidas de peso (P), estatura (E) e circunferência da cintura (CC) conforme Organização Mundial da Saúde - OMS (1995). Classificação do estado nutricional: crianças: índices E/I, P/I e P/E, de acordo com o National Center for Health Statistics (WHO, 1995) e E/I, P/I e índice de massa corporal/idade (IMC/I) de acordo com OMS (2006); adolescentes: IMC/I (OMS, 1995 e 2006) e E/I (OMS, 2006); adultos: IMC (OMS, 1995) e CC (OMS, 2003). Adolescentes representaram 56% dos avaliados, crianças 42,5%, adultos 1,4% e idosos 0,1%. Deficit estatural de 15,1% (OMS, 1995) e 15,5% (OMS, 2006) entre as crianças e de 19,9% entre adolescentes. Freqüências de excesso de peso foram: crianças: 11% (OMS, 1995) e 5,7% (OMS, 2006); adolescentes: 6,7%; adultos: 79,2%. Entre adultos, 45,3% estavam em risco aumentado para doenças metabólicas. Observada a transição nutricional no segmento, caracterizada por prevalências importantes de baixa estatura na infância e adolescência e sobrepeso proeminente em todas as faixas etárias.
2010
Castro,Teresa Gontijo de Schuch,Ilaine Conde,Wolney Lisboa Veiga,Juracilda Leite,Maurício Soares Dutra,Carmem Lucia Centeno Zuchinali,Priccila Barufaldi,Laura Augusta
Prevalência de fraturas vertebrais e fatores de risco em mulheres com mais de 60 anos de idade na cidade de Chapecó, Santa Catarina, Brasil
Fraturas são o principal agravo relacionado à fragilidade óssea na pós-menopausa, representando aumento de risco de novas fraturas, mortalidade e custos. Nosso objetivo foi verificar a ocorrência de fratura vertebral por fragilidade e relacioná-la com fatores demográficos, comportamentais e clínicos em uma população brasileira. Foi feito um estudo transversal com seleção por amostragem aleatória estratificada de mulheres idosas residentes em Chapecó, Santa Catarina, Brasil. A amostra foi constituída por 186 mulheres brancas com idade acima de 60 anos. Destas, 48,9% tinham fraturas vertebrais assintomáticas, com maiores prevalências em T11-12 e L4-5. Na análise ajustada, observa-se que existe gradiente entre idade e fratura vertebral, chegando a ser 2,3 vezes maior a prevalência de fraturas entre as mulheres com idade superior a 80 anos. As sedentárias apresentaram prevalência de fratura 1,44 vez maior do que as não sedentárias. Devido à alta prevalência de fraturas vertebrais encontrada, sugerimos a realização de radiografia de coluna para mulheres idosas para rastreamento e prevenção de agravos.
2010
Oliveira,Patricia Pereira de Marinheiro,Lizanka Paola Figueiredo Wender,Maria Celeste Osório Roisenberg,Felipe Lacativa,Paulo Gustavo Sampaio
Adesão ao pré-natal de mulheres HIV+ que não fizeram profilaxia da transmissão vertical: um estudo sócio-comportamental e de acesso ao sistema de saúde
Objetivamos compreender os fatores sócio-comportamentais e do Sistema Único de Saúde (SUS) que, na visão de mulheres identificadas como HIV+ por teste rápido no parto, dificultaram ou impediram a adesão ao pré-natal. Foram incluídas 40 mulheres, das quais apenas oito tinham tido seis consultas ou mais. Foi utilizada a abordagem qualitativa, com entrevistas semi-estruturadas. Os dados foram analisados seguindo os preceitos da análise temática. Os resultados foram agrupados em dois blocos: os que dificultaram a adesão ao pré-natal: não aceitação da gestação, falta de apoio familiar, conhecimento prévio da soropositividade, contexto social adverso, experiências negativas de atendimento e práticas e concepções de descrédito em relação ao pré-natal, e os que favoreceram a adesão: apoio familiar, discurso de valorização do cuidado com a saúde, desejo de laqueadura tubária, acolhimento pela equipe de saúde e experiências positivas de assistência. Uma compreensão melhor do contexto sociocultural deveria permitir a construção de estratégias capazes de resgatar essas mulheres para um sistema de saúde mais acolhedor.
2010
Darmont,Mariana de Queiroz Rocha Martins,Helena Santos Calvet,Guilherme Amaral Deslandes,Suely Ferreira Menezes,Jacqueline Anita de
Physical abuse of older people reported at the Institute of Forensic Medicine in Recife, Pernambuco State, Brazil
This cross-sectional study aimed to determine the profile of physical abuse against older people who underwent forensic examination at the Institute of Forensic Medicine in Recife, Pernambuco State, Brazil. The cases, with data from 1,027 forensic reports, were described according to characteristics of the incident, victim, and aggressor. Most cases of violence were produced by mechanical energy, either with blunt objects or by empty-handed attack; the most common day of the week was Sunday, most frequently in the evening, and in the victim's home; typical cases involved mild injuries on more than one part of the victim's body. The majority of the victims were men, 60 to 69 years of age, brown (mixed-race), married or living with a partner, and retirees/pensioners. The majority of the aggressors were men, known to the victim, and attacking alone. The social transcendence of violence against older people clearly calls for investment in programs to deal with the problem in order to ensure better quality of life for the elderly.
2010
Abath,Marcella de Brito Leal,Márcia Carréra Campos Melo Filho,Djalma Agripino de Marques,Ana Paula de Oliveira