Repositório RCAAP

Padrões de utilização de atendimento médico-ambulatorial no Brasil entre usuários do Sistema Único de Saúde, da saúde suplementar e de serviços privados

Indicadores de oferta, acesso e utilização são úteis para caracterizar os serviços, planejar ações e organizar a demanda. Este estudo descreve padrões de utilização de atendimento médico-ambulatorial e associação com variáveis sociodemográficas, de morbidade, porte do município e região, de acordo com a natureza jurídica do serviço. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com 12.402 adultos brasileiros entre 20 e 59 anos, residentes nas áreas urbanas de 100 municípios nas cinco regiões brasileiras. A prevalência de atendimento médico-ambulatorial nos três meses anteriores à entrevista foi de 34,6%. O Sistema Único de Saúde foi responsável por mais da metade (53,6%) dos atendimentos, algum convênio de saúde foi utilizado por 34% da amostra e os serviços privados por 12,4%, independentemente da região, do porte populacional e da morbidade referida. Os padrões de utilização de serviços de saúde continuam socialmente determinados, resultando da oferta, das características sociodemográficas e do perfil de saúde dos usuários.

Ano

2014

Creators

Dilélio,Alitéia Santiago Tomasi,Elaine Thumé,Elaine Silveira,Denise Silva da Siqueira,Fernando Carlos Vinholes Piccini,Roberto Xavier Silva,Suele Manjourany Nunes,Bruno Pereira Facchini,Luiz Augusto

Experiências com a atenção primária associadas à saúde, características sociodemográficas e uso de serviços em crianças e adolescentes

Este estudo avaliou as experiências com a atenção primária à saúde para crianças e adolescentes, considerando níveis de saúde, características sociodemográficas e o uso de serviços de saúde. A Enquete de Saúde de Catalunha de 2006 incluiu uma amostra representativa da população de 0 a 14 anos (n = 2.200). Pessoas adultas informaram suas experiências com a atenção primária à saúde de seus filhos com uma seleção de 17 itens do Primary Care Assessment Tool. Estimaram-se razões de prevalência (RP) de baixa pontuação em seis funções da atenção primária à saúde mediante modelos multivariados. A declaração de doenças crônicas se associou à baixa pontuação no primeiro contato-acessibilidade. Os pais imigrantes declararam pior experiência com várias funções da atenção primária à saúde. As pontuações no primeiro contato-acessibilidade, continuidade da atenção e competência cultural foram mais altas quando as crianças tinham cobertura sanitária dupla e mais baixas quando tinham visitado os serviços de emergência. Melhorias em algumas funções da atenção primária à saúde poderiam reduzir o uso de serviços de urgência e iniquidade.

Ano

2014

Creators

Berra,Silvina Rodríguez-Sanz,Maica Rajmil,Luis Pasarín,M. Isabel Borrell,Carme

O uso de uma avaliação por gestores da atenção primária em saúde: um estudo de caso no Sul do Brasil

O objetivo do artigo foi realizar uma meta-avaliação, com foco na utilização, em um estado do Sul do Brasil. Caracterizou-se como estudo de caso único, com coleta de dados primários por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores e técnicos de secretarias de saúde. A análise de conteúdo ocorreu por categorias definidas na matriz avaliativa: contexto político-organizacional e implantação da avaliação. Verificou-se que o contexto político-organizacional apresentou fragilidades nos quesitos de experiência, equipe de avaliação e espaço e tempo para reflexão. A autonomia técnica foi verificada no estado e em um município. Na implantação da avaliação a qualidade avaliativa satisfez os critérios, porém não houve uma definição prévia à avaliação dos usos e usuários. Houve relato de uso para planejamento de ações e uso político. Concluiu-se que a avaliação produziu informações importantes aos interessados, sendo o contexto político-organizacional o principal limitante do uso.

Ano

2014

Creators

Nickel,Daniela Alba Natal,Sonia Hartz,Zulmira Maria de Araújo Calvo,Maria Cristina Marino

Magnitude da tuberculose pulmonar na população fronteiriça de Mato Grosso do Sul (Brasil), Paraguai e Bolívia

Este estudo analisou a magnitude da tuberculose pulmonar no período de 2007 a 2010 em municípios sul-mato-grossenses fronteiriços ao Paraguai e à Bolívia. Na região de fronteira, as taxas de incidência (49,1/100 mil habitantes), de mortalidade (4,0/100 mil) e de abandono do tratamento (11,3%) foram 1,6, 1,8 e 1,5 vez maiores do que na região não fronteiriça. Entre indígenas da fronteira, as taxas de incidência (253,4/100 mil habitantes), mortalidade (11,6/100 mil) e coinfecção por HIV (1,9/100 mil) foram, respectivamente, 6,4, 3,2 vezes e 1,9 vez maiores do que entre os não indígenas nesta região. Estar na região de fronteira revelou-se fator de proteção contra coinfecção por HIV. Constatou-se associação entre ser indígena e não abandonar o tratamento. Conclui-se que a população residente nesses municípios de fronteira vivencia elevado risco de adoecimento, de morte e de abandono do tratamento de tuberculose pulmonar, o que requer ações diferenciadas de vigilância em saúde.

Ano

2014

Creators

Marques,Marli Ruffino-Netto,Antonio Marques,Ana Maria Campos Andrade,Sonia Maria Oliveira de Silva,Baldomero Antonio Kato da Pontes,Elenir Rose Jardim Cury

A avaliação de programas e serviços de saúde no Brasil enquanto espaço de saberes e práticas

Com o objetivo de analisar a constituição e o desenvolvimento de um espaço social especializado na produção de saberes e práticas sobre a avaliação em saúde no Brasil, foi realizado um estudo sócio-histórico apoiado na sociologia genética de Bourdieu. Para isso, foram analisadas as trajetórias de 28 agentes selecionados entre pesquisadores e gestores, bem como as condições históricas de possibilidade de constituição do espaço, por meio de entrevistas em profundidade, análise de documentos e revisão bibliográfica. O material gerado foi analisado à luz dos conceitos de campo, habitus e capital propostos por Bourdieu. Os resultados apontam para a constituição de um subespaço da avaliação no interior da Saúde Coletiva, resultado da interação entre agentes dos campos burocrático e científico, respectivamente representados pelas instituições de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus vários níveis e grupos de pesquisa inseridos em universidades públicas. Não foi identificado habitus comum entre os agentes entrevistados e as questões e disputas inerentes a esse subespaço.

Ano

2014

Creators

Furtado,Juarez Pereira Vieira-da-Silva,Ligia Maria

Atividade física em trabalhadores de Centros de Atenção Psicossocial do Sul do Brasil: tendências temporais

O objetivo foi apresentar tendências temporais de atividade física e fatores associados em trabalhadores de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da Região Sul do Brasil entre 2006 e 2011. Pesquisa transversal, parte do estudo Avaliação dos CAPS da Região Sul do Brasil/CAPSUL. Foram coletadas variáveis de saúde física, saúde mental por meio do Self-Report Questionnaire (SRQ-20) e atividade física usando-se o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Participaram 435 trabalhadores de CAPS em 2006 e 546 trabalhadores em 2011. As prevalências totais de atividade física (≥ 150 minutos semanais) foram 23,2% em 2006 e 17,6% em 2011, e de distúrbios psiquiátricos menores 11% e 8,4%. Não houve diferença na atividade física de homens e mulheres. Em 2006, sujeitos com menor escolaridade (p = 0,03) e menor renda (p = 0,01) apresentaram maior nível de atividade física. Em 2011, trabalhadores de CAPS localizados em municípios de grande porte apresentaram maior nível de atividade física (p = 0,02). São necessárias intervenções promotoras de atividade física nessa população, principalmente em trabalhadores de CAPS residentes em municípios de pequeno porte.

Ano

2014

Creators

Jerônimo,Jeferson Santos Jardim,Vanda Maria da Rosa Kantorski,Luciane Prado Domingues,Marlos Rodrigues

Fraturas de fêmur em idosos no Brasil: análise espaço-temporal de 2008 a 2012

Fraturas de fêmur em pessoas com idade igual ou superior a 60 anos (idosos) representam um grande impacto para a saúde pública, e estão associadas à elevada morbimortalidade e grandes custos socioeconômicos. Buscou-se descrever temporal e espacialmente os casos de fratura de fêmur em idosos de todas as regiões do país, por sexo, em um período de cinco anos. Foram realizadas descrições de série temporal e espacial bayesiana, baseadas em dados obtidos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), empregando modelo de regressão de Poisson, sobre os casos ocorridos entre os anos de 2008-2012. No período estudado ocorreram mais de 181 mil casos de fratura de fêmur, predominando o sexo feminino, sem correlações espaciais e diferenças temporais importantes. Apesar de não se observar predomínio de comportamento temporal e espacial, o número de casos de fratura de fêmur no Brasil é alto e com grandes custos financeiros e sociais. Políticas públicas de saúde visando a controlar os fatores predisponentes para esse evento devem ser urgentemente implementadas.

Ano

2014

Creators

Soares,Danilo Simoni Mello,Luane Marques de Silva,Anderson Soares da Martinez,Edson Zangiacomi Nunes,Altacílio Aparecido

Dietary patterns of Brazilian adolescents: results of the Brazilian National School-Based Health Survey (PeNSE)

The objectives of this study were to identify dietary patterns in Brazilian adolescents, describe their distributions in Brazil's State capitals and Federal District, and analyze the correlations with the Municipal Human Development Index (HDI-M). The study analyzed a sample of 60,954 ninth-graders from public and private schools who participated in the National School-Based Health Survey (PeNSE) in 2009. Cluster analysis was used to characterize dietary patterns. Three patterns were identified: healthy (27.7%), unhealthy (34.6%), and mixed (37.7%). Adolescents in the country's Southeast, South, and Central West regions showed a higher proportion of the healthy eating pattern. HDI-M showed a positive correlation with the healthy pattern and a negative correlation with the mixed pattern. The identification of different dietary patterns within and between regions and according to HDI-M highlights the need for better knowledge of each local context in terms of both the magnitude of events and the examination of determinants within these different realities.

Ano

2014

Creators

Tavares,Letícia Ferreira Castro,Inês Rugani Ribeiro de Levy,Renata Bertazzi Cardoso,Letícia de Oliveira Claro,Rafael Moreira

Desenho da amostra Nascer no Brasil: Pesquisa Nacional sobre Parto e Nascimento

Este artigo descreve a amostra da Pesquisa Nacional sobre Parto e Nascimento no Brasil. Os hospitais com 500 ou mais nascidos vivos em 2007 foram estratificados por macrorregião, capital de estado ou não, e tipo, e selecionados com probabilidade proporcional ao número de nascidos-vivos em 2007. Amostragem inversa foi usada para selecionar tantos dias de pesquisa (mínimo de 7) quantos fossem necessários para alcançar 90 entrevistas realizadas com puérperas no hospital. As puérperas foram amostradas com igual probabilidade entre as elegíveis que entraram no hospital no dia. Os pesos amostrais básicos são o inverso do produto das probabilidades de inclusão em cada estágio e foram calibrados para assegurar que estimativas dos totais de nascidos vivos dos estratos correspondessem aos totais de nascidos vivos obtidos no SINASC. Para os dois seguimentos telefônicos (6 e 12 meses depois), a probabilidade de resposta das puérperas foi modelada pelas variáveis disponíveis na pesquisa de base, a fim de corrigir, para a não resposta, os pesos amostrais em cada onda de seguimento.

Ano

2014

Creators

Vasconcellos,Mauricio Teixeira Leite de Silva,Pedro Luis do Nascimento Pereira,Ana Paula Esteves Schilithz,Arthur Orlando Correa Souza Junior,Paulo Roberto Borges de Szwarcwald,Celia Landmann

Determinação da idade gestacional com base em informações do estudo Nascer no Brasil

O objetivo deste estudo foi verificar a validade de diferentes métodos de estimação da idade gestacional e propor a criação de um algoritmo para cálculo da mesma para a pesquisa Nascer no Brasil – estudo realizado em 2011-2012, com 23.940 puérperas. Utilizou-se a ultrassonografia precoce, realizada entre 7-20 semanas de gestação, como método de referência. Todas as análises foram estratificadas segundo tipo de pagamento do parto (público ou privado). Quando comparado à ultrassonografia precoce, foram encontrados coeficientes de correlação intraclasse substanciais tanto para o método idade gestacional na admissão baseado em ultrassonografia (0,95 and 0,94) quanto para o método idade gestacional relatada pela puérpera na entrevista (0,90 and 0,88), para o pagamento do parto público e privado, respectivamente. Medidas baseadas na data da última menstruação apresentaram coeficientes de correlação intraclasse menores. Este estudo sugere cautela ao se utilizar a data da última menstruação como primeiro método de estimação da idade gestacional no Brasil, fortalecendo o uso de informações oriundas de ultrassonografia precoce.

Ano

2014

Creators

Pereira,Ana Paula Esteves Leal,Maria do Carmo Gama,Silvana Granado Nogueira da Domingues,Rosa Maria Soares Madeira Schilithz,Arthur Orlando Corrêa Bastos,Maria Helena

Estimação da razão de mortalidade materna no Brasil, 2008-2011

Neste trabalho, propõe-se uma metodologia de estimação da razão de mortalidade materna (RMM), no Brasil, 2008-2011, por meio das informações do Ministério da Saúde. O método proposto leva em consideração, o sub-registro geral de óbitos, as proporções de investigação de mortes de mulheres em idade fértil, bem como as proporções de óbitos maternos que foram atribuídos, indevidamente, a outras causas antes da investigação. A RMM foi estimada por Unidade de Federação no triênio de 2009-2011. No Brasil, a RMM atinge o valor mínimo em 2011 (60,8/100 mil nascidos vivo) e o máximo em 2009 (73,1/100 mil nascidos vivos), explicado, provavelmente, pela epidemia de influenza A (H1N1). Os maiores valores da RMM foram encontrados no Maranhão e no Piauí, ultrapassando 100/100 mil nascidos vivos, e o menor foi apresentado por Santa Catarina, o único estado com magnitude inferior a 40/100 mil nascidos vivos. Os resultados indicaram valores superiores aos que deveriam ter sido alcançados de acordo com a quinta meta do milênio, mas apontaram para um decréscimo significativo no período de 1990-2011, se as estimativas anteriores da RMM forem consideradas.

Ano

2014

Creators

Szwarcwald,Celia Landmann Escalante,Juan José Cortez Rabello Neto,Dácio de Lyra Souza Junior,Paulo Roberto Borges de Victora,César Gomes

Assistência pré-natal no Brasil

O estudo tem por objetivo analisar a assistência pré-natal oferecida às gestantes usuárias de serviços de saúde públicos e/ou privados utilizando dados da pesquisa Nascer no Brasil, realizada em 2011 e 2012. As informações foram obtidas por meio de entrevista com a puérpera durante a internação hospitalar e dados do cartão de pré- natal. Os resultados mostram cobertura elevada da assistência pré-natal (98,7%) tendo 75,8% das mulheres iniciado o pré-natal antes da 16a semana gestacional e 73,1% compareceram a seis ou mais consultas. O pré-natal foi realizado, sobretudo, em unidades básicas (89,6%), públicas (74,6%), pelo mesmo profissional (88,4%), em sua maioria médicos (75,6%), e 96% receberam o cartão de pré-natal. Um quarto das gestantes foi considerado de risco. Do total das entrevistadas, apenas 58,7% foram orientadas sobre a maternidade de referência, e 16,2% procuraram mais de um serviço para a admissão para o parto. Desafios persistem para a melhoria da qualidade dessa assistência, com a realização de procedimentos efetivos para a redução de desfechos desfavoráveis.

Ano

2014

Creators

Viellas,Elaine Fernandes Domingues,Rosa Maria Soares Madeira Dias,Marcos Augusto Bastos Gama,Silvana Granado Nogueira da Theme Filha,Mariza Miranda Costa,Janaina Viana da Bastos,Maria Helena Leal,Maria do Carmo

Processo de decisão pelo tipo de parto no Brasil: da preferência inicial das mulheres à via de parto final

O objetivo deste artigo é descrever os fatores referidos para a preferência pelo tipo de parto no início da gestação e reconstruir o processo de decisão pelo tipo de parto no Brasil. Dados de uma coorte de base hospitalar nacional com 23.940 puérperas, realizada em 2011-2012, foram analisados, segundo fonte de pagamento do parto e paridade, com utilização do teste χ2. A preferência inicial pela cesariana foi de 27,6%, variando de 15,4% (primíparas no setor público) a 73,2% (multíparas com cesariana anterior no setor privado). O principal motivo para a escolha do parto vaginal foi a melhor recuperação desse tipo de parto (68,5%) e para a cesariana o medo da dor do parto (46,6%). Experiência positiva com parto vaginal (28,7%), parto cesáreo (24,5%) e realização de laqueadura tubária (32,3%) foram citadas por multíparas. Mulheres do setor privado apresentaram 87,5% de cesariana, com aumento da decisão pelo parto cesáreo no final da gestação, independentemente do diagnóstico de complicações. Em ambos os setores, a proporção de cesariana foi muito superior ao desejado pelas mulheres.

Ano

2014

Creators

Domingues,Rosa Maria Soares Madeira Dias,Marcos Augusto Bastos Nakamura-Pereira,Marcos Torres,Jacqueline Alves d'Orsi,Eleonora Pereira,Ana Paula Esteves Schilithz,Arthur Orlando Correa Leal,Maria do Carmo

Fatores associados à cesariana entre primíparas adolescentes no Brasil, 2011-2012

Nesse artigo são apresentados os fatores associados à realização de cesariana em primíparas adolescentes no Brasil, utilizando-se dados de pesquisa nacional de base hospitalar realizada entre 2011 e 2012. As informações foram obtidas por meio de entrevista com a puérpera durante a internação hospitalar. Um modelo teórico conceitual foi estabelecido com três níveis de hierarquia e a variável dependente foi a via de parto – cesariana ou vaginal. Os resultados mostram proporção elevada de cesariana entre primíparas adolescentes (40%) e os fatores mais fortemente associados à cesariana foram considerar esta via de parto mais segura (OR = 7,0; IC95%: 4,3-11,4); parto financiado pelo setor privado (OR = 4,3; IC95%: 2,3-9,0); mesmo profissional de saúde assistindo pré-natal e parto (OR = 5,7; IC95%: 3,3-9,0) e apresentar antecedentes clínicos de risco e intercorrências na gestação (OR = 10,8; IC95%: 8,5-13,7). A gravidez na adolescência permanece em pauta no campo da saúde reprodutiva, sendo preocupante a proporção do parto cirúrgico encontrada nesse estudo, haja vista a exposição precoce aos efeitos da cesariana.

Ano

2014

Creators

Gama,Silvana Granado Nogueira da Viellas,Elaine Fernandes Schilithz,Arthur Orlando Corrêa Filha,Mariza Miranda Theme Carvalho,Márcia Lazaro de Gomes,Keila Rejane Oliveira Costa,Maria Conceição Oliveira Leal,Maria do Carmo

Práticas de atenção hospitalar ao recém-nascido saudável no Brasil

O objetivo do estudo foi avaliar o cuidado ao recém-nascido saudável a termo e identificar variações nesse cuidado no atendimento ao parto e na primeira hora de vida. Utilizou-se a base de dados da pesquisa Nascer no Brasil. Foram estimadas as razões de produtos cruzados OR brutas e ajustadas entre as características do hospital, maternas e de assistência ao parto com os desfechos: aspiração de vias aéreas e gástrica, uso do oxigênio inalatório, uso de incubadora, contato pele a pele, alojamento conjunto e oferta do seio materno na sala de parto e na primeira hora de vida. Foi observada grande variação das práticas usadas na assistência ao recém-nascido a termo na sala de parto. Práticas consideradas inadequadas como uso de oxigênio inalatório (9,5%), aspiração de vias aéreas (71,1%) e gástrica (39,7%) e uso de incubadora (8,8%) foram excessivamente usadas. A ida ao seio na sala de parto foi considerada baixa (16,1%), mesmo nos hospitais com título de Hospital Amigo da Criança (24%). Esses resultados sugerem baixos níveis de conhecimento e aderência às boas práticas clínicas.

Ano

2014

Creators

Moreira,Maria Elisabeth Lopes Gama,Silvana Granado Nogueira da Pereira,Ana Paula Esteves Silva,Antonio Augusto Moura da Lansky,Sônia Pinheiro,Rossiclei de Souza Gonçalves,Annelise de Carvalho Leal,Maria do Carmo

Implementação da presença de acompanhantes durante a internação para o parto: dados da pesquisa nacional Nascer no Brasil

As evidências sobre os benefícios do apoio contínuo durante o parto levou à recomendação de que este apoio deve ser oferecido a todas as mulheres. No Brasil, ele é garantido por lei desde 2005, mas os dados sobre a sua implementação são escassos. Nosso objetivo foi estimar a frequência e fatores sociodemográficos, obstétricos e institucionais associados à presença de acompanhantes durante o parto na pesquisa Nascer no Brasil. Foi feita análise estatística descritiva para a caracterização dos acompanhantes (em diferentes momentos do tempo da internação), fatores maternos e institucionais; as associações foram investigadas em modelos bi e multivariada. Vimos que 24,5% das mulheres não tiveram acompanhante algum, 18,8% tinham companhia contínua, 56,7% tiveram acompanhamento parcial. Preditores independentes de não ter algum, ou parcial, foram: menor renda e escolaridade, cor parda da pele, usar o setor público, multiparidade e parto vaginal. A implementação do acompanhante foi associada com ambiência adequada e regras institucionais claras sobre os direitos das mulheres ao acompanhante.

Ano

2014

Creators

Diniz,Carmen Simone Grilo d'Orsi,Eleonora Domingues,Rosa Maria Soares Madeira Torres,Jacqueline Alves Dias,Marcos Augusto Bastos Schneck,Camilla A. Lansky,Sônia Teixeira,Neuma Zamariano Fanaia Rance,Susanna Sandall,Jane

Desigualdades sociais e satisfação das mulheres com o atendimento ao parto no Brasil: estudo nacional de base hospitalar

O objetivo foi identificar fatores associados à avaliação das mulheres quanto à relação profissionais de saúde/parturiente e como esses fatores influenciam a satisfação com o atendimento ao parto. Estudo de coorte de base hospitalar, realizado com base na pesquisa Nascer no Brasil. Foram incluídas 15.688 mulheres entrevistadas no pós-parto, por telefone, de março de 2011 a fevereiro de 2013. Todas as variáveis componentes da relação profissional/parturiente (tempo de espera, respeito, privacidade, clareza nas explicações, possibilidade de fazer perguntas e participação nas decisões) e escolaridade mantiveram-se associadas de forma independente à satisfação geral com o atendimento ao parto, no modelo ajustado. As mulheres atendidas na Região Sudeste e na Sul, no setor privado e com acompanhante avaliaram melhor a relação com os profissionais de saúde, o oposto ocorreu com as pardas e que tiveram trabalho de parto. As mulheres valorizam a forma como são atendidas pelos profissionais e existem desigualdades de cor, região geográfica e fonte de pagamento do parto nessas relações.

Ano

2014

Creators

d'Orsi,Eleonora Brüggemann,Odaléa Maria Diniz,Carmen Simone Grilo Aguiar,Janaina Marques de Gusman,Christine Ranier Torres,Jacqueline Alves Angulo-Tuesta,Antonia Rattner,Daphne Domingues,Rosa Maria Soares Madeira