Repositório RCAAP

Seroprevalence of hepatitis B and hepatitis C markers in adolescents in Southern Brazil

This study was carried out to determine the prevalence of hepatitis B virus (HBV) and hepatitis C virus (HCV) markers among adolescents aged between 10 and 16 years old, who are elementary school students in the city of Chapecó, Santa Catarina State, Brazil. The study involved a cross-sectional survey that included 418 volunteers, from March to July, 2008. Serology comprised HBsAg, anti-HBc, anti-HBs and anti-HCV. Tests were performed using automated Microparticle Enzyme Immunosorbant Assay (Abbott, AxSYM System, Wiesbaden, Germany). The prevalence of HBsAg was found to be 0.2% (95%CI: 0.0-1.3), and the prevalence of anti-HBc was found to be 1.4% (95%CI: 0.5-3.1). Regarding anti-HBs, 48.6% had titers greater than 10UI/L. None of the volunteers presented reactive results for anti-HCV. This study showed a low prevalence of HBV and HCV markers of infection and a great number of volunteers immunized against HBV. Finally this study shows the importance of proper health campaigns and policies in reducing those prevalences.

Ano

2011

Creators

Scaraveli,Natália Gazzoni Passos,Ana Maria Voigt,Andréia Royer Livramento,Andréa do Tonial,Gabriela Treitinger,Aricio Spada,Celso

A descentralização da vigilância da saúde do trabalhador no Município de Campinas, São Paulo, Brasil: uma avaliação do processo

O trabalho avalia o processo de descentralização da vigilância da saúde do trabalhador para as equipes distritais em Campinas, São Paulo, Brasil, de 1990 a 2006. A história e o contexto foram recuperados em documentos da Secretaria Municipal de Saúde para construir critérios de avaliação e definir facilidades e dificuldades na implantação de diretrizes, bem como a distância entre o formulado e a realidade alcançada. A avaliação utilizou-se de técnicas qualitativas com grupos focais de implicados no processo. Os resultados mostraram que a descentralização foi definida conforme as opções políticas do momento e sob determinação dos princípios do SUS; foram facilitadores o aumento da capacidade técnica e a integração entre as equipes, e dificultaram o processo o planejamento centralizado e pouco participativo, recursos insuficientes e pouca clareza de papéis e atribuições entre os serviços. A discussão desses resultados com gestores, atores sociais e profissionais envolvidos tem contribuído para analisar e organizar ações transformadoras das práticas regionais públicas de vigilância da saúde do trabalhador.

Ano

2011

Creators

Balista,Salma Regina Rodrigues Santiago,Sílvia Maria Corrêa Filho,Heleno Rodrigues

Prevalência de infecção genital pelo HPV em populações urbana e rural da Amazônia Oriental Brasileira

Foram investigados a prevalência e os fatores associados à infecção genital pelo HPV em mulheres de população urbana e rural de duas regiões da Amazônia Oriental brasileira. Foi um estudo transversal com 444 mulheres submetidas ao rastreamento para câncer cervical, sendo 233 urbanas e 211 rurais, de janeiro de 2008 a março de 2010. Coletaram-se amostras da cérvice uterina para a pesquisa de DNA do HPV pela PCR. Todas responderam a um formulário epidemiológico. Análise bivariada e por regressão logística foram empregadas na investigação dos fatores associados ao HPV. A prevalência geral de HPV foi de 14,6%. Entre as populações, não houve diferença significativa, 15% urbana e 14,2% rural. O único fator de risco explorado no estudo significativamente associado ao HPV foi a situação conjugal de mulheres residentes na zona rural na faixa de 13 a 25 anos, com maior prevalência de infecção entre solteiras, separadas ou viúvas. Conclui-se que, apesar das prevalências entre as populações serem semelhantes, as estratégias preventivas a serem aplicadas seriam específicas para cada população.

Ano

2011

Creators

Pinto,Denise da Silva Fuzii,Hellen Thais Quaresma,Juarez Antônio Simões

Estratégia Saúde da Família e a atenção ao idoso: experiências em três municípios brasileiros

O processo de trabalho, a organização da rede assistencial e o conhecimento dos profissionais de seis equipes da Estratégia Saúde da Família sobre a atenção ao idoso foram investigados em três municípios do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, por meio de entrevistas e de grupos focais. Identificou-se a centralidade do trabalho dos agentes comunitários, a priorização das ações programáticas em detrimento da abordagem dos problemas da comunidade adscrita, a sobrecarga de trabalho, a desorganização das redes de saúde e a falta de abordagens sistêmicas fundamentada em conteúdos básicos da Geriatria e Gerontologia. Conclui-se que existe a necessidade de uma rede de atenção ao idoso composta por serviços e níveis de atenção hierarquizados que ofereça suporte às ações das equipes. Essas, também podem se beneficiar de programas de educação permanente, sendo necessário, além disto, aumentar a oferta de conteúdos de geriatria e gerontologia nos cursos de graduação.

Ano

2011

Creators

Motta,Luciana Branco da Aguiar,Adriana Cavalcanti de Caldas,Célia Pereira

Diferenças no processo de atenção ao pré-natal entre unidades da Estratégia Saúde da Família e unidades tradicionais em um município da Região Sul do Brasil

Avaliar diferenças na atenção ao pré-natal entre a Estratégia Saúde da Família (ESF) e as unidades básicas de saúde (UBS) tradicionais em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Foi realizado um estudo transversal com todas as mulheres grávidas que tiveram partos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2007 e fizeram o pré-natal na rede municipal. Compararam-se os procedimentos recomendados pelo Ministério da Saúde, segundo modelo de atenção. Dentre as 961 grávidas, as da ESF receberam em maior percentual alguns cuidados (uso de sulfato ferroso, vacina antitetânica, número de exames para HIV e sífilis). Outros procedimentos foram mais frequentes na ESF, mas estavam abaixo do valor recomendado (exame das mamas e prevenção do câncer cervical). As medidas de pressão arterial, altura uterina e de peso foram muito frequentes nos dois grupos. A identificação de gestantes no primeiro trimestre não alcançou 70%. As mulheres da ESF têm um processo de atenção melhor, mas alguns dos procedimentos ainda estão abaixo das expectativas, sendo necessários mais esforços para melhorar a qualidade do pré-natal.

Ano

2011

Creators

Mendoza-Sassi,Raul A. Cesar,Juraci Almeida Teixeira,Tarso Pereira Ravache,César Araújo,Gerson Donizete Silva,Tatiana Corrêa da

Prevalência e fatores associados ao excesso de peso em adultos: inquérito populacional em Rio Branco, Acre, Brasil, 2007-2008

Estudos populacionais no Brasil apontam aumento da prevalência de excesso de peso e obesidade na população adulta, em todas as regiões. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência e identificar os principais fatores associados ao excesso de peso em adultos, em Rio Branco, Acre, Brasil, por meio de um estudo transversal de base populacional com amostra composta de 1.469 adultos. A análise multivariada foi realizada através de regressão de Poisson, adotando-se, como variável dependente, excesso de peso (IMC > 25kg/m²). A prevalência de excesso de peso foi observada em 46,9% da amostra, sendo mais elevada entre as mulheres. Observou-se tendência de aumento do excesso de peso com o aumento da idade em ambos os gêneros. Observaram-se associações entre o excesso de peso e variáveis socioeconômicas, demográficas e morbidades como hipertensão arterial e dislipidemias. A alta prevalência de excesso de peso em adultos de ambos os sexos sugere um problema de saúde pública. Tornam-se necessárias medidas de controle e prevenção dos riscos à saúde associados ao excesso de peso.

Ano

2011

Creators

Lino,Marina Zago Ramos Muniz,Pascoal Torres Siqueira,Kamile Santos

Como e por que as desigualdades sociais fazem mal à saúde?

No summary/description provided

Ano

2011

Creators

Santos Júnior,Vitor Jorge dos Bagrichevsky,Marcos

E o dengue continua desafiando e causando perplexidade

No summary/description provided

Ano

2011

Creators

Teixeira,Maria Glória Costa,Maria da Conceição N. Barreto,Maurício L.

Usos da noção de subjetividade no campo da Saúde Coletiva

Analisa-se o uso da noção de subjetividade no campo da saúde coletiva associada às condições históricas e institucionais que o demandaram. A busca em periódicos específicos da área e livros de referência constituiu-se como estratégia metodológica central. Identificamos três funções no uso do conceito de subjetividade, associando-as primariamente às suas variáveis externas (trajetória do movimento sanitário e institucionalização do SUS), e secundariamente às variáveis internas (lógica do campo teórico-conceitual). As funções identificadas discutem a subjetividade (1) como elemento para se pensar a ação social de sujeitos políticos engajados no projeto da Reforma Sanitária; (2) como estratégia de problematizar o cuidado e a gestão como práticas intersubjetivas; (3) como substrato para a produção de autonomia nos indivíduos e coletivos. Em suas variáveis externas, as três funções se estabelecem como processos de construção de estratégias micro e macropolíticas em prol da consolidação do SUS.

Ano

2011

Creators

Ferreira Neto,João Leite Kind,Luciana Pereira,Alessandra Barbosa Rezende,Maria Carolina Costa Fernandes,Marina Lanari

A (in)visibilidade da violência psicológica na infância e adolescência no contexto familiar

A violência psicológica na infância e adolescência, no contexto familiar, ainda é pouco estudada. Este artigo tem como objetivo analisar como a violência psicológica na família relatada por crianças e adolescentes tem sido abordada nos estudos acadêmicos, através de revisão de literatura. A metodologia utilizada baseou-se na pesquisa bibliográfica das fontes de informações das bases de dados da LILACS, MEDLINE, SciELO, PubMed e do Portal Capes, nas bases Scopus e PsycInfo. Entre 51 estudos epidemiológicos, 16 desses se mostraram adequados ao objetivo desse artigo e comprovam a alta prevalência deste tipo de violência. Através dessa revisão pode-se perceber que esse tema tem sido mais estudado na literatura internacional do que na brasileira, e que aumentou significativamente sua visibilidade na última década, porém ainda enfrenta dificuldades quanto à definição, conceituação e operacionalidade. Constatou-se que a violência psicológica ao sair da invisibilidade pode colaborar para o aumento da prevenção e da proteção desta natureza de violência.

Ano

2011

Creators

Abranches,Cecy Dunshee de Assis,Simone Gonçalves de

Gravidez na adolescência e características socioeconômicas dos municípios do Estado de São Paulo, Brasil: análise espacial

A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública comum em todo o mundo. O objetivo deste estudo ecológico é estudar o padrão espacial da associação entre os percentuais de gravidez na adolescência e características socioeconômicas dos municípios do Estado de São Paulo, Brasil. Para isso, foi utilizado um modelo bayesiano com uma distribuição espacial que segue uma estrutura condicional autorregressiva (CAR), baseado em algoritmos Monte Carlo em cadeias de Markov (MCMC). Foram usados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Verificou-se que a ocorrência de gravidezes precoces apresentou-se maior nos municípios de menor produto interno bruto (PIB) per capita, com maior incidência de pobreza, de menor tamanho populacional, menor índice de desenvolvimento humano (IDH) e maior percentual de indivíduos com índice paulista de vulnerabilidade social (IPVS) igual a 5 ou 6, ou seja, mais vulneráveis. O estudo demonstra uma estreita associação entre gravidez na adolescência e indicadores econômicos e sociais.

Ano

2011

Creators

Martinez,Edson Zangiacomi Roza,Daiane Leite da Caccia-Bava,Maria do Carmo Gullaci Guimarães Achcar,Jorge Alberto Dal-Fabbro,Amaury Lelis

Utilização de serviços de saúde pela população adulta de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil: resultados de um estudo transversal

O objetivo do estudo foi descrever as características da população adulta em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil, quanto ao uso de serviços de saúde. Avaliaram-se como desfecho: não se consultar com médico no último mês, utilizar serviços do SUS e se consultar nos serviços privados. Foi realizado um estudo transversal com indivíduos de ambos os sexos, de 20 a 69 anos. Das 1.098 pessoas respondentes, 623 (56,7%; IC95%: 53,8-59,7) não haviam se consultado com médico no último mês. Dos 487 indivíduos que tinham se consultado, 51,2% utilizaram os serviços do SUS, 26,9% os serviços privados e 22% outros serviços. Consultar estava associado com sexo feminino e idade elevada. A análise evidenciou que os indivíduos nas categorias intermediárias de renda, escolaridade e classe econômica se consultavam menos do que as correspondentes altas e baixas categorias. Os resultados sugerem que a classe intermediária, por não possuir "capacidade de compra" para serviços privados e/ou por não utilizar o sistema público, tenderia a procurar assistência de saúde com menor frequência.

Ano

2011

Creators

Dias-da-Costa,Juvenal Soares Olinto,Maria Teresa Anselmo Soares,Simoni Assunção Nunes,Marcelo Felipe Bagatini,Tatiane Marques,Maximiliano das Chagas Guimarães,Lisiane Kiefer Müller,Letícia Possebon Machado,Fátima Carina de Souza Barcellos,Eduardo dos Santos Pattussi,Marcos Pascoal

Esperança de vida ao nascer: impacto das variações na mortalidade por idade e causas de morte no Município de Campinas, São Paulo, Brasil

O objetivo do estudo foi examinar o impacto das mudanças na mortalidade por idades e causas de morte sobre o aumento da esperança de vida ao nascer no Município de Campinas, São Paulo, Brasil, entre 1991, 2000 e 2005. Foram construídas tábuas de vida. O método de Pollard foi aplicado para estimar as contribuições das idades e causas de morte na variação da longevidade. O grupo etário de 0-1 ano foi o que mais contribuiu com o aumento da vida média masculina (31,1%) e feminina (22,9%) em 1991/2000. Entre 2000 e 2005, as idades de 15-44 anos responderam por 79% do ganho masculino. A maior contribuição entre 1991 e 2000 foi gerada pelas doenças cardiovasculares (66,1% entre os homens e 43,5% entre as mulheres). As causas externas subtraíram 1,1 ano entre os homens. Entre 2000 e 2005, com a queda da mortalidade por estas causas, a esperança de vida masculina aumentou em 2,3 anos. As neoplasias provocaram redução de 0,11 ano para homens e 0,15 ano para mulheres. Estes resultados podem auxiliar na orientação de políticas públicas de saúde para redução da mortalidade e aumento da esperança de vida ao nascer.

Ano

2011

Creators

Belon,Ana Paula Barros,Marilisa Berti de Azevedo

Fatores associados à realização da prevenção secundária do câncer de mama no Município de Maringá, Paraná, Brasil

Este estudo analisou a prevalência e os fatores associados à realização da prevenção secundária do câncer de mama em mulheres de 40-69 anos do Município de Maringá, Paraná, Brasil. Realizou-se um estudo exploratório de corte transversal, tipo inquérito populacional, no Município de Maringá. A prevalência observada de realização do autoexame das mamas foi de 64,5%, do exame clínico das mamas, 71,5%, e de mamografia, 79%. Os fatores que influenciaram na realização dessas ações foram: idade, escolaridade, raça, classe econômica, religião e realização de terapia hormonal. A classe econômica e a escolaridade influenciaram significativamente na realização das práticas preventivas, ou seja, quanto maior o nível socioeconômico, maior a realização. A orientação e realização das práticas preventivas devem estar ao alcance de todas as mulheres na faixa etária de maior risco, diminuindo, dessa maneira, o diagnóstico tardio e mortes desnecessárias e aumentando as chances de cura do câncer de mama.

Ano

2011

Creators

Matos,Jéssica Carvalho de Pelloso,Sandra Marisa Carvalho,Maria Dalva de Barros

Análises espaciais na identificação das áreas de risco para a esquistossomose mansônica no município de Lauro de Freitas, Bahia, Brasil

A disseminação da esquistossomose mansônica vem desafiando o sistema de saúde brasileiro, deixando clara a necessidade da reavaliação das estratégias do programa de controle da endemia. O objetivo deste trabalho foi delimitar as áreas geográficas de risco para a esquistossomose em Lauro de Freitas, Bahia, Brasil, e estabelecer o perfil epidemiológico e socioeconômico da doença no município. Utilizou-se o estimador de densidade de Kernel para a identificação visual de aglomerados de casos e a análise de varredura espaço-temporal de Kulldorff & Nagarwalla para a obtenção de aglomerados com significância estatística e mensuração do risco. As duas técnicas identificaram quatro áreas de risco para a doença no município, com indicadores socioeconômicos mais baixos que as áreas fora dos aglomerados. A análise de correspondência múltipla mostrou um perfil diferenciado nos pacientes positivos para a esquistossomose pertencentes ao aglomerado primário. As técnicas empregadas se configuram em uma importante aquisição metodológica para a vigilância e controle da doença no município.

Ano

2011

Creators

Cardim,Luciana Lobato Ferraudo,Antonio Sergio Pacheco,Selma Turrioni Azevedo Reis,Renato Barbosa Silva,Marta Mariana Nascimento Carneiro,Deborah Daniela M. Trabuco Bavia,Maria Emilia

Adaptação transcultural parcial da escala Aberrant Behavior Checklist (ABC), para avaliar eficácia de tratamento em pacientes com retardo mental

A ABC (Aberrant Behavior Checklist) visa avaliar a resposta ao tratamento de transtornos comportamentais em portadores de retardo mental. O objetivo deste estudo é descrever a adaptação transcultural parcial da escala ABC para o português do Brasil. Foi realizada avaliação da equivalência conceitual e de itens, foram feitas duas traduções (T1 e T2), suas respectivas retraduções (R1 e R2), avaliação das equivalências referencial e geral, avaliação de especialistas, pré-teste e elaboração da versão final. Em relação à equivalência conceitual e de itens a ABC foi considerada pertinente à nossa cultura. Quanto à equivalência semântica, houve uma boa correspondência entre os itens de R1 e a ABC original, e razoável entre estes e R2. Portanto optou-se por utilizar os itens de T1. Todos os professores compreenderam 94,8% da escala, enquanto todos os parentes entenderam 87,9%. Fica disponível a versão em português do Brasil da escala ABC, respeitando a equivalência conceitual e de itens e semântica.

Ano

2011

Creators

Losapio,Mirella Fiuza Silva,Lis Gomes Pondé,Milena Pereira Novaes,Camila Marinho Santos,Darci Neves dos Argollo,Nayara Oliveira,Ivete Maria Santos Brasil,Heloisa Helena Alves

Utilização de adoçantes dietéticos entre adultos em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil: um estudo de base populacional

Estudo de base populacional avaliou o uso de adoçantes dietéticos na população com idade ≥ 20 anos, residente na zona urbana do Município de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. A coleta de dados ocorreu entre janeiro e julho de 2010, e 2.732 indivíduos foram entrevistados. Além das questões específicas quanto ao uso de adoçante dietético, foram coletadas informações sobre características demográficas, socioeconômicas e de saúde. Para as análises estatísticas, foram utilizados testes qui-quadrado de heterogeneidade e de tendência linear. A prevalência de uso de adoçante dietético foi 19% (IC95%: 17,1; 20,9), sendo 3,7 vezes maior entre idosos do que entre aqueles com 20-29 anos de idade. Nível econômico e estado nutricional apresentaram associação direta e significativa com o desfecho. Quase 98% da amostra utilizou adoçantes na forma líquida, sendo os mais consumidos (89,2%) aqueles constituídos por sacarina e ciclamato de sódio. A mediana de ingestão diária foi 10 gotas (P25; P75 = 6; 18), entre usuários de adoçante líquido, ou 1,5 sachet (P25; P75 = 1; 4), para adoçante em pó. O uso de adoçante dietético foi maior entre mulheres e idosos.

Ano

2011

Creators

Zanini,Roberta de Vargas Araújo,Cora Luiza Martínez-Mesa,Jeovany

Tabagismo entre adolescentes e adultos jovens de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: influência do entorno familiar e grupo social

Este estudo objetivou estimar a prevalência de tabagismo entre jovens residentes em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, e avaliar possíveis fatores associados. Foram incluídas informações de 563 jovens entre 15-24 anos. Utilizou-se a base populacional do Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis, realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (2002-2003). O documento contém dados sociodemográficos; atividade física; tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Buscaram-se fatores associados ao tabagismo utilizando regressão logística, com entrada hierarquizada das variáveis no modelo e método de estimação GEE. A prevalência de tabagismo foi de 11,7%, e os fatores associados foram: consumo excessivo de álcool (OR = 20,6), idade (OR = 1,2); pai fumante (OR = 4,0), irmão fumante (OR = 2,5) e melhor amigo fumante (OR = 5,2). A prevalência de tabagismo em jovens de Belo Horizonte ainda é considerada alta, aumentando com idade, consumo de álcool e contato com familiares e amigos fumantes.

Ano

2011

Creators

Abreu,Mery Natali Silva Souza,Charles Ferreira de Caiaffa,Waleska Teixeira